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1.1.17

que seja o ano das vossas vidas

Estamos nos primeiros minutos de 2017. Espero que o melhor do ano passado seja o pior deste ano. Que seja o ano das vidas de quem por aqui passa. Que este ano traga a realização daqueles projectos que têm vindo a ser adiados ao longo dos últimos anos. Que tudo corra bem. Que 2017 seja marcado por muita saúde, paz, amor e sucessos pessoais e profissionais.



15.9.16

como me encontro com o meu amante





Na realidade estava a combinar com o Rui Conceição, meu amigo de infância e o mentor da página Ruim, a melhor forma de nos encontrarmos para me entregar a t-shirt que tinha comprado. É oficial: a partir de hoje eu sou a #gordadomeutrabalho.


Acreditem que Rui Conceição (e o seu Ruim) ainda vão dar muito que falar no humor nacional.

8.7.16

queres conhecer um livro? e cortar o cabelo? ou fazer a barba? e que tal beber uma cerveja? e tudo ao mesmo tempo?

Tenho um convite que tem diversos convites associados a quem por aqui passa. E as hipóteses são muitas. Por exemplo, será possível conhecer o meu livro, Nunca Sem Ti. Quem preferir poderá cortar o cabelo. Ou fazer a barba. Ou ainda beber uma cerveja bem fresquinha. E também pesticar. Ou mesmo ir à feira comer uma fartura. Para ser sincero, e bem vistas as coisas, será possível fazer tudo isto ao mesmo tempo. Mas para falar disto tenho de recuar um pouco no tempo.

No momento de escolher o local para a apresentação do meu livro ponderei diversos aspectos. Não vou esconder que o coração acabava por me puxar para as minhas raízes. Quero com isto dizer que a emoção dizia-me para escolher a Margem Sul do Tejo para apresentar o livro. A razão dizia-me para escolher o centro de Lisboa, uma localização que seria, de um modo geral, mais próxima para todas as pessoas que poderiam aparecer. Ganhou a razão mas o coração não foi esquecido. A existir uma nova apresentação não poderia ignorar a terra que me viu crescer.

Este desejo acentuou-se ainda mais com a proximidade das Festas Populares, uma das alturas de que mais gosto e em que é possível reencontrar amigos de longa data. Somando isto fiquei com o desejo de fazer um lançamento. O problema era o tempo (as festas são para a semana) e o espaço. O primeiro (e único) pensamento foi falar com um amigo - Marco Fialho -, também ele criado na minha terra, que está por detrás do projecto Fear the Beard, que tem dado que falar. E não minto se disser que em coisa de segundos ficou tudo resolvido.

Por isso é com muito orgulho que vos convido a estarem presentes na segunda apresentação do meu livro. Que irá ter lugar no próximo dia 16 de Julho, pelas 19 horas, no espaço da Fear the Beard Barber Shop. E quando disse que o convite tinha diversos associados não estou a mentir. Além de conhecer o livro e conviver, será também possível cortar o cabelo com o Marco, fazer a barba, beber uma cerveja bem gelada no Bar-Bearia (o espaço é o mesmo), petiscar e até, como é altura das festas, ir comer uma fartura à feira e andar nos carrosséis.



Estão todos convidados. Apareçam, conheçam o espaço, venha conviver e beber um copo. Os melhores momentos da vida fazem sentido partilhados, como tal conto com vocês por lá. E, mais uma vez, Obrigado ao Marco Fialho, à Fear the Beard e ao Bar-Bearia.

vai ser "aqui"

7.7.16

vem aí a segunda apresentação do livro

Se há coisa que me diz muito são as minhas raízes. Por isso é com um orgulho enorme, do tamanho do mundo, que posso anunciar aqui que no próximo dia 16 irá ter lugar o segundo lançamento do livro. Aliás, o termo apresentação não será o melhor adequado. Prefiro dizer que será um convívio que dará para que se fique a conhecer melhor o livro. Sendo que vão existir muitas surpresas porque o espaço é multifacetado. Para já não adianto mais pormenores porque quando o fizer será com maior destaque a quem tornou esta apresentação possível em coisa de segundos. Por isso guardem o dia 16 de Julho na vossa agenda. A hora ainda não está definida mas deverá ser por volta das 18/19 horas. Mais novidades em breve!

4.1.16

diz que é um ultra mega giveaway

O blogue Ela e Ele está de parabéns pelo seu primeiro aniversário. Para assinalar a data (e para começar o ano em grande) o casal responsável pelo blogue decidiu organizar um “ultra mega giveaway” que irá oferecer diversos packs de presentes. Para este passatempo foram convidados diversos bloggers, entre eles eu. A minha simples contribuição passa por um pack musical composto por cd´s e dvd´s. Quem quiser participar só tem de visitar o  post do passatempo organizado pelo blogue Ela e Ele e ficar a saber as regras do passatempo. Boa sorte para todos! E, claro, muitos parabéns pelo primeiro aniversário de um blogue que merece uma leitura atenta.

27.11.15

ho! ho! ho!

Desde que tenho o blogue que já fui convidado para diversas acções. Vou a algumas. Noutras não tenho possibilidade de estar presente. E em relação a outras faço questão de não faltar. Neste último grupo incluo as acções da Lego. Pela marca, por quem tenho um carinho especial, mas sobretudo pela pessoa que para mim é uma espécie de senhora Lego. Não preciso de referir o nome porque a pessoa sabe quem é. Que é a pessoa com que lido e alguém que tem o poder de dar uma dimensão pessoal e próxima a uma marca de grandes dimensões.

No que à Lego diz respeito faço os possíveis por não faltar às festas de Natal que organizam. A deste ano, e pelo segundo ano consecutivo, teve lugar no Hotel Fortaleza do Guincho. O motivo pelo qual gosto destas festas é porque me consigo divertir tanto ou mais do que a minha sobrinha, que tal como a minha mulher, me acompanham sempre. É contagiante ver tantas crianças de volta dos Legos e de tudo aquilo que é disponibilizado aos mais novos. Este ano existiu ainda uma divertida peça de teatro de improviso protagonizada pelos divertidos Improvio Armandi.







30.9.15

um pouco mais sobre mim

A simpática Ariadne, autora do blogue Histórias de Ariadne, lançou-me um desafio que passa por responder a algumas perguntas, algo que acaba por revelar um pouco mais sobre mim. Como não sou capaz de recusar um bom desafio aqui vão as minhas respostas.

Sou muito:
Determinado. Quando quero algo dou tudo o que tenho de modo a conseguir alcançar um determinado objectivo. Sou muito feliz com a vida que tenho. E há quem diga, apesar de não me convencerem, que sou muito teimoso.

Não suporto:
Mentiras descaradas. Não suporto pessoas que mentem olhos nos olhos.

Já me zanguei:
Por coisas que não têm a mínima importância. Coisas e pessoas que me consumiram energia que agora percebo ter sido mal canalizada. Gosto de acreditar que a vida tem sido uma boa professora e que uma das lições que aprendi foi a de que tudo aquilo que nada me acrescenta não merece a minha energia e atenção.

Quando era criança:
Sonhava ser jogador de futebol e contava os meses para chegarem as férias de Verão de modo a ir para Lagos com os meus pais, com a minha irmã e mais tarde com o nosso cão, Óscar. Felizmente tive uma infância extraordinária, crescendo numa zona tranquila onde se brincava na rua sem qualquer problema, algo que as crianças de hoje desconhecem. Bons tempos!

Morro de medo de:
Da morte. Em especial da morte dos meus. Daqueles que me fazem falta e que são a base da minha vida. E também da minha. Tenho medo de morrer cedo demais deixando tanto para fazer. Até detesto pensar na morte.

Sempre gostei de:
Das coisas simples da vida e dos afectos. Isto basta-me para ser feliz. E também sempre gostei de praticar desporto. Algo que nem a grave lesão que tive recentemente – ruptura total do tendão de Aquiles da perna direita – não alterou.

Se eu pudesse:
Dava este mundo e o outro aos meus pais. São tudo para mim. E realizava um sonho muito importante para mim.

Adoro sentir-me:
Amado pelos meus, pelas poucas pessoas que fazem parte do meu círculo. E, mais do que isto, adoro sentir que sou especial para essas pessoas. Melhor, que tenho a capacidade de as fazer sorrir quando só querem chorar.

Não gosto:
De pessoas que se te virem a andar sobre a água dizem que é porque não sabes nadar. Pessoas que não querem ser melhores na vida preferindo que os outros sejam piores. É triste. Dá pena e pena é o pior que se pode sentir em relação a alguém.

Fico feliz:
Quando chego a casa e a minha mulher recebe-me com um sorriso e um beijo. Por pior que tenha sido o dia, tudo fica bem a partir daquele momento. E por mais triste que possa estar fico feliz quando a minha mulher sorri. Gosto de acreditar que tem um sorriso secreto que usa só para mim.

Se pudesse voltar atrás no tempo:
Podia escrever tantas coisas. Mas gosto de acreditar que tudo aconteceu por algum motivo, nem que seja ensinar-me aquilo que devo fazer no futuro e que todos os erros (por isso é que seriam mudados) fizeram de mim uma pessoa melhor e melhor orientada. E mais do que voltar a trás, preferia ter o poder de congelar alguns momentos.

Quero viajar:
Em breve. Não importa o destino. Só importa a companhia. Sabe bem “desligar” do mundo durante algum tempo. E esta viagem específica será um prémio para quem sacrificou tanto por mim ao longo dos últimos meses por causa da minha operação.

Eu preciso:
Apesar de gostar muito da minha ponderação preciso de perder alguns receios em determinados momentos, algo que tenho vindo a mudar com o tempo.

Não gosto:
De pensar que os meus estão mal. Prefiro estar eu do que eles.

19.8.15

elas agradecem e eu falo por elas

Em nome da minha perna direita e da minha bota walker quero agradecer a todas as pessoas que perderam parte do seu dia a deixar uma palavra de apreço, neste dia especial para mim, aqui no blogue, na página de facebook do blogue e também no instagram do blogue. Obrigado também a quem optou por enviar mensagem e obrigado aqueles que me deram a sua força de forma mais silenciosa. Num processo de recuperação longo pequenos gestos como os vossos conseguem fazer uma grande diferença. Em alguns dias são a linha que separa a falta de motivação que rapidamente dá lugar a um "embora lá que está quase". Por isso, o meu sincero e eterno obrigado a cada um de vocês - uma boa parte não me conhece de "lado nenhum" - pela simpatia, carinho e apoio. E um obrigado especial à minha família que sempre puxou por mim para que este dia chegasse o mais cedo possível.

31.7.15

o blogue pode acabar hoje

Desde que criei o blogue já referi por diversas vezes que o melhor que se pode ganhar com algo deste género é a ligação entre as pessoas. É conhecer pessoas com quem possivelmente nunca me iria cruzar na vida. E com quem poderei nunca me vir a cruzar mas com quem troco alguns emails e que conheço sem que exista um rosto que possa ser associado à pessoa. Felizmente já recebi muito emails aos quais tento responder com a maior brevidade possível.

Há quem apenas queira desabafar, há quem peça um conselho sobre determinado aspecto e há quem revele necessitar de ajuda. Alguns emails estão relacionados com os próprios blogues. E foi isso que me uniu à simpática Célia Mateus, a autora do blogue Cinquenta Mil Aventuras, que conheci quando decidiu participar na rubrica Agora Escrevo Eu.

A Célia gostou de ver o seu texto no meu blogue e o bichinho da escrita ganhou vida. Falou comigo, trocámos alguns emails, dei o meu ponto de vista sobre alguns assuntos e pouco tempo depois nascia o blogue da Célia, actualmente a viver na Alemanha. Podia dizer que é o melhor blogue para quem está prestes a iniciar a sua vida na Alemanha que não estaria a mentir. Mas estaria a ser injusto porque é muito mais do que isso. É um blogue com uma imagem apelativa e muito bem escrito. É o blogue de uma mulher, de uma mãe e de uma pessoa que partiu em busca de uma vida melhor.

Recentemente recebi um email da Célia que me revelou ter sido convidada para dar uma entrevista à rádio Antena1, inserida no programa Portugueses no Mundo. A Célia revelou também que tinha falado de mim na sua entrevista quando foi abordado o seu blogue. Por mais que tente não consigo explicar o que senti ao ler cada palavra da Célia. Tal como não consigo explicar o que senti ao ouvir a forma como falou sobre mim e o texto que me dedicou no seu blogue. Quem quiser pode ouvir a entrevista aqui.

A vida é feita de momentos destes. E os blogues são feitos de momentos destes. Pelo menos para mim. Não importam as visualizações, o número de seguidores, os gostos nas redes sociais nem fazer parte das listas dos mais isto ou mais aquilo. O que importa e o que dá sentido a um blogue é isto. É a honra e o orgulho de poder dizer que se inspirou alguém ou que se ajudou alguém a dar um passo que acaba por se verificar importante e certeiro.

Muito obrigado à Célia e à sua família. Olho para o seu blogue com um encanto especial por saber que humildemente ajudei a que ganhasse vida. Já valeu a pena ter criado o meu blogue. E por mim o blogue pode acabar hoje que a viagem já valeu a pena.

2.7.15

o dia em que me tornei tertuliano

Há algum tempo recebi um telefonema que tinha tudo para ser apenas mais um telefonema entre amigos. Do outro lado estava Tiago Miranda, o autor do blogue And This is Reality, que surpreendentemente tinha um convite para me fazer. Explicou-me que estava a organizar as Tertúlias Fashion Icon Frida Kahlo, que a ideia era juntar homens e mulheres numa conversa e que gostava que participasse na Frida Kahlo: A Mulher Emancipada, onde estaria à conversa com Sílvia Baptista. 

A minha surpresa foi ainda maior quando percebi que o meu nome estaria ao lado de nomes como João Moleira, Raquel Strada, Pedro Crispim, Raquel Prates, Adriane Garcia e Pedro Lucas. Mas como gosto de desafios respondi imediatamente que sim. "Vamos a isso", disse, colocando os nervos de parte por ter pela frente uma hora e meia de conversa num centro comercial. 

Esta nova experiência levou-me a viajar pela vida de Frida Kahlo. Descobri uma mulher marcada pela dor e sofrimento. Uma mulher que viveu uma vida amorosa complicada. Uma mulher que disfarçou os seus problemas físicos com roupas que passaram a ser vistas como moda. E acima de tudo uma mulher que fez o que quis, como quis e sem se preocupar com aquilo que pensavam dela. E neste sentido percebi que é uma mulher que ainda hoje é exemplo para muitas mulheres mais novas. Depois de criar a minha ideia lancei o tema no blogue para perceber como é que Frida Kahlo era vista pelas pessoas e percebi que essa era a imagem geral. 

Ontem, chegou o dia da tertúlia. Foi engraçado chegar a um centro comercial como o Cascaishopping e deparar-me com um cartaz que tinha o meu nome. Estava nervoso e receoso de que a experiência corresse mal mas assim que a conversa começou desapareceu o nervosismo. Para isto muito contribuiu a Sílvia Baptista, uma mulher divertida, culta, muito inteligente e excelente conversadora. Uma mulher com uma visão muito divertida (e acertada) do mundo feminino. Também ajudou a moderação do Tiago Miranda, sempre pronto para lançar uma picardia relacionada com a guerra dos sexos. 

Resumindo, o dia em que me tornei tertuliano acabou por ser uma experiência muito divertida. O tempo passou a correr. Falou-se da história de Frida Kahlo, da sua vida amorosa, do que significa para as mulheres, da intenção ou não dos seus actos,  da guerra dos sexos, de sexo, ligeiramente de religião e até do presente e da eventual existência (ou não) de uma Frida Kahlo nos dias que correm. Agradeço ao Tiago Miranda pelo convite que me foi feito. Agradeço à Sílvia Baptista pela agradável conversa. Obrigado às pessoas que estiveram presentes e que tornaram a experiência ainda mais agradável e a todos os que por lá passaram durante alguns minutos. E um obrigado muito especial à minha mulher que fez com que fosse possível estar presente na tertúlia. Fica uma imagem que espelha bem como decorreu a conversa.

8.6.15

porque a amizade cabe numa tshirt


Obrigado, sobretudo pela amizade, à Sara e ao David, que além de amigos, são pais de gémeos, o que motivou o nome do blogue Definitivamente são dois.


26.5.15

quando 1+1 é igual a 38

Ontem a minha mulher quis ir jantar fora. Não lhe apetecia jantar em casa pois vinha cansada do dia de trabalho. Isto foi o que me disse sendo que não preciso de muitos argumentos para ir jantar fora com ela. Basicamente basta que queira. Acho que ainda não acabou de falar e já estou a dizer que sim. Mas ontem o jantar parecia um pouco estranho até pela hora, diferente daquela a que costumamos jantar.

Lá fomos para o restaurante perto de casa. Até que, quando entro no espaço percebo que não vamos jantar os dois. O que parecia ser um jantar a dois foi afinal um jantar surpresa de aniversário com 38 pessoas que fizeram um barulho “infernal” assim que entrei no restaurante. Tudo isto foi obra da minha irmã e da minha mulher que uniram esforços para reunir todas aquelas pessoas.

Não há palavras que consigam explicar a sensação de entrar num espaço e encontrar pessoas que a vida colocou no meu caminho nas mais diversas fases do meu percurso. Começando pela família, passando pelo meu melhor amigo, por amigos mais recentes que o blogue me deu a conhecer, por amigos para quem outros olham como famosos, pelo grupo do ginásio, pelo grupo da equipa de futsal e até pelos amigos com quem convivo perto do trabalho. Pessoas que fizeram sacrifícios pessoais e também profissionais para estar presente num momento menos simpático para mim.

Não há palavras que descrevam a emoção que senti. Não há palavras que descrevam a sensação de ser acarinhado daquela forma. Existem gestos que não se esquecem. Que pelo menos não esqueço. Este é um deles. Sei que não foi fácil para muitas pessoas estar ali. Sei o que significou a presença. E isto é algo que nunca esquecerei. Por isso quero agradecer a todas as pessoas que fizeram da noite de ontem uma noite especial que nunca esquecerei. Estarei eternamente grato pelo que fizeram por mim e pela forma como quiseram assinalar o meu aniversário.

Quero também deixar aqui um gigantesco obrigado à minha irmã e também à minha mulher, as pessoas que estiveram na organização desta noite e que tiveram um trabalho enorme para conseguir reunir todas aquelas pessoas sem que desconfiasse de nada. Foi um jantar que nunca esquecerei. Tal como nunca esquecerei o vosso gesto. Dizem que os sentimentos são os melhores presentes do mundo (e os mais valiosos) e a noite de ontem foi prova disso mesmo. Amo-vos muito! Obrigado.

25.5.15

é tudo por agora (post que exige agenda)

Peguem na vossa agenda. Avancem até ao dia 1 de Julho. Mais especificamente até às 18 horas. Assinalem essa hora. Para já digo que é algo para os lados de Cascais. É tudo por agora.

23.5.15

pessoas que nos tocam

Acredito que não é necessário contacto físico nem proximidade física para que alguém nos toque. E isso é algo que o blogue me ensinou ao longo destes mais de três anos. Já tive a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas, já fiz amigos que vão ficar na minha vida e já conheci muitas pessoas bastante interessantes que infelizmente ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente.

A Teresa Chambel é uma do último grupo. Mas a quem ouso chamar amiga e colocar no grupo dos amigos que fiz. Nunca estive com a Teresa pessoalmente mas é alguém com um trato e sensibilidade que as suas palavras espelham na perfeição. Não sei precisar quantos emails já trocámos mas são os suficientes para ficar fã desta mulher que tem uma paixão enorme por “jardins”, não fosse ela a autora do blogue Um jardim para cuidar.

A Teresa acaba de lançar Um Jardim Dentro de Casa, o seu livro mais recente. Teve a amabilidade de me convidar para a apresentação da obra. Infelizmente, a lesão que tenho impossibilitou que estivesse presente. Além disso fez ainda questão de me enviar um exemplar do seu “menino” que me tem feito companhia nestes dias. Este não é um momento nada fácil para a Teresa, uma daquelas pessoas que nos tocam, a quem quero enviar um beijo e um abraço bem apertado.

Quanto ao livro, pouco há a dizer. É uma obra que todas as pessoas devem ter em casa. Mesmo aquelas que pensam não gostar da área ou que pensam que o seu apartamento não casa com este livro. Até podia desejar o maior sucesso do mundo à Teresa mas quem é assim não precisa de desejos porque faz mais do que suficiente para o alcançar. E por cá continuarei a assistir ao seu sucesso.

20.4.15

há sempre uma primeira vez (mesmo que não seja a primeira)

Devia ter os meus dez/onze anos quando fui atleta federado de atletismo. E essa foi a única altura da minha vida em que corri, normalmente os 3000 metros, em competição. De resto, corridas só no futebol ou em lazer e, mais tarde, no ginásio. Até que aceitei correr 12,5 quilómetros do Oikos Desafio 100, uma corrida solidária – pretendeu alertar para desperdício alimentar – com uma centena de quilómetros. Apesar de estar em boa forma física pois treino cinco dias por semana (em alguns deles duas vezes por dia) não costumo correr esta distância mas, assim que me foi endereçado o convite disse logo que sim.

No passado Sábado o despertador tocou às 5h45. E, poucos minutos depois das oito, chegava à Lourinhã para participar na corrida e ter o privilégio de correr “ao lado” de Rosa Mota, umas das figuras do desporto que marca a minha infância. Não sabia como é que a corrida ia ser nem sequer sabia que aguentaria até ao fim. Mesmo assim, estava hesitante entre testar-me e tentar um bom tempo ou aproveitar a paisagem e conversar um pouco durante o percurso. Optei pela segunda opção. Mas apenas durante o primeiro quilómetro da corrida. Depois percebi que isto ia cansar-me mais do que correr mais depressa e abri o passo, acabando por correr os 12,5 quilómetros em 1h09, naquele que foi um tempo melhor do que pensava fazer.

Não sendo a minha primeira corrida, foi a primeira em que contei com coisas como carros de apoio que me fizeram companhia em alguns momentos. Foi a primeira corrida em que tive pessoas na rua (fiz questão de cumprimentar todas por quem passei) a incentivar, a puxar por mim, a buzinar e até a explicar-me o caminho num determinado momento. Gostei da paisagem do percurso e das pessoas com quem corri. Optei por correr sem relógio – apenas com o iPhone no braço – o que foi uma vantagem. Como não mexi no telemóvel, não tinha a noção do tempo de corrida nem do percurso que faltava. Não saber isso é algo que não mexe com a cabeça e torna a experiência muito melhor. No final da corrida, o pensamento era apenas um: tenho de fazer isto mais vezes!

É impensável para mim não agradecer à Sara e ao David (os autores dos blogue Definitivamente são dois), os meus amigos da Margem Sul com quem fui até à Lourinhã e com quem comecei a correr. A nós três juntou-se a Lénia (autora do blogue not so fast) e os momentos partilhados a quatro foram bastante divertidos. Uma bela equipa que se juntou. Obrigado por tornarem o dia ainda melhor. Também tive a oportunidade de conhecer José Guimarães (De Sedentário a Maratonista) que ia correr 50 quilómetros num dia e outros tantos no dia seguinte. O melhor elogio que lhe posso fazer é que olhar para ele e para a sua atitude fazem com que se pense que correr a maior distância do mundo é a coisa mais simples da vida. Disposição essa que é contagiante e partilhada pela sua mulher com quem ainda corri um pouco.

Quero ainda agradecer à Andreia Vale e à Sara Antunes de Oliveira com quem corri pouco tempo mas o suficiente para protagonizar um dos momentos mais divertidos do percurso que foi saltar uma vedação (acho que nos enganámos algures) e voltar a enganar no percurso poucos metros depois. Quero também deixar o meu agradecimento ao João Moleira, o meu “colega” da maior parte do percurso. Obrigado pelo ritmo e por saberes o caminho. Um grande obrigado às figuras públicas que deram a cara a esta causa, aos corredores anónimos como eu que se juntaram a esta corrida e também à SIC, pela cobertura mediática que eventos desportivos como este merecem. Por fim, mas não menos importante, um agradecimento à organização que providenciou as condições necessárias para uma prova de excelência.

PS – Quem não participa numa prova destas (onde o convívio é muito superior à competição) não sabe o que está a perder.

10.4.15

diz que são três anos disto (e eles vieram dar os parabéns)

Parece que passaram três minutos. Ou três horas. Quanto muito três dias. Ou no máximo três semanas. Ou, num momento de loucura, três meses. Mas já lá vão três anos desde que criei o blogue. Parece que estou a acabar de publicar o primeiro texto mas, com este já são 3134 aqui publicados. Os comentários, onde estão incluídas as minhas respostas, são mais de 75 mil. As visualizações já passaram os dois milhões e cem mil. Os seguidores são mais de 1100. A isto juntam-se os quase 2000 gostos na página de facebook do blogue onde recentemente uma imagem conseguiu ter, até ao momento, 426(!) partilhas. A tudo isto juntam-se os mais de 2300 seguidores no instagram e os atrevidos 69 seguidores no twitter.

Não criei o blogue a pensar em nada disto. Nem sonhava sequer com um terço disto. Mentia se dissesse que este reconhecimento, que é o que estes números significam para mim, não me sabe bem. Porque sabe mesmo muito bem. Fazem com que a viagem continue a valer a pena e que o blogue continue a ser um refúgio onde gosto de estar. Obrigado a quem por aqui passa, de forma mais notada ou silenciosa. Obrigado a quem me critica para ser melhor. Obrigado a quem me dá força nos momentos menos bons. Não vos passa pela cabeça o bem que me fazem e o apoio que conseguem ser. Nunca terei as palavras justas para agradecer mas deixo aqui o meu eterno obrigado.

Num dia especial para mim, o blogue conta com a visita de alguns amigos especiais que passam por cá para me alegrar ainda mais. Obrigado também a vocês. Gosto muito de cada um de vocês. Por fim, mas não menos importante e muito mas mesmo muito importante, um gigantesco obrigado à minha mulher e à minha família. Não só pelo apoio mas porque são a fonte de muitos dos textos que aqui foram partilhados ao longo destes três anos.

Cláudia Vieira

Pedro Teixeira

Isabel Figueira

Ricardo Pereira

Sérgio Rosado

Agora, venham mais anos que este vício saudável está longe do fim.

18.2.15

a blogger menos in do pedaço

Conheço a Maria das Palavras apenas de nome. Já mantivemos algumas conversas por email mas não mais do que isso. E bastou também para que ficasse rendido à sua boa-disposição e humor. Gosto da forma simples e divertida como encara muitas coisas. Como tal, fui incapaz de recusar o seu convite/desafio para um duelo a dois, de modo a perceber quem é o blogger menos in do pedaço (título que a Maria garante ser seu). Calcei as luvas e fui à luta. Estas são as perguntas que me foram efectuadas.

1. Corres na marginal, fazes burpees ou tens um PT?
HSB: Dizer que faço os três conta? Mas tenho de explicar. A corrida é quando tenho tempo e um complemento ao treino diário. Os burpees (só de escrever já me dói) fazem parte do crossfit e considero que tenho um PT porque ando no ginásio do meu melhor amigo.

2. Comes pão ao pequeno-almoço?
HSB: Todos os dias! Torrado ou com fiambre e sem manteiga.

3. Onde pões couves: nos sumos, nas sopas ou em ambos?
HSB: Só na sopa. Não sou desses sumos.

4. Qual é a tua relação com o sushi?
HSB: Eu loucamente apaixonado por ele. Ele a levar-me o dinheiro que tenho.

5. Tens filhos, cães, gatos ou chinchilas?
HSB: Uma sobrinha e três peixes - os Yellow Brothers - servem como resposta?

6. Sabes o que é uma Marsala?
HSB: Uma garrafa de vinho dos arredores de Sicília, em Itália? Se existirem mais hipóteses, fico fã desta.

7. Em quantas paredes da casa tens papel de parede ou vinis com frases
ou passarinhos?
HSB: Em nenhuma! O mais parecido que tenho são duas ardósias. Uma na cozinha para que não me esqueça de que a vida é curta e que é melhor começar pela sobremesa e outra no WC social para recordar os visitantes de que estão a ser filmados. E tenho um "quadro" de alumínio no escritório onde diz "hoje há pipis" e que já fez as delícias dos funcionários da NOS.

8. Que percentagem aproximada da tua casa é composta por IKEA?
HSB: Cerca de 90% e se calhar estou a fazer contas por baixo.

9. Quantas iCoisas tens?
HSB: Tenho um Iphone 5 que os meus pais me deram no Natal e um Ipod shuffle que me deu a minha mulher. Caso contrário não existe iDinheiro para comprar iCoisas.

Aqui podem descobrir o significado destas perguntas e também qual de nós está menos in. Obrigado pelo convite Maria. Adorei e, se não me levas a mal, prefiro a minha opção para marsala.

21.1.15

quando falam de nós de forma inesperada

“Desenhador de Palavras: Homem Sem Blogue

A forma como se lê tem estado em mutação: de livros físicos e pesados passou-se para um pequeno e-reader, que pode alojar centenas — e até milhares — de livros com o peso de alguns gramas, e tornou-se também mais fácil publicar um livro: seja por facilidade de editoras, seja por facilidade em colocar um livro online. Este não é nenhum desses casos. É um livro? É um e-book? É uma publicação blogosférica? Bem, talvez seja um e-book blogosférico.

O Homem Sem Blogue é um blogue português, escrito por um jornalista de forma mais ou menos anónima, visto que, entretanto, o blogue passou a ter uma fotografia real do Bruno, o autor, na página inicial, e, além de incluir algumas publicações mais ou menos pessoais e opinativas, conseguiu surpreender quando Bruno decidiu publicar um texto intitulado de “Is this love?”.

Este texto, que viria a ser o primeiro de vinte capítulos, foi inicialmente publicado a 9 de setembro de 2013. Na altura era uma história solta, tal como Bruno comentou no blogue, mas o feedback recebido na altura fez com que decidisse continuar a história. E assim fez.

Em “Is this love?” é-nos apresentada a história de um rapaz e de uma rapariga, cujos nomes só sabemos mais tarde, que cresceram juntos e, por se terem afeiçoado um ao outro, acabam por se deixar influenciar pelos outros e consideram-se namorados. No entanto, à medida que vão crescendo, afastam-se e percebem que o que os une talvez não seja amor. Ou assim o pensam. Com a ida para a universidade, ela arranja namorado; ele arranja companhias diferentes para cada noite. Embora não combinem, todos os dias acabam por se encontrar num café, que ela frequenta com o namorado.

Um dia ela aparece sozinha no café e, para aproveitar uma oportunidade única, ele confessa-se apaixonado por ela e justifica todas as noites com mulheres diferentes como uma forma de tentar combater a solidão que ela criou quando lhe disse que namorava.

Fácil de ler, com capítulos curtos, cativantes, a vontade de os leitores lerem mais da história levou a vários comentários positivos. Os leitores não só queriam mostrar o agrado em relação ao que era publicado no Homem Sem Blogue, mas também queriam tentar adivinhar e sugerir desenvolvimentos.

Uma história com um desenrolar surpreendente e cuja publicação online, capítulo a capítulo, talvez tenha sido a maior arma de sucesso.”

Escrito por Sofia Costa Lima e retirado daqui.

Descobri este texto hoje quando a própria Sofia partilhou o link do mesmo num comentário que deixou no blogue. Fui apanhado de surpresa porque nunca pensei que aquilo que começou por ser um mero texto desse origem a mais dezanove. E muito menos esperava que pudesse resultar numa análise deste género. Com palavras e comparações inesperadas. É gratificante quando o nosso esforço e trabalho não passam despercebidos. Obrigado Sofia. E obrigado a todas as pessoas que por aqui passam diariamente ou ocasionalmente. Sem a vossa companhia não tinha piada.

13.1.15

mais coisas sobre mim e sobre o blogue

A simpática Sara, autora do blogue definitivamente são dois foi desafiada para um questionário. Por sua vez, desafiou-me a responder a um conjunto de perguntas que dão a conhecer um pouco mais sobre mim mas sobretudo sobre o blogue. Como adoro um bom desafio (ainda por cima vindo da Margem Sul), respondi com todo o gosto. Obrigado Sara!

1- Há quanto tempo tens o blog?
Criei o blogue no dia 10 de Abril de 2012. Está a caminhar para o seu terceiro aniversário.

2- Quais os temas abordados?
Tudo aquilo em que penso. Ao longo deste tempo posso dizer que poucas foram as ideias que resultaram num texto que acabou por não ser partilhado no blogue. Por norma, quando tenho a ideia escrevo e partilho.

3- Qual a tua maior motivação?
Mais do que motivação tenho o desafio de partilhar diversos temas novos diariamente. Não é uma obrigação e muito menos uma obsessão. É um desafio que faço a mim mesmo. Por outro lado, o blogue permite mostrar a minha escrita como ela é, sem filtros editoriais a que estou sujeito na minha profissão. Aquilo só dependo de mim e não estou ligado a uma linha editorial.

4- Blogs que segues diariamente/semanalmente?
Seria injusto destacar um. Na barra lateral tenho praticamente os mesmos blogues que tinha no dia em que criei o blogue. Uma das coisas que gosto de fazer na blogosfera é navegar de blogue em blogue. Entrar num e descobrir os blogues que são destacados pelo autor(a) desse blogue. E assim tenho descoberto blogues muito bons e interessantes sobre os mais variados temas que acabo por seguir. O teu é um deles, com a vantagem da relação de amizade ir além deste mundo virtual.

5- Significado do nome escolhido para o blog?
A primeira versão do blogue, a casinha de madeira, foi criada em cerca de trinta minutos. Uma das primeiras coisas a escolher foi o nome e a escolha foi rápida. Sou homem e na altura não tinha blogue.

6- Como defines esta experiência?
Tem sido uma aventura. Ao longo deste tempo aprendi muito mais do que podia imaginar. Até porque nunca perspectivei o crescimento que o blogue tem tido ao longo do tempo. Nunca pensei que pudesse ser alguém com quem as pessoas gostam de desabafar. Nunca acreditei que simples palavras e perspectivas pudessem ser tão úteis para outras pessoas. E não há dinheiro que pague tudo isto que acaba por se reflectir num crescimento pessoal.

7- Quanto tempo em média dedicas ao teu blog?
Quando tenho tempo livre dou um salto ao blogue. Mas por norma é pela manhã que lhe dedico mais tempo.

8- Já fizeste amizades através do blog?
Sim, várias. Já conheci pessoas maravilhosas (tu e o David são dois bons exemplos) com quem provavelmente nunca me iria cruzar caso não existisse o blogue. E isso é mais um ponto a favor da decisão de criar um blogue.

9- Resume a tua personalidade numa frase.
Gosto de acreditar que sou amigo dos meus amigos e que dou tudo pelas pessoas que amo sem pedir nada em troca.

10- Quais os objectivos em 2015 para o teu blog?
Nenhuns! Foi assim em 2012, voltou a ser em 2013 e também no ano passado. Este ano não é excepção. Já tive algumas propostas para outros “voos” mas continuo sem planear o que quer que seja. Acontecerá o que tiver de acontecer sempre sem planos antecipados e com ponderação no momento da decisão. Gosto de viver o momento e saborear esse momento ao máximo sem pensar no sabor de um momento futuro. Isso retira prazer ao que está a acontecer.

11- Qual o tema que mais gostas de abordar no teu blog? Porquê?
Não tenho nenhum tema específico. É curioso que alguns textos, que me dão muito prazer escrever, acabam por não ter grande impacto junto de quem me acompanha (e a quem agradeço pelo tempo que me dispensam) e outros, que não acho nada de especial, conseguem ter um impacto inesperado. Esquecendo os temas, gosto de textos que colocam as pessoas a debater o assunto. Gosto da troca de palavras com quem passa por aqui. Responder aos comentários e trocar ideias é uma das melhores experiências associadas ao blogue.