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26.6.21

consumo excessivo de televisão pode afectar a saúde mental

O alerta chega em forma de estudos. De acordo com três novos trabalhos, dados a conhecer pela America Heart Association, o consumo excessivo de televisão nos 40s, 50s e 60s aumenta o risco de vir a sofrer problemas relacionados com a saúde mental no futuro. Os trabalhos em questão analisaram o consumo de conteúdos televisivos durante os períodos de lazer. Foram ainda realizados testes cognitivos e análises aos cérebros daqueles que participaram nos estudos.  

Os resultados mostram que aqueles que reportaram um consumo televisivo moderado ou excessivo eram aqueles que tinham um maior declínio cognitivo na parte do cérebro que nos ajuda a tomar decisões, a ouvir, a ver e a controlar os músculos. É realçado ainda que o impacto da actividade física não ser suficiente para contrariar os efeitos negativos do muito tempo passado em frente à televisão. De acordo com os resultados obtidos, o aumento de uma hora no tempo médio diário passado em frente à televisão leva à redução de 0,5% do volume de massa cinzenta do cérebro. 

 

O que fazer para alterar a situação? 

 

Posto isto, fica a questão: o que fazer para alterar esta situação? Os especialistas recomendam que pegues num livro ou que vás fazer uma caminhada sempre que tiveres vontade de pegar no comando da televisão. E as opções não se esgotam por aqui. Dançar, praticar desporto aeróbicos, tratar do jardim, jogar ténis ou andar de bicicleta são apenas algumas sugestões. Bem como correr, nadar e, entre outras, saltar à corda. Quanto ao consumo televisivo, é sugerido que moderes o mesmo.

21.3.21

c-seed apresenta o primeiro televisor microled dobrável de 165 polegadas

O mercado de televisores acaba de receber uma aquisição de luxo. Nada menos do que uma televisão de 165 polegadas. E se já estás impressionado com o tamanho, fica a saber que a criação da C-Seed é 4K, destacando-se ainda por ser um microLED dobrável.  

Baptizado de M1, este aparelho sai silenciosamente do chão de tua casa, assemelhando-se a uma obra de arte em forma de coluna. Depois, desdobra-se e transforma-se num televisor de 165 polegadas. Que fará com que a experiência de ver televisão se transforme em algo completamente diferente. Parecendo que estás a protagonizar um qualquer filme de ficção científica no conforto do teu lar. 

 

O M1 chega ao mercado em Julho de 2021 com um preço de 329 mil euros 

 

A nova aposta da marca austríaca está a ser anunciada como o primeiro televisor microLED dobrável de 165 polegadas. Como seria de esperar, um televisor com estas características vem equipado com tudo aquilo de melhor a que tens direito. Quer seja a nível de qualidade de imagem ou som. Preto, preto mate, dourado e prateado são as cores com que chegará ao mercado. 

 

Um detalhe que poderá não ser apreciado por todos é que este televisor é mais caro do que muitas casas. Sem esquecer que nem todas o podem receber, devido às dimensões. O M1 terá um preço de 329 mil euros e as vendas deverão iniciar-se em Julho de 2021.  


23.9.20

o (raro) fenómeno chamado cristina ferreira

O mundo (televisivo nacional) parou quando Cristina Ferreira trocou a TVI pela SIC. Voltou a parar quando a apresentadora fez a estreia no canal com o seu novo formato. Voltou a parar (e ficou boquiaberto) com a saída repentina da SIC para voltar à TVI. E volta a parar hoje (23) para ver a estreia de mais um novo formato. Isto depois de já ter parado para ver um último Você na TV! ao lado de Manuel Luís Goucha.

Podemos não gostar da apresentadora. Podemos não gostar da mulher. Podemos achar a voz irritante. Podemos dizer que se veste mal. Podemos dizer que é saloia. Ou que é feia. Ou que é gorda. Ou que é magra. Ou que isto ou aquilo. Isto dependerá sempre de cada um. Mas aquilo que ninguém pode colocar em causa, gostando ou não de Cristina Ferreira, é o seu profissionalismo. É a ambição de ser a melhor no que faz. A sede de vencer. Bem e à sua maneira. E a forma como mexe com a televisão em Portugal.

Num breve exercício de memória, não encontro uma pessoa que consiga isto. Que deixe meio mundo a pensar naquilo que vai fazer. Que parem em frente à televisão para assistir a uma estreia, a um programa, ao que quer que seja. É verdade que Cristina Ferreira também perde. Mas no momento da vitória, ganha como poucos. Aliás, como mais ninguém. E este mérito ninguém lhe tira.

18.4.20

há por aí fãs de lei e ordem: unidade especial?

Elliot Stabler está de regresso ao pequeno ecrã. O detective de Lei e Ordem: Unidade Especial será a estrela de uma nova série de televisão da NBC. Ou seja, o actor Christopher Meloni voltará assim a vestir a pele do personagem numa série da autoria de Dick Wolf, o criador de Lei e Ordem. Sabe-se, para já, que estão encomendados 13 episódios desta nova série.



De acordo com algumas informações reveladas pelos órgãos de comunicação social norte-americanos, a série irá acompanhar Elliot Stabler enquanto este está a liderar a divisão de crime organizado da NYPD. Matt Olmstead será o argumentista deste novo projecto. Arthur W. Forney irá juntar-se a Dick Wolf no papel de produtor executivo. Bem como Peter Jankowski. A produção ficará a cargo da Universal Television.

Esta será a primeira vez que o actor voltará a aparecer desde que deixou Lei e Ordem: Unidade Especial. Algo que aconteceu em 2011, na altura em que a série estava na 12ª temporada. Na altura foi dito que o detective estava retirado das forças de autoridade. Até ao momento não existe nome nem data de estreia prevista para a nova série.

7.1.20

em 2020, os super-heróis não têm mãos a medir

2019 fica marcado pela estreia de filmes como Vingadores: Endgame. O que faz com que seja complicado superar o sucesso deste filme. Ainda assim, os super-heróis não têm mãos a medir em 2020. Da Marvel à DC, existem diversos filmes que já têm estreia anunciada. E que estão na lista dos mais aguardados deste anos. Como é o caso destes:

Birds of Prey (e a Fantabulástica Emancipação De Uma Harley Quinn)
Harley Quinn está de volta, para assumir o protagonismo. E é já a 6 de Fevereiro.




Bloodshot
Estás farto de ver Vin Diesel em Velocidade Furiosa? Pois bem, em Bloodshot será um super-herói. Há quem diga que o filme é uma mistura de John Wick com Robocop. Estreia a 13 de Março.




Viúva Negra
A protagonista é Scarlett Johansson e aqui entre nós, tendo em conta a linha temporal do filme, prepara-te para veres o Homem de Ferro que fez chorar tanta gente em Vingadores: Endgame. Chega aos cinemas a 1 de Maio





Mulher-Maravilha 1984
Diz que é um dos filmes mais aguardados de 2020. E o trailer mostra deixa antever um grande filme. Está nos cinemas a 4 de Junho.




Venon 2
O primeiro chegou ao cinema em 2018 e foi uma boa surpresa. Vem aí o segundo, novamente com Tom Hardy. A estreia norte-americana está agendada para Outubro. Por cá não deverá ser muito diferente. No final do primeiro ficámos a saber o que aí vem.




Eternals
Mais uma aposta da Marvel. Angelina Jolie e Richard Madden estão no elenco e estão prometidos personagens que fazem a estreia no cinema. Ainda não tem data de estreia para Portugal.

The Falcon and the Winter Soldier
A Disney+ (deverá chegar a Portugal no final de Março, Abril) irá apostar em série com super-heróis que só tinham estado no cinema. Esta é uma delas e Anthony Mackie e Sebastian Stan são os protagonistas. Deverá estrear no Outono.




WandaVision
Por fim, mais uma série da Disney+. E mais uma vez, personagens só vistos no cinema. Diz que será um produto muito bom e os fãs estão curiosos em relação ao que aí vem. Ainda não tem data de estreia.

21.5.19

o final da guerra dos tronos (sem spoilers) e afins

Devo começar por dizer que vi apenas um ou dois episódios de A Guerra dos Tronos, não tendo ficado preso à série. Irei dar uma segunda oportunidade, até porque me dizem que fica melhor com o avançar dos episódios, mas não ter acompanhado até ao fim não significa que não possa assistir à febre que sempre existiu em torno da série. Aquela que muitos garantem ser das melhores de sempre.

Quer seja no trabalho ou no ginásio, ouço conversas sobre A Guerra dos Tronos, personagens, trama e afins. Sendo que nos últimos tempos noto uma desilusão generalizada. Parece que os fãs da série estão muito desiludidos em relação ao final da história. Existe mesmo uma petição, com mais de um milhão de assinaturas, a pedir que a última temporada seja refeita.

E é este ponto que me leva a este texto. Porque acho comum que séries de culto, principalmente aquelas que tendem a arrastar-se no tempo, nunca têm finais que agradem a todos. Nem que seja porque é impossível a agradar a uma legião de milhões de fãs. Uma das consequências do sucesso é arrastar algo bom. Porque existe a tentação de ganhar muito dinheiro com um produto. E quanto mais se estica, mais complicado é o processo. E é por isto que acredito que os finais tendem a desagradar aos fãs.

12.3.19

isto é tudo muito bonito até que aparece uma atriz porno

Vamos começar pelos clichés:

- As mulheres devem apoiar-se umas às outras;

- Não devemos julgar os outros pela aparência;

- Todos merecemos uma segunda oportunidade;

- Não devemos rotular alguém apenas por uma coisa que fez;

(E podia passar o dia a debitar frases feitas que ficam sempre bem partilhadas numa rede social)

Mas tudo isto vai por água abaixo quando aparece uma atriz porno nas nossas vidas. Quando isso acontece, as mulheres não se defendem umas às outras. Nesse momento, julgamos as pessoas pela aparência. E não existem segundas oportunidades. Fazemos questão de rotular as pessoas pelo que escolheram fazer em determinado momento das suas vidas.

Sónia Gomes está a tentar a sua sorte no amor no segundo programa televisivo. Já tenha tentado ser feliz em "First Dates" e agora aparece em "Quem Quer Casar com o Meu Filho?". Mas esta não é uma concorrente qualquer. Esta é uma antiga atriz porno. E todas as pessoas devem saber isso. Porque fazemos questão que assim seja. Até porque uma "porca" que "fazia sexo" em filmes badalhocos não é boa para ninguém.

Nenhum concorrente de nenhum programa é um antigo pasteleiro que agora trabalha numa loja de desporto. Ninguém é rotulado de nada. Menos quando queremos salientar algo que achamos negativo. E Sónia nunca será Gomes, será sempre Kel. Será sempre uma "vaca" e uma "porca" que aparecia em filmes para adultos. E todos temos direito a clichés fofinhos, menos a Sónia e pessoas como ela. Porque gente dessa não presta. É o que temos.

1.2.19

será este homem o próximo batman?

O próximo filme totalmente centrado em Batman irá estrear em 2021 e é certo que Ben Affleck não será o homem morcego. A história será centrada num Bruce Wayne mais novo, o que limita a lista de actores que possam ser escolhidos para o filme. Diz que Richard Madden, o protagonista da série "Bodyguard", é um dos fortes candidatos ao lugar.




Aprovo por dois factores. Em primeiro lugar, e mais importante, é bom actor. Além disso, tem aquilo que considero ser fundamental para dar vida ao super-herói: queixo à Batman.

28.1.19

e por falar em netflix...

Aquilo que despoletou o texto anterior foi a partilha de uma mini maratona para acabar de ver a série "Bodyguard". Já tinha ouvido falar muito da série, tinha começado a ver mas depois dediquei-me a "Narcos: México", antes de fazer uma pequena pausa. Depois disto, entreguei-me aos episódios que faltavam de "Bodyguard".

É uma boa série, uma espécie de - com as devidas comparações - "24:" mas sem relógio. Fica a porta aberta para a continuidade, o que fará com que seja ainda mais semelhante à série de Jack Bauer, sendo que caso não seja para continuar, também se aceita.

Independentemente disto tudo, é daquelas séries que recomendo. É curta (6 episódios) mas com episódios um pouco longos. Ainda assim, o movimento faz com que se veja muito bem.

9.1.19

manuel luís goucha vs cristina ferreira

Começo por dizer que não sou o maior fã de Manuel Luís Goucha nem de Cristina Ferreira. Algo que não me impede de ver e reconhecer o talento em ambos para aquilo que escolheram fazer a nível profissional. Também não sou o maior fã dos formatos que apresentam, o que não me impede de perceber se são, ou não, bem feitos do ponto de vista daquilo que oferecem. Depois desta introdução, posso dizer algo que sempre defendi (ou acreditei) e que passava por entender que Manuel Luís Goucha estaria mais do que preparado para "anular" Cristina Ferreira numa guerra de audiências que teve início nesta semana.

Mas os números mostram que estou errado pois Cristina Ferreira tem aniquilado o antigo parceiro das manhãs da TVI, com audiências que quase a dobrar os números do mítico Manel. Como tenho estado a trabalhar a partir de casa ao longo dos últimos dias - obrigado constipação - aproveitei para ver as primeiras edições do novo programa das manhãs da SIC. E analisando o formato não estranho os resultados de Cristina Ferreira. Porque o produto é substancialmente melhor do que a concorrência e, acima de tudo, diferente.

Cristina Ferreira insiste na ideia da casa que está aberta a todos. E tudo isto está muito bem explorado. Tal como os conteúdos e convidados estão a conseguir prender o público. Isto sem esquecer o factor novidade que leva a que muitas pessoas, tal como eu, a querer descobrir aquilo que consegue fazer sozinha. Cristina soube ainda escolher a equipa que ajuda a colocar o programa de pé diariamente. Misturando tudo isto numa panela, o resultado é algo diferente em relação aquilo que as pessoas estão habituadas a ver nas manhãs televisivas.

E a continuar assim, terá a ser a TVI a arrepiar caminho, ficando a ideia de que apostas como dar destaque ao marido do apresentador não chega para prender as pessoas. No meio disto tudo, e sem ter culpa de nada, está Maria Cerqueira Gomes que lida com dupla pressão. Será sempre comparada com Cristina Ferreira ao mesmo tempo que tem a missão de ver o programa vencer a guerra das audiências. Por fim, fica também a ideia de que as amizades são muito bonitas enquanto não existem valores mais altos que as colocam à prova.

4.1.19

este casal está a fazer sexo em directo na televisão?

Este é um dos vídeos do momento e foi captado durante a passagem de ano em Times Square, Nova Iorque, Estados Unidos da América. Já se tornou viral, sempre acompanhado desta questão: o casal ali à frente entrou em 2019 a ter relações sexuais em directo na televisão?

11.11.18

casamento e pesadelo

Já tinha revelado ser fã da versão australiana de "Casados à Primeira Vista", programa que acabou por chegar a Portugal pelas mãos da SIC. E tal como já tinha acontecido em outros países, também por cá existiu alguma polémica com muitas vozes a defenderem que não é mais do que brincar com o casamento. Tenho acompanhado a versão portuguesa e não estou descontente com o que tenho visto.

Acho apenas que os portugueses têm o defeito de achar que todos os programas exigem um apresentador, quando não é assim. Nada tenho contra a Diana Chaves mas não acrescenta nada ao programa. Estar lá ou existir apenas uma voz, seria a mesma coisa. De resto, acho que numa fase inicial chegou a ser confuso porque existiam muitos saltos entre pessoas e casais que acabavam por baralhar as coisas. A partir daí, é um programa interessante que está ao nível daquilo que via na edição que acompanhava mais de perto.

O pior de "Casados à Primeira Vista" é mesmo o horário a que o programa é emitido. Durante a semana concorre com programas fortes e ao domingo bate-se com "Pesadelo na Cozinha", que continua a liderar as audiências. Vamos na segunda edição, os escândalos já não são tão fortes como na primeira, mas as pessoas continuam presas ao ecrã para descobrir o que irá acontecer ao restaurante visitado por Ljubomir Stanisic. E só falo das audiências porque existem lutas desiguais que matam a continuidade de bons programas, considerados um fracasso a nível de audiências.

29.6.18

casavas com um desconhecido?

No instagram do blogue já tinha revelado ser fã da edição australiana de "Married at First Sight". Para quem não sabe do que falo, trata-se de um reality show que tem como ponto de partida o casamento de vários casais que não se conhecem.

Depois da festa segue-se a lua de mel, viver juntos, viver na casa do noivo, viver na casa da noiva, passar uns dias afastados e, por fim, decidir se a relação continua depois do programa, que dura oito semanas.

Semanalmente existe um jantar com todos os casais e uma reunião com especialistas em que decidem se querem continuar no programa. Se um quiser desistir e o outro continuar, têm de continuar. Os três especialistas são os responsáveis por juntar os casais.

Por cá estamos habituados a ter programas que estão centrados na confusão e polémica. Já este, é um exemplo de algo bem feito. O objectivo é que os casais se apaixonem, vivendo aquilo que todos os casais vivem. Não existem rasteiras nem incentivos à confusão.

Os momentos tensos existem quando os casais não se entendem ou quando estão todos juntos, altura em que as diferentes personalidades se revelam. É por tudo isto que gosto de ver o reality show que passa na SIC Mulher. E é algo que recomendo a quem procura algo diferente.

17.4.18

vamos lá falar do final de la casa de papel

Finalmente acabei de ver o final da primeira temporada de La Casa de Papel (não confundir com final da primeira parte pois existe uma confusão em torno do número de temporadas da série espanhola. É apenas uma temporada que a Netflix partiu em duas partes depois de comprar a série). Não vou falar sobre a série para não estragar o prazer de quem ainda não viu. Digo apenas que é uma das melhores séries que vi nos últimos tempos porque está realmente muito bem pensada a todos os níveis.

Durante todos os episódios só apenas num momento é que pensei que a série iria transformar-se numa grande porcaria. Era um mero detalhe que podia fazer toda a diferença, mas que acabou por ser recuperado de imediato. De resto, tudo bom. O início, meio e final. E espero que não caiam na tentação de fazer uma segunda temporada. Porque é o tipo de série que não merece continuidade. Não tem lógica!

Sei que neste momento existirá uma grande tentação de prolongar o sucesso da série. Mas isso também poderá ser um grande tiro nos pés. Porque a perfeição pode dar lugar a algo mau e a imagem que fica é sempre a final. De resto, tenho de eleger Pedro Alonso (Berlin) como o melhor ator na série. Tudo em si é perfeito. Por mais simples que seja a fala ou o momento, é genial no que faz. E quem não viu esta série... não sabe o que anda a perder!

6.4.18

fez merda, né?

Gosto de séries que misturam ficção com realidade. Que aproveitam o entretenimento para dar mais encanto a um documentário. E que utilizam esse mesmo entretenimento para colocar o dedo na ferida em relação a alguns temas mais quentes. Sabia que O Mecanismo - nova série da Netflix - era assim. O que já chegava. Saber que era de José Padilha - o mesmo de Narcos e Tropa de Elite - melhor ainda.

Depois, existe um pormenor que acaba por ser um "porMAIOR". Para quem não sabe, O Mecanismo aborda a operação Lava Jato, um dos maiores escândalos do Brasil que envolve lavagem de dinheiro, entre muitas outras coisas. Apesar de a série não mencionar os nomes verdadeiros dos envolvidos, facilmente se percebe quem são. E dois dos visados são Lula da Silva e Dilma Roussef. Que querem boicotar a série. E isto é mais um motivo para ver. É sinal de que o dedo está mesmo a tocar na ferida.

Já vi alguns episódios e o registo acaba por ser semelhante a Narcos e Tropa de Elite. O que é um grande elogio que pode ser feito. Destaco Selton Mello, que dá vida ao polícia que esteve envolvido no início do escândalo. E como ele diz, numa frase que até já está a ser estampada em T-shirts,: "Fez merda, né? Vamo comigo que a gente vai desfazer essa merda".

Para quem procura algo novo e bom, recomendo a série. E deixo aqui o trailer de O Mecanismo, que é um dos temas do momento no Brasil. Aliás, no momento da estreia, transformou-se num dos tópicos mais comentados nas redes sociais.

23.3.18

la casa de papel e o destaque dado à menina Tóquio

Sou apenas um dos muitos fãs da série "La Casa de Papel". Sou também fã de Úrsula Corberó, que dá vida a Tóquio, uma das protagonistas da história. Só não sou daqueles que ficam totalmente rendidos à beleza e sensualidade da actriz. Até porque acho que muitas pessoas estão a desvalorizar Esther Acebo (Mónica Gaztambide), que tem algo de muito interessante. Muito mais do que Úrsula.

12.2.18

não está na moda, mas...

As séries de televisão são um fenómeno cada vez maior. Tanto para quem vê como para quem faz. Pois os actores não se importam de fazer parte de um projecto que acaba por ser uma excelente fonte de rendimento, em caso de sucesso. Depois, existem séries que andam na boca do mundo. São as séries que são populares em todo o lado e de que toda a gente fala. E mal daqueles que não são fãs dessa séries. Uma pessoa quase que é apedrejada em praça pública se disser que não vê A Guerra dos Tronos, apenas para dar um exemplo.

Assumo que sou um consumidor de séries. Mas não sou muito de tendências. Não vejo apenas porque sim. Ou porque todas as pessoas falam disso. Por exemplo, só descobri Lost muito tempo depois de todas as pessoas passarem a vida a falar da série. E, não sendo do contra, gosto de descobrir séries das quais ninguém fala. Porque a verdade é que existem muitas séries de qualidade (novas e antigas) que não são tão populares como uma A Guerra dos Tronos. E das quais ninguém fala.

A primeira vez que ouvi falar de A Pecadora foi numa sugestão da Netflix. Acabei de ver algo e apareceu o trailer da série que tem Jessica Biel como protagonista. O tempo foi passando e ontem lá experimentei ver a série. Que tem por base uma mulher que, aparentemente do nada, mata um homem na praia à facada. E nem a mulher sabe explicar o motivo pelo qual matou o homem. Aquilo que começa por parecer confuso acaba por prender a pessoa à televisão. Dei por mim a devorar quatro episódios sem ficar com sono.

Ainda não ouvi ninguém falar desta série de oito episódios, que é exclusiva Netflix. Mas depois de ter devorado os episódios, é uma série que recomendo a todos aqueles que procuram algo diferente. E que gostam de séries que nos deixam a pensar em tudo e mais alguma coisa, na esperança de adivinhar o desfecho da trama. É também uma boa oportunidade para ver Jessica Biel num papel completamente diferente da menina bonita da maioria dos filmes que faz.

23.1.18

queres sentir-te velho? é só clicar aqui (eu avisei)

Nada melhor do que começar dia com a sensação de que estamos a ficar "velhos". Por isso, fica a saber que Richard Dean Anderson - o eterno MacGyver - faz hoje 68(!!!) anos.



22.6.17

uma espécie de guilty pleasure

Nesta altura do ano adoro ver os programas de futebol. E não me refiro aqueles onde todos gritam e ninguém diz nada de jeito. Para esses não tenho paciência. Gosto é daqueles programas em que se fala de jogadores. Dos que vão ser comprados. Dos que vão ser vendidos. E de todos os outros. Acompanho estes programas quase como um reality show. Só ainda não será este ano que aponto todos os negócios avançados, de modo a perceber os que realmente aconteceram.

29.5.17

pesadelo nas cozinhas portuguesas

Sou fã do programa Pesadelo na Cozinha. Tal como já era, há muito, fã de Kitchen Nightmares, de Gordon Ramsay, que é basicamente o mesmo programa. A essência do programa é boa. E está muito bem construído. Existem pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Como os funcionários dos espaços falarem com um ar "desleixado" e "abatido" antes da intervenção do Chef Ljubomir Stanisic e "arranjados" e "animados" após a mudança.

Apesar de existir uma edição muito boa, praticamente perfeita, este programa vive muito de Ljubomir. Tal como Kitchen Nightmares e o programa Hell's Kitchen vivem muito daquilo que é Gordon Ramsay. Estes três programas seriam completamente diferentes com dois homens diferentes. Que não tivessem a postura de Ljubomir e Ramsay.

Méritos à parte, Pesadelo na Cozinha deixa-me com a sensação de que a ASAE anda meio a dormir. E acredito que as pessoas que lá trabalham não devem achar grande piada a que um Chef faça um trabalho que deveria ser seu. Pegando no caso de ontem, trata-se de um restaurante que servia comida podre. Que tinha uma cozinha má de mais para ser verdade. E este é apenas o caso mais recente de uma realidade que infelizmente será comum a muitas cozinhas. E que deixará muitas pessoas com dores de barriga (para ser simpático) sem que percebam o que aconteceu para provocar aquele estado.

Conheço restaurantes que têm visitas regulares por parte da ASAE. Enquanto este programa dá a conhecer espaços que, aparentemente, passam despercebidos ao radar da ASAE. Que acaba por funcionar de forma reactiva em função de um programa de televisão. Mesmo colocando a hipótese de existir um número deficitário de inspectores, entre outras situações possíveis, Pesadelo na Cozinha não só é o melhor programa (nas audiências) como dá um grande bigode à ASAE.