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24.3.22

sexo na gravidez: fundamental ou péssima ideia que coloca a saúde em risco?

Se o sexo por si só já é um tabu para muitas pessoas, ainda mais quando se debatem relações sexuais durante a gravidez. Existem muitos mitos e ideias erradas em torno deste tema, algo que ajuda a que se espalhem informações que em nada correspondem à realidade. E que acabam por confundir muitas mulheres. E a ideia mais errada é acreditar que uma grávida deverá parar com a vida sexual.

Quem o garante é Lilian Fiorelli, ginecologista especializada em sexualidade feminina. Quem em conversa com o Pouca Vergonha aborda o controverso tema. Que alimenta ideias erradas como o facto de a penetração prejudicar o feto. Vamos então às verdades. E uma delas é que as mulheres ficam com maior tesão durante a gravidez. Sendo que as relações sexuais podem até ficar mais prazerosas. Sem esquecer os benefícios para a futura mamã. E mesmo para o bebé. Por isso, se o médico não recomenda a interrupção da atividade sexual, não existe motivo para que o faça.

“Existem mulheres que relatam que nunca tiveram uma libido tão alta e orgasmos tão maravilhosos como na gestação”

Lilian destaca que a tesão tem um aumento durante a gestação. “Existem factores hormonais que podem favorecer ou diminuir a parte sexual durante o primeiro trimestre. Apesar de as hormonas serem favoráveis, alguns factores psicológicos podem ser uma barreira para o sexo durante este período”, explica ao site. A especialista recomenta ainda que sejam respeitadas as fases da gestação. Bem como o estado emocional da mulher. Salientando que é normal que exista um aumento da lubrificação. Bem como da circulação sanguínea na pelve, Além disso, a vagina fica um pouco mais elástica e verifica-se uma maior sensibilidade local. “Existem mulheres que relatam que nunca tiveram uma libido tão alta e orgasmos tão maravilhosos como na gestação”, diz.

Benefícios para o bebé

Além do já referido, existem também benefícios para o bebé. Porque o bem estar e prazer sentidos pela mãe são igualmente sentidos pelo bebé. A isto junta-se o facto de que uma vida sexual ativa é importante para um puerpério (pós-parto) mais tranquilo. “Existe a fase do resguardo, os 40 dias sem actividade sexual. Quando os casais mantêm ligação sexual durante a gravidez, fica mais tranquilo passar por essa fase”, defende.

E ficar sem sexo durante a gravidez é mau?

Até agora destaquei os benefícios. Sendo que a pergunta que muitas mulheres fazem é a eventual existência de aspectos negativos da ausência de sexo durante a gravidez. Quanto a isto, a especialista é clara. Não existem problemas para a falta de sexo. Desde que isso não seja um problema para a mulher. Destacando que é normal que algumas mulheres queiram focar-se somente na maternidade. “Porém, o bem estar sexual vivido pela mãe será favorável para o bebé”, refere.

Há algo que não possa ser feito?

Outra dúvida frequente está relacionada com aquilo que não pode ser feito durante a gravidez. E quando estamos a falar de sexo existe uma regra a ter em mente. “Desde que autorizado pelo médico, se a gestação estiver a correr bem, tudo pode ser feito no sexo durante este período. Oral, posições variadas, masturbação e tudo aquilo que a mulher tenha vontade”, conclui.

2.4.21

lara lugli e o despedimento polémico que está a chocar o mundo do desporto

A polémica remonta a Março de 2019. Foi nessa altura que o Pordenone, que milita na segunda divisão italiana de voleibol, decidiu despedir Lara Lugli depois de ficar a saber que a jogadora estava grávida. Este é apenas o ponto de partida de uma polémica que está a chocar o mundo do desporto e que só agora, por altura do Dia da Mulher, é que ficou conhecida, sendo comentada um pouco por todo o mundo.   

Um mês após o polémico despedimento, Lara Lugli sofreu um aborto espontâneo. Esse acontecimento também foi revelado ao clube, com a atleta a solicitar o pagamento do mês de Fevereiro, o último que tinha trabalhado na totalidade antes de ser despedida. Foi nesse momento que a jogadora ficou a saber que o clube não queria pagar. E que seria processada por danos. De acordo com o Pordenone, Lara Lugli violou “a boa fé contratual” quando decidiu “esconder o seu possível desejo de engravidar” no momento da assinatura do contrato. Realça o clube que a atleta “já tinha 38 anos”. E não se fica por aqui. O Pordenone culpa Lara Lugli por aquilo que aconteceu no clube, pois a equipa “desabou no campeonato” e até perdeu patrocinadores. 

 

Pordenone defende que Lara Lugli violou “a boa fé contratual” 

 

Só agora é que a jogadora decidiu recorrer às redes sociais para revelar aquilo por que tem passado. “Ainda que não seja uma atleta mundialmente famosa, este não pode ser um precedente para outras jogadoras que se poderão encontrar numa situação como essa no futuro, porque se uma mulher engravidar não pode prejudicar ninguém nem deve compensar ninguém”, partilhou nas redes sociais. Isto numa altura em que se sabe que em Maio terá de ir a tribunal para resolver o diferendo com o antigo clube. Lara Lugli revela ainda que o clube condenou a sua postura ao não se mostrar disponível para competir nos últimos meses do campeonato. Ou mesmo para só “estar no banco”. “Deixando de lado o estado psicológico em que me encontrava na altura, é uma frase de monstruosa falta de elegância. Senti vergonha e tristeza”, desabafou ao jornal La Repubblica.  

 

“Se uma desportista anunciar que está grávida, um minuto depois é despedida” 

 

A Associação Nacional de Atletas, que tem por missão a defesa dos direitos dos desportistas de todas as modalidades, já solicitou a intervenção de Mario Draghi, primeiro-ministro italiano. E também de Giovanni Malagó, presidente do Comité Olímpico Nacional, para abordar a “situação vergonhosa” que é uma realidade para as atletas italianas. A associação condena o facto de que muitos desportos femininos não sejam reconhecidos profissionalmente. “Somos amadoras e não temos protecção. Se uma desportista anunciar que está grávida, um minuto depois é despedida”, explica Lara Lugli ao jornal. “É incrível que em 2021 uma mulher seja considerada antiprofissional por estar grávida e criminalizada como se tivesse consumido cocaína e depois testar positivo”, conclui. 

28.4.20

ménage à trois com sexo lésbico dá em gravidez e a história dá que falar

Depois de leres o título deverás ter tido uma reacção parecida com a minha. "Como assim?", certo? Bem sei que parece uma piada ou algo do género. Mas é uma história verídica, contada na primeira pessoa e que está a dar que falar. Por isso, prepara-te para ficares a conhecer a história do ménage à trois com sexo lésbico que acaba com uma gravidez.

Este ménage à trois contou com um casal e uma mulher. A terceira pessoa (a mulher e aquela que conta a história) limitou-se a trocar alguns beijos com o homem. Depois disto, trocou beijos e carícias com a mulher enquanto o casal mantinha relações sexuais. Quando o casal acabou de ter relações sexuais, seguiu-se uma relação entre as duas mulheres. Que escolheram uma posição na qual as duas vaginas estavam em contacto. Apesar de a terceira mulher não ter tido nenhum contacto sexual com o homem, acabou grávida.

O relato desta aventura sexual foi feito pela mulher, que acabou grávida, num grupo de Facebook. "Lógico que foi um choque, mas estou a aceitar bem", conta. Refere também que sempre teve o desejo de ser mãe e que olha para esta situação como um presente. Isto é aquilo que se sabe e que foi partilhado nas redes sociais. A ménage à trois acabou por se tornar viral, com muitas pessoas a questionarem a gravidez. “Como foi possível?”, é a pergunta que todos fazem. A mesma que terás feito quando leste o título deste texto.

Em conversa com o site brasileiro Delas, a ginecologista e obstetra Erika Kawano explica o que poderá ter acontecido. Sendo certo que é necessário que o espermatozóide e o óvulo se encontrem para que ocorra a gravidez. "Por mais que seja muito difícil de acontecer, se o homem ejaculou numa mulher e esta teve contacto com o órgão de outra mulher, ela pode transportar o espermatozóide para a outra mulher", defende.