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22.9.15

ironias da vida, amores e traições

Nem todas as histórias com princesas e príncipes são iguais aquelas que aparecem nos livros e que encantam pessoas em todo o mundo. Por exemplo, o príncipe Carlos casou com uma mulher (a falecida princesa Diana) que não amava. Nunca foi seu desejo casar com aquela que era conhecida como a princesa do povo. O seu grande amor é a sua actual mulher, Camila Parker Bowles. Duquesa com quem o príncipe manteve uma relação extra-conjugal durante o casamento com Diana, que também teve as suas relações fora do casamento, uma delas com um guarda-costas.

Aquilo que acabei de escrever dá mais piada ao que se segue. É que Carlos impôs à nora, Kate Middleton, apenas e só seguranças femininas. Não há cá homens a proteger a mulher do príncipe William. E o motivo é simples. Carlos quer evitar que Kate se apaixone por um segurança. Quer assim evitar que o filho seja traído como ele foi. Tendo em conta a vida de Carlos, tudo isto não deixa de ser irónico.

7.5.15

irina shayk, bradley cooper e outros que tais

Parece que já não existem dúvidas. Irina Shayk é a nova namorada de Bradley Cooper. O início do namoro deu origem a diversos comentários e partilhas de opinião, algo bastante comum em situações como esta. Aliás, é algo que acontece sempre que se inicia ou termina um namoro entre figuras públicas.

Neste caso específico, há quem congratule a ex-namorada de Cristiano Ronaldo por ter conquistado o coração de um dos mais desejados galãs de Hollywood. Por outro lado, há quem defenda que o actor é que é o sortudo por ter conquistado a manequim russa. Depois, existem aqueles que acham que foram feitos um para o outro. E os que defendem que nada têm em comum e que não ficam bem como casal.

Como referi, é algo bastante comum em namoros mediáticos. E é algo que também costuma acontecer no final dos namoros. “Como é que fulano x foi capaz de trocar fulana por sicrana?”, perguntam. “Como é que ela teve coragem de deixar um homem daqueles”, questionam. E comentários deste tipo multiplicam-se a uma velocidade alucinante. Mas qual é a base destes comentários? Qual o conhecimento que temos? Nenhum… Ou muito pouco.

Já dei por mim a fazer comentários semelhantes mas a verdade é que a base dos mesmos está num único detalhe: a imagem. Porque não conheço as pessoas. Posso achar que a Sofia Vergara – o primeiro nome que me veio à cabeça – é uma mulher linda e extremamente sensual. Posso questionar como é que algum homem a pode deixar. Mas só penso nisto com base na imagem dela. Porque a verdade é que não conheço a mulher. Só conheço a figura pública. Longe da ribalta pode ser uma mulher insuportável. Pode ser alguém com quem é impossível viver.

E isto aplica-se a qualquer figura pública. Acho que as pessoas dão por si a discutir combinações de casais apenas porque criam uma imagem perfeita do homem ou mulher em causa. Imaginam uma vida perfeita. E ignoram que no campo das relações (e em tudo o resto) são iguais a qualquer anónimo. Podem ser excelentes amantes ou pessoas insuportáveis cuja imagem e físico não chegam aguentar uma relação.

É por isso que acho piada quando ouço comentários relacionados com eventuais (in)compatibilidades entre pessoas famosas. E acho piada que os mesmos não se apliquem às pessoas anónimas. Nesse caso, as opiniões partem logo para dinheiro, oportunismo e outras coisas semelhantes.

24.4.15

acho que nunca me vou habituar a isto

O jornalismo é a minha profissão há quase nove anos. E acho que nunca me irei habituar ao momento em que uma pessoa que entrevisto começa a chorar. É certo que  o tempo ensinou-me a perceber os momentos em que isso poderá acontecer mas existe sempre a dúvida e nunca será um objectivo enquanto entrevistador. Por um lado, não deixarei de fazer uma pergunta que considero importante com receio de provocar lágrimas. Irei continuar a percorrer o caminho que me permite saber se a pergunta em questão pode ou não ser feita. Mas, por outro, nunca me irei habituar às lágrimas. Talvez por também ser uma pessoa que se emociona com facilidade.

18.2.15

para solteiros que estão fartos de conversa de casados

“Então? Quando é que nos apresentas um(a) namorado(a)?” é uma pergunta que os solteiros(as) ouvem com bastante frequência. Pergunta essa que pode vir dos amigos que acabaram de casar e que querem à força que o(a) amigo(a) solteiro(a) case também. Tal como pode vir daquela tia ou avó que está farta de ver o(a) sobrinho(a) ou neto(a) sozinho(a) nas reuniões familiares. Ou ainda dos colegas de trabalho que adoram partilhar histórias românticas e que estão fartos de que o(a) amigo(a) não tenha nada para dizer.

Por norma, quem insiste nesta pergunta não acredita que existam pessoas que simplesmente não querem ter ninguém (pessoalmente acredito que em determinado momento todos desejam a companhia de alguém mas acredito também que existem pessoas que conseguem ser felizes durante muito tempo sem uma relação séria pois não estão preparados ou não querem dividir a sua vida com alguém). Como tal insistem nas perguntas. Que são sempre as mesmas. E que conseguem ser bastante inconvenientes acabando por testar até aos limites a paciência de quem gosta de ser solteiro e que realmente o é por opção.

Este problema parece ter os dias contados. Foi criada a solução para os solteiros que estão fartos de conversa de casados. Trata-se da Invisible Girlfriend (ou Boyfriend), uma aplicação criada a pensar nas pessoas que simplesmente gostam de ser solteiras. Esta aplicação, desenvolvida nos Estados Unidos da América, foi criada para colocar um ponto final às perguntas e conversas incómodas. Ou seja, para as pessoas que estão fartas da pressão de ter alguém. Para isso, a aplicação cria provas sociais e reais de que se está numa relação, quando na realidade não se está. E faz isto através do envio de mensagens de texto e voz que se destacam pela veracidade e que conseguem convencer os outros de que se trata de um(a) verdadeiro(a) namorado(a).

A aplicação cria ainda uma história credível que ajuda a comprovar a existência da namorada(o) invisível. Para isso basta escolher um local ou cenário e a aplicação desenvolve a história de amor. Para já existe apenas a versão beta que está disponível apenas nos Estados Unidos da América e também no Canadá. Ter a aplicação custa 22 euros por mês, com direito a uma centena de mensagens escritas, dez mensagens de voz e ainda uma carta escrita à mão. A namorada(o) pode ser personalizada(o) através da escolha de uma imagem que conste na extensa biblioteca de imagens. No futuro, a empresa quer desenvolver mais pacotes que incluam coisas tão vastas como o envio de flores.

Acredito que esta aplicação faz sentido nos moldes em que foi criada. Ou seja, tem a sua piada nas mãos de pessoas que estão fartas de perguntas e que a troco de algum dinheiro vão servir uma divertida resposta a todos aqueles que não param de fazer perguntas e querem uma relação à força. Mas acho que facilmente será utilizada por pessoas que encontram nesta aplicação o caminho mais fácil para esconder uma vida eventualmente solitária. E aqui refiro-me aquelas pessoas que estão solteiras pelas mais diversas razões que não passam por não querer ninguém. Por exemplo, pessoas que não separam o virtual do real e que vão alimentar uma história de amor dentro da virtualidade que pauta as suas vidas.

17.10.14

o amor explicado da forma mais básica possível

Encontrei estas imagens, que aqui partilho, que explicam na perfeição e também da forma mais simples e básica possível, o que é o amor através de duas ideias, uma para elas e outra para eles, que nunca devem ser esquecidas.



Se aquilo que aqui está explicado acontecer, é porque se trata de amor verdadeiro, daquele que resiste a tudo e aquele que todas as pessoas desejam encontrar. Caso isto não se verifique, provavelmente é outro sentimento qualquer, que em determinado momento foi confundido com amor, e que num primeiro mau momento ficou provado que não era aquilo que se pensava.

10.10.14

sentimentos, eis a questão

No que diz respeito aos sentimentos, existem dois tipos de pessoas. As que entendem que devem ser guardados e escondidos de todos ou, eventualmente num momento de loucura, partilhados com um grupo restrito de pessoas. E aquelas que entendem que devem ser partilhados com o mundo. No que a sentimentos diz respeito, faço parte do segundo grupo. 

Acho que os sentimentos são bons demais para ficarem escondidos. Ou contidos num espaço restrito a que poucas pessoas conseguem aceder. Se gosto de alguém, porque motivo hei-de ficar calado? Acho que os "amo-te" e os "gosto de ti" foram criados para que todas as pessoas os possam ouvir e dizer. Dizer que gosto de alguém não esgota o sentimento nem o torna menos verdadeiro. Tal como dizer a um homem que gosto dele não me torna menos másculo. Confere-me sinceridade e veracidade. E só imagino a vida deste modo.

Nada tenho contra as pessoas que preferem guardar os "gosto de ti" e os "amo-te" para meia dúzia de momentos na sua vida. Acho que a minha existência será curta demais, mesmo que viva mil anos, para ter a possibilidade de dizer "amo-te" ou "gosto de ti" as vezes suficientes que as pessoas que são especiais para mim merecem ouvir. Sou uma pessoa de sentimentos e gosto disso. A vida só faz sentido assim.

8.9.14

só a distância ensina

Existem coisas que só são verdadeiramente explicadas pela distância. Como por exemplo o amor que une duas pessoas. Ou mesmo a amizade entre duas pessoas. Porque, no amor e na amizade, a proximidade pode ajudar a criar uma ilusão de sentimentos. Não tem de acontecer em todos os casos nem se trata de uma conta de somar em que só existe um resultado possível. Mas o que é certo é que a proximidade pode ser bastante enganadora.

A proximidade, quando duas pessoas se dão bem ou acham que se amam, funciona como um momento positivo em que todas as pessoas aparecem para dar palmadinhas nas costas. Tudo é perfeito. Tudo é maravilhoso, o que faz com que também possa ser falacioso. Mesmo que exista um momento em que tudo parece tremer ou acabar, colocando o tipo de relação em causa, a proximidade acaba por tender a unir (mais do que separar) duas pessoas que se dão bem.

Não existindo distância não existe também a ausência de alguém que nos leva a perceber o que realmente nos une a outra pessoa. Até que surge a distância motivada por uma qualquer situação da vida. Se a proximidade é o momento bom das palmadinhas nas costas, a distância é o momento de merda em que todos fogem. E é nesse momento que se descobre o que outra pessoa significa para nós. Por um lado pode mesmo ser amor com a ausência a doer de forma intensa. Pode ser, noutros casos, uma amizade forte provada pela tal distância. Depois, existe o outro lado. O afinal não era amor. E o afinal não era amizade. Eram sentimentos confusos que se tornaram claros quando a proximidade desapareceu.

Os tais enganos podem ser motivados pelo mesmo círculo de amigos, pelo mesmo emprego, pelo mesmo estilo de vida e por tantas outras coisas que criam a ilusão e que aumentam, numa grande dose, os verdadeiros sentimentos que unem duas pessoas. A lição nem sempre é boa. Em alguns casos descobrem-se sentimentos opostos aos que se desejava sentir. Mas, em momento algum a distância é má professora. Aliás, deve mesmo ser das melhores. Porque se não resiste à distância, mais cedo ou mais tarde, também não vai resistir à proximidade.