Mostrar mensagens com a etiqueta amizade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amizade. Mostrar todas as mensagens

21.1.22

eu quero (ou quis), mas não consigo confiar em ninguém

Estão a ver aquelas pessoas que dizem que têm muitos amigos? Pois bem, não sou uma delas. É que não me iludo facilmente em relação à amizade. O que faz com que tenha a perfeita noção de que tenho poucos, mas mesmo poucos amigos. Duvido até que necessitasse das duas mãos para os contabilizar. Tal como sei que existem poucas pessoas a quem ligaria numa qualquer necessidade. E muito sinceramente não acho isto estranho. Acho que a amizade é mesmo assim. Forte demais para ser banalizada com ligações que se resumem a uma qualquer rede social.

Falo da amizade para querer chegar a outros pontos. Em que ainda me iludo um pouco. Por exemplo, gosto de acreditar que todas as pessoas são boas. Esta é uma espécie de regra que aplico a quem conheço. Em vez de ficar de pé atrás, gosto de genuinamente acreditar que as pessoas são boas. Sendo que, à primeira curva, lá vem a desilusão em boa parte dos casos. Ainda assim, saliento que acreditar na bondade das pessoas não significa que olhe para as mesmas como uma potencial amizade. Isso tenho a noção de que será complicado de ocorrer.

Da bondade salto para a confiança. Porque sou daquelas pessoas que gostam de confiar nas outras. Não ao ponto de partilhar grandes segredos ou o que quer que seja, mas ao ponto de acreditar que posso confiar na pessoa. Ao contrário da bondade, já não acredito que posso confiar em todas as pessoas. Ainda assim, acho que existem pessoas em quem posso confiar. Mas a vida tem provado que não é bem assim. Sempre que tenho pensado isto tenho sido desiludido.

O que faz com que regresse ao início do texto. Se é verdade que tenho poucos amigos é igualmente verdade que confio num grupo bastante reduzido de pessoas. Mas, e para acabar, volto a achar que isto é tudo normal. É o normal funcionamento da vida e das relações de amizade e confiança. As pessoas é que se iludem e tendem a confundir conceitos.

22.9.21

3 formas de descobrires se a amizade chegou ao fim

Com o passar do tempo existem amizades que acabam por se alterar. O que deixa muitas vezes as pessoas a pensarem sobre o eventual final dessas relações. E será que existe uma forma de perceber se tudo chegou ao fim? A resposta é sim. Quem o garante é o Business Insider. Que avança com aqueles que são três sinais de que a amizade acabou. Algo que foi concluído após uma conversa com a psicóloga Rachel Hoffmann.

1 – Distância

É certo que vivemos numa era de muita tecnologia. Mesmo assim, distância física e a falta de tempo e/ou vontade para estarem juntos pode ser um sinal de que algo mudou. 

2 – Planos e/ou objetivos distintos

É um dos pontos mais frequentes no final de uma relação de amizade. Acontece quando uma das pessoas está inserida num projeto diferente, num objetivo distinto ou mesmo numa relação. Como é o caso do início de um namoro, casamento ou mesmo um divórcio.

3 – Desconfiança

Uma das coisas que distingue a amizade é a confiança e partilha entre amigos. “Algumas amizades são baseadas na revelação de detalhes íntimos, enquanto outras podem funcionar como uma simples distração momentânea da realidade”, realça a psicóloga. “Quando a amizade não satisfaz mais essa série de necessidades, é hora de refletir se devemos colocar a energia que nos resta nesse relacionamento ou redefinir as expetativas que temos em relação a essa pessoa”, conclui.

15.3.20

sexo com amigos: sim ou não?

Ter relações sexuais com um(a) amigo(a) é uma boa ideia ou não? Une ainda mais ou amigos ou será que os afasta? Depois do sexo, os amigos continuam a saber separar o que aconteceu da amizade que os une? Concluindo, sexo e amizade são incompatíveis: sim ou não?

10.10.19

amizade, traição e uma rasteira como solução

Se gostas de futebol, certamente que sabes quem são Wayne Rooney e Jamie Vardy. Se nunca ouviste estes nomes, fica a saber que são dois dos melhores avançados que o futebol inglês teve ao longo dos últimos anos. Mas não é deles que quero falar. Aquilo que tenho para partilhar diz respeito a Coleen Rooney e Rebekah Vardy, as mulheres de ambos. E esta história merece mesmo ser partilhada porque deve servir de lição para todos aqueles que não percebem muito bem o conceito de amizade.

De forma resumida, Coleen Rooney fartou-se de ler histórias sobre a sua família no jornal The Sun. Pior do que isso, era não saber quem é que contava tudo aos jornalistas. Até que começou a pensar que a traidora poderia ser Rebekah Rooney, que considerava uma grande amiga. Para isso, preparou uma rasteira para testar a amizade da mulher de Jamie Vardy.

Coleen começou por mudar as definições de privacidade das stories do Instagram. Fazendo com que apenas Rebekah visse as mesmas. Seguiram-se cinco meses de partilhas com mentiras. Uma delas dizendo que estava a pensar recorrer à manipulação genética para ter uma filha. E aconteceu aquilo que suspeitava. Ou seja, as mentiras acabaram todas expostas no tablóide britânico. O que fez com que deixasse de ter dúvidas em relação à pessoa que contava tudo aos jornalistas.

“Tem sido difícil guardar isto para mim e não fazer qualquer tipo de comentário, principalmente quando as histórias foram publicadas, mas tive de me manter em silêncio. Agora tenho a certeza de onde saíram: foi da conta de Rebekah Vardy”, revelou Coleen Rooney nas redes sociais. Motivando uma resposta da amiga.

“Disse-te ao telefone que devias ter falado comigo se pensavas isto de mim. Nunca falei com ninguém sobre ti, os muitos jornalistas que ao longo dos anos me fizeram perguntas podem comprová-lo. Se pensavas que isto estava a acontecer devias ter falado comigo para que eu mudasse as minhas passwords, de modo a verificarmos se isso parava. Não preciso do dinheiro, o que ganharia ao vender histórias sobre ti? Gostava muito de ti, Coleen, e estou triste por teres decidido fazer isto, principalmente agora, que estou grávida. Sinto-me enojada por ter de negar estas acusações, devias ter-me perguntado”, refere.

Podemos questionar a forma como Coleen Rooney dá a conhecer a traição. Podemos ainda acreditar na versão de Rebekah, que dá a entender que outras pessoas têm acesso à sua conta de Instagram. Mas fica a lição para aqueles que acham que todas as pessoas são verdadeiros amigos. É muito comum que as traições cheguem de quem menos esperamos. E é muito fácil perceber as coisas. Basta fazer algo como fez Coleen.

1.4.19

este estranho ritual laboral que quase parece ser obrigatório

Não sei se é por passarem muito tempo nos locais de trabalho, mas fico com a ideia de que as pessoas confundem cada vez mais os conceitos de amizade. E estou a juntar a amizade às relações profissionais porque parece que existe um ritual laboral que quase parece ser obrigatório. E que passa pela amizade virtual.

Hoje em dia, uma pessoa chega a um emprego novo e uma das primeiras “tarefas” passa por estabelecer amizade virtual com todos os colegas. Como se o novo emprego fosse sinónimo de amizade com pessoas que se conhecem há cinco minutos e com quem se trocou duas ou três palavras. É disparar pedidos de amizade em tudo e mais alguma coisa. É no Facebook, é seguir no Instagram e Twitter, se existir. E em todas as redes sociais possíveis e imaginárias.

Parece que é obrigatório ser amigo das pessoas com quem se trabalha. Mesmo que não exista uma relação que vá além do profissional e cordial. E mal daqueles que não entram nesta onda. “Aquele(a) não aceita o meu pedido de amizade porquê?”, perguntam. E depois criam teorias em torno disto. Quando são amigos, surgem novos problemas.

“Já viste o que aquele(a) escreveu? De certeza que é uma boca para fulano ou sicrano!” E está assim montada uma telenovela venezuelana dobrada em brasileiro, que passa na televisão à hora de almoço. Comecei por dizer, no título, que é um estranho ritual laboral. E mantenho esta opinião. Porque não sou obrigado a ser amigo de todas as pessoas com quem trabalho. Tal como não tenho que saber detalhes pessoais das suas vidas nem eles das minhas. E, por mais que algumas pessoas confundam as coisas, as redes sociais pessoais não são ferramentas de trabalho. Para ninguém e em lado nenhum.

4.4.18

a desculpa ideal para sair com amigos

Se existe algo que não deveria necessitar de uma desculpa são as saídas com amigos. Porque na realidade todos os motivos são válidos para estar com aquelas pessoas de quem se gosta. E se já sabemos que praticar exercício, não fumar e ter uma alimentação saudável é algo que leva a uma vida mais longa, ficamos agora a saber que estar com amigos também ajuda.

E quem o defende é a ciência e não aquele amigo que procura desculpas para sair de casa. Uma equipa de investigadores analisou ao detalhe perto de 150 estudos que por sua vez analisaram dados, como interacções sociais e índices de saúde de mais de 300 mil pessoas, que foram recolhidos ao longo de sete anos e meio. Estes dados serviram para calcular a esperança de vida com base nas relações.

O resultado acaba por não ser surpreendente. Pois aqueles que têm uma vida social activa têm mais 50% de probabilidade de continuar vivos no final da análise. Acabam por viver, em média, mais 3,7 anos do que os outros. Concluiu-se que uma vida social activa faz com que as pessoas cuidem mais de si. Sendo que também é mais fácil lidar com situações stressantes ao saber que temos um grupo de pessoas com quem podemos contar.

Já no inverso, pessoas que fumam e optam pela solidão, conseguem chegar a fumar 15 cigarros por dia. Sem esquecer a vida mais sedentária. Por isso, e como se fosse necessária uma desculpa, é melhor aceitar os convites dos amigos para sair. A saúde agradece.

11.10.17

conseguimos

"Amizade, só para vos dizer que conseguimos! Com respeito, confiança, dedicação e admiração, bastante paciência e compreensão. Descobertas apaixonantes e ricas de partilhas sinceridade. Confrontos de ideias e ideais constantes, muita estupidez e mau gosto mas sempre todos na mesma direcção! Maninhos, cada um à sua maneira, construímos algo de espectacular! E quando assim é, estamos todos de parabéns!"

Estas palavras são de um amigo de infância. Que agora vive fora de Portugal. No último regresso conseguiu juntar alguns amigos de infância. Com quem tirou uma foto que foi acompanhada destas palavras. Desde que li isto que dei por mim a olhar para as pessoas da foto. E ali há muito talento. Pessoas com projectos bem sucedidos. Muitos trambolhões, muita aprendizagem e até momentos de superação perante doenças com o nome de que ninguém gosta. Mas no geral destaca-se o "conseguimos".

Que vai muito além das pessoas da foto. Do grupo de amigos da escola, pessoas com quem acabamos por perder a proximidade típica dos tempos escola, encontro empresários de sucesso. Talentos que estão no topo do que existe em Portugal. Uma pessoa que trabalha com o Presidente da República. E muitas histórias de sucesso. Pais de filhos, homens casados e até casais entre pessoas da escola. É bom pensar nisto e realmente ter vontade de dizer "conseguimos". Porque na verdade foi isso mesmo que aconteceu.

19.6.17

o dia em que quase perdi o meu melhor amigo (por causa de uma mulher)

Gosto de acreditar que todas as pessoas tendem a olhar para si enquanto heróis dos melhores amigos. Gosto de acreditar que todas as pessoas já viveram um momento que terminou com um amigo a olhar para si enquanto herói. "És o meu herói", diz o amigo. Eu tenho uma história dessas. Pelo menos aos meus olhos. Mas a verdade é que essa história quase que me custou a amizade de um dos meus melhores amigos. A história que vou contar envolve esse meu amigo e uma mulher. Apesar de adorar esta história, nunca a contei aqui. Mas antes de falar do que aconteceu numa determinada noite, vou falar sobre este meu amigo de quem gosto muito.

A vida é feita de coincidências. E este amigo chegou à minha vida numa delas. Conheci o Cachucho através de um amigo com quem trabalhei. E foi chegar, ver e vencer. Desde esse dia que o Cachucho está na minha vida. Mais tarde chegou o seu irmão mais velho. Duas das pessoas de quem mais gosto. E que dão sentido à amizade, relação que anda pelas ruas da amargura. Tenho uma relação bastante peculiar com este meu amigo. Ligo-lhe perto de outras pessoas e solicito vaga para uma massagem erótica, antes de me despedir com beijos. O que faz com que as pessoas pensem que estou a falar com uma mulher e fiquem a olhar para mim com desconfiança.

Além disso gosto de lhe chamar nomes como p***. Algo que já originou um episódio que envolve redes sociais. Chamar p*** a um amigo não tem nada de mal. Mesmo quando o insulto (neste caso mimo) é feito através de whatsapp. O risco é quando tens, na lista de contactos um Cachucho e um Capucho. Que por acaso é uma antiga glória do Futebol Clube do Porto. O risco é ainda maior quando envias a mensagem à pressa, cheio de confiança. "Então minha p***, como é?", foi aquilo que escrevi. Os minutos foram passando e não tinha resposta. O que é estranho quando se trata deste amigo. Até que o telefone toca. Abro a mensagem e leio: "quem é?". Por breves instantes ainda pensei que fosse o meu amigo a gozar comigo. Na realidade era o Capucho a perguntar quem era a pessoa. Tudo ficou resolvido, sobretudo no que à vergonha diz respeito, com um "é engano". Agradecendo o facto de ter o número do Capucho e ele não ter o meu. Mas não é desta história que quero falar. É do que aí vem agora...

No blogue já dei conta da existência das festas da lua cheia. Que ocorrem no Verão, em noite de lua cheia, na praia do Xiringuito, em Albufeira, no Algarve. A única vez que estive numa destas festas (não sei se ainda existem) foi com o Cachucho. A caminho da festa um carro veio fora de mão na nossa direcção. O que por si só já valia uma história. Mas lá fomos nós. A chegada à praia é algo mágico. A praia só está iluminada por candeeiros de papel. Espalhados pelo pequeno areal e alguns na água. A festa, mesmo "secreta" e numa praia discreta, atrai muita gente. E naquela noite não foi excepção. Não me recordo da música que ouvi. Nem do que bebi. Lembro-me de que estava cheia de gente e do que se segue.

A caminho da manhã, quando muitas pessoas já beberam um pouco mais, estivemos à conversa com um senhor que tinha uma profissão interessante. Aquele homem realizada os sonhos das pessoas. Melhor, dava-lhes vida. Se alguém dizia que gostava de ir pescar amanhã num determinado destino, ele tratava de tudo. Apresentava o preço e lá ia o cliente feliz. Foi no final da conversa com este homem que quase perdi a amizade que me liga a um dos meus melhores amigos. E tudo por causa de uma mulher. A conversa com aquele homem decorreu perto das casas-de-banho. E por sua vez perto do bar. Pois quem já lá esteve (e isto passou-se há alguns anos) sabe que o espaço é pequeno.

Lá estávamos nós quando uma senhora se aproxima pelas minhas costas. A senhora queria saber onde era a casa-de-banho. Que era mesmo ao nosso lado. Mas o meu amigo fez questão de acompanhar a senhora à casa-de-banho. Um pouco de álcool a mais transforma qualquer pessoa numa pessoa simpática e prestável. Recordo-me que se gerou uma confusão com as casas-de-banho. Porque a mulher estava a andar para a errada. "Essa casa-de-banho é dos homens. A outra é que é a das senhoras", disse-lhe. E a mulher em questão diz: "mas a casa-de-banho pode ser multi sexo", puxando-o para que fosse para a casa-de-banho com ela.

Foi aí que surgiu o meu momento herói. Agarrei o meu amigo pelo braço, puxei-o e disse: "Não vais a lado nenhum". Ele ainda insistiu. Que queria ir e tal. Num misto de herói com pai, não o larguei até ter a certeza de que não ia para a casa-de-banho com aquela mulher. Com quem acabaria por ter uma relação sexual fugaz. Além de não o deixar ir, expliquei os motivos. Disse-lhe que a senhora estava muito bêbada. Que tinha idade para quase ser avó dele. E que deveria ter meia dúzia de dentes na boca. Tudo detalhes que não me escaparam. E que ele ignorou. Porque para ele era a Sharon Stone que o estava a desafiar para uma aventura na casa-de-banho.

Costuma dizer-se que todas as histórias têm três versões. Uma de cada pessoa e a verdade. A minha versão, aquela que faz de mim o herói do meu melhor amigo, é a que contei. A do meu amigo é que não o deixei ter um caso com a Sharon Stone. E existe a verdade. Que é a minha versão. Já perdi conta ao número de vezes que nos rimos com esta história. O número de vezes que foi partilhada com amigos nossos. Que acreditam mais em mim do que nele. O que dá mais força à minha versão. Apesar de continuar a dizer que não o deixei viver a aventura da sua vida. Isto de ser herói representa um risco. Mas hoje voltaria a fazer o mesmo. E tenho a certeza de que a única semelhança que aquela mulher poderá ter com a Sharon Stone será o nome. Nada mais do que isso.

Adoro esta história. Adoro a noite em que aconteceu e como aconteceu. Especialmente por ser com este amigo de quem gosto tanto. Apesar de gostar tanto desta aventura - em que continuo a acreditar ser o herói - nunca tinha falado dela aqui. Mas aceitei o desafio do Festival Grant's Stand Together e contei a minha história. Uma daquelas que irei recordar para sempre. Estas histórias desconhecidas são um dos motivos pelos quais gosto tanto deste festival. Que vai decorrer no Cinema São Jorge, em Lisboa, nos dias 23 e 24 de junho. E na Fundação de Serralves, no Porto, nos dias 1 e 2 de julho. E onde voltarei a ir.

3.4.17

quando elas são uma pizza

Quando vou a um restaurante onde são servidas pizzas estou à espera de encontrar nomes convencionais. E espero isto porque é o que acontece na esmagadora maioria dos sítios. Para dar um exemplo, sei que a Diavola será a pizza picante de qualquer espaço que tenha esta pizza na carta. Como gosto de coisas diferentes, aprecio imenso quem pensa de outra forma. Como acontece na Mundet Factory, restaurante e bar situado na zona ribeirinha do Seixal.

Aqui as pizzas têm nomes de mulheres. São uma homenagem às mulheres da vida do Chef João Macedo e também de Sérgio Lopes, os proprietários do espaço. Tem a sua piada abrir a carta e ler “as nossas meninas” quando se chega às pizzas. Nesse momento não existe o convencional. E a pessoa acaba a ler os ingredientes de cada uma delas para descobrir como são feitas.

Sendo amigo de infância de ambos marquei presença na festa de lançamento da nova menina da Mundet Factory. Por outras palavras, da nova pizza do espaço. E não se trata de uma pizza qualquer. Esta tem assinatura de Magali Aravena, a mulher de Eduardo 'Toto' Salvio, jogador do Benfica. Presença assídua na Mundet, Magali foi desafiada a criar uma pizza. E mais do que simplesmente dar o nome a uma pizza, Magali foi para a cozinha ajudar a preparar aquela que considera ser a pizza perfeita e uma que não se encontra em Portugal.

Num passado não muito distante a Mundet Factory, como existe hoje, não passava de um sonho de amigos de infância. Hoje é um espaço de sucesso que já conquistou o seu espaço e que tem vindo a crescer a cada dia. E com pessoas que pensam fora da caixa, que sonham, que arriscam e que dão tudo para que os clientes partilhem bons momentos e se sintam em casa. Podia dizer que é a amizade que me leva a escrever este texto, a partilhar um momento feliz de pessoas de quem gosto, mas isso seria injusto. Porque a pizza da Magali, que acompanhei desde o primeiro segundo, é realmente divinal e porque a Mundet Factory merece uma visita, além de ser o exemplo vivo de que não é preciso estar numa grande cidade para ter um espaço de qualidade.


Fotos: Bruno Barata

29.3.17

esta coisa estranha chamada amizade

A par do amor a amizade será o sentimento mais confuso com que as pessoas vivem. Se todos acham que sabem o que é o amor, todos julgam saber o que é a amizade. Faz-me confusão quando ouço alguém dizer que tem dezenas de amigos. Porque não acredito nisto. E quem pensa isto está redondamente enganado. Simplesmente a vida ainda não deu a conhecer quem é realmente amigo.

Quando a vida está normal existem muitos “amigos” que nos rodeiam. Nessa altura é fácil estar perto de nós. Somos uns tipos porreiros, dizemos umas piadas engraçadas e até é bom estar perto de nós. Como temos muitas pessoas perto de nós, acabamos por dizer que temos muitos amigos. O que está errado. E a vida acabará (ou não) por separar os amigos dos restantes.

Se a nossa vida se mantiver sempre numa linha recta, sem grandes oscilações positivas ou negativas, vamos ter sempre os tais “amigos” perto de nós. Vão estar sempre lá. Mas tudo muda quando as oscilações são grandes. Quer seja para o lado positivo ou negativo. Quanto ao negativo, pouco há para dizer. Desaparecem todos. Quando é preciso alguém, estão todos ocupados e com coisas para fazer. Acabam por ficar meia dúzia (já é um bom número) de pessoas que se revelam verdadeiros amigos. Alguns deles até são uma surpresa e são aqueles em quem até não acreditávamos.

Depois existe o lado extremamente positivo. Aqui podem existir muitas pessoas perto de nós. A querer saborear o nosso sucesso. A ficar com uma fatia dele. Por fatia leia-se, na maioria dos casos, dinheiro. Mas este sucesso também tem outro efeito nos amigos. Muitos deles acabam por revelar a sua faceta de inveja tão típica nos portugueses. São aqueles “amigos” que ficam lixados com o sucesso de alguém próximo. São aquelas pessoas que preferem o sucesso de quem não conhecem aquele dos que conhecem. Algo que não consigo compreender.

Ontem, um amigo dizia-me algo do género. “Quando existe uma lata de atum, dá para três, sem qualquer problema. Mas quando existem muitas latas de atum é um problema distribuir as mesmas, porque todos querem ficar com o maior número de latas”. E isto é verdade. Os amigos conhecem-se em momentos em que tudo corre mal e é necessária ajuda e em momento em que tudo corre bem e alguém tem de lidar com o nosso sucesso.

Por isso é que não acredito em pessoas que asseguram ter dezenas de amigos. É uma questão de tempo (ou não) até que a vida lhes dê a conhecer quem são aqueles que realmente são amigos. E quando isso acontece, todas essas pessoas acabam por dizer algo do género: “afinal não tinha assim tantos amigos” e acabam por separar o trigo do joio.

1.2.17

a idade é o que fazemos dela

Um dos meus melhores amigos tem 51 anos. São raros os momentos em que me recordo disto. Porque é das pessoas mais jovens que conheço. Podia ficar aqui horas a falar sobre o seu gigante coração onde existe sempre espaço para mais um. Onde há sempre mais um “prato de sopa” para quem tem “fome” de afectos. Mas não é esse o motivo deste texto.

Este texto surge porque hoje recordei-me que ele tem 51 anos. Coisa de que raramente me recordo. Olho para ele como alguém mais novo do que eu. Não conheço muitas pessoas, duvido até que existam, mais jovens do que ele. Mais... muitos jovens de vinte anos não conseguem acompanhar o seu ritmo. É um poço de energia. Uma pedra rara que contagia tudo e todos com a sua genica.

Este amigo, perdão, irmão que a vida me deu é o melhor exemplo de que a idade não passa mesmo de um mero número. Tal como o do cartão do cidadão, do contribuinte, segurança social e até da empresa onde trabalhamos. Nenhum destes números nos define. E a idade também não. Por mais que queiram separar as pessoas por novos, velhos e assim assim. Somos a idade que queremos ter. Isto em traços gerais e com as devidas excepções.

E boa energia atrai boa energia. Estar perto de pessoas assim impossibilita que se pense nos problemas da vida. Torna impossível pensar em idade. Em dizer coisas como “antigamente fazia isto e aquilo”. Com pessoas assim a vida é boa. Com pessoas assim somos todos novos. Com pessoas assim fazemos e pensamos no que aí vem em vez de ficar a olhar para o passado.

11.1.17

sobre as coisas boas

Existe um momento semanal do qual não abdico. Trata-se do almoço com os meus amigos. Consegue ser uma espécie de momento alto da semana, tendo em conta o horário laboral. É aquilo a que gosto de chamar de bálsamo para a alma. Porque durante o tempo que dura o almoço só interessa a amizade que nos une e as parvoíces de cada um.

Não existem chatices laborais, mesmo falando de trabalho. Não existem zangas clubísticas, mesmo falando de futebol. Tudo acaba com uma gargalhada geral. Durante aqueles minutos todos esquecem os problemas diários. É como se fosse um mundo só nosso onde não existe espaço para tudo aquilo que nos aborrece assim que saímos dali, do nosso pequeno espaço sagrado onde cabem meia dúzia de pessoas.

Recomendo este “ritual” a todas as pessoas que têm oportunidade de o colocar em prática. Juntar amigos à mesa é daquelas coisas que tendemos a adiar. Fica sempre para amanhã, para a semana ou para o mês que vem. Até que se percebe o valor destes momentos. E tanto que assim é que o grupo começou mais pequeno e hoje somos cada vez mais juntos naquela mesa.

E todos partilham a mesma opinião. É um dos momentos altos da semana. Porque ali só interessamos nós. Os problemas são transformados em piadas. Assumo que é algo que pode soar a ridículo. Como é que se transformam problemas em motivos de piada. É uma terapia como outra qualquer. E esta faz com que todos nós tenhamos uma semana muito melhor. Recomendo!

22.12.16

boys will be boys

Ontem estava à conversa com um amigo de infância. Um daqueles com quem não é preciso estar todos os dias para que a amizade se mantenha ou para que existam cobranças. Conversa puxa conversa e acabamos a falar das carreiras e do que fazemos. Até que olha para mim e diz “não podes fazer nada disso. Tu és o puto de sempre”, brincou. Isto para fazer alusão aquilo que éramos em adolescentes, nos tempos de escola.

Para o João o tempo não passou por nós. Continuamos a ser os putos da escola – independentemente das carreiras que seguimos e daquilo que temos vindo a construir – que por acaso se encontraram ontem num espaço de um outro amigo dos tempos da escola. E a amizade é mesmo isto. Esta é uma das muitas formas de definir uma verdadeira amizade. Parece que o tempo não passa. Parece que nada muda, apesar de tanta coisa ser diferente na vida de cada um.

15.12.16

como animar um jantar de natal de amigos ou colegas

Nesta altura do ano todas as pessoas têm diversos jantares. É com amigos. É da empresa. É com o grupo do futebol. É com o grupo destes e daqueles. Num jantar que tive recentemente testemunhei (e ajudei a protagonizar) algo que promete ser uma animação em todos os jantares. E é algo que envolve um (ou mais) telemóveis.

Basta que alguém saia da mesa, quer seja para fumar ou para outra coisa qualquer, e deixe o telemóvel em cima da mesa. Nos dias que correm nem sempre é fácil que alguém abandone o telemóvel mas ainda acontece. Na ausência da pessoa pega-se no telemóvel e liga-se a máquina fotográfica. É algo que não implica bisbilhotar o telemóvel porque é possível aceder à câmara mesmo com o telemóvel bloqueado.

Depois disto é tirar fotos enquanto a pessoa não está presente. Por exemplo, captar imagens com cada uma das pessoas que está na mesa. Com os funcionários do espaço. Quanto mais divertido e mais absurdo melhor. E quanto mais fotos ainda melhor. Depois é só colocar o telemóvel no mesmo local, na mesma posição, como se nada se tivesse passado. E aguardar pelo momento em que a pessoa vá mexer no telemóvel e se depare com as imagens.

Pela experiência que tive é algo que acaba por ser divertido. É algo de que o(a) dono(a) do telemóvel acabará por gostar e que não dá grande trabalho a eliminar. É também uma memória de determinado momento e de determinadas pessoas que acaba por ficar guardado. E que ainda irá motivar muitas gargalhadas no futuro.

27.10.16

o mundo é uma ervilha

Nunca duvidei de que o mundo é muito pequeno. E tive a certeza disso no dia em que fui almoçar a um restaurante noutro país e fiquei sentado ao lado de uma pessoa que conhecia. Hoje estava num trabalho quando ouço um nome que algumas pessoas me chamam mas que naquele trabalho específico não esperava ouvir.

Levanto a cabeça e deparo-me com um amigo de longa data com quem joguei futebol durante diversos anos. Conversa de amigos até que pergunto o que está ali a fazer. Curiosamente ia encontrar-se com a mesma pessoa que era alvo do meu trabalho. E o motivo da sua presença também era profissional pois tem um negócio com a mulher que está a crescer a olhos vistos.

Foi uma daquelas coincidências da vida que me agradam. Em primeiro lugar por ser uma pessoa de quem gosto muito e por estar num negócio, depois de alguns anos a viver longe de Portugal, que está a crescer muito. E também achei piada ao facto de ir encontrar uma pessoa chegada num local e num cenário inesperado. Esta é mais uma prova de que o mundo é mesmo uma ervilha.

15.9.16

como me encontro com o meu amante





Na realidade estava a combinar com o Rui Conceição, meu amigo de infância e o mentor da página Ruim, a melhor forma de nos encontrarmos para me entregar a t-shirt que tinha comprado. É oficial: a partir de hoje eu sou a #gordadomeutrabalho.


Acreditem que Rui Conceição (e o seu Ruim) ainda vão dar muito que falar no humor nacional.

16.8.16

como descobrir se alguém é nosso amigo

Existe uma forma bastante simples de descobrir o grau de amizade que nos liga a alguém. Por exemplo, existem aquelas pessoas que nos "chateiam" sempre que necessitam de algo. Ou sempre que estão aflitas com algo. Pessoas essas a quem não dizemos não. Pessoas que ajudamos sempre que necessitam de algo. Para perceber o grau de amizade existente basta inverter os papéis. Basta que a pessoa seja aquela que necessita de algo. Aquela pessoa que liga a pedir algo. A resposta irá determinar o grau de amizade existente. Em segundos será fácil perceber que muitas supostas relações de amizade são na realidade uma estrada de sentido único.

18.7.16

vamos magoar algumas pessoas

A Cidade é um filme de 2010. Realizado e protagonizado por Ben Affleck e com o contributo de Rebecca Hall, John Hamm, Jeremy Renner e Blake Lively, é um dos melhores filmes que já vi. E um dos meus preferidos. De forma resumida é sobre um grupo de amigos que assalta bancos. Neste filme existe uma cena de que gosto muito. Que é mais ou menos isto.

Doug (Ben Affleck) - "Preciso da tua ajuda. Não te posso dizer o que é, nunca me poderás fazer perguntas e vamos magoar algumas pessoas".

James (Jeremy Renner) - "Que carro levamos?"

Apesar da agressividade do filme e da violência da cena considero que é uma boa forma de definir a amizade. A amizade é isto. É pedir algo a alguém, mesmo que não seja possível explicar os motivos, e contar com ajuda imediata de alguém. E sorte de quem tem pessoas destas na sua vida. Algo cada vez mais raro nos dias que correm.

Existem pessoas que dizem ter largas dezenas ou centenas de amigos. Não é o meu caso. Não tenho problema em assumir que tenho poucos amigos. Mas aqueles que tenho cabem todos nesta cena. São pessoas a quem posso pedir ajuda para tudo, sabendo que terei o apoio necessário sem que me seja colocada qualquer questão. E isto, nos dias que correm, vale ouro. (Quem quiser pode ver a cena aqui).

25.5.16

deixem em paz quem quer ter filhos e quem já os tem

Ontem recebi um telefonema de um amigo de infância. É daqueles com quem já não estou com a frequência que era costume porque seguimos caminhos diferentes. Mas não é isto que altera o conceito de amizade que nos une. Estivemos alguns minutos à conversa, deu-me os parabéns e colocámos a conversa em vida. A determinado momento brinquei com ele, perguntando-lhe se sabe ser pai pois já tem um menino.

Abordámos o tema até que me fez aquela pergunta que é um clássico e que é comum nestas conversas. "Então e tu? Para quando um filho?", perguntou-me. Estivemos a falar sobre o assunto e depois diz-me: "as pessoas são muito chatas não são?", em alusão às pessoas que estão constantemente a perguntar a alguém sobre a chegada de um filho. E a verdade é que as pessoas conseguem ser muito chatas. E não percebem que existem diversos factores para que um casal não tenha filhos. E são coisas tão distintas como não querer, não conseguir ou não ser uma prioridade. E estes são apenas três dos muitos exemplos que podiam ser dados.

A conversa prosseguiu e o meu amigo acrescentou outro detalhe interessante. "As pessoas são sempre chatas, não mudam. Se não tens filhos perguntam quando tens. Se tens um menino perguntam pela menina. Se tens uma menina perguntam pelo menino. São sempre chatas e nunca se calam", disse. E não preciso de ter filhos para confirmar a veracidade deste desabafo do meu amigo.

Não sei se as pessoas recorrem ao tema dos bebés porque não têm mais nada para dizer. Não sei se o fazem porque entendem que têm de o fazer. Também não sei se acreditam que os pais ou aspirantes a pais gostam de debater este tema. Aquilo que sei, ou pelo menos em que acredito, é que a esmagadora maioria dos pais e aspirantes a pais dispensam esta conversa e estas perguntas. Mais, acho que ficam fartos e que se aborrecem com a insistência de algumas pessoas. Por isso, deixem os pais (e todos aqueles que desejam ter filhos) em paz!