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1.4.19

este estranho ritual laboral que quase parece ser obrigatório

Não sei se é por passarem muito tempo nos locais de trabalho, mas fico com a ideia de que as pessoas confundem cada vez mais os conceitos de amizade. E estou a juntar a amizade às relações profissionais porque parece que existe um ritual laboral que quase parece ser obrigatório. E que passa pela amizade virtual.

Hoje em dia, uma pessoa chega a um emprego novo e uma das primeiras “tarefas” passa por estabelecer amizade virtual com todos os colegas. Como se o novo emprego fosse sinónimo de amizade com pessoas que se conhecem há cinco minutos e com quem se trocou duas ou três palavras. É disparar pedidos de amizade em tudo e mais alguma coisa. É no Facebook, é seguir no Instagram e Twitter, se existir. E em todas as redes sociais possíveis e imaginárias.

Parece que é obrigatório ser amigo das pessoas com quem se trabalha. Mesmo que não exista uma relação que vá além do profissional e cordial. E mal daqueles que não entram nesta onda. “Aquele(a) não aceita o meu pedido de amizade porquê?”, perguntam. E depois criam teorias em torno disto. Quando são amigos, surgem novos problemas.

“Já viste o que aquele(a) escreveu? De certeza que é uma boca para fulano ou sicrano!” E está assim montada uma telenovela venezuelana dobrada em brasileiro, que passa na televisão à hora de almoço. Comecei por dizer, no título, que é um estranho ritual laboral. E mantenho esta opinião. Porque não sou obrigado a ser amigo de todas as pessoas com quem trabalho. Tal como não tenho que saber detalhes pessoais das suas vidas nem eles das minhas. E, por mais que algumas pessoas confundam as coisas, as redes sociais pessoais não são ferramentas de trabalho. Para ninguém e em lado nenhum.

8.11.18

dica para pessoas que vivem das borlas

O número de seguidores que alguém tem nas redes sociais tem poder suficiente para atrair as mais diversas marcas. Ou, numa perspectiva completamente diferente, faz com que muitas pessoas sintam poder para abordar marcas e espaços a solicitar algo em troco de "publicidade". Até aqui nada de novo. É uma consequência do crescimento da era social/virtual e trata-se de uma dança que terá sempre de ser dançada a dois: quem quer promover algo e quem quer receber algo.

Apenas defendo que tudo na vida deve ter uma estratégia. E muitas pessoas parecem esquecer isso no momento de "pedir" mais uma borla. Vamos pegar no exemplo dos restaurantes. Se uma pessoa aborda um determinado espaço, a solicitar uma experiência gastronómica a troco de visibilidade nas redes sociais, não deverá propor o mesmo do restaurante ao lado no dia seguinte. Ou uma semana ou mesmo um mês depois. É algo que irá cair mal a um espaço ou mesmo aos dois. E será uma atitude que provavelmente irá fechar duas portas para sempre.

E dou o exemplo dos restaurantes porque tenho um bastante próximo. Poderia falar de outras situações ou mesmo de outras realidade fora do mundo virtual. Noto que as pessoas cada vez mais pensam apenas naquele minuto. Não param para pensar no impacto que aquele minuto poderá ter no futuro. Não estão preocupadas em perceber se será um único minuto ou vários no futuro. E depois nunca percebem os motivos pelos quais as portas estão fechadas.

25.10.18

isto do (mau) anonimato nas redes sociais

Nas redes sociais muitos são aqueles que optam pelo anonimato. Algo que não tem nada de errado. Há quem não queria ser reconhecido no local de trabalho, outros não querem que os amigos e familiares descubram aquilo que escrevem e haverá quem simplesmente queira escrever sobre tudo e sobre nada sem dar cavaco a ninguém. As opções são todas válidas, mas convém nunca esquecer que as redes sociais não são o antigo faroeste, onde não existem leis.

E isto aplica-se a quem recorre ao anonimato para infringir leis, pensando que as redes sociais estão lá para ajudar a manter o anonimato. E falo sobre isto porque muitas coisas têm sido ditas em relação ao facto de a Google ter fornecido os dados de alguns bloggers que partilharam informação roubada ao Benfica. Esta situação poderá causar estranheza a muitas pessoas, mas convém perceber que aquelas pessoas cometeram um crime.

Muitos pensam que o crime é apenas cometido por quem rouba algo, quando não é bem assim. Vamos supor que existe uma pessoa que tem acesso, de forma ilegal, a informação confidencial de um político. E que partilha essa informação roubada comigo, que recorro ao meu blogue para partilhar a mesma. Na verdade não fui o autor do roubo, mas estou a dar continuidade ao crime, ao partilhar algo que foi roubado.

E se estou a falar deste caso é porque provavelmente é a primeira vez, pelo menos em Portugal, que o anonimato das redes sociais dá que falar. Recorro-me deste exemplo porque é bom que as pessoas percebam que as redes sociais também têm regras e leis. Que não são camufladas ou protegidas pelo blogger, wordpress, google e afins. E optar pelo caminho mais perigoso pode resultar em grandes (e graves) problemas para que opta percorrer essa estrada.

Vivemos na era social, onde todas as pessoas pensam que vale tudo. E está mais do que provado que não é bem assim. O mundo virtual, com anonimato ou não, também tem leis. É tudo uma questão de alguém querer chatear-se e ter paciência (e dinheiro) para o fazer. E se formos ver bem as coisas, no mundo real, e não virtual, é a mesma coisa.

3.7.18

e se fosse um homem a dizer isto a uma mulher?



Este rapaz dá pelo nome de Rurik Gislason. É islandês, joga futebol e foi considerado o jogador mais bonito do Mundial que está a decorrer na Rússia. Rurik chegou à competição com 40 mil seguidores no Instagram e agora já é seguido por mais de um milhão e trezentas mil pessoas.

Quando li a notícia fui ver a conta do jogador (que já sabia fazer parte da lista dos 23 mais bonitos). E reparei que as fotos têm centenas de milhares de comentários, muitos deles de mulheres. E bastante divertidos.

"Se fosses um gelado, comia-te até ao pau", é um deles. "Gostava de ser o pão da tua salsicha", é outro. "Se precisares de afiar o lápis, posso ser o teu afia", é mais um. "Quero dar-te como o Uruguai deu à Rússia: forte e em casa", é apenas mais um dos muitos comentários deixados nas fotos de Rurik.

Confesso que acho piada e não vejo maldade nenhuma nos mesmos. Mas vamos imaginar que Rurik era uma mulher. E que comentários destes (divertidos mas com cariz sexual) eram feitos por homens. Será que estaria tudo bem na mesma? Ou era o fim do mundo? Infelizmente, acredito mais na segunda hipótese.

15.1.18

ninguém suporta uma gaja fit

Se existir uma lista de coisas que ninguém suporta, tenho a certeza de que um dos lugares de destaque da lista será ocupado pelas mulheres que gostam de ter os corpos fit. Mulheres que gostam de treinar de forma a manter uma silhueta que é do seu agrado. Nem que para isso tenham de fazer alguns sacrifícios (ou escolhas) alimentares e abdicar de certas coisas. Porque a verdade é que ninguém pode com estas mulheres. Vulgarmente conhecidas por "gajas".

Se estas mulheres estiverem grávidas ou tiverem sido mães recentemente e mesmo assim tiverem um corpo fit, pior ainda. Passam a ser mulheres do demo. Criações do diabo que vieram à terra sem qualquer finalidade útil. E quando penso nestas "gajas" lembro-me imediatamente de dois nomes conhecidos: Carolina Patrocínio e Laura Figueiredo. Duas famosas fit que semeiam ódio a cada foto que publicam do corpo.

Curiosamente (ou não) são duas mulheres que mantiveram o corpo fit durante a gravidez - no caso de Carolina Patrocínio é algo recorrente - e ficaram logo em forma pouco tempo depois do nascimento das filhas. E isto, sem que perceba porquê, semeia ódio. É "gaja" para aqui, "gaja" para ali. Ofensas atrás de ofensas. É porque as crianças não vão ser saudáveis, é porque estão doentes e porque são anorécticas. Isto só para resumir as ofensas e comentários mais comuns.

E não percebo porque não se toleram estas mulheres. Que têm corpos que dão trabalho a manter. É uma opção tão válida como não querer treinar nem ter uma alimentação saudável. E com isto não quero dizer que as pessoas são obrigadas a gostar de mulheres com corpos destes. Mas creio que basta dizer que não se gosta. Que é algo que se considera feio. Que pode ser uma obsessão. Daqui a comentários como "és doente", "estás anoréctica" e falar das crianças, vai uma distância que nunca irei compreender.

8.1.18

nem tudo é mau nos comentários nas redes sociais

Nem tudo é mau nas redes sociais. Mais especificamente nos comentários que se partilham. É certo que me surpreendo com aquilo que as pessoas escrevem. Com as barbaridades que dizem. Com os ataques que fazem. E a forma como vivem aqueles espaço de opinião onde podem ser quem quiserem.

Mas há um "fenómeno" crescente nos comentários do Facebook a que acho especial piada. Refiro-me aos comentários que são feitos sem palavras mas com recurso a um gif. Adoro! Farto-me de rir com opções inteligentes, cheias de piada que são mil vezes melhores do que palavras.

Era bom que as pessoas, já que têm a possibilidade de ser quem querem, escolhessem este caminho. E refiro-me ao da inteligência. Quer seja num comentário a favor de algo ou para criticar uma opinião. É muito mais inteligente (e divertido) do que um ataque fácil e vazio de valores.

17.10.17

abençoada chuva

Em condições "normais" as pessoas estariam a criticar a chuva e a desejar o bom tempo até ao próximo Verão. Neste caso, felizmente choveu. E a água foi suficiente para ajudar os bombeiros a colocar um ponto final em todos os fogos que ainda estavam a consumir Portugal. Estou muito feliz com esta chuva. Porque foi essencial para os bombeiros.

Agora, desejo que esta água também lave muitas bocas. E que lave as ideias erradas que tantas pessoas vendem como certezas absolutas, sem qualquer conhecimento de causa. Que este drama sirva, de uma vez por todas, para corrigir o que está mal em matéria de incêndios. Um problema que não tem dois dias, nem dois meses ou dois anos. Um problema que tem décadas! Aquilo em que não acredito é que tudo isto venha a servir para que muitas pessoas pensem duas vezes antes de abrir a boca.

2.8.17

scooby scooby doo!

Se me disserem Scooby, respondo imediatamente Scooby Doo. Porque é um desenho animado que me acompanhou durante a infância e adolescência. Mas existe outro Scooby. Menos conhecido das pessoas, mas que tem sido notícia por estes dias. Trata-se de um surfista que é casado com Luana Piovani, a conhecida atriz brasileira. Por estes dias, o nome de Pedro Scooby ganhou maior destaque. Tudo porque partilhou esta imagem da mulher nas redes sociais.


Existem casos em que as opiniões acabam por dividir-se. Existem os que gostam e aqueles que não acham piada a determinada imagem. Neste caso a crítica é quase geral ao criticar a foto em questão. Neste caso, por mais que pense, não consigo encontrar um motivo lógico – apesar de aceitar que não existe nenhum necessário – para uma imagem destas ser partilhada nas redes sociais.

1.8.17

a realidade escondida no instagram

Qualquer pessoa gosta de estar bem numa foto. A coisa mais normal do mundo. E que ninguém pode censurar. Só que vivemos numa época em que as fotografias deixaram de ter o objectivo de aparecer num álbum de família para passarem a ficar guardadas numa qualquer rede social. E se todos queremos estar bem numa foto do álbum de família, queremos estar perfeitos numa foto que acaba nas redes sociais. Porque aí ninguém poderá ver as nossas pequenas (e normais) imperfeições. Nas redes sociais o mundo é perfeito. E as fotos têm de espelhar isso.

Não censuro quem edita fotos antes de as publicar numa rede social. Eu faço isso. Só com filtros, nada mais. Mas não censuro que recorre a outras ferramentas para trabalhar e alterar uma imagem. Até porque sei perceber se uma foto é real ou se existe um grande trabalho de edição até ao produto final. Como já referi, e reforço, não censuro quem o faz. Só que muitas pessoas ainda não estão "educadas" para esta realidade.

São aquelas pessoas que olham para fotos - e isto acontece muito com as mulheres - e dizem coisas como "gostava tanto de ser assim:". Quando na realidade já são "assim". Porque estão a olhar para uma foto que foi tirada de modo a captar o melhor da pessoa. Que foi pensada ao detalhe. E que até poderá ter sido editada. Para quem não acredita no que digo, partilho o exemplo de Sara Puhto, que decidiu desmistificar a realidade escondida em algumas fotografias que são publicadas nas redes sociais.








5.7.17

o mundo volta a ficar baralhado. és tu que sabes que cor é esta?

Recordam-se deste vestido? Aquele que colocou o mundo inteiro a debater cores. Pois bem, a confusão está novamente instalada. E agora a culpa é da Nike. Não necessariamente da marca da foto que tens produtos da marca. Agora não se chega a uma resposta consensual. Afinal estamos a ver cinzento ou cor-de-rosa? Aceitam-se palpites.

4.7.17

chocolate branco e preto

Existem pessoas que nasceram para ser polémicas. Ou que a vida e carreira levou a que assim fosse. Cristiano Ronaldo é uma dessas pessoas. O jogador fez uma brincadeira nas redes sociais com um amigo de longa data. Fotografaram-se a exibir os músculos e o jogador do Real Madrid decidiu escrever na legenda "combinação perfeita entre chocolate branco e preto". Isto bastou para que tivesse início uma guerra.

Cristiano Ronaldo está a ser acusado de racismo por causa da legenda da fotografia. E este é apenas mais um exemplo da falta de distanciamento que as pessoas têm. Cristiano Ronaldo não publicou uma fotografia de pessoas que não conhece de lado nenhum para fazer uma piada de mau gosto. Fez uma foto com um amigo e recorreu à boa forma física de ambos para fazer a piada. Se a foto foi publicada é porque o amigo deixou.

E não passa disto. De uma brincadeira partilhada pelo atleta que mais seguidores tem nas redes sociais. O mesmo atleta que já chamou cigano a Ricardo Quaresma noutra publicação. Igualmente sem maldade. E tudo isto seria normal. Só que vivemos numa era de predadores das redes sociais. Pessoas que procuram detalhes em todas as publicações de modo a apontar o dedo.

E são pessoas que provavelmente têm brincadeiras iguais com pessoas com que têm confiança. E que também partilham esses momentos nas redes sociais. A diferença está apenas num factor: o mediatismo de quem tem mais dedos apontados. Que todo o mal do mundo, ou mesmo das redes sociais, fosse o humor de Cristiano Ronaldo com um amigo de infância.

19.6.17

o facebook enquanto medidor da vida

Já tinha percebido que as pessoas olham para as redes sociais de forma séria. Parecem esquecer, ou ignorar, o lado virtual das redes sociais. Encaram as mesmas como bastante reais. Chega ao ponto de muitas pessoas olharem para o Facebook, apenas para dar um exemplo, como o medidor da vida das pessoas.

Se acontece uma tragédia, a pessoa é obrigada a deixar um comentário nas redes sociais. Tem de publicar um post onde dá a sua opinião. Caso não o faço é um insensível. Como é possível que determinada pessoa não dedique um post a determinado acontecimento? Só pode ser insensível. Algo que acontece com frequência.

Se a pessoa é amiga de alguém e não faz likes nas publicações e fotos dessa mesma pessoa... é outra dor de cabeça. “Como é que te dizes meu amigo se não fazes gosto nas minhas coisas? Nunca comentas nada! E já reparei que comentas coisas de outras pessoas”, dizem. Como se o código de conduta da amizade tivesse uma adenda relativa ao comportamento nas redes sociais.

E estes são apenas dois exemplos da forma demasiado séria como se encara uma rede social. As redes sociais são boas. Úteis em muitos casos. Perigosas noutros. Mas são isso mesmo, uma rede social. Não são o medidor da vida das pessoas. Não é o que acontece ali que conta. Aquilo que verdadeiramente interessa é o que se passa longe dali.

12.6.17

justiça ou tortura? ou ambos?

Há uns dias cruzei-me, algures numa rede social, com um vídeo. Em que um jovem brasileiro parecia ter uma tatuagem na testa. Na mesma podia ler-se “eu sou ladrão e vacilão”. Vi aquilo. Fiquei um pouco espantado com o que estava a ver. Se por um lado acreditei que poderia ser real, por outro esperava que fosse uma brincadeira. Algo que não se confirma.

O rapaz que aparece com a testa tatuada é um jovem de 17 anos. Que foi apanhado a roubar a bicicleta de um tatuador. Que, com auxílio de um vizinho, entendeu que um castigo exemplar para aquele delinquente seria uma frase “eterna” gravada na testa. Como acontece frequentemente nas redes sociais, as opiniões dividiram-se entre os que apoiam o castigo e aqueles que o condenam.

A história poderia ficar por aqui. Mas entretanto aparece a família do jovem. Com a mãe a dizer que está desaparecido de casa há algum tempo. E que tem problemas mentais. Colocando ainda a hipótese de estar drogado no momento do vídeo. Esta mulher reconheceu o filho devido ao vídeo. E alertou as autoridades. Resultado de tudo isto: o jovem está desaparecido. E os autores da tatuagem detidos, à espera de julgamento. Dizem, em sua defesa, que queriam ensinar uma lição ao rapaz. Mas estão acusados de tortura.

Continua a existir um grande número de pessoas que aplaude aquilo que foi feito pelos dois homens. Por outro lado foi criada uma página para angariar dinheiro para o jovem. Para que remova a tatuagem e para que possa ser submetido a tratamentos. O objectivo era angariar quatro mil euros, mas já foram angariados cinco mil euros.

Este caso recuperou o debate em torno do castigo que deve ser dado a quem faz algo do género do que foi feito por aquele adolescente. Não escondo, até porque já partilhei isso no blogue, que defendo que existem crimes que merecem punições mais exemplares do que uma pena suspensa ou algo do género. Mas acho que o roubo de uma bicicleta não é digna de uma tatuagem na testa.

6.6.17

nudez (nada) acidental

Cada vez mais existe uma tendência nas redes sociais. Que passa pelas fotos com nudez. Em topless ou mesmo em nu integral. As imagens nunca são muito fortes porque, pegando no caso do Instagram, existe uma censura às publicações femininas. E são as mulheres que mais partilham este tipo de fotos. E existem cada vez mais mulheres conhecidas a partilhar momentos destes.

Uma forma de olhar para estas imagens é a mais inocente. Acreditar que é apenas um belo momento que acabou imortalizado numa imagem. Que, por sua vez, acaba partilhada numa rede social. É algo que não passa disto. Não teve outro objectivo. Nem tem uma finalidade. É apenas uma imagem como tantas outras que as pessoas partilham nas redes sociais. A diferença é que é mais ousada.

Existe outra forma de ver tudo isto. Menos inocente. Mais fria. E que passa despercebida a muitas pessoas. Que passa por um plano pensado ao detalhe. Plano no sentido de não ser inocente. De existir um objectivo. Uma finalidade. E isto não é tão absurdo como possa parecer. Para muitas pessoas será apenas uma imagem. Mas poderá ser muito mais do que isso.

São imagens que têm um grande alcance. Chegam a mais pessoas. Muitas são mesmo notícia. Multiplicam-se os gostos. Os comentários. Em algumas a mulher usa apenas um biquíni da marca x. Noutras destaca-se outra coisa da marca y. Às vezes não importa a marca mas a visibilidade que dá à pessoa que acaba por chamar a atenção de quem a possa procurar para um trabalho. E todos estes detalhes fazem com que a nudez possa não ser acidental.

Isto não é necessariamente uma crítica. É uma realidade das redes sociais. É saber tirar proveito das mesmas. E quando é feito na perfeição acaba por passar despercebido. Isto não quer dizer que aconteça sempre. E com todas as pessoas. Mas é uma tendência que está a crescer cada vez mais e que joga com as armas que pode.

31.5.17

haters e ofensas

Maria Vieira (ou quem eventualmente escreve por ela nas suas redes sociais) é aquilo a que chamo de hater visível. Isto no sentido de que está constantemente a falar mal de pessoas e de situações. Com a diferença que dá a cara quando faz as suas críticas. A mais recente tem por alvo Salvador Sobral, uma espécie de Éder da música portuguesa. Ou seja, um herói nacional que tornou possível um conquista inédita.

Assumo que Salvador Sobral tem características que não aprecio. Mas diz muitas coisas com que concordo. Uma dela motivou o mais recente ataque de Maria Vieira. Tudo porque o cantor disse algo como "gostava de experimentar um atentado que não fosse noticiado" durante uma entrevista à RTP. A frase, mesmo retirada da entrevista, tem a sua lógica. Sem esquecer que o ideal seria que não existissem atentados. De resto, Salvador Sobral tem razão. Porque um dos factores que alimenta os terroristas é o tempo de antena que as suas "obras de arte" (aos seus olhos) conseguem ter.

Acho que qualquer pessoa percebe que um atentado seria completamente diferente com um impacto mediático bastante reduzido. Será que o fatídico 11 de Setembro teria o mesmo impacto caso as torres não tivesse caído em directo para todo o mundo? Tudo seria diferente. E agora ainda mais. Porque às notícias dos atentados juntam-se as imagens dos corpos mortos. Em alguns casos sem qualquer filtro. Isto tem um efeito duplo ou triplo. Por um lado, une as pessoas. Por outro, espalha o medo e alimenta o ego de terroristas que sonham acabar com a vida do maior número possível de infiéis para depois ser notícia em todo o mundo.

Não é por acaso que os terroristas gostam de ser identificados. Sabem que vão morrer. Mas certificam-se de que vão ser identificados. E tanto aplico esta teoria ao terrorismo como, numa escala menor, à época dos incêndios em que os canais mostram incêndios em directo durante largos minutos. Isto também alimenta os incendiários. Porque muitos deles têm prazer em ver o "seu" fogo na televisão. Uma das maneiras de amenizar isto passa por limitar o tipo de informação dada às pessoas.

Mas limitar a informação, principalmente nos dias que correm, é uma missão quase impossível. Porque há sempre quem dê a notícia de determinada forma. E depois todos dão. Numa corrida louca que todos querem ganhar e que ninguém quer perder. Isto aplica-se a todo o tipo de notícias, nas mais diversas áreas. Mas como em tudo na vida, são as piores notícias que mais mexem com as pessoas. São aquelas de maior impacto. E no que ao terrorismo isso também se aplica.

30.5.17

pedidos de amizade estranhos

Quando alugámos a casa onde hoje vivemos, tivemos de lidar com uma agência imobiliária. E com uma mediadora. Que nem eu nem a minha mulher conhecíamos de lado nenhum. Vimos a casa. Foi do nosso agrado. O preço foi negociado. E tudo foi tratado. Pouco tempo depois de o apartamento ter sido alugado, a vendedora fez-me um pedido de amizade, na rede social Facebook, e também à minha mulher. Algo estranho para ambos.

Se fosse antes de o negócio estar feito, também considerava estranho. Mas ainda colocava a hipótese de tentar perceber o nosso estilo de vida antes de efectuar o negócio. De resto não percebo as pessoas que confundem negócios com amizade. E são cada vez mais. Pessoas com quem existe uma relação meramente profissional, e ocasional, que fazem um convite de amizade. Até porque levanta diversas questões.

Partindo do princípio que não existem amigos em comum, essa pessoa foi à procura da outra? E qual foi o motivo pelo qual foi à procura? Se a relação já é "fria", porque é apenas profissional, torna-se muito estranha a partir do momento em que existe um pedido de amizade, que provavelmente será recusado. Talvez seja apenas mais um efeito das pessoas que confundem relações profissionais e amizades virtuais com amizades reais.

15.5.17

i luv it vicia (fica o aviso)

Psy tem o mérito de ter o vídeo mais visto de sempre no YouTube. Não pretendo discutir a qualidade musical de Gangnam Style nem de outras músicas do género. Há quem goste e quem não goste. No meu caso, não sou dos maiores fãs de Psy. Mas não nego que as suas músicas têm algo que vicia. E quando me cruzo com uma dou por mim com curiosidade para perceber o que aí vem. Acredito que isto aconteça com muitas pessoas pois uma das suas músicas mais recentes (esta) já conta com mais de 18 milhões de visualizações. E o vídeo só foi lançado no dia 10.

5.5.17

não sei a quem vou oferecer a flor da gratidão

Parece que o Facebook decidiu adicionar a flor da gratidão. Parece que esta reacção nasceu devido à celebração do Dia da Mãe. Não me passa pela cabeça oferecer a flor da gratidão, no que às redes sociais diz respeito, à minha mãe. Nesse capítulo prefiro algo menos virtual e mais real. Mas confesso que estou a ponderar oferecer a flor da gratidão a alguém.

Só não sei se irei oferecer a mesma à equipa do Facebook ou às pessoas que eventualmente fizeram queixa, com comentários muito negativos, sobre a página de Facebook do blogue. O que fez com que as publicações da mesma estejam “bloqueadas” e proibidas de aparecer no feed de notícias. Algo que dura há alguns dias e que só terminará hoje, pelas 21h22. Tentei perceber o motivo de tal decisão mas só me foi explicado, num email que já deve estar feito há muito tempo, que a decisão não será alterada por isso nem vale a pena perder o meu tempo a tentar falar com eles. Sai uma flor da gratidão para todas estas pessoas.

2.5.17

a baleia que os pais não conseguem ver

Ao longo das últimas semanas tenho ouvido falar muito do jogo Baleia Azul que já levou ao suicídio de um grande número de adolescentes, sendo que neste momento já existem dois casos de adolescentes portugueses envolvidos neste jogo que é partilhado nas redes sociais. Mas só hoje é que prestei mais atenção ao jogo em si.

Fiquei a saber que consiste em 50 etapas e que a última é a morte do jogador. A maioria das etapas passam por auto-mutilação e por cenários que colocam a vida em risco. Além disso, os jogadores têm de comprovar a superação das provas junto de quem está a controlar o jogo. Basicamente, são comportamentos pouco comuns para um jovem considerado normal.

Um caminho fácil será culpar as redes sociais. A culpa está na facilidade com que se tem acesso a tudo e mais alguma coisa. Mas acho que não pode ser ignorado o elegante, neste caso baleia, que está no meio da sala. Porque algo de mal se passa com qualquer criança ou adolescente que tenha curiosidade em relação a um jogo destes. E que se vá auto-mutilando ao longo do jogo sem que ninguém ao seu redor se aperceba do que está a fazer.

Não vou dizer que os pais são todos culpados. Mas não minto quando digo que muitos pais passam ao lado das vidas dos filhos, pouco ou nada participando nas suas actividades. Poucos pais perdem, aliás... ganham algum tempo diariamente a falar com os filhos em relação ao dia que passou. O resultado disto pode ser um distanciamento que faz com que seja complicado observar a gigantesca baleia que levou um adolescente a pensar em coisas como suicídio. Porque quando um adolescente chega a este ponto é porque está muita coisa errada. E o que está mal foi ignorado por muitas outras pessoas.

28.4.17

só um ano de castigo? esta mulher nunca mais deveria trabalhar

Começo por dizer que tento compreender ao máximo as outras culturas. Mas existem alguns pormenores que me escapam. Como saber que uma actriz de 24 anos foi castigada por vestir-se de forma demasiado sexy. Algo que o Camboja não aceita! Como tal, durante um ano Denny Kwan está proibida de participar em filmes, videoclips ou mesmo aparecer em programas de televisão.

Tudo isto porque as autoridades não gostam das fotografias que a jovem em questão partilha nas redes sociais. E que não são nada de extraordinário, mesmo para uma mente mais fechada. E esta é a opinião de alguém que está habituado a ver mulheres praticamente nuas nas redes sociais e que vê apenas alguns decotes mais generosos nas fotos desta mulher. Ressalvo que a minha cultura é diferente daquela que pelos vistos impera no Camboja.

Até o porta-voz do ministério das Mulheres realçou que Denny não tem o direito de se vestir assim, até porque é uma figura pública. Além disso, a actriz já tinha sido convocada para aquilo que foi considerado uma reeducação, de modo a que se vestisse de forma mais apropriada. Por isso... bem vistas as coisas, um ano de castigo é pouco. Esta mulher nunca mais deveria trabalhar! Só caso aceitasse estar embrulhada num cobertor que a tapasse dos pés à cabeça!