22.1.18

bons pais, maus pais e supernanny

Já tinha dedicado um texto ao Supernanny. Na altura, centrei-me na exploração infantil, que ainda considero ser o foco principal e aquele para onde as pessoas olham consoante o jeito que dá. Dois programas depois, continuo sem perceber onde está o drama!

No programa de ontem assisti a algo que será um dos principais problemas dos pais. E refiro-me à desautorização que um dos pais dá quando o outro está a castigar. E vi o tema ser tratado com serenidade. Tal como vi a nanny impedir que a mãe confrontasse a filha num momento que levaria a uma discussão.

É certo que ninguém gosta de ver crianças a chorar, a berrar e até a bater nos pais. Mas quantos filhos "perfeitos" não fazem isto em locais públicos? Como diz uma amiga, "também dizia que os meus filhos nunca haveriam de fazer birras, até ao dia em que o meu filho se sentou no chão do centro comercial a chorar".

Aquilo que vejo no programa deverá ser comum a muitos pais. E tenho a certeza de que muitos cometem os mesmos erros. E talvez possam aprender um pouco com o programa. Aprender a fazer coisas básicas como um plano de tarefas para a família.

Volto à exploração infantil. São os pais que escolhem participar no programa. Mas esta decisão é mais condenável do que os pais que usam os filhos para ganhar dinheiro? Ou roupas e produtos para os mesmos? Não é igualmente exploração?

E não percebo o drama quando a maioria das pessoas fica contente com as discussões e agressões nos Big Brothers e com as cenas de sexo nos Love on Top. É engraçado ver a jovem de joelhos no WC enquanto os colegas aplaudem o sexo oral mas é condenável ver uma criança a fazer uma birra na televisão? É condenável ver a criança no "cantinho da pausa" na televisão mas é porreiro obrigar o filho a tirar fotografias a troco de três camisolas de uma marca catita?

Recuso entrar no autocarro do ódio ao programa apenas porque é moda falar dele. Num panorama geral, não percebo o drama. E muito me espanta determinadas origens de críticas.

8 comentários:

  1. Nunca vi o programa... Não tenho vontade de o fazer... Mas já li várias criticas destrutivas e construtivas relativamente ao programa...
    Numa caixa de comentários de um blogue li algo que me fez sentido... Era a caixa de comentários de um babyblog (ou mummy blog, vá) e o que era criticado era a exposição da menina, em que diziam que ok, a Margarida podia não gostar, mas foi um programa e que uma semana depois já nem se lembrava da cara da miuda, pelo contrário, da(s) criança(s) do blogue lembrava-se, da fotografia do banho, das rotinas e da cara... que fácilmente a reconheceria na rua...
    Tudo é exposição... Pela positiva ou pela negativa...
    Todos temos uma pegada digital... Todos devem ter pelo menos uma foto na internet... nem que seja porque o pai ao lado tirou uma foto do rebento, e o nosso estava lá ao lado...
    Como em tudo, é preciso ter bom senso e tentar não ver mal em tudo...
    Beijinho e boa semana...
    5 em Crescendo

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    1. É isso mesmo! E as pessoas têm de olhar para o próprio umbigo antes de criticar aquilo que é feito pelos outros, praticamente de igual modo.

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  2. Ainda nem vi o programa mas já tou a ver que isto está a ser mega polémico. Qualquer programa destes em Portugal é sempre um drama... mas sim, concordo contigo quando comparas ao love on top.

    TheNotSoGirlyGirl // Instagram // Facebook

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  3. Nunca vi. Aquilo que sei é do que vou lendo. Não teci opinião acerca do programa, mas tenho uma opinião acerca dos pais que se sujeitam a programinhas de TV para educar os filhos.

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    1. Isso é outra questão. E podemos falar de desespero ao dinheiro ou mesmo da vontade de ter os cinco minutos de fama.

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