21.12.12

prometo (mas não vou cumprir)


O Natal está aí à porta. Tal como a chegada do novo ano. E esta época é propícia ao convívio familiar e com os amigos mais próximos. Nestas reuniões costumam destacar-se as animadas e diversificadas conversas e que, por norma, são acompanhas por bons vinhos e bons digestivos. Pelo menos, comigo é assim. Chegamos a ir para a mesa às 20 horas e só nos levantamos quando a noite já vai longa. Como para mim, o Natal é este convívio, aprecio bastante estes momentos. No final do ano, a situação repete-se. Mais conversas. Mais horas de convívio. Mais bebidas, escolhidas detalhadamente e muita animação garantida.

Tudo isto, torna impossível não pensar naqueles momentos em que bebi um pouco mais. Aqueles instantes em que prometemos nunca mais beber ou que passamos a detestar uma bebida. Recordo-me perfeitamente da primeira vez em que bebi mais do que era suposto. Era adolescente e estava a jogar às cartas com um grupo de amigos. Ao nosso lado, uma garrafa de Gold Strike que era bebida somente em modo shot (uma das regras do jogo). Resultado imediato: ficamos todos alegres. Resultado do dia seguinte: Passei a detestar Gold Strike. Só de escrever o nome dá-me arrepios e suores frios. É curioso que no meu grupo de amigos, quem ficou num estado ébrio por causa desta bebida não consegue voltar a beber Gold Strike. Apesar de beber quase sempre de forma controlada, há alturas em que me deixo levar pelo momento. Mas, há um grupo de regras para isso acontecer. Saber que não vou conduzir. Saber que quem conduz não bebe ou combinar previamente que se deixa o carro num sítio qualquer e que se opta pelos transportes públicos (algo que aconselho a toda a gente). Estas são as principais. Depois, é preciso um bom grupo de amigos, animação, muita animação e boas conversas. Beber só pelo prazer de beber é algo que não faz parte da minha maneira de ser. Para mim, o álcool é a consequência de vários ingredientes que se conjugam na perfeição.

E se me recordo perfeitamente do episódio do Gold Strike, facilmente penso noutros casos, vividos noutras situações. Seja com a família, com os amigos, com o pessoal do trabalho ou com a malta do futebol. E se as pessoas são diferentes, tal como os cenários há algo que nunca muda: a ressaca. Nessa altura, prometo vezes sem conta que não voltarei a beber. Nunca mais faço nada assim, repito interminavelmente. Porém, as promessas não passam disso mesmo. Talvez porque nunca tenha acordado numa situação igual aquela vivida pelos protagonistas dos filmes A Ressaca - quem não viu deve ver! Posto isto, acho que este postal faz todo o sentido nesta época. Ou não?

48 comentários:

  1. eheheh, pois Gold Strike né!?
    Também tenho mais expriência e nunca mais bebi... gold strike

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  2. É verdade... quase toda a gente tem a mesma relação com o Gold strike.

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  3. Ui já me estou a lembrar das dores de cabeça... maldita ressaca natalicia...

    DESBOCADO!

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  4. Hahaha. Quem nunca bebeu mais do que devia e no dia seguinte fez essa promessa, que se acuse!
    E os filmes da Ressaca 1 e 2 são fenomenais :)

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  5. Golden Strike é daquelas bebidas que nem cheirar posso.
    Tudo isto porque há uns anos eu e uma prima tivemos a brilhante ideia de beber golden strike com vodka...

    Enfim.

    Bom Natal :)

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  6. Não sou de ressacar. O dia que passei pior depois de uma noite de copos, foi por causa de Whisky, esse nojo de bebida! Mas ainda assim, não sei bem o que são dores de cabeça, ter sido atropelada por um comboio, ou não me conseguir mexer. Normalmente demoro um bocadinho mais para conseguir levar qualquer coisa à boca, mas é tudo.

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  7. As promessas talvez existam para isso mesmo: ser quebradas.

    Um Feliz Natal e alegre convivio.

    Beijinho

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  8. Engraçado, tb tenho essa "relação amor/ódio" com o Gold Stryke, sim pq eu ainda sou do tempo em que se bebia Gold Stryke não só em shot, mas ao metro..e neste momento é das coisas mais horripilantes que me lembro..As b'zanas e as ressacas eram tão fortes que agora nem cheirá-lo..em consequência, já uma garrafinha de Absolut nas minhas mãos e das da minha melhor amiga duram a módica quantia de 45 minutos..eheheh..haja saúde e alegria para continuar a fazer brindes, a beber saudávelmente e o não esquecimento do Benuron e do 1/2 litro de água antes de deitar:)))

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    1. Nunca fui de tomar nada no dia seguinte. É uma espécie de castigo que dou a mim mesmo :)

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    2. Não, não..não estás a perceber:) O segredo é tomares antes de te deitares e não no dia seguinte:) Acordas novo:)

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    3. É um castigo que me ensina a ser melhor :)

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  9. Hmmm... mas essa repentina decisão tem a ver com algum disparate cometido em noite de copos? ;) Eu tive anos sem conseguir beber rum também por ter apanhado assim a primeira bebedeira. Mas felizmente nunca fiz nada bêbeda que não fizesse sóbria. :)

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    1. Não tenho nada a lamentar. Aliás, sou o primeiro a rir quando me contam aquilo que fiz e quando me imitam. Primeiro pergunto: a sério? Depois, começo a rir :)

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  10. Sempre fui o motorista. Reuni sempre os requisitos, não bebo! E sempre foi muito estranho para os meus amigos, mas como lhes dava jeito adoravam e enalteciam a minha decisão!
    Portanto nunca estive de ressaca, porém de há uns meses para cá penso em que tipo de pessoa o alcóol me transforma: chorona, doida, alegre, faladora... E para o dia 31/12 tenho programado "beber até cair". O que no meu caso qualquer copito chega... Depois conto.

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    1. É giro descobrir que tipo de pessoas somos. Conheço todos os que referes :)

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  11. Eu não consigo beber Mateus Rosé....depois de uma noite bem regada veio uma manhã/tarde completamente terrorífica....nem o cheiro agora! Só de pensar dá me náuseas!
    PS: Gostei da imagem! todos prometemos, ninguém cumpre!
    Beijinhos
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    1. Eu sou dos que promete mas que não cumpre. Até hoje, só cortei relações com o gold strike. Estive quase quase com o moscatel mas voltamos a ser aquilo que sempre fomos. Um casal perfeito :p

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  12. Ahahahah! O postal está demais! :)

    Pois que não faço a mínima ideia do que falas, hsb. Não sei o que é uma ressaca. Não gosto de álcool, salvo uma ou duas excepções. E, pior, não tenho pachorra nenhuma para aturar a bebedeira dos outros... ;p

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    1. Isso toda a gente diz que não tem. Eu próprio não tenho. Mas lembro-me sempre dos momentos em que devem ter dito o mesmo de mim e abro excepções ;p

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  13. Revi-me completamente neste teu post...até quando te referes ao gold stricke :)

    Boas festas, acompanhadas de bom convivio e boa pinga.
    Abraço

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    1. És cá dos meus :)

      Boas festas, acompanhadas do fundamental bom convívio e boa pinga.

      Abraço

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  14. Ena, já enfrasquei bastante nos meus tempos da universidade e de erasmus e a verdade é que hoje: Gold Stricke nem vê-lo, Jeropiga longe e zubrowka ( uma vodka polaca) para nunca mais!!
    Agora um bom vinho na companhia dos amigos rola quase todos os fds (he he he) ;D

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    1. O "sambas"? Ui essa mistura explosiva que nos dão a provar quando somos caloiros, no rally das tascas (pelo menos na UM é assim). Deusmalibre disso também!!

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  15. Eu como não bebo sou a pessoa que traz sempre o carro ;)

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  16. Por acaso sou daquelas que nunca bebi ao ponto de ficar mal-disposta e tenho imenso cuidado em saídas porque geralmente sou a quelevo o carro. Mas tenho de confessar que apesar e não exagerar a minha resistência é forte :) até posso fazer umas quantas misturas com shots que o resultado é só fica um pouco mais alegrezinha :)...e falar e rir muito:)

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  17. Não, não...não estás a perceber bem a coisa..O segredo é tomares antes de te deitares..acordas novo:)

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  18. Ah, o Gold Strike! Fizeste-me agora regressar à minha adolescência... Bons momentos passados.
    Hoje nem vê-lo! ;)
    Gostava de beber mas não em excesso, claro que houve uma situação ou outra de ter bebido mais um pouco mas nada de mais.
    Mas à medida que a idade avança, a vontade de beber diminuiu.

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  19. Oh, a típica promessa. Confesso que sou amiga das festas e que gosto do meu copinho na mão quando estou a socializar com os outros... Acontecia com frequência no Brasil, não tanto aqui. Mas nem me apetece sair ultimamente. Estou tão caseira, tão caseira que é até estranho! Mas com certeza esta promessa será feita mais umas quantas vezes ao longo do meu futuro. Típico!

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    1. Por outro lado, é tão bom fazer estas promessas que não se cumprem :)

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