23.4.15

quem nunca teve uma paixão por um(a) professor(a)?

Liliana Costa, uma jovem professora de Póvoa do Lanhoso, de 34 anos, está a ser acusada de manter relações sexuais com um aluno, adolescente, de 14 anos. Numa atitude que demonstra coragem, Liliana Costa aceitou dar a cara para desmentir o polémico caso. Assumiu que partilha o email e o contacto telefónico com alguns alunos, que lhes dá boleia, que os ajuda nos estudos fora das aulas. Resumindo, não esconde que é próxima dos alunos e também dos pais dos mesmos. De acordo com o seu advogado, gerou-se um zumzum e isto levou à suspensão da professora sem que fosse efectuado um processo de averiguações. Foram os rumores, que Liliana Costa garante serem falsos, que supostamente levaram à suspensão da professora.

Tudo isto levou-me a viajar até à altura em que tinha 14 anos, em que era adolescente e recordei também as professoras bonitas que tive. E a primeira pergunta é: quem nunca teve uma paixão por um(a) professor(a)? Recordo-me das minhas colegas que eram apaixonadas por professores. Recordo-me dos meus colegas que eram apaixonados por professoras. Recordo-me de uma professora, de matemática caso a memória não me esteja a falhar, a quem achava especial piada. Acho que são coisas normais da idade. Acredito que é algo comum para todas as pessoas daquela idade. Coisas com que se brincava mas que se percebia que não passava de uma paixoneta normal da idade que não é mais do que isso e que não eram alimentadas por ninguém. Aliás, os professores nem sabiam disso. Era motivo de brincadeira apenas junto dos alunos.

Ficando ainda naquela altura, e com as devidas comparações de época onde estão incluídos telemóveis e redes sociais, não me recordo de ter contactos dos professores. Mesmo daqueles com quem me dava melhor. E que estavam disponíveis para ajudar os alunos, sempre que fosse possível. Depois, recordo-me de ter professores mais próximos de mim e dos meus colegas do que outros. Professores que acabavam por ser amigos. E isto nunca foi bem visto por algumas pessoas que muitas vezes os criticavam. Por fim, recordo-me também de saídas à noite com alguns professores. Mas isto praticamente no final do 12º ano. Ou seja, na noite do Baile de Finalistas.

Recuar até à adolescência significa também falar de rumores. Quantos adolescentes inventam histórias e espalham as mesmas pela escola? Quantas pessoas inventam histórias sobre outros e espalham as mesmas? Recordo-me de ter sido feita uma experiência na minha escola. A ideia era perceber até onde consegue ir um rumor. E foi dito a dois miúdos, apenas dois, que o aluno x, tinha sido apanhado com uma professora. Nada mais do que isto. Passadas algumas horas vieram perguntar-me se sabia que o aluno x tinha sido apanhado com a professora y, na casa-de-banho do pavilhão xpto aos beijos. E que tinham sido apanhados pela directora da escola. Ou seja, o rumor tinha apenas um nome e um cargo. Horas depois tinha dois nomes, um local, o que estava a ser feito nesse local e quem tinha apanhado as duas pessoas. Tudo mentira!

E esta experiência pode resumir bem este acontecimento. É um facto que todos (a sua maior parte) os adolescentes acabam por ter um carinho especial (que não passa disso mesmo pois nem sabem o que é) por um(a) professor(a). Ainda por cima, nos dias que correm, em que os(as) professores(as) têm uma imagem cada vez mais jovem e cuidada. Têm também uma maior proximidade aos alunos, o que faz com que o fascínio seja complicado de controlar. Depois, basta que um aluno tenha um desabafo ou invente uma história junto de amigos para que minutos depois toda a escola saiba que se passa isto ou aquilo, que na realidade não se passa. Ou que alguém invente uma história sobre terceiros.

PS – Quase tudo o que escrevi muda de figura a partir do momento em que um(a) professor(a) tem conhecimento do fascínio da(o) aluna(o) e decide alimentar esse mesmo fascínio. Nessa eventualidade, o caso muda de figura.

13 comentários:

  1. Um aluno já teve por mim. Tinha 16 anos e eu 26.

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    1. Acho que os adolescentes sentem algo especial (que não é o que pensam) por um professor num determinado momento.

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  2. No meu 7º ano tive uma professora de Francês que era, além de uma excelente professora, uma óptima amiga de todos nós, mas nunca houve trocas de contactos. No 9º ano (e já no ultimo dia de aulas), a professora de Ciências (também na base da de Francês) deu-nos o seu número de telefone para quando quisessemos conversar, dividir uma esplanada num jardim ou qualquer coisa - inofensiva.

    Soube-se de uma paixoneta de um colega nosso, pela professora de Matematica do 8º ano, mas nunca me dei conta nem de comentarios nem sequer de rumores. Acho que eram outros tempos. Hoje em dia, é facil confundir-se muito as coisas.

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    1. E hoje em dia é fácil fazer de tudo um drama nacional.

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  3. Humm não acho que seja assim tão comum. Eu sempre tive paixonetas por professores, até na universidade. Mas era a exceção, não a regra.

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    1. Na minha altura era comum. Mas ninguém fazia disso um grande filme.

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  4. Tenho um professor de Inglês na Universidade que costuma sair com alunos (e embebedar-se todo), Costuma inclusivamente ir ao bar onde eu trabalho só para dizer olá, e é extremamente mal visto por outros professores mais conservadores, que chegam até a deixar de lhe dirigir a palavra e a alimentar boatos sobre essas situações.

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    1. A minha professora de inglês da faculdade casou com um aluno. Infelizmente, existem pessoas que ainda olham para tudo de lado.

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  5. Concordo contigo sim, mas a verdade é que as relações entre professores e alunos menores existem, não quer dizer que seja o caso, mas existem.

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    1. Existem encantos que não passam disso. Mas acredito que também existam relações.

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  6. Vejam www.presos sem direitos humanos.blogspot.pt
    Com isto sim deviam preocupar se! Não com falsas questões, casos irreais, surreais, que nem existem...sinceramente!

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