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2.3.22

atleta torna-se estrela porno depois de ridicularizada nos jogos olímpicos

Estávamos em 2006. Melo Imai tinha apenas 18 anos e era uma das sensações japonesas do snowboard. A jovem atleta fazia parte da comitiva que ia participar nos Jogos Olímpicos de Inverno realizado em Turim, Itália e todos esperavam que ganhasse uma medalha. Acabou em último e foi ridicularizada pela prestação. Algo que fez com que apostasse numa carreira na indústria dos filmes para adultos, passando a ser uma estrela porno.

Melo Imai chegou a dizer que lidava com uma depressão que era consequência da humilhação pública. Arrumou a prancha de snowboard e começou a trabalhar num bar. Além disso, prestava serviços sexuais de modo a ter dinheiro para a filha. Passou a ser acompanhante de luxo e modelo fotográfica em revistas para adultos. Entre 2014 e 2016 entrou também em mais de uma dezena de filmes porno mais suaves. Em 2017 chegava a estreia no hardcore.

Ganha medalha de ouro com apenas quatro dias de treino

Foi com surpresa que, em 2018, Melo Imai anunciou que ia abandonar a indústria dos filmes para adultos para regressar ao desporto que sempre foi a sua grande paixão. E foi um regresso em grande. A atleta conseguiu conquistar uma medalha de ouro na 35ª edição dos All Japan Snowboarding Championships. Feito alcançado com apenas quatro dias de treino.

“Quero regressar ao mundo do snowboard. Não quero estar envolvida em coisas pornográficas”, disse na época aquela que é filha de um treinador da modalidade e irmã de um atleta profissional. Chegou a noticiar-se que Melo Imai poderia fazer parte da comitiva japonesa que está a competir nos Jogos Olímpicos de Inverno que estão a decorrer em Beiing, China. Mas tal não veio a acontecer.

1.3.22

gabriella papadakis, a patinadora penalizada nos jogos olímpicos por mostrar mais do que devia

Esta será uma das primeiras vezes (senão mesmo a primeira) em que uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno perde protagonismo para um mamilo. Sim, leste bem. É mesmo um mamilo. A protagonista desta história é a francesa Gabriella Papadakis que acabou penalizada depois de mostrar muito mais do que era suposto durante a competição.

Tudo aconteceu durante a edição dos Jogos Olímpicos de Inverno que está a decorrer em Beijing, na China. Gabriella Papadakis e o par, Guillaume Cizeron, eram fortes candidatos à medalha de ouro na patinagem. Só que um mau funcionamento do vestido da atleta fez com que a mesma exibisse o mamilo durante a coreografia. Milhões em todo o mundo acabaram a ver uma maior exposição corporal e os jurados decidiram penalizar a dupla.

Patinadora diz ter vivido o seu “pior pesadelo”

“O meu vestido abriu-se", lamentou a estrela francesa, de apenas 22 anos. Descrevendo o percalço como o seu “pior pesadelo”. “Foi difícil. Foi a primeira vez que algo assim me aconteceu. Tentei focar-me e acabar sem que acontecesse algo mais”, acrescenta. O melhor que a dupla conseguiu foi a medalha de prata. “É frustrante perder alguns pontos por causa de problemas na roupa”, lamenta Cizeron. “Mas estou orgulhoso porque conseguimos fazer uma coreografia como aquela, mesmo com esta dificuldade”. E como os problemas ficam no passado, Papadakis quebrou, no dia seguinte ao incidente, um recorde mundial que já lhe pertencia.

25.8.21

flora duffy troca triatlo por loja de roupa e ganha a primeira medalha de ouro para as bermudas

É certamente um dos momentos mais emocionantes dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Tudo aconteceu quando Flora Duffy cortou a meta, sagrando-se vencedora da prova de triatlo feminina. Naquele momento, a atleta contou com o caloroso apoio de umas “simples” 64 mil pessoas. É que esta é a população das Bermudas, país que conquistou a primeira medalha de ouro da sua história. Trata-se do país mais pequeno que alguma vez conquistou uma medalha de ouro. 

Por tudo isto, e muito mais, Flora Duffy não escondeu a emoção quando cortou a meta. “É um momento incrível, muito especial para todas as pessoas das Bermudas”, disse no momento de glória. E se a história do pequeno país é digna de registo, o que dizer da atleta. É que a vida de Flora Duffy não tem sido nada fácil. É certo que desde pequena que começou a nadar e andar de bicicleta, mas conquistar uma medalha olímpica parecia uma miragem. Um sonho que a vida teimava tornar impossível. 

 

Troca triatlo por loja de roupa 

 

Em 2006, um distúrbio alimentar levou a que Flora Duffy entrasse numa profunda depressão. Isto, aliado ao facto de não se ter qualificado para os Jogos Olímpicos de Pequim levou a que mudasse radicalmente de vida. Deixou o triatlo, passou a trabalhar numa loja de roupa e acabou os estudos em Sociologia. Decidiu depois voltar ao desporto. Até que, em 2013, é detetada uma anemia. Foi obrigada a parar, voltando mais forte e conquistando dois títulos mundiais (2016 e 2017). Em 2019 acaba por partir um pé, ficando assim em risco a participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nos quais acaba por fazer história.

26.2.19

quem se lembra da polémica com ingrid oliveira?

Ingrid Oliveira ficou conhecida mundialmente em 2016, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A atleta brasileira, de 22 anos, competia em saltos para a água, mas não ficou conhecida por aquilo que fez na prancha e na piscina. Ingrid Oliveira deu que falar depois de se ter tornado público que tinha feito sexo na Aldeia Olímpica. Isto aconteceu há sensivelmente três anos, mas só agora é que a atleta revelou aquilo que realmente aconteceu.

Li com atenção a entrevista e destaco diversos detalhes. A começar pela forma como ainda olhamos para o sexo e para os atletas. Parece que é um bicho de sete cabeças. Mas só o é para nós pois Ingrid revela que eram distribuídos muitos preservativos na Aldeia Olímpica, inclusivamente no refeitório. Conta ainda que foram inventadas muitas mentiras sobre si e sobre a história. Algo que não me surpreende porque quando o tema é sexo e polémica, existem sempre mil versões inventadas por outras tantas pessoas.

A atleta brasileira confessa ainda que passou ainda a receber muitas nudes e propostas para fazer sexo. Confesso que isto não me surpreende, mas esta nova tendência das nudes para pessoas que não se conhecem de lado nenhum, merece um texto à parte. Aquilo que quero destacar é um detalhe que sempre foi assim e que dificilmente irá mudar. O que é pena.

Ingrid Oliveira diz que entrava no Instagram do atleta que levou para o seu quarto e que todas as pessoas lhe davam os parabéns pelo sexo. Já no seu eram só ofensas e rótulos como "vadia. Ingrid Oliveira refere mesmo que as pessoas que consideram Pedro [o rapaz que levou para o quarto] um garanhão são aquelas que dizem que é uma vadia. E isto nunca irá mudar. Duas pessoas na mesma situação, mas com dois pesos e duas medidas.

Por fim, a jovem brasileira refere que aquilo que fez é algo bastante comum a muitos atletas, nas mais variadas competições. Conta que Usain Bolt levou uma mulher, sem credencial, para o quarto e entende que a diferença está no facto de a sua aventura ter sido descoberta e também por ser mulher.