Mostrar mensagens com a etiqueta moda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta moda. Mostrar todas as mensagens

31.3.19

até falava da colecção de roupa unissexo da zippy, mas prefiro falar de moçambique

Por estes dias só se tem falado da supostamente polémica colecção de roupa da Zippy. Parece que meio mundo está escandalizado com as peças de criança que se destacam por ser sem género. Algo que no meu tempo, e só tenho 37 anos, se chamava unissexo. Como não encontro nada chocante nisto, não perco tempo a alongar-me sobre o assunto. É o que é e só compra quem gosta. E pelas fotos parecem ser peças bem giras.

Prefiro centrar-me na catástrofe que assolou Moçambique. Já perdi conta ao número de peças jornalistas que vi sobre o assunto e em todas fiquei emocionado. Sendo que destaco algo que encontrei em todas elas. Estou a falar da total ausência de uma vontade cega de culpar alguém. Ninguém perde tempo a culpar este ou aquele.

Vi uma peça em que um homem, descalço, andava no meio da lama a limpar estradas. Este homem tinha ficado sem casa e dizia apenas que os trabalhos corriam dentro do previsto. Vi uma mulher grávida que só deseja uma casa para que o filho possa nascer, dizendo que o passado era isso mesmo. Vi pessoas falarem de pessoas que viram morrer com uma postura completamente diferente.

Aqui, andamos a discutir a polémica em relação a uma colecção de roupa. Já aquele povo, que lida com uma tragédia que não se deseja a ninguém, ensinam uma lição que só não aprende quem não quer. Ou quem prefere olhar para peças de roupa como se fossem balas ou bombas atómicas.

10.4.18

não sou fã de coisas estupidamente caras

Não sou fã de coisas estupidamente caras. E já lá vai o tempo em que dava 120 euros por umas calças de ganga sem pensar que estava a pagar um valor excessivamente absurdo por algo tão simples. Respeito as marcas mais caras, sou fã de muitas que ainda me conseguem fazer ter vontade de comprar alguma peça ocasionalmente, mas cada vez mais gosto de marcas que lutam contra preços excessivos.

Foi assim que me apaixonei pela Hawkers. Principalmente quando soube que tinha partido da ideia de que é absurdo pagar uma fortuna por alguns óculos escuros e que serviria de prova de que é possível ter uns bons óculos, com umas boas lentes por um preço em conta. E foi assim também que passei a gostar da Bratleboro, marca de relógios com o mesmo ideal.

E gosto deste tipo de marcas por diversos motivos que vão além do preço em conta. Também analiso a qualidade e o design. E em ambos os casos gosto daquilo que têm para oferecer. E mal de quem acredita que para ter um visual "fashion" é preciso gastar uma fortuna em roupa e acessórios.





25.7.17

agora todas gostam de hitler...

Eis que de repente Hitler passa a ser uma cor. E a culpa é da BelleChic e do seu tote bag que está a correr o mundo. Aquilo que poderia ser apenas mais um artigo de moda tornou-se em algo viral. E a culpa é da frase que aparece no saco. "My Favorite Color is Hitler", é aquilo que todas as pessoas estão a ler. Na realidade a mensagem é outra. Que até faz mais sentido. Mas praticamente ninguém repara nela.

5.7.17

moda: mulheres vs homens

Aquilo que de mais gosto na moda é a sua diversidade. Existem modas para todos os gostos e para todos os estilos. E tanto para homens como para mulheres. E assim é que a moda deve ser. Mas não acho que a moda deva ser copiada. Especialmente por sexos opostos. Ou seja, uma tendência feminina não tem de ser igualmente uma tendência masculina. E poderia passar muito tempo com exemplos que defendem o meu ponto de vista.

Mas pego num recente. Os lace shorts. Uma peça de roupa que muitas mulheres utilizam nesta altura do ano. E que ficam muito bem a sexo feminino. Para quem não sabe do que falo, aqui fica um exemplo.


Lá porque os lace shorts são um grande sucesso junto das mulheres, não têm de ser obrigatoriamente um sucesso junto dos homens. Mas a verdade é que alguém decidiu que deve ser igualmente uma peça que todos os homens devem ter no armário. Comecei este texto por aplaudir a diversidade da moda. E nada tenho contra aqueles homens que entenderem que isto é que são uns belos calções masculinos. Acho apenas que são feios para eles. E que ficam muito melhor quando vestidos por elas.

26.6.17

quem se recorda do pé de gesso?

Entre muitas outras coisas, faço parte da geração do pé de gesso. E agora que penso nisso, recordo-me imediatamente daqueles fatos de treino com forro. E da trabalheira que dava vestir aquelas calças. Mas voltando ao pé de gesso. Sou de uma geração que só aceitava meias brancas quando usadas pelo Michael Jackson. Ele tinha estilo. Ele podia. Os outros não. E tendo em conta que não sou o Michael Jackson, faço parte daqueles que não as podiam usar.

Não podiam usar. Mas isso não impedia que tivesse muitas meias brancas. Daquelas com uma risca vermelha e outra azul. E daquelas com duas raquetas. Eram as famosas meias da raqueta. "Olha aquele com pé de gesso", dizia-se sempre que alguém usava umas. "Coitado, partiu os pés", brincava-se. Basicamente, todos aqueles que as usassem eram péssimos em moda. E ainda não havia nada dos fashion police e fashion advisers que hoje sabem como todos se devem vestir. Naquela altura, na minha adolescência, as meias brancas eram feias. Não se usavam. Todas as pessoas sabiam disso. Ponto final.

Num passado mais ou menos distante tive a ideia de dançar com a minha sobrinha nas festas populares. Fiz uma entorse e acabei com o pé ligado durante alguns dias. Altura em que recriei a meia da raqueta. Que curiosamente fez algum sucesso. Com pessoas a rir e comentar quando olhavam para a minha meia. Sem saber, parecia que já estava a adivinhar o que aí vinha.


Como a moda é de ciclos, parece que as meias brancas estão novamente na moda. Especialmente com calções. Há até quem pague 80 euros por umas meias brancas. Que agora já não dão direito a rótulo de pé de gesso, mas a de homem com estilo.

17.5.17

um dos motivos pelas quais os homens têm menos roupa do que as mulheres

Regra geral os homens têm menos roupa do que as mulheres. Esta é a ideia que tenho. O que não implica que sejam mais poupados do que elas. E acho que existe uma forma muito simples de explicar a minha linha de raciocínio. A generalidade da roupa dos homens consegue manter-se na moda ao longo dos tempos. Já elas optam por roupa que acaba por sair de moda ao final de uma estação.

Cruzei-me com um artigo da Esquire. Neste são referidas as únicas dez t-shirts de que o homem precisa. E o motivo é porque nunca passam de moda. No meu caso ainda cortava mais um ou dois modelos desta lista. Olhando para o panorama geral, e enquanto homem, concordo que se trata de um exemplo perfeito daquilo que faz falta ao roupeiro de um homem.

1 - A clássica t-shirt branca. Que não necessita de qualquer explicação. Este modelo é da Levi's e custa 90 euros.

2 - A Henley t-shirt. Distingue-se pela gola redonda e pelos botões (entre dois a cinco). Esta custa 40 euros e é da Buck Mason.

3 - Marled Gray t-shirt. Tal como a primeira, é um modelo que praticamente se adapta a todo o tipo de roupa. Modelo Brunello Cucinelli, 312 euros.

4 - A t-shirt do marinheiro. Ficou celebrizada graças à marinha francesa e desde então que é um sucesso. T-shirt Ami, 98 euros.

5 - Mais riscas. As riscas horizontais ganharam fama com o modelo e cores anteriores. Mas existem mais opções. Burberry, 135 euros.

6 - Um modelo menos discreto que os anteriores. Há com desenhos, fotos, frases e tudo mais. É um modelo mais ousado do que os anteriores. 244 euros. Dsquared2.

7 - No mesmo registo da anterior mas com uma discrição muito maior. Modelo Noah, 43 euros.

8 - T-shirt com bolso. Mais um exemplo de algo que vai bem com tudo. A.P.C., 86 euros.

9 - Modelo básico mas com cor. Correndo o risco de ser redundante, mais um exemplo de algo que praticamente dá com tudo. 380 euros, Gucci.

10 - T-shirt de mangas compridas. Ideal para aquelas noites de verão mais frescas. 85 euros, Aime Leon Dore.

O valor das peças escolhidas pela Esquire é uma pequena fortuna. Mas é possível comprar as dez com o dinheiro da primeira. Ou até menos. Preços à parte, qualquer homem irá concordar com esta lista. Eu, que tenho dezenas de t-shirts, concordo com esta lista. O que está aqui basta. Chega e sobra. Até porque os homens têm uma característica especial. Que passa por vestir quase sempre as mesmas peças de roupa. E contra mim falo. Tenho muitas t-shirts para existe um núcleo duro que é muito mais usado do que as restantes. E se for analisar essas peças, enquadram-se nesta lista.

16.5.17

aqui está uma bela moda para elas

O Verão está quase a chegar. O calor aumenta. As noites quentes pedem festas. Tal como os finais de tarde. Multiplicam-se as sunset parties. E os bares e discotecas organizam festas temáticas em quase todas as noites da estação mais quente do ano. Isto levanta uma questão: o que vestir? E as mulheres dão por si a pensar na roupa que vão levar a cada festa.

Levo esta roupa? Mas já levei à festa do outro dia. E se está lá alguém que também estava na outra festa? É capaz de ser melhor levar outra roupa. Mas também não vou levar a peça x que vai ficar a cheirar a tabaco. No final de contas... o que vestir? A resposta é bastante simples. Nada! Vestir nada. E diz que é uma moda internacional que tem cada vez mais fãs.

Isso significa ir nua às festas. Sim! Quer dizer... não! Ou melhor... quase. A moda é vestir fita-cola preta. Sim, isso mesmo. Tal e qual ao que soa. Diversas mulheres, em especial em Miami, nos Estados Unidos da América, optam por este visual ousado na hora de ir sair com as amigas. De forma resumida, recorrem à fita-cola preta para tapar os mamilos e a zona genital. E pouco mais do que isso. O trabalho fica a cargo de "estilistas" especializados nesta arte que tem cada vez mais fãs. Para provar que não estou a brincar, deixo a sugestão para um visual.


PS - Não é brincadeira! É mesmo moda.

2.5.17

aquela cara...

... que fazes quando percebes que o convite era para uma gala e não para um jogo de paintball.

21.4.17

pergunta sem sentido

"Quem seria capaz de usar isto?", é uma pergunta feita com frequência no mundo da moda. E é a pergunta que muitas pessoas estão a fazer em relação às novas calças e calções criados pela Levi's em parceria com a marca francesa Vetements. Isto porque os modelos em questão destacam-se por ter mais fechos do que o comum, um deles situado na parte traseira.


A pergunta não faz sentido porque se foi criado é porque alguém irá usar. Poderá não ter o impacto desejado e acabar por ser visto como um fracasso mas nem acho que seja o caso. Estão reunidos os ingredientes para que seja um sucesso de vendas. As marcas em questão estão associadas a celebridades. E basta que uma apareça com o modelo para que os seguidores comprem. O preço é outro aliciante. Os calções custam 850 euros e as calças 1450, algo que confere o carimbo de "luxo" de que tantas pessoas gostam. Se é caro, compro. Sendo que o gosto em relação à peça depende de cada pessoa.

Esta situação faz-me recordar um episódio que aconteceu quando trabalhava numa loja de roupa. Na altura recebemos um casaco da Pepe Jeans que era peculiar para a altura. Havia quem gostasse e quem odiasse. O que é verdade é que poucas pessoas olhavam para ele, por mais que fosse mudado de sítio na loja. Quando alguém pegava no casaco era uma festa na loja. Mas ninguém o comprava. Tal como estes modelos, era considerado uma coisa esquisita. "Quem seria capaz de usar isto?", diziam.

Até que Cristiano Ronaldo, na altura no Manchester United e ainda longe do mediatismo que tem hoje, aparece na capa de uma revista com esse casaco vestido. Era a única peça que lhe cobria o tronco. O casaco passou a ser um sucesso. Era caro (não tanto como estas peças) e passou de patinho feio a caso de sucesso. Os exemplares foram todos vendidos e as pessoas iam à loja à procura do casaco. E estes modelos, entre tantos outros exemplos, têm tudo para seguir o mesmo caminho.

19.4.17

a diferença entre ser cool ou piroso

Se for passear e fazer compras para a Avenida da Liberdade munido com o tradicional saco azul da loja Ikea irei passar por piroso. Porque ninguém vai às compras com um saco de 0,50 cêntimos de uma loja. Se bem que, nos tempos que correm, e numa cidade como Lisboa, já existe a possibilidade de até ser visto como cool. Mas, tendo em conta as lojas que por ali se encontram, a maioria das pessoas irá achar que sou piroso.

Mas se for passear e fazer comprar para a Avenida da Liberdade com um luxuoso saco azul da Balenciaga irei ser imediatamente cool. Porque não é qualquer pessoa que anda às compras com um saco de luxo que custa qualquer coisa como 1700 euros. Aqui não restam dúvidas. A maioria das pessoas irá olhar para o meu saco como sendo um sinal de bom gosto. Se bem que tanto o primeiro como o segundo cenários podem variar de pessoa para pessoa.

Aquilo que tem mais piada é que ambos os sacos são bastante semelhantes com a Balenciaga a ser “acusada” de copiar o famoso saco da loja sueca. Numa primeira análise, com base em fotos, parecem mesmo iguais. Obviamente tudo muda quando se fala dos materiais dos mesmos. Já para não falar do preço de ambos. Também tem a sua piada que o saco azul da Ikea vai deixar de existir.


15.3.17

o crop top que choca o mundo

Devo ser um caso raro mas confesso que não fiquei minimamente chocado com o crop top que aparentemente está a chocar muitas pessoas. A peça em questão foi lançada pela Urban Outfitters na Austrália e tem um preço de aproximadamente 15 euros. A peça é esta.


E digo que não fico chocado porque parece-me uma peça que a maioria das jovens era capaz de usar. E tenho esta opinião com base no que vejo na rua tal como a oferta que as lojas disponibilizam. Já para não falar das roupas que são usadas nos vídeos de música ou que são vestidas por fenómenos mundiais que posteriormente partilham as imagens nas redes sociais.

Analisando tudo isto, olho para esta peça como um eventual fenómeno de vendas. Especialmente se for usado por alguma celebridade. Aquilo que me “choca” é algo que não é exclusivo desta peça. E estou a referir-me ao exagerado preço por tão pouco tecido. De resto, é apenas mais uma peça de roupa.

14.3.17

é disto que gosto

Longe vão os tempos em que gastava muito dinheiro em roupa. É verdade que os tempos eram outros, as responsabilidade outras e tinha uma vida completamente diferente. Mas, por exemplo, cheguei a gastar 120 euros numas calças de ganga de que gostava muito. Hoje seria incapaz de o fazer. Considero manifestamente exagerado gastar aquele valor numa peça de roupa.

E por isso é que sou, cada vez mais, fã das lojas que oferecem qualidade (em muitos casos a mesma das marcas mais caras) a um preço muito mais baixo. E foi neste sentido que fui conhecer a primeira (de quatro) loja OVS em Portugal, situada perto da minha casa, no Almada Fórum. E fiquei rendido. Porque é meio caminho andado para me conquistar vender t-shirts a 7,99 ou 9,99 euros, valores que considero justos para aquela peça de roupa.

Mas se já gastei algum dinheiro em roupa, agora também não compro apenas por ser barato. Aquilo que procuro é uma relação de equilíbrio entre a qualidade e o preço. E ao contrário daquilo que muitas pessoas ainda pensam, é possível ter qualidade a um preço mais reduzido. Tenho t-shirts mais baratas como tenho algumas com um preço um pouco mais alto. E o tempo de vida das mesmas anda ela por ela. Mas isto digo eu que não me guio pelo valor elevado de algo, seja no que for.

No caso específico desta marca italiana fiquei adepto da qualidade das t-shirts bem como da forma como vestem. Quando a isto se junta um preço que considero justo, está tudo reunido para ficar fã da loja. De resto, posso estar a ser tendencioso por ser homem mas pareceu-me que a colecção masculina da OVS ganha à oferta para elas. E deixo aqui dois exemplos de t-shirts que acabaram por vir comigo para casa.


7.3.17

diz que é moda para elas

Diz que está na moda. Acredito mais numa forma de protesto público contra a censura das redes sociais em relação ao corpo das mulheres.


14.12.16

acho que era isto que queriam escrever....


Sempre que leio que Gigi Hadid foi eleita a modelo do ano, nos Fashion Awards, fico com a ideia de que se trata de um erro e que queriam escrever Kendall Jenner.

5.12.16

o bom mau exemplo de um estilista

Tom Ford é apenas mais um caso de alguém que recusa vestir Melania Trump, a futura primeira-dama dos Estados Unidos da América. Esta decisão tem levantado alguma polémica mas consegue ser um bom e um mau exemplo. E começando pelo lado mau pode dizer-se que é uma decisão discriminatória. Quanto a isto não há dúvidas. E esta decisão é da inteira responsabilidade do criador. Se Tom Ford não quer vestir, não veste. Assunto encerrado.

Por outro lado, Tom Ford consegue dar um bom exemplo. Um dos argumentos para não vestir Melania Trump é por considerar que as suas criações são muito caras para uma mulher de um presidente norte-americano. E não está em causa se Melania (ou outra primeira-dama) tem dinheiro para comprar a sua roupa. O estilista considera que uma primeira-dama deve usar roupa mais barata de modo a estar mais perto dos cidadãos. E isto é algo com que concordo. Dando um salto até à realeza, basta ver o sucesso que pessoas como a rainha Letizia ou a duquesa Kate Middleton fazem quando aparecem com roupa com preços acessíveis, como é o caso da marca Zara.

Tom Ford só fica mal na fotografia quando defende tudo isto mas não tem problemas em vestir Michelle Obama. Porque isto já não bate certo com o seu discurso que considero acertado quanto à proximidade com o povo. E considero um erro transformar algo como as roupas de Melania num caso político contra o marido.

23.10.16

porque não é (só) agora que se "inventa com cada coisa"

Já quase todas as pessoas disseram algo como "agora inventa-se com cada coisa" sempre que se vê uma qualquer novidade numa determinada área. Como por exemplo acontece com a moda. Muitas pessoas ficam espantadas com certas criações. Pois bem... vamos viajar até à moda masculina de 1970. E depois fica a questão: quanto tempo para tudo isto voltar?










Fotos tiradas do site BoredPanda