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12.11.15

o nazi josé carlos pereira

Independentemente de conhecer as pessoas congratulo-me quando quem bate no fundo consegue ter noção disso e ter a força necessária para se reerguer, ainda com mais força. E José Carlos Pereira é um exemplo disso mesmo. E todas as pessoas sabem a sua história - que não merece mais palavras - por ser pública. O capítulo mais recente da história de José Carlos Pereira é num palco de teatro, dando vida ao nazi Herr Flick, um dos mais emblemáticos actores da série Allo, Allo!.

Ontem estive na estreia e testemunhei o seu regresso. Em especial por ter a responsabilidade de dar vida a um dos actores mais complicados da série devido às suas características. Esse foi o principal motivo pelo qual olhei para José Carlos Pereira com mais atenção. E só posso elogiar o seu papel. As piadas estão lá. A fisicalidade também. E tudo com nota mais do que positiva. Só o seu desempenho já merece o preço do bilhete da série que está em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa.

PS – Decorem este nome: Rúben Madureira, que faz de capitão Alberto Bertorelli nesta série. É o melhor de todos. Brilhante!

5.11.15

uma das melhores séries de sempre está de volta

Nos dias que correm existem séries televisivas para todos os gostos. Acho que todos os temas que possam ser pensados já têm (ou tiveram) direito a uma série televisiva. Umas duram mais tempo e conseguem conquistar fãs em todo o mundo. Outras pouco mais aguentam do que meia dúzia de episódios. Algumas têm uma duração relativamente curta mas conseguem ser de culto. Outras são mais longas mas não ficam marcadas no público.

Apesar de ser consumidor de diferentes tipos de séries fico sempre na dúvida se daqui a três (ou mais) décadas se irá falar de alguma das séries que hoje dão que falar. Por exemplo, será que no futuro, daqui a trinta anos, estaremos a falar (ou pelo menos recordar) sobre A Guerra dos Tronos. Será que iremos recordar Jon Snow ou alguma marca do seu personagem? Quando penso nisto fico sempre hesitante e a acreditar que no futuro será apenas mais uma série.

Agora, se recuar no tempo recordo-me de séries que ainda hoje marcam o público. E no imediato recordo-me de Allo Allo!, série que “viveu” de 1982 até 1992. Quem não se recorda desta série passada durante a Segunda Guerra Mundial? Quem não se lembra do café de Rene Artois onde coabitam membros da resistência, homens da Gestapo, soldados e oficiais alemães, entre muitos outros? Quem esquece as empregadas e amantes de Rene? E as falas de Crabtree?

Se alguém me falar de Allo Allo! digo imediatamente “you stupid woman”, a fala mais marcante de Rene. Ou digo “listen very carefully, i shall say this only once”, tal como Michelle. Ou mesmo o “good moaning” de Crabtree. E ainda o “It is i, Leclerc”. E o não menos famoso quadro da “Fallen Madonna with the Big Boobies”? E podia dar muitos outros exemplos. Algo que não consigo fazer com as séries actuais que sendo muito boas (e a qualidade não está em causa) não têm o impacto de séries como Allo Allo! que foram feitas numa época diferente, algo que acaba por resultar num impacto também diferente.


Sendo uma grande fã de Allo Allo!, que considero uma das melhores séries televisivas de sempre e um dos marcos no que à britcom diz respeito, foi com alegria que fiquei a saber que esta série está de volta em formato de peça de teatro. Allo Allo! vai estrear, pelas mãos da Yellow Star Company, com encenação de Paulo Sousa Costa e João Didelet no dia 11 deste mês no Teatro da Trindade, em Lisboa. Em relação ao original, e convém salientar que é um espectáculo baseado na série, ou seja não é uma cópia, não existe (fisicamente) a sogra de Rene nem os pilotos escondidos no café. De resto está lá tudo. Estive com o elenco, senti a enorme paixão em torno do projecto e ouvi algumas falas de Pedro Pernas, que vai fazer de Crabtree. E isto bastou para ficar com vontade de ir ver esta peça.

Aproveito ainda para deixar uma palavra de apreço a Paulo Sousa Costa (e à sua equipa). Talvez as pessoas não tenham noção da dificuldade que é montar um espectáculo de teatro em Portugal fora dos “grandes” circuitos. E a dificuldade que é para um actor participar numa peça de teatro em Portugal. São precisos muitos patrocinadores e é necessária muita entrega e paixão porque existe a noção de que os lucros não vão ser aqueles que seriam justos, isto pelas mais variadas razões. Mesmo assim, os espectáculos da Yellow Star Company conseguiram levar às salas de teatro 220 mil pessoas no ano passado, número que será batido neste ano. E isto mostra, ao contrário do que muitas pessoas tentam fazer passar, que o público português gosta de ir ao teatro e consome teatro. Por isso, os meus parabéns a quem monta espectáculos destes e a quem faz parte dos mesmos.

20.10.15

aposto que a pessoa que se lembrou disto vivia num prédio

Começa hoje, em Londres, um musical produzido por dois portugueses. O facto de ser produzido por portugueses é um motivo de orgulho para Portugal. É sempre bom ver os nossos a brilhar lá fora. Mas há muito mais para contar. É que este musical promete chocar os britânicos pois contém "orgasmos cantados em tom" e actos sexuais em todas as cenas.

"Todas as cenas têm sexo: sexo oral, sexo anal, masturbação, bondage. Os actores vão estar semi-despidos, em roupa interior e alguns rabos serão mostrados. Os espectadores vão estar muito perto dos actores, por isso acreditamos que seja bastante constrangedor para muitos britânicos", defende a encenadora, Tânia Azevedo.

Acrescento ainda que o musical tem o nome de Hello Again e é da autoria do norte-americano John LaChiusa, inspirado pela peça de teatro La Ronde, de Arthur Schnitzler e anda em torno dos encontros amorosos de dez casais ao longo de dez décadas do século XX.

Podia escrever sobre o "escândalo" que esta peça representará para algumas pessoas. Mas o meu pensamento é outro. Tenho a "certeza" de que a pessoa que se lembrou de escrever sobre isto vivia num prédio, especificamente com muitos vizinhos por patamar. Fartou-se de ouvir, habituou-se aos sons e começou a pensar que até poderia resultar quando cantado num determinado tom. É a primeira explicação que me ocorre.

17.10.15

quem quer ir ao teatro no domingo? (vencedores com bónus)

Carolina Santos
Ozmgl
Um Dia Atrás do Outro
Andrea Fradinho
Sofia

Parabéns aos vencedores do passatempo. Em vez de um convite duplo, cada um de vocês terá direito a dois bilhetes duplos para assistir ao espectáculo Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal, amanhã, pelas 18 horas, no Teatro da Trindade, em Lisboa. Irei passar os vossos nomes à organização e podem levantar os vossos bilhetes no local. Obrigado, divirtam-se e bom espectáculo.

é só até às 18 horas de hoje (passatempo)

É só para recordar que tenho dez convites duplos para oferecer para o espectáculo Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal. Os bilhetes são válidos para a sessão do próximo Domingo (18) para o espectáculo das 18 horas no Teatro da Trindade, em Lisboa. Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal é uma produção da Yellow Star Company e foi adaptado e encenado por Paulo Sousa Costa. O elenco é composto por Ângelo Rodrigues, Liliana Santos, António Machado, Júlia Belard, Tiago Costa, Sérgio Moura Afonso e Carol Puntel. Tem também músicos ao vivo, Alis Ubbo Ensemble.

A participação é muito fácil. Basta que seja feito um gosto na página de facebook da Yellow Star Company e também na do blogue. Depois disto basta deixar um comentário onde esteja escrito "Yellom Star Company e homem sem blogue, quero ir ver Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal". Os dez vencedores serão escolhidos de forma aleatória com recurso ao random.org. Quem participar de forma anónina acrescente um nome à frase de modo a que seja identificável. Participações anónimas sem um nome associado não são válidas. Obrigado e boa sorte a todos.

A participação só é válida no post do passatempo (aqui).

16.10.15

quem quer ir ao teatro no domingo? (passatempo)

Indo directo ao assunto, tenho dez convites duplos para oferecer para o espectáculo Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal. Os bilhetes são válidos para a sessão do próximo Domingo (18) para o espectáculo das 18 horas no Teatro da Trindade, em Lisboa. Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal é uma produção da Yellow Star Company e foi adaptado e encenado por Paulo Sousa Costa. O elenco é composto por Ângelo Rodrigues, Liliana Santos, António Machado, Júlia Belard, Tiago Costa, Sérgio Moura Afonso e Carol Puntel. Tem também músicos ao vivo, Alis Ubbo Ensemble.


Sinopse
"Don Giovanni tem a vida que sempre sonhou. Sedutor irresistível, ateu convicto, semeia sem dó um amor infértil, deixando milhares de mulheres (só em Espanha foram 1003) a suspirar por uma paixão que nunca será correspondida. Leporelo, o seu, cada vez menos, fiel aio tem reprovado insistentemente a vida de Don Giovanni, criticando os seus costumes, prevendo-lhe um final infeliz, caso não mude de atitude perante as mulheres, perante a vida, perante Deus. A acção começa com a notícia do assassinato do Comendador, a sua filha, D. Ana, jura vingança e pede a D. Otávio, seu fiel noivo, que a ajude a encontrar o criminoso que ceifou a vida do seu pai. Há rumores que o autor do assassinato poderá ter sido Don Giovanni, surpreendido numa das suas investidas nocturnas pelos quartos das doces donzelas. Leporelo tem quase a certeza de que não será apenas um rumor, mas tudo faz para encobrir a alegada culpa do seu amo, apesar de o ter confrontado várias vezes com o assassinato. Sem nunca assumir o crime, Don Giovanni diverte-se na vida libertina, soma e segue conquistas, levando D. Elvira à loucura, que nunca superou a traição do seu amado. Desde que o ímpio a abandonou, D. Elvira nunca mais falou, passando apenas a cantar a sua desgraça e jurou um dia vingar-se do homem que “matou” o seu coração. O cerco vai-se apertando a Don Giovanni até ao dia em que será confrontado com os seus crimes… de amor. Mas uma revelação inesperada irá mudar o rumo dos acontecimentos, mostrando um sedutor que poucos imaginavam…!"

A participação é muito fácil. Basta que seja feito um gosto na página de facebook da Yellow Star Company e também na do blogue. Depois disto basta deixar um comentário neste texto onde esteja escrito "Yellow Star Company e homem sem blogue, quero ir ver Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal". Os dez vencedores serão escolhidos de forma aleatória com recurso ao random.org. Quem participar de forma anónima acrescente um nome à frase de modo a que seja identificável. Participações anónimas sem um nome associado não são válidas. O passatempo é válido até às 18 horas de amanhã. Obrigado e boa sorte a todos.

21.3.14

(des)conhecidos que valem a pena (des)conhecer

Ontem fui assistir à estreia de (Des)Conhecidos, a nova peça, de Hugo Barreiros e Rui Luís Brás, que está em cena no Teatro Turim. De forma resumida, trata-se da história de quatro pessoas (dois homens e duas mulheres) que acordam num quarto decrépito de onde não conseguem escapar. Em comum têm o facto de não se lembrarem de nada, quer seja do que os levou até ali ou mesmo os próprios nomes. Até que tudo muda... Como? Isso só se descobre no Teatro Turim. Acrescento apenas que esta peça é uma divertida comédia que consegue explorar a sensibilidade e o lado mais perverso do público. O brilhante humor mistura-se na perfeição com momentos que nos deixam pensativos e que nos levam a questionar diversas coisas.

O elenco é composto por Alexandra Rocha, Mafalda Vilhena, Pedro Bargado e Rui Luís Brás. Mafalda Vilhena e Rui Luís Brás dispensam apresentações. São dois “monstros” da representação portuguesa e valem cada cêntimo do preço do bilhete de um espectáculo, independentemente de custar dez (como é o caso) ou cem euros. Não sabem trabalhar mal. Se tentarem, não conseguem. Por sua vez, Alexandra Rocha é uma actriz que tenho gostado de descobrir. Já a tinha visto em A Bela é um Monstro e agora volto a ver o seu talento. O registo é diferente e neste caso está muito bem no seu papel. Por fim, Pedro Bargado é uma espécie de tesouro escondido neste espectáculo. E quanto mais se descobre, mais se quer descobrir, devido ao seu registo que encanta a sala.


Diz que o tempo vai estar mau. Diz que a chuva veio para ficar. Por isso, fica a dica. Este espectáculo vale mesmo a pena. A sala é pequena mas muito acolhedora. O que faz com que toda a gente sinta que está em palco. Aproveitem que está em cena até dia 30 de Março.