Mostrar mensagens com a etiqueta homem sem blogue. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta homem sem blogue. Mostrar todas as mensagens

24.9.26

iuc em cima da mesa: o que muda este ano e a revolução que aí vem

Já sabes como é que estas coisas funcionam. olhas para o calendário, lembras-te daquele mês em que o carro veio para casa e sabes que o imposto único de circulação não perdoa. Se tens um veículo com matrícula deste mês, já sabes que tens de tratar da papelada e do pagamento até ao dia 30, antes que o fisco decida lembrar-se de ti de uma forma menos simpática.

Como pagar sem perder a cabeça no portal das finanças

A rotina já é nossa conhecida, mas nunca é demais relembrar para evitar dramas desnecessários. escusas de dar voltas à cabeça, o processo faz-se num instante digitalmente:

  • Entras no portal das finanças com o teu nif e a respetiva senha;

  • Navegas até cidadãos, depois serviços, seguidamente IUC e por fim entregar ano corrente;

  • Emites o documento de pagamento e liquidas a fatura.

Simples, rápido e sem filas de espera nos serviços públicos. mas convém despachares isso antes que o prazo expire.

O fim do mês da matrícula: o que vai mudar no calendário

A grande novidade, e aquela que realmente nos interessa para os próximos tempos, é que o modelo tradicional está com os dias contados. a partir de 2027 entramos num período de transição, e em 2028 o sistema muda radicalmente. O calendário de pagamento do iuc deixa de estar agarrado ao aniversário da matrícula do teu automóvel e passa a ter datas fixas para toda a gente.

Na prática, a partir de 2028, a coisa funciona assim:

  • Valores até 100 euros pagas num único momento em abril;

  • Entre 100 e 500 euros divides em duas prestações, em abril e outubro;

  • Valores superiores a 500 euros passam a ser pagos em três vezes, em abril, julho e outubro.

Já em 2027 teremos uma fase de adaptação para evitar que tenhas de pagar dois anos num curto espaço de tempo — até 500 euros fica para outubro, e acima disso divide-se entre julho e outubro. A ideia do governo passa por trazer mais previsibilidade fiscal e evitar surpresas desagradáveis na carteira.

Agora é olhar para as contas atuais, despachar o que tens pendentes e preparar para a nova era dos impostos automóveis.

stella: vergonha, aproveitamento ou o novo normal dos nossos dias?

 Por estes dias, parece que o país inteiro só consegue falar de uma pessoa: Stella.

Se andas a viver debaixo de uma pedra e não fazes ideia do que estou a falar, resumo-te o enredo. Trata-se da jovem de 24 anos que decidiu invadir o palco de um evento da RFM no Cais do Sodré, arrancou o microfone ao cantor Bluay e transformou-se instantaneamente num meme nacional e numa estrela viral.

A partir daí, a internet dividiu-se, as caixas de comentários pegaram fogo e as teorias multiplicam-se a cada minuto. Afinal, o que está por trás deste fenómeno?

Vergonha ou falta de civismo?

De um lado da barricada tens os defensores da moral e dos bons costumes. Há quem olhe para isto com profunda vergonha alheia. Como é possível que uma pessoa se torne famosa à custa de uma falta de respeito gritante pelo espaço alheio?

O que mais choca muita gente não é apenas a ação impulsiva da jovem, mas sim ver uma multidão a aplaudir e a legitimar um comportamento que, até há muito pouco tempo, seria visto como pura falta de educação. Estaremos a criar heróis de meia pataca que apenas sabem fazer barulho?

O aproveitamento e o cifrão nos olhos

Depois, passamos para a faceta empresarial e pragmática do assunto. Se achas que a Stella é apenas uma vítima ingénua da própria impulsividade, podes tirar o cavalo da chuva.

A jovem percebeu o comboio da fama a passar à velocidade da luz, correu a criar um perfil de Instagram e, segundo reza a lenda, já cobra 2.000 euros por ação de marketing. Uns chamam-lhe chico-espertismo digital; outros chamam-lhe uma visão de negócio implacável num mundo que premeia a atenção a todo o custo. Afinal de contas, quem de nós recusaria rentabilizar os quinze minutos de fama?

Um produto descartável das redes sociais

Por fim, deixo-te a grande dúvida que me persegue: não será a Stella um mero produto perfeito dos dias que correm?

Vivemos numa era em que as redes sociais fazem e desfazem heróis e vilões à velocidade de um scroll. Plataformas que elevam pessoas ao patamar de semi-deuses para, logo a seguir, as cuspir e esquecer na sarjeta da irrelevância digital.

Estará a Stella assim tão errada ao querer capitalizar a sua fama instantânea, tirando o maior proveito monetário possível antes que a internet passe para a próxima polémica?

Existem opiniões para todos os gostos e, sejamos honestos, provavelmente nenhuma delas está verdadeiramente errada. O que tem isto tudo no carro do Pingo Doce? Provavelmente o reflexo exato da sociedade em que vivemos.

Deixo-vos a questão. Votação aberta nos comentários: estamos perante o fim dos valores ou perante uma mestre do marketing moderno?

20.5.26

onde param os cozinheiros? o drama de já não se comer bem

Há uma pergunta que me assalta a mente sempre que decido sair para jantar: o que é feito dos verdadeiros cozinheiros?

Parece que, de um momento para o outro, a profissão desapareceu do mapa. Hoje já não há cozinheiros. Há "chefes de cozinha". E cuidado, não te atrevas a errar no termo! Muitos deles ficam genuinamente ofendidos se não espetarem logo à frente do nariz os seus 723 diplomas, com especializações em texturas, esferificações e tudo o que termine em termos técnicos pomposos.

Esta gourmetização extrema traz consigo outra dúvida legítima: onde param aqueles restaurantes onde, puramente, se comia bem?

O cansaço das "experiências gastronómicas"

Quando procuro um sítio para almoçar ou jantar, a minha lógica é simples. Dou total primazia à qualidade da comida e a uma relação qualidade-preço justa. O resto é secundário. No entanto, escolher um restaurante hoje em dia tornou-se uma autêntica dor de cabeça.

Parece que o foco mudou. Já não interessa se a comida te aconchega a alma; o que importa é a "experiência gastronómica". Exige-se quase um mestrado para conseguir traduzir nomes complicados no menu para coisas que, na verdade, são ultra simples. Tudo se tornou demasiado complexo, artificial e, honestamente, cansativo.

O triunfo da simplicidade

Vamos falar a sério. Vejo muita gente sedenta por frequentar estes espaços XPTO, onde a conta final custa muito mais do que a refeição realmente vale. Pagas o conceito, o empratamento com pinça e a iluminação dramática. A comida? Fica para segundo plano.

Claro que há exceções. Existem restaurantes de autor, mais requintados, que são referências indiscutíveis e merecem cada cêntimo pela técnica e inovação. Mas sejamos honestos: a grande maioria não passa de fogo de artifício.

No final do dia, continuo a defender a mesma ideia. Aquilo que realmente sobrevive ao tempo, aquilo que nos deixa saudades, é o conceito do "bom, bonito e barato". É a travessa generosa colocada no centro da mesa, o jarro de vinho da casa e a partilha genuína. A verdadeira gastronomia não precisa de um palco de teatro; precisa apenas de sabor e simplicidade.

1.6.19

7 anos sem blogue

Os últimos tempos têm sido uma loucura. De tal modo que nem me apercebi que já tinha passado mais um aniversário. São já sete anos sem blogue. Sete anos a escrever e a partilhar aquilo que me vai na alma. Obrigado a todos os que por aqui passam. São vocês que fazem com que tudo valha a pena. Muito obrigado. Parabéns a vocês.

26.2.19

quem se lembra da polémica com ingrid oliveira?

Ingrid Oliveira ficou conhecida mundialmente em 2016, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A atleta brasileira, de 22 anos, competia em saltos para a água, mas não ficou conhecida por aquilo que fez na prancha e na piscina. Ingrid Oliveira deu que falar depois de se ter tornado público que tinha feito sexo na Aldeia Olímpica. Isto aconteceu há sensivelmente três anos, mas só agora é que a atleta revelou aquilo que realmente aconteceu.

Li com atenção a entrevista e destaco diversos detalhes. A começar pela forma como ainda olhamos para o sexo e para os atletas. Parece que é um bicho de sete cabeças. Mas só o é para nós pois Ingrid revela que eram distribuídos muitos preservativos na Aldeia Olímpica, inclusivamente no refeitório. Conta ainda que foram inventadas muitas mentiras sobre si e sobre a história. Algo que não me surpreende porque quando o tema é sexo e polémica, existem sempre mil versões inventadas por outras tantas pessoas.

A atleta brasileira confessa ainda que passou ainda a receber muitas nudes e propostas para fazer sexo. Confesso que isto não me surpreende, mas esta nova tendência das nudes para pessoas que não se conhecem de lado nenhum, merece um texto à parte. Aquilo que quero destacar é um detalhe que sempre foi assim e que dificilmente irá mudar. O que é pena.

Ingrid Oliveira diz que entrava no Instagram do atleta que levou para o seu quarto e que todas as pessoas lhe davam os parabéns pelo sexo. Já no seu eram só ofensas e rótulos como "vadia. Ingrid Oliveira refere mesmo que as pessoas que consideram Pedro [o rapaz que levou para o quarto] um garanhão são aquelas que dizem que é uma vadia. E isto nunca irá mudar. Duas pessoas na mesma situação, mas com dois pesos e duas medidas.

Por fim, a jovem brasileira refere que aquilo que fez é algo bastante comum a muitos atletas, nas mais variadas competições. Conta que Usain Bolt levou uma mulher, sem credencial, para o quarto e entende que a diferença está no facto de a sua aventura ter sido descoberta e também por ser mulher.