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14.3.22

10 baloiços panorâmicos para visitares em portugal

Os baloiços panorâmicos são um novo fenómeno em Portugal. Que seja porque realçam a beleza cénica envolvente ou porque animam os recantos do nosso País. Por outro lado, os baloiços acabam por nos remeter para uma imaginação infantil e idílica. Tudo isto levou a Holidu, motor de pesquisa para casas de férias, a eleger aqueles que tens mesmo de visitar.

1 – Baloiço do Trevim
É o mais conhecido e também o mais “instagramável” de Portugal. Conta com mais de 1700 hashtags no Instagram bem como mais de 1700 Google reviews. Localizado no ponto mais alto da Serra da Lousã, a 1.200 metros de altitude, este baloiço de madeira é o local ideal para tirar fotografias para o Instagram. E não irás ficar desiludido com as paisagens que este baloiço tem para oferecer.

2 - Baloiço do Mezio
Em segundo lugar está o baloiço do Mezio, com 4,7 estrelas no Google. Este magnífico baloiço é um ponto de passagem obrigatório da Serra do Soajo e do Parque Nacional Peneda-Gerês. Considerado pela UNESCO Reserva Mundial da Biosfera. Aqui espera-te uma majestosa vista de 360°. Perfeita para um nascer ou pôr de sol.

3 - Baloiço da Boneca
No último lugar  do pódio, com 1586 hashtags no Instagram, o baloiço da Boneca. E se te disser que podes sobrevoar o Vale do Douro num baloiço? É exactamente isso que vais sentir ao baloiçar aqui. Situado em Sebolido, no concelho de Penafiel, este é um dos mais procurados e instagramáveis pontos no norte de Portugal.

4 -Baloiço da Ladeira
Em quarto lugar, com 4,7 estrelas no Google, está o Baloiço da Ladeira. Também conhecido como baloiço da Nazaré, foi inaugurado em 2020. E oferece uma vista verdadeiramente inigualável sobre o imponente Oceano Atlântico, a praia da Nazaré, os surfistas a desafiar as ondas e as casas brancas impecavelmente alinhadas. Há quem diga que é uma porta para o paraíso.

5 - Baloiço da Pedreira
A meio da classificação está o baloiço da Pedreira. Com 567 hashtags no Instagram, permite uma forma sustentável de descobrir Cela. E de recolher memórias únicas na vida! Localizado numa pedreira desactivada oferece uma vista privilegiada sobre uma lagoa incrivelmente azul. Perfeita para uma selfie com a lagoa como fundo.

6 - Baloiço 440
Em sexto lugar com mais de 160 comentários no Google e uma classificação de 4,6 estrelas, um dos mais emblemáticos baloiços panorâmicos, baloiço 440. Localizado em Fafe, este baloiço é dedicado aos apaixonados, porque é “O amor que nos une”. Esta é a frase gravada no banco que tantos casais fotografam para mostrar o seu amor.

7 - Baloiço do Oural
Em sétimo lugar o baloiço do Oural, conta com mais de 320 hashtags no Instagram. Aqui, encontras a melhor vista sobre Vila Verde e Braga que pode existir. Situado no topo do Oural, o baloiço encontra-se a 700 metros de altura. E permite uma vista panorâmica sobre o concelho de Vila Verde e da serra do Gerês até ao Oceano Atlântico.

8 - Baloiço Maria Gomes
No 8.º lugar, com um score de 6,99, está o baloiço Maria Gomes. O seu nome deriva de uma das castas mais predominantes no território bairradino. Estrategicamente construído numa paisagem vitivinícola, o panorâmico baloiço Maria Gomes pretende ser mais um motivo para levar as pessoas à Capital do Espumante - Anadia.

9 - Baloiço do Rio
O baloiço do Rio encontra-se em nono lugar com mais de 190 hashtags no Instagram. Construído perto da Barragem de Ribeiradio, sobre o Rio Vouga, entre rochas, caminhos e vegetação, um baloiço com uma paisagem espetacular que nos desafia a olhar além. É, também, um dos três baloiços existentes na região (para além do baloiço da Serra e do baloiço Terra e Mar).

10 -Baloiço Terra e Mar
Em último lugar na classificação com um score de 6,96 e 4,7 estrelas no Google, o baloiço Terra e mar. O nome diz tudo! Este magnífico baloiço, construído num ponto muito alto, oferece uma vista de 360 graus cuja imensidão permite chegar a várias montanhas e até alcançar o Oceano Atlântico.

11.2.22

terrorismo chega a portugal

Nunca pensei escrever um texto com o título que dei a este. Aliás, espero mesmo que não o venha a fazer no futuro. Pelo menos com um significado muito trágico do que este. Em que um alegado atentado terrorista foi travado pela Polícia Judiciária depois de uma indicação do FBI. Felizmente, as autoridades nacionais conseguiram travar o plano antes de este ser colocado em prática.

Diz que João R. tinha um caderno com o plano detalhado. Diz que tinha na sua posse botijas de gás e várias armas. Diz que existem ameaças partilhadas na dark web. Diz que tinha o desejo de matar colegas e professores. Diz que o plano era espalhar o caos com explosões e depois matar o maior número de pessoas. Diz também que seria uma vingança. Diz ainda que era vítima de bullying. E tudo é um mar de especulações a partir daqui.

Existem relatos de familiares que não acreditam que isto seja plano de uma só mente. Que o adolescente tem problemas relacionados com saúde mental. Por outro lado, João R. está já severamente condenado nas redes sociais. Por aqui, fico contente que nada disto tenha acontecido. E que o suspeito seja condenado pelos crimes que cometeu. Algo que não serei eu a decidir.

De acordo com o comunicado das autoridades existem fortes indícios do que iria acontecer. O advogado de defesa diz também que este é um caso único, que poderá fazer história em Portugal. Misturando tudo isto, acho que podemos falar de terrorismo. Termo que tem tanto de forte como de banal em diversas situações. Escrevo este texto porque estou agradado com o facto de ninguém ter perdido a vida.

Por outro lado, assustado com algumas coisas. Fui dar à conta de Instagram do suspeito. Na qual constam apenas três publicações. Deparei-me com alguns comentários (recentes) que são muito feios, muito maus. E completamente despropositados. Porque não acrescentam nada à situação. Porque são feitas associações que mostram muito do que é esta realidade que vivemos. Este mundo virtual consegue ser tão assustador como a possibilidade de nada sabermos em relação a alguém que pode ser próximo de nós e que poderá ter um plano para nos roubar a vida.

Por fim, espero mesmo que isto seja um caso isolado. Que o João R. seja o referido “lobo solitário” e que não esteja inserido numa qualquer rede que tenha outros planos semelhantes para Portugal. Espero mesmo. Para o bem de todos nós. E que todos metam a mão na consciência em relação ao que podemos fazer de errado para potenciar o aparecimento de pessoas destas ao nosso redor.

7.5.21

griezmann e o hat trick perfeito que faz portugal sonhar

É aquilo a que se pode chamar de hat trick perfeito. E neste momento estarás a pensar num golo de pé direito, outro com o esquerdo e um na sequência de um cabeceamento. Mas este é completamente diferente e nem Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que são considerados os melhores jogadores do mundo se podem gabar. A autoria destes três “remates” certeiros pertence ao francês Antoine Griezmann.  

O jogador francês do Barcelona acaba de ser pai pela terceira vez. A pequena Alba nasceu no dia 8 de Abril, às 10h24 minutos, tal como anunciou Antoine Griezmann nas redes sociais. Se neste momento estás a pensar que o hat trick do craque é por ter tido três filhos, fica a saber que estás redondamente enganado. A proeza de Griezmann vai muito além disso. 

 

O dia 8 de Abril é provavelmente o mais especial da vida de Antoine Griezmann. É que os três filhos do jogador francês, e de Erika Choperena, nasceram no mesmo dia. E melhor pontaria do que esta era quase impossível. Mía nasceu em 2016. Em 2019 nascia Amaro. E agora, é a vez de Alba. Tal como o jogador, de 30 anos, também Erika Chperena recorreu às redes sociais para revelar ao mundo a alegria que o casal sente. 

 

Portugal pode sonhar 

 

Se és um daqueles adeptos mais atentos a datas e supersticioso, certamente que ficaste agradado com as datas dos nascimentos dos filhos de Griezamann. Até porque as mesmas dão alento a Portugal. Vejamos, Mía nasceu em 2016. Nesse ano, Portugal conquistou o Europeu pela primeira vez. Em 2019, foi a vez de Amaro vir ao mundo. E de Portugal conquistar a Liga das Nações. Agora, nasce Alba. E no verão irá disputar-se o Euro 2020 (mantém o ano apesar do adiamento devido à pandemia de coronavírus). Griezmann já fez a sua parte. Só falta que Portugal cumpra o resto. 

 

Só falta conquistar os adeptos do Barcelona 

 

Para que tudo corra bem, só falta que as coisas em campo corram da melhor maneira para Antoine Griezmann. Contratado ao Atlético de Madrid por 120 milhões de euros, o jogador francês ainda não conquistou por completo os exigentes adeptos catalães. Ainda assim, nesta temporada conta com 19 golos e 12 assistências em 47 jogos. 


18.2.21

amazon já tem site em português de portugal

Se tens por hábito efectuar compras na Amazon, fica desde já a saber que já poderás encontrar um site em português de Portugal. É certo que o www.amazon.pt irá continuar a encaminhar os consumidores para o site espanhol, ainda assim, é por lá que irás encontrar uma versão pensada especificamente para Portugal.  

Quanto estiveres no site espanhol, poderás optar pelo site em PT-PT, com essa indicação a assumir papel de destaque na página. “Bem-vindo à Amazon em Português” é a mensagem com que te irás deparar. Bem como com diversos ícones da cultura do nosso País, como a Torre de Belém, a Ponte 25 de Abril e as cores que se destacam na nossa bandeira. 

 

Amazon passa a contar com uma área dedicada a marcas portuguesas 

 

E desenganem-se aqueles que pensam que existe uma mera tradução do site, acompanhada por imagens associadas a Portugal. É que também existe uma área dedicada exclusivamente a “produtos de marcas portuguesas”. Por lá poderás encontrar artigos da Ambar, Castelbe, Sport Lisboa e Benfica e Selecção Portuguesa, entre outros. É realçado ainda que poderás contar com envios grátis para Portugal, desde que o pedido ultrapasse os 29 euros. Ou 19 caso estejas a comprar livros. Para isso, só terás de escolher entre os milhares de produtos disponíveis.

25.4.20

porque não nos podemos esquecer

A pandemia de coronavírus limitou as celebrações que temos vindo a fazer ao longo dos últimos meses. Ainda bem que assim é. E isto ninguém pode negar. Por outro lado, existem datas que merecem nota de destaque, independentemente dos tempos que vivemos e da ausência de festejos. O 25 de Abril é um desses dias.

Que ninguém desvalorize aquilo por que muitos passaram e que tornou possível que esta data seja celebrada hoje. É graças a ela que fazemos coisas às quais não damos praticamente valor nenhum como manifestar uma opinião livremente. Muitos deram a vida pela liberdade que hoje outros tantos desvalorizam por ser algo que têm de mão beijadas. Numa altura em que estamos a mudar a forma como encaramos a vida, espero que dediquemos algum tempo a dar importância a datas como esta.

Obrigado a todos aqueles que tornaram o 25 de Abril possível. Muito obrigado!

16.3.20

portugal, coronavírus... e agora?

Por estes dias os portugueses vão ficando, na sua generalidade, cada vez mais assustados com o crescente caso de doentes infectados com o novo coronavírus. Acredito que o maior medo está relacionado com os exemplos que nos chegam de Espanha e, sobretudo, de Itália. Se estes dois países não tivessem tido problemas de maior, talvez não existisse tanto receio. Mas ainda bem que existe. Porque acho que algumas pessoas ainda não perceberam aquilo com que estamos a lidar.

Por um lado, é certo que este vírus não é o bicho papão que nos irá matar a todos. O que não signifique que deva ser desvalorizado. Olhando para os números, vemos que a grande maioria da pessoas sobrevive à doença. Só que existem grupos de risco, que estariam igualmente vulneráveis a outros vírus, que podem ter complicações respiratórias graves. E é a este ponto que muitas pessoas ainda não chegaram. Espero que não, mas poderemos chegar ao ponto em que muitas pessoas (as tais mais debilitadas) vão necessitar de suporte respiratório. E quando os hospitais não tiverem capacidade para ajudar todos, será necessário escolher quem vive e quem morre. Por isso é que toda a prevenção não será exagerada. E esta leva a que todos queiram ficar em casa. Algo que nos leva a outra discussão.

Tenho a sorte de a empresa na qual trabalho ter enviado os trabalhadores para casa, por tempo indeterminado. Até porque aquilo que faço na redacção consigo fazer em casa, em total segurança. Tenho também a sorte de ter a minha mulher, grávida, em casa. Podia dizer algo como "os outros que se desenrasquem", mas sei que todos queriam estar numa situação como a minha. E acho que deveria ser permitido a todos. Porque seria a melhor forma de travar a escalada de uma doença que se multiplica a uma velocidade bastante rápida. Mais uma vez, espero estar enganado, mas também acredito que iremos chegar ao ponto de ser dada a ordem para que todos estejamos em casa. Saindo apenas para aquilo que é essencial.

Aquilo em que mais tenho pensado é na saúde. Na dos meus, na minha e na de todos os portugueses. E isto leva-me a pensar que o melhor seria fechar "tudo" durante um mês. Acredito que isto seria o passo correcto a dar. Por outro lado, sei também que terá um peso enorme na economia portuguesa. Ainda assim, acredito ser melhor fechar tudo por um mês do que passar, quatro, cinco ou seis meses a viver a conta gotas. Com negócios abertos sem que ninguém os visite. E entendo que a opção radical, de fechar tudo, acabará por ter um menor impacto. Mas isto não é mais do que o meu palpite.

Quando defendo que tudo deva fechar, não estou a empurrar o problema para os empresários. Os dois cenários que mencionei vão ter um impacto pesado para muitas pequenas e médias empresas. Talvez até para algumas grandes. Mas quando defendo o primeiro, defendo igualmente o apoio que terá de ser dado aos empresários e trabalhadores. Medidas que permitam minimizar os danos, evitando - ao máximo - o fecho de empresas e despedimentos. E este apoio tem de chegar de todos os lados. Das instâncias mundiais, europeias, estado, bancos e por aí fora. Não podemos apenas ser mais fortes juntos quando batemos palmas em cadeia. É preciso um apoio conjunto para que todos superemos este problema. Idealmente, com poucas mortes para lamentar.

27.11.19

mal de quem não sente orgulho nisto

Foi a transferência mais cara de sempre (do futebol português) quando trocou o Benfica pelo Atlético de Madrid. Agora, ganha o prémio Golden Boy, que distingue o melhor jogador do mundo com menos de 21 anos. É português. E é um orgulho do caraças vê-lo ganhar esta distinção. Mal de quem aproveita momentos destes para puxar da bandeira do clubismo e atacar o jogador. Destacou-se no Benfica. Mas poderia ter sido no Porto ou no Sporting. Ou noutro clube qualquer. É sempre de louvar quando estes prémios são nossos.

E é bom não esquecer que Portugal, este País tão pequeno na dimensão geográfica, tem estado a conquistar diversos prémios desportivos de destaque em todo o mundo. E isso só nos deve encher de orgulho. Para que não estejamos sempre nas notícias internacionais por motivos menos simpáticos que, esses sim, nos deixam envergonhados. Parabéns, João Félix. Parabéns, Portugal.

7.10.19

e depois das eleições...

24 horas depois do fecho das votações, assumo que não estou surpreendido com os resultados. Nunca duvidei de que o Partido Socialista seria o grande vencedor da noite e sem maioria absoluta. E baseava esta opinião no facto de não encontrar nenhuma alternativa à altura do que as pessoas desejam. O PSD não o é e duvido que o venha a ser num futuro próximo. Isto apesar do discurso que dá a entender que ganharam as eleições. De resto, acreditava nestes resultados do Bloco de Esquerda e nunca duvidei que Assunção Cristas (e o CDS) seria maior derrotada da noite.

Entre os poucos detalhes que ainda me surpreenderam, está o crescimento do PAN. De resto, nem os pequenos partidos que passam a ter assento parlamentar (Chega, Iniciativa Liberal e Livre) me surpreendem. Porque as pessoas que estão desiludidas com muitos partidos em que acreditavam, começam a rever-se nos ideais de outros. Muitas pessoas olham para o Chega (e para André Ventura) com medo e outros adjectivos que prefiro não escrever aqui. Mas olho para esta pequena vitória como um reflexo dos tempos modernos. Algo que acontece em diversos países. As pessoas têm medo de certas situações e apoiam aqueles que prometem acabar com elas.

Por fim, o maior lamento de todos. Falo da abstenção. Custa-me ver tantas pessoas a desperdiçar algo que tantos outros pagaram com as próprias vidas. A melhor arma de um cidadão será sempre o voto. Ou para manter algo, ou para mudar. Não votar e passar quatro anos a refilar nos cafés e nas redes sociais é algo que nunca trará mudança ao mundo. Quem não vota está a abdicar do poder que outros passam a ter em relação às suas vidas. E quem opta por não votar não pode, por exemplo, ofender aqueles que vão às urnas para votar em partidos que odeiam. Espero mesmo que no futuro existam mais pessoas preocupadas com os destinos de Portugal.

Agora, segue-se mais uma "geringonça" política e acredito que com isto ganham os portugueses. Pelo menos é a opinião de uma pessoa que nunca foi grande adepta das maiorias absolutas.

31.1.19

a nossa escrita é um caso perdido (e tenho de culpar os pais)

Enquanto jornalista passo os dias a lidar com palavras, textos e mais textos. Como tenho de fazer diversas pesquisas acabo por ler os mais diversos sites, dos mais diversos países e também publicações em papel. E, com muita pena minha, o destaque vai para os erros que encontro. Acrescentado também que já dei os meus erros. Mas existem erros e erros.

Pode passar despercebido a quem não trabalha na área, mas é fácil perceber quando um erro é uma simples gralha que resulta da tentativa de publicar (e refiro-me ao online) o texto rapidamente. É algo que acontece, ainda que não seja desculpável. Também existem muitas falhas de pontuação, algo que acaba por não ser o maior dos problemas. Até porque começo a achar que a nossa escrita é um caso perdido.

Não gosto daquela coisa do “no meu tempo”, mas aqui tenho de usar esta muleta. Porque a verdade é que no meu tempo, ou seja, na minha fornada de jornalistas, existia mais qualidade a nível de escrita do que existe agora com os mais jovens. É um facto! Vejo muitos textos de muitas pessoas mais novas e alguns são mesmo assustadores. Erros atrás de erros, falta de vocabulário e grande limitação na construção de um simples texto de meia dúzia de parágrafos. E isto é muito, mas mesmo muito grave. Principalmente para quem quer trabalhar nesta área.

Na procura de um culpado para esta situação, o mais fácil será dizer que a responsabilidade é dos professores. Porque eles, pensam muitos pais, é que têm a obrigação de preparar os jovens para tudo e mais alguma coisa. Este modo de pensar está errado. Que me desculpem os pais, mas a maior parte da responsabilidade está nos pais. Que não estimulam os filhos a trabalhar tudo aquilo que acaba por ser importante para a escrita.

Hoje é “lol”, “kkk”, abreviaturas para tudo e mais alguma coisa e não passa disto. Não se lê (e já nem vou aos livros, fico-me por jornais e sites), não se faz nada que leve a uma estimulação que tenha reflexo na escrita. Os adolescentes lidam com vocabulários bastante limitados e não passam disto. Isto poderá não ser grave para alguns (volto a discordar deste modo de pensar) mas é extremamente negativo para quem quer trabalhar no jornalismo.

A isto junta-se outro problema desta geração. Refiro-me à falta de capacidade (e análise) para perceber que são maus, que têm limitações e que precisam de evoluir. Hoje, um jovem tem desculpa para tudo e mais alguma coisa. Existe sempre uma justificação para um erro, nem que seja porque uma borboleta bateu as asas num país distante. E, de justificação em justificação, os erros vão-se mantendo. Sempre os mesmos. Sempre básicos. Sempre graves.

Muito sinceramente, e mais uma vez com grande pena minha, não prevejo que isto melhore. Imagino este cenário cada vez mais negro. E enquanto passarmos a vida a culpar os professores, nada irá evoluir. Enquanto sonho com uma mudança, continuo a deparar-me com jovens que gozam com os erros alheios sem que percebam que fazem muito, mas mesmo muito pior do que aquilo com que gozam.

14.1.19

ideias para o lip sync portugal

Muitas pessoas estão a criticar as actuações de ontem do primeiro programa Lip Sync Battle. Dizem que não passam de meras cópias das coreografias que já foram vistas nos Estados Unidos da América. Confesso que só conheço o original, por isso não posso comparar aquilo que aconteceu em Portugal com aquilo que é feito noutros países que importaram o formato. Tal como não sei se a licença inclui coreografias obrigatórias para determinados tempos.

Confesso que gostei do programa, especialmente do momento protagonizado por Raul Meireles, e esquecendo as críticas, partilho aqui alguns momentos que gostaria de ver na televisão portuguesa. Sendo que também gostaria de ver artistas portugueses, de outros tempos, coreografados. Por fim, e sei que este pedido é quase impossível, gostava que o orçamento nacional desse para fazer coisas tão espectaculares como se vê nos EUA. Posto isto, vamos aos vídeos.





























14.11.17

somos um povo que adora uma boa polémica

Somos um povo que adora uma boa polémica. E que gosta de discutir o que nem sempre tem discussão. Como é o caso da polémica com o Panteão Nacional. A partir do momento em que é legal, pouco há para discutir sobre o jantar da Web Summit. Porque não existe ilegalidade nenhuma. Não percebo como se pode pedir a demissão de uma pessoa que simplesmente cumpriu a lei.

Aquilo que se pode discutir é a autorização da utilização do espaço. Qual foi o motivo. Por que razão se paga apenas 3000 euros para utilizar um espaço tão nobre como o Panteão? Para onde vai o dinheiro? É utilizado para melhoramentos do espaço? Estes podem ser temas interessantes de discutir. E não apenas falar mal das pessoas da Web Summit nem pedir a demissão de alguém que cumpre a lei.

Já agora, vamos recuar até 2003. Foi muito giro ver o Panteão Nacional transformado na Escola de Hogwarts para o lançamento de um livro da saga Harry Potter. Neste caso, com muita exposição mediática, já ninguém se importou com o respeito pelos mortos e pelas figuras históricas. O que levanta outra questão: estamos mesmo preocupados com o Panteão ou andamos a brincar à política e temos ódio às pessoas da Web Summit?

17.10.17

abençoada chuva

Em condições "normais" as pessoas estariam a criticar a chuva e a desejar o bom tempo até ao próximo Verão. Neste caso, felizmente choveu. E a água foi suficiente para ajudar os bombeiros a colocar um ponto final em todos os fogos que ainda estavam a consumir Portugal. Estou muito feliz com esta chuva. Porque foi essencial para os bombeiros.

Agora, desejo que esta água também lave muitas bocas. E que lave as ideias erradas que tantas pessoas vendem como certezas absolutas, sem qualquer conhecimento de causa. Que este drama sirva, de uma vez por todas, para corrigir o que está mal em matéria de incêndios. Um problema que não tem dois dias, nem dois meses ou dois anos. Um problema que tem décadas! Aquilo em que não acredito é que tudo isto venha a servir para que muitas pessoas pensem duas vezes antes de abrir a boca.

16.10.17

aquilo que mais me irrita nos incêndios (e não só)

Aquilo que mais me irrita neste drama dos incêndios é a atitude de muitas pessoas nas redes sociais. Que há muito se transformaram numa espécie de tribunal onde todos são juízes com conhecimento em todas as matérias. Em todas! Irrita-me a sede de encontrar um culpado. Uma pessoa a quem apontar o dedo como culpado de todos estes incêndios. E para isso dizem-se as maiores barbaridades. Algumas por falta de conhecimento das leis. Outras por raiva e/ou impotência. E algumas, e peço desculpa pela sinceridade, por burrice.

Neste caso não há um culpado. Existem muitos. Mas mesmo muitos. Que vão de políticos aos donos do terrenos que ignoram aquilo que é um dever. Apesar dos constantes alertas. Ou para aquelas pessoas que sabem que está tudo a arder e mesmo assim ainda adoptam comportamentos de risco que podem levar a mais incêndios. E deixo apenas dois dados que talvez muitas pessoas desconheçam. Se não estou em erro, mais de 90% do mato em Portugal é privado. E são os donos que têm a obrigação de fazer a manutenção dos terrenos. E os portugueses são os europeus que fazem mais ignições. Se estes dois dados explicam tudo? Não! Longe disso. Tal como não explica tudo dizer que a culpa é do Governo.

Há muito para discutir. Desde o negócio dos incêndios até ao descuido dos proprietários dos terrenos, passando pelos políticos. E algures neste percurso estamos todos nós. Sem excepção. E enquanto andarmos a apontar o dedo uns aos outros, nada irá mudar. Servirá apenas para criar ainda mais confusão. Que nada resolve. As pessoas devem todas colocar a mão na consciência e perceber aquilo que está a ser mal feito. Mas tudo. E não apenas uma parte. Uma das coisas mais injustas que se podem fazer em momentos de dor como este é querer encontrar apenas um culpado. Alguém que sirva de bode expiatório para os erros de tantas pessoas.

E este problema dos portugueses não é exclusivo dos incêndios. É comum a todas as grandes notícias que nos chegam. Desde o Cristiano Ronaldo que atira um microfone para a água até às decisões de Donald Trump. Os portugueses sabem tudo de tudo. Só não sabem dos problemas que têm em casa. Nem daquilo que podem (e devem) mudar perto de si. É aquela máxima de que todos querem mudar o mundo, mas ninguém está disposto a mudar.

um aperto no coração

Tanto incêndio. Em Outubro. Com temperaturas a rondar (ou ultrapassar) os trinta graus. Não consigo sequer imaginar o desespero de todas aquelas pessoas que estão dispostas a dar a vida para proteger aquilo que construíram ao longo da vida. Não consigo imaginar o desespero que leva uma mulher grávida a perder a vida na tentativa de fugir do incêndio. É tudo muito triste. Não há palavras para esta situação...

26.7.17

incêndios sem fim

É desesperante assistir à dor das famílias que lidam de perto com o drama dos incêndios. A sensação de impotência é muito grande. É das piores coisas que se podem ver na televisão. Uma aflição sem fim. E tanta coisa para fazer...

24.7.17

como é que isto é possível?

Nesta altura do ano é comum encontrar cartazes políticos fora do normal. Existem até compilações daqueles que são considerados os cartazes mais divertidos. Há também quem procure os mais diversos erros. Muitos destes casos chegam de zonas mais pequenas. De locais que, em alguns casos, quase ninguém conhece. O que faz com que os erros tenham mais piada mas menor relevo político.

Nunca dou grande atenção aos cartazes de terras mais pequenas. Porque olho para aquelas campanhas como algo feito com tostões e por pessoas que provavelmente pouco percebem de política e de comunicação. Só isso explica que exista tanto desleixo no cartão de visita para as pessoas que podem vir a votar naquele candidato.

Mas o caso muda de figura quando os exemplos chegam de cidades como Lisboa. Onde as campanhas são feitas com “milhões” e onde nada, mesmo nada, pode ser deixado ao acaso. Principalmente quando os maus exemplos chegam de fortes candidatos. Como é o caso de Teresa Leal Coelho, a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa.

Tornou-se viral um cartaz da candidata que é um verdadeiro tiro nos pés. “Por uma cidade onde se pode circular” é o slogan do cartaz. Talvez para os mais distraídos não exista nada de errado nesta mensagem. Mas isto é publicidade (e da boa) ao actual presidente. Se é por uma cidade onde se pode circular, é porque tudo está bem. Já seria diferente se o pode desse lugar a um “possa”.

As pessoas acabam a rir-se dos exemplos que chegam de terras pequenas. Mas os erros mais graves são estes. Porque alguém recebeu muito dinheiro para fazer aquele cartaz. E alguém recebeu muito dinheiro para o aprovar. Tal como alguém recebeu muito dinheiro para gerir a campanha eleitora. E todos falharam. Sendo que a falha é ainda mais grave quando elogia o principal opositor.

os portugueses não gostam de ganhar dinheiro

Durante a estadia em Lagos frequentei três restaurantes. Em dois deles fiquei com a sensação de que poderiam ganhar muito mais dinheiro do que aquele que ganham (e que não deve ser pouco). E para isso era necessário apenas um pequeno detalhe: organização. Às vezes fico com a sensação de que os portugueses (e isto não acontece apenas no Algarve) ficam satisfeitos com pouco. Se ganham x não se preocupam em ganhar y. Mesmo que a distância entre estas duas letras esteja concentrada apenas na palavra organização.

Num dos restaurantes o peixe era fantástico. Devo ter estado perto de uma hora na fila para arranjar mesa. Durante este tempo vi mesas que não eram levantadas, empregados desorganizados porque todos vinham buscar pessoas para sentar, clientes insatisfeitos porque alguém lhes passava à frente e outros detalhes do género. Tudo detalhes que eram facilmente resolvidos. Bastava ter uma pessoa que tinha como missão gerir as mesas. E outras duas que tinham como missão levantar mesas.

Numa primeira análise podem parecer três ordenados que são um luxo porque os outros empregados podem fazer estas coisas. Mas são funções que fazem a diferença. E o aumento de lucro devido a esta organização paga muito mais do que estes três ordenados. Não faz sentido ter pessoas vinte minutos à espera de mesa quando as mesas estão vazias. Não faz sentido ter diversos empregados a sentar as pessoas quando nem têm noção dos lugares que estão por ocupar.

Neste caso específico o restaurante era mesmo muito bom. O peixe estava divinal. O atendimento foi simpático. Mas fica a sensação de que aquela máquina de fazer dinheiro poderia fazer muito mais com a alteração de apenas dois ou três detalhes. E quando me deparo com casos destes fico sempre com a sensação de que as pessoas estão tão preocupadas em ter o negócio a funcionar que nem perdem algum tempo a pensar na forma de fazer ainda mais dinheiro, deixando os clientes ainda mais satisfeitos.

19.7.17

hoje é o dia delas

Hoje é um dia histórico para o desporto português, no que às mulheres diz respeito. Pela primeira vez temos a principal selecção nacional de futebol presente num Europeu. E foi com grande alegria que ouvi um jornal de desporto, na Antena 1, abrir com este tema. Que teve maior destaque do que os temas habituais.

A missão não será fácil. Mas no ano passado também não era. E todos sabem o final feliz de que todos nos lembramos. Às cinco vou estar com os ouvidos colados ao rádio. Ou com os olhos colados à televisão. Força raparigas! Somos milhões a puxar por vocês.

17.7.17

qual é a lógica disto?

Qual a lógica de ter um sistema de comunicações de emergência que nunca funciona em casos de emergência? Mais quantas coisas vão ter de correr mal para que seja encontrada uma solução para este problema que deveria ser a solução para tantas pessoas?