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10.4.20

o blogue faz 8 anos

8 anos de homem sem blogue. A 10 de Abril de 2012 não sabia no que me estava a meter. Não tinha objectivo nenhum que não fosse escrever aquilo que desejava. Não sabia quanto tempo ia durar, mas passados 8 (caramba!) anos, continuo por aqui, a partilhar textos quase diariamente.

Neste dia especial para mim, gostava de saber como vieste aqui parar. Há quanto tempo és uma excelente companhia para mim e o que pensas do que tem sido este caminho.

Parabéns a vocês! São as pessoas que passam pelo blogue, Facebook e Instagram que fazem com que esta viagem seja muito mais divertida. Por isso, obrigado!

19.3.20

dia do pai com um aperto no coração

O 19 de Março de 2020 tinha tudo para ser um dos Dias do Pai mais especiais dos meus 38 anos de vida. Além de já ter tudo combinado para estar com o meu pai, é também o primeiro que vivo depois de saber que vou ser pai de uma menina. Estes ingredientes chegavam para estar eufórico com uma data que sempre gostei de celebrar. Até que aparece o coronavírus, com uma escalada galopante, que nos faz olhar para a vida e mundo com outros olhos.

Moro relativamente perto dos meus pais. Sei que estão a ter todos os cuidados (até porque não me cansei de os alertar até começarem a fazer tudo de forma cautelosa, até pelos riscos que correm). Mas entendemos ser melhor não nos juntarmos hoje. Até porque estamos a falar de uma doença silenciosa que pode atacar sem dar sinais disso. Prefiro ficar muito triste neste dia, mas ter muitos outros para celebrar. E já lhe disse que, assim que isto acabar, é uma das primeiras coisas que faremos.

Não querendo fazer de mim um exemplo, porque sou o que sou e cada qual sabe de si, deixo um apelo para que não cedam ao coração hoje. Bem sei que todos os filhos vão querer beijar e abraçar os pais neste dia especial. Mas se não estiverem reunidas as condições de segurança, evitem correr um risco que pode ser grande. Principalmente se tiverem pais que podem ter complicações caso fiquem infectados. E acreditem que digo isto com um grande nó no coração pois queria, e muito, estar com o meu pai hoje.

Aproveito ainda este texto para dizer ao meu pai - o melhor do mundo - que o amo muito. Agradeço tudo aquilo que me ensinou, ensina e continua a ensinar. Tudo coisas que fazem de mim um homem melhor. E nesta altura, quando estou a poucos meses de ser pai, tenho a certeza de que serei um excelente pai se for para a minha filha um terço do que tens sido para mim. Obrigado, Anhuca. Amo-te muito! És o melhor pai que poderia ter. Foste, és e continuarás a ser o meu herói.

16.3.20

portugal, coronavírus... e agora?

Por estes dias os portugueses vão ficando, na sua generalidade, cada vez mais assustados com o crescente caso de doentes infectados com o novo coronavírus. Acredito que o maior medo está relacionado com os exemplos que nos chegam de Espanha e, sobretudo, de Itália. Se estes dois países não tivessem tido problemas de maior, talvez não existisse tanto receio. Mas ainda bem que existe. Porque acho que algumas pessoas ainda não perceberam aquilo com que estamos a lidar.

Por um lado, é certo que este vírus não é o bicho papão que nos irá matar a todos. O que não signifique que deva ser desvalorizado. Olhando para os números, vemos que a grande maioria da pessoas sobrevive à doença. Só que existem grupos de risco, que estariam igualmente vulneráveis a outros vírus, que podem ter complicações respiratórias graves. E é a este ponto que muitas pessoas ainda não chegaram. Espero que não, mas poderemos chegar ao ponto em que muitas pessoas (as tais mais debilitadas) vão necessitar de suporte respiratório. E quando os hospitais não tiverem capacidade para ajudar todos, será necessário escolher quem vive e quem morre. Por isso é que toda a prevenção não será exagerada. E esta leva a que todos queiram ficar em casa. Algo que nos leva a outra discussão.

Tenho a sorte de a empresa na qual trabalho ter enviado os trabalhadores para casa, por tempo indeterminado. Até porque aquilo que faço na redacção consigo fazer em casa, em total segurança. Tenho também a sorte de ter a minha mulher, grávida, em casa. Podia dizer algo como "os outros que se desenrasquem", mas sei que todos queriam estar numa situação como a minha. E acho que deveria ser permitido a todos. Porque seria a melhor forma de travar a escalada de uma doença que se multiplica a uma velocidade bastante rápida. Mais uma vez, espero estar enganado, mas também acredito que iremos chegar ao ponto de ser dada a ordem para que todos estejamos em casa. Saindo apenas para aquilo que é essencial.

Aquilo em que mais tenho pensado é na saúde. Na dos meus, na minha e na de todos os portugueses. E isto leva-me a pensar que o melhor seria fechar "tudo" durante um mês. Acredito que isto seria o passo correcto a dar. Por outro lado, sei também que terá um peso enorme na economia portuguesa. Ainda assim, acredito ser melhor fechar tudo por um mês do que passar, quatro, cinco ou seis meses a viver a conta gotas. Com negócios abertos sem que ninguém os visite. E entendo que a opção radical, de fechar tudo, acabará por ter um menor impacto. Mas isto não é mais do que o meu palpite.

Quando defendo que tudo deva fechar, não estou a empurrar o problema para os empresários. Os dois cenários que mencionei vão ter um impacto pesado para muitas pequenas e médias empresas. Talvez até para algumas grandes. Mas quando defendo o primeiro, defendo igualmente o apoio que terá de ser dado aos empresários e trabalhadores. Medidas que permitam minimizar os danos, evitando - ao máximo - o fecho de empresas e despedimentos. E este apoio tem de chegar de todos os lados. Das instâncias mundiais, europeias, estado, bancos e por aí fora. Não podemos apenas ser mais fortes juntos quando batemos palmas em cadeia. É preciso um apoio conjunto para que todos superemos este problema. Idealmente, com poucas mortes para lamentar.

13.3.20

Vamos esquecer o egoísmo por um pouco, ok?

Praticar desporto é das coisas que mais gosto de fazer na vida. Sendo que, nesta fase, este prazer traduz-se em idas ao ginásio (na sua maioria). Quando não treino, acabo por sentir falta de tudo aquilo que de bom a prática de actividade física me proporciona.

Há alguns dias tomei a decisão de não frequentar o ginásio. Decisão que irei manter por tempo indeterminado. Não porque não me sinta seguro no espaço que frequento (Kalorias – Seixal), que até melhorou as condições de higiene, impondo regras mais duras aos membros, mas porque não posso ser egoísta neste momento. Aliás, nenhum de nós pode.

Se fosse uma decisão egoísta, manteria os treinos. Mas não posso esquecer que vivo com uma mulher extraordinária, que está grávida. Que lido com os meus pais, sobrinha, restantes familiares e muitas outras pessoas. E não quero correr o risco de ser eu (porque nenhum de nós está 100% seguro) a transmitir o vírus aqueles que me rodeiam.

Por isso, deixo um apelo a todas as pessoas que gastam o precioso tempo das vossas vidas a ler as coisas que escrevo e partilho no blogue e redes sociais. Não sejam egoístas. Não nos podemos dar a esse luxo neste momento. Tomem todas as decisões a pensar nos outros. A começar pelos que vos estão mais próximos e a acabar nas pessoas que vos rodeiam e que não conhecem de lado nenhum.

Está na altura de adaptar as nossas rotinas a outras que sejam seguras. No caso do desporto, pratiquem em casa o que for possível. Ou ao ar livre, se existirem condições de segurança para que isso aconteça. Se leste o texto até ao fim, o meu profundo obrigado.

8.3.20

este é provavelmente o dia da mulher mais especial da minha vida. certo, filha?

Este é provavelmente o Dia da Mulher mais especial da minha vida. Devo começar por dizer que esta data sempre foi importante para mim. A educação que os mais pais me deram, e a forma como encaro a vida, levou-me sempre a respeitar ao máximo as mulheres. Por isso, nunca olhei para elas como alguém mais fraco ou frágil do que um homem. Aliás, tenho a sorte de viver rodeado de mulheres que são o exemplo de que os homens têm mesmo muito a aprender com elas. E isso é algo que me enche de orgulho.

Quando digo que este é provavelmente o Dia da Mulher mais especial dos meus 38 anos de vida, é porque é o primeiro que celebro desde que sei que vou ser pai de uma menina. E isto é algo que tem dedicado muitos dos meus pensamentos. Desde que tenho o blogue tenho partilhado diversos textos relacionados com as mulheres. Com tudo aquilo que considero injusto e com tantas outras coisas com que lido e que dizem respeito às mulheres.

E se já pensava nisto enquanto homem, dou por mim a pensar enquanto futuro pai de uma menina. Já partilhei um texto em que falava sobre ser pai. Sobre as certezas que tenho de que irei falhar em algum momento. Sobre a certeza de que irei dar tudo de mim para ser o melhor pai que conseguir. Será isto suficiente para a nossa filha? Quero acreditar que sim. Irei fazer tudo para que isso aconteça.

Seja como for, sinto este dia de forma especial. Vou ansiar pelo momento em que ela se mexa na barriga da mãe. Em que a sinta com a minha mão. Em que dê por mim a pensar como ela será. Com quem será parecida (e espero que tenha a beleza da mãe). E sempre que penso em ser pai, existe uma certeza absoluta que vive em mim. Sei, e sempre saberei, que irei precisar muito mais da nossa filha do que alguma vez ela irá precisar de mim.

Espero que daqui a alguns anos estejamos os três a recordar este texto e que olhes para o pai com orgulho. Será uma das poucas coisas de que irei precisar para ser feliz. Quero que saibas que o pai já sente por ti um amor sem igual, que nunca experimentou na vida.

Aproveito este dia para deixar um beijo gigante à minha mãe. Continuo a acreditar ser por sua causa que se celebra esta data. Não posso deixar de dedicar algumas palavras à minha mulher, que ainda hoje não sei como se foi apaixonar por mim. Se tenho dúvidas em relação ao pai que irei ser, sei que será a melhor mãe do mundo. Quero também deixar um beijo especial para a minha irmã, sobrinha e para as mulheres da minha família. Obrigado por tudo. Não faz sentido acabar este texto sem enviar um beijo às mulheres que por aqui passam (obrigado por tudo ao longo destes anos) e a todas as mulheres do mundo. Acreditem que sem vocês o mundo não era a mesma coisa.

7.3.20

diz que a salvação para o coronavírus está nos... preservativos

As redes sociais têm muitas coisas boas. E algumas que não são assim muito positivas. Como é o caso da informação que é facilmente transmitida como sendo verdadeira. Basta que algo se torne viral para que as pessoas acreditem que estamos perante uma verdade absoluta. A história mais recente, dentro deste género, chega da Austrália e está relacionada com o coronavírus.

Pois bem, diz que os preservativos são a melhor forma de prevenir o coronavírus. Como? Aplicando nos dedos das mãos. Assim, passa a ser possível tocar em tudo, sem o risco de apanhar o vírus. Assim, passamos a poder carregar em botões, apenas para dar um exemplo, sem qualquer problema.

Como o vídeo que passa esta informação tornou-se viral, aumentou significativamente a venda de preservativos. Com muitas pessoas a acreditarem que esta será a melhor forma de prevenir a transmissão do coronavírus. Não sendo médico, deixo o conselho para que não acreditem em tudo o que está nas redes sociais. Procurem o máximo de informação e nos sítios certos.

1.3.20

"comprar roupa para as meninas é muito mais giro". será?

Ao longo dos últimos anos, a minha experiência de compra de roupa para crianças resumiu-se a compras para a minha sobrinha. Ou para filhos de alguns amigos. E nada mais do que isto. Ou seja, nunca tinha perdido muito tempo a olhar para a secção de criança de nenhuma loja. Até que tudo muda. Até que ficamos a saber que vamos ser pais. Passámos os primeiros três meses de gravidez sem fazer compras e, a partir daí, aquilo que escolhíamos era algo que dava para menino e menina.

Até que descobrimos que vamos ser pais de uma menina. E que já podemos comprar coisas para menina. É aqui que entra aquele chavão do "comprar roupa para as meninas é muito mais giro", algo que sempre ouvi. Com diversas pessoas a dizerem que a escolha é maior, que as roupas são mais bonitas e por aí fora. Mas será mesmo assim? Assumo que a minha experiência ainda é curta, mas desconfio desta ideia.

Até aceito que possa ter azar. Nas lojas que frequento ou nas coisas de que gosto. Mas existem algumas coisas com as quais fico ou pouco desiludido. Por exemplo, olhando para a roupa das diversas lojas, fico com a ideia de que as meninas são quase obrigadas a vestir cor-de-rosa. Parece ser uma regra obrigatória, tal é a quantidade de roupa desta cor. Depois, é também quase obrigatório ter flores estampadas na roupa. E estes são apenas dois exemplos dos muitos que poderia dar.

Depois, basta olhar um pouco para o lado dos meninos. Não vemos tudo azul. Nem vemos um padrão que se destaca dos demais. Existe, aos meus olhos, uma maior diversidade de escolha. Com isto não estou a dizer que só existem coisas cor-de-rosa e com flores para elas. Mas é certo que é uma cor que se destaca em praticamente todas as lojas. E que é um padrão que também parece destacar-se dos demais.

25.2.20

é uma menina

Desde que anunciei que vou ser pai que me têm feito as mais variadas perguntas. A principal é se prefiro ser pai de um menino ou de uma menina. E a minha resposta foi sempre a mesma: é igual. É verdade que podem achar que esta é a resposta mais diplomática. Mas é também a mais sincera que posso dar. É um bebé tão desejado que só me preocupa uma coisa: a saúde. De resto, menino ou menina é indiferente. Porque o amor que já sinto são difere nesse aspecto.

Por isso, quando fui com a minha mulher à ecografia das 21 semanas, só queria saber que estava tudo bem com o bebé. Isso era o que realmente me preocupava. De resto, muitas pessoas diziam que vinha aí um menino. Outras garantiam ser uma menina. Eu dava por mim a ter momentos em que pensava que ia ser pai de um menino. Noutros de uma menina. Sendo que acordei, no dia da ecografia, a pensar que vinha aí uma menina.

Durante a ecografia chegou a confirmação. Vem aí uma menina. E quando soube que seria assim, o meu coração explodiu de alegria. E se me perguntavam sobre preferências, agora as brincadeiras são outras. Há quem diga para comprar uma espingarda, outros dizem que as meninas são mais próximas dos pais e por aí fora. Aquilo que sei é que estou cada vez mais encantado e assustado com o que aí vem. E que sinto um amor que nunca senti e que não consigo passar para palavras.

14.2.20

amo-te mais do que tudo na vida. o resto fazemos acontecer

Gosto de celebrar o Dia dos Namorados. Hoje e em todos os dias do ano. Se é verdade que gosto de ir jantar fora com a minha mulher neste dia, é igualmente verdade que fazemos aquilo que fazemos em tantas outras ocasiões ao longo do ano. Se gosto de lhe dizer hoje que a amo mais do que tudo, é igualmente verdade que o gosto de dizer ao longo do ano.

Mas hoje acaba por ser uma data especial. Porque será o último Dia dos Namorados a dois. Se bem que na verdade já somos três, ainda que o membro mais novo da família esteja dentro da barriga da mãe. Partilho esta foto porque não sou muito dado a imagens. Não gosto de ser fotografado e acho que todas as fotos ficam mal. Aqui, estou escondido e talvez seja isso que me faça gostar tanto desta imagem. Ou o facto de estarmos num espaço a que já chamamos casa.

Os sentimentos que cabem nesta imagem chegam. Basta saber que te amo mais do que tudo na vida. Tal como sei o que é ser amado porque me amas como nunca julguei ser possível. Quero que saibas que te amo mais do que tudo na vida. E isto basta. O resto fazemos fazemos acontecer.


4.2.20

cancro, essa palavra feia

Sou sincero, não gosto de falar de cancro. Não gosto do nome. Odeio a doença. E tenho medo dela. E se não gosto de falar desta doença é porque fez-me temer perder a minha mãe, tal como já me roubou mais pessoas do que gostaria. Podia resumir tudo isto palavras como “é a vida”. Mas em vez disso, prefiro deixar um pedido.

Esqueçam lá aquelas coisas de “aquele nunca fez isto, aquilo e mais não sei o quê, e morreu de cancro. Por isso, vou fazer o que bem entender”. Não pensem desta forma. Aproveitem a vida ao máximo, mas com cuidados. Existem comportamentos e hábitos que nos tornam mais vulneráveis para determinados tipos de cancro. Por isso, tenham cuidado.

Além disto, aos primeiros sintomas do que quer que seja, vão ao médico. Não deixem para amanhã. Não pensem que não é nada. Não adiem com medo do veredicto. Como em qualquer doença, quanto mais cedo for detectado, mais fácil será a cura. Façam análises e exames com frequência, pratiquem desporto e tenham uma alimentação saudável. Não digo que cortem radicalmente com os excessos. Façam deles uma excepção e não a regra.

Por fim, uma parte menos simpática. Quando (e espero que isto nunca aconteça) tiverem de lidar com alguém que luta contra a doença, tenham tudo menos pena da pessoa. Se alguém sabe como está, é quem luta contra a maldita doença. E a pessoa não precisa de estar sempre a ser lembrada do que tem. Nem a olhar para a pena, nada mais do que isso, ao seu redor. Por isso, amem essas pessoas. Mostrem amor. Façam tudo e mais alguma coisa para provocar um sorriso e esquecer o cancro.

E já que estamos a falar de pessoas, vamos aproveitar este dia, este alerta, para dizermos aqueles que amamos, o quanto gostamos deles. Não deixem para depois. Porque nunca sabemos se existe um depois.

30.1.20

existem pessoas que confundem a cerveja corona com o coronavírus

Certamente que já te terás deparado com diversas piadas que envolvem a cerveja Corona. E que estão ligadas ao coronavírus. O que não falta por aí são imagens em que uma garrafa desta bebida mexicana está isolada de tantas outras, que parecem temer a cerveja. Só que aquilo que começou por ser uma brincadeira, transformou-se em algo que tem tanto de estranho como de preocupante.

É que existem pessoas que estão a associar a Corona ao coronavírus. Segundo o Google Trends (onde podes ficar a saber quais as tendências de pesquisa do Google), desde 18 de Janeiro que se verifica uma cada vez maior pesquisa por termos como “corona cerveja vírus” e “cerveja coronavírus”. Pode parecer uma piada, mas é real.

Reforço assim a ideia de que não existe qualquer ligação entre a mais famosa cerveja mexicana e o vírus que está a deixar o mundo em alerta e com algum receio. A título de curiosidade, o nome do vírus não tem nada a ver com a cerveja. Tem origem no latim. Ou seja, quando estás a usar um microscópio é possível observar um desenho que se assemelha ao de uma coroa. Que em latim é... corona. Apesar de todas estas confusões, a Corona pode agradecer (pelo menos até ao momento) o facto de a marca de cerveja não ter tido qualquer impacto negativo na sua imagem.

27.1.20

redes sociais vs vida real

Tenho uma ideia que já partilhei com diversas pessoas. Só não sei se já lhe dediquei algum texto no blogue, mas acredito que sim. Aquilo de que quero falar está relacionado com as redes sociais. Com a forma como as pessoas decidem participar nas mesmas. E daqui vou excluir aquelas pessoas que operam de forma anónima. Refiro-me aqueles que dão a cara. E que são nossos conhecidos. Sim, porque convém não misturar o nobre conceito da amizade com algo que não vai além de um mero conhecimento mútuo, sem grandes afectos que unam as pessoas.

Defendo que a postura que as pessoas decidem manter nas redes sociais é um espelho do que são na realidade. Ou seja, nas redes sociais as pessoas mostram aquilo de que são feitas. Sendo que, infelizmente, nem sempre mostram o melhor. Vou dar o desconto da falta de coragem (ou de outra coisa qualquer) para agir assim presencialmente. Mas mantenho a opinião de que uma pessoa que não sabe estar no perfil de uma rede social de alguém que conhece, também não saberá estar no resto da sua vida.

A ignorância não deixa de existir apenas porque não está agarrado ao telemóvel a comentar algo. A falta de educação não deixa de existir apenas porque não se expressa num comentário. A completa ausência de noção da sua liberdade em comparação com a de outras pessoas não passa a existir quando desliga o computador ou arruma o telemóvel. Quem não sabe respeitar alguém numa rede social, também não o sabe fazer na chamada vida real.

As redes sociais têm muitas virtudes. Tal como têm muitos defeitos. E um destes últimos acaba por ser o melhor dos primeiros. Digo isto porque as redes sociais permitem perceber a verdadeira essência de alguém que nos é (mais ou menos) próximo. E isso permite que seja feito um filtro para a vida longe das redes sociais. Concluindo, as redes sociais permitem excluir toda a merda que só nos atrapalha. Possibilita que certas pessoas sejam bloqueadas, mas na vida real.

21.1.20

fraldas, carrinhos de bebé, críticas e o que aí vem

Sempre ouvi diversos pais dizerem que uma coisa que rapidamente aprendem depois de serem pais é que todas as pessoas têm solução para os seus “problemas”. Todas as pessoas sabem tudo e sabem muito bem aquilo que fazer em todas as situações. Confesso que sempre que ouvi um desabafo destes nunca coloquei as palavras em causa. Porque a verdade é que a maioria das pessoas sabe tudo sobre tudo.

E devo dizer que não o fazem por mal. Pelo menos é esta a ideia que tenho. As pessoas, pelo menos na sua maioria, apenas querem partilhar a sua experiência, se a tiverem. Ou aquilo que consideram ser o mais adequado, mesmo quando existem experiência, mas acreditam ter sabedoria mais do que suficiente sobre determinado tema. E em meses de gravidez já percebi isto.

Sempre que partilho algo, recebo mensagens e conselhos de diversas pessoas. E ouço de tudo um pouco. Sendo que existe um ponto em comum. Que é o facto de quase ninguém (ou praticamente ninguém) perguntar por que motivo tomei determinada decisão. Algo que se aplica, por exemplo, à escolha das fraldas. E no nosso caso, a escolha foi, para já, da Muumi.

Ao longo deste tempo temos tentado obter a mais diversas informação sobre os mais diversos temas. Como é o caso das fraldas. Depois de termos ficado a conhecer diversos relatos de bebés que reagiram mal a uma marca específica (que não preciso mencionar), quisemos também saber opiniões de pais que não conhecemos. Ficámos a par das suas queixas, desabafos e sugestões. E foi isto, em parte, que nos encaminhou para a marca que referi. Bem como características específicas que têm e que são do nosso agrado.

E falei das fraldas como podia falar dos carrinhos de bebé. Pois até pessoas sem filhos sabem quais os que os pais devem escolher. Mesmo nunca tendo usado nenhum. E facilmente se criticam opções, valores, formatos e por aí fora. Mais uma vez, a nossa escolha teve por base aquilo que queremos que seja o melhor para o bebé. Principalmente numa fase tão frágil da sua vida.

Se há uma coisa de que tenho a certeza nesta fase da minha vida é a de que irei falhar muitas vezes como pai. Faz parte do processo e resta-me fazer os possíveis para reduzir os erros ao mínimo. Mas esta experiência será minha, nossa. Os erros serão meus, nossos. Irei ouvir tudo com muita atenção, ficarei sempre grato por toda a ajuda que tentam dar, mas nunca deixarei que isso me influencie ou que tentem fazer parecer que a minha escolha é a mais errada de todas.

6.1.20

3 resoluções de ano realistas para 2020

Existe uma elevada probabilidade de começares 2020 com resoluções que já tinhas feito em 2019. Que por sua vez tinham transitado de 2018. E que provavelmente tinham sido pensadas em 2017. A verdade é que muitas pessoas acabam por prometer coisas que sabem que não vão cumprir. Que até podem ser consideradas irrealistas para as próprias. Por isso, deixo aqui a sugestão de 3 resoluções que são bastante fáceis de colocar em prática. E que praticamente só dependem da tua força de vontade. Vamos a elas.

1 - Cuidar do corpo
Esta deve ser das mais famosas. Em Janeiro é uma das alturas do ano em que mais pessoas prometem ir ao ginásio. Muitas até se inscrevem, mas nunca lá metem os pés. Arranja 30 minutos por dia para te dedicares a ti e à tua saúde. E não querias começar logo por correr uma maratona. Podes começar com caminhadas. Junta-te a outras pessoas. Dá algumas corridas, experimenta o crossfit ou faz outro desporto qualquer. E daqui irás começar a crescer para outros treinos e outros períodos de tempo.

2 - Cuidar da mente
É verdade que vivemos numa era virtual, dominada pelas redes sociais. Se queres cuidar da mente, afasta-te delas durante algum tempo diariamente. E usa esse tempo para leres um livro, para te entregares a uma boa série ou a um bom filme.

3 - Poupar mais dinheiro
Tal como o primeiro ponto, este é dos mais populares. Começa por fazer uma tabela onde apontas todos os gastos mensais. Depois, percebe quais as "gordurinhas" que podes cortar. Coloca esse dinheiro de lado para uma viagem ou algo que desejes no futuro.

3.1.20

preferes menino ou menina e estás preparado?

Os últimos tempos de 2019 foram marcados pela ideia de vir a ser pai nos próximos meses. Em vários momentos tenho dado por mim a pensar na nova realidade que irá marcar a minha vida. Ainda que acredite que tudo será completamente diferente a partir do momento em que o bebé nascer. Estes pensamentos têm sido alternados com aquelas que são as duas perguntas que mais me têm feito desde que revelei que a minha mulher está grávida.

"Preferes menino ou menina?", é uma das perguntas. A ideia que tenho - e que sempre tive - é que a maioria dos homens deverá preferir um menino. E a generalidade das mulheres uma menina. Volto a dizer que estou a generalizar, até porque conheço casos de homens que preferem meninas e mulheres que preferem meninos. Ainda assim, e agora vou falar do meu caso, nada disto importa a partir do momento em que a gravidez é uma realidade. Por isso, quando me fazem esta pergunta respondo que não tenho preferência. E é o mais sincero que posso ser. Talvez seja um pensamento associado aquela ideia de que o que realmente importa é que venha com saúde.

A outra pergunta que muito me têm feito é: "estás preparado para ser pai?". E esta questão é mais complexa. Até porque acredito que ninguém está realmente preparado para assumir a mais nobre função que podemos ter nesta vida. E defendo isto porque ser pai não é uma conta matemática com uma única opção certa. Existem diversos tipos de pais e a cada novo nascimento pode surgir mais um. Daí acreditar que a preparação para ser pai é algo que se renova diariamente. Sempre com a certeza de que tudo poderá correr de forma diferente do imaginado.

Não sei se estou preparado para ser pai - costumo responder que tenho de estar - mas sei que este é um bebé muito, mas mesmo muito desejado. Estou a adorar cada segundo de cada dia e conto os dias para que possa ter o bebé nos meus braços. A partir daí, é dar o melhor de mim a cada momento e a cada desafio. Vamos a isso!

26.12.19

(you're) having my baby

Sonhei muitas vezes com o dia em que iria partilhar esta música no blogue. Esse dia chegou. E sabe muito melhor do que poderia ter imaginado.

11.12.19

o que está errado neste bolo de casamento?

Este bolo de casamento tornou-se viral por causa de um detalhe que não é identificado por todos. Adivinhas o que é? Digo apenas que tem dado origem a muitas críticas.

10.12.19

como eu conheci vs como esta geração conheceu

Existem diversas celebridades, das mais diversas áreas, que conseguem estar em alta em momentos completamente diferentes das suas vidas e carreiras. O que faz com que sejam conhecidas por diversas gerações em diferentes momentos e por diferentes trabalhos. Partilho aqui alguns exemplos de pessoas que conheci de determinada maneira vs como esta geração os conheceu.

Joaquin Phoenix | Eu


Joaquin Phoenix | Esta geração


Ana Malhoa | Eu


Ana Malhoa | Esta geração


Daft Punk | Eu


Daft Punk | Esta geração


Keanu Reeves | Eu


Keanu Reeves | Esta geração


Kylie Minogue | Eu


Kylie Minogue | Esta geração


E poderia passar horas nisto.

2.12.19

este vestido é aceitável num casamento?

Sempre ouvi dizer que num casamento a roupa branca está destinada apenas à noiva. Ou seja, nenhuma mulher deverá aparecer na cerimónia com essa cor. Mas há quem o faça. E que opte até por um modelo extremamente ousado. Serão estes os ingredientes necessários para uma grande confusão? Parece que sim. E começo por mostrar o vestido em questão.


Esta foto tornou-se viral e nela podemos ver o vestido que uma mulher usou num casamento. Esta foto foi partilhada num grupo de Facebook por outra pessoa que estava na cerimónia. "Ela não era a noiva. Este tipo de coisas vindo dela não me surpreendem. Ela e a sua melhor amiga sempre quiseram ser o centro das atenções", partilhou. Rapidamente, surgiram comentários em defesa da mulher, alegando que o vestido não era branco. "É 100% branco", garante a pessoa que partilhou a imagem.

"Não sei o que é pior, ser branco ou quase ser possível ver a virilha dela"


Daí, as críticas passaram para o vestido. "Não sei o que é pior, ser branco ou quase ser possível ver a virilha dela", escreve uma pessoa. "Eu vou certamente correr do meu casamento qualquer pessoa que vista branco", acrescenta outra. "Ei, por favor, olhem para miiiim, o que é bastante mau quando és convidado de um casamento", opina outra pessoa.

Estes são apenas três das muitas críticas feitas à mulher em questão. É certo que ainda houve quem a tentasse defender, mas sem sucesso. Acho que restam poucas dúvidas de que a esmagadora maioria das pessoas não quereria ter alguém assim (no que à roupa diz respeito) no seu casamento. Só falta saber o motivo pelo qual existem pessoas que optam por estas roupas e por vestir a mesma cor da noiva.

16.11.19

vamos dar um bigode ao cancro

Fiquei a conhecer a excelente iniciativa que a Santa Casa Misericórdia Azinhaga fez em relação ao Movember. O objectivo foi o de criar um alerta para que os homens derrubem o tabu que ainda está associado aos problemas de saúde masculinos, como é o caso do cancro da próstata, dos testículos, bem como dos comportamentos suicidários. Por isso, partilho aqui as imagens desta campanha, para que se veja bem a gravidade destes números.