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14.11.22

estou solteiro: chegou o momento de emagrecer e cuidar de mim

“Estou solteiro! Chegou o momento de emagrecer e cuidar de mim”. Este é o modo de pensar da, atrevo-me a dizer, maioria das pessoas. E, muito sinceramente, é algo que nunca irei compreender. Percebo que, quando duas pessoas se juntam, exista uma espécie de adaptação de rotinas. As pessoas passam a fazer coisas juntas que faziam ocasionalmente e isso poderá traduzir-se em algum desleixo e uns quilos a mais.

Por outro lado, não percebo por que as pessoas só começam a cuidar de si quando estão solteiras. Como se estivessem numa espécie de montra, à espera que alguém repare em si. Os quilos a mais (ou outros desleixos) não devem ser vistos como um obstáculo para um jogo de atracção e conquista. Porque, afinal de contas, estamos a falar de saúde.

As pessoas devem ser a sua melhor versão por si. Quer estejam numa relação com vinte anos ou solteiros e à procura de uma nova conquista. Uma coisa não impede a outra. Estar bem numa relação também terá um impacto na vida sexual do casal. O desleixo físico poderá ser um atalho para problemas maiores. E, com ou sem problemas na relação, as pessoas devem cuidar-se sempre. Por isso é que não percebo esta ideia do: “vamos lá mudar a imagem que estou livre para amar”.

16.5.22

longdez-vous, a nova tendência das relações para este verão

Os anos de pandemia vieram mudar a forma como as pessoas encaram os relacionamentos. Depois de muitos confinamentos falou-se de uma explosão sexual. Agora, a novidade é outra. Um novo estudo vem dar a conhecer a tendência para este verão no que aos relacionamentos diz respeito. E a verdade é que estamos perante algo que poderá surpreender muitas pessoas. Falmo do longdez-vous.

Aquilo que irá acontecer é que as pessoas vão preferir encontros mais longos do que aqueles mais curtos. Esta é a conclusão de um estudo realizado pela aplicação de encontros Badoo. As pessoas estão interessadas em conhecer melhor os outros em vez de estarem numa relação que se baseia simplesmente na química física. O trabalho mostra que um encontro em 2021 tinha, em média, a duração de 2.5 horas. Agora, 74% dos inquiridos revelam uma vontade de passar mais tempo com as pessoas.

Sophie Mann, especialista em relacionamentos da Badoo, defende que estamos perante algo bom. “Muitas pessoas passaram mais tempo a conhecerem-se em 2020, altura do boom dos encontros virtuais. Em 2021, sabíamos que poderia deixar de ser assim, mas é bom perceber que veio para ficar. As pessoas tendem a achar complicado darem-se a conhecer num primeiro encontro, assim, ao passarem mais tempo é mais fácil criar uma ligação”, conclui.

15.2.22

ainda sobre a violência numa relação

Existem vários pontos que destaco na violência numa relação. O primeiro, e dos mais graves, é a ligação que se faz ao físico. Para muitas pessoas a violência envolve, por exemplo, uma chapada. Isto sim, é violência numa relação. O resto é apenas um acessório. Se não existem marcas físicas evidentes é porque a violência não está lá.

Depois, destaco o lado masculino. Que tem que ser dito. Muitos homens não têm a capacidade de se colocar no papel da mulher numa relação. Ou porque são (ou acham que são) dominantes. Ou porque acham que elas devem ser submissas. Ou por outro motivo qualquer. Os homens tendem a desvalorizar aquilo que as mulheres passam. Afinal, e volto ao ponto anterior, não se passou nada demais pois ninguém levou uma chapada.

E isto é grave. Tudo isto é grave. Longe de mim, muito longe mesmo, desvalorizar uma chapada ou um agarrão. Mas essa marca pode ser muito pequena quando comparada com uma extenuante violência psicológica. Uma manipulação constante. Que leva a pessoa a pensar que nada vale. Que não presta mesmo. Que nunca será nada sem a companhia daquela pessoa “maravilhosa” que está ao seu lado. Pressão, medo, ameaças conseguem ser o prato do dia de muitas relações.

Por isso, acho que chegou o momento de se falar de todo o tipo de violência. E não apenas da física. E os homens, que acham tudo normal, podem experimentar colocar-se no papel da mulher numa situação de violência. Olhar para qualquer caso e pensar: se fosse comigo, gostava? Devo confessar que também me assusta a forma como algumas mulheres (que sei que vivem em relações conturbadas ou viveram) olham para casos como o mediático de Liliana com um simples “não é nada de anormal”.

Agora, vou partilhar uma história.

Era uma vez um jovem no final da sua adolescência.
Que matinha uma relação com mulher mais velha. Não muito mais, mas mais velha.
Numa festa de carnaval decidiram ir a uma discoteca. Ele mascarado de freira sexy, com um vestido que tinha uma grande racha numa das pernas. Ela com um fato que acaba por se perder no relevo da historia.
Estão a dançar. Tudo corre bem. Ele decide subir para uma coluna para dançar uma música de que gosta. Ela não quer ir. A música acaba e ele tem dificuldades em descer. Tal como já tinha tido para subir. Tudo por causa da roupa.
Uma mulher dá-lhe a mão e ajuda-o a descer. Ele agradece e segue o caminho até perto da namorada.
E começa um triste espectáculo. Com coisas do género. “Aquela gaja estava a meter-se contigo”, “estavas a fazer-te à gaja” e por aí.
O volume sobe de tom. E começa a destacar-se. Mesmo numa discoteca barulhenta.
Ela faz cada vez mais barulho.
Ele já passou a parte do “estás a fazer filmes na tua cabeça” e tenta apenas acalmá-la.
Entende que o melhor é saírem da discoteca. Nem que seja para falarem sem ruído e espectadores indesejados.
A ideia que parecia boa transforma-se num pesadelo maior.
Ela grita mais.
Ela grita cada vez mais.
E o pior está quase a chegar.
“Deixa-me que vou atirar-me ao rio”.
Este é o ponto chave para um peso psicológico bastante violento que nenhum adolescente deve carregar.
Por mais que acredite que não irá acontecer, fica a pensar se irá acontecer ou não.
“E se acontece?”
“O que fiz de errado.”
A preocupação dele passa em não a deixar até que entre num táxi para ir para casa.
Algo que acaba de acontecer.

Esta parte final, no exterior da discoteca, é testemunhada por muitas pessoas. Que olham para o homem como sendo o agressor. Como sendo o culpado daquele ataque de fúria. Os olhos revelam tudo isso.

Mas ele era apenas um adolescente, vítima de um ataque doentio de ciúmes de uma pessoa que dizia gostar de si. E com quem nunca mais quis falar. Apesar das dezenas de telefonemas seguidos que acabaram por ser atendidos por outra pessoa. Que pediu para que não voltasse a ligar.

Fica ao vosso critério perceber se isto é real. Se aconteceu com alguém. Ou se criei este episódio para tentar mostrar que a violência não precisa de ser física para ser marcante e dolorosa. Por isso, está na hora de abordar este tema. Para o bem de todos. Adolescentes, adultos, homens, mulheres, todos.

17.8.21

7 sinais de que estáa numa relação com um psicopata

Existe uma dúvida que acaba por ser comum a todas as pessoas no início de uma relação. Que passa por saber se estamos perante a pessoa certa para nós. O que faz com que se procurem sinais de que aquela pessoa não é a ideal. De modo a perceber se a relação tem futuro. Até porque ninguém quer manter uma relação com uma psicopata. Pois bem, a psicóloga Emma Kenny dá a conhecer aqueles que são os sete sinais de que estás numa relação com a pessoa errada. Ou melhor, com um psicopata. Antes de avançar para os pontos, convém salientar que o termo psicopata começou por ser usado em relação a pessoas que enganam e manipulam com indiferença. E é disso que estou a falar. 

1 – Nunca estão errados 

Nunca estar errado é um sinal de alerta. “Mesmo quando são apanhados a mentir, usam a manipulação e deixam a outra pessoa com dúvidas”, explica ao The Sun. 

 

2 – São bons amantes 

Os psicopatas tendem a ser excelentes na cama. Algo que a especialista associa à arrogância e falta de inibições. 

 

Os psicopatas tendem a ser bons na cama 

 

3 – Usam pessoas 

Segundo a psicóloga, os psicopatas não têm problemas em usar outras pessoas para que avancem a nível financeiro, profissional ou social. São também aquele tipo de pessoa que pede o prato mais caro do restaurante para depois dizer que deixou a carteira em casa. 

 

4 - Ménage à trois é com eles 

Os psicopatas não percebem de amor, mas de posse. “O que quer que possuam, procuram manipular para a sua própria gratificação pessoal. Sexualmente, a outra pessoa é mais um objeto ou brinquedo”, explica. O que significa que sexo a três pode ser usada como sedução ou coerção. 

 

5 – Tendem a ser muito carinhosos (quando querem) 

São pessoas que conseguem ser excessivamente afetuosas para conseguirem o que querem da outra pessoa. 

 

6 – Profissionais das lágrimas de crocodilo 

“Imitam o que pensam que emoções dolorosas e desafiantes deveriam ser”, alerta a especialista. 

 

7 – Nunca pedem desculpas 

“Nenhuma mentira é muito grande ou muito pequena. E mesmo que possa mostrar-lhes evidências diretas de que estão a mentir, enganar ou roubar, não vão suar muito”. E não espere pedidos de desculpas.

31.5.21

descobre o seagulling, a nova tendência dos relacionamentos em tempos de pandemia

Há mais de um ano que a vida das pessoas em todo o mundo mudou. A pandemia de coronavírus levou a muitas alterações e também a vida sentimental sofreu com estas mudanças. O que faz com que existe uma nova tendência nas relações. Que dá pelo nome de seagulling. Criado pelo jornal Metro, este termo, que numa tradução livre seria algo como gaivotar, define algo associado ao egoísmo e possessividade.  

As pessoas que são adeptas do seagulling são aquelas que não querem continuar com a pessoa com quem mantinham uma relação. Por outro lado, também não querem que essa pessoa tenha uma relação com outra. A associação à gaivota está relacionada com o filme À Procura de Nemo, de 2003. Em que os animais, mesmo com a boca cheia de peixe, gritavam “meu, meu, meu” de modo a reivindicar todos os peixes disponíveis. 

 

Termo vai buscar inspiração ao filme À Procura de Nemo 

 

É certo que estes comportamentos egoístas e possessivos sempre existiram. Ainda assim, os especialistas defendem que o tempo que as pessoas têm perdido com a pandemia leva a que estas atitudes apareçam mais facilmente. “Agora que podemos ver a luz no fundo do túnel, muitos relacionamentos vão perder intensidade e cair, à luz de um futuro livre de covid e restrições sociais”, refere Tess Leigh-Phillips ao Metro.

26.4.21

descobre como a pandemia acelera a forma como os casais vivem as relações

Quando iniciam uma nova relação, os casais ficam desejosos que a outra pessoa diga “amo-te” e declare assim o amor que sente. Chegar a este momento nem sempre foi fácil. Ou melhor, não era. É que a pandemia de coronavírus veio mudar este cenário. Agora, como prova um estudo, é tudo muito mais rápido nas relações. E bastam poucos meses para que o amor seja declarado. 

  

Um estudo com 1500 adultos descobriu que 53% dos inquiridos, que estão numa nova relação, precisou de muito menos tempo do que o normal para desenvolver o amor. 21% dos casais já estava a viver junto depois de dois meses de namoro. Por sua vez, um quarto dos casais já conhecia os pais da nova companheira. Quatro meses depois do início do namoro, 40% dos casais já tinha planos para férias românticas. Ainda assim, 78%, daqueles que já vivem com a outra pessoa, assume que não teria feito tudo tão depressa se não fosse a covid-19. Bem como 62%, dos que já disseram ‘amo-te’, também refere que não teria agido assim antes da pandemia. 

 

43% dos inquiridos refere que atingiu diversos marcos muito mais cedo do que em relacionamentos mantidos antes da pandemia. Dois terços assumem que o confinamento teve um impacto na relação e 72% revela que foi algo que os tornou mais fortes. Por sua vez, 52% das pessoas entrevistas confessa que terminou uma relação ao longo dos últimos 18 meses. Há ainda um dado relacionado com os solteiros. 33% revela que pretende divertir-se mais quando tudo voltar ao normal. Este estudo foi encomendado pelo serviço de streaming  NOW. 

13.4.21

relações estão em declínio e existe um surpreendente motivo para que isso aconteça

Milhões de relações estão a atravessar momentos complicados que podem fazer com que o final esteja cada vez mais perto. E se isto poderá não o surpreender, o motivo que se segue já é capaz de captar a sua atenção de forma surpreendente. E começamos por dizer que se trata da conclusão de um estudo que contou com 2000 adultos.  

O resultado revela que um em cada oito adultos estão “enojados” com o estado da roupa interior da pessoa com quem mantêm uma relação. 47% dos inquiridos assume que usava roupa interior até esta praticamente se desfazer. Por sua vez, um em cada cinco entende que a companheira deveria ser mais esforçada na zona das virilhas. Entre os maiores turn off estão as cuecas manchadas, malcheirosas, pares gastos e modelos muito grandes. 

 

O estudo, encomendado pela marca LYCRA, mostra ainda que um quarto dos homens pede às mulheres para que lhes comprem a roupa interior. Olhando para os dados, um adulto médio possui 17 pares de cuecas. Sendo que acaba por usar, de forma frequente, apenas dez. Quanto aos motivos para finalmente se desfazerem das peças mais antigas, realce para os buracos e perda de cor. Sendo que uma em cada dez pessoas refere que mantém as peças por motivos sentimentais. 

 

Por sua vez, 49% dos inquiridos assume que escolhe o par com que se sente mais confortável. Um em cada dez também assume ter aquilo a que chama de roupa interior da sorte. Por fim, mais de um em cada dez admite a possibilidade de mudar de roupa interior com uma frequência menor do que uma vez ao dia. 

28.1.20

com este teste descobres se a tua relação tem futuro

Todas as pessoas querem saber se a sua relação tem pernas para andar. Principalmente numa fase inicial do namoro. Todos pensamos em muitas coisas sobre o futuro, mas a verdade é que nem sempre estamos a pensar da melhor forma. Por isso, se queres saber qual é o futuro da tua relação, só tens de responder a 15 questões. Que foram criadas por Gary W Lewandowski, que garante que a resposta às mesas é um bom indicador do que aí vem.

Realço que não estamos perante ciências exactas. Ainda assim, deves fazer o teste do cientista e professor de psicologia da Universidade de Monmouth, em Nova Jersey, Estados Unidos da América. A ideia é que não percas muito tempo a pensar na resposta. Lês e respondes sim ou não. Aqui vão as perguntas.

1 – A pessoa com quem te relacionas faz com que sejas uma pessoa melhor? E fazes o mesmo por ela?
2 – Estão confortáveis em partilhar sentimentos, em se apoiar um ao outro e conseguem não se preocupar com um possível final da relação?
3 - Aceitam-se como são, sem tentarem mudar-se um ao outro?
4 – Quando existem desentendimentos, tentam comunicar de forma respeitadora, sem negatividade?
5 – Tomam em conjunto decisões que podem influenciar a relação?
6 – A outra pessoa é a tua melhor amiga? E tu o dela?
7 – Pensam mais no “nós” do que no “tu” e “eu”?
8 – Confiam um no outro, ao ponto de partilhar passwords de redes sociais e contas bancárias?
9 – Têm boas opiniões um sobre o outro, sem terem uma visão exageradamente positiva?
10 – Os teus amigos, bem como os da pessoa com quem te relacionas, pensam que a vossa relação é óptima e que irá durar?
11 – A relação está ensombrada com “sinais vermelhos” como traição, ciúme e comportamento controlador?
12 – Possuem os mesmos valores quando os temas são política, religião, importância do casamento, desejo de ter filho e como os criar?
13 – Estão disponíveis a sacrificar os próprios desejos, vontades e objetivos pela outra pessoa (sem seres um “pau mandado”)?
14 – Possuem personalidades agradáveis e emocionalmente estáveis?
15 – São sexualmente compatíveis?

Não interessa as respostas que deste. Aquilo que importa é que tudo isto serve para que penses mais sobre a tua relação. E, verdade seja dita, estas respostas permitem que percebas se estás com a pessoa certa para ti ou não. “Aprender coisas boas sobre as relações não é uma ameaça para as boas relações. Mas se estiver num relacionamento mau, acabar o mesmo irá permitir que tenha liberdade para entrar numa boa relação”, explica Gary W Lewandowski, em declarações ao The Independent UK.

16.5.19

para os portugueses, sexo na internet rima com videochamada

Ainda sou do tempo dos 12893423904890123890 anúncios das linhas telefónicas de valor acrescentado para que muitas pessoas ligavam para ouvir gravações de sons sexuais. Isso ou para participar num jogo de intimidades com desconhecidos. Isto já passou de moda e nova tendência é outra.

A Flame Love Shop realizou um estudo que dá a conhecer que 65% dos inquiridos já experimentou relações íntimas virtuais. Ou não estivéssemos nós numa era em que o virtual ganha destaque. Sendo que 70% das pessoas que participaram no estudo assume ter obtido uma sensação real neste tipo de experiência. Outra nota de destaque vai para os 40% que assume já ter praticado sexo virtual mais de dez vezes.

Entre as preferências está a videochamada. Algo que assumo não me surpreender. Quer seja entre casais e entre pessoas que recorrem a este tipo de jogo sexual com desconhecidos. Seguem-se as mensagens sexuais, sendo que o pódio termina com uma viagem ou passado. Ou seja, com gravações ou chamadas de voz.

O estudo/questionário tem ainda outros dados interessantes, que servem para uma boa discussão. 40% dos inquiridos assume que este tipo de comportamento não representa uma traição. Sendo que, dos que assumem já ter tido experiências deste género, 45% dizem tê-lo feito com o(a) parceiro(a). 23% dizem que foi com um(a) amigo(a), 19% com um(a) desconhecido(a) e 5% com um(a) amante.

1.4.19

este estranho ritual laboral que quase parece ser obrigatório

Não sei se é por passarem muito tempo nos locais de trabalho, mas fico com a ideia de que as pessoas confundem cada vez mais os conceitos de amizade. E estou a juntar a amizade às relações profissionais porque parece que existe um ritual laboral que quase parece ser obrigatório. E que passa pela amizade virtual.

Hoje em dia, uma pessoa chega a um emprego novo e uma das primeiras “tarefas” passa por estabelecer amizade virtual com todos os colegas. Como se o novo emprego fosse sinónimo de amizade com pessoas que se conhecem há cinco minutos e com quem se trocou duas ou três palavras. É disparar pedidos de amizade em tudo e mais alguma coisa. É no Facebook, é seguir no Instagram e Twitter, se existir. E em todas as redes sociais possíveis e imaginárias.

Parece que é obrigatório ser amigo das pessoas com quem se trabalha. Mesmo que não exista uma relação que vá além do profissional e cordial. E mal daqueles que não entram nesta onda. “Aquele(a) não aceita o meu pedido de amizade porquê?”, perguntam. E depois criam teorias em torno disto. Quando são amigos, surgem novos problemas.

“Já viste o que aquele(a) escreveu? De certeza que é uma boca para fulano ou sicrano!” E está assim montada uma telenovela venezuelana dobrada em brasileiro, que passa na televisão à hora de almoço. Comecei por dizer, no título, que é um estranho ritual laboral. E mantenho esta opinião. Porque não sou obrigado a ser amigo de todas as pessoas com quem trabalho. Tal como não tenho que saber detalhes pessoais das suas vidas nem eles das minhas. E, por mais que algumas pessoas confundam as coisas, as redes sociais pessoais não são ferramentas de trabalho. Para ninguém e em lado nenhum.

16.1.19

a paciência (ou falta dela) nas relações

Cada vez mais me convenço de que um dos grandes problemas das relações amorosas é a paciência. Ou neste caso, a falta dela. Sendo que estou a excluir desta análise a amizade, respeito e amor, que são pedras basilares de qualquer relacionamento. A partir daqui, destaca-se a paciência. Um bem precioso, cada vez mais raro nos dias que correm, sendo que as relações não são uma excepção.

Hoje em dia as pessoas não têm paciência para nada nem para ninguém. E no que toca às relações, ao primeiro problema, por mais pequeno que seja, vai cada um para seu lado. Sem que exista paciência para tentar perceber as coisas ou solucionar o problema. As pessoas cometem o grande erro de acreditar que o próximo relacionamento será melhor e sem problemas. Até que volta a existir um obstáculo e, mais uma vez, não existe paciência para o tentar resolver.

E assim vai sendo, de relação em relação. Sempre a acreditar que o próximo será melhor. Até que, muito tempo depois, essas pessoas percebem que os problemas foram sempre os mesmos, só as pessoas foram mudando. E digo que foram sempre os mesmos porque todas as relações passam por momentos menos bons que acabam por testar a relação. E se não houver paciência, tudo cai em poucos segundos.

O tempo é um dos bens mais preciosos que podemos ter. E nos relacionamentos tenho de destacar a paciência. Porque começa a ser cada vez mais rara e vendida ao preço do ouro. Acaba por ser curioso que muitas pessoas não têm paciência nenhuma nos relacionamentos, mas acabam por ter uma paciência de santo em "merdinhas" onde não deveriam ser tão tolerantes.

2.5.18

as mulheres só nos f**** a cabeça

Cruzei-me com um amigo de infância que não via há muito e de quem fui colega no secundário. Recordamos alguns momentos dessa época até que chegou aquela altura em que surgem as perguntas habituais como o local onde estamos a viver e em relação a filhos. Respondi que só tinha uma sobrinha e devolvi a pergunta. Fiquei a saber que tinha já tinha sido pai. E não só...

"Já me casei, separei, voltei a casar e já cheguei à conclusão de que mais valia não ter casado", disse-me. "As mulheres só nos f**** a cabeça", acrescenta em tom de desabafo. E não é a primeira vez que ouço um desabafo deste género. Até porque cada vez menos pessoas acreditam em relações longas e sólidas. E creio que existem diversos motivos para isso.

Acho que as pessoas deixaram de ter paciência para as outras. E ao mínimo problema - e eles existem sempre - vai cada um para seu lado. As pessoas acreditam que outras relações vão ser diferentes, mas a realidade comprova que os problemas são praticamente sempre os mesmos. E as pessoas também começam a ter dificuldade em habituar-se a partilhar rotinas com outras. E isto acontece quanto mais velhas as pessoas são. Já têm as suas vidas, os seus espaços e não sabem lidar com a divisão de tudo isso com outra pessoa. A isto junta-se o facto de que muitas pessoas simplesmente não foram feitas para relações longas.

Independentemente destes ou de outros motivos, quando chegamos ao ponto em que dizemos que alguém só nos f*** a cabeça, o melhor é mesmo cada um seguir o seu caminho. Porque o final nunca será feliz.

30.1.18

fase da desilusão amorosa

Ontem, fui dar com um texto em que um homem define as cinco fases que levam a uma relação amorosa duradoura. Recordo-me que são cinco. Mas só me lembro de uma. Até porque é a mais importante de todas. Aquela que dita o futuro de uma relação.

E essa fase (a terceira) é a desilusão. O autor destas etapas defende que é aqui que reside o eventual futuro da relação. E não posso estar mais de acordo. Porque no início tudo corre bem. Tudo é perfeito. Não existem defeitos nenhuns. É só maravilhas.

Mas todos os casais, por mais perfeitos que sejam, passam pela fase da desilusão. Que pode manifestar-se das mais diferentes formas. Poderá levar a pensar no futuro da relação, na pessoa, se é aquilo que queremos e por aí fora. E é na resposta a tudo isto que está o futuro da relação. Não é nos sorrisos, nos momentos felizes nem nada disso.

É quando as coisas correm mal. Para um ou para os dois. É quando a pessoa pensa se é mesmo aquilo que quer. Se é com aquela pessoa com quem quer estar. Porque é fácil que tudo corra bem quando tudo está bem. Mas a força de qualquer relação está nos momentos menos bons.

Por isso é que aquele texto fez todo o sentido. Aquilo para que as pessoas olham como o final de algo, é na realidade o ponto inicial das verdadeiras histórias de amor. E toda a gente passa por esta etapa. Não existem excepções nem passes para saltar esta etapa.

9.1.18

aquilo que os homens procuram nos sites de encontros

Fiquei a saber que aquilo que os homens mais pesquisam em sites de encontros é "como seduzir uma mulher casada". Não vou dizer que fico surpreendido ao saber isto. Fico mais surpreendido com o eventual mistério em torno deste tema. A principal questão é saber se a mulher casada em questão, que levou o homem a fazer a pesquisa, está interessada em ser seduzida. E esta dúvida dá resposta ao início do eventual jogo de sedução.

A partir daqui acredito que aquilo que uma mulher casada (ou homem) procura quando aceita entrar num jogo de sedução é tudo aquilo que não tem com o parceiro. E isto passa por coisas tão simples como elogios, disponibilidade para ouvir a pessoa, rir das suas piadas e coisas tão simples como estas. Que apesar de simples, conseguem escassear em muitas relações.

Não existe nenhuma regra matemática para isto, mas acredito que não se trata de um tema de resolução complicada. Isto pode é levar a muitas outras discussões. Que passam do porquê de aceitar uma eventual relação paralela em vez de terminar aquela que se tem. E isto pode levar a coisas como casais que estão juntos para dividir contas ou apenas pelos filhos. E tudo isto dava para horas de discussão.

11.11.17

não imagino muitas declarações de amor melhores do que esta

Acho que já o tinha referido no blogue. E volto a dizer. Não existem muitas declarações de amor que superem esta. Neste caso é Agir quem dedica a música à mulher. Mas aquilo a que me refiro é a uma música e uma letra. Não existem muitas declarações que sejam mais intensas e emocionantes do que algo que fica para sempre.

19.10.17

nem tudo é mau no final de uma relação

Por norma o final de uma relação sentimental é algo que custa. E estou a excluir da frase anterior relações bastante curtas. Aquelas que não têm tempo suficiente para que alguma das pessoas fique triste com o final da relação. E bem vistas as coisas, e numa altura em que as pessoas são cada vez mais descartáveis, isto corresponde a boa parte da relações dos dias que correm. Mas aquilo de que quero falar é de relações duradouras que chegam ao fim.

O final corresponde sempre a um final de tristeza. Não gosto de falar em luto mas em ponderação. Independentemente de quem toma a iniciativa de terminar a relação, existe sempre um período em que se tenta perceber o que falhou. O que levou ao desgaste ou a um afastamento que se torna irreversível. Este é o lado mau do final da relação. Perceber que aquilo em que se acreditava acabou por se perder. Olhar para trás e perceber que largos anos da vida acabaram de uma forma que nunca tinha passado pela cabeça das pessoas.

Mas existe um lado bom no final de uma relação. Quem nem deveria existir. Porque é sinal de desleixo durante a relação. Quanto as pessoas terminam uma relação passam a cuidar mais de si. Preocupam-se em estar bem. Em estar bonitos. Preocupam-se com aqueles quilinhos a mais que nunca mereceram atenção durante a relação. Arranjam tempo para fazer aquilo de que gostam e que não faziam durante a relação. Isto é muito comum a quem termina uma relação. E é pena que assim seja. Porque isto nunca deveria ser necessário. Ou, dizendo de outro modo, deveriam ser preocupações presentes durante a relação e não apenas no final.