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20.7.16

porque nem tudo no pokemon go é mau

Acho que neste momento o jogo Pokemon Go é de extremos. De um lado estão os que adoram. Na extremidade oposta estão aqueles que odeiam o jogo que já tem quase tantos utilizadores como a rede social Twitter. Como já aqui tinha referido, instalei o jogo e já cacei uns quantos pokemon. Já cacei em casa, em hipermercados e até na rua. Isto pode soar a muito tempo de jogo mas tudo somado nem vinte minutos devo ter tido o jogo ligado. E não tenho vergonha nenhuma em assumir que provavelmente ainda irei caçar mais uns quantos.

Do lado das críticas existem vozes que acusam adultos de estar a perder tempo com uma coisa de crianças. Como se isto tivesse algum mal. Ou como se a culpa de os adultos passarem a vida agarrados aos telemóveis fosse apenas da responsabilidade deste jogo. Por momentos fico com a ideia de que o Pokemon Go é a única aplicação que os adultos podem ter no telemóvel e aquela que faz com que muitas pessoas passem a vida a olhar para baixo. Uma crítica diferente passa pelo risco do jogo. Muitas pessoas esquecem que o jogo implica uma maior proximidade a determinados riscos nos quais se repara mais quando não existe uma distracção.

Mesmo assim, considero que este jogo tem aspectos positivos. O primeiro deles é a actividade física. Tenho a certeza de que muitas pessoas, sobretudo mais jovens, levam vidas sedentárias, agarrados aos computadores e consolas enquanto jogam diversos jogos sentados no sofá. A febre do Pokemon Go obriga a ir à rua. Obriga a andar para apanhar mais um pokemon. E mais outro que está umas centenas de metros mais à frente. E mais outro. E de pokemon em pokemon os jogadores acabam por fazer diversas caminhadas. E isto, num País onde a população está cada vez mais pesada, é de salutar.

Além disto, com tantos jogadores e com os meetings que estão a surgir, as pessoas vão recuperar um pouco algo tão simples como o convívio. E não me refiro ao convívio virtual numa qualquer sala de conversação. As pessoas vão falar umas com as outras. Vão interagir. Provavelmente vão combinar caçadas/caminhadas em busca de mais uns quantos pokemon. E, como já brinquei na minha página de facebook pessoal, até, quem sabe, vão encontrar o amor no meio dos monstros que andam a caçar.

Sempre defendi que as inovações tecnológicas tem aspectos positivos e negativos. Considero que o Pokemon Go não é excepção. Existe o perigo do vício. Existe a maior probabilidade de "fechar" os olhos a determinados perigos. Mas também existem aspectos positivos. Como as caminhadas a que obriga e o convívio entre caçadores de pokemon. Cada qual vê o que quer.

18.7.16

o vício do pokemon go

Já tinha ouvido falar do Pokemon Go. Fiquei curioso em relação ao vício mundial em torno deste jogo. E decidi instalar o mesmo para perceber como era em vez de tomar uma decisão (ou criar uma ideia) com base em opiniões de terceiros. Instalei o jogo, fiz o log in e em segundos já tinha caçado/apanhado dois pokemons. Isto sem sair do sítio onde estava. Mudei de sítio, mantendo-me dentro de casa, e apanhei mais um. Olhei para o mapa e percebi que perto de casa tinha mais uns quantos para caçar. E já dei por mim a procurar pokemons para caçar em alguns locais (não muitos).

Experimentar o jogo foi o suficiente para perceber que pode ser viciante. E isto é um elogio. Se digo isto é por considerar que o jogo está bem feito e que consegue cativar muitas pessoas. Por outro lado, este vício consegue ser perigoso. Porque o jogo pode ser jogado em diversos locais que podem colocar a vida das pessoas em risco. E digo isto porque os olhos estão apenas no telemóvel e as pessoas acabam por esquecer que além do jogo existe, por exemplo, uma estrada perigosa onde pode aparecer um carro a qualquer momento.

Além disto, e por achar que o jogo facilmente pode viciar quem joga, percebo facilmente o fama mundial do Pokemon Go. E basta que comece a ter fama num sítio para que exista um "contágio" cada vez maior de pessoas que acabam por experimentar o jogo. E como acontece com qualquer jogo, existem os jogadores ocasionais, aqueles que experimentam e não gostam e aqueles que jogam enquanto a bateria do telemóvel aguenta. Aquilo que já não percebo são as críticas a quem joga. Mas especificamente aos adultos. Críticas quase a roçar o insulto.

E não percebo essas críticas/insultos porque não olho para o Pokemon Go como o único jogo a que os adultos eventualmente se entregam. Quantos adultos perdem largos minutos ou mesmo horas noutros jogos. Ou em redes sociais. Quantos adultos jantam com amigos mas estão sempre ausentes da mesa porque estão dedicados ao telemóvel. Este é um problema de longa data. Não é exclusivo do Pokemon Go. Por isso é que estranho quando ouço adultos dizer algo como "sou adulto, não jogo Pokemon". Mas esquecem-se de ser adultos em muitas outras situações que não envolvem o Pokemon Go.

14.7.16

alguém encontra o iphone?

Diz que é o novo desafio do mundo virtual. Encontrar o iPhone (sim, existe mesmo um na imagem) em menos de dez segundos. Alguém consegue?

22.9.15

quando a nossa vida sentimental depende da foto de perfil

No momento em que estamos prestes a entrar numa qualquer rede social passamos por aquela etapa fundamental em que temos de escolher uma foto de perfil. Há quem escolha um boneco. Há quem escolha uma foto mais divertida. Há quem opte por uma mais séria ou por uma daquelas ao estilo de um escritor, com a mão por baixo do queixo.

Mas acredito que a maioria das pessoas quer a sua melhor foto. Uma foto daquelas onde tudo é aparentemente perfeito. Isto é elevado a um patamar ainda mais importante quando se trata de uma foto da qual depende o futuro da nossa vida sentimental. Quero com isto dizer a foto de perfil de uma rede social que serve apenas para que as pessoas encontrem a sua alma gémea. Para que encontrem aquele amor que ainda não conseguiram encontrar longe da rede social.

E se escolher uma foto de perfil já é importante numa rede social onde o romance não é obrigação, ainda mais importante é quando o objectivo é atrair alguém. Por isso, é capaz de ser melhor evitar alguns dos erros cometidos por estas pessoas que escolheram as imagens que aqui partilho como foto de perfil em redes sociais dedicadas ao romance.












12.8.15

a maior mentira da internet está a mudar de rosto

Devia ter os meus 14 anos quando o LOL (laughing out loud) começou a ganhar fama em Portugal. Até me recordo de que nessa altura muitas pessoas utilizavam o lol para tudo e mais alguma coisa, desconhecendo por completo o significado daquelas três letras. Recordo-me de perguntar o significado a algumas pessoas que ficavam sem jeito ao não ter resposta. Por exemplo, tinha um amigo que pensava que lol era uma espécie de ofensa e era esse o uso que dava às três letras.

Com o passar do tempo o lol foi conquistando o seu espaço, deixando para trás todas as outras formas de mostrar um sorriso a alguém que está do outro lado do ecrã de um computador ou para quem está algures a receber uma mensagem escrita no seu telemóvel. Com o passar dos anos, o lol tornou-se no rei dos sorrisos. Mas como todos os reinados têm um fim, o lol já era. O terreno que conquistou está a ser perdido para outras duas letras, que se multiplicam vezes sem conta.

As pessoas que ainda utilizam o lol fazem parte de uma minoria. Agora, a moda é o ahahah. Por exemplo, naquela que deverá ser a rede social mais famosa do mundo – facebook – o ahahah já ultrapassou o lol. Quando alguém quer mostrar que está a rir com algo recorre ao ahahah em detrimento do lol, fazendo daquelas duas letras as novas rainhas dos sorrisos virtuais.

Mas existe algo de que não tenho dúvidas. Seja com lol, com ahahah, com kkk ou com emojis, os sorrisos virtuais vão continuar a ser a maior mentira utilizada na internet ou nas mensagens escritas enviadas através do telemóvel. Quantas e quantas pessoas recorrem ao lol, ao ahahah, ao kkk ou aos emojis para passar a ideia de um sorriso quando na realidade o seu rosto nem sequer se aproximou de um esboço de um sorriso?

13.5.15

os trolls da internet

Os números são bastante claros. Aproximadamente 40% das pessoas que utilizam com frequência a internet já foram vítimas de cyberbullying. Dentro desta percentagem elevada 66% das pessoas revelam que o assédio aconteceu numa rede social. Estes dados são do ano passado e espelham bem a gravidade da situação.

É um facto que existem cada vez mais trolls. Pessoas, na esmagadora maioria anónimos, que se escondem atrás de um computador ou gadget e que dedicam boa parte do seu dia a viver a vida dos outros. Pessoas que tudo sabem sobre a vida dos outros (apesar de nada saberem) e que dedicam o seu tempo a tentar captar a atenção de alguém que odeiam mas por quem nutrem um ódio tão especial que são incapazes de viver as suas vidas sem saber o que fazem/dizem essas pessoas. Claro que isto ocorre quando existe um ecrã e uma identidade falsa a separar as pessoas. Quando existe proximidade física são as pessoas mais simpáticas do mundo e desdobram-se em elogios.

Porém, os trolls são incapazes de perceber que praticam cyberbullying pois quando olham para o espelho vislumbram uma espécie de justiceiro que veio ao mundo para restaurar a ordem virtual. Por mais ataques e perseguições que façam defendem sempre que estão a dar uso a algo tão nobre como a liberdade de expressão. Aliás, quando uma das vítimas dos trolls decide experimentar os seus cinco minutos de troll e faz do caçador a sua presa cai o Carmo e a Trindade. Quando isso acontece os trolls assumem o papel de virgens ofendidas e garantem que são as vítimas.

Mas o objectivo deste texto não é analisar o comportamento nem aquilo que move quem tem esta postura online até porque na internet qualquer pessoa pode ser o que quiser, infelizmente há quem escolha ser estúpido. São opções. O que é triste é que existem muitas pessoas que não sabem lidar com o cyberbullying. Pessoas que, por um qualquer motivo, são mais frágeis e acabam por ceder aos ataques, ficando com medo (em muitos casos) ou adoptando uma postura mais agressiva em determinadas situações.

Há quem fique com receio. Há quem deixe de usar a internet. Há quem mude a sua postura online, cedendo aos trolls. Há também (algo que é cada vez mais fácil de fazer) quem não descanse enquanto não descobre a identidade do seu troll de estimação. Há ainda quem conheça de cor e salteado a identidade dos seus trolls e se divirta com os “ataques” de tais personagens. São diferentes posturas que conduzem a diferentes destinos.

Isto tudo para dizer que os trolls e o cyberbullying motivaram a criação da plataforma HeartMob, que está numa fase de angariação de fundos. Trata-se de um projecto que pretende mudar a mentalidade das pessoas que frequentam o mundo virtual. Existe ainda um apelo para que as pessoas denunciem os seus casos de cyberbullying recorrendo à hashtag #MyTroll nas redes sociais.

Gosto da iniciativa mas considero que uma das missões mais complicadas do mundo passa por mudar mentalidades. Neste caso específico é uma missão bastante complicada. Considero que a melhor maneira de mudar mentalidades passa pela lei. Quando existirem penalizações “severas” para quem vive da estupidez virtual e de perseguições cobardes tudo irá mudar. Só assim é que as coisas mudam.

16.4.15

o que mais importa: o chocolate, o embrulho ou quem o vai comer?

Passei a maior parte desta semana em formação que incidiu no jornalismo digital e também nas redes sociais. Desde o tempo da minha licenciatura que se dizia que o futuro iria passar pelos jornais gratuitos que iam “acabar” com os outros. Isso não aconteceu. Pelo menos até agora. Mais recentemente começou a defender-se que que o online seria cada vez mais importante, podendo também “acabar” com as publicações físicas. Isso também ainda não aconteceu. Pelo menos até agora.

Mas é um facto que o online é cada vez mais importante. E é também uma importante receia de publicidade para algumas publicações e blogues que acabam por promover os conteúdos que têm em papel, convidando o visitante a comprar a edição física. E aquilo que aprendi é importante e válido para um site de uma qualquer publicação, para um site que não está preso a uma publicação física, a um blogue ou mesmo a quem tem um site de um qualquer negócio.

Fiquei surpreendido ao descobrir que muitos sites importantes estão mal feitos. Não no sentido da imagem que não é apelativa. Mas na programação. Onde existem erros básicos de programação que fazem toda a diferença. Existem pequenos “truques” que devem ser seguidos por todos que não sendo visíveis para quem navega no site ou blogue, são importantes para o Google, que é onde quase todas as pessoas fazem as suas pesquisas. Estes truques são responsáveis pela posição que a “aparecemos” numa pesquisa no Google. E coisas simples fazem a diferença entre aparecer na primeira página e num lugar de destaque ou aparecer na quinta ou sexta. E não me refiro a publicidade. Refiro-me a pequenas regras na programação de um site/blogue ou mesmo de uma notícia/post.

Depois de instalar uma útil ferramenta passei a ter a possibilidade de analisar qualquer site ou blogue deste ponto de vista. E os resultados são surpreendentes. Pois existem muitas coisas feitas de modo errado. E refiro-me a grandes sites ou a blogues de grandes dimensões. É certo que existem sites e blogues cujos nomes falam por si. E com conteúdos que também falam por si. Mas isto não significa que sejam ignoradas regras básicas.

O chocolate, leia-se conteúdos, é importante. O embrulho, leia-se aparência, é igualmente importante. Mas não será igualmente importante a pessoa que o vai desembrulhar e saborear? É a diferença entre o site/blogue ser visto por 10 ou 100 pessoas. Ou entre 50 mil ou mais de cem mil visitas. Quantas mais pessoas tiverem a possibilidade de olhar para o chocolate mais vão querer provar o mesmo. Se ficar escondido algures, será procurado pelo reduzido número de pessoas que quer aquele chocolate específico e que já o conhece.

PS - A título de curiosidade, existe um site português criado por dois jovens que não tem nada de extraordinário do ponto de vista de conteúdos. Isto porque não vive dos conteúdos. Mas que está muito bem pensado e que é também um sucesso no Facebook. Para se ficar com uma ideia, o site dá um lucro de mais de 30 mil euros por mês. E é muito simples. Mas, lá está, é muito bem feito.

18.2.15

para solteiros que estão fartos de conversa de casados

“Então? Quando é que nos apresentas um(a) namorado(a)?” é uma pergunta que os solteiros(as) ouvem com bastante frequência. Pergunta essa que pode vir dos amigos que acabaram de casar e que querem à força que o(a) amigo(a) solteiro(a) case também. Tal como pode vir daquela tia ou avó que está farta de ver o(a) sobrinho(a) ou neto(a) sozinho(a) nas reuniões familiares. Ou ainda dos colegas de trabalho que adoram partilhar histórias românticas e que estão fartos de que o(a) amigo(a) não tenha nada para dizer.

Por norma, quem insiste nesta pergunta não acredita que existam pessoas que simplesmente não querem ter ninguém (pessoalmente acredito que em determinado momento todos desejam a companhia de alguém mas acredito também que existem pessoas que conseguem ser felizes durante muito tempo sem uma relação séria pois não estão preparados ou não querem dividir a sua vida com alguém). Como tal insistem nas perguntas. Que são sempre as mesmas. E que conseguem ser bastante inconvenientes acabando por testar até aos limites a paciência de quem gosta de ser solteiro e que realmente o é por opção.

Este problema parece ter os dias contados. Foi criada a solução para os solteiros que estão fartos de conversa de casados. Trata-se da Invisible Girlfriend (ou Boyfriend), uma aplicação criada a pensar nas pessoas que simplesmente gostam de ser solteiras. Esta aplicação, desenvolvida nos Estados Unidos da América, foi criada para colocar um ponto final às perguntas e conversas incómodas. Ou seja, para as pessoas que estão fartas da pressão de ter alguém. Para isso, a aplicação cria provas sociais e reais de que se está numa relação, quando na realidade não se está. E faz isto através do envio de mensagens de texto e voz que se destacam pela veracidade e que conseguem convencer os outros de que se trata de um(a) verdadeiro(a) namorado(a).

A aplicação cria ainda uma história credível que ajuda a comprovar a existência da namorada(o) invisível. Para isso basta escolher um local ou cenário e a aplicação desenvolve a história de amor. Para já existe apenas a versão beta que está disponível apenas nos Estados Unidos da América e também no Canadá. Ter a aplicação custa 22 euros por mês, com direito a uma centena de mensagens escritas, dez mensagens de voz e ainda uma carta escrita à mão. A namorada(o) pode ser personalizada(o) através da escolha de uma imagem que conste na extensa biblioteca de imagens. No futuro, a empresa quer desenvolver mais pacotes que incluam coisas tão vastas como o envio de flores.

Acredito que esta aplicação faz sentido nos moldes em que foi criada. Ou seja, tem a sua piada nas mãos de pessoas que estão fartas de perguntas e que a troco de algum dinheiro vão servir uma divertida resposta a todos aqueles que não param de fazer perguntas e querem uma relação à força. Mas acho que facilmente será utilizada por pessoas que encontram nesta aplicação o caminho mais fácil para esconder uma vida eventualmente solitária. E aqui refiro-me aquelas pessoas que estão solteiras pelas mais diversas razões que não passam por não querer ninguém. Por exemplo, pessoas que não separam o virtual do real e que vão alimentar uma história de amor dentro da virtualidade que pauta as suas vidas.