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7.5.19

o caso uno, algo que nunca deveria ter existido

Ainda hoje gosto de jogar UNO. Até porque era um dos jogos que costumava jogar no secundário. Há muito que não ouvia falar deste jogo, até que reparo que está em grande destaque nas notícias. Tudo por causa de uma regra. Diz até que é o maior mito em torno do UNO.

“Se alguém coloca uma carta +4, deves apanhar quatro cartas e passar a tua vez. Não podes pôr uma carta +2 para que a pessoa seguinte apanhe seis cartas. Sabemos que já o fizeste”, escreveu a empresa no Twitter. É aqui que entra o título que dei a esta publicação.

Isto porque nunca joguei deste modo. Até porque no meu grupo de amigos do liceu, em caso de dúvida, era percorrer o manual das regras para perceber se era uma jogada possível ou não. E como se percebe, não é.

Só que neste tipo de jogos, todos querem criar as próprias regras. Principalmente aquelas que dão jeito no momento de ficar com menos cartas ou penalizar o jogador seguinte. E é assim que se criam os tais mitos que se propagam rapidamente porque ninguém quer ler as regras do jogo. Tivessem amigos como os meus e iam ver se não paravam o jogo para perceber as regras.

13.2.19

dr, tell me why?

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que a Mundet Factory é uma espécie de segunda casa para mim. Não só por ser muito perto da minha casa, mas por ser um projecto fantástico de um amigo de infância que realizou o sonho de ter um restaurante num espaço emblemático da terra onde cresceu.

Numa das vezes em que estava lá com o João Macedo, diz-me que ia passar a ter um jogo nas noites de quarta-feira. “É o Dr. Why”, disse-me. Assumi que não conhecia aquilo de que estava a falar e lá me explicou que era um quiz ao vivo. “Dizem que é o melhor”, acrescentou. Assim que me explicou, percebi logo o que era e até lhe disse que tinha visto algo assim no Mercado Bom Sucesso, no Porto.

Não consegui estar presente na primeira noite. Na segunda gostei do que vi e desde a terceira semana que já tenho uma equipa que não falha uma noite de jogo. Até já temos o cartão de equipa. E a verdade é que é muito fácil ficar “viciado” no jogo. Por diversos motivos. É uma desculpa para os amigos se juntarem. Testamos o nosso conhecimento. Existem divertidas picardias com outras equipas e mesmo com quem apresenta o jogo.

E este último detalhe é muito importante. No caso da Mundet existe um apresentador que é mais de metade do sucesso do jogo. É divertido, puxa pelas equipas, alimenta a diversão e tudo isto faz com que horas pareçam segundos. Fica a dica para quem procura um plano a meio da semana que acaba por fazer muito bem à cabeça.

14.11.18

apaixonei-me pelo rui (e isso está a fazer-me muito bem)

Já tinha falado do Rui neste texto. De forma resumida, o Rui tem tudo aquilo que considero que um profissional que trabalha num ginásio deve ter. E que deveria ser regra geral, mas infelizmente é excepção. Uma boa excepção. Conheci o Rui no ginásio que frequento e onde era personal trainer. Foi simpático desde o primeiro dia e sempre achei especial piada ao facto de cumprimentar individualmente cada uma das pessoas que estavam no ginásio.

Enquanto estivemos juntos no ginásio, o Rui nunca foi meu personal trainer. O que não o impediu de me desafiar constantemente a ser melhor e a puxar por mim, desafiando-me a fazer treinos melhores. Sem que nunca me tentasse “vender” os seus serviços personalizados. É algo que faz genuinamente. Acabámos por treinar várias vezes até que recebi a notícia de que iria abandonar o ginásio.

Num momento de tristeza pessoal, lamentei a sua partida. Porque pensei que iria perder o contacto com uma pessoa que se transformou num amigo. Com maior lucidez, fiquei feliz por saber que ia para algo melhor e que esta nova etapa seria muito boa a nível pessoal, algo que nem sempre é possível para quem tem uma vida profissional igual à do Rui.

Mas curiosamente, o momento em que nos afastámos fisicamente foi aquele em que nos tornámos mais próximos. E o Rui acabou por se transformar no meu personal trainer “à distância”. Mesmo longe, quis puxar por mim criando vários treinos específicos. Pergunta constantemente como estou e através de vídeos corrige aquilo que entende ser necessário.

Sinto-me muito melhor desde que sou treinado pelo Rui e fico muito feliz por me ter cruzado com alguém que tem por objectivo mudar a vida das pessoas. É por isso que dedico este texto ao Rui. É por isso que partilho também o seu email – ruisousa_karate@hotmail.com – porque o Rui está disponível para ajudar outras pessoas, como muito me tem ajudado.

As pessoas interessadas em ter alguém que puxe por si (à distância ou através de um acompanhamento pessoal e próximo num espaço exclusivo) podem enviar um email ao Rui, explicar a situação e ficar a conhecer as condições. Além da paixão pelo desporto, o Rui é ainda um excelente osteopata, o que faz com que seja também uma boa opção para quem procura um.

Quando partilhei o primeiro texto sobre o excelente profissional que é, o Rui veio ter comigo para me agradecer o gesto. Disse que era sincero e que não o tinha feito para que me agradecesse. E é a mesma sinceridade que me leva a dar conhecimento dos serviços que o Rui presta. Porque pessoas assim merecem ser conhecidas pelo maior número de pessoas. Obrigado, Rui!

30.8.18

chegou a hora do até já e da mudança

Tenho o hábito de almoçar com um grupo de amigos uma vez por semana. Já fomos a vários espaços mas há muito que começamos a frequentar um pequeno café que consegue ter quatro ou cinco pratos do dia.

O convívio entre nós é o que mais importa. Muito mais do que a comida. Mas ali encontrámos comida muito boa e uma família extraordinária que nos acolheu como fazendo parte deles. E não há melhor do que isto para esquecer os problemas do trabalho e da vida. O tempo ali passado vale ouro.

Infelizmente, há uns meses surgiu a notícia de que ia fechar o espaço. Ficámos tristes mas felizes com o facto de nunca mais acontecer. Foram passando as datas e nada de fecho. O que nos levou a acreditar que a reunião semanal continuaria a ser ali.

Até que chegou a triste notícia. Vai mesmo fechar. E já! É certo que nós vamos continuar a juntar noutro espaço, mas fica o vazio de não ser na companhia de uma família que nos trata tão bem. Que nos faz sentir melhor do que no mais luxuoso dos restaurantes.

Fico triste, mas feliz. Porque quero acreditar que é a melhor decisão para a família. Só posso desejar tudo de bom para o Jorge (um cozinheiro de excepção), tal com a D. Paula. E também para o Xerife Sr. Artur: "bebida é comigo". É um até já!