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31.7.17

uma data que todos devem celebrar hoje

Graças a uma cadeia de sex shops britânicas, celebra-se hoje o Dia Mundial do Orgasmo (que curiosamente casa com o dia que Quim Barreiros considera ser o melhor para casar). Brincadeiras à parte, este é um daqueles dias que deveria ser celebrado por todos. E não apenas hoje. Mas com frequência. Neste dia recupero alguns dados relativos ao sexo. Dados que foram apresentados após um estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

De acordo com este estudo, 22,7% das mulheres atinge sempre o orgasmo. Por sua vez, 42,8% diz ter orgasmos quase sempre. Já 17,4% diz que apenas o consegue em algumas vezes. E só 3,6% das mulheres, que fizeram parte deste estudo, diz nunca ter orgasmos. Estes números não podem ser afastados de outros, que dizem respeito à relação sexual. Para 16,5% das mulheres o orgasmo é atingido no coito vaginal. 14% na masturbação ou no sexo oral, mas nunca no coito vaginal. 11,8% só atinge orgasmo na masturbação e 5,5% somente no sexo oral.

Existe ainda um dado extremamente importante. MAIS DE METADE das mulheres - com relacionamentos estáveis - assume que gostaria que o parceiro a estimulasse mais e melhor a nível sexual. Estes números correspondem com uma realidade que muitas pessoas ainda ignoram. A começar pelo facto de os homens estarem mais interessados em receber estímulos do que em proporcionar os mesmos.

Muitas pessoas pensam que as mulheres apenas atingem orgasmo no coito vaginal. Estes números (que coincidem com muitos outros estudos) mostram que a realidade está longe de ser assim. Falar sobre isto é meio caminho andado para que os casais consigam estar perto da "sintonia perfeita" a nível sexual.

18.7.17

há coisas que nunca mudam e elas vão ser sempre umas...

O mundo tem tido um avanço fantástico. Nos carros, nas casas, nas tecnologias e em tudo e mais alguma coisa. Mas as mentalidade não conseguem acompanhar a velocidade das restantes evoluções. Em alguns casos até parece mesmo que existe um recuo no modo de pensar. E quando o tema são mulheres e roupa, acaba sempre sempre com a palavras puta.

Ariel Winter deu-se a conhecer enquanto adolescente. E algumas pessoas devem ter ficado presas nesses tempo. E não se apercebem de que a jovem já tem 19 anos. Está mais perto de ser uma mulher do que de ser uma menina de 12 anos. E que gosta de usar calções e tops (qual a jovem que não gosta?) e que gosta de partilhar imagens nas redes sociais.

Estes ingredientes resultam quase sempre em puta. Algo de que a actriz está a ser acusada por causa desta foto. E se já condeno críticas destas, até porque os homens nunca são vistos com o mesmo olhar crítico, abomino comentários como: "nenhum namorado deixaria a namorada andar por aí assim vestida". Mas os homens mandam nas mulheres? E nas roupas que usam? E ainda fico mais espantado porque estes comentários são feitos por jovens que conseguem ter mentalidades mais antigas do que muitas pessoas de gerações mais velhas.

5.7.17

moda: mulheres vs homens

Aquilo que de mais gosto na moda é a sua diversidade. Existem modas para todos os gostos e para todos os estilos. E tanto para homens como para mulheres. E assim é que a moda deve ser. Mas não acho que a moda deva ser copiada. Especialmente por sexos opostos. Ou seja, uma tendência feminina não tem de ser igualmente uma tendência masculina. E poderia passar muito tempo com exemplos que defendem o meu ponto de vista.

Mas pego num recente. Os lace shorts. Uma peça de roupa que muitas mulheres utilizam nesta altura do ano. E que ficam muito bem a sexo feminino. Para quem não sabe do que falo, aqui fica um exemplo.


Lá porque os lace shorts são um grande sucesso junto das mulheres, não têm de ser obrigatoriamente um sucesso junto dos homens. Mas a verdade é que alguém decidiu que deve ser igualmente uma peça que todos os homens devem ter no armário. Comecei este texto por aplaudir a diversidade da moda. E nada tenho contra aqueles homens que entenderem que isto é que são uns belos calções masculinos. Acho apenas que são feios para eles. E que ficam muito melhor quando vestidos por elas.

28.6.17

violência doméstica. é por isto que os homens não sei queixam

A violência doméstica ainda hoje é muito associada às mulheres. Isto enquanto vítimas. Quando se fala de violência doméstica facilmente se imagina uma mulher que é vítima de violência física e psicológica por parte do marido ou do namorado. Mas a verdade é que existem muitos homens que também são vítimas das companheiras. E se muitas das mulheres não apresentam queixa por medo ou na esperança de que eles mudem, já os homens não apresentam queixa por outro motivo.

Um homem que leva porrada da mulher é um fraco. É assim que todo o mundo olha para um homem que se queixa da mulher. E foi isto que aconteceu na Argentina. Um homem foi à esquadra de Polícia queixar-se da mulher. E no momento de apresentar queixa foi-lhe dito que era "um maricas". Por vergonha, o homem passou a ocultar aquilo que se passava. Resultado: foi apunhalado pela mulher no coração e morreu.

Este exemplo que chega da Argentina é o reflexo daquilo que se passa. Porque existe a ideia de que um homem bater numa mulher é "normal". Todos condenam - assim o espero - mas olham para esta situação como a esperada num cenário de violência doméstica. Quando os papéis se invertem, o homem é um cobarde. Por isto é que os números relativos aos homens são mais baixos do que aquilo que acontece na realidade. Porque eles ainda têm vergonha de apresentar queixa. E quando apresentam, arrependem-se logo.

26.6.17

o romantismo hoje é estúpido e maricas

Longe vão os tempos em que o romantismo era uma característica fundamental num homem. As mulheres sonhavam com um homem assim. Imaginavam cenários. Algo que o tal homem romântico iria fazer. E os homens, pelo menos parte deles, também gostavam de ter esta vertente romântica. Que não escondiam de ninguém. Não sendo necessário fazer do romantismo uma bandeira eleitoral, era algo que se assumia sem problemas.

Agora não. Agora um homem romântico é um "maricas de merda". Um homem assumir-se como romântico é quase tão grave e feio como dizer que vende droga. Quer dizer, traficar droga é de homem. É coisa de bad boy. Ser romântico é coisa de maricas. E a ideia que tenho é que o romantismo está pelas ruas da amargura. E as pessoas na casa dos vinte e poucos nem sabem o que isto é. Creio também que as mulheres já nem sonham com o tal romantismo que muitas outras procuravam num homem.

É certo que o romantismo também pode ser ajustado à realidade de cada um. Mas creio que para a geração mais nova passa por uma ida à discoteca da moda. Passa por um jantar no restaurante da moda. E pouco mais do que isto. O romantismo cabe entre estas duas coisas. Mais do que isto é entrar no domínio da homossexualidade. Esses é que são românticos. Homem que é homem bebe uma cerveja e arrota ao lado da mulher. E se o arroto fizer esvoaçar os cabelos da mulher é porque o romantismo está no limite desejado.

Creio que as mulheres mais novas não sabem o que é ser convidadas para jantar na casa de um homem. Que além de preparar o jantar, tem uma garrafa de vinho aberta quando chegam. E que tem músicas como Sweet Love, de Anita Baker, Turn Off The Lights, de Teddy Pendergrass, Don't Turn The Light On, de Mayer Hawtorne ou Get Here, de Oleta Adams a tocar.

Isto perdeu-se. Lá está, isto hoje é de homem estúpido. É de maricas. Homem que é homem oferece uma bifana à mulher e antes que acabe de a comer já está a tentar comê-la. à mulher, não à bifana. Isto é a prática comum dos dias que correm. Tal como se acredita que o homem romântico é um "coninhas" que vive na época dos filmes românticos. Não se aceita que o homem romântico também tenha o tal lado mais "carnal". Quando é muito mais fácil que um homem romântico tenha este lado do que aqueles que só têm este, consigam ter o tal lado romântico. De que, assim espero, as mulheres ainda gostam.

30.5.17

sexo: filmes vs vida real

Estas ilustrações, da autoria CollegeHumor, pretendem mostrar as diferenças entre o sexo que os filmes dão a conhecer ao público e aquilo que realmente acontece na vida das pessoas. De um lado, a imagem perfeita que um filme transmite. Do outro, as situações diárias que fazem parte da vida de todas as pessoas. Com maior ou menor exagero, e existindo a grande possibilidade de as pessoas negarem a realidade, o que aqui é referido, de forma divertida, não anda muito longe da realidade.

Filme

Realidade

Filme

 Realidade

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Realidade

 Filme

 Realidade

 Filme

Realidade

escolher um namorado igual ao pai... ou ao irmão

Certamente que já todos ouviram dizer que as mulheres têm tendência a escolher o namorado/marido à imagem do pai. Agora, surge um novo estudo que diz que as mulheres escolhem os homens com quem se relacionam à imagem do irmão. Numa primeira análise há quem olhe para estas ideias como absurdas. E talvez um pouco polémicas. Mas na realidade são mais do que normais. Pelo menos aos meus olhos.

As pessoas, sejam homens ou mulheres, passam boa parte da vida - em condições normais - junto dos pais. E refiro-me ao tempo em que se estão a formar enquanto adultos. E, mais uma vez em condições normais, lidam com um ideal de casal que passa pelos pais. Para quem olham como os protagonistas de um ideal de relação. Quem tiver irmãos, também passará muito tempo com eles. E esta realidade familiar acaba por estar muito presente na vida de cada pessoa.

Neste sentido considero normal que as pessoas escolham companheiros à imagem daquilo que conhecem como sendo bom. Por isso é que não olho para aquelas duas afirmações, a mais clássica e a mais recente, como sendo absurdas ou polémicas. Porque são bastante verdadeiras. E aplica-se a quase tudo na vida. Também temos tendência a escolher amigos com base naquilo que somos. Daquilo que conhecemos. E daquilo com que nos conhecemos.

Também existem aquelas pessoas que se atraem pelo oposto. Outra frase que é um clássico das relações. Nesta já acredito menos. Não numa fase inicial mas num futuro a longo prazo. Porque se as diferenças são muitas, dificilmente as pessoas vão conseguir manter-se lado a lado durante muito tempo. As diferenças acabam por levar a diversos pontos de ruptura no casal.

29.5.17

o soutien aos olhos dos homens

Acho imensa piada à imagem. Mas quero acreditar que já não existem homens para quem abrir um soutien é mais complicado do que resolver um cubo de Rubik.

17.5.17

um dos motivos pelas quais os homens têm menos roupa do que as mulheres

Regra geral os homens têm menos roupa do que as mulheres. Esta é a ideia que tenho. O que não implica que sejam mais poupados do que elas. E acho que existe uma forma muito simples de explicar a minha linha de raciocínio. A generalidade da roupa dos homens consegue manter-se na moda ao longo dos tempos. Já elas optam por roupa que acaba por sair de moda ao final de uma estação.

Cruzei-me com um artigo da Esquire. Neste são referidas as únicas dez t-shirts de que o homem precisa. E o motivo é porque nunca passam de moda. No meu caso ainda cortava mais um ou dois modelos desta lista. Olhando para o panorama geral, e enquanto homem, concordo que se trata de um exemplo perfeito daquilo que faz falta ao roupeiro de um homem.

1 - A clássica t-shirt branca. Que não necessita de qualquer explicação. Este modelo é da Levi's e custa 90 euros.

2 - A Henley t-shirt. Distingue-se pela gola redonda e pelos botões (entre dois a cinco). Esta custa 40 euros e é da Buck Mason.

3 - Marled Gray t-shirt. Tal como a primeira, é um modelo que praticamente se adapta a todo o tipo de roupa. Modelo Brunello Cucinelli, 312 euros.

4 - A t-shirt do marinheiro. Ficou celebrizada graças à marinha francesa e desde então que é um sucesso. T-shirt Ami, 98 euros.

5 - Mais riscas. As riscas horizontais ganharam fama com o modelo e cores anteriores. Mas existem mais opções. Burberry, 135 euros.

6 - Um modelo menos discreto que os anteriores. Há com desenhos, fotos, frases e tudo mais. É um modelo mais ousado do que os anteriores. 244 euros. Dsquared2.

7 - No mesmo registo da anterior mas com uma discrição muito maior. Modelo Noah, 43 euros.

8 - T-shirt com bolso. Mais um exemplo de algo que vai bem com tudo. A.P.C., 86 euros.

9 - Modelo básico mas com cor. Correndo o risco de ser redundante, mais um exemplo de algo que praticamente dá com tudo. 380 euros, Gucci.

10 - T-shirt de mangas compridas. Ideal para aquelas noites de verão mais frescas. 85 euros, Aime Leon Dore.

O valor das peças escolhidas pela Esquire é uma pequena fortuna. Mas é possível comprar as dez com o dinheiro da primeira. Ou até menos. Preços à parte, qualquer homem irá concordar com esta lista. Eu, que tenho dezenas de t-shirts, concordo com esta lista. O que está aqui basta. Chega e sobra. Até porque os homens têm uma característica especial. Que passa por vestir quase sempre as mesmas peças de roupa. E contra mim falo. Tenho muitas t-shirts para existe um núcleo duro que é muito mais usado do que as restantes. E se for analisar essas peças, enquadram-se nesta lista.

segredos para melhor sexo (sem tabus)

Existem pequenos detalhes que ajudam a que o sexo seja melhor. Quando assim é todos ganham. Porque todas as pessoas concordam que a relação é muito melhor quando existe uma sintonia perfeita no que ao sexo diz respeito. Neste sentido, existem especialistas que defendem pequenos segredos que devem ser seguidos pelos casais. Vamos a eles:

Ver pornografia a dois
Especialistas referem que é importante ver filmes a dois. Escolher os mesmos previamente e aqueles de que mais gostam. E não ter receio ou vergonha de debater, no final, aquilo de que gostam e não gostam. Porque isto acabará por ser passado para o quarto. Esta é a opinião do sexólogo Shan Boody.

Fazer o sexo durar
Existem muitos mitos em relação ao sexo, mais especificamente em relação à duração de uma relação. Muitas pessoas gostam de se gabar, dizendo que as suas relações duram muito tempo. Mas de acordo com diversos estudos, o tempo médio "ideal" de uma relação oscila entre os sete e treze minutos (sem incluir os preliminares).

Dizer-lhe que sabe bem
Está provado que as mulheres que sentem confiança em relação aos aspecto dos genitais estão mais abertas a diferentes actividades sexuais. E mais facilmente atingem o orgasmo porque estão relaxadas. Quando um homem faz sexo oral a uma mulher deve revelar-se entusiasmado com o que está a fazer. Deve elogiar a mulher e dizer que sabe bem, explica Debra Herbenick.

Demorar o seu tempo
A imagem de uma alguém nu mexe com as pessoas. É algo que liberta dopamina e oxitocina. Mas o efeito rapidamente desaparece. O que faz com que a parte em que o casal se despe deva ser vivida sem pressas.

Os ouvidos também são importantes
"A diferença entre um gigolo e um homem normal é que o gigolo ouve e presta atenção aquilo que a mulher quer na cama". Daí que ouvir seja importante. Não deve haver receio de perguntar o que ela quer na cama. E, já agora, convém perguntar quando não estão na cama. É a opinião de Helen Fisher.

Levar a cozinha para a cama
Todos os alimentos que são bons da cintura para cima, também são da cintura para baixo. Uma má alimentação irá ter um impacto negativo na relação. Uma boa alimentação irá ajudar.

Tomar um duche
Não está provada a existência de alguma feromona que faça com que alguém seja irresistível para os outros. Por isso, nada melhor do que um banho antes das relações. Quanto muito podem deixar uma peça de roupa na casa da outra pessoa para que estejam sempre presentes. É a opinião de Tritram Wyatt.

Sem grandes preocupações
É capaz de ser uma declaração mais polémica mas a relação sexual não é tudo. E esta é a ideia que os homens têm de perceber em vez de estar sempre a pensar se vai correr bem ou não. Um conselho é esquecer o sexo (penetração) durante um mês. Fazer tudo menos isso. Quando os homens percebem que a penetração não é tudo, as coisas correm muito melhor, defende Emily Wentzell.

O ambiente
Para que o sexo seja perfeito a mulher tem de estar relaxada. O ambiente ajuda neste domínio. E aqui "vale" tudo. Desde pouca luz a velas, música e partilha de fantasias. Um estudo prova que um bom abraço de 30 segundos aumenta os níveis de oxitocina e antecipam o desejo de sexo. É o que diz Ian Kerner.

Cowgirl invertida
Descobrir qual a posição sexual que mais a estimula. Normalmente é a mulher em cima, voltada de costas para o homem, posição conhecida com cowgirl invertida. Refere Beverly Whipple.

Tocar-lhe em todo o lado
Um toque sensual liberta oxitocina, que por sua vez mexe com o desejo sexual da mulher. As massagens com óleo são uma excelente opção e algo que tem impacto nos dois. É a opinião de Carol Cassell.

9.5.17

porque as mulheres são más

Na sequência deste post, chegou-me este vídeo. As mulheres são más! E continuo a defender que existem coisas que não devem ser partilhadas com a pessoa com quem estamos.

8.5.17

o momento em que elas elogiam o (isso mesmo) deles

"O teu pénis tem o tamanho perfeito", diz ela.

Ele fica todo contente.

"É que o do meu ex-namorado era muito grande", acrescenta ela.

True story. Acabei de ler e vendi como comprei.

A ser verdade, existem informações que não necessitam de ser partilhadas entre casais. São dados que podem ficar no arquivo sem que ninguém se aborreça com isso.

26.4.17

ninguém quer ser rejeitado

Ninguém gosta de ser rejeitado. Seja no que for. Ninguém gosta de levar uma “tampa” da mulher ou homem de quem gosta. Ninguém gosta de ficar de fora das escolhas dos jogos entre amigos. Ninguém gosta de não ser escolhido numa entrevista de emprego. Ninguém gosta de ficar de fora de um jantar de amigos e por aí fora pois os exemplos são mais do que muitos. Mas uma coisa é não gostar de ser rejeitado. Outra completamente diferente é não saber lidar com isso e viver na ilusão de que só os outros é que são rejeitados.

Defendo isto porque faço parte de uma geração em que a rejeição era algo normal. Provavelmente todos os meus amigos levaram “tampas” na adolescência. Mesmo os mais populares e aqueles que se julgavam a última bolacha do pacote. Algo que agora parece ser algo controlável. E um conceito que se “vende” e oferece em tudo e mais alguma coisa. Até nas aplicações que prometem fazer com que todos encontrem a sua cara metade (ou alguém com quem passar umas horas agradáveis).

Primeiro surgiram as aplicações que prometem juntar almas gémeas. Depois aquelas que são sinceras e não escondem que o intuito das mesmas é saciar o desejo sexual dos utilizadores que, em jeito de bónus, até podem encontrar o amor das suas vidas quando apenas procuravam uma boa sessão de sexo. Estas promessas estão de mãos dadas com uma série de filtros que vão do peso a detalhes como tatuagens no corpo, piercings e tudo e mais alguma coisa.

Mas isto não basta! É preciso associar a ideia de que ninguém será rejeitado, conceito que normalmente significa pagar algo pois, como dizia o meu professor de economia na faculdade: não existem almoços grátis. Já não basta dizer que a aplicação serve para isto ou para aquilo. Agora as aplicações são para os melhores dos melhores. Para os mais inteligentes. Para os mais bonitos. Para aqueles que têm os melhores corpos. É um mundo onde não existe espaço para os rejeitados.

E esta ideia cativa toda um vasto número de pessoas. A começar porque todos acham que têm os requisitos necessários para fazer parte do tal universo de vencedores. Todos querem estar a nadar no tal aquário frequentado por vencedores e onde os pescadores são também vencedores. Por outro lado, porque todos têm medo da rejeição. Mesmo que eventualmente ocorra numa rede social. E em muitos casos os melhores acabam por estar fora do aquário onde todos querem mergulhar. Mas a sociedade está direccionada para o aquário dos vencedores. E mal daqueles que lá não querem estar.

porque as mamas continuam a ser censuradas nas redes sociais

As mamas continuam a ser censuradas nas redes sociais. Mesmo quando o motivo é alertar para a prevenção para o cancro da mama, uma doença que rouba a vida a muitas mulheres (e também a homens). Mas a MACMA (Movimento de Ajuda ao Cancro da Mama) continua a contornar a censura com bastante criatividade, fazendo com que a mensagem (às vezes pesada) seja transmitida de forma mais ligeira. Aqui fica o exemplo mais recente.

20.4.17

um dos maiores problemas das relações

Num destes dias falava com um amigo que parece ter deixado de acreditar no amor. Conversámos um pouco sobre o tema e dei-lhe a minha opinião sobre o tema. Aquele que considero o motivo pelo qual as pessoas deixaram de acreditar no amor. E aquele que acaba por ser também um dos maiores problemas das relações. E quase tudo pode ser resumido com a falta de paciência.

Hoje as pessoas não têm paciência para as outras pessoas. E se é assim com amigos e no trabalho, também acaba por ser nas relações. Ao mínimo problema vai cada um para seu lado. Uma pequena discussão dá imediatamente origem a uma separação. Sem que as pessoas percebam que provavelmente vão ter essa mesma discussão com a próxima pessoa. E com a que se segue depois dessa. Porque os problemas são normais. As discussões são normais, o que é diferente de constantes. E qualquer casal irá deparar-se com problemas ao longo da relação. Por mais curta ou longa que possa ser.

Só que as pessoas não querem problemas. Não têm paciência para eles. E mandam tudo à merda porque alguém arrumou uma peça de roupa fora do sítio ou por outro motivo qualquer igualmente insignificante. E isto tanto se aplica a casais que namoram há pouco tempo como acontece com aqueles que estão casados há muito e que até já têm filhos. Simplesmente não existe paciência para nada. Muito menos para os problemas das relações.

E quando não existe paciência torna-se quase impossível que as pessoas se tolerem. Que percebam que muitos problemas não passam de uma tempestade num copo de água cuja resolução é muito mais fácil do que fazer as malas e sair de casa. Enquanto não se perceber isto, todas as relações vão parecer um bicho de sete cabeças ou um enigma de resolução praticamente impossível.

18.4.17

dinheiro vs amor

O amor é uma coisa muito bonita. É um sentimento muito nobre. Que por norma une duas pessoas que acreditam ser capazes de vencer qualquer adversidade. Nada irá conseguir abalar o amor do casal. A relação é tão forte que resiste a todas as tempestades. Até que... surge o dinheiro na equação. E aí o amor nem sempre resiste...

Cruzei-me com um casal numa papelaria. Estavam a apostar no euromilhões. O homem colocou as suas chaves e disse à funcionária que podia somar à sua conta as chaves da mulher. Gerou-se ali uma brincadeira e o casal disse que os prémios iam para a conta dos dois e que nunca seria um problema. E acabaram por recordar o casal português que acabou a disputar o prémio do euromilhões no tribunal.

Este casal é o exemplo de que nem sempre o dinheiro é vencido pelo amor. Em muitos casos acontece o oposto. Este casal estava muito bem. Ganharam o primeiro prémio do euromilhões e começou a guerra pelos milhões. A chave é minha. Fui eu que meti o boletim e por aí fora. E dividir o dinheiro nem fez parte da equação. Do ponto de vista teórico todos os casais dizem que seriam incapazes de passar por isto. Acredito que estas duas pessoas também o dissessem mas acabaram no tribunal a disputar o dinheiro.

O dinheiro, principalmente quando é muito, muda as pessoas. E quase sempre para pior. Destaca-se a ganância que em muitos casos abafa todos os sentimentos que possam existir. E muitos casais não sabem lidar com isto. Curiosamente, também acontece o inverso. E estou a referir-me apenas aos casais. Muitos problemas dos casais são relegados para segundo plano enquanto existe dinheiro – e não tem de ser muito – para levar a vida que sempre levaram. Quando falta o dinheiro surgem as discussões. E por norma vai cada um para seu lado.

Teoricamente falando, o amor vence tudo. E nenhum casal assume que seria capaz de mudar por causa do dinheiro. Mas quando os cenários que envolvem dinheiro deixam de ser hipotéticos e passam a ser reais... aí tudo muda. Aí nem sempre vence o amor. Ou então percebe-se que o amor é uma coisa completamente diferente daquilo das “borboletas no estômago”, é mais “tostões no banco”. Felizmente, ainda existem casos em que o amor realmente consegue ser superior a isto.

12.4.17

estás grávida? ou gorda?

Existe uma situação que pode dar origem a um momento constrangedor. É aquele momento em que alguém está próximo de uma mulher que aparenta estar grávida. E a quem se dá os parabéns pela gravidez. Mas... na realidade a pessoa está apenas com peso a mais. Confesso que nunca me aconteceu isto mas conheço pessoas que já passaram por esta situação. Até posso partilhar um episódio protagonizado por um amigo jornalista.

Este amigo ligou a uma actriz para lhe perguntar se estava grávida. Isto porque fotos recentes davam a entender que poderia estar. Lá fez o telefonema e tudo descambou quando percebeu que a mulher em questão estava na realidade com peso a mais do que é habitual em si. Ela não gostou da pergunta e a situação só não foi mais estranha porque estavam ao telefone. Presencialmente teria sido bem pior.

Tal como conheço esta história, muitas pessoas certamente conhecem outras. Ou já protagonizaram algo semelhante. E isto não tem nada de errado. A pessoa não sabe e pode ser induzida em erro. Até porque nem todas as barrigas de grávida são iguais. Tal como nem todas as barrigas de quem tem excesso de peso são iguais. Mas uma coisa é isto acontecer ocasionalmente na vida de alguém. Outra coisa, já a fugir para o ridículo, é transformar isto num programa de televisão.

É verdade! Na Holanda estreou um programa que está a destacar-se pela polémica. Um dos jogos deste programa passa por ter mulheres a rodar numa plataforma giratória. E os concorrentes, homens, têm de adivinhar se as mulheres estão grávidas ou apenas gordas. Noutro dos jogos, olham fixamente (e de muito perto) para as mamas de mulheres, tentando adivinhar se são verdadeiras ou falsas. Estes são apenas dois exemplos dos jogos do concurso.

Quanto ao programa, pouco pode ser dito. Sendo que existe um ponto que nunca deve ser ignorado: só vê quem quer. Mas aquilo que mais me intriga, além da falta de qualidade dos conteúdos, é o motivo pelo qual mulheres se prestam a isto. Qual é a mulher que se presta a uma figura que passa por ser ridicularizada por homens num programa de televisão.

Ficar ali à espera que opinem. Que digam, entre gargalhadas, se está grávida ou apenas gorda. Que fiquem ali à espera que eles adivinhem se as mamas são naturais ou se têm implantes mamários. Posso estar errado mas quero acreditar que o dinheiro que recebem – se é que isso acontece – não será assim tanto que justifique uma figura que é um passo dado na direcção errada aquela por que tantas mulheres lutaram, lutam e vão continuar a lutar.

5.4.17

devia existir um limite. não sei qual mas devia

Acabo de me deparar com imagens de uma rapariga que não corta as unhas desde 2014. São três anos sem cortar as unhas, o que faz com que já tenham atingido um tamanho considerável. Conseguiu ter fama no seu país mas assume que deixou de conseguir efectuar algumas tarefas diárias normalmente. Para dar apenas um exemplo, tem dificuldade em enviar mensagens escritas.

O caso desta jovem é um exemplo de extremos. Mas cruzo-me com tantas mulheres que têm unhas com um tamanho considerável que dou por mim a pensar nas limitações que acabam por ter em coisas bastante básicas. E daqui o meu pensamento salta para o limite que deveria existir para o tamanho das unhas delas. E neste sentido só mesmo as mulheres é que podem dizer qual o ponto em que as unhas deixam de ser confortáveis.

Não sei se o passar do tempo faz com que qualquer tarefa se torne simples. Também sei que as mulheres devem olhar para homens com barbas de dimensão considerável e pensar na mesma coisa, nas eventuais complicações que a mesma representa. E falei da barba porque foi a primeira coisa que me ocorreu. Nada tenho contra mulheres com as unhas muito grandes apesar de não esconder que não sou fã das mesmas. Acho que a beleza acaba por se perder.

3.4.17

violência doméstica

Por norma associa-se a violência doméstica às mulheres, enquanto vítimas, e aos homens, no papel de agressores. Esta é a imagem que a sociedade retém de um tema bastante sensível. Até porque a mediatização do tema está associada a mulheres que são vítimas e também porque a maioria dos homens – e existem muitos – que são vítimas de violência física por parte das mulheres acabam por não apresentar queixa. E o motivo é simples: têm vergonha de reconhecer que são agredidos por mulheres. Encaram isso como sinal de fraqueza.

Não escondo que quando se fala de violência doméstica faço, numa primeira análise, o raciocínio que referi. Mas quando assim é recordo de imediato uma cena que assisti, em tempos, numa discoteca. Homem e mulher (provavelmente ex ou namorados) estão no bar. Nota-se que estão a discutir. O homem mantém-se calmo e a mulher bastante exaltada. Esta situação arrasta-se durante alguns minutos. O homem sempre calmo. A mulher sempre exaltada.

Apesar da insistência da mulher, ele parece preferir ignorar a sua presença. Até que a mulher dá-lhe um estalo. Não se ouviam palavras mas parecia que ele nada dizia enquanto ela discutia muito. O homem não tem qualquer reacção ao estalo. A mulher continua a discutir. E volta a dar-lhe um estalo. E aí o homem reage, dando um murro à mulher. E outro, até que são separados. Saíram da discoteca e algum tempo mais tarde quando saí estavam os dois, na presença de agentes da Polícia, à porta da discoteca. O homem permanecia calmo e ela berrava, com o olho negro.

Se não tivesse testemunhado a situação iria imediatamente pensar que a culpa era somente dele. Teria em conta as marcas no rosto dela e a postura de ambos. Mas vi aquela mulher “massacrar” aquele homem até que ele perdesse a paciência. Quase que parecia que tinha um qualquer objectivo que passava por aquele fim. Naquele caso têm os dois culpa. Tem ele porque, mesmo perdendo a paciência, não pode dar dois murros à mulher, e tem ela porque depois de violência verbal partiu para a violência física.

Abomino a violência doméstica. Aliás, abomino qualquer tipo de violência como sendo a solução para o que quer que seja. Mas quando o tema é a violência doméstica torna-se bastante complicado emitir uma opinião. Porque a sociedade ainda olha para as mulheres como vítimas, mesmo quando são agressoras e para os homens como culpados, mesmo quando são vítimas. E tentar explicar isto, salientando que são realidades existentes, mesmo em menor número, é uma tarefa quase impossível.

24.3.17

amor nas redes sociais

Há quem procure amor em todo o lado. E desde há muito que as redes sociais são um dos espaços onde as pessoas mais procuram o seu príncipe (ou princesa) encantado. Isto é algo que remonta ao tempo do chats de conversação onde todos tinham um nick e em que as conversações começavam quase sempre por "Oi. dd tc?"

O tempo foi passando e surgiram outras redes sociais onde a interacção permanece mas em que é possível descobrir muitos outros detalhes sobre as pessoas. A isto juntam-se as fotografias. Tudo ingredientes que adensam ainda mais o apetite de quem procura alguém numa rede social. O que não tem nada de errado. Aquilo que considero é que 90% das pessoas estão interessadas em sexo, relegando o amor para segundo plano.

O que faz com que não perceba a forma como algumas pessoas ainda estranham determinados comportamentos dos utilizadores das redes sociais. Especialmente quando estamos a falar de redes sociais viradas para a proximidade íntima e não para os sentimentos. As pessoas recorrem as fotos que nem sempre são suas, mentem em relação à vida e não só e dizem procurar coisas que realmente não querem. E isto tem um objectivo: sexo casual. Ou algo mais se o sexo até for bom.

Com isto não quero dizer que não existam histórias de amor que tenham nascido nas redes sociais. Duas almas gémeas que o mundo virtual juntou. Acredito nisto. Mas será sempre uma excepção. Será sempre uma percentagem pequena. A maioria, mesmo aqueles que fingem procurar o amor da sua vida, procura sexo, recorrendo a frases feitas e a clichés que apelam ao sentimento de alguém provavelmente mais vulnerável.