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3.6.15

quaresma recria nu com 21 anos

Corria o ano de 1994 quando José Cid posou nu, apenas com um disco de ouro a cobrir as suas partes íntimas. Sem depilação, algo quase impensável numa foto do género nos dias que correm. Apesar desta foto ser motivo de brincadeira ao longo dos anos, poucas pessoas devem saber o que motivou a mesma. Aquele gesto do Elton John da Chamusca (definição do próprio) foi um protesto contra as playlist das rádios. Ou seja, José Cid quis despir-se de preconceitos. E só para terminar o tema José Cid, quantas pessoas sabem que tem um álbum numa lista – da Billboard - dos melhores 100 álbuns do mundo, de rock progressivo, de todos os tempos?


Mais de duas décadas depois volto a ver uma imagem que me recorda da imagem de José Cid. Tem um homem. Continua nu. Em vez de deitado está sentado. E os pelos dão lugar, quase em “igual” número, às tatuagens. O cantor é substituído por um jogador, de nome Ricardo Quaresma, e o disco de ouro dá lugar a um quadro de Cristina Ferreira, a dona da revista onde pode ser vista a imagem.


Confesso que não sou o maior fã desta capa. Em primeiro lugar porque acho que a pose de Quaresma está esquisita, tendo em conta que está despido. Acho que está demasiado à vontade. Considero também que o quadro com a imagem da apresentadora está ali a mais. Excepto se dê o caso de o jogador assumir um fascínio pessoal ou profissional pela apresentadora durante a entrevista (e acredito neste cenário porque as fotos foram feitas dias depois da conversa entre ambos).

Mesmo não sendo o maior fã da capa (o que não significa que a odeie) reconheço mérito na mesma em diversos factores. A começar pela pessoa em si. Quaresma é um jogador que não costuma falar muito da sua vida pessoal. É jogador de poucas entrevistas e isso joga a favor da publicação. A imagem, gostando ou não, deixa curiosidade em relação ao que pode ser visto, daqui a alguns dias, no interior da revista. E existe ainda o preconceito das tatuagens que talvez seja ligeiramente quebrado com esta produção fotográfica.

Como seria de esperar, bastaram minutos para que começassem a surgir capas alternativas a esta (as que encontrei estão no facebook do blogue), menos sérias e muito mais divertidas. Por fim, e acho que seria o número mais vendido de todos, gostaria de ver Cristina Ferreira numa produção semelhante a esta, na sua revista. Acho que é o único espaço onde pode acontecer. E acredito que irá acontecer mais cedo ou mais tarde.