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20.5.26

benfica choca com a realidade: amorim fecha a porta da luz

Se és daqueles que passa os dias a fazer scroll pelas notícias desportivas à procura do próximo treinador do Benfica, puxa uma cadeira. A novela que envolve a sucessão no banco encarnado ganhou um enredo digno de uma produção da Netflix, mas acaba de sofrer uma reviravolta daquelas que ninguém esperava. Ou talvez sim.

Muito se tem falado sobre o destino de José Mourinho e, sejamos honestos, na ótica da direção de Rui Costa, Ruben Amorim seria a escolha que faria mais sentido para acalmar as bancadas.

Das exigências milionárias ao balde de água fria

Os rumores corriam à velocidade da luz. Dizia-se no ecossistema do futebol que Amorim já tinha uma lista de exigências para assinar pelo Benfica. Falava-se do regresso de Nuno Gomes para liderar a estrutura do futebol, da dispensa de figuras como Simão Sabrosa e Mário Branco, e até de pedidos cirúrgicos no mercado: um guarda-redes e três centrais. Constava que a Luz estava disposta a cometer verdadeiras loucuras financeiras a nível salarial.

Pois bem, podes esquecer os cenários hipotéticos. Este episódio da novela morreu mesmo antes de ir para o ar. Rúben Amorim fechou oficialmente a porta ao Benfica.

O esclarecimento que põe fim à especulação

Para travar a bola de neve — alimentada por várias peças televisivas —, a agência que gere a carreira do técnico emitiu um comunicado oficial categórico. E as palavras não deixam margem para dúvidas:

  • Rúben Amorim tomou, há muito tempo, a decisão de prosseguir a carreira no estrangeiro.

  • Não existiu qualquer reunião com clubes portugueses para discutir condições de trabalho, salários ou planeamento de plantel.

  • Tudo o que passe disto é pura especulação.

Com esta nega categórica ao futebol nacional, o foco de Amorim está claramente além-fronteiras. Resta agora saber quem será o próximo alvo da estrutura encarnada. Será que Marco Silva é o senhor que se segue, ou vamos ver esta novela transformar-se numa daquelas sagas longas e arrastadas?

Uma coisa é certa: os próximos capítulos prometem aquecer o defeso. E tu, quem gostarias de ver no banco das águias?

11.6.20

romelu lukaku e o treinador português que o jogador nunca irá perdoar

Actualmente nos italianos do Inter, clube no qual é treinado por Antonio Conte, Romelu Lukaku é considerado um dos grandes avançados do futebol europeu. Ao longo da carreira, o belga já teve a oportunidade de trabalhar com dois técnicos portugueses. Sendo que com um deles até trabalhou em dois clubes diferentes. Refiro-me a José Mourinho. O avançado belga, de 27 anos, foi treinado pelo Special One no Chelsea e foi o setubalense que pediu a sua contratação para o Manchester United.



Romelu Lukaku trabalhou ainda com André Villas-Boas no Chelsea. O jogador fazia parte do plantel dos blues em 2011/12, altura em que o português era treinador do clube londrino. E foi em entrevista ao jornal Het Laatste Nieuws que o belga revelou que nunca irá perdoar André Villas-Boas pelo facto de não o ter inscrito na Liga dos Campeões. Prova que o clube viria a conquistar nessa época, já com o italiano Roberto Di Matteo no comando da equipa.

"Di Matteo disse-me que eu ficava com a equipa até depois da final. Ele entendeu que todos deveriam de estar presentes, incluindo aqueles que estavam suspensos e os poucos jovens que não integravam a equipa da Liga dos Campeões. Sou-lhe agradecido por isso. Aquela vitória era algo com que sempre tinha sonhado (…) Estava feliz pelo clube, mas havia um homem que me tinha tirado aquele momento: o treinador anterior. Nunca vou perdoa-lo por isso", diz.

"Não lhe toquei com um dedo, porque, pessoalmente, eu não ganhei esse troféu [Liga dos Campeões]"


O avançado belga refere mesmo que nem quis tocar no troféu da Liga dos Campeões conquistado pelo Chelsea. "Não lhe toquei com um dedo, porque, pessoalmente, eu não ganhei esse troféu. É assim o meu comportamento, desde que tinha 11 anos. Se não contribuí com nada, não é um troféu meu", refere. Apesar da mágoa e das complicações que teve com André Villas-Boas, Lukaku compreende que o papel do português também não era fácil.

"Uma vez pôs-me a jogar como extremo-esquerdo e outra como extremo-direito. Assim não consegues desenvolver-te. Então, em determinada altura, tens de pensar em ti. Disse ao clube o que achava disso. Eu sei, Villas-Boas também estava sob pressão. Mas era por isso que não me devia tratar daquela forma", termina.

Analisando a época 2011/12, Romelu Lukaku participou em apenas 12 jogos pelo Chelsea. Ao todo, o avançado esteve em campo durante 404 minutos, não tendo marcado qualquer golo e tendo feito uma assistência. Quanto a André Villas-Boas, comandou o Chelsea durante 40 jogos. Destes, ganhou 20, empatou 10 e perdeu outros tantos. O clube justificou o despedimento do português com resultados que "não foram suficientemente bons e não davam mostras de melhorar".