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31.3.19

até falava da colecção de roupa unissexo da zippy, mas prefiro falar de moçambique

Por estes dias só se tem falado da supostamente polémica colecção de roupa da Zippy. Parece que meio mundo está escandalizado com as peças de criança que se destacam por ser sem género. Algo que no meu tempo, e só tenho 37 anos, se chamava unissexo. Como não encontro nada chocante nisto, não perco tempo a alongar-me sobre o assunto. É o que é e só compra quem gosta. E pelas fotos parecem ser peças bem giras.

Prefiro centrar-me na catástrofe que assolou Moçambique. Já perdi conta ao número de peças jornalistas que vi sobre o assunto e em todas fiquei emocionado. Sendo que destaco algo que encontrei em todas elas. Estou a falar da total ausência de uma vontade cega de culpar alguém. Ninguém perde tempo a culpar este ou aquele.

Vi uma peça em que um homem, descalço, andava no meio da lama a limpar estradas. Este homem tinha ficado sem casa e dizia apenas que os trabalhos corriam dentro do previsto. Vi uma mulher grávida que só deseja uma casa para que o filho possa nascer, dizendo que o passado era isso mesmo. Vi pessoas falarem de pessoas que viram morrer com uma postura completamente diferente.

Aqui, andamos a discutir a polémica em relação a uma colecção de roupa. Já aquele povo, que lida com uma tragédia que não se deseja a ninguém, ensinam uma lição que só não aprende quem não quer. Ou quem prefere olhar para peças de roupa como se fossem balas ou bombas atómicas.

30.7.18

dress code: funeral descontraído. vai uma aposta que vem aí moda?

O Manchester City é uma das muitas equipas que está a fazer parte da pré-época nos Estados Unidos da América. Mas a equipa treinada por Pep Guardiola (e onde joga o português Bernardo Silva) é a única que está a ser notícia pela roupa. E não me refiro ao equipamento de jogo.

O clube está a ser notícia pela roupa de viagem oficial do clube. Nada mais do que uma T-shirt preta, calções pretos e meias e sapatos igualmente pretos. Para já toda a gente se ri desta indumentária da marca Dsquared2 que está a ser descrita como ideal para usar num funeral descontraído.

Mas vai uma aposta que este estilo vai passar a ser moda em pouco tempo? Até porque ténis com silicone e corrector também já são!

12.6.17

mulheres... nunca usem isto!

Já está a circular nas redes sociais um fato-de-banho que pode ser definido em apenas uma palavra: assustador. Existem até vídeos de mulheres com esta peça de roupa vestida e a reacção que a mesma provoca. Tendo em conta que, mesmo em promoção, custa 40 euros, aconselho todas as mulheres a poupar esta quantia. E peço que NUNCA usem este fato-de-banho. Agradecido!


15.3.17

o crop top que choca o mundo

Devo ser um caso raro mas confesso que não fiquei minimamente chocado com o crop top que aparentemente está a chocar muitas pessoas. A peça em questão foi lançada pela Urban Outfitters na Austrália e tem um preço de aproximadamente 15 euros. A peça é esta.


E digo que não fico chocado porque parece-me uma peça que a maioria das jovens era capaz de usar. E tenho esta opinião com base no que vejo na rua tal como a oferta que as lojas disponibilizam. Já para não falar das roupas que são usadas nos vídeos de música ou que são vestidas por fenómenos mundiais que posteriormente partilham as imagens nas redes sociais.

Analisando tudo isto, olho para esta peça como um eventual fenómeno de vendas. Especialmente se for usado por alguma celebridade. Aquilo que me “choca” é algo que não é exclusivo desta peça. E estou a referir-me ao exagerado preço por tão pouco tecido. De resto, é apenas mais uma peça de roupa.

14.3.17

é disto que gosto

Longe vão os tempos em que gastava muito dinheiro em roupa. É verdade que os tempos eram outros, as responsabilidade outras e tinha uma vida completamente diferente. Mas, por exemplo, cheguei a gastar 120 euros numas calças de ganga de que gostava muito. Hoje seria incapaz de o fazer. Considero manifestamente exagerado gastar aquele valor numa peça de roupa.

E por isso é que sou, cada vez mais, fã das lojas que oferecem qualidade (em muitos casos a mesma das marcas mais caras) a um preço muito mais baixo. E foi neste sentido que fui conhecer a primeira (de quatro) loja OVS em Portugal, situada perto da minha casa, no Almada Fórum. E fiquei rendido. Porque é meio caminho andado para me conquistar vender t-shirts a 7,99 ou 9,99 euros, valores que considero justos para aquela peça de roupa.

Mas se já gastei algum dinheiro em roupa, agora também não compro apenas por ser barato. Aquilo que procuro é uma relação de equilíbrio entre a qualidade e o preço. E ao contrário daquilo que muitas pessoas ainda pensam, é possível ter qualidade a um preço mais reduzido. Tenho t-shirts mais baratas como tenho algumas com um preço um pouco mais alto. E o tempo de vida das mesmas anda ela por ela. Mas isto digo eu que não me guio pelo valor elevado de algo, seja no que for.

No caso específico desta marca italiana fiquei adepto da qualidade das t-shirts bem como da forma como vestem. Quando a isto se junta um preço que considero justo, está tudo reunido para ficar fã da loja. De resto, posso estar a ser tendencioso por ser homem mas pareceu-me que a colecção masculina da OVS ganha à oferta para elas. E deixo aqui dois exemplos de t-shirts que acabaram por vir comigo para casa.


7.3.17

diz que é moda para elas

Diz que está na moda. Acredito mais numa forma de protesto público contra a censura das redes sociais em relação ao corpo das mulheres.


1.3.17

é para vir meio chique

Acho que o convite para ir à festa da Vanity Fair tinha como dress code "meio chique". Algo que a actriz Gabrielle Union percebeu na perfeição.

ela não foi traída. teve o que procurava

É comum ler uma notícia que tem como título "traída pelo vestido" quando acontece um evento que tem destaque em todo o mundo, como é o caso dos Óscares. A edição deste ano não foi excepção e a protagonista foi Blanca Blanco, uma actriz de quem poucas pessoas ouviram falar até ser notícia pelo seu vestido.

A actriz decidiu usar um vestido com uma racha generosa e optou por não usar roupa interior. Como seria de esperar (pelo menos existia uma grande probabilidade de isso acontecer) Blanca Blanco acabou por mostrar mais do que devia. E acabou por ser notícia em todo o mundo. Não pela carreira mas pelo deslize do vestido. A tal traição.

Não concordo com estes títulos. Porque acho que não existe traição nenhuma por parte da roupa. Quem escolhe um modelo destes quer ser notícia pela roupa. Quem decide não usar roupa interior com uma racha generosa, e sabendo que terá de atravessar a passadeira vermelha, quer ser notícia pela provável exposição corporal que tem tudo para acontecer.


É por isto que defendo que não existe traição do vestido. Existe sim uma vitória do vestido. Alcançou o objectivo que tinha. Antes do evento ninguém sabia quem era Blanca Blanco. Agora, é notícia em todo o mundo. E com isto todos vão querer saber mais sobre si e mais sobre o vestido. Com um pouco de sorte esta exposição mundial acaba por trazer um qualquer convite profissional. Por isso é que não acredito em traição. É uma missão bem sucedida.

24.11.16

christmas jumpers: yay or nay?

O Natal aproxima-se a passos largos. As decorações já começam a ter destaque. E nas lojas de roupa há cada vez mais espaço (e destaque) para as cada vez mais famosas camisolas específicas desta época. As conhecidas christmas jumpers! A ideia que tenho é que existem cada vez mais pessoas adeptas destas camisolas. E que as usam num jantar de amigos ou em família na noite de Consoada.

Perante este crescente fenómeno de popularidade, fica a questão... christmas jumpers: yay or nay? E a resposta até pode ser alargada a uma opção mais elaborada. Sim mas apenas para as crianças. Sim mas apenas em casa sem que ninguém fora da família veja. E outras hipóteses que ocorram.

8.11.16

para as mulheres que querem homens sexys e selvagens

Pelos vistos existem mulheres que gostam que os "seus" homens sejam sexys e selvagens. E parece que existem homens que querem conquistar as mulheres dando um ar selvagem (e também sexy) a uma determinada parte do corpo. A pensar nestas pessoas surgiu esta roupa interior com imagens que promete satisfazer as necessidades deles e delas no que ao departamento do sexy e selvagem diz respeito. Os(as) interessados(as) podem encontrar estas peças de roupa interior na Amazon a troco de qualquer coisa como nove euros. Este é o preço a pagar para ser sexy e selvagem.

Existem outros animais

17.10.16

casais a quem só falta luzes neon

Existem pequenos detalhes que facilmente identificam um casal na rua. Por exemplo, a troca de beijos ajuda a que se perceba que é um casal. Ou o facto de andarem a passear de mãos dadas. Isto apenas para dar dois exemplos de detalhes comuns aos diferentes casais. A isto ainda se podem juntar as alianças e outros detalhes. Isto para dizer que existem diversos factores que ajudam a que as outras pessoas percebam que se trata de um casal.

Mas existem casais a quem isto não chega. E refiro-me aos casais que gostam de andar na rua como dois filhos gémeos que os pais vestem com roupas iguais. Refiro-me a casais que usam ténis iguais, calças iguais, camisolas iguais e até acessórios iguais. São casais que chegam a estar mais parecidos do que gémeos com roupas iguais.

Consigo achar alguma piada a camisolas específicas para casais. Quando bem feitas conseguem ter alguma piada, mesmo defendendo que não são para usar de dois em dois dias. O que vai além disso já é um exagero. E talvez defenda isto porque não gosto de ver pessoas com roupas iguais. E não acho piada a um casal que se veste, dos pés à cabeça, de igual modo tal como não acho piada aos amigos que combinam vestir a mesma roupa quando vão sair à noite ou para levar para a escola. E que chegam a ir comprar roupa ao mesmo tempo para comprar tudo igual.

Às vezes fica a ideia de que só faltam luzes neon que piscam e identificam ainda mais a ligação entre duas pessoas. Já existem tantas coisas a unir as pessoas que é bom que existam detalhes que mostrem algumas diferenças. Nem que seja na roupa. Já para não falar na personalidade e em tantas outras coisas que definem a individualidade de cada um.

6.10.16

os azeiteiros vestidos de noiva do benfica

Surge a notícia de que o Benfica vai lançar a primeira colecção de vestidos de noiva. E a primeira reacção de muitas pessoas é algo como: "que azeiteiro", "que falta de gosto", "que coisa feia", "que bimbos" ou "só saloias é que vão comprar esses vestidos". Estas palavras representam o modo de pensar de muitas pessoas. Que nem se dão ao trabalho de perceber a ideia. O motivo da sua existência. Ou quem é o autor ou autora das criações. São pessoas que rapidamente imaginam uma camisola do Benfica mas com um pouco mais de tecido de modo a parecer um vestido de noiva.

Quem por aqui passa sabe que sou do Benfica. Mas se estes vestidos fossem de outro clube teria o mesmo modo de pensar. Esta ideia surgiu, de acordo com os mentores, devido à procura de muitos casais. E pretende atingir um mercado de luxo. Até porque as 12 criações têm preços que oscilam entre os cinco e os oito mil euros. E verdade seja dita, é um preço que não está ao alcance de qualquer noiva.

Além disso, os vestidos são da autoria de Micaela Oliveira, que é apenas uma das estilistas mais procuradas do mercado nacional. Independentemente de se gostar do seu trabalho, o sucesso nacional e internacional fala por si. Isto tudo para dizer que não é o facto de um projecto estar associado a um clube, seja ele qual for, que passa a ter menos (ou mais) qualidade. Isso deve ser discutido em relação aos detalhes e não apenas à associação a um clube. E as pessoas que partem imediatamente para a crítica deveriam, pelo menos, perceber os detalhes do projecto. Deste ou de outro qualquer.

Já vi algumas fotos dos vestidos (são hoje apresentados) e gostei do que vi. Gostei de uns e não fiquei encantado com outros. E isto acontece com estes vestidos como acontece com qualquer montra de uma qualquer loja de noivas. Ou mesmo com um qualquer catálogo de uma qualquer marca. E dos vestidos destaco este.


Assumo que gosto deste vestido. Vamos retirar o Estádio da Luz da equação. Vamos retirar o Benfica. Fica apenas um vestido de noiva e Micaela Oliveira. O vestido passa a ser mais bonito por isso? É menos azeiteiro por isso? E passa a ser mais feio e/ou mais bimbo apenas porque está associado ao Benfica? As pessoas estão a analisar o vestido ou o clube e a paixão/ódio que nutrem pelo mesmo?

PS - Não deixa de ter piada que pessoas que criticam este projecto são as mesmas que gabam as restantes criações de Micaela Oliveira.

14.9.16

estou safo. tu (ou ele) não sei...

Deparei-me com um artigo onde constam as peças que todos os homens devem ter no armário antes de chegar aos 30 anos. Apesar de já ir nos 35, o artigo diz que é válido para quem já está na casa dos trinta. E foi isto que por lá encontrei:

- Um fato completo;
- Um blazer;
- Um relógio "caro";
- Sapatos de pele (castanhos ou pretos);
- Calções chino;
- Umas botas de qualidade;
- Ténis de Verão de qualidade;
- Um casaco quente de Inverno;
- Uma gabardina;
- Um chapéu de chuva;
- Um mala;
- Uma pasta de trabalho;
- Uma carteira de pele;
- Um cinto que dure;
- Um smoking;
- Umas calças de ganga;
- A t-shirt perfeita;
- Um casaco casual;
- Uma camisa casual;
- Calções de banho que não causem embaraço;
- Uma gravata de que se goste;
- Óculos escuros que dão ar de inteligente.

Olhando para esta lista só não tenho um artigo. (pasta de trabalho). Existem outros que não sei se estão dentro dos padrões do "caro" e de "qualidade" que são referidos. Nem sequer sei o que é uma t-shirt "perfeita" pois para mim são todas as que compro, por isso é que as compro. Posto isto posso dizer que estou pronto para viver os trinta. Espero que os homens que estão desse lado não estejam em apuros. E, como passam por aqui muitas mulheres, que os vossos namorados ou maridos também estejam safos.

28.7.16

o que é feito do fato?

Não sou o maior fã de fatos. Não tenho qualquer problema em assumir isso. E digo isto porque as profissões que tenho tido nunca obrigaram a que tivesse que os vestir com frequência. Mas isto não invalida que perceba quando é que um fato deve ser a primeira opção de um homem. E que use fato sempre que entendo ser a melhor opção. Mas cada vez mais acho que este tipo de roupa está banalizado.

E dou o exemplo do desporto. Fico sempre feliz quando um jogador aparece de fato no momento de assinar contrato com um clube. Seja o clube qual for. Mas especialmente quando se trata de emblemas com um peso significativo no panorama desportivo mundial. E gosto de ver um jogador de fato porque chegámos ao ponto em que existem jogadores que são apresentados de boné para trás na cabeça. E com roupas que deixam a ideia de que saíram da discoteca directamente para um momento tão marcante como a assinatura de um contrato.

Podem dizer que é "apenas" futebol. Mas é a carreira de um homem. E o momento da assinatura de um contrato será um dos mais marcantes que podem viver. E acho que isso exige a classe que um fato oferece. E pego no exemplo de André Gomes que acaba de assinar contrato com o Barcelona. Este jogador português tem apenas 22 anos mas vestiu um fato para assinar contrato com o clube catalão e para ser apresentado aos sócios (antes de vestir o equipamento do clube). Valorizo o momento em que um jogador é apresentado de fato. E valorizo ainda mais quando é um "puto" de 22 anos que o faz. Parabéns ao André Gomes.

7.7.16

cor proibida no primeiro encontro (e a melhor opção)

Existem estudos para tudo e mais alguma coisa. Que se aplicam a todas as áreas. Até mesmo à vida sentimental e aquilo que pode unir ou afastar duas pessoas. De acordo com o site She Finds existe uma cor que é proibida num primeiro encontro. Cor essa que, por acaso, até costuma ser associada a esta altura do ano. Refiro-me ao amarelo. Segundo aquela publicação, tanto homens como mulheres consideram um verdadeiro e gigantesco turn off quando alguém aparece vestido de amarelo num primeiro encontro.

Ao mesmo tempo que aconselha as leitoras a esquecer tudo o que é amarelo no primeiro encontro, o site dá a conhecer aquela que é a melhor opção. E, mais uma vez, suporta a sua ideia num estudo. Se bem que este é mais antigo (2008) e desenvolvido pela Universidade de Rochester. Indo directo ao assunto, se a ideia é conquistar a pessoa no primeiro encontro é melhor usar roupa vermelha. Se as pessoas consideram desinteressantes aquelas que se vestem de amarelo, já tendem a achar mais atraentes aquelas que se vestem de vermelho.

Por isso, e resumindo, num primeiro encontro tudo o que é amarelo é um gigantesco "nay" e é meio caminho andado para que aquele encontro seja o único. Já a roupa vermelha é um enormíssimo "yay" e tem tudo para deixar o homem de queixo caído e louco com a mulher atraente que está à sua frente.

18.5.16

convém recordar as diferenças entre leggings e collants

Uma coisa é isto:
Leggings |léguingues|
(palavra inglesa)
substantivo feminino plural
Calças justas, normalmente de tecido ou malha extensível.

Que não deve ser confundido com isto:
Collants
substantivo masculino plural
2. [Vestuário] Peça de roupa interior, aderente ao corpo, que cobre desde os pés até à cintura. = COLÃS

Conhecer as diferenças permite que não aconteça isto:





E creio que todas as pessoas agradecem que isto não aconteça. Desde a pessoa que veste (quero acreditar que ninguém o faz propositadamente e podem chamar-se ingénuo mas quero mesmo acreditar que as pessoas acreditam que não se vê nada) até aquelas que se deparam com esta realidade.

1.2.16

qual a linha que separa estes dois tipos de mulheres?

Nos tempos que correm existe uma moda entre as mulheres que passa por utilizar roupa que permite que se veja a lingerie. Uma moda que, tal como tantas outras, é isso mesmo. Mas aparentemente não se aplicam as mesmas regras a todas as mulheres. Por exemplo, qual a linha que separa mulheres que fazem isto (foto aqui), como é o exemplo de Izabel Goulart, de mulheres que fazem isto (foto aqui), como é o caso de Susan Sarandon?

A diferença está na idade? Tudo é permitido aos trinta e tudo é proibido perto dos setenta, independentemente das mulheres? Existe uma idade limite para esta moda? Não consigo perceber o que separa o elogio à “ousadia” e “irreverência” das mulheres mais novas da crítica ao “mau gosto” de Susan Sarandon, que tem 69 anos. Alguém me explica?

25.11.15

um poder “especial” das mulheres

As mulheres têm diversos poderes que os homens não têm. No que à internet diz respeito existe um muito particular. Que até poderá acontecer com alguns homens. Mas poucos. Por exemplo, uma figura pública masculina vai a um qualquer evento onde acaba por se destacar pela sua roupa. Poucas são as pessoas que recorrem à internet para saber de quem é a roupa, de quem são os sapatos e de quem é o relógio. Isto até pode ser explicado pelo facto de que os fatos de homem acabam por ser muito semelhantes. E também pelo facto de que o destaque é quase sempre dado às mulheres.

Por sua vez, quando uma celebridade feminina se destaca pela sua roupa existe um vasto grupo de pessoas que recorre à internet para saber tudo e mais alguma coisa sobre a indumentária. Quem fez? Quanto custa? Onde se vende? E os sapatos? E as joias? E por aí fora. Em alguns casos este fenómeno dá lugar a outro em que as roupas e acessórios esgotam, tal a loucura que provocaram em diversos locais. Podia dar o exemplo de muitas mulheres conhecidas que motivam este tipo de fenómenos. Mas existe uma que está num patamar superior.


Esta criação Versace não é de agora. Jennifer Lopez usou este vestido em 2000, mais especificamente nos Grammy Awards desse ano. A roupa virou notícia e todas as pessoas foram a correr para a internet. Umas queriam ver o vestido. Outras queriam saber detalhes sobre o mesmo. Algo que resultou num pequeno caos. Quando disse que existe alguém que está num patamar superior refiro-me a Jennifer Lopez pois foi a loucura em torno do seu vestido que levou a Google a criar o Google Images. Tal como o fenómeno deu um impulso à popularidade de Donatella Versace, criadora do vestido.

Já passaram quinze anos. E Jennifer Lopez e as suas transparências continuam em local de destaque. A cantora e actriz continua a ter o poder de colocar um vasto grupo de pessoas a debater aquilo que veste, algo que aconteceu na última edição dos American Music Awards. E isto, bastante evidente em Jennifer Lopez, é um poder apenas das mulheres. E um poder duplo. Elas são as protagonistas destes momentos nas diferentes passadeiras vermelhas. E são sobretudo elas que querem saber tudo sobre a roupa. Quanto aos homens e aos seus fatos tudo se resolve com um “estava bem” ou "não gosto". E tudo isto ajuda também a explicar o alarido em torno da escolha do vestido que se vai vestir num evento.






23.11.15

do fashion ao piroso em quilómetros ou metros

Apesar de ser um fenómeno que está numa fase decrescente – pelo menos gosto de acreditar nisso – muitas pessoas ainda catalogam aquilo que é fashion e aquilo que é piroso com base numa distância que vai de poucos metros a muitos quilómetros. Sendo que quanto maior for a distância, maior a probabilidade de algo ou alguém estar no domínio fashion. Se a distância for bastante reduzida dispara imediatamente o alarme sonoro referente ao domínio piroso.

Tendo por base uma qualquer peça de roupa mais ou menos espalhafatosa, esta é quase sempre vista como fashion, como o último grito da moda, quando usada por uma celebridade estrangeira. Quando assim é aumenta a probabilidade de ser algo rotulado de fashion. E os comentários em torno da peça de roupa e de quem a usa são quase sempre elogiosos. Aquela pessoa passa a ser automaticamente vista com a rainha ou rei do estilo. “Quero!”, “Adoro!” e “Quem me dera saber vestir assim”, são apenas alguns dos exemplos de comentários.

Agora, a peça de roupa continua a ser a mesma. Pode ser vestida por uma celebridade. Mas que não é distante. Está a poucos quilómetros de distância e aparece todos os dias na nossa televisão. Aqui, o caso muda de figura. Continuam a existir as pessoas que elogiam. Mas são num número menos. Por outro lado, existe uma quantidade maior de pessoas que criticam a peça de roupa e a pessoa. “Pirosa(o)!”, “Que falta de gosto” e “Deves pensar que tens estilo” são apenas algumas das críticas que são feitas.

A peça de roupa volta a ser a mesma. Mas já não existem celebridades. É a(o) vizinha(o) do lado ou a(o) colega de trabalho que usa a peça. Os elogios reduzem drasticamente. E alguns deles são feitos pela frente dando lugar a críticas pelas costas. “Pirosa(o)!”, “Que falta de gosto” e “Gostava de saber onde arranja dinheiro para aquilo” são apenas alguns exemplos das coisas que se ouvem. E é por isto que acho que a distância que separa o fashion do piroso pode ser medida em metros ou quilómetros e quanto mais longe estiver a pessoa e a peça de roupa maior é a probabilidade de existirem elogios.