19.11.12

o que fiz (e aquilo que aconselho)

A agressão de que fui alvo no Porto tem dado que falar aqui pelo blogue. E ainda bem que assim é. Espero que aquilo que me aconteceu possa ser um exemplo para quem gosta de se divertir de noite. Seja no Porto, em Lisboa, Faro ou mesmo na China.

Como tal, vou explicar aquilo que fiz e que entendo ser a melhor forma de lidar com uma situação destas. O mais importante é não perder a calma. O fundamental é não parar. Tentar fazer com que a situação, seja ela qual for, aconteça sempre em movimento, o que permite à pessoa sair do local onde está e que, ao mesmo tempo, facilita que se chegue a outra rua onde podem estar outras pessoas.

Por mais vontade que exista, não se deve resistir. Confesso que tive vontade de agarrar pelo menos num deles e fazer tudo aquilo (ou pior ainda) que me estavam a fazer. Mas, nessa altura consegui ter calma para perceber que eram oito (nós apenas dois) e que provavelmente teriam facas.

Isto foi o que fiz e aquilo que aconselho. Para mim é a melhor forma de agir com este tipo de gente que não pensa e que facilmente pega numa faca e faz alguma burrice. Proteger o nosso corpo, não resistir e andar.

Aconselho ainda que desconfiem de todos os grupos que encontram na rua. Se tiverem que mudar de caminho, mudem. Se tiverem que apanhar um taxi, apanhem. Assim evitam ser esmurrados e pontapeados, tal como eu fui.

Enviado do meu BlackBerry® da tmn