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3.6.19

até custa a escrever

Sou uma pessoa que se dá bem com todas as estações do ano. Tanto me adapto ao frio de bater o dente como ao calor que parece derreter tudo. A única coisa que dispenso é chuva nos momentos em que tenho de conduzir. Mas confesso que, para mim, é mais complicado lidar com o calor excessivo. Não aprecio aquela sensação de acordar cansado. Não gosto de tomar banho e parecer que estou sempre molhado por causa do calor. Principalmente no balneário do ginásio. Com muito calor, principalmente quando lidamos com oscilações bruscas de temperaturas, parece que tudo custa mais. Até a escrever custa.

1.6.19

7 anos sem blogue

Os últimos tempos têm sido uma loucura. De tal modo que nem me apercebi que já tinha passado mais um aniversário. São já sete anos sem blogue. Sete anos a escrever e a partilhar aquilo que me vai na alma. Obrigado a todos os que por aqui passam. São vocês que fazem com que tudo valha a pena. Muito obrigado. Parabéns a vocês.

31.5.19

o que pensas de mim?

Nos dias que correm, apercebo-me de que muitas pessoas perdem demasiado tempo a pensar naquilo que os outros pensam sobre si. Será que gosta de mim? Será que me vê como acho que sou. Como gostaria que me visse. E por aí fora. Tudo isto num processo que, do meu ponto de vista, é completamente desnecessário. Até mesmo desgastante.

Salvo raras excepções, pouco me importo com aquilo que os outros pensam sobre mim. É certo que podem basear-se em comportamentos que tenho. Mas na maioria dos casos, as pessoas criam ideias com base naquilo em que querem acreditar. Tanto para o bem como para o mal. E também com base naquilo que ouvem de terceiros. Aqui já funciona quase sempre para o lado errado. E nada do que possa fazer irá alterar esse modo de pensar. E estou a falar de mim apenas como exemplo, pois isto aplica-se a qualquer pessoa.

Quando digo que não me importo com aquilo que pensam sobre mim, é pelo simples facto de que não tenho que viver com isso. Sei o que sou. Conheço as minhas qualidades e sou o primeiro a apontar os meus defeitos. E é com isto que tenho de viver. 24 horas por dia, sete dias por semana. Mas em nenhum deste tempo tenho de viver com aquilo que as pessoas pensam sobre mim. Os outros é que têm de lidar com isso. Por tudo isto é que não perco tempo a pensar nessas coisas. E acho que ninguém devia.

23.5.19

afinal, a minha vida é fantástica

Volta e meia, dou por mim a lamentar-me em relação a diversos aspectos da minha vida. Coisas que representam uma gigantesca dor de cabeça para mim, mas que até podem ser pequenos grãos de areia para outras pessoas. Acredito que será assim com todas as pessoas. Tendemos a colocar as nossas questões, por mais pequenas que possam ser, num grau de elevada dimensão problemática. Onde não cabe mais nenhum problema mundial.

Até que leio a notícia de que Sara Carbonero, a mulher de Iker Casillas, está a lutar contra um cancro nos ovários. Que é tornado público dias depois de o jogador espanhol ter sofrido um enfarte durante o treino do Porto. E neste momento percebemos que afinal, a nossa vida não é assim tão má. Que os problemas, que temos e que todos têm, não são assim tão graves. Pelo menos na dimensão com que olhamos para eles.

E faço um pequeno aparte para falar também da minha história. Porque considero que mudei muito depois de ter acompanhado a luta da minha mãe contra um cancro da mama. E do meu pai, que passou por uma situação semelhante à de Casillas. Por mais estúpido que isto possa ser para todos nós, são estes momentos que nos mostram o que importa. Não é quando estamos num pico de alegria que nos focamos. Só nos focamos nos piores momentos.

5.5.19

amo-te muito mãe

Gostava de conseguir explicar o quanto amo a minha mãe. Gostava de explicar o que significa para mim. A importância que tem na minha vida. Aquilo que me tem ensinado ao longo da vida. Mas não consigo. Não existem palavras que façam justiça aquilo que a minha mãe é para mim. Por isso, tenho de lhe deixar um grande beijo e dizer que a amo muito. Aproveito ainda para deixar um beijinho especial para todas as mães.



30.4.19

estás mais magro. treinas muito, não é?

Nos últimos tempos diversas pessoas têm dito que estou mais magro. Normalmente associam esse facto ao gostar de treinar e de tentar, ir ao ginásio cinco dias por semana. Algo completamente errado. Muitas pessoas acreditam que o segredo para perder peso está no exercício físico. E enquanto pensarem assim... não vão perder peso.

O segredo para perder peso está na boca. Naquilo que se come. 95% do sucesso para perder peso está numa alimentação saudável. Algo que não deve ser confundido com passar fome e deixar de comer tudo e mais alguma coisa. Basta ter força de vontade para ter uma alimentação regrada. Se isto acontecer, o exercício físico será um grande aliado. Caso contrário, de pouco serve.

Existem pessoas que acreditam que podem comer todas as porcarias e mais algumas só porque andam no ginásio. Isto só fará com que a pessoa não piore muito do ponto de vista físico. O ginásio, por si só, não irá ajudar grande coisa. São necessários alguns cuidados. E caso a pessoa queira trabalhar muito o corpo, os cuidados vão ter de ser ainda maiores.

29.4.19

habemus bond girl

O 25º filme da saga James Bond já tem Bond Girl. Trata-se de Ana de Armas (long suspiro) e acho que Eva Green vai ser destronada do topo da lista das minhas preferências.

23.4.19

eu, o meu pénis, a cristina ferreira e o programa da cristina

Foi com surpresa que recebi uma mensagem a falar sobre um convite relacionado com O Programa da Cristina. Falaram-me de duas ideias de Cristina Ferreira e deram-me a possibilidade de participar numa reportagem sobre uma delas. Acabei por escolher falar sobre sexo, mas especificamente sobre a relação do homem com o seu pénis. Até porque gostei da ideia da falar abertamente sobre um tema que considero tabu para muitas pessoas.

Devo confessar que ponderei muito bem sobre o convite. Não por ter receio de falar sobre o tema, mas por acreditar que seria muito fácil ser uma piada. Bastava uma frase mal dita, uma edição atrevida e facilmente seria transformado numa piada. Até porque sabia que são seria em directo. Algo que por um lado é bom, mas por outro rouba-me algum controlo. Ainda assim, aceitei. Sem qualquer problema.

O passo seguinte foi uma entrevista por telefone com uma mulher (muito simpática) que nunca conheci pessoalmente. Falámos durante largos minutos sobre sexo. Sobre a minha relação com o meu pénis, com o meu corpo e por aí fora. Se me comparava com outros. Se alguma vez me tinha deixado ficar mal. Se lhe dava nome. Se a minha mulher tinha razão de queixas. Com que idade tinha perdido a virgindade, entre muitas outras coisas como depilação masculina e por aí fora. Respondi a tudo com a mesma naturalidade que responderia à pergunta: "que horas são?". Pelo simples facto de que não olho para a sexualidade como um tabu.

Expliquei que os momentos mais "estranhos" que tive deixaram de o ser em poucos segundos. Um deles foi quando, já adulto, fui ao médico que me acompanha desde criança e que me mexeu no pénis. Outro foi quando fui fazer um espermograma. E rapidamente percebi que era apenas o trabalho deles. E que era tão natural para aquelas pessoas como para mim é escrever textos. De resto, não dou nome ao meu pénis, tal como não dou aos meus braços ou pernas. Não me comparo com outros e sinto-me bem como aquilo que sou e com o corpo que tenho.

Falei ainda de algo que considero curioso. Que passa por, cada vez mais, os homens esconderem o corpo nos balneários dos ginásios. Acabam o treino e vão todos tapados para o duche. De onde já saem tapados. Se é complexo? Não sei! Mas para mim não faz sentido. Sendo que expliquei que desde miúdo que jogo futebol e que sempre foi natural para mim estar nu perto de outros homens. Como se nada fosse. Sendo que a nudez também nunca foi tabu na minha casa. Sempre vi os meus pais sem roupa, com a maior naturalidade do mundo. Falei ainda do mito da importância do comprimento e da forma que o meu pénis tem impacto na minha vida.

Em traços gerais, esta foi a conversa que tive ao telefone. Sendo que fui entrevistado, já em vídeo, por outra pessoa. Que acabou por me fazer perguntas um pouco diferentes, mais ligeiras e mais divertidas. Algo que não teve qualquer problema. Mas que acaba por retirar alguma "importância" a tudo aquilo que tínhamos falado ao telefone e que considero importante para acabar com tabus.

Por exemplo, perguntaram-me se "mexia nele" ou algo do género. Respondi que mexia nos testículos, como qualquer homem deve fazer, para tentar detectar algo fora do normal e para ajudar a prevenir o cancro testicular. Quem viu a reportagem ouve apenas "mexo algumas vezes". O que não tem nada de errado, mas que acaba por levar a pessoas a pensar algo que não disse e que passa pela masturbação.

Ao telefone também disse que considero que o sexo ainda é tabu, pois as pessoas não falam abertamente sobre nada. Têm receio de tudo e isso fica provado pelo que vou dizer agora. É uma pequena inconfidência que não faz mal a ninguém. Depois de responder às perguntas (pelo telefone) disseram-me que ninguém aceitava o convite. Homens conhecidos, bloggers e anónimos. E isto mostra que o tema ainda é tabu para muitos homens.

Em jeito de balanço, estou feliz com a minha modesta contribuição para o tema. Agradeço o convite que me foi feito e estarei sempre disponível para este tipo de coisas. E o maior elogio que posso receber é ter os meus amigos homens e dizerem que estive bem a falar do tema em questão. Aproveito ainda para agradecer a Cristina Ferreira por pegar em temas sérios, torná-los um pouco mais ligeiros e fazer com que as pessoas falem de algo que deveria ser completamente natural.

12.3.19

que mal é que eu fiz a alguém?

Acho que já todos passámos por isto. Quando não conseguimos realizar algo que muito desejamos, ou simplesmente quando um plano corre mal, damos por nós a perguntar: "que mal é que eu fiz a alguém?". Tentamos encontrar uma justificação que passe por algo que não nos diz respeito. Por algo ou alguém que está a impedir a nossa felicidade, independentemente da forma como é medida, de ser plena.

Não sei se isso acontece com quem está a ler este texto, mas assumo que acontece comigo. Já dei por mim, em diversas ocasiões, a pensar nisto. E quanto mais penso, mais profundos e alargados são os pensamentos. Dou por mim a pensar em coisas como "deve ser porque não mereço", "devo estar a pagar pelo mal que fiz a alguém", "não é para mim" e por aí fora. É certo que não costumo encontrar uma resposta, mas penso nestas e em muitas outras hipóteses.

Depois, dou por mim a pensar no tal destino e naquilo que está eventualmente programado para nós e que não depende das nossas vontades. Até que ponto isto é verdade. Até que ponto é que somos nós que temos o poder de escolher tudo aquilo que desejamos, sem depender de nada ou de ninguém. E mais uma vez, são mais as dúvidas do que as certezas.

O que é certo é que, enquanto penso nisto, existem coisas que se realizam e outras que vão ficando para trás. Coisas que continuo a desejar e outras que começam a fazer com que acredite noutras coisas, noutras realidades. E se há dias em que estas deambulações até têm a sua piada, noutros são uma merda. Haverá quem diga que esta é a piada da vida ou que devemos lutar por tudo o que queremos, mas não sei até que ponto será mesmo assim.

19.2.19

vamos lá falar de sopas. quem está comigo?

Quando falamos de sopas existem dois grupos de pessoas. Mas antes de falar deles, dou a conhecer a minha história com sopas. E devo confessar que não sou o maior fã das mesmas. Durante boa parte da minha infância só olhava com bons olhos para a bela da canja, aquela que ainda hoje é a minha sopa preferida. Posso comer canja todos os dias que não me aborreço.

A partir daqui, não tinha grande ligação com sopas. Se bem que nos últimos anos passaram a ser uma das minhas principais opções para o jantar durante a semana. E lembram-se de ter falado dos dois grandes grupos? É aqui que eles entram. Existem pessoas que gostam de sopas com diversas coisas lá dentro. Mas não basta saber que existem. Têm de as sentir. São aquelas pessoas que gostam de sopas com coisas que quase que davam para comer de faca e garfo.

Depois, existem as outras pessoas. Como eu. São aquelas pessoas para quem a sopa está muito bem em forma de creme. Não é preciso trincar nada. Não é preciso sentir nada. Basta saber que as coisas estão lá. Preferencialmente muito bem passadas. Podem dizer que sou um "bebé" pois só eles é que comem sopas destas. Mas, para mim, a sopa tem de ser assim. Não consigo ser fã de sopas que têm tudo e mais alguma coisa lá dentro em tamanhos que quase saem da tigela.

Só não sei se sou o único nesta equipa. Mas prometo que a irei defender até ao fim.

14.2.19

namoradas há muitas e dias também

Diz que hoje é um dos dias mais românticos do ano. Diz que é Dia dos Namorados. Quanto a isto, começo por dizer que namoradas há muitas. E dias também. Mas mulheres como aquela que tanto amo é que já não. Mulheres assim são raras e fazem com que o Dia dos Namorados tenha começado no dia em que a conheci e que só termine no momento em que dê o último suspiro.

Não escondo que gosto destas datas. São sempre um motivo especial para dar mais espaço ao romantismo que existe em cada pessoa e que muitas tentam esconder, com uma quase vergonha de o revelar. Parece que falar de sentimentos é algo proibido. Especialmente quando falamos de homens. Até porque um homem que fala abertamente sobre aquilo que sente só pode ser homossexual.

Como não concordo minimamente com esta forma de pensar, gosto de falar daquilo que sinto. Daquilo que faz bater o meu coração mais depressa. Daquilo que me deixa com ansiedade e que faz com que seja melhor pessoa. E tudo isso encaixa no amor que sinto pela mulher da minha vida. Pela mulher que me fez crescer e que faz de mim um homem melhor.

Namoradas há muitas. Dias também. Mas pessoas como tu, não! O que faz com que me sinta muito especial por ser amado por ti. És a minha vida. És uma grande parte de mim. Obrigado por seres a pessoa que és. Obrigado por fazer com que a minha vida seja um constante dia dos namorados. Obrigado. Por tudo. Amo.te'nos mais do que tudo na vida.

13.2.19

dr, tell me why?

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que a Mundet Factory é uma espécie de segunda casa para mim. Não só por ser muito perto da minha casa, mas por ser um projecto fantástico de um amigo de infância que realizou o sonho de ter um restaurante num espaço emblemático da terra onde cresceu.

Numa das vezes em que estava lá com o João Macedo, diz-me que ia passar a ter um jogo nas noites de quarta-feira. “É o Dr. Why”, disse-me. Assumi que não conhecia aquilo de que estava a falar e lá me explicou que era um quiz ao vivo. “Dizem que é o melhor”, acrescentou. Assim que me explicou, percebi logo o que era e até lhe disse que tinha visto algo assim no Mercado Bom Sucesso, no Porto.

Não consegui estar presente na primeira noite. Na segunda gostei do que vi e desde a terceira semana que já tenho uma equipa que não falha uma noite de jogo. Até já temos o cartão de equipa. E a verdade é que é muito fácil ficar “viciado” no jogo. Por diversos motivos. É uma desculpa para os amigos se juntarem. Testamos o nosso conhecimento. Existem divertidas picardias com outras equipas e mesmo com quem apresenta o jogo.

E este último detalhe é muito importante. No caso da Mundet existe um apresentador que é mais de metade do sucesso do jogo. É divertido, puxa pelas equipas, alimenta a diversão e tudo isto faz com que horas pareçam segundos. Fica a dica para quem procura um plano a meio da semana que acaba por fazer muito bem à cabeça.

28.1.19

desconhecia esta coisa sexual do netflix and chill

Há muito que sou cliente Netflix, especialmente pela oferta que existe a nível de série, produto que consumo em grandes doses. E sempre olhei para o Netflix and Chill como uma espécie de slogan associado ao serviço de streaming. Sendo que nunca olhei para estas palavras como um simbolismo sexual.

Mas, ao que parece, estou errado. Ontem, tal como já tinha acontecido em diversas ocasiões, partilhei uma história no Instagram onde associava o domingo ao Netflix and Chill. Pouco tempo depois recebo uma mensagem de uma amiga a dizer que dispensava saber quais eram os meus planos sexuais para a tarde de domingo.

Foi então que pesquisei um pouco mais, e até encontrei aquelas que dizem ser as melhores posições sexuais para os adeptos do Netflix and Chill. Entretanto, recebi mais mensagens de amigos que dizem que esta associação sexual sempre existiu. Não sei porquê mas fico com a sensação de que não sou o único inocente a pensar que a frase não tem qualquer maldade ou cariz sexual.



7.1.19

qual a melhor forma de começar o ano?

Nada melhor do que começar o ano com uma constipação. Se há coisa que adoro, ironicamente, é uma constipação que me deixa todo entupido e com impressão na garganta. Mas nem tudo é mau! Antes disso consegui arrumar as gavetas da roupa interior (bem como a restante roupa). Só destaco a roupa interior porque não me consigo lembrar da última vez em que isso tinha acontecido. Se é que já aconteceu.

1.1.19

resoluções para 2019

- Saúde, para mim e para os meus;

- Realizar um sonho;

- Dedicar-me mais a mim;

- Passar mais tempo com quem me diz muito e menos com quem me diz pouco;

- Ser feliz.

E chega! O resto é tudo bónus.

28.12.18

de volta ao ginásio

2018 foi o ano em que decidi voltar ao ginásio. e numa época de balanços, tenho de confessar a minha satisfação em relação à decisão. Mais do que algo estético, sinto-me melhor fisicamente, com mais força e resistência. 

Sendo que estaria a mentir se dissesse que não gosto mais do meu corpo assim. nesta mudança tenho de destacar (e agradecer) o importante papel do Rui (@pessanhadesousa_pt no Instagram). Desde o primeiro dia que houve empatia entre nós e esteve sempre a desafiar-me para ser uma melhor versão de mim. Mil obrigados Rui. 

Se hoje estou melhor, muito se deve a ti e para o ano vamos puxar AINDA mais um pelo outro, ok? 

Deixo ainda uma mensagem para aquelas pessoas que querem mudar de vida: o primeiro passo tem de ser vosso e acreditem que é muito mais simples do que pensam. E se puderem, procurem a ajuda do Rui que, mesmo à distância, poderá fazer maravilhas por vocês.


19.12.18

não gosto disto do “estou a ficar velho” mas...

Nunca gostei de ouvir pessoas dizerem que estão a ficar velhas para o que quer que seja. Independentemente da idade, todos estamos mais ou menos aptos para tudo, excluindo daqui todos os exemplos óbvios associados a determinadas tarefas. Ainda assim, tudo tem um mas... e neste caso aplica-se a mim.

Tenho por hábito acordar às 5h35 numa semana e às 6h20 na seguinte, alternado entre estes dois horários. E não me custa nada acordar a estas horas. Aquilo que me custa é se me falham as horas de sono que me permitem estar bem a semana toda. Por exemplo, nesta semana já tive duas noites com menos horas de sono e neste momento parece que estou com jet lag.





É aqui que entra o tal mas. É que quando tinha 20 anos podia dormir pouco quase todas as noites que o corpo praticamente não se ressentia de nada. Agora, com 37, o corpo já não reage da mesma maneira a uma noite mal dormida ou a uma noite mais “regada” do que o normal.

Com isto não quero dizer que me sinto velho ou que deixo de fazer algo por causa disto. Simplesmente, tento sempre ter as horas de sono normais para que o corpo não sofra durante o resto da semana. De resto, para falar da idade, só tem piada quando recuperamos a mítica fala do personagem Roger Murtaugh, que estava sempre a dizer “I'm too old for this shit.”

11.12.18

parece que não cumpro o dress code dos ginásios. e agora?

Se depender de mim, treino de segunda a sexta feira. Numa semana manhã cedo, noutra a meio da tarde e assim vou fazendo. Tenho o cuidado de utilizar roupa adequada para o treino e especialmente calçado adequado. Já era assim antes de ser operado e ainda mais depois da operação. Ainda assim, parece que não cumpro o dress code dos ginásios. Shame on me!

Diz que nos ginásios devemos utilizar roupa de uma só marca. E isto arruína-me por completo. Porque se há pessoa que mistura marcas, sou eu. No que ao calçado diz respeito, não há nada que enganar. Sou fiel aos meus Nike Vomero 9, até porque são os únicos ténis que tenho. Quanto às meias e roupa interior, também não facilito. É sempre Decathlon, ainda que isto ninguém veja, como tal não conta. A partir daqui começa a confusão.

Os calções costumam alternar entre os da Decathlon, do tempo do futebol, e os modelos da Adidas. Já as camisolas são da Adidas, Decathlon e do Lidl (adoro estas e são as mais baratas que tenho). Já as luvas, são da Decathlon. Ou seja, existem dias (quase todos) que sou um mix de marcas. E parece que as pessoas que são como eu não cumprem o dress code dos ginásios. E agora? Pergunto eu que tenho a ideia que ninguém cumpre este requisito.

29.11.18

coisas que se aprendem com trânsito e mosquitos

Já fui uma pessoa muito mais stressada do que sou neste momento. (In)Felizmente, existiram momentos familiares e pessoais que me fizeram ser assim. Deixei de me aborrecer e irritar com aquilo que não me acrescenta nada. Deixei de gastar energias a tentar perceber quem não merece ser percebido e por aí fora. E tudo isto fez de mim uma pessoa muito mais calma.

E só isto faz com que relativize momentos como aquele que vivi hoje, manhã cedo. Chego à A2, para atravessar a Ponte 25 de Abril e fico a saber que aconteceu um acidente que limita a circulação a apenas uma faixa. Sei que isso vai roubar-me horas e acabei por demorar mais de duas horas para fazer um percurso que faço em mais ou menos 30 minutos.

Noutras alturas tinha ficado extremamente irritado. Tinha barafustado com tudo e com todos. Tinha ficado com o dia estrago. Em vez disso, aproveitei para ouvir boa música e para me colocar a par das notícias que me interessavam. Mentalizei-me de que ia ficar ali e que não poderia fazer nada em relação a isso. E assim passaram duas horas sem qualquer irritação, apenas com o cansaço de tanto tempo parado no trânsito.

E com isto acho que trânsito como este é óptimo para que as pessoas aprendam a ser pacientes. Que percebam que não controlam tudo e que existem coisas que não se vão alterar, por mais que gritem e refilem com tudo e com todos. Esta lição junta-se aquela clássica, e divertida, que está relacionada com os mosquitos. E que defende que no momento em que um mosquito nos posa nos testículos aprendemos que nem tudo se resolve com violência.

30.10.18

sobre o dia nacional de prevenção do cancro da mama

Hoje assinala-se o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama. Enquanto filho de uma mulher que teve de passar por essa terrível doença, apelo a que todas as mulheres estejam atentas aos sinais. Que não desprezem os exames de rotina pois a prevenção pode ser crucial. Aproveito ainda para partilhar uma carta que escrevi à minha mãe a desafio do site Crescer.

"Mãe,

Tenho a certeza de que nunca te disse o quanto te amo e a importância que tens na minha vida. Não por falta de oportunidade, mas porque aquilo que sinto por ti é impossível de colocar em palavras. E é por gostar tanto de ti que me senti de rastos no dia em que disseste que ias lutar contra um maldito cancro da mama. Nesse dia não quis chorar à tua frente porque precisavas da minha força e não das minhas lágrimas.

Nesta ‘carta’ revelo-te que não quis chorar à tua frente, mas digo-te também que passei muitas noites mal dormidas. A pensar no futuro e em todos os ses que dominavam os meus pensamentos. Fiz questão de estar contigo no hospital quando foste saber a gravidade do cancro. E se é verdade que respirei de alívio quando me disseste, assim que saíste do consultório, «é maligno, mas está numa zona que não se alastra», nem as tuas palavras me fizeram perder o medo que sentia e senti durante largos meses.

Sim, porque senti muito medo de te perder. De perder a minha mãe, o meu pilar, o meu porto seguro. E sobre isto não me quero alongar porque é tema que ainda hoje mexe muito comigo. Prefiro dizer-te que passei a admirar-te ainda mais depois de todas as lutas que tiveste de travar. E que me ensinaram aquilo que realmente importa na vida.

Sinto que existe um Bruno antes daquilo por que passaste e outro, muito melhor e mais focado no que importa, que nasceu com a tua vitória, numa das batalhas mais importantes que travaste.

Não me esquecerei de detalhes como ver-te sem cabelo, apesar de ficares linda mesmo assim. Não me vou esquecer dos momentos complicados por que passaste depois dos tratamentos, de largas horas passadas no hospital e do momento em que disseste que não querias fazer mais nada. Queria estar presente e junto de ti a toda a hora, mas ao mesmo tempo sentia-me impotente para te aliviar do sofrimento por que nunca deverias ter passado. E que nenhum filho deveria ter de ver.

Hoje, consigo olhar para aqueles tempos e respirar de alívio. Porque tudo correu bem, porque tudo continua a correr bem e porque te amo ainda mais. Não tenho palavras que possam fazer justiça aquilo que és para mim, quero que saibas que és um exemplo para mim. É um orgulho chamar-te Mãe. Amo-te muito!

Não posso acabar estar ‘carta’ sem destacar dois detalhes muito importantes e que servem de exemplo para todas as pessoas que têm de percorrer o caminho que percorreste. Por isso, quero agradecer ao meu pai por tudo aquilo que fez por ti durante cada segundo da doença. E que sei ter sido muito importante no teu processo de cura. Não houve tempo para penas nem lamentos, apenas amor, muito amor e um apoio incondicional.

Por fim, é esse o conselho que deixo a todos os maridos, filhos, familiares e amigos de mulheres que estão a lutar para vencer um cancro da mama. Não percam tempo com sentimentos de pena e outras coisas negativas. Em vez disso, ganhem tempo, e todos os segundos contam, com amor. Muito amor e apoio.

Estejam presentes com um sorriso. Façam o possível (e impossível) para fazer a mulher sorrir. Porque as doentes são aquelas que mais sofrem com a dor e tudo aquilo de negativo que isso acarreta. E nessas alturas, uma boa sensação e um sorriso valem ouro. E conseguem ter um efeito mais positivo do que muitos medicamentos.

Obrigado, Mãe.

Do teu filho que te ama muito mais do que consegue explicar,

Bruno"