Mostrar mensagens com a etiqueta filmes que as pessoas devem ver antes de morrer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filmes que as pessoas devem ver antes de morrer. Mostrar todas as mensagens

14.3.16

brancos, pretos, latinos, muçulmanos, pobres e ricos. racismo e preconceito

Crash, Colisão em português, é um filme de 2004 que apesar de ter conquistado três Óscares (em seis nomeações), entre eles o de Melhor Filme, e um total de 61 prémios terá passado ao lado de muitas pessoas. Quando abordo o nome poucas são as pessoas que o reconhecem no imediato. E aqueles que reconhecem dizem logo que foi do melhor que já viram. Sendo amante e devorador de cinema atrevo-me a dizer que este filme é uma das melhores histórias que alguma vez chegaram ao cinema. E reforço esta ideia depois de ter voltado a rever o filme no passado fim-de-semana.

E mesmo tendo em conta que já passaram doze anos, Crash continua actual. Porque aborda o racismo e o preconceito que ainda imperam na sociedade. Entre brancos, pretos, latinos, muçulmanos, pobres e ricos. Seria extremamente fácil fazer um filme que se cingisse ao racismo entre brancos e pretos mas Crash vai muito além disso tocando numa sociedade/realidade multicultural e multicolorida com histórias que se entrelaçam e abraçam em momentos diferentes e sempre de um modo perfeito.

E como se isto não bastasse existe ainda um elenco de luxo onde não faltam Don Cheadle, Sandra Bullock, Matt Dillon, William Fichtner, Tony Danza, Jennifer Esposito, Brandan Fraser e Terrence Howard, apenas para dar alguns exemplos. Num ano em que muito se discutiu o racismo nos Óscares, numa campanha presidencial norte-americana em que Trump é acusado de racismo e numa sociedade (à escala mundial) onde o preconceito e o racismo ainda imperam, este é daqueles filmes que todas as pessoas deveriam ver antes de morrer (e quase que aposto que é impossível ver apenas uma vez) até pelo murro no estômago que se leva com este filme. Para quem não sabe do que se trata, podem ver o trailer aqui.

"Em Los Angeles ninguém te toca. Estamos sempre atrás do metal e do vidro. Acho que sentimos tanta falta desse toque, que batemos uns nos outros só para sentir alguma coisa", Graham (Don Cheadle)

PS – Cada pessoa que nunca viu este filme deveria pagar multa.

27.3.15

filmes que as pessoas devem ver antes de morrer #6

Nunca tinha ouvido falar de Gary Webb até ver Matem o Mensageiro, filme que conta a sua história. Gary Webb era um jornalista do modesto jornal San Jose Mercury News. De forma casual, até porque foi usado por uma mulher com um objectivo específico, descobre uma história que faz com que investigue a origem de uma das maiores, senão mesmo a maior, epidemia de crack que assolou as ruas dos Estados Unidos da América. Isto nos anos 90. A sua investigação leva à descoberta do envolvimento da CIA, durante o mandato de Ronald Reagan, no contrabando de cocaína para os EUA com o lucro a ser canalizado para o armamento dos rebeldes na Nicarágua de modo a fazer cair o Governo socialista.

Antes da publicação da história, Gary Webb é pressionado por agentes da CIA para não publicar a história. O jornalista não se assusta e a sua investigação é manchete do modesto jornal. A notícia atinge uma proporção nacional e faz tremer o país levanto à revolta da população que passa a respeitar o jornalista (sobretudo a comunidade negra). A partir daqui existe uma verdadeira caça ao homem com Gary Webb a ser descredibilizado por tudo e todos. A sua história é transformada numa mentira e o próprio jornal decide publicar uma espécie de desmentido em relação ao trabalho de Gary Webb. O jornalista acaba por se demitir e nunca mais consegue trabalhar na área. Chega ainda a ganhar um Pulitzer, o prémio que qualquer jornalista ambiciona receber por outro trabalho que não este. Poucos anos mais tarde, Gary Webb é encontrado morto no seu apartamento. Supostamente suicidou-se com dois tiros na cabeça.

O filme é baseado na história verídica de Gary Webb e deste caso. Para muitos este filme não passa de uma mentira, tal como o artigo de Gary Webb. Para outros, é a mais pura das verdades, até porque levou a um comportamento estranho da CIA e uma demissão também ela estranha. Até hoje, muitos questionam o suposto suicídio do jornalista. Uma das pessoas com quem mais falava revelou que falou com Gary Webb dias antes da sua morte e que este confessou que se sentia vigiado por pessoas do Governo que rondavam a sua casa e também mexiam no seu carro. Gary Webb foi abandonado por todos. E nunca teve o apoio dos jornalistas. Aliás, as grandes publicações fizeram tudo para o descredibilizar e ainda hoje não acreditam no seu trabalho.

Este é daqueles filmes que dá que pensar. Acho que é daqueles filmes que todas as pessoas devem ver antes de morrer porque coloca o dedo na ferida. Deixa a vontade de descobrir mais detalhes sobre o que se passou, de modo a perceber se estamos perante dados verídicos ou se estamos perante uma invenção de um jornalista. Por isto e muito mais, Matem o Mensageiro é um filme obrigatório. Já me esquecia. Jeremy Renner é quem tem a missão de fazer de Gary Webb. E está brilhante no papel.

20.1.15

filmes que as pessoas devem ver antes de morrer #5

“Este é o melhor...” é algo que se ouve com frequência quando estamos a falar das mais diversas sagas cinematográficas de Hollywood. É o que acontece com os filmes de James Bond, o mais afamado agente secreto do mundo. E é também o que acontece, entre muitos outros casos, com os filmes ligados a Batman, um dos mais famosos super-heróis da história do cinema e aquele que tem como “missão” proteger Gotham City. Ficando apenas por Batman, qual será o melhor filme de sempre?

Primeiro, opto por recordar os actores que já deram vida ao super-herói. São eles: Lewis G Wilson, Robert Lowrey, Adam West, Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney, Christian Bale e, em breve, Ben Affleck  (o filme chega aos cinemas em 2016). Alguns do actores são meros desconhecidos porque deram corpo a uma fase inicial do herói, de que poucas pessoas se recordam. De Michael Keaton para frente existe uma luta desigual a partir do momento que Christian Bale dá corpo a Batman. Por mais que goste de George Clooney, considero um erro de casting ter feito de Batman. Esquecendo Bale tenho de optar por Michael Keaton no meu segundo preferido para o papel.

Centrando-me em Christian Bale e no seus três filmes enquanto Batman, tenho de eleger O Cavaleiro das Trevas (2008) como o seu melhor. Aliás, como o melhor Batman de todos. Bale vai muito bem em todos os filmes mas neste está especialmente bem. E para isso contribui, e muito, a magnífica prestação de Heath Ledger no papel de Joker. O jovem (e já falecido) actor dá vida ao melhor vilão da história de todos os filmes. E ambos coexistem na perfeição com actores como Michael Caine, o mítico Alfred, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Morgan Freeman e Maggie Gyllenhaal.

A história é perfeita. E acima da melhor das perfeições cinematográficas está o realizado Christopher Nolan, que só recorre a efeitos especiais quando é impossível não os ter nas suas cenas. Aliás, são utilizados mais efeitos especiais em comédias românticas no que nos filmes Batman com carimbo Nolan. É por tudo isto que O Cavaleiro das Trevas é o melhor filme de sempre da saga Batman. E muito dificilmente será possível igualar o que foi feito neste filme. O Cavaleiro das Trevas Renasce (2012) anda lá perto mas mesmo assim, a escolher um, O Cavaleiro das Trevas é um filme que as pessoas devem ver antes de morrer.

12.1.15

filmes que as pessoas devem ver antes de morrer #4

O ataque terrorista ao jornal satírico francês Charlie Hebdo colocou o mundo a falar sobre a liberdade de expressão e também sobre a liberdade de Imprensa. Como tal, o filme que partilho hoje não podia ser mais actual. Chama-se Ligações Perigosas, é de 2009 e conta com um elenco de luxo. Em traços gerais, este filme anda em torno de Cal McAffrey (Russell Crowe), um jornalista de renome do jornal Washington Globe que vê um notícia sobre duas mortes e um assalto transformar-se em algo mais. Existe ainda Stephen Collins (Ben Affleck), um congressista que é visto como o futuro do seu partido e até como um candidato a presidente dos Estados Unidos. Até que a sua assistente (e também amante) morre sem que se saiba (inicialmente) se foi suicídio ou homicídio. Por sua vez, Stephen e Cal são amigos há muitos anos, o que leva a que um recorra ao outro para lidar com a notícia da amante da melhor forma possível. Existe ainda Della (Rachel McAdams) uma jovem jornalista que está a escrever a história com o colega consagrado depois de descobrir pormenores interessantes. E ambos respondem a Cameron Lynne (Helen Mirren), a impiedosa directora da publicação.

Recomendo este filme porque a ficção mistura-se na perfeição com a realidade no que diz respeito ao funcionamento de uma publicação, neste caso um jornal. Começando pela personagem de Helen Mirren, que representa brilhantemente a directora para quem aquilo que interessa é a capa. Quer uma capa. Não importa se a história não está completa e se as fontes não são as melhores. Quer a capa, ponto. Se a capa der um desmentido ainda melhor porque terá uma nova capa. E mais outra com a reacção ao desmentido. Esta postura tem por base a pressão que lhe é feita pelos novos donos do jornal que só estão interessados nas vendas. Mas que por sua vez se assustam quando o jornal lhes apresenta uma história que implica o Governo.

Depois, existe o jornalista interpretado por Russell Crowe. Um repórter batido, com um ordenado elevado e cujo nome é conhecido. Um jornalista que tem em mãos uma história maior do que julgava. E que implica muitas pessoas. História essa que envolve um amigo e também a mulher do mesmo, com quem já teve um caso. O que publicar em relação ao amigo? É uma das questões com que se debate. Depois, existem momentos onde a única hipótese é não seguir as regras para ter a história que tanto deseja. 

Existe ainda uma jovem jornalista que não tem uma ligação afectiva à história igual à do colega. Jornalista que tem sede de triunfar naquela que será a sua primeira grande história. E que tem de se debater com questões como se deve publicar toda a informação a que tem acesso, sendo pressionada pelo colega. Há ainda um congressista que usa o amigo para passar a informação que deseja para a Imprensa de modo a que não fique mal na fotografia. Existem também outras pessoas que não têm interesse em ver a história publicada e que estão dispostas a “tudo” para que a mesma nunca seja capa de um jornal.

Estes ingredientes, que são bastante reais no funcionamento das redacções, são mais do que suficientes para fazer desta história um grande filme. Russell Crowe vai muito bem no papel de jornalista batido tal como Rachel McAdams interpreta na perfeição uma jovem que quer triunfar na área. Helen Mirren está tal e qual um director que vive de pressões para subir as vendas e Ben Affleck igualmente perfeito no papel de quem precisa de usar um jornalista. E tudo isto (sobretudo neste momento) faz com que seja um filme que as pessoas devem ver antes de morrer.

23.12.14

filmes que as pessoas devem ver antes de morrer #3

Leonardo DiCaprio é um dos meus actores de eleição. Muito mais do que o rapaz que fez o Titanic ou uma carinha bonita, DiCaprio é um dos maiores talentos da sua geração. Tanto que considero bastante injusto que ainda não tenha conquistado uma das famosas estatuetas douradas. Não é que um Oscar faça de si melhor actor mas é um prémio mais do que justo para um percurso brilhante e em crescendo. Filme após filme, e nos mais diversos registos, DiCaprio consegue superar-se.

Provavelmente irei escrever sobre muitos dos filmes de Leonardo DiCaprio neste espaço dedicado às melhores longas-metragens. Mas, o cartão de apresentação do actor nesta rubrica chama-se Diamante de Sangue, um filme de 2006. O pano de fundo do filme é a guerra civil que provocou o caos na Serra Leoa nos anos 90. O destaque vai para Danny Archer (DiCaprio), um ex-mercenário e Solomon Vandy (Djimon Hounsou), um pescador da tribo Mende que vê a família ser raptada ao mesmo tempo que é obrigado a trabalhar no negócio dos diamantes. E é numa mina de diamantes que encontra um gigantesco diamante rosa. A história chega aos ouvidos de Archer, um homem habituado a trocar armas por diamantes. Existe ainda Maddy Bowen (Jennifer Connelly) uma jornalista que pretende desmascarar o lado obscuro dos diamantes de sangue.

Estas três histórias acabam por se unir numa história contada de forma brilhante que nos prende ao ecrã do primeiro ao último minuto. O motivo que me leva a falar deste filme é porque é daqueles em que DiCaprio esteve magnífico. Como vem sendo hábito, esteve nomeado para o Oscar de Melhor Actor, galardão que foi atribuído a Forest Whitaker, devido à sua prestação em O Último Rei da Escócia. Não deixa de ser curioso que The Departed : Entre Inimigos, tenha sido considerado o melhor filme. Pois é um filme que conta com outro desempenho perfeito de DiCaprio. Mas, sobre este filme falarei no futuro.

Por sua vez, Djimon Hounsou, outro actor de que gosto especialmente, foi nomeado para Melhor Actor Secundário. Tal como DiCaprio, merecia vencer mas não conquistou a estatueta. Este filme tem todos os ingredientes para facilmente se tornar num dos preferidos de quem o vê, isto apesar de algumas pessoas considerarem que é um filme forte e nem sempre fácil de assistir. De uma coisa estou certo, é daqueles filmes para ver, rever e voltar a ver sem nunca ficar cansado. E tudo isto faz com que seja um filme que as pessoas devem ver antes de morrer.

12.12.14

filmes que as pessoas devem ver antes de morrer #2

No último fim-de-semana fui ao cinema ver John Wick, que muitas pessoas consideram o melhor filme de acção deste ano e que conta com Keanu Reeves no principal papel, dando vida a um temível assassino que já está reformado mas que se vê obrigado a voltar a fazer aquilo que sabe fazer melhor. Não só gostei muito do filme como acho que há muito que este actor merecia um filme destes. Curiosamente, o mesmo Keanu Reeves que é protagonista do filme que aconselhei na primeira edição desta rubrica. E que é também protagonista do filme que escolhi para o número dois de filmes que as pessoas devem ver antes de morrer.

Actualmente, Keanu Reeves tem 50 anos mas, quando tinha apenas 27 anos, juntou-se ao malogrado Patrick Swayze em Ruptura Explosiva (Point Break). De forma resumida, este filme conta a história de um jovem agente do FBI (Keanu Reeves) que cuja missão passa por se infiltrar num grupo de surfistas, cujo cabecilha é Bodhi (Patrick Swayze), que acredita ser responsável por diversos assaltos a bancos. Como não podia deixar de ser, tem muita acção, reviravoltas, amizades inesperadas e histórias de amor. Nada falta num filme que sempre (pelo menos é nisso que acredito) esteve bem cotado mas que começa a ficar esquecido no tempo. E que é um dos filmes da minha vida.

Na altura, o papel de Johnny Utah valeu a Keanu Reeves o MTV Movie Award para Most Desirable Male para o qual Patrick Swayze também concorria. Ruptura Explosiva é realizado por Kathryn Bigelow, a mesma de filmes como 00:30 Hora Negra e Estado de Guerra que foram bastante badalados num passado muito recente. De resto, a cotação de 7,2 do IMDB é um belo cartão de visita de um filme que todas as pessoas devem ver antes de morrer.

4.12.14

filmes que as pessoas devem ver antes de morrer #1

Uma das minhas paixões passa pelo cinema. É raro o dia em que não vejo um filme. E quando gosto dos filmes, sou capaz de os ver vezes sem conta, sem que me canse ou aborreça. Sei o que vai acontecer mas ainda me consigo surpreender com pequenos detalhes que acabam por escapar na primeira vez em que vejo o filme. 

Decidi transformar a minha paixão por filmes numa rubrica, a que dei o nome “filmes que as pessoas devem ver antes de morrer”. O objectivo é fugir daqueles filmes mais badalados que todas as pessoas conhecem. Aquilo que pretendo é partilhar filmes que, no meu modesto e humilde ponto de vista, não têm a reputação que merecem. Algo que acontece com o filme que escolhi para dar início a esta rubrica.

Considero que os 6,6 atribuídos pelo Internet Movie Database não fazem interia justiça a Doce Novembro, um filme de 2001 que conta com Charlize Theron e Keanu Reeves nos principais papéis. Este filme conta a história de Nelson Moss (Keanu Reeves), um executivo que só tem olhos para o trabalho e para o seu umbigo. Nada mais importa. Nada mais interessa. Este homem acaba por cruzar-se com Sara Deever (Charlize Theron) que considera ter um dom que mudará a vida de Nelson. Para tal, o atarefado executivo só necessita de viver durante um mês (Novembro) com aquela que considera ser uma “lunática”. Uma das poucas regras de Sara é que Nelson não faça perguntas. Porém, aquele mês vai ensinar muito a ambos. Muito mais do que desejavam. O trailer pode ser visto aqui.

Podia colocar este filme na minha lista de filmes obrigatórios porque Charlize Theron é a protagonista e isso é motivo mais do que suficiente para que um filme seja visto. Podia destacar também a qualidade da banda sonora. Mas o principal motivo da escolha está relacionado com a actualidade do filme. Todas as pessoas conhecem (pelo menos) um Nelson Moss. Pessoas que só têm olhos para carreira e, pior do que isso, só têm em conta o seu umbigo e dizem não ter tempo para mais nada. Pessoas que acabam por desprezar tudo o resto, como é o caso do amor. Por outro lado, e sem abordar muito esta vertente, muitas pessoas têm o secreto desejo de ter na sua vida uma Sara Deever. Não só pela mudança que garante fazer mas também pelo desejo de ser uma mudança na sua vida. E é por isto que este é um dos filmes que as pessoas devem ver antes de morrer.