27.3.17

estou? quem fala?

O telefone toca.

Eu - “Estou! Boa tarde”

Do outro lado - “Estou a ligar para o sítio XPTO?”

Eu - “Não”

Do outro lado - “De onde fala?”

Eu - “Para que número pretende ligar?”

Do outro lado - “Deixe estar” e desliga.

A pessoa liga. Nitidamente para o número errado. Até pelo nome que disse. Não satisfeita com isso, quer saber para onde está a ligar. Ao mesmo tempo que recusa dizer o número para que pretende ligar. A pessoa faz a chamada. Mas quase que exige que seja a outra pessoa a dizer tudo sobre uma chamada errada.

Adoro este fenómeno nos telefonemas. Que tanto acontece em números fixos – como foi o caso – como em números de telemóvel. Quem liga quer sempre respostas mas raramente está disponível para responder a perguntas. Mesmo que sejam tão simples como mencionar um número.

sexo anal

A temática sexo foi durante muitos anos um tema tabu. Poucos eram aqueles que se atreviam a falar abertamente sobre sexo. Muito menos num círculo próximo. As pessoas da família raramente falavam sobre temas que envolvessem sexo. Os anos passaram. A maioria das pessoas diz ter uma mente aberta em relação a tudo, mas na realidade as coisas não mudaram assim tanto.

O sexo continua ser tabu para a maioria das pessoas. Os jovens aprendem com base nos relatos de experiências de amigos(as) que na maioria dos casos estão a mentir ou não sabem nada do que dizem. Ou então com recurso à pornografia que também nada ensina. É verdade que ainda existem quem fale sobre sexo. Mas esses são os “porcos”, “tarados” e “polémicos”. E tudo isto é ainda pior se a conversa for sobre sexo anal.

Gwyneth Paltrow teve a coragem de partilhar, no seu site, um texto sobre sexo anal que teve origem numa conversa com o psicanalista Paul Joannides, autor de uma obra dedicada ao sexo. “Se o sexo anal te excita, decididamente não estás sozinho”, é uma das frases que gerou mais polémica. E as pessoas perdem-se no conteúdo. Nos dados que dizem que só uma percentagem reduzida de casais pratica este tipo de sexo ou mesmo as dicas para que se adapte o sexo anal dos filmes pornográficos à vida real dos casais. Fala-se ainda, entre outras coisas, dos riscos para a saúde, especialmente para as mulheres.

Resumindo, é uma conversa séria sobre sexo. Sem tabus. Sem receios. Sem perguntas que ficam por fazer. É uma conversa sobre sexo anal, com resposta a muitas dúvidas que as pessoas têm mas que acabam por não colocar a ninguém. Quase sempre por vergonha. Quando alguém faz isto, como foi o caso de Gwyneth Paltrow, dá-se destaque à polémica. Pegam-se em pequenas partes que levam as pessoas a perder o foco no panorama geral. E isto é um bom exemplo da forma como o sexo ainda é encarado nos dias que correm.

boa maneira de começar o dia (só que não)

A melhor maneira de começar o dia, e neste caso a semana, é lidar com pessoas que trabalham no atendimento ao público mas que não devem ter muita vontade de o fazer. Pessoas que mal falam e para quem parece uma complicação enorme explicar algo.

24.3.17

será que bate certo?


Comigo funcionou. E já tenho aquela que considero ser uma explicação lógica para isto. E que na realidade até é bastante simples.

amor nas redes sociais

Há quem procure amor em todo o lado. E desde há muito que as redes sociais são um dos espaços onde as pessoas mais procuram o seu príncipe (ou princesa) encantado. Isto é algo que remonta ao tempo do chats de conversação onde todos tinham um nick e em que as conversações começavam quase sempre por "Oi. dd tc?"

O tempo foi passando e surgiram outras redes sociais onde a interacção permanece mas em que é possível descobrir muitos outros detalhes sobre as pessoas. A isto juntam-se as fotografias. Tudo ingredientes que adensam ainda mais o apetite de quem procura alguém numa rede social. O que não tem nada de errado. Aquilo que considero é que 90% das pessoas estão interessadas em sexo, relegando o amor para segundo plano.

O que faz com que não perceba a forma como algumas pessoas ainda estranham determinados comportamentos dos utilizadores das redes sociais. Especialmente quando estamos a falar de redes sociais viradas para a proximidade íntima e não para os sentimentos. As pessoas recorrem as fotos que nem sempre são suas, mentem em relação à vida e não só e dizem procurar coisas que realmente não querem. E isto tem um objectivo: sexo casual. Ou algo mais se o sexo até for bom.

Com isto não quero dizer que não existam histórias de amor que tenham nascido nas redes sociais. Duas almas gémeas que o mundo virtual juntou. Acredito nisto. Mas será sempre uma excepção. Será sempre uma percentagem pequena. A maioria, mesmo aqueles que fingem procurar o amor da sua vida, procura sexo, recorrendo a frases feitas e a clichés que apelam ao sentimento de alguém provavelmente mais vulnerável.

23.3.17

aníbal cavaco trump

"Nunca me engano e raramente tenho dúvidas" é uma frase que sempre ouvi como tendo sido proferida por Aníbal Cavaco Silva. A verdade é que o antigo Presidente da República refere que não se recorda de ter dito tais palavras e que até procurou as mesmas quando estava a preparar a sua biografia. Na apresentação da obra foi mais longe e confessou ter dúvidas. Agora é Donald Trump que, cheio de confiança, diz ter "tendência para estar certo". Se a frase realmente for sua é uma espécie de Aníbal Cavaco Trump. Se bem que os políticos, na sua generalidade, tendem a achar que estão sempre certos.

quem me explica a utilidade disto #58

Muitas coisas vão mudando com o tempo. Por exemplo, o corpo feminino considerado ideal (ou mais normal) já teve certas características que acabam por ir mudando com os tempos. Isto aos olhos da sociedade e de uma forma geral, sem que seja uma regra. E o mesmo se aplica a muitas outras coisas. Como é o caso da depilação feminina.

A depilação feminina já passou por diversas modas. Sendo que a famosa depilação brasileira é uma das mais populares, no que aos últimos tempos diz respeito. Mas, ao que parece, nem todas as mulheres são fãs deste tipo de depilação. O que é perfeitamente normal. Mas, parece que existem mulheres que experimentam a depilação brasileira e que imediatamente se arrependem.

São mulheres que não gostam do resultado final. Que ficam “devastadas” com o que estão a ver. E que aparentemente não aguentam esperar o tempo necessário para que tudo volte ao normal. E foi a pensar nestas mulheres que foi criado um produto específico que dá pelo nome de The Kitty Carpet.

O nome não deixa grande margem para imaginação. Trata-se de uma peruca íntima. E de acordo com a marca foi criada para as mulheres que se sentem embaraçadas após a depilação brasileira. E ainda para mulheres que vão à praia com a avó ou que vão filmar uma cena de nudez de um filme passado em 1920.


The Kitty Carpet está disponível em três cores: preto, dourado e cor-de-rosa. E tem um custo de aproximadamente 8,40 euros. Só falta mesmo saber qual a real utilidade disto. Por isso, quem me explica a utilidade disto?

simplesmente fantástico (para começar bem o dia)

22.3.17

quando reparamos num tique de alguém

Estou a rever a série Foi Assim que Aconteceu, uma das mais divertidas que vi ao longo dos últimos anos. Num dos últimos episódios que revi, Ted está muito contente com a nova namorada. Mas nenhum dos amigos gosta dela. E todos reparam naquilo que consideram um tique (ou defeito) irritante: fala muito.

Mas nenhum deles quer contar este pormenor a Ted porque quando o fizerem ele irá aperceber-se e irá perder o encanto pela rapariga. Algo que acaba por acontecer. Levando também a que os amigos cinco amigos comecem a partilhar os defeitos uns dos outros. E que passaram despercebidos a algumas pessoas. E isto é do mais real que existe.

Recordo-me de um professor da universidade que tinha um tique. No qual nunca tinha reparado. Até que numa aula fui alertado para esse tique que deixava os meus amigos a rir. Assim que me apercebi do mesmo fui incapaz de parar de rir sempre que esse tique era evidenciado pelo professor. Porque quando somos alertados para algo acabamos por ser incapazes de desligar dessa característica.

E isto, tal como foi revelado na série, acontece muito nos romances. Especialmente na fase inicial, o chamado momento cor-de-rosa da relação. Nesta fase só existem qualidades. Ninguém encontra um defeito nas outras pessoas. É tudo maravilhoso. O radar dos defeitos não capta nada. As coisas são perfeitas. A única forma de perceber algo é quando somos alertados por outras pessoas. E aí tudo muda...

Só existe uma excepção que resiste a este alerta. E isso diz respeito às pessoas de quem realmente gostamos. Nesses casos somos capazes de reparar nos tais tiques – e TODOS temos os nossos, mesmo as pessoas que dizem não ter nenhum – mas desvalorizamos os mesmos. E isto acontece com amigos mais próximos ou com pessoas com quem dividimos vida. Mas tem a sua piada a forma como encaramos um tique a partir do momento em que reparamos nele. Parece que domina a nossa atenção, mesmo contra a nossa vontade.

o medo começa a vencer

Acabo de ver imagens bastante fortes do atentado que aconteceu em Londres. São corpos estendidos, pernas partidas, poças de sangue e provavelmente uma pessoa morta. As imagens têm uma dureza que começa a ser comum. E depois recordei-me de 2001. Mais especificamente do dia 11 de Setembro. Nesse dia o mundo parou. Nesse dia as pessoas tiveram a possibilidade de assistir a um ataque terrorista em directo, sem filtros.

Passaram poucos anos. E os ataques terroristas começam a parecer um evento que ocorre ocasionalmente. Não é preciso esperar muito tempo para ver mais um ataque bárbaro. Por exemplo, hoje assinala-se um ano dos atentados ocorridos na Bélgica e que roubaram a vida a diversas pessoas. Há poucos dias foi morto um "terrorista" num aeroporto francês. Hoje é aquilo que se tem estado a ver em directo na televisão.

E tudo isto com poucos anos de diferença. Continuo a defender que o medo não pode triunfar. Que a vitória passa por não deixar que medo mude a vida das pessoas. Que não faça com que certas pessoas passem a olhar de lado para outras, colocando todos no mesmo saco. Mas acredito que isto será cada vez mais complicado. Pois à velocidade que os atentados surgem, e em locais que as pessoas reconhecem como seus e bastante próximos, o medo vai ser cada vez maior.

ah e tal... o anúncio da planta

Tem dado muito que falar o anúncio da Planta - sobre o qual falei aqui - que coloca um homem num papel habitualmente dado às mulheres. É bom que se fale de anúncios como esse. Que se passe a olhar para todos os cenários com os mesmos olhos. Mas, quando se olha para um anúncio como o novo da Magnum, percebemos que existem outras formas (sem retirar "mérito" à Planta) de um anúncio tocar em temas sensíveis e polémicos. Simplesmente brilhante!

copos e mulheres

Segundo o ministro holandês Jeroen Dijsselbloem, os países do Sul da Europa gastam o dinheiro em “copos e mulheres” para depois pedir auxílio monetário aos países do Norte da Europa, aquele que de acordo com este senhor, acabam por pagar a crise dos outros. Como quem não sente não é filho de boa gente, os portugueses ficaram escandalizados com estas palavras.

Em relação às palavras, pouco pode ser dito. Porque são erradas. A mensagem que pretende passar morre na escolha das palavras. Trocando isto por bom português, Dijsselbloem entende que por aqui gasta-se o dinheiro em álcool e putas. Ou, numa expressão tipicamente portuguesa, putas e vinho verde. Com esta escolha de palavras, o assunto morre aqui. E dá lugar a uma polémica com diversos focos de incêndio. E por isso não posso concordar com aquilo que defende. Com a acusação que faz.

Agora, tudo seria diferente se tivesse dito que “ao longo dos anos os países do Sul andaram a gastar dinheiro de forma indevida”. Porque aqui já existe um fundo de verdade. Para o qual é necessária uma memória com algum alcance. É preciso recuar até ao tempo em que os fundos comunitários pareciam não ter fim. Era dinheiro e mais dinheiro. Com parte dele a ser mal gasto em coisas que não eram necessárias. E na altura, como a torneira não fechava, fazia-se tudo e mais alguma coisa. Como auto-estradas com três faixas de rodagem para cada lado onde passam meia dúzia de carros por dia. E naquela altura ninguém se dava ao trabalho de pensar que o que parecia barato acabaria por sair muito caro no futuro.

Mas não é necessário que um ministro holandês recorde os portugueses (e cidadãos de outros países) de que parte da crise é motivada por uma má gestão política. Acho que qualquer pessoa tem noção desta realidade. De resto, vir falar de putas e vinho verde é apenas um exemplo de alguém que se acha superior aos pobres coitados do Sul. E quando a postura é esta a mensagem acaba por se perder. E a pessoa não é levada a sério por ninguém.

21.3.17

peço desculpa mas não acredito nisto

Peço desculpa mas não acredito que esta mulher esteja a atingir um orgasmo. Acredito sim que é boa a fingir. Mas isto sou eu...

os homens são uns ignorantes (e o tema é sério)

Existem experiências pelas quais ninguém quer passar. No imediato recordo-me de nenhum pai querer enterrar um filho. Ou de nenhum irmão querer enterrar outro, tal como nenhuma mulher quer enterrar um marido, ou vice-versa. Ainda mais quando as pessoas são bastante novas. E se ninguém quer passar por isto, poucas pessoas sabem reagir a isto. Tal como será bastante reduzido o número de pessoas que sabe o que dizer a quem passou por algo assim.

Rio Ferdinand é uma destas pessoas. O ex-jogador inglês, que foi colega de Cristiano Ronaldo no Manchester United, viu a mulher morrer, vítima de cancro, quando tinha apenas 34 anos e apenas dez semanas depois de lhe ter sido diagnosticada a doença. Para “trás” ficou o marido e três filhos. Agora o ex-jogador decidiu relatar a sua experiência num documentário. E aquilo que conta é bastante duro.

Rio Ferdinand assume que passou a ter ataques de pânico e que se refugiou no álcool. “Antes de morrer, ela disse-me que seria um pai e mãe magnífico. Rebecca partiu 10 semanas depois de lhe terem diagnosticado o cancro. Ao princípio bebia muito depois de deitar os miúdos, até que um dia ao acordar vi que não os conseguia levar ao colégio. Até tive um acidente. Percebi que não podia continuar assim”, revela, assumindo que aí percebeu que necessitava de ajuda.

“Como é que marco consulta no médico? Sempre fui ao médico do clube. Não fazia ideia”, prossegue. “Quando os meus filhos me diziam que não era assim que a mãe fazia a cama, pensava: 'o que quer que eu faça nunca bastará'", diz. “Nós, homens, somos uns ignorantes. As mulheres cuidam da família e da casa e julgamos que isso não é um trabalho. É um trabalho muito duro e importante”, defende.

Um dos momentos mais marcantes do documentário diz respeito aos filhos. Especialmente quando um deles quis saber o significado dos cartões afixados numa das paredes do hospital. Ao que o pai respondeu que eram um agradecimento aos que cuidavam da mãe e de outras pessoas com o mesmo problema. “Mas não ajudaram a minha mãe”, respondeu o menino, deixando o pai sem resposta.

Este é apenas um excerto do muito que pode ser visto no documentário. E estes pequenos exemplos dão muito que pensar. Desde o refúgio na bebida porque parece ser a única solução quando o mundo se vai deitar. Aos comentários dos filhos que recordam o que a mãe faz, e que estão habituados a que seja feito pela mãe, e que deixam a pensar que o pai nunca será suficiente. Até à forma como uma pequena criança lida com a morte e com uma aparente dor relacionada com aqueles para quem olha como salvadores e que não ajudaram a mãe.

Este é um tema que me arrepia. A impotência que tudo isto deve causar. A dor sem fim. A ferida que se abre e nunca fecha. Este relato é impressionante. E provavelmente será bastante útil para quem passa pelo mesmo. Pessoas que cometem os mesmos erros de Rio Ferdinand e que não sabem a quem pedir ajuda. Pessoas que ouvem frases cliché dos amigos porque estes também não sabem o que dizer além dessas frases.

e não é que o tamanho realmente importa

Está desfeito o mito. Acabaram as dúvidas. Já não há volta a dar. E está na altura de falar sobre isto. O tamanho importa. E refiro-me ao tamanho dos dedos. E porquê? Porque o tamanho dos dedos está ligado ao comportamento sexual das pessoas.

Esta teoria é defendida por um grupo de professores das Universidades de Oxford e Northumbria. Um estudo desenvolvido pelos professores mostra que o tamanho dos dedos indicador e anelar ajuda a perceber se as pessoas são (ou não) fiéis. Parte das pessoas estudadas revelaram comportamentos sexuais mais promíscuos enquanto outros destacavam-se pela fidelidade sexual.

Foi então que os investigadores decidiram analisar os dedos dos voluntários tendo concluído que mais mais pequeno for o dedo indicador, quando comparado com o anelar, maiores são os níveis de testosterona a que a pessoa esteve exposta ainda no útero. Isto significa ainda uma maior promiscuidade na idade adulta. Por sua vez, quando os referidos dedos têm tamanhos semelhantes, essas pessoas tendem a preferir relações duradoura.

Esta realidade aplica-se aos homens e às mulheres. Por isso, na hora de escolher alguém é bom recordar que o tamanho importa. E nada melhor do que olhar para as mãos para tirar a dúvida.

o leitor manda #1

“Olá homem, não sou de blogues nem nada mas encontrei o seu texto depois de ter estado a conversa com malta do trabalho sobre este tema e como fiquei um bocado espantado com as respostas e como os meus amigos pensam todos como eu então quero também trazer para aqui o tema, então é o seguinte. Tenho colegas que dizem que era na boa partilhar a mulher deles se eles também pudessem andar na caça deles, a pergunta é e lá está é o que eu penso, estás pessoas que fazem isto não se sentem amadas nem amam o seu parceiro certo? Ou sou mesmo eu que sou mente fechada? A fidelidade não é um pilar em relações amorosas? Seremos nós tão possessivos que as nossas mentes não nos deixa ter outros companheiros? Gostava que te tivesses alongado mais na tua opinião homem porque partilho a tua maneira de pensar. Abraço. João.”

Este comentário fez-me recuar até este texto, de Maio de 2013. Na altura o motivo do texto foi uma reportagem sobre uma mulher que era prostituta e do marido da mesma, que dizia não ter problemas com a profissão da mulher. Até que vão a um bar e a mulher, alcoolizada, começa a dizer a todos qual a profissão. Além disso mete-se com militares, desafiando os mesmos ao bordel onde trabalhava e onde os militares tinham um desconto especial. O tal homem, supostamente liberal, mudou por completo no bar. Revelou que afinal não era assim tão descontraído em relação à profissão da mulher.

Apesar de o texto ser antigo, o comentário do João é recente. E motivou este texto. Em relação à parte inicial do comentário, creio que tudo não passa de conversa de homem. De coisas que dizem da boca para fora, em especial quando inseridos num ambiente masculino. Não acredito que um homem – excepto em casos em que a relação tem abertura de ambas as pessoas – se sinta confortável ao partilhar a mulher com outros homens.

Podem existir excepções mas acredito que a esmagadora maioria dos casos não reage assim. E conheço casos de homens que têm as suas aventuras e que ficam bastante ofendidos quando descobrem que as mulheres também o fizeram. Ou seja, fica a ideia de que é algo aceitável para eles mas não para elas. Por isso, não acredito nisso de dizer que “é na boa” partilhar a mulher com outros homens.

Acho que apenas as pessoas que desde o início assumem estar numa relação aberta é que se sentem tranquilas em relação à partilha do homem e da mulher com outras pessoas. Para todas as outras isto será estranho. Será algo que não encaixa na leitura que fazem de uma relação a dois. Esta passa apenas, no que ao sexo diz respeito, por essas duas pessoas. E não tem a ver com possessão ou não. É a forma como se encara uma relação. Acho também que não tem a ver com amor ou com falta de amor mas sim com aquilo que muitos homens dizem da boca para fora perto dos amigos.

gladis, a shakira portuguesa

A primeira edição do programa Got Talent Portugal - um belo exemplo de bom entretenimento para a família - ficou marcada pela voz extaordináriafantásticamagnífica de Lara Oliveira, uma adolescente que tem uma daquelas vozes que são oferecidas a meia dúzia de pessoas a cada mil anos. Além de outros momentos muito interessantes, muito se tem falado de Gladis de Coste, mais conhecida como a Shakira portuguesa que tem como talento imitar a forma de dançar da cantora colombiana.



Acho que qualquer pessoa facilmente percebe que Gladis não tem talento suficiente para conquistar um programa destes. Nem mesmo um de dança, nem que seja tão específico que só aceite participantes que tentem imitar Shakira. Acredito que nove em cada dez pessoas que olham para a actuação acabam por rir. E não escondo que faço parte dessa percentagem. Para mim é impossível não rir (o que é diferente de gozar) com aquilo que considero ser uma actuação que tem mais de divertida do que de imitação séria.

Mas se Gladis não tem muito talento para dança, tem aquilo que falta a muitas pessoas: confiança. Gostei da forma confiante como definiu a sua prestação, dizendo que tinha sido normal e salientando que as pessoas têm de se soltar. Para Gladis tudo estava bem, tudo tinha corrido bem. A coreografia estava perfeita. E esta atitude falta a muitas pessoas.

Quantas pessoas, que realmente têm talento, não têm coragem de enfrentar um conjunto de jurados? "Existem pessoas melhores do que eu", dizem. "Não vai dar em nada", referem. E vão prendendo os sonhos numa pequena gaveta, até que acabam por morrer, dando lugar a outros que não realizam as pessoas. A Shakira portuguesa pode ter talento a menos. E talvez até possa ter confiança a mais. Mas a actuação que deixa muitas pessoas de sorriso estampado no rosto é também uma lição no que à confiança diz respeito.

passatempo

Recordo que neste post está a decorrer um passatempo relativo à peça de teatro Os 39 Degraus. Em conjunto com a Yellow Star Company tenho para oferecer cinco bilhetes duplos para o espectáculo de 30 de Março, pelas 21h39, que terá lugar no Teatro Armando Cortez, em Lisboa. . Para ganhar um convite duplo basta deixar um comentário nesse post com a frase “Yellow Star Company e homem sem blogue levem-me a ver Os 39 Degraus”. O passatempo é válido até ao final do dia 28 de Março e os vencedores serão escolhidos de forma aleatória com recurso ao random.org. Os cinco vencedores são anunciados no dia 29. Boa sorte a todos!

20.3.17

esta mulher de 50 anos é um fenómeno. mas algo está mal...

Esta mulher - cujo nome não revelo por não facilitar as coisas - é um fenómeno das redes sociais. Aos 50 anos tem um corpo de fazer inveja a muitas mulheres mais novas. Gosta de praticar desporto e recentemente partilhou um vídeo em que aparece tal e qual como nesta foto. O vídeo está a fazer muito sucesso mas parece que muitas pessoas não reparam em algo que está mal. O que será?

uma realidade que as crianças (infelizmente) desconhecem

Esta fotografia foi roubada da página de facebook de uma antiga vizinha e amiga de infância que morou muitos anos na praceta onde ainda moram os meus pais. Na legenda lamentou a falta de tudo aquilo com que nós crescemos. Opinião que foi partilhada por diversas pessoas que cresceram connosco. E o que falta aqui?


Pouco mais do que uma árvore sobrevive no meio da praceta que agora deu vida a um parque de estacionamento que garante mais meia dúzia de lugares aos moradores. Cresci com aquele centro a ser o centro, e peço desculpa pela redundância, das minhas brincadeiras. Onde estão aqueles carros estacionados existiam bancos de jardim, primeiro de madeira, mais tarde num material de qualidade duvidosa. Esses bancos serviam para que por lá estivéssemos sentados a conversar. Ou então eram balizas para jogos de futebol. Dois contra dois, um contra um, ou quatro equipas a jogar ao mesmo tempo, sendo que quem sofresse golo ia saindo até restar apenas o vencedor.

Além disso, das seis árvores que ali estavam, quatro serviam para criar um campo de basebol. Bastava um pau e uma bola de ténis. Onde está aquela espécie de X branco era onde ficava o batedor. Ou, em casos raros, no lado oposto do centro e voltado para os prédios. Depois era bater a bola o mais longe possível e jogar. Nesta praceta existiam também guerras de balões de água e com cartuchos de papel (das listas telefónicas) disparados com recurso a um canudo comprado numa loja ali mesmo ao lado. Aquele centro era também o palco das festas dos santos populares, com os vizinhos a descer e a oferecer algo para a festa.

No alcatrão (era uma alegria quando era novo) também existiam muitas brincadeiras pintadas a giz. Não sei se alguém se recorda disto mas era ali que jogava ao “35”, ao “mata”, à “sirumba” e mesmo às “cinco pedras”, jogos que nenhuma criança saberá reconhecer hoje. Esta praceta era também óptima para jogar às escondidas. Já para não dizer que foi aqui que o meu pai me ensinou a andar de bicicleta. E podia ficar aqui largas horas a falar do limão, da bota botilde, do saltitão e de tantas outras coisas que estavam sempre na rua. E o que resta de tudo isto? Apenas as minhas memórias. E as de todos aqueles que cresceram comigo e que ali brincaram.

Este relato parece já ter largas décadas. Mas não! Porque tenho apenas 35 anos. Ou seja, faço parte de uma geração que já cresceu com consolas, computadores e telemóveis. Não da mesma forma que existem hoje mas eram uma realidade disponível para todos. A diferença está no incentivo que tínhamos para estar na rua a brincar em vez de nos isolarmos em casa. Aceito que se fale em tempos diferentes, em realidades diferentes mas isso não justifica tudo. É apenas uma parte do problema e não a sua essência.

Naquela altura também existia bullying (só ninguém sabia o termo), também existiam pessoas duvidosas, drogas, prostituição e todos aqueles problemas que existem hoje e que são bastante mediatizados. Estavam todos perto de nós, até espectáculos em varandas que nunca sabíamos se iam terminar com a morte de alguém. A forma de lidar com as adversidades é que era diferente.

Tal como hoje, os pais também trabalhavam e as crianças tinham actividades extra-curriculares. Uma grande diferença talvez passe pela menor frequência com que as pessoas mudavam de casa, o que fazia com que os vizinhos fossem os mesmos ao longo de muitos anos. E outra diferença era o incentivo para brincadeiras ao ar livre, na rua com os amigos. Algo que se tem vindo a perder com o passar dos anos.

os anos mudam. os pais não

Ontem celebrou-se o Dia do Pai. E a ideia que tenho é a de que os anos vão passando mas os pais permanecem iguais. Pelo menos no que diz respeito à imagem que é criada sobre os mesmos. No modo como são vistos pelas pessoas, pela sociedade. E neste sentido os pais ainda são vistos como os brincalhões.

Muitas pessoas, quando desafiadas a comentar as memórias que têm dos pais na infância, referem as brincadeiras dos pais. O universo do pai acaba quase sempre nas brincadeiras. Diversos momentos divertidos acabam por ser quase sempre imediatamente associados aos pais. Mais do que às mães. O que não implica que as mães não sejam tão ou mais brincalhonas do que os pais. Apenas existe uma rápida associação a eles.

E o mesmo se aplica à educação mais rígida. Quando este é o tema também se associa a rigidez aos pais. Existe a ideia de que as mães são mais protectoras e mais compreensivas e que os pais são mais duros e menos liberais. Mais uma vez, não é uma equação matemática. Nem todos os pais se enquadram no que mencionei, tal como nem todas as mães serão iguais.

Mas os anos vão passando e as ideias associadas aos pais e às mães acabam por manter-se iguais. As pessoas, pelo menos na sua maioria, continuam a olhar para o pai como o brincalhão que é bastante duro em determinados momentos. E a mãe continua a ser a protectora e o refúgio dos filhos em determinados momentos mais complicados.

é necessário um estudo para isto?

Deparei-me com uma notícia sobre o orgasmo feminino. E a influência do mesmo nos homens. Largas centenas de homens participaram num estudo que concluiu que quando eles observam um orgasmo feminino ficam com a auto-estima mais elevadas. Tal como acabam por achar que são bons na cama. É referido ainda que o orgasmo delas é uma vitória para eles.

É necessário um estudo para perceber isto? É algo que se aplica tanto aos homens como às mulheres. Mas quem é que não gosta de perceber que o parceiro ou parceira atinge um orgasmo? Quem é que não olha para esse momento como uma pequena conquista pessoal que está inserida em algo que é feito a dois? Quem é que não se sente melhor quando esta é uma realidade para os membros do casal?

homens e carros

Homem que é homem gosta de falar de carros. E sabe tudo e mais alguma coisa sobre o maior número possível de modelos. Se for isto que faz um homem... estou tramado. Dificilmente serei um. Pelo simples facto de que muito dificilmente irei passar muito tempo a discutir o que quer que seja sobre automóveis. Tal como não conheço os motores ao pormenor. E por aí fora. Carros é um daqueles tópicos que me ocupam pouco tempo.

Mesmo agora, altura em que fui “obrigado” a trocar de carro, poucas conversas tive sobre carros. Procurei as marcas e modelos que me interessavam, procurei preços, comparei carros e propostas. E fiz a minha escolha. Mas, se não passo muito tempo a falar sobre carros, estabeleço com eles uma relação de grande cumplicidade e amizade, dentro do que é possível.

O meu último carro esteve comigo durante dez anos. E em determinadas condições ainda estaria comigo. E com ele estabeleci uma relação de grande proximidade. Porque, se excluir a casa e o trabalho, é no carro que provavelmente passo a maior parte do meu tempo. São muitas viagens, muitas histórias e muitos acontecimentos que ficam na memória. O que faz com que a última viagem seja quase o mesmo que ir levar um grande amigo ao aeroporto, sabendo que provavelmente nunca mais o veremos.

Por isso, não sou expert em cilindradas, cavalos e mais não sei o quê. Mas também não trato os carros como um monte de peças que servem apenas para me transportar de um lado para o outro. Olho para os carros como uma espécie de 2 em 1: uma casa móvel e um amigo e confidente.

19.3.17

sem palavras

Há dias e dias! Existem datas que nos marcam por mil e um motivos, todos eles especiais. E existem dias como este. Em que acordo cheio de orgulho pelo pai que tenho. Por tudo aquilo que me ensinou. Por tudo aquilo que ainda me ensina. Se hoje sou o homem que sou, devo-o, em boa parte, ao meu pai. Que me desculpem todos os outros mas tenho o melhor pai do mundo. E quem o conhece tem de me dar razão. Amo-te muito Anhuca. Espero um dia ser metade do homem extraordinário que és! 

17.3.17

existem seis tipos de six pack masculinos. qual preferem?

e se fosse uma mulher?

Por estes dias destaca-se um anúncio. Que promove a Planta. Na publicidade há realce para uma embalagem do creme vegetal. E ainda para um homem atraente e praticamente despido. A isto junta-se um slogan com diversas leituras. "Origem vegetal. Sabor irresistível". Como as imagens são melhores do que as palavras, partilho o anúncio.


Ao que parece esta publicidade está a fazer muito sucesso junto do público feminino. Facilmente se encontram piadas em relação ao homem que protagoniza a campanha. Fazem-se trocadilhos. Elogia-se a beleza masculina. E por aí fora. Em traços gerais, as mulheres gostam deste tipo de anúncios. No extremo oposto existem aqueles que não acham piada à publicidade. Que defendem que fazer do homem um objecto é um passo dado na direcção errada. Só deixo uma pergunta: e se fosse uma mulher em vez do homem?

16.3.17

fortuna. da ilusão à triste realidade (uma lição para os pais)

Atletas como Cristiano Ronaldo (apenas para dar um exemplo próximo) ajudam a criar a ilusão de que o mundo do desporto está cheio de dinheiro. Ou seja, as pessoas olham para todos os jogadores como alguém que tem um ordenado mensal milionário. Mas isto não passa de uma ilusão. De uma ideia errada. Porque se existem poucos jogadores com o talento do português, também existem poucos que conseguem os rendimentos de Cristiano Ronaldo.

Apesar de as coisas começarem a mudar, a maioria dos jogadores ainda vem de meios com algumas limitações. É raro o jogador de futebol (de classe mundial e não só) que não tem uma história triste ou trágica associada a si. São, por norma, pessoas com poucos estudos e que sempre viveram com pouco. Até ao momento em que passam a ganhar muito dinheiro, não sabendo gerir o mesmo.

E nem todos estão rodeados das pessoas correctas. Muitos jogadores estão rodeados de pessoas que só querem dinheiro. E que só têm interesse no atleta enquanto é rentável para si. De resto, são inundados com propostas de negócios da China nos quais acreditam mas que servem apenas para perder dinheiro. E existem diversos casos de jogadores – Jorge Cadete será o melhor exemplo – que ganharam pequenas fortunas com a carreira mas que acabaram por perder tudo.

Má gestão? Falta de “cabeça”? Provavelmente! Mas nem só. Existem lesões que colocam um ponto final na carreira de forma precoce. Doenças, fraudes e muitas outras coisas. Mas existe a ideia errada de que todos ganham fortunas. Tal como existe a ideia errada de que o dinheiro dura para sempre. E foi nesse sentido que Tarantini (o capitão da equipa do Rio Ave) criou o projecto A Minha Causa que tem por objectivo ensinar os jogadores a gerir a carreira, especialmente a vertente financeira da mesma. E os números dados a conhecer por Tarantini são assustadores. Por outro lado, são uma lição para quem ainda olha para o desporto (não apenas para o futebol) de forma errada.

- 80% dos jogadores que se retiram da NFL (melhor campeonato do mundo de futebol americano) ficam falidos nos primeiros três anos.

- 60% dos jogadores que se retiram da NBA (melhor campeonato do mundo de basquetebol) ficam falidos em cinco anos.

- 2 em cada 5 jogadores (Premier League – campeonato inglês, um dos melhores do mundo) apresentam sérias dificuldades financeiras num máximo de cinco anos após o final da carreira.

- 1 em cada 3 jogadores (Premier League – campeonato inglês, um dos melhores do mundo) divorciam-se nos primeiros 12 meses após o final da carreira.

Estes dados são bastante curiosos. Nem que seja pelos simples facto de que dizem respeito a atletas que ganham muito (mas mesmo muito) mais dinheiro do que os portugueses. Para se ter uma ideia, um clube da segunda divisão inglesa paga um ordenado melhor do que clubes como Braga ou Guimarães, que estão logo abaixo dos chamados três grandes portugueses (Benfica, Porto e Sporting).

Nos dias que correm muitos miúdos ainda correm atrás do sonho de ser jogador de futebol. E ainda bem que o fazem. E muitos pais incentivam este sonho dos filhos. E ainda bem que o fazem. Mas cometem o erro de tentar fazer de crianças de dez anos atletas profissionais. E muitos pais não se importam que os filhos não estudem. Não querem pensar num plano b para a eventualidade de algo correr mal. E muita coisa pode correr mal. E dou apenas um exemplo. Uma das maiores promessas do Borrusia Dortmund era um jovem de 18 anos que se lesionou com gravidade recentemente e foi obrigado a abandonar a carreira. O sonho de ser um grande jogador “morreu” numa jogada que o levou para uma mesa de operações.

Este projecto de Tarantini é muito interessante. Não apenas para os jogadores que estão rodeados das pessoas erradas. Não apenas para aqueles jogadores que se aproximam do final de carreira. Mas também para muitos pais que vivem cegos com a ideia forçada de que o filho terá de ser o próximo Cristiano Ronaldo.

as gatas são todas do benfica, certo?

15.3.17

o crop top que choca o mundo

Devo ser um caso raro mas confesso que não fiquei minimamente chocado com o crop top que aparentemente está a chocar muitas pessoas. A peça em questão foi lançada pela Urban Outfitters na Austrália e tem um preço de aproximadamente 15 euros. A peça é esta.


E digo que não fico chocado porque parece-me uma peça que a maioria das jovens era capaz de usar. E tenho esta opinião com base no que vejo na rua tal como a oferta que as lojas disponibilizam. Já para não falar das roupas que são usadas nos vídeos de música ou que são vestidas por fenómenos mundiais que posteriormente partilham as imagens nas redes sociais.

Analisando tudo isto, olho para esta peça como um eventual fenómeno de vendas. Especialmente se for usado por alguma celebridade. Aquilo que me “choca” é algo que não é exclusivo desta peça. E estou a referir-me ao exagerado preço por tão pouco tecido. De resto, é apenas mais uma peça de roupa.

o sexo vende. é meio caminho andado para muita coisa

Qualquer pessoa que dedique alguns minutos às redes sociais irá rapidamente perceber que as mesmas estão cheias de fotos ousadas. Apesar de alguma censura que ainda é feita ao corpo feminino (os mamilos não podem aparecer) facilmente se encontram fotografias que se destacam pela ousadia, ausência de roupa e poses mais ou menos sensuais e mais ou menos provocatórias.

Há quem tente passar a ideia de que são fotos ocasionais. Que são partilhadas quase por mero acaso. Podia ser uma imagem de uma paisagem mas calhou ser uma de um corpo escultural (depende dos gostos). Há quem tente passar a imagem de que estas fotografias não têm qualquer objectivo associado. Por outro lado, há quem seja sincero e vá directo ao assunto. E assuma que "sexo vende", como é o caso de Sahara Ray, uma das muitas mulheres que inunda as redes sociais com fotos ousadas.

E a verdade está toda naquelas duas palavras. Uma estratégia que muitas pessoas seguem. Uma estratégia que é tão válida como outra qualquer. E facilmente se percebe que as pessoas que escolhem este rumo costumam ter em comum um mar de seguidores nas redes sociais. Que são "atraídos" pelas fotos. E quanto maior for o número de seguidores, maior será a atenção das marcas que têm interesse em promover produtos que podem ser associados às pessoas em questão. E de repente, um biquíni que até podia passar despercebido chega a uma imensidão de pessoas. E se uma pequena parte dessas pessoas comprar um igual já é um sucesso.

E não é apenas nas redes sociais que o "sexo" é um negócio. Ou meio caminho andado para muitas coisas. Muito antes da febre das redes sociais existiu a febre das famosas sex tapes. Que eram uma estratégia para alcançar a fama. Estes vídeos continham aquilo que aparentava ser uma sessão de sexo entre um casal. Que por acaso decidiu gravar a relação sexual. E que por um qualquer incidente esse vídeo acaba partilhado com o mundo. Cria-se a ideia de que foi tudo um acidente quando em diversos casos foi uma estratégia para atingir o estrelato mundial. Paris Hilton e Kim Kardashian são dois bons exemplos desta teoria. E a prova de que o sexo vende. Sempre vendeu. E provavelmente sempre irá vender.

treinar para uma maratona é bastante fácil

Estou a rever a série Foi Assim que Aconteceu, uma das mais divertidas que vi nos últimos tempos e que facilmente é reconhecida por qualquer grupo de amigos. Num dos últimos episódios que vi, Barney Stinson explica que não existe treino para correr uma maratona. E explica porquê!



A verdade é que Barney Stinson correu a maratona. E só não fez melhor tempo porque dedicou-se a outro desporto com uma atleta a meio do percurso. De resto, quem já viu a série poderá recordar o que lhe aconteceu depois de ter corrido a maratona. E numa altura em que dizia que ainda ia para o ginásio.

14.3.17

quando a vida te der 50 cêntimos

Há dias em que a vida te dá cinquenta cêntimos. Isso ou quando é a moeda que tens. Olhas ao teu redor e tens uma máquina de chocolates. Cujo preço é de 50 cêntimos. Já sabes que provavelmente vais receber um pequeno chocolate mas mesmo assim tentas a tua sorte. E eis que a sorte dita que recebas um dos maiores chocolates que a máquina tem para oferecer. Resumindo, há dias em que a vida te dá chocolates dos bons. Hoje foi o dia.

ronalgate em modo gémeos

Por estes dias o tema de conversa, aqui e ali, são os supostos gémeos de que Cristiano Ronaldo irá ser pai em breve. E, a ser verdade, será a segunda vez que o jogador português recorre a uma barriga de aluguer para ser pai. E, curiosamente, é a segunda vez que o faz estando numa relação. Na primeira vez em que foi pai namorava com Irina Shayk. Agora com Georgina. E, a ser verdade, nenhuma delas será mãe dos filhos do jogador.

Começo por dizer que “pouco me interessa” a forma como Cristiano Ronaldo escolhe ser pai. É uma decisão sua. Tem dinheiro. Pode recorrer a esta opção em certos países [em Portugal seria proibido] e a vida é sua. Além disso, com os rendimentos que tem e gostando de ser pai, acho muito bem que tenha filhos. Que certamente vão receber uma educação que não está ao alcance de todas as crianças nem de todos os pais.

A única situação que me causa alguma estranheza é o facto de Cristiano Ronaldo não escolher ser pai com nenhuma das suas namoradas. Podem existir diversos motivos para isto. Mas fica a sensação de que o jogador não “confia” em ninguém para partilhar o nascimento de uma criança. E parece não estar disposto a enfrentar lutas legais (e eventuais escândalos) com mulheres que poderiam apenas querer ter um filho seu com base em interesses financeiros.

Reforço que não sei se é este o caso. Ou se são elas que não querem ser mães, algo que não parece ser verdade porque Irina está grávida neste momento. Assumo que, se fosse uma delas, não gostaria de uma decisão destas, especialmente se tivesse o desejo de ter filhos. Mas a verdade é que nada disso me diz respeito. Estranho algumas coisas mas fico feliz por ter filhos. E se possível, que algum herde o talento futebolístico do pai de modo a dar continuidade aquilo que Cristiano tem feito em campo ao longo da carreira.

quem quer ir ao teatro? (passatempo)

A Yellow Star Company volta a apresentar a comédia Os 39 Degraus, um espéctaculo que tem origem na obra prima do autor escocês John Buchan. Depois de ter conquistado diversos prémios no estrangeiro, Os 39 Degraus chegaram a Portugal pela mão de Paulo Sousa e Costa. E o sucesso foi tanto, com mais de 25 mil espectadores, que a comédia regressa agora ao Teatro Armando Cortez, em Lisboa, a partir de 29 de Março.


Em conjunto com a Yellow Star Company tenho para oferecer cinco bilhetes duplos para o espectáculo de 30 de Março, pelas 21h39. Para ganhar um convite duplo basta deixar um comentário neste post com a frase “Yellow Star Company e homem sem blogue levem-me a ver Os 39 Degraus”. O passatempo é válido até ao final do dia 28 de Março e os vencedores serão escolhidos de forma aleatória com recurso ao random.org. Os cinco vencedores são anunciados no dia 29. Boa sorte a todos!

é disto que gosto

Longe vão os tempos em que gastava muito dinheiro em roupa. É verdade que os tempos eram outros, as responsabilidade outras e tinha uma vida completamente diferente. Mas, por exemplo, cheguei a gastar 120 euros numas calças de ganga de que gostava muito. Hoje seria incapaz de o fazer. Considero manifestamente exagerado gastar aquele valor numa peça de roupa.

E por isso é que sou, cada vez mais, fã das lojas que oferecem qualidade (em muitos casos a mesma das marcas mais caras) a um preço muito mais baixo. E foi neste sentido que fui conhecer a primeira (de quatro) loja OVS em Portugal, situada perto da minha casa, no Almada Fórum. E fiquei rendido. Porque é meio caminho andado para me conquistar vender t-shirts a 7,99 ou 9,99 euros, valores que considero justos para aquela peça de roupa.

Mas se já gastei algum dinheiro em roupa, agora também não compro apenas por ser barato. Aquilo que procuro é uma relação de equilíbrio entre a qualidade e o preço. E ao contrário daquilo que muitas pessoas ainda pensam, é possível ter qualidade a um preço mais reduzido. Tenho t-shirts mais baratas como tenho algumas com um preço um pouco mais alto. E o tempo de vida das mesmas anda ela por ela. Mas isto digo eu que não me guio pelo valor elevado de algo, seja no que for.

No caso específico desta marca italiana fiquei adepto da qualidade das t-shirts bem como da forma como vestem. Quando a isto se junta um preço que considero justo, está tudo reunido para ficar fã da loja. De resto, posso estar a ser tendencioso por ser homem mas pareceu-me que a colecção masculina da OVS ganha à oferta para elas. E deixo aqui dois exemplos de t-shirts que acabaram por vir comigo para casa.


13.3.17

o perigo das tatuagens




Esta jovem modelo dá pelo nome de Summer McInerney. A ideia de Summer era tatuar “apenas” meia manga num dos braços. Acabou por passar quinze dias (inteiros) na cadeira do tatuador. Ao todo gastou mais de catorze mil euros a transformar o corpo numa obra de arte.

Este é o perigo das tatuagens. É dar início. E quem já tem alguma tatuagem sabe bem que aquilo que mais custa é mesmo a primeira. A partir daí, depende de resistir à vontade de ter mais bem como da disponibilidade da carteira.

amamentar em público: yay or nay?

Amamentar em público é provavelmente um dos temas mais polémicos, isto nos que dizem respeito à maternidade. Há quem ache que se trata de algo perfeitamente natural. E existem aqueles que defendem que se trata de uma ofensa aos outros e que se trata de algo perfeitamente evitável. O que faz com que o tema gere sempre grandes discussões. Algo que aconteceu com as fotos recentes que revelam a modelo Candice Swanepoel a amamentar o bebé durante uma pausa numa sessão fotográfica.


Faço parte do grupo de pessoas que não se importam minimamente com a amamentação em público. Desde que a mesma seja discreta. Pois associo uma coisa à outra. E há quem seja o oposto de discreto nestes casos. Existem pessoas que gostam de ser o centro das atenções com tudo o que fazem, e neste caso não são excepção. De resto, acho perfeitamente normal que uma mãe amamente o seu filho junto de outras pessoas.

Pegando no caso desta imagem. A modelo começa por ter sorte por poder levar o seu filho para o trabalho, algo que muitas mulheres não podem fazer. E aproveita uma pausa para, de forma discreta, dar de mamar ao filho, de apenas cinco meses. E isto é perfeitamente normal. Candice não merece ser criticada por dar de mamar ao filho durante um trabalho.

uma verdade antiga e cruel que se mantém actual

Neste fim-de-semana vi um filme que me tinha passado ao lado. O filme é de 2015 e tem como nome Verdade. Esta longa metragem conta a história de dois jornalistas (e da sua equipa) que faziam parte do programa 60 Minutos, da CBS. Dan Rather, um jornalista muito conceituado, e a produtora Mary Mapes levaram ao programa uma (controversa) história sobre a vida militar de George W. Bush.

O caso remonta a 2004 e a reportagem foi emitida numa altura de eleições. Como seria de esperar, a reportagem teve um impacto enorme junto do povo. Mas assim que foi emitida teve início uma caça à equipa responsável pela peça. Sendo que todos passaram por mentirosos e por maus jornalistas. A carreira de Mary chegou ao fim e Dan Rather acabou por sair da CBS. Podia contar mais detalhes sobre o filme mas é daqueles que aconselho todas as pessoas a ver. Porque se percebe bem a forma como certas pessoas conseguem calar/destruir jornalistas. E a minha opinião, mesmo tendo em conta alguns erros cometidos pela equipa, é a de que existiu influência do presidente norte-americano para que aquela notícia passasse por mentira.

Recordo que o filme é passado em 2004. Mas é curioso que passados tantos anos, existem verdade que não se alteraram. Como a altura em que Mary Mapes defende que eles são dos poucos que fazem jornalismo “importante”. Não querendo desvalorizar o trabalho dos outros jornalistas – onde me incluo – dou razão aquelas palavras. E pelo meio do filme existem muitas ideias que se mantêm actuais em relação ao rumo que o jornalismo levou e continua a levar. Aliás, em Portugal está à beira da morte. Este filme, que conta um belo elenco, passou-me ao lado. Mas é daqueles que recomendo a todos. E quem tem os canais TV Cine ainda o pode rever.

10.3.17

cuidado com os exemplos fit

No último post partilhei duas imagens de uma mulher a correr e deixei a questão sobre o tempo que separava aquelas duas fotografias. Numa delas destaca-se uma mulher, aparentemente em “sofrimento” enquanto corre. Também se evidencia a celulite nas pernas da mulher. Na outra imagem aparece a mesma mulher, sem ar de esforço e com umas pernas bem trabalhadas.

Pois bem... nada separa aquelas duas imagens. Já tinha dito que a mulher é a mesma. A prova em que corre é a mesma. Tal como o dia. A única coisa que que se destaca é que são duas imagens diferentes de algo igual. E foi a própria mulher que partilhou ambas as imagens. E ainda bem que o fez. Pelo perigo da cópia dos exemplos que vemos espalhados nas redes sociais.

Vivemos numa altura em que ser fit está na moda. Mais por questões estéticas do que por questões de saúde, o que é de lamentar. E nas redes sociais partilham-se imagens do antes e do depois que são facilmente manipuláveis, mesmo sem recorrer à edição de imagem. Numa coloca-se a barriga para fora, o corpo torto, roupas excessivamente apertadas e com aproximação à máquina. Noutras, encolhe-se a barriga, a postura é a correcta, as roupas são adequadas e existe um distanciamento da máquina.

Pequenos detalhes como estes fazem com que seja muito fácil manipular duas imagens que foram captadas no mesmo dia, por exemplo. Associado às imagens está uma história de superação. E alguns truques para que todos consigam fazer o mesmo. E, infelizmente, muitas pessoas – que querer ser o mais fit possível no menor espaço de tempo possível – tendem a copiar algo que não passa de uma farsa. E muitas vezes correm riscos desnecessários com más alimentações, produtos duvidosos e treinos físicos muito maus.

Acho bem que as pessoas queiram estar em forma. Mas quem o quer tem de perceber que é algo que dá trabalho. É algo que implica uma alimentação correcta (não confundir com uma ditadura alimentar) e treino físico. Só deste casamento é que resulta algo que vai corresponder às expectativas das pessoas. Não existem “dietas milagrosas” que mudam o corpo em poucas horas nem existem corpos em forma sem treino físico.

Por isso, cuidado com os exemplos que não o são. As pessoas não devem ficar profundamente desmotivadas como fotos como aquela da esquerda (refiro-me ao último post) nem extremamente felizes com a da direita. Nem devem copiar na íntegra exemplos de outras pessoas. Simplesmente porque cada corpo é um corpo e aquilo que resulta com um poderá não resultar com outro. Já para não dizer que nem todas as pessoas têm o mesmo objectivo.

quanto tempo separa estas duas fotos?

9.3.17

polémico? considero brilhante

Primeiro a Nike lançou uma campanha publicitária centrada em atletas que são de países onde a religião e a cultura têm uma visão diferente do nosso no que diz respeito ao papel das mulheres na comunidade. Instalou-se a polémica. Que era uma campanha ofensiva e por aí fora.



Agora a marca lança um produto dedicado ao marcado islâmico. Trata-se do Nike Pro Hijab que esteve a ser preparado durante mais de um ano e que partiu da sugestão da atleta olímpica Amna Al Haddad. Podem falar em polémica, ofensas e por aí fora. Quanto a mim é uma campanha brilhante e uma ideia magnífica para conquistar um nicho de mercado que passa a ter um produto específico e do qual não abdicam.

piadas sobre mulheres

Ontem assinalou-se o Dia da Mulher. Defendo que as mulheres não precisam de um dia porque todos os dias são delas. Por outro lado, percebo a lógica da data no sentido em que, infelizmente, ainda existem muitas desigualdades entre sexos nas mais diversas áreas. O que é uma triste realidade e que acontece na pequena empresa de quem nunca ninguém ouviu falar como acontece em Hollywood.

De resto, nestes dias há sempre quem faça piadas. E tal como existem mulheres e mulheres, também existem piadas e piadas. Por exemplo, ontem ouvi que "as mulheres são como as batatas, só são boas descascadas ou a murro". No contexto que ouvi isto, entendo que não tem qualquer maldade. Porque foi uma piada dita num grupo de pessoas que se conhecem muito bem e onde estavam presentes mulheres. Não vejo mal nenhum nisto, como não veria se fosse uma piada a gozar com a falta de inteligência dos homens. E não vejo mal neste contexto.

Agora, se fosse o Presidente da República a fazer esta mesma piada num discurso, o caso seria diferente. A piada seria a mesma. O contexto não. E o local para dizer a mesma também não seria o mais apropriado. Porque Marcelo Rebelo de Sousa não é humorista de profissão e porque tem um cargo que não permite certas coisas em público. Independentemente da maldade que possa existir (ou não) em torno da piada.

E se acho que existem pessoas que não podem fazer determinadas piadas, entendo também que as marcas estão impedidas de entrar em certos domínios do humor, algo que aconteceu ontem com o StandVirtual, que fez uma piada afirmando que vendem carros com sensores de estacionamento ao mesmo tempo que diziam feliz dia da mulher. Isto é algo errado. Porque as marcas não devem tentar usar o humor para se promover. Pelo menos um humor com o qual as pessoas lidam mal e que tem tudo para ser incendiário. E isto aplica-se a piadas de mulheres como a piadas sobre homens, homossexuais e por aí fora.

Por outro lado, olho para as reacções às diferentes piadas polémicas com uma certa incompreensão. E digo isto porque as pessoas reagem de forma diferente a piadas iguais. Por exemplo, se gozarem com homens não existirá polémica. Já com mulheres... Se for uma piada estúpida com heterossexuais ninguém se indigna. Com homossexuais pega fogo. Se gozarem com magros ninguém se chateia. Mas que ninguém goze com gordos. E isto arrasta-se a outros domínios que fogem do humor. Por exemplo, exige-se igualdade nas redes sociais. Que as mulheres possam mostrar os mamilos, tal como eles. Mas se são usadas fotos mais ousadas de mulheres em campanhas, existe polémica. Se é usado um homem ninguém se aborrece. E se uma mulher é mais ousada numa rede social também é rotulada de coisas pouco simpáticas.

Resumindo, piadas entre amigos são saudáveis. E falo por mim pois tenho um grupo restrito de amigos em que todos fazem piadas com todos sem que ninguém se aborreça. Piadas em modo público exigem algum cuidado, porque apesar desta moda de que todos temos uma veia humorística (e que o humor desculpa tudo) nem todas as piadas caem bem em momentos errados. Piadas feitas por marcas são quase impossíveis, porque a esmagadora maioria são mal feitas. Como foi o caso da apontamento de humor do StandVirtual que foi errado e desnecessário.

8.3.17

há mulheres e Mulheres

Hoje é um dia igual a todos os outros. Com a vantagem de estar sol e de estar prometido calor durante o dia. De resto, o Dia Internacional da Mulher é algo que se festeja diariamente. É algo que algumas mulheres merecem que seja festejado constantemente. Não porque existe uma data, mas porque são mulheres que merecem uma celebração frequente por tudo aquilo que são. E felizmente tenho diversas mulheres assim na minha vida. E já que existe este dia, aproveito para agradecer, de forma mais pública, a todas elas.

A começar pela minha mãe. São mulheres como a minha mãe que dão sentido ao Dia Internacional da Mulher. E à minha mãe agradeço tudo o que me ensinou, aquilo que me ensina diariamente e que continuará a ensinar. Foi com a minha mãe que aprendi/descobri o encanto de uma mulher. A forma como devem ser tratadas. O respeito que merecem. E esta lição não tem preço. Foi também com a minha mãe que aprendi que as mulheres têm muito mais força do que os homens. Carregam este mundo e o outro às costas e têm sempre força para algo mais. Por isso, obrigado mãe. Amo-te muito!

Com a minha mulher coloquei em prática tudo o que aprendi com a minha mãe. Aquilo que a minha mãe me ensinou permitiu-me criar uma imagem da mulher que queria ter na minha vida, que sonhava amar e por quem esperava ser amado. Bastaram algumas horas, num primeiro encontro que ainda hoje recordo ao detalhe, para perceber que a Sílvia era essa mulher. E se até então acreditava que sabia o que era amar, foi com ela que percebi o que realmente é o amor. E não é nada daquilo que se vai partilhando em frases mais ou menos populares. Vai muito além disso. E mais uma vez, com a minha mulher aprendi que elas têm muito mais força do que nós, homens. Amo.te'nos mais que tudo na vida.

Com a minha irmã descobri um amor diferente. Não minto que tivemos os nosso momentos cão e gato, típicos de irmãos. Mas pela minha irmã sinto um amor que não consigo colocar em palavras. É uma das poucas pessoas por quem dava a minha vida se assim fosse necessário. E foi a minha irmã quem me deu um dos presentes mais valiosos que recebi: a minha sobrinha. E por falar em sobrinha, com ela tenho aprendido muitas coisas. E com ela também descobri um amor que se distingue de todos os outros. Um amor que vive lado a lado com o medo de que algo corra menos bem, com o receio de não estar presente quando precisar de mim. E daqui envio dois beijos gigantes para vocês.

Por fim, envio ainda um beijo especial para a minha sogra e para a minha cunhada, mais duas pessoas extraordinárias que a vida colocou no meu caminho. E a minha sogra merece mesmo um beijo especial pois é graças a ela que existe a mulher que hoje faz de mim o homem mais feliz do mundo. Obrigado pela presença na minha vida. Por último, um beijo especial para todas as mulheres que por aqui passam (e também para as mulheres que fazem parte da vida dessas mulheres). Que o vosso dia não seja apenas hoje mas diariamente. Que estejam rodeadas de pessoas que vos valorizem. Beijos e um feliz Dia Internacional da Mulher.

7.3.17

estive a tomar banho, ó seu burro!

Os jornalistas são os maus da fita. Por norma é assim. E esta é a imagem que a maior parte das pessoas acaba por reter. Mesmo que não bata certo. Por exemplo, em boa parte dos casos, os jornalistas são tratados de forma pouco digna por quem precisa deles. Porque na realidade existem muitas pessoas que precisam mais dos jornalistas do que os jornalistas dessas pessoas.

Um exemplo do mau tratamento que é dado aos jornalistas passa pela seca que é dada aos profissionais desta área. Que chegam a ficar horas à espera de uma qualquer personagem. Isto porque entendem que esperar é uma das obrigações dos jornalistas. Mesmo em casos em que são convocados para determinada hora e deixados largos minutos à espera de alguém.

E se os jornalista ousam reclamar são logo vistos como os maus da fita. Sendo que os jornalistas também têm a sua culpa porque aceitam tudo. A maioria deles são incapazes de abandonar determinado local, mesmo quando estão a ser tratados de forma injusta. Algo que aconteceu recentemente com Filipe Gouveia, treinador do Covilhã, um modesto clube do segundo escalão do futebol português.

Com o maior respeito pelo clube, e também pelo treinador, as pessoas deveriam agradecer o facto de existirem jornalista interessados numa conferência de imprensa de um clube destes. E digo isto porque os jornalistas são cada vez menos e a segunda divisão não é uma prioridade. Mesmo assim existiam profissionais na sala, que ficaram à espera do treinador, no final de mais um jogo. Porém o treinador atrasou-se.

E o treinador ficou ofendido quando entrou na sala e ninguém lhe dirigiu uma palavra. Disse que os jornalistas não eram educados. Ao que alguém respondeu que os mal educados eram eles (clube) por atrasarem a conferência de imprensa. Ao que o treinador responde: “você sabe lá se eu estive a tomar banho, ó seu burro”, atira. E ainda diz, ao mesmo ou a outro jornalista, “fixa bem a minha cara, fixa bem”, em jeito de ameaça. (vídeo aqui). E é isto que temos.

Faz lembrar o caso do treinador especial que um dia recusou dar uma conferência de imprensa enquanto uma jornalista não abandonasse a sala. Jornalista essa que foi humilhada sem que percebesse o motivo. Lá acabou por sair até perceber que tudo não passava de um erro. A jornalista era questão era outra pessoa. Houve uma confusão feita pelo especial. Que, mais tarde, enviou outra pessoa para pedir desculpa à jornalista. Que respondeu, a essa pessoa, algo como isto: “Se ele foi homem para me humilhar em público, que seja homem para me pedir desculpa em público”.

Se existem jornalista parvos? Sim. Mas não são a maioria. E a maioria dos jornalistas são vítimas de situações como aquela que aconteceu na recente conferência de imprensa. Este é o modo como os jornalistas são tratados. Sem qualquer distinção. Quando um é mau, são todos péssimos.

as feministas não têm mamas

Emma Watson é provavelmente um dos símbolos do feminismo. Pelo menos quando se fala da nova geração. Há muito que a actriz - célebre devido aos seus desempenhos nos filmes Harry Potter - é uma defensora das mulheres. Em diversas ocasiões a jovem, de 26 anos, revelou maturidade acima da maioria dos jovens (especialmente estrelas mundiais) da sua idade, mostrando ser um exemplo a seguir em diversas situações.

Mas no melhor pano cai a nódoa. Pelo menos aos olhos dos outros. Parece que Emma Watson não passa de um fraude. E porquê? Porque decidiu aceitar o convite de posar para a revista Vanity Fair. Uma feminista não aceita coisas destas. Não comete uma traição destas. Aliás, as críticas não se ficam por aqui. Pois uma feminista nem mamas pode ter...


"Estavam a dizer que não posso ser feminista e ter mamas", desabafou Emma Watson. "Não percebo o que as minhas mamas têm a ver com isso", disse ainda a outro actor. E este exemplo mostra que muitas pessoas gritam pelo feminismo sem saber o que isso representa. É daquelas coisas que se dizem apenas porque outros dizem, mesmo não percebendo aquilo que se está a dizer.

E para Emma Watson este caso é o exemplo de que muitas pessoas andam equivocadas. "Revela quantos equívocos e quantos mal-entendidos existem sobre o que é o feminismo. Feminismo é sobre dar às mulheres a opção de escolherem. Feminismo não é um pau que se usa para bater em outras mulheres. É sobre liberdade, libertação, igualdade", explicou numa entrevista.

diz que é moda para elas

Diz que está na moda. Acredito mais numa forma de protesto público contra a censura das redes sociais em relação ao corpo das mulheres.


6.3.17

o incrível mundo dos ex

Algumas relações são marcadas pela presença ou sombra dos ex-namorados(as). Esta nuvem, quando existe, aparece logo no início da relação. Basta pouco tempo para que alguém pergunte algo do género: "como era o teu/tua ex?". O assunto pode ficar por ali. Pode morrer nesta questão. Mas se existir um fenómeno bola de neve, começam a aparecer as comparações. E em alguns momentos os/as ex até servem como modelo para comparação. "Aposto que ele/ela não fazia isto nem aquilo", dizem. "Diz lá, quem faz isto melhor? Eu ou ele/ela?", perguntam.

E aquilo que ocasionalmente pode ser um momento mais divertido entre um casal acaba por, quase sempre, se transformar em momentos de má disposição e de troca de bocas. Principalmente quando as pessoas são incapazes de conviver com a existência de um/uma ex. Como se fosse obrigatória a inexistência de um passado amoroso na vida das outras pessoas. O que não faz qualquer sentido.

E a sombra dos ex consegue ser tão forte que existem pessoas que nem após o final da relação conseguem desligar-se dos/das ex das pessoas com quem viveram. Ficam irritadas se as pessoas voltam a falar. Ficam fulas se existe uma reaproximação, seja por que motivo for. Quando tudo deveria ser o mais normal possível, principalmente a partir do momento em que duas pessoas colocam um ponto final na história de amor que as unia.

eu sei o que jorge jesus fez em 1992

Sempre acreditei que o treinador Jorge Jesus estava a treinar o Amora (primeiro clube que treinou) em 1992. Ontem, ao rever o filme The Bodyguard, percebi que afinal estava em Hollywood a tentar a sua sorte enquanto actor. Nesta longa-metragem fez o papel de um stalker da personagem interpretada por Whitney Houston.