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19.3.20

dezenas de concertos para veres em casa, online e gratuitamente

Uma iniciativa de louvar. É o que tenho a dizer do festival #EuFicoEmCasa. Numa altura em que todos os espectáculos foram cancelados em Portugal, diversos artistas do panorama musical português juntaram-se num evento especial. Neste festival, os artistas dão concertos, com uma duração aproximada de 30 minutos, na segurança da sua casa. 

Além de partilharem os seus talentos, alertam a população para a necessidade de ficar em casa. São quase 80 concertos, todos gratuitos e para ver online, nas contas de Instagram dos artistas (na sua maioria) ou na do festival. O #EuFicoEmCasa já teve início e prolonga-se até dia 22 de Março. Fica então a saber os concertos a que ainda podes assistir.

Quinta-feira (19/3)
17h00 – Paulo Sousa (ver concerto aqui)
17h30 – Afonso Cabral (ver concerto aqui)
18h00 – Joana Espadinha & Cassete Pirata (ver concerto aqui)
18h30 – Tainá (ver concerto aqui)
19h00 – Fábia Rebordão (ver concerto aqui)
19h30 – Bispo (ver concerto aqui)
20h00 – Mirai (ver concerto aqui)
20h30 – Marta Carvalho (ver concerto aqui)
21h00 – António Zambujo (ver concerto aqui)
21h30 – Mafalda Veiga (ver concerto aqui)
22h00 – Matias Damásio (ver concerto aqui)
22h30 – Prodígio (ver concerto aqui)
23h00 – DJ RIDE (ver concerto aqui)

Sexta-feira (20/3)
17h00 – Tomás Wallenstein (ver concerto aqui)
17h30 – Sean Riley (ver concerto aqui)
18h00 – Frankie Chavez (ver concerto aqui)
18h30 – Catarina Munhá (ver concerto aqui)
19h00 – Kalú (ver concerto aqui)
19h30 – Cláudia Pascoal (ver concerto aqui)
20h00 – Nelson Freitas (ver concerto aqui)
20h30 – Marco Rodrigues (ver concerto aqui)
21h00 – AGIR (ver concerto aqui)
21h30 – Pedro Abrunhosa (ver concerto aqui)
22h00 – Capicua (ver concerto aqui)
22h30 – Pedro Mafama (ver concerto aqui)
23h00 – Stereossauro (ver concerto aqui)

Sábado (21/3)
17h00 – Valas (ver concerto aqui)
17h30 – O Gajo (ver concerto aqui)
18h00 – Joana Almeida (ver concerto aqui)
18h30 – Luís Severo (ver concerto aqui)
19h00 – Benjamim (ver concerto aqui)
19h30 – Jorge Benvinda (ver concerto aqui)
20h00 – Cálculo (ver concerto aqui)
20h30 – Rui Massena (ver concerto aqui)
21h00 – Héber Marques (ver concerto aqui)
21h30 – Carolina Deslandes (ver concerto aqui)
22h00 – The Legendary Tigerman (ver concerto aqui)
22h30 – Ana Bacalhau (ver concerto aqui)
23h00 – Moullinex (ver concerto aqui)


Domingo (22/3)
17h00 – Fausto Bordalo Dias (ver concerto aqui)
17h30 – João Só (ver concerto aqui)
18h00 – Sara Correia (ver concerto aqui)
18h30 – Júlio Resende (ver concerto aqui)
19h00 – Selma Uamusse (ver concerto aqui)
19h30 – Ricardo Ribeiro (ver concerto aqui)
20h00 – Best Youth (ver concerto aqui)
20h30 – Nuno Ribeiro (ver concerto aqui)
1h00 – Ana Moura (ver concerto aqui)
21h30 – David Carreira (ver concerto aqui)
22h00 – Luísa Sobral (ver concerto aqui)
22h30 – Tiago Bettencourt (ver concerto aqui)
23h00 – Xinobi (ver concerto aqui)

21.10.16

quem ousa trair uma celebridade bem sexy

Quando alguma celebridade é notícia por algo ligado à vida sentimental as reacções são quase sempre as mesmas. Refiro-me a notícias como a traição do agora ex-namorado de Jennifer Lopez ou as informações sobre o final do casamento de Angelina Jolie e Brad Pitt ou mesmo de Johnny Depp e Amber Heard. E tem piada porque as reacções são quase sempre as mesmas. Ou do mesmo género.

"Como é que fulano foi capaz de trair um mulherão como a Jennifer Lopez" ou "como é que a Angelina Jolie deixa um homem daqueles" são apenas dois exemplos de coisas que a maior parte das pessoas dizem. O que leva a crer que as pessoas valorizam bastante o aspecto físico, apesar de não o conhecerem na sua realidade. Valorizam uma beleza que praticamente só conhecem numa fase pós produção. Além disso colocam aquelas pessoas num patamar onde o comum dos mortais não entra.

Para estas pessoas as celebridades são perfeitas. É tudo em bom. Não existe um único defeito que possa ser apontado. Não há mau feitio. Não são pessoas maldosas. Não ofendem ninguém. Não são uns trastes. Não são intragáveis. São apenas um mar de virtudes que encanta todas as pessoas que as rodeiam. É a perfeição em pessoa. Só de olhar dá vontade de suspirar. E esta imagem é algo que tem a sua piada.

As pessoas criam uma imagem com base num filme ou em vários. Aquilo que imaginam é com base numa ficção. E não se conseguem recordar de que, no final do dia, independentemente dos milhões na conta, das roupas caras, das casa de luxo e dos carros potentes, estas pessoas acabam por ser iguais ao nosso vizinho que é um barulhento do caraças e de que ninguém no prédio gosta. São pessoas com defeitos, com qualidades e em alguns casos com vidas vazias e solitárias. Muito piores do que as de muitas pessoas que não têm metade dos ingredientes daquele glamour que se espalha pelo mundo.

Depois existe o oposto. Que é o momento em que as pessoas se cruzam com uma celebridade que idolatram. E que por acaso (ou não) naquele dia não está com boa disposição. Ou que simplesmente não teve tempo para atender aos pedidos do fã. Nessa altura, a pessoa que era um mar de qualidades passa a ser um oceano de defeitos. Nesta altura é tudo mau. Até a beleza se vai embora. Já nada presta. E mais uma vez, estas pessoas continuam a ser iguais ao vizinho de quem ninguém gosta mas que até tem algumas qualidades.

e se pedro dias for inocente?

“E se Pedro Dias, o famoso fugitivo de Aguiar da Beira for inocente?”, perguntou um amigo. Respondi que não acredito na inocência. Mesmo tendo em conta as contradições avançadas pelos agentes de autoridade para determinados momentos desta história, digna de um filme, que se arrasta há muito tempo. “Imagina que tem receio de ser apanhado porque sabe que o matam logo”, acrescentou outro amigo.

Mais uma vez referi que não acredito em tal possibilidade. Não acredito que esta história contenha uma teoria da conspiração tão grande que transforme Pedro Dias numa vítima inocente de tudo aquilo que aconteceu nos últimos dias. E não acredito pelo próprio comportamento do fugitivo que, segundo consta – e agora é tudo suposições – nem teria necessidade de andar em roubos deste género.

Caso fosse inocente já se teria entregue às autoridades. Acredito nisto. E foi o que expliquei aos meus amigos. “Mas imagina que o matam assim que aparecer”, disseram. Referi que caso existisse esse receio tinha outra hipótese que não passava por entregar-se às autoridades. Entrava em contacto com um meio de comunicação social. Uma televisão ou um jornal. E defendia-se, explicando que tudo não passa de uma cabala e que fulano e sicrano estão a querer incriminá-lo por algo que não fez. Dava provas para que a sua versão fosse investigada.

No meu modo de pensar são estas as duas opções para um cidadão inocente que é procurado por diversos crimes. Nada disto aconteceu. Não se entregou, continua a fugir e não existe nenhuma prova que dê a entender que Pedro Dias é vítima, que é inocente e que não tem culpa nenhuma em tudo aquilo que aconteceu. Pessoalmente, e isto vale o que vale, acredito que algo correu mal durante o roubo e perdeu a cabeça. Agora é um homem “desesperado” que tudo fará para não ser apanhado.

voltei a ser adolescente

Os Blink 182 são uma das minhas bandas preferidas dos meus tempos de adolescente. Falar desta banda, nascida na Califórnia, EUA, em 1992, é falar de What's My Age Again?, uma música que é um dos maiores sucessos do grupo e cujo vídeo deu que falar devido ao facto de os membros da banda aparecerem nus a correr durante o vídeo.



Em 2016 surge She's Out Of Her Mind em que os Blink 182 recriam o famoso vídeo. Uma das diferenças, além da música, é que são mulheres que correm nuas. Obrigado à banda por esta boa malha e pela viagem ao passado. E agora que voltei a ser adolescente vou ali ouvir First Date e muitas outras músicas desta banda que marcou a minha adolescência. Até já.

20.10.16

cancro. todos sabem tudo, mesmo não sabendo nada

Hoje, como é hábito às quintas-feiras, fui à papelaria do costume antes da hora do almoço. Entrei e o dono estava ao telemóvel. Já lá estava outra pessoa. Passámos a ser dois. Passado um pouco chegou mais um homem. E ainda mais três rapazes. Fui o primeiro a despachar-me e a aproximar-se da caixa. Isto sem contar com o homem que já estava no espaço quando entrei e que percebi tratar-se de um vendedor.

Em condições normais teria ficado chateado com o facto de o dono da papelaria estar a conversar ao telemóvel enquanto tinha clientes na loja. Mas não fiquei minimamente aborrecido. Isto porque foi possível perceber que a chamada era sobre um tema complicado. Percebi que alguém muito próximo do senhor está a lutar contra o cancro. E percebi que a pessoa está num ponto em que pode não resistir a uma operação. Trata-se de alguém que está a ser consumido pela doença. Pelo bicho. E o homem dizia sentir-se impotente perante aquela triste realidade. Dizia também esperar um milagre.

Meio indignado, o homem dizia à pessoa com quem falava – era impossível não ouvir a conversa na papelaria, especialmente para mim que estava num balcão muito perto do senhor – que várias pessoas lhe diziam coisas como “não vais fazer nada?”, “o que vais fazer?” ou “vais ficar a olhar?”. Algo que irritava o homem. “Diz-me o que fazer?”, “Onde vou?”, “O que faço?” ou “Qual o caminho?” são exemplos do que o homem respondia aquelas pessoas.

Infelizmente o cancro fez parte da minha vida num passado que se começa a afastar, com a doença da minha mãe. E tenho a certeza de algumas coisas. Para começar, só um doente oncológico é que sabe o que é ter cancro. Os outros nada sabem. Muitos pensam que imaginam. Mas na realidade ninguém sabe o que é ter uma doença que pode roubar a vida a não ser que tenha passado por isso. Depois existem palpites. Que são feitos por quem nada sabe mas tudo julga saber. Uns falam porque acham que fica bem dizer algo. Outro porque se julgam senhores da razão. Mas são tudo palpites. Nada mais do que isso.

As pessoas deviam pensar duas vezes antes de abrir a boca no momento de abordar um doente oncológico. E isso começa logo no “coitadinho” ou no “tenho pena”. Esqueçam essa merda. Porque as pessoas já sabem que estão doentes e não precisam de pena alheia nem de coitadinhos. Para isso basta terem que lidar, e só eles é que o fazem, com a doença e com os medos inerentes durante 24 horas por dia. Esquecer isto é o primeiro passo.

Depois é as pessoas esquecerem que são donas da razão. Será que alguém que diz “não fazes nada?” a um familiar próximo de um doente oncológico, que está a ser consumido a uma velocidade alucinante por uma doença desta dimensão, tem noção das palavras? Será que acredita que existe alguém disposto a estar de braços cruzados perante uma realidade dolorosa? Será que param para perceber a impotência de quem rodeia um doente oncológico e que já não sabe o que fazer (ou dizer) para que tudo fique bem, dentro da normalidade? Creio que basta pensar um pouco para perceber que existem coisas que não se dizem.

De resto, aconselho todas as pessoas que têm conselhos para os doentes oncológicos (e respectivos familiares próximos) que os apliquem a si e às suas realidades. Que se preocupem em mudar as suas vidas, que tenham certezas absolutas em relação às suas realidades e que alterem aquilo que têm que alterar nas suas vidas. Esqueçam a realidade de um doente oncológico. Esqueçam a dureza de lidar com essa realidade. Porque provavelmente não o vão compreender. E para dizer asneiras mais vale estar com a boca fechada.

já ganhei o dia. obrigado joana

Ano após ano o meu pai reúne-se com os camaradas que estiveram com ele na guerra, que não sendo de nenhum deles, acabou por ser de todos. Este ano, e sabendo que tinha editado um livro, alguns dos amigos do meu pai quiseram receber um exemplar de Nunca Sem Ti. E foi com muito orgulho que tive a oportunidade de fazer chegar um exemplar a várias pessoas que estão marcadas na vida do meu pai.

Até que hoje abro o mail do blogue e tenho um email da Joana que me diz que acompanha o blogue há algum tempo. Isto já me deixa sorridente porque é bom saber que se chega a alguém com algo tão banal como palavras, ideias e pensamentos que se partilham num blogue. Mas o melhor estava para vir. “No outro dia, o meu pai chegou a casa com o livro que escreveste, que o teu pai lhe trouxe num encontro e eu mostrei-lhe o teu blog”, foi o que li.

Não podia começar melhor o dia. Gosto destas felizes coincidências da vida. Gosto destes momentos que valorizo bastante. E já ganhei o dia. Ninguém me irá roubar o sorriso à Marreta que está estampado no meu rosto. Obrigado Joana. Soube mesmo muito bem.

a vida não é feita só de vitórias

A vida não é feita apenas de vitórias. Em alguns casos nem é o mais importante. E esta foto mostra-me isso mesmo. Trata-se de uma imagem antiga, na altura em que era iniciado no Paio Pires Futebol Clube, o primeiro clube onde joguei. Ali estou eu, na fila de cima, o terceiro a contar da direita para a esquerda, inserido numa equipa que representa um dos melhores balneários em que estive (e tive a felicidade de jogar em diversos clubes).

Posso gabar-me de ter jogado no campeonato nacional. De ter defrontado grandes jogadores. E de muitos outros feitos. Mas nenhum deles, com muita pena minha, está associado a este clube e à maioria destes jogadores. No Paio Pires, um clube modesto, as vitórias nem sempre estavam presentes. Nunca fui campeão distrital neste clube e nem sei se tive mais vitórias do que derrotas. Mas a amizade e o companheirismo estavam sempre presentes.

Um amigo dizia que quando chegava a casa a mãe não lhe perguntava se tinha ganho, empatado ou perdido, simplesmente perguntava por quantos tinha perdido. E toda a gente ria com momentos destes. Ninguém acusava ninguém de nada. Todos queriam ser melhores enquanto equipa. Todos trabalhavam para isso mas em conjunto. E por mais banal que isto pareça, é algo raro em muitos balneários. É algo que não encontrei em clubes melhores onde estive.

Mesmo assim, estes jogadores fazem parte de um início de época brilhante. O futebol era muito bom e as vitórias iam aparecendo até ao momento em que acabámos por quebrar. Se não estou em erro foi também graças a estes jogadores, e a esta equipa, que fui convidado a mudar-me para um clube que me permitiu disputar o campeonato nacional e ser campeão distrital, entre outras coisas. Com estas pessoas aprendi muito. E aprendi que a vida não é feita de vitórias e que realmente é possível ganhar muito quando se perde um jogo. Ou muitos jogos. Obrigado a todos!

19.10.16

gosto disto pela manhã

Pouco passa das sete da manhã quando entro no café para tomar o pequeno-almoço. Nesta altura do ano significa que é algo que ainda acontece de noite. Mas existem pequenos gestos que fazem com que este ritual não seja penoso. Por exemplo, gosto de entrar no café e ser recebido com um sonoro “bom dia” que não é dito por obrigação mas por simpatia.

Aprecio que já saibam o que vou comer. E que passado pouco tempo de entrar no café tenha o pequeno-almoço na mesa. Agrada-me que este conhecimento vá ao mais ínfimo detalhe. Tal como gosto que seja feita conversa. Não apenas porque fica bem mas para conversar um pouco. E destaco pessoas que sabem conversar sem passar a barreira do incómodo. Existe conhecimento, alguma intimidade mas tudo dentro dos limites.

Tudo isto que referi faz com que o dia comece da melhor forma possível. Faz também com que fique fã de determinado estabelecimento. E nos dias que correm é algo que faz toda a diferença entre um estabelecimento que consegue estar bastante composto às sete da manhã e outros que estão quase vazios.

15.10.16

pode ser um destes sff

Quando andava a passear pelas ruas de Paris cruzei-me com um "monstro" destes. Era, na minha modesta opinião, mais bonito do que este porque era preto. A viatura despertou-se curiosidade por diversos factores. O primeiro é o tamanho. Pois este G500 4x4 2 é enorme quando comparado com o tamano habitual de um carro que se vislumbra na cidade. Também me despertou a marca - Mercedes - pois é facilmente identificável e nunca tinha visto nenhum igual a este. E ainda o ar duro (visto de fora) com o luxo (interior) da marca. Foi aquilo a que se chama de amor à primeira vista. Aliás, quem é que não se apaixona por um destes?




Já em Portugal fui pesquisar informação deste meu novo amor. Fiquei a saber que tem um motor v8 4.0 biturbo e que tem o modesto preço de 282.450 euros. Coisa pouca portanto. Saber o preço leva-me a dizer: "pode ser um destes se faz favor".

13.10.16

assumo que sou um belieber

Justin Bieber tem algo que me irrita. E tanto me irrita neste cantor como me irrita em qualquer adolescente. E refiro-me às constantes birras e confusões. À eventual necessidade de alimentar a imagem de bad boy de que elas supostamente tanto gostam. Mesmo dando o desconto da dimensão da sua fama mundial, da dificuldade que poderá representar lidar com a mesma e sem esquecer que foi lançado para os holofotes da fama e para o escrutínio público com uma tenra idade, Justin Bieber perde um pouco neste lado.

Depois existe o outro lado da moeda. Aquele que realmente importa. Que diz respeito ao talento que tem. E não é preciso gostar daquilo que Justin Bieber faz para se perceber que existe qualidade no seu trabalho. Uma qualidade acima da média. E isso tanto se nota em canções mais popularuchas que são facilmente consumidas pelo público (como é o caso desta) como em temas que já estão noutro patamar, como é o caso deste tema, desta canção e ainda mais desta música, apenas para dar três exemplos.

A isto tudo junta-se o preconceito. Porque homem que é homem não ouve Justin Bieber. Até porque fica bem a um macho dizer que “o puto que tem a mania que é bom” só faz músicas para “pitas histéricas” que ficam loucas com muito pouco. Quando esta barreira é derrubada, e quando o falso guilty pleasure desaparece, muitos homens acabam por assumir que até gostam das músicas de Justin Bieber. E quando o fazem percebem que a sua masculinidade não foi beliscada por causa de um gosto musical, que é tão válido como outro qualquer. Sem qualquer preconceito ou ponta de vergonha assumo que sou um belieber.

12.10.16

coisas boas da chuva

Não sou grande fã de chuva. Principalmente desde que tive um acidente de viação motivado por causa da chuva e que fez com que apanhasse um dos maiores sustos da minha vida. Felizmente, depois de vários piões no Eixo Norte-Sul e de bater no separador central o carro necessitou apenas de um parafuso de plástico. Por isso, bem vistas as coisas, só não aprecio a chuva a conduzir.

De resto, gosto da chuva. Gosto de estar em casa e ver a chuva cair. Gosto, em alguns casos, de ouvir a chuva bater na janela. E adoro também a chuva para praticar desporto. Isto na sequência de muitos anos a jogar futebol à chuva. Ainda no que ao desporto diz respeito, sabe muito bem correr com chuva. Não aquela que deixa a roupa muito pesada mas a suficiente para se sentir no rosto. Consegue ser algo maravilhoso. E isto é uma das coisas boas da chuva.

tempo de antena vs invasão de idiotas

Antigamente o tempo de antena era visto como um bem precioso. E um dos ingredientes responsáveis por isso era a dificuldade em ter acesso aquilo que o passar do tempo fez questão de vulgarizar. Refiro-me aos famosos “cinco minutos de fama”. Que em tempos eram uma dispendiosa peça de alta costura e que hoje são um trapo que não é vendido – a algumas pessoas – com 90 porcento de desconto.

A dificuldade em ter tempo de antena fazia com que as pessoas valorizassem o mesmo. A oportunidade podia ser única e isso fazia com que fosse aproveitada da melhor forma possível. Quem conseguia ir à televisão ou à rádio dava o seu melhor para que tudo corresse bem. Independentemente de tentar promover algo pessoal ou de simplesmente dar uma opinião sobre qualquer tema.

Mas esta tradição já não é o que era. Porque nos dias que correm o tempo de antena anda pelas ruas da amargura. Qualquer pessoa consegue, assim o deseje, os seus cinco minutos de fama. Uma consequência do avançar dos tempos. Actualmente qualquer pessoa pode recorrer a uma rede social para ter o seu momento de fama. Um objectivo que é facilmente alcançado. E mesmo ter fama na televisão é relativamente fácil devido à quantidade de canais e aos diferentes formatos.

E a abundância e facilidade de acesso transforma qualquer bem valioso em algo barato. E aquilo que era bom – neste caso o tempo de antena – passa a ser desperdiçado pela maioria das pessoas. E posso dar dois exemplos muito simples. A Casa dos Segredos. A maioria dos concorrentes revela o desejo de aproveitar a participação para mostrar que um reality show pode ter concorrentes interessantes e inteligentes. Na realidade saem quase todos do programa com uma imagem negativa devido aos comportamentos adoptados durante o programa.

Outro exemplo de tempo de antena desperdiçado é a recente manifestação dos taxistas. O tempo de antena deveria ter sido aproveitado para promover a classe mas acabou por acontecer o oposto. A imagem da classe fica ligada aos arruaceiros que danificaram um carro, às virgem violadas, aos filhos da puta e paneleiros da Uber. Algo que só serviu para promover a plataforma que ficou sossegada no seu canto e não podia desejar uma melhor publicidade do que ver os próprios taxistas afastarem as pessoas dos táxis.

“As redes sociais deram a oportunidade de falar a legiões de idiotas que antigamente só falavam num bar, depois de beber um copo de vinho e sem perturbar a sociedade. Eram facilmente silenciados, mas agora têm o mesmo tempo de antena de um vencedor de um Prémio Nobel. É a invasão dos idiotas”, disse Umberto Eco. E estas sábias palavras ilustram muito bem a desvalorização que as pessoas dão a algo que deveria ser bastante valioso e nunca desperdiçado.

30.9.16

como fazer com que alguém goste de nós?

Acredito que qualquer pessoa já passou por um momento em que gostaria que outro alguém gostasse de si. Não tem necessariamente de ser uma obsessão mas pode ser um daqueles momentos em que a pessoa deseja ficar bem vista aos olhos de alguém. Acredito no que escrevi até agora tal como acredito que é algo que não se pode forçar muito. É algo que quase acontece naturalmente.

Por outro lado, existem detalhes que talvez passem despercebidos mas que podem ajudar imenso a criar uma boa impressão e a fazer com que alguém goste de nós. Até porque a relação fica quase sempre marcada pelos primeiros momentos de convivência entre duas pessoas. Ou mesmo em relações que não são recentes.

Dizer o nome da pessoa
Este é um truque que aparece em diversos livros de sucesso. Dizer o nome das pessoas com quem se fala é algo que faz com que se goste da pessoa. Pessoalmente, gosto que alguém saiba o meu nome mas detesto quando alguém começa todas as frases que me dirige com Bruno. Saber é bom, exagerar é irritante. Aqui o truque é recordar-se do nome da pessoa.

Evitar distracções
Este é capaz de ser um dos maiores flagelos da actualidade entre amigos e não só. Hoje em dia as pessoas falam agarradas ao telemóvel enquanto se distraem com redes sociais. E acabam por não ouvir nada enquanto fingem que ouvem. Isto até ao momento em que são questionadas sobre algo. Um bom truque é desligar (ou colocar em silêncio) o telemóvel quando se vai estar com alguém. É algo que passa uma mensagem de importância para a outra pessoa.

Contacto visual
Uma das coisas mais importantes quando duas pessoas estão a conviver é o contacto visual. Não gosto de conversar com pessoas que são incapazes de olhar nos olhos enquanto falam. Pessoas que preferem olhar para o chão, por exemplo. Olhar nos olhos é sinal de interesse.

Críticas constantes
É perfeitamente normal que uma pessoa não partilhe da opinião de outra. Mas uma boa relação passa por respeitar a opinião de outro, mesmo que não seja partilhada. Estar sempre a criticar não é a melhor opção.

Sorrir
“As acções falam mais alto do que as palavras. Um sorriso diz, “Gosto de ti. Estou feliz por te ver”, é uma frase de Dale Carnegie. E basicamente diz tudo sobre a importância de um sorriso quando duas pessoas se encontram.

Elogiar
Elogiar alguém durante uma conversa revela que a pessoa está com atenção. Mas o elogio deve ser sincero. Porque existe diferença entre elogio e bajulação. Um é sincero, o outro é falso. Um é respeitado e admirado enquanto o outro é condenado. Elogios sim, mas apenas com sinceridade.

Simpatia
O tempo é o bem mais precioso do mundo e cada vez mais escasso pois as pessoas não têm tempo para nada. As pessoas estão sempre com pressa. Por isso, é preciso arranjar tempo para ouvir os outros de forma genuína e com simpatia. Até porque atenção e simpatia são duas das coisas que as pessoas mais desejam encontrar.

Encontrei estes sete tópicos num texto de um site estrangeiro. Não sei se funcionam na perfeição. Mas depois de ler cada um deles tenho de assumir que é aquilo que desejo (ou gosto) encontrar em alguém que venha falar comigo. Gosto de saibam o meu nome, que não falem comigo a olhar para o telemóvel, que me olhem nos olhos e que sorriam e sejam simpáticos. Por isso é capaz de ser mesmo meio caminho andado para gostar de alguém. Especialmente se tudo isto acontecer com naturalidade.

29.9.16

obrigado rui

Os meus dias ficam vazios sem música. As viagens casa-trabalho e trabalho-casa só fazem sentido com música. Correr só faz sentido com música. E felizmente tenho uma profissão que me permite ouvir música durante o horário de trabalho. Esquecendo o último caso, as viagens de carro e mesmo as corridas são marcadas por momentos em que canto, danço e toco instrumentos imaginários. Sem nunca me preocupar com os olhos de quem possa estar a olhar para a minha figura.

O gosto que tenho pela música faz com que esteja sempre a descobrir novos artistas e a ouvir vezes sem conta artistas e músicas de que gosto. Uma das coisas que gosto de fazer, apenas para dar um exemplo, é escolher uma música no youtube e deixar que navegue de música em música sem o meu controlo. Isto leva-me, em diversas ocasiões, a artistas que aprecio bastante.

Um deles é Rui Veloso, com quem me cruzei ontem. Admiro imenso as músicas deste brilhante artista e não me canso de as ouvir. Algo que acontece há anos. Das suas músicas destaco duas: Cavaleiro Andante e Nunca me Esqueci de Ti. São duas músicas que me arrepiam a cada vez que as ouço (e adoro temas que têm este efeito em mim) e das quais gosto muito por diversas razões.

Sou suspeito porque gosto destes dois temas mas não tenho dúvidas que fazem parte das melhores músicas alguma vez feitas em Portugal. Tenho a certeza de que daqui a muitos anos ainda vão ser ouvidas. Ainda vão apaixonar muitas pessoas e servir de banda sonora a casais loucamente apaixonados. Acima disto, tenho a certeza de que daqui a muitos anos ainda vão ser faladas como grandes músicas portuguesas. Vão ser vistas como uma perfeição musical e alguém irá dizer “naquele tempo é que a música era boa”. Por isso, obrigado Rui Veloso.

28.9.16

posso mandar-te à merda?

Existem pessoas que se queixam por tudo e por nada. Pessoas que passa a vida a desejar aquilo que não têm acabando quase sempre por não aproveitar aquilo que têm. Existem pessoas que deixam tudo para amanhã, porque há sempre tempo. Pessoas que não dizem o que têm para dizer e que não fazem o que desejam fazer. É sempre adiado.

E com todo o respeito, muitas destas pessoas merecem ser mandadas à merda. Ou, melhor do que isso, devem ver algumas fotos (estão todas no facebook do blogue) de um trabalho levado a cabo pela Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo que serviu para assinalar o dia do sonho. 

Pode soar a cliché mas isso depende de cada um e do modo como encaram a vida. Mas às vezes são necessários momentos como estes para que algumas pessoas passem a ter uma melhor perspectiva da vida e daquilo que realmente importa. E para que percebam que perdem tempo e gastam energias com coisas sem qualquer interesse.
















27.9.16

ser selectivo é bom

Quando somos mais novos, isto na generalidade dos casos, não somos selectivos em quase nada. Basta perguntar a um jovem de 18/20 anos se quer sair à noite e ainda a pergunta não está concluída já ele está pronto para sair. É algo normal. Também era assim. Mesmo não saindo muitas vezes, facilmente aceitava um convite. Sem questões ou sem grande pensamento.

Não importava quem ia nem para onde ia. Ia sair à noite e isso chegava. E isto aplica-se a muitas outras coisas como jantares de grupo, jogos de futebol e outras actividades semelhantes. Agora, com 35 anos, um convite quase que parece uma entrevista de emprego para um dos mais importantes cargos do mundo. Interessa saber para onde é para ir, quem vai e por aí.

Se antigamente existiam desculpas para ir, agora existem desculpas para não ir. E quando existe vontade de ir é importante que o momento seja partilhado com pessoas que me dizem algo (dispenso estar com quem nada me diz) e em sítios onde todos se sintam bem. Isto é um dos bons efeitos do passar dos anos e do amadurecimento natural de uma pessoa. Pelo menos gosto de acreditar nisso e é isso que vejo em mim.

Até porque são detalhes destes que fazem a diferença no momento de sair, para o que quer que seja. É a diferença entre uma boa noite (ou um bom jantar) e horas que custam a passar e que nos levam a estar sempre a olhar para o relógio e a pensar numa desculpa para ir embora o mais depressa possível. Gosto de ser assim. Gosto que as pessoas que me rodeiam sejam assim. Porque tudo sabe muito melhor quando assim é.

dá que pensar

No fim-de-semana estava a passear com os meus pais quando um senhor, mais velho, passou por nós. Estava em Setúbal, perto de uma avenida muito movimentada. Como o homem em questão era cego, o meu pai perguntou se necessitava de ajuda para atravessar a estrada. O senhor respondeu que pretendia ir para a paragem que ficava mais ou menos a uma centena de metros do local onde estávamos.

O meu pai acabou por ajudar o senhor e lá foram a conversar. Entre outras coisas, revelou ao meu pai que tinha sido professor e que o cidadão mais famoso de Setúbal - José Mourinho - tinha sido seu aluno. Destaco ainda uma frase que foi dita ao meu pai. "Os mais cegos são aqueles que vêem", disse o homem. E realmente é uma frase que dá que pensar. Especialmente em tempos como estes.

26.9.16

a dignidade cabe na casa dos segredos?

Com maior ou menor preconceito a verdade é que as pessoas tendem a olhar para os concorrentes de reality shows como pouco inteligentes, pessoas vazias de conteúdo e sem ambição na vida. E nem um modesto cargo político, um curso superior ou uma profissão pomposa arrancam estes rótulos a quem se inscreve num programa como a Casa dos Segredos.

Esquecendo os rodriguinhos, existem concorrentes que são mesmo a imagem que as pessoas têm deles. Existem outros que são o oposto do que as pessoas julgam. Tal como existem concorrentes que só querem fama e outros que acreditam ir ganhar mundos e fundos com a participação num reality show. Pelo meio disto tudo, a maioria deles são manipulados pelo programa sem que tenham noção de que são uma marioneta que procura audiência televisiva. Ou, caso tenham esta noção, aceitam as regras do jogo.

Tudo isto misturado numa casa faz com que se questione até que ponto a dignidade tem direito a entrar na Casa dos Segredos. Os concorrentes sabem ao que vão. Pelo menos deveriam saber. Sabem que vão ser explorados ao máximo, com relações postas à prova e com a tentativa de que existam conflitos que vão prender o telespectador à televisão. Ou não fosse este o grande objectivo destes programas.

Mesmo assim acho que há espaço para a dignidade. E isso ficou provado ontem pela concorrente Helena Isabel que decidiu fazer algo que poucas pessoas conseguem fazer com sucesso: confrontar um “monstro televisivo” como Teresa Guilherme, que considero a melhor pessoa em Portugal para conduzir um programa deste género. Esta concorrente não gostou de ser alvo de uma brincadeira, que considerou de mau gosto e que envolvia a sua lingerie. E disse isso mesmo à apresentadora.

Já acompanhei mais este tipo de programas mas hoje deparei-me com a notícia deste momento. Vi o vídeo e confesso que fiquei fã de Helena Isabel, que parece ser a pessoa que tem pânico de atravessar a ponte 25 de Abril. Já vi muitas argumentações que são pautadas por gritos, ofensas e falta de classe. Esta concorrente conseguiu confrontar Teresa Guilherme com calma, argumentando em condições e colocando os pontos nos ii. E com isto conseguiu ter a opinião pública do seu lado, tendo em conta as diversas críticas feitas à apresentadora.

Este episódio mostra que a dignidade tem espaço numa casa de um qualquer reality show. E creio que sempre teve. A diferença é o preço a que é comercializada pois muitas pessoas facilmente abdicam da sua por muito pouco. E bem vistas as coisas este problema não é exclusivo de um reality show. Para quem não sabe o que aconteceu, fica aqui o vídeo do momento.

o meu fetiche

No que à decoração da casa diz respeito tenho alguns fetiches. Dois deles foram realizados há algum tempo. O primeiro, uma pequena garrafeira e o segundo um original bar de gins. Ainda posso acrescentar mais um que passa por um daqueles baldes do lixo grandes, de metal. Por um lado é bom pois não são fetiches cuja realização/aquisição implique muito dinheiro.

Acabo de descobrir algo que me pode ajudar a colocar o próximo em prática. Refiro-me a um sinal em neon. E a culpa vai ser da Neon Mfg - Handmade Neon Art. É por lá que se encontram estes exemplos que aqui partilho. Sendo que é também possível personalizar o próprio sinal que se deseja. Os preços são em conta, tendo em conta o produto.