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16.5.19

para os portugueses, sexo na internet rima com videochamada

Ainda sou do tempo dos 12893423904890123890 anúncios das linhas telefónicas de valor acrescentado para que muitas pessoas ligavam para ouvir gravações de sons sexuais. Isso ou para participar num jogo de intimidades com desconhecidos. Isto já passou de moda e nova tendência é outra.

A Flame Love Shop realizou um estudo que dá a conhecer que 65% dos inquiridos já experimentou relações íntimas virtuais. Ou não estivéssemos nós numa era em que o virtual ganha destaque. Sendo que 70% das pessoas que participaram no estudo assume ter obtido uma sensação real neste tipo de experiência. Outra nota de destaque vai para os 40% que assume já ter praticado sexo virtual mais de dez vezes.

Entre as preferências está a videochamada. Algo que assumo não me surpreender. Quer seja entre casais e entre pessoas que recorrem a este tipo de jogo sexual com desconhecidos. Seguem-se as mensagens sexuais, sendo que o pódio termina com uma viagem ou passado. Ou seja, com gravações ou chamadas de voz.

O estudo/questionário tem ainda outros dados interessantes, que servem para uma boa discussão. 40% dos inquiridos assume que este tipo de comportamento não representa uma traição. Sendo que, dos que assumem já ter tido experiências deste género, 45% dizem tê-lo feito com o(a) parceiro(a). 23% dizem que foi com um(a) amigo(a), 19% com um(a) desconhecido(a) e 5% com um(a) amante.

7.5.19

verdade ou mito #105

Tanto homens como mulheres podem ser alérgicos ao sexo. Isto será verdade ou mito? Será que os casais, com comportamentos comuns, acabam por desenvolver uma alergia ao sexo que se traduz em diversos sintomas que raramente são associados ao sexo. Ou não passa de um mito porque isso da alergia ao sexo é algo que não faz sentido. Verdade ou mito?

14.2.19

namoradas há muitas e dias também

Diz que hoje é um dos dias mais românticos do ano. Diz que é Dia dos Namorados. Quanto a isto, começo por dizer que namoradas há muitas. E dias também. Mas mulheres como aquela que tanto amo é que já não. Mulheres assim são raras e fazem com que o Dia dos Namorados tenha começado no dia em que a conheci e que só termine no momento em que dê o último suspiro.

Não escondo que gosto destas datas. São sempre um motivo especial para dar mais espaço ao romantismo que existe em cada pessoa e que muitas tentam esconder, com uma quase vergonha de o revelar. Parece que falar de sentimentos é algo proibido. Especialmente quando falamos de homens. Até porque um homem que fala abertamente sobre aquilo que sente só pode ser homossexual.

Como não concordo minimamente com esta forma de pensar, gosto de falar daquilo que sinto. Daquilo que faz bater o meu coração mais depressa. Daquilo que me deixa com ansiedade e que faz com que seja melhor pessoa. E tudo isso encaixa no amor que sinto pela mulher da minha vida. Pela mulher que me fez crescer e que faz de mim um homem melhor.

Namoradas há muitas. Dias também. Mas pessoas como tu, não! O que faz com que me sinta muito especial por ser amado por ti. És a minha vida. És uma grande parte de mim. Obrigado por seres a pessoa que és. Obrigado por fazer com que a minha vida seja um constante dia dos namorados. Obrigado. Por tudo. Amo.te'nos mais do que tudo na vida.

29.1.19

mulheres, meias e orgasmos (tudo está relacionado)

Existem estudos para tudo e mais alguma coisa e já assumi ser fã dos mesmos. Não escondo que gosto de ler notícias que fazem as mais diversas associações nos mais diferentes temas. Desta vez, e através de um estudo que chega da Holanda, o destaque vai para mulheres, meias e orgasmos. Porque, aparentemente, tudo está relacionado.

Diversos estudos demonstram que os homens têm uma maior facilidade em atingir o orgasmo. Mas, e é aqui que entre este novo trabalho, existe um pequeno truque que aumenta em 60% a probabilidade das mulheres atingirem o clímax. E a solução está nas meias. Ou nos pés aquecidos. Mulheres com pés aquecidos têm uma maior probabilidade de atingir o orgasmo.

A explicação da equipa de investigadores refere o conforto físico e emocional, algo que acontece quando elas têm os pés aquecidos. Isto faz com que exista um relaxamento da amígdala e do córtex pré-frontal, duas zonas do cérebro que estão ligadas à ansiedade. Como a ansiedade é um dos grandes inimigos do orgasmo, tudo está mais facilitado.




Acrescento ainda que o estudo teve por base diversos casais que tiveram relações sexuais sem meias e, numa segunda fase, com meias. Foi então que se verificou o tal aumento de quase 60% nas mulheres que atingiram o orgasmo.

16.1.19

a paciência (ou falta dela) nas relações

Cada vez mais me convenço de que um dos grandes problemas das relações amorosas é a paciência. Ou neste caso, a falta dela. Sendo que estou a excluir desta análise a amizade, respeito e amor, que são pedras basilares de qualquer relacionamento. A partir daqui, destaca-se a paciência. Um bem precioso, cada vez mais raro nos dias que correm, sendo que as relações não são uma excepção.

Hoje em dia as pessoas não têm paciência para nada nem para ninguém. E no que toca às relações, ao primeiro problema, por mais pequeno que seja, vai cada um para seu lado. Sem que exista paciência para tentar perceber as coisas ou solucionar o problema. As pessoas cometem o grande erro de acreditar que o próximo relacionamento será melhor e sem problemas. Até que volta a existir um obstáculo e, mais uma vez, não existe paciência para o tentar resolver.

E assim vai sendo, de relação em relação. Sempre a acreditar que o próximo será melhor. Até que, muito tempo depois, essas pessoas percebem que os problemas foram sempre os mesmos, só as pessoas foram mudando. E digo que foram sempre os mesmos porque todas as relações passam por momentos menos bons que acabam por testar a relação. E se não houver paciência, tudo cai em poucos segundos.

O tempo é um dos bens mais preciosos que podemos ter. E nos relacionamentos tenho de destacar a paciência. Porque começa a ser cada vez mais rara e vendida ao preço do ouro. Acaba por ser curioso que muitas pessoas não têm paciência nenhuma nos relacionamentos, mas acabam por ter uma paciência de santo em "merdinhas" onde não deveriam ser tão tolerantes.

23.7.18

15 anos de ti, o grande amor da minha vida

Tenho um amigo que gosta de dizer que o grande amor das nossas vidas temos de ser nós. E que esse papel (ou importância) não deve ser cedido a ninguém. Em teoria, isto é tudo muito certo. É mais ou menos aquela máxima de que devemos gostar de nós para que outros também o possam fazer. Mas não existe regra sem excepção. E é da mais fantástica excepção do mundo que quero falar hoje. Ou não se assinalassem hoje 15 anos desde que teve início, de forma oficial, a nossa história de amor.

Parece que foi ontem que comecei a namorar contigo. Mas já passou tanto tempo, ainda que saiba a pouco, que damos por nós a brincar com o número de anos de namoro que estamos a festejar. Já referi que és uma excepção e quero explicar-te porquê! Contigo aprendi que posso ceder o papel de amor da minha vida a alguém sem que com isso tenha de me anular. Ou gostar menos de mim. Ou relegar-me para segundo plano numa história de vida em que sou o protagonista. Ao longo destes anos tens sido a prova de que posso ceder esse nobre papel a alguém, desde que essa pessoa tenha qualidade para isso. E tu tens tudo aquilo que podia desejar ou com que podia sonhar, mesmo naqueles sonhos mais impossíveis de se transformarem em realidade.

Dar-te o poder de seres o amor da minha vida não me torna mais fraco, muito pelo contrário. Contigo ao meu lado sou muito mais forte do que seria sozinho ou com outra pessoa. Estás sempre presente para me apoiar. Quando estou muito feliz e tudo corre bem, mas especialmente quando só me apetece chorar e quando tudo corre mal. Amo-te mais do que tudo na vida pela pessoa extraordinária que és, pela mulher fantástica que mostras ser diariamente e pela forma única como me amas. Amo-te mais do que tudo na vida por aquilo que sou quando estou contigo. Por desejar ser um homem melhor quando estou ao teu lado.

Gostava de ter palavras para te dizer realmente aquilo que sinto sempre que penso em ti e nos momentos em que não estamos juntos. Mas peço-te desculpa por só conseguir dizer que te amo mais do que tudo na vida e que és o grande amor da minha vida. Sei que mereces muito mais do que isto mas não existem palavras que possam fazer justiça a tudo aquilo que sinto por ti. No outro dia, em tom de brincadeira, perguntavas se não estava farto de ti. E não estou. Nunca estive. Nem nos momentos em que o nosso mundo parecia poder desabar. Até porque foi nesses momentos que senti que te amo mesmo muito e é com muita alegria que te digo que te amo muito mais hoje do que em 2003.

Gosto de olhar para ti e sentir diariamente o encanto de que estou a ver-te pela primeira vez. Gosto de me cruzar contigo de forma inesperada e sem ter sido combinado e de ficar fascinado a olhar para a mulher que é minha e de mais ninguém. Não no sentido de me pertenceres, porque és muito tua. Mas minha porque o teu amor é meu, só meu. E isso é o combustível que alimenta o meu coração. Têm sido 15 anos fantásticos, com altos e momentos menos bons, tal como a vida deve ser vivida.

Só nós sabemos por aquilo que temos passado, mas tenho a certeza de que o melhor ainda está para vir. Desculpa já te ter pedido em casamento três vezes e ainda não termos casado. Mas até isto, como tantas outras coisas, vai ser motivo para muitas histórias que talvez venham a ser contadas numa qualquer mesa. AMO.TE'NOS MAIS DO QUE TUDO NA VIDA e conto os segundos para te ter nos meus braços, sentir, tocar, beijar e celebrar estes 15 anos como eles merecem.

Obrigado por tudo. És o grande amor da minha vida. Ontem, hoje e sempre. E o meu coração será sempre teu!

11.11.17

não imagino muitas declarações de amor melhores do que esta

Acho que já o tinha referido no blogue. E volto a dizer. Não existem muitas declarações de amor que superem esta. Neste caso é Agir quem dedica a música à mulher. Mas aquilo a que me refiro é a uma música e uma letra. Não existem muitas declarações que sejam mais intensas e emocionantes do que algo que fica para sempre.

23.7.17

14 anos de ti

Lembro-me, como se fosse hoje, do primeiro dia em que te vi. Recordo-me, como se tivesse acabado de acontecer, do nosso primeiro passeio, a Sintra. Sei na perfeição o sabor do nosso primeiro beijo, que parece que acabei de te roubar. Nunca me esquecerei de cada detalhe do dia em que começámos a namorar. Pensava que te iria perder. Que cedo perceberias que querias alguém melhor do que eu.

Olhava para ti como um sonho que ganhou vida. Como a mulher com quem sonhava, mas que nunca teria. E assim fui vivendo. Amando-te como se cada dia fosse o último do nosso namoro. E não te escondo que ainda hoje vivo com esse receio. Mesmo já tendo passado 14 anos. Quando penso neste número, que assinalamos hoje, parece que é muito tempo. Até porque tenho 36 anos. Quase que não me recordo da minha vida sem ti. Sem o teu amor. Mas aquilo que parece muito é na realidade pouco. E sabe a muito pouco.

Não encontro palavras que façam justiça aquilo que és para mim. E não me refiro ao amor. Porque é muito "fácil" encontrar alguém que nos ame. Refiro-me a tudo o resto. Aquilo que dá sentido ao amor. E nisso não tenho palavras para ti. Que te façam justiça. Estás sempre presente para mim. Não me deixas cair. Não me deixas ficar triste. Aturas o meu mau humor e teimosia. Fazes-me sorrir quando só quero chorar. És a minha melhor amiga, a minha companheira, a pessoa que está sempre lá para mim.

Mentia se dissesse que tudo é perfeito. Até porque não acredito em perfeição. Tivemos os nossos momentos menos bons (quem não tem?) e em cada um deles me apercebi do quanto de amo. Por mais absurdo que isto possa parecer, é nos momentos menos bons que tudo se torna claro. Lição que aprendi com alguns episódios familiares menos felizes, nos quais foste o meu grande apoio, quando nem sabia o que fazer. E nesses momentos agradeci todos os dias ir deitar-me contigo. Sentir o teu braço a apertar-me. As tuas palavras que me acalmavam.

Adoro ver-te dormir. Tenho orgulho em andar na rua de mão dada contigo. De dizer que és a minha mulher. Hoje assinalamos os 14 anos de namoro. Quis o destino que o nosso amor tivesse início no mesmo dia em que os meus pais assinalam anos de casado. Quero dizer-te que te amo muito. Muito mais do que consigo colocar em palavras. Que a vida tem muito mais piada contigo. Que é um orgulho construir a minha vida ao teu lado. Caminhar contigo. Passar de menino a homem ao teu lado. Sei que isto pode soar a cliché, mas o amor é feito de tantas e maravilhosas frases feitas. O melhor ainda está para vir. AMO.TE'NOS mais que tudo na vida.

26.6.17

o romantismo hoje é estúpido e maricas

Longe vão os tempos em que o romantismo era uma característica fundamental num homem. As mulheres sonhavam com um homem assim. Imaginavam cenários. Algo que o tal homem romântico iria fazer. E os homens, pelo menos parte deles, também gostavam de ter esta vertente romântica. Que não escondiam de ninguém. Não sendo necessário fazer do romantismo uma bandeira eleitoral, era algo que se assumia sem problemas.

Agora não. Agora um homem romântico é um "maricas de merda". Um homem assumir-se como romântico é quase tão grave e feio como dizer que vende droga. Quer dizer, traficar droga é de homem. É coisa de bad boy. Ser romântico é coisa de maricas. E a ideia que tenho é que o romantismo está pelas ruas da amargura. E as pessoas na casa dos vinte e poucos nem sabem o que isto é. Creio também que as mulheres já nem sonham com o tal romantismo que muitas outras procuravam num homem.

É certo que o romantismo também pode ser ajustado à realidade de cada um. Mas creio que para a geração mais nova passa por uma ida à discoteca da moda. Passa por um jantar no restaurante da moda. E pouco mais do que isto. O romantismo cabe entre estas duas coisas. Mais do que isto é entrar no domínio da homossexualidade. Esses é que são românticos. Homem que é homem bebe uma cerveja e arrota ao lado da mulher. E se o arroto fizer esvoaçar os cabelos da mulher é porque o romantismo está no limite desejado.

Creio que as mulheres mais novas não sabem o que é ser convidadas para jantar na casa de um homem. Que além de preparar o jantar, tem uma garrafa de vinho aberta quando chegam. E que tem músicas como Sweet Love, de Anita Baker, Turn Off The Lights, de Teddy Pendergrass, Don't Turn The Light On, de Mayer Hawtorne ou Get Here, de Oleta Adams a tocar.

Isto perdeu-se. Lá está, isto hoje é de homem estúpido. É de maricas. Homem que é homem oferece uma bifana à mulher e antes que acabe de a comer já está a tentar comê-la. à mulher, não à bifana. Isto é a prática comum dos dias que correm. Tal como se acredita que o homem romântico é um "coninhas" que vive na época dos filmes românticos. Não se aceita que o homem romântico também tenha o tal lado mais "carnal". Quando é muito mais fácil que um homem romântico tenha este lado do que aqueles que só têm este, consigam ter o tal lado romântico. De que, assim espero, as mulheres ainda gostam.

9.5.17

ainda se morre por amor?

Volta e meia surgem notícias de pessoas de outra geração que morrem por amor. Pelo menos é a ideia que retenho. Refiro-me aquelas pessoas que estão juntas a vida inteira e que morrem com uma idade já avançada. Após a morte de uma das pessoas do casal, a outra acaba por morrer pouco tempo depois. Gosto de acreditar, apesar da tristeza da morte, que isto é morrer por amor.

Tal como gosto de acreditar que ainda se morre por amor. Algo que a maioria das pessoas não terá capacidade para perceber. E não percebem por um motivo muito simples. Porque desconhecem o que é amar. A maioria das pessoas julga que o amor se mede com a quantidade de relações sexuais. Ou pelo tamanho das mamas. Ou pelos abdominais definidos. Ou por alguns luxos adquiridos em lojas de acesso reservado.

E isto não é amor! Tal como não é amor não ter paciência para a pessoa que está ao nosso lado. Não ter paciência para ouvir os problemas dessa pessoa. Não querer fazer parte das soluções de tudo aquilo que está mal. Ficar apenas à espera que essa pessoa esteja disponível para nós quando nós precisamos dela. Isto também não é amor.

E enquanto as pessoas não perceberem o que é o amor, vão continuar a achar que não se morre por amor. Até ao momento em que percebem o que é amar. E aí tudo muda. Porque tudo passa a fazer sentido.

20.4.17

um dos maiores problemas das relações

Num destes dias falava com um amigo que parece ter deixado de acreditar no amor. Conversámos um pouco sobre o tema e dei-lhe a minha opinião sobre o tema. Aquele que considero o motivo pelo qual as pessoas deixaram de acreditar no amor. E aquele que acaba por ser também um dos maiores problemas das relações. E quase tudo pode ser resumido com a falta de paciência.

Hoje as pessoas não têm paciência para as outras pessoas. E se é assim com amigos e no trabalho, também acaba por ser nas relações. Ao mínimo problema vai cada um para seu lado. Uma pequena discussão dá imediatamente origem a uma separação. Sem que as pessoas percebam que provavelmente vão ter essa mesma discussão com a próxima pessoa. E com a que se segue depois dessa. Porque os problemas são normais. As discussões são normais, o que é diferente de constantes. E qualquer casal irá deparar-se com problemas ao longo da relação. Por mais curta ou longa que possa ser.

Só que as pessoas não querem problemas. Não têm paciência para eles. E mandam tudo à merda porque alguém arrumou uma peça de roupa fora do sítio ou por outro motivo qualquer igualmente insignificante. E isto tanto se aplica a casais que namoram há pouco tempo como acontece com aqueles que estão casados há muito e que até já têm filhos. Simplesmente não existe paciência para nada. Muito menos para os problemas das relações.

E quando não existe paciência torna-se quase impossível que as pessoas se tolerem. Que percebam que muitos problemas não passam de uma tempestade num copo de água cuja resolução é muito mais fácil do que fazer as malas e sair de casa. Enquanto não se perceber isto, todas as relações vão parecer um bicho de sete cabeças ou um enigma de resolução praticamente impossível.

18.4.17

dinheiro vs amor

O amor é uma coisa muito bonita. É um sentimento muito nobre. Que por norma une duas pessoas que acreditam ser capazes de vencer qualquer adversidade. Nada irá conseguir abalar o amor do casal. A relação é tão forte que resiste a todas as tempestades. Até que... surge o dinheiro na equação. E aí o amor nem sempre resiste...

Cruzei-me com um casal numa papelaria. Estavam a apostar no euromilhões. O homem colocou as suas chaves e disse à funcionária que podia somar à sua conta as chaves da mulher. Gerou-se ali uma brincadeira e o casal disse que os prémios iam para a conta dos dois e que nunca seria um problema. E acabaram por recordar o casal português que acabou a disputar o prémio do euromilhões no tribunal.

Este casal é o exemplo de que nem sempre o dinheiro é vencido pelo amor. Em muitos casos acontece o oposto. Este casal estava muito bem. Ganharam o primeiro prémio do euromilhões e começou a guerra pelos milhões. A chave é minha. Fui eu que meti o boletim e por aí fora. E dividir o dinheiro nem fez parte da equação. Do ponto de vista teórico todos os casais dizem que seriam incapazes de passar por isto. Acredito que estas duas pessoas também o dissessem mas acabaram no tribunal a disputar o dinheiro.

O dinheiro, principalmente quando é muito, muda as pessoas. E quase sempre para pior. Destaca-se a ganância que em muitos casos abafa todos os sentimentos que possam existir. E muitos casais não sabem lidar com isto. Curiosamente, também acontece o inverso. E estou a referir-me apenas aos casais. Muitos problemas dos casais são relegados para segundo plano enquanto existe dinheiro – e não tem de ser muito – para levar a vida que sempre levaram. Quando falta o dinheiro surgem as discussões. E por norma vai cada um para seu lado.

Teoricamente falando, o amor vence tudo. E nenhum casal assume que seria capaz de mudar por causa do dinheiro. Mas quando os cenários que envolvem dinheiro deixam de ser hipotéticos e passam a ser reais... aí tudo muda. Aí nem sempre vence o amor. Ou então percebe-se que o amor é uma coisa completamente diferente daquilo das “borboletas no estômago”, é mais “tostões no banco”. Felizmente, ainda existem casos em que o amor realmente consegue ser superior a isto.

24.3.17

amor nas redes sociais

Há quem procure amor em todo o lado. E desde há muito que as redes sociais são um dos espaços onde as pessoas mais procuram o seu príncipe (ou princesa) encantado. Isto é algo que remonta ao tempo do chats de conversação onde todos tinham um nick e em que as conversações começavam quase sempre por "Oi. dd tc?"

O tempo foi passando e surgiram outras redes sociais onde a interacção permanece mas em que é possível descobrir muitos outros detalhes sobre as pessoas. A isto juntam-se as fotografias. Tudo ingredientes que adensam ainda mais o apetite de quem procura alguém numa rede social. O que não tem nada de errado. Aquilo que considero é que 90% das pessoas estão interessadas em sexo, relegando o amor para segundo plano.

O que faz com que não perceba a forma como algumas pessoas ainda estranham determinados comportamentos dos utilizadores das redes sociais. Especialmente quando estamos a falar de redes sociais viradas para a proximidade íntima e não para os sentimentos. As pessoas recorrem as fotos que nem sempre são suas, mentem em relação à vida e não só e dizem procurar coisas que realmente não querem. E isto tem um objectivo: sexo casual. Ou algo mais se o sexo até for bom.

Com isto não quero dizer que não existam histórias de amor que tenham nascido nas redes sociais. Duas almas gémeas que o mundo virtual juntou. Acredito nisto. Mas será sempre uma excepção. Será sempre uma percentagem pequena. A maioria, mesmo aqueles que fingem procurar o amor da sua vida, procura sexo, recorrendo a frases feitas e a clichés que apelam ao sentimento de alguém provavelmente mais vulnerável.

21.2.17

quem se lembra disto?

Não sei explicar o motivo. Mas hoje dei por mim a tentar descobrir se o hi5 ainda existia. “O hi quê?”, podem perguntar as pessoas que sempre viveram com o Facebook. Começo por dizer que rapidamente percebi que o hi5 ainda existe. E para quem não sabe do que se trata, basta dizer que é uma rede social bastante popular antes de o Facebook se tornar famoso.

Depois de descobrir que esta rede social, extinta para muitos, ainda existia, dei por mim a tentar adivinhar o email com o qual estava registado na mesma. Se fosse o Jogo do Ganso (quem se recorda?) facilmente ouviria “prova superada”. Recordando o email, rapidamente acertei na password do mesmo. E em segundos estava a navegar numa rede social que ainda sobrevive.

Dentro do meu perfil decidi espreitar as fotos que tinha naquela rede social. E eis que o hi5 – quem me mandou meter com este monstro adormecido – fez questão de me recordar como era a vida em 2006, levando-me até este tesourinho que está guardado nesta rede social e provavelmente num computador antigo que tenho em casa.


Por outro lado, dei por mim no perfil da minha mulher. E se primeiro dei por mim a rir com o tesourinho do meu passado, acabei por constatar que o amor foi mesmo muito generoso comigo. Obrigado ao Cupido. Irei estar eternamente agradecido por teres ouvido os meus desejos. Obrigado!

15.2.17

namorar é ter unhas grandes

Há quem ache piroso ou lamechas. Não é o meu caso. Gosto de celebrar o Dia dos Namorados, algo que tento fazer ao longo de todo o ano. E todas as desculpas são boas para ir jantar fora com a minha mulher. Além disso, não escondo que gosto de ver os restaurantes decorados a preceito, a puxar ao romantismo de cada um.

E este ano escolhemos ir aquele que foi o primeiro jantar dedicado, ao Dia de São Valentim, organizado pela Mundet Factory, o novo espaço situado na zona ribeirinha do Seixal e que está inserido nos antigos refeitórios daquela que foi a maior exportadora mundial de cortiça. Já conheço o espaço e já tinha ficado rendido ao menu. Que aqui partilho e que merece o rótulo de orgasmo gastronómico.

Aranchini de cogumelos e farinheira, chutney de pera

Vieira e camarão com creme de coco e ar de lemongrass

Lombinho de porco, puré de cenoura, frutos de Inverno macerados, espargos e empada de caça

Aspic de espumante e amor perfeito, gomas de gengibre e esponja de framboesas

Foi ainda servido um St. Germain cocktail como welcome drink e um moscatel roxo no final da refeição. O espaço tinha decoração alusiva à data e durante o jantar existiu uma actuação musical que deu ainda mais vida à sala. Existe ainda um detalhe a que achei especial piada. Todas as mesas tinham um coração em papel que tinha escrito “Namorar é...”. Levantando o coração existia uma frase, da autoria de uma criança. No nosso caso “namorar é ter unhas grandes”, disse a Luana, de apenas quatro anos. Uma experiência a repetir e mais um excelente exemplo de que afinal existe muita qualidade numa zona a que ousaram chamar deserto.

14.2.17

aquilo que todos os apaixonados devem oferecer hoje

Diz que hoje é uma das datas mais românticas do ano. Diz que hoje os apaixonados celebram o amor. E para assinalar o Dia de São Valentim existem pessoas que trocam presentes, que vão jantar fora e que fazem muitos outros planos. De acordo com um estudo os homens gastam, em média, 150 euros no presente para elas enquanto elas gastam, em média, metade do valor.

Acho muito bem que os casais festejem este dia. Independentemente de se deixarem levar pelo aspecto comercial da data, algo que se aplica a muitos outros dias. Só que muitos casais festejam hoje aquilo que se esquecem de festejar ao longo do ano. Hoje têm tempo para o amor, algo que nos outros dias fica para segundo plano.

Por isso, defendo que os casais devem oferecer amor neste dia. Devem trocar afectos. Palavras bonitas. Mostrar o quanto amam à pessoa com quem partilham vida. Porque é disto que o amor vive. É isto que alimenta uma relação. Não são os presentes, as flores e as caixas de bombons que alimentam o amor. Tudo isto é como uma joia bonita que adorna a beleza de uma mulher mas que não define a mesma.

O aspecto mais comercial deste dia deve ser um adorno da relação. Não deve definir a relação. Gosto tanto de ti que comprei um presente caro. Ou gosto tanto de ti que fui comprar bombons e flores. Tenham esse gesto mas acompanhado de palavras. Já que hoje é o dia do amor, digam à pessoa com quem estão os motivos pelos quais a amam, aquilo que representam para si. Este será o melhor presente que qualquer pessoa apaixonada gostará de receber.

8.2.17

não é real mas parece

O amor vive muito do seu lado químico. Da relação das duas pessoas. E existem casais, que não o sendo, parecem realmente estar loucamente apaixonados. E estou a referir-me aos actores que são pagos para viver histórias de amor que acabam por apaixonar milhões de pessoas.

Existem grandes filmes, com relações que apaixonaram algumas pessoas, em que os protagonistas não podiam um com o outro. Mas como são bons profissionais, faziam o seu trabalho na perfeição entre as palavras acção e corta, momento em que se separavam novamente. Por outro lado também existem romances ficcionados que acabaram por se tornar reais.

Não sei se os exemplos que vou dar são de pessoas que são amigas ou simplesmente bons actores. Aquilo que sei é que têm mais química do que muitos casais supostamente apaixonados que por aí andam. São pessoas que dariam casais perfeitos. E são eles:

Emma Stone e Ryan Gosling.
Bradley Cooper e Jennifer Lawrence.
Matthew McConaughey e Kate Hudson.

Em comum estes casais têm a participação em diversos filmes. E se a escolha não passa apenas por um projecto revela que existe uma boa química entre estes pares. Sempre que vejo filmes em que estão juntos fico com a ideia de que poderia resultar na realidade. Ainda por cima quando os comparo com aqueles casais que conseguem estar sozinhos num restaurante sem trocar uma única palavra.

7.2.17

o amor já não é o que era

Ainda sou do tempo (por mais que deteste começar uma frase assim) em que era incentivado a socializar com pessoas. E com raparigas caso passasse pelos meus planos ter uma namorada. Era incentivado a fazer parte de um mundo real. Que me era apresentado como sendo o melhor possível. E as minhas opções não eram muitas. Recuando muito no tempo, podia entregar um bilhete a uma rapariga de quem gostava. E, mais tarde, tinha de perder a timidez e meter conversa com alguém.

Tal como hoje também existia o medo da rejeição. Quem nunca pensou que não estava à altura da pessoa x, y ou z? Todos! Mas esse receio tinha de ser confirmado (ou desmentido) com base em algo real. As relações eram assim. E assim é que realmente faz sentido. Mas isto faz parte do passado. Hoje o amor é cada vez mais virtual. É cada vez mais com base numa qualquer aplicação. E, mais tarde, se houver tempo talvez seja algo real que vá muito além de alguns minutos de sexo.

É a aplicação que nos permite conhecer quem está por perto e pronto para sexo. Ou para amar. Mesmo que seja amor de curta duração. Depois é a aplicação que é uma alternativa a esta. Depois é aquela que é alternativa à alternativa. E ainda a alternativa da alternativa da alternativa. E por aí num efeito bola de neve. É a aplicação do amor. É a aplicação do sexo. É a aplicação onde o amor acontece mais rápido. É a aplicação onde o sexo é ainda mais fácil. Isto é o amor nos dias que correm.

Não escondo que tudo isto é óptimo para a barreira da timidez. Mas após a passagem por todos os filtros de todas as aplicações irá ser necessário um contacto físico. E a timidez terá de vencer aquilo que não precisa de combater numa aplicação e em mensagens que se trocam no mundo virtual. A não ser que o amor fique sempre nesse registo virtual, onde muitos são aquilo que nunca vão ser. Onde todos têm os corpos que afinal não têm. Onde falta quase tudo aquilo que faz falta ao amor.

Nada tenho contra as aplicações. Mas olho para elas como um complemento de algo. Como o actor secundário de um filme e nunca como a estrela maior de uma longa-metragem. Só em filmes daqueles de que ninguém gosta e de que ninguém se irá lembrar no futuro.

27.1.17

amor é...

Amor é:

Ela dizer: "Apetecia-me palmier ou croissant do Pingo Doce mas este [perto do trabalho dela] não tem".

E tu, antes disto, já teres comprado um de cada.

25.1.17

será a pessoa certa para mim?

Deparei-me com um artigo onde eram enumeradas algumas questões que a pessoa deve colocar a si mesma antes de uma relação sexual. Uma delas é: “será a pessoa certa para mim?”. Defende uma psicóloga que devemos parar para pensar nisto por mais que as hormonas peça sexo com aquela pessoa. Ter relações com esta pessoa, quando se acredita que não seja a certa, irá ser pior. É aquilo que é defendido.

Mas o que é a pessoa certa? Descobre-se isso com base no sexo? Para dar apenas um exemplo... e se a pessoa for a certa em tudo mas a errada no sexo? Recordo-me sempre de um professor que uma vez nos disse para não casarmos com a única mulher/homem com quem tivéssemos relações sexuais. Porque essa experiência, sendo única, não permite perceber se é bom ou não. Se ambos são certos um para o outro.

E a verdade é que a pessoa certa só chega com base nos erros e nos falhanços. Por mais que se acredite que determinada pessoa é a certa, até existir outra pessoa nunca se saberá, com certeza, se é a pessoa certa ou não. São os erros e as falhas que nos mostram que afinal alguém não é certo para nós. E isto também se aplica ao sexo.

É certo que existem alguns “pré-requisitos” que fazem com que determinada pessoa seja logo excluída de poder aspirar a ser a certa. Mas também existem outros domínios que só se conseguem confirmar com base na experiência. Numa má experiência. E isto também se aplica ao sexo. Desde que não seja ignorada a protecção que envolve uma relação sexual, não vejo grandes motivos para perder muito tempo a pensar na eventualidade de ser a pessoa certa. Até porque, se estão num patamar em que o sexo está próximo de passar a ser uma realidade, é porque já foram superadas diversas provas pelos tais candidatos/candidatas a pessoa certa.