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29.8.17

dica vezes dois

Nestas férias de duas semanas dediquei-me ao dolce far niente. Como em outras alturas levei roupa para praticar desporto, mas acabei por não o fazer. Decidi viver as férias na sua plenitude. E entre a praia, piscina, tempo em família, com amigos e a dois, entreguei-me a um livro e a uma série de televisão.

Infelizmente, não leio a quantidade de livros que desejava. Mas acabo por ler sempre uma obra nas duas semanas de férias. A escolha deste ano foi Sr. Mercedes, um thriller da autoria de Stephen King. É daqueles livros que nos prendem do início ao fim e dei por mim a não conseguir parar de ler. Queria saber sempre mais e mais. E o que acontece agora? Por isso, é um livro que recomendo a todas as pessoas que estão na dúvida em relação ao que vão ler.


Quanto à série, graças à Netflix descobri Ozark, um exclusivo (e original) Netflix. Esta série - a primeira temporada já está disponível na totalidade - gira em torno da lavagem de dinheiro. E da família de um homem que faz o que pode para manter a família viva. A estrela desta série (e o realizador de quatro episódios) é Jason Bateman, um actor que conheço sobretudo dos filmes de comédia.


A série pode parecer aborrecida ao início. E bastante sombria. Mas está muito bem feita. As diferentes histórias estão muito bem escritas e, tal como no livro, dei por mim a devorar episódios - um pouco maiores do que o habitual - para perceber o que ia acontecer. Para quem procura uma nova série, Ozark é uma excelente escolha. Ficam as dicas.

27.4.17

já tinha saudades disto

Neste texto já tinha falado de Designated Survivor, uma série exclusiva Netflix, série de televisão com a qual me cruzei por sugestão da Netflix. Aquilo que me chamou a atenção foi o protagonista – Kiefer Sutherland – por quem me apaixonei no papel de Jack Bauer. Vi o primeiro episódio, gostei mas acabei por não dar seguimento à série. Porque estava a acabar de ver Homeland.

Agora voltei à série e posso dizer que já tinha saudades disto. E o “isto” é de uma série que me prenda à televisão, episódio por episódio. E ontem dei por mim às 01h32 a ver episódios atrás de episódios. E só parei porque decidi que seria melhor ir dormir pois o tocar do despertador estava cada vez mais perto.

Kiefer Sutherland está muito bem no papel de um Secretário de Estado que se vê repentinamente no cargo de Presidente dos Estados Unidos da América (é daí que vem o nome da série). Mas cada episódio está cheio de ingredientes que tornam tudo ainda mais interessante. De histórias cruzadas que nos deixam a pensar no que vai acontecer. E que fazem com que seja complicado desistir da série. É o tal “é só mais um episódio” que se vai repetindo a cada um.

Falar do personagem de Kiefer Sutherland [Tom Kirkman] é pouco. Kal Penn [Seth Wright], que há muito deixou de ser o actor dos filmes engraçados de adolescentes, também vai muito bem. Tal como Adan Canto [Aaron Shore], a quem não tinha prestado grande atenção, e Maggie Q [Hannah Wells]. Já para não falar de Italia Ricci [Emily Rhodes] que tem tudo para ser uma das minhas preferidas.


Política, terrorismo, jogos de bastidores, lutas de poder, relação pais e filhos e romance, entre outras coisas, são ingredientes que estão muito bem misturados em Designated Survivor. E que fazem com que seja muito complicado ver apenas um episódio. Fica a dica para quem procura uma série de grande qualidade, algo que a cotação no IMBD [8/10] comprova.

14.8.15

diz que dexter, o serial killer, pode voltar

Trata-se de uma mera conversa informal mas David Nevin, o presidente do canal Showtime, revelou que a série Dexter poderá ter uma continuação. "É uma questão de saber quando é a hora certa. Se há vontade de fazer, certamente vou analisar", referiu durante uma conversa nos Television Critics Awards. David Nevin explicou ainda que o eventual regresso só faz sentido caso Michael C. Hall esteja disponível para o projecto. "Teria de o envolver. Só iria faze-lo com o Michael. A série é esse personagem. Se tivéssemos de fazer, gostava de fazer de Dexter um novo conceito com uma nova configuração. Quero que a série seja diferente e não apenas uma continuação", concluiu.

Apontamentos vários sobre este eventual regresso. Primeiro fico feliz por perceber que ainda existem pessoas que percebem que determinadas séries vivem do seu protagonista. Continuar Dexter sem o famoso serial killer era absurdo. Nesse sentido era preferível fazer algo novo em vez de recuperar uma das séries mais marcantes dos últimos anos.

Por outro lado, uma continuação deveria ser obrigatória. Com o passar dos tempos Dexter foi perdendo qualidade e o final teve como único ponto positivo a porta que ficou entreaberta para uma eventual continuidade e a solidão de um homem que sempre lidou com o sofrimento, tanto o seu como aquele dos que o rodeiam. De resto, a maior parte dos personagens merecia algo mais, sobretudo Debra, a irmã de Dexter que teve um final tão fraco e imerecido como a própria série. Acredito que esta pausa foi suficiente para que um eventual regresso de Dexter esteja à altura do início da série. Que volte depressa.

Dexter, Prison Break e 24: (que infelizmente irá tirar o protagonismo a Bauer) vão regressar. Resta saber quando vão fazer o mesmo com Lost, que também mastigou a história durante algum tempo. Por fim, qual a série - destas ou outra qualquer - que gostariam que tivesse continuidade?

8.4.15

mais do mesmo

Os outdoors espalhados pelas ruas, e tenho um voltado para mim no trabalho, dedicados à série CSI: Cyber foram suficientes para aguçar o apetite para assistir à estreia da mais recente ramificação Crime Scene Investigation, na Fox. Até porque sou consumidor de CSI: Miami, Nova Iorque e Las Vegas. É o tipo de série televisiva que gosto de ver, com especial incidência para Miami, a minha preferida.

Conhecendo as três irmãs mais velhas da série, consegui fazer uma previsão daquilo que seria o membro mais novo da família CSI. E não me enganei, os ingredientes são os mesmos mas adaptados à realidade que o próprio nome revela e que, ao contrário dos outros, consegue ser mais limitativo pois não se trata de um local mas de um tipo de crime mais específico.

Tal como nas outras, existe uma pessoa que se destaca. Pela sabedoria e pela forma como parece resolver quase tudo. Neste caso, esse papel é de Patricia Arquette, de quem não gostei inicialmente mas de quem fui gostando cada vez mais com o desenrolar do episódio. Gostei também do detalhe do seu passado que abre espaço para muitos acontecimentos na série. Avery Ryan (Patricia Arquette) é ladeada por James Van Der Beek, que me remete para a série Dawson´s Creek e que parece ser um bom parceiro.

Acredito que quem, tal como eu, consome o produto CSI não ficará desiludido com a versão Cyber. Questiono-me sobre os motivos que impediram que surgisse mais cedo. E a minha dúvida está relacionada com a actualidade dos temas que podem ser abordados. Quantos pais assistiram ao primeiro episódio e ficaram a pensar num eventual risco, que não conhecem, de que o seu bebé seja raptado e vendido? Nesse sentido, estou curioso para perceber até onde é que este mundo cyber será explorado. Resumindo e em jeito de conclusão, CSI: Cyber é mais do mesmo, sendo que neste caso não é uma crítica mas um elogio pois trata-se de uma receita vencedora e com consumidores em todo o mundo.

15.12.14

as 24 horas de dexter (spoiler alert) e um pedido de ajuda

AVISO: Quem é fã das séries 24 e Dexter mas ainda não acabou de ver ambas é capaz de não achar grande piada a este texto. Fica o aviso.

Aproveitei o frio e o mau tempo do último fim-de-semana para me entregar ao sofá e deliciar-me com vários episódios de 24: Live Another Day, que é a nona temporada da série em torno de Jack Bauer e também com os seis episódios que me faltavam ver da última temporada (a oitava) de Dexter, a série que acompanha a vida de um peculiar serial killer. E escrevo este texto envolvido num misto de sentimentos onde não faltam algumas decepções.

Em relação à nova vida de Jack Bauer, congratulo-me com o regresso de uma das melhores séries de todos os tempos. 24 consegue prender quem assiste pela constante acção. Cada episódio sabe a pouco. No final fica sempre o desejo de ver mais um. E mais um. E ainda mais outro depois desses. E esse efeito não se perdeu em Live Another Day, que se passa em Londres e que conta com um Jack Bauer, considerado terrorista, que aparece para evitar um ataque terrorista. Nem a redução para 12 episódios (mantém as 24 horas mas um episódio – o último – corresponde a doze) retira encanto à serie. Acção, mortes, paixões e dor voltam a marcar a vida de Jack Bauer que acaba o dia a sacrificar-se às mãos dos russos para salvar a vida de Chloe O´Brian, a sua única amiga. O final deixa em aberto a continuidade da série que nesta temporada tem como novidade a presença de Yvonne Strahovski, a Hannah McKay de Dexter.

Quanto a Dexter, fico um pouco desiludido com o final. Até porque fica a sensação de que a série foi arrastada até aquele ponto. Acho que o final do protagonista é justo. Tendo em conta o seu passado, acabar sozinho, simulando a sua própria morte, faz todo o sentido. Até porque entende que aqueles que o rodeiam acabam por sofrer por sua culpa. E faço parte do grupo que o prefere ver sozinho em vez de feliz com uma vida nova na Argentina ao lado da sua grande paixão, Hannah McKay e do seu filho, Harrison. Dexter nunca conseguiu ser realmente feliz. Por isso, não fazia sentido um final alegre ao estilo de um filme romântico.

Depois do que passou, por causa do irmão, não sei se Debra merecia morrer. Aceito que optem pela sua morte porque isso agrava a dor de Dexter e faz com que queira ficar sozinho, com medo da morte do filho e da mulher que ama. É algo que aumenta, e muito, a dor do final e o dramatismo. Mas, depois daquilo por que passou, acho que Debra merecia uma morte mais forte que não passasse pelas mãos de um vilão que não é o melhor das temporadas. E muito menos que fosse o resultado de uma complicação depois de uma operação na consequência de um tiro. Existem também alguns detalhes, como a morte de Saxon, que soam a forçados e que estão longe do brilhantismo inicial de Dexter. Entendo também que os restantes personagens mereciam um maior destaque no final. Fica a sensação que, a determinado momento alguém se lembrou de que a série tinha de acabar e aquilo é tudo feito à pressa. Por outro lado, é um daqueles finais que deixa tudo em aberto (apesar de não ser muito provável que exista uma continuidade). A qualquer momento, aquele novo Dexter que surge sozinho numa casa medonha pode reaparecer caso exista vontade de dar continuidade à sua vida.

Agora, sem Dexter e com a nona temporada de 24 consumida em poucos dias, está na altura de me entregar a novas séries. Aceito dicas daquela(s) que consideram ser a(s) melhor(es) séries. Daquelas que nos predem à televisão. 

11.8.14

tudo tem um fim. uns são melhores do que outros.

Já tinha ouvido falar do final da série How I Met Your Mother/Foi Assim que Aconteceu, que em Portugal passa no canal Fox Life. A maior parte das pessoas falava mal do final de uma das séries mais fantásticas que descobri nos últimos anos. Diziam-se desiludidas com a forma como a nona temporada chegou ao fim. Esperavam outros finais para as personagens. Nunca deixei que me contassem o final mas como ouvia muitas opiniões semelhantes, acreditei numa grande desilusão.

Este fim-de-semana consegui finalmente ver o final da série. E não senti a menor das desilusões. Encontrei o final que imaginava (e desejava) desde os primeiros episódios. E aquele que, na minha cabeça, era o mais lógico. E isto aplica-se aos cinco protagonistas. Com uma ou outra atenuante, todos acabaram como imaginei que ficassem. Aliás, quem estiver atento aos detalhes dos episódios percebe que só este poderia ser o final, apesar de estar muito bem desmontado ao longo das temporadas. Por isso, a minha única desilusão é que a série tenha chegado ao final.

Para quem não conhece, esta série tem como base um pai, Ted Mosby que está a contar aos dois filhos como é que conheceu a mãe deles. É assim que começam quase todos os episódios que acabam por viajar no tempo, recuperando as aventuras de Ted Mosby e dos seus quatro melhores amigos: o mulherengo Barney Stinson, a jornalista Robin Scherbatsky que muda de país pela carreira, e o casal Lily e Marshall que namoram desde os tempos da escola. Os episódios têm cerca de 25 minutos e abordam as diferentes ligações dos personagens e as histórias de todos.

Aquilo que me cativou desde o primeiro instante foi a realidade da série. Desde o grupo de amigos que se junta no bar ao final do dia até aos sonhos e medos de cada um. Existe o romântico que acredita que irá viver um grande amor, o mulherengo que só quer mulheres para sexo, os traumas de infância, a imperfeita perfeição do amor, os problemas diários com que todas as pessoas lidam. Existe de tudo nesta série mas tudo é contado com bastante humor e com uma dose de realismo que nos leva a imaginar que podemos ser um dos personagens e que a série pode até ser sobre o nosso grupo de amigos.


Apesar de não passar de uma série, é capaz de ser o produto televisivo onde o amor é mostrado como ele realmente é, nas suas mais diferentes perspectivas. Os erros dos apaixonados, a confusão entre amor e desejo físico, a errada ou acertada escolha de alguém e as rasteiras do destino. A isto juntam-se flashbacks, frases marcantes, que passam a fazer parte dos nossos dias, e a independência de cada um dos personagens que dá muita vida e movimento à série impedindo que seja aborrecida. Quem nunca viu está simplesmente a perder uma das melhores séries dos últimos anos.