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13.11.20
gerhard berger diz que ferrari não vence com equipa totalmente italiana
Gerhard Berger fica para a história com um dos grandes pilotos da sua geração. O antigo piloto austríaco, de 61 anos, destacou-se por ser companheiro de equipa do falecido Ayrton Senna na McLaren. E também pelas duas passagens pela Ferrari: entre 1987 e 1989 e de 1993 a 1995. Agora, em conversa com o podcast MotorsportMagazine, o antigo piloto recordou a forma como é vivido o patriotismo na equipa.
“Quando estive lá, o grande desejo da Ferrari como equipa italiana é sempre tentar ganhar campeonatos como equipa italiana, todos italianos e com desempenho totalmente italiano”, refere. “Eu digo hoje, não é possível. A Fórmula 1 é muito complicada, tão alto nível, que precisas dos melhores do mundo, onde quer que os encontres, não importa a nacionalidade. No final do dia, o campeonato vai voltar para Itália de qualquer maneira”, acrescenta.
De forma a sustentar a sua opinião, Gerhard Berger recorda a última era dourada da escuderia italiana. “Quando olhas para trás, para Schumacher, o melhor era Ross Brawn no seu segmento”, conta. “Ele é inglês. O melhor foi Jean Todt na política e como chefe de equipa. Ele é francês. O melhor na aerodinâmica é Rory Byrne, sul-africano. O melhor piloto da época era Michael Schumacher. Ele é alemão”, prossegue. “Jean juntou tudo isso, formaram uma equipa internacional fantástica e conseguiram o sucesso. É assim que funciona”, defende.
Durante a conversa, o antigo piloto abordou ainda o seu amor pela equipa que representou em duas ocasiões. “Eu amo a Ferrari, o meu coração é a Ferrari”, diz. “Mesmo que, no momento, as coisas não estejam a dar certo, sou um adepto. Todos nós devemos ficar juntos. Esperamos que tomem as decisões certas para as pessoas certas e a Ferrari seja uma candidata ao campeonato mundial”, conclui.
11.11.20
três jovens talentos disputam lugar que a ferrari quer preencher na fórmula 1
Está por dias uma das revelações mais aguardadas relacionadas com os planos da Ferrari para as equipas de Fórmula 1 de 2021. Mattia Binotto, chefe da equipa, revelou que os planos passam por promover um jovem talento da academia de pilotos e que a decisão será revelada antes de terminar a temporada de Fórmula 2, que terá a última corrida no Bahrein. O que significa que até 6 de dezembro será anunciado o nome escolhido.
Mick Schumacher, Callum Illot e Robert Shwartzman são os candidatos a ocupar o desejado lugar num dos bólides. Os três pilotos estão a competir na Fórmula 2 com o filho de Michael Schumacher a ocupar o primeiro lugar da competição, seguido de Callum Illot. A escuderia italiana mantém uma ligação com a Alfa Romeo e a Haas. Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi mantêm-se na primeira equipa na próxima temporada, sendo que a segunda já fez saber que Kevin Magnussen e Romain Grosjean não irão formar dupla em 2021.
“Acho que não vamos esperar pela corrida final no Bahrein ou Abu Dhabi. Penso que é algo que iremos decidir nas próximas duas semanas. Como dissemos, não há lugar para todos. Acho que estão muito bem na Fórmula 2 e, de momento, estamos a considerar Mick, Callum e Robert. Têm uma temporada para acabar, estão focados na próxima corrida no Bahrein e estão a lutar pelo campeonato, o que é muito importante para eles”, começa por dizer Mattia Binotto.
“O objectivo não é apenas colocá-los na Fórmula 1, mas trazê-los para a escuderia Ferrari, para os carros vermelhos, e qualquer que seja o caminho é o menos importante. Um desses pilotos estará na Fórmula 1 no próximo ano e os outros terão oportunidades. Isso é connosco. Precisamos de nos organizar e de lhes dar uma oportunidade”, conclui. Apesar de não existir uma confirmação oficial, Mick Schumacher é o piloto da Ferrari Driver Academy melhor posicionado para a desejada promoção.










