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31.8.16

há por aí alguma alma puritana? então aproxima-te sff

Para começar nada melhor do que um anúncio. Que envolve uma mulher, lingerie e sensualidade: os ingredientes de qualquer publicidade do género.



Como comecei por dizer, este anúncio tinha tudo para ser apenas mais um que envolve lingerie. Com maior ou menos criatividade, as publicidades que estão ligadas a este tipo de produto envolvem mulheres e sensualidade. É a receita indicada para vender lingerie. Acho que cria o efeito de que qualquer mulher fica mais sensual com aquelas peças. E isso mexe com elas e com eles. Elas gostam e compras. Eles gostam e oferecem. Independentemente disto e de outros efeitos, a publicidade a lingerie vive da sensualidade feminina.

E acho que isto era o mais normal. Até que descubro que existiram muitas queixas em relação a esta publicidade em concreto. Que acabou por ser banida. Ao que parece existem pessoas que descrevem este vídeo como "pornografia amadora" e como "vulgar". As queixas foram tantas que acabou por ser decidido que não deveria passar em centros comerciais. Algo que revoltou a mulher que protagoniza a campanha, uma jovem modelo australiana, de 22 anos, que defende ser uma mulher com um corpo saudável que está a promover um produto destinado a mulheres.

A crítica do vulgar ainda compreendo. Não percebo mas compreendo. Acho que muitas pessoas, talvez paradas no tempo, olham para este tipo de anúncios como uma espécie de atentado à mulher que se quer pura e imaculada. Mas a verdade é que os centros comerciais, as ruas, as revistas e mesmo as televisões estão cheias de conteúdos, no mínimo, iguais a estes. É algo normal. E digo isto porque não espero que uma marca tente vender lingerie com uma mulher tapada até às orelhas. Se assim for ninguém irá comprar as peças. Mesmo tendo em conta tudo isto ainda aceito a crítica da vulgaridade.

Aquilo que não consigo mesmo aceitar é que alguém olhe para este anúncio como pornografia amadora. Isso é mau demais. Especialmente para quem pensa desse modo e realmente acredita nisso. Ver pornografia amadora numa mulher de lingerie é assustador. Faz-me recordar aquele homem que é surpreendido pela namorada, que comprou uma lingerie sensual, dizendo-lhe para se vestir que parece uma puta (história verídica). Qualquer dia uma mulher pura só pode vestir um burquini e as famosas cuequinhas "saco do pão". Só isso é que será aceitável.

problema está nos filhos ou nos pais?

Agora debate-se a violência entre jovens que saem à noite. Esta violência sempre existiu. Talvez não tenha sido sempre à noite mas sempre existiu. Frequentei uma escola onde os assaltos eram "habituais" e havia quase sempre promessas de "espancamento" caso houvesse uma queixa. E este é apenas um exemplo. Também existiam grupos e porrada. Algo que sempre existiu e sempre existirá entre adolescentes.

O que era diferente na minha altura era a preocupação dos pais. Hoje, um jovem com 15 anos é um "homem" de barba rija que sai à noite e que fica a beber copos até lhe apetecer. E uma jovem de 15 anos é uma "mulher" feita que sabe tudo da vida. E os pais que não se atrevam a questionar isto.

Não queiram discutir apenas a violência entre os jovens. Discutam a importância que os pais dão aos filhos. A forma como os educam. As vezes que os contrariam e que dizem: "não". Nem que seja com aquela desculpa clássica do "porque sou teu pai/mãe e eu é que mando".

É fácil varrer o lixo para debaixo do tapete e querer perceber se são os jovens que estão mais violentos. Mas isso não mudou. Isso está igual. Só que ninguém sabia de nada e não existiam telemóveis nem redes sociais para partilhar agressões e ofensas. Nem cinquenta programas a debater o assunto. A maior diferença que encontro - mas que não desculpa tudo - é mesmo nos pais.

E na paciência (ou falta dela) para educar um filho dando-lhe todas as ferramentas. Ferramentas que fazem, por exemplo, com que perceba com que pessoas se deve relacionar e que andar a fumar, f**** e beber a torto e a direito quando tem apenas 14,15 ou 16 anos não faz de si um adulto nem uma pessoa preparada para a vida e para o futuro. Revela apenas que está a errar em muitos domínios e que está muito longe daquilo que entende como a perfeita preparação para a vida adulta.

pelo meu pai (e não só)

Tenho um pai que esteve na guerra. Numa guerra que não era sua mas na qual teve que servir o seu País. E, felizmente, tenho um pai que voltou para casa sem quaisquer traumas. Algo que agradeço todos os dias. Mas mesmo assim, não esqueço a realidade que encontrou por lá e as coisas a que teve de assistir. E a importância de tudo isto na sua vida fica provada com a reunião anual dos seus camaradas.

Existem causas que tocam mais a umas pessoas do que outras. Esta, que está de mãos dadas com uma iniciativa que se pretende viral, é uma das que me diz muito. E refiro-me ao desafio 22 Push Up Challenge, lançado nos Estados Unidos da América e abraçado em Portugal pela Marinha Portuguesa. Diariamente 22 militarem suicidam-se devido ao trauma duradouro do serviço activo, ao longo do tempo em que serviram o seu país. Não é um número anual nem sequer mensal. São 22 pessoas que acabam com a sua vida diariamente. E este dado não pode ser ignorado nem esquecido.

A melhor forma de falar de um assunto é que o mesmo se torne viral. E isso está a acontecer com o #22PushUpChallenge que consiste em partilhar um vídeo, nas redes sociais e com a respectiva hashtag, em que se fazem 22 flexões. Não custa nada, faz bem à saúde e, acima de tudo, faz com que esta mensagem vá passando de pessoa em pessoa. O que interessa não é o vídeo mas a mensagem que o mesmo transporta e que diz respeito a uma realidade dura.

Pelo meu pai, pelos seus camaradas, e em especial pela Marinha Portuguesa (a quem agradeço o que faz por Portugal) aderi ao desafio #22PushUpChallenge. E desafio todas as pessoas que por aqui passam a fazer o mesmo. Obrigado!


#22PushUpChallenge from homem sem blogue on Vimeo.

PS - Quem estiver em boa forma física pode transformar este desafio noutro mais duradouro que passa por fazer 22 flexões por dia, durante 22 dias.

não percebo. e tenho medo de perguntar...

Não consigo perceber este vídeo. E confesso que tenho medo de perguntar qual o significado disto...

30.8.16

posso dizer-te que és muito bonita?

Vivemos tempos em que os elogios escasseiam. E praticamente em todas as áreas. Começando pela profissional. Dez vozes conseguem unir-se para dizer que um trabalhador errou. Que esteve mal em determinada tarefa. Mas poucas, ou nenhuma, agradecem um trabalho brilhante. Existe crítica mas não existe elogio. E o mesmo acontece, por exemplo, em algumas equipas. Um atleta é criticado porque falhou em determinado momento. Mas poucas vezes é elogiado por ter feito algo bem feito.

Passando para a esfera pessoal de cada um também existe falta de elogios. Poucas pessoas elogiam outras. Poucas dizem: "estás muito elegante hoje", para dar um exemplo. Tal como poucas pessoas elogiam penteados (ou outro aspecto qualquer), beleza e mesmo sensualidade. E quando isto existe é quase sempre associado ao gozo. "Estás muito elegante hoje", alguém diz. "Estás a gozar comigo. O que tenho de errado? Não gostas da roupa?", é a reacção imediata da pessoa que está a ser elogiada mas que acredita está a ser gozada.

E isto é no domínio da elegância. Se o tema for um elogio à beleza ou mesmo ao corpo, o "drama" é ainda maior. Se uma pessoa diz a outra que a considera bonita é porque é alguém com segunda intenção. E que ninguém ouse elogiar o corpo de outra pessoa. "O ginásio está a dar resultado que estás em forma", alguém diz. "Aquele anda a olhar para mim e a tirar-me as medidas. Tarado! Assustador", dizem. E tudo isto faz com que os elogios andem ali por uma área cinzenta que ninguém ousa pisar, até por não saber qual será a reacção.

E fica a dúvida. Por exemplo, será possível que um homem elogie a beleza de uma mulher sem que ela pense que existe outro objectivo que vá além do elogio? Será possível que um homem elogie a silhueta de uma mulher sem que esta pense que existe um objectivo escondido nas palavras? Por outro lado, será possível que um homem elogie uma mulher apenas e só pelo elogio? Será que os homens só elogiam, por exemplo, as mulheres com quem querem algo? E quem tem maior facilidade em elogiar: elas ou eles?

quem pode criticar?

Adrien Silva é o homem do momento. Tudo porque, através de uma entrevista, o jogador manifestou o desejo de sair do seu clube (Sporting) para prosseguir a carreira noutro campeonato (inglês). Diz também que lhe foi feita a promessa, pela entidade patronal, de facilitar essa mudança. Por sua vez, o clube não se mostra inclinado a vender o jogador, excepto por um preço proibitivo para muitos clubes (45 milhões de euros).

Agora, de um lado estão as pessoas que defendem o jogador. Do outro, as pessoas que defendem o clube. Independentemente de criticar ou defender o jogador, quem é que não aceitava (ou ficava com a cabeça a andar à roda) uma proposta para fazer aquilo que gosta, neste caso jogar futebol, ganhando quatro ou cinco vezes mais (de acordo com os valores avançados)?

o tabu da vagina

Lady Garden é o nome de uma campanha que tem por objectivo alertar as mulheres para cancros ginecológicos ao mesmo tempo que pretende fazer com que as mulheres afectadas abordem a doença e percam os complexos com o corpo. No site da campanha fica-se também a saber que Lady Garden é o nickname dado à vagina, sendo que desafiam as mulheres a partilhar o nickname que dão à sua.

Os anos vão passando mas existem coisas que vão mudando muito lentamente. Por exemplo, as mulheres ainda têm alguma dificuldade em dizer a palavra vagina. De acordo com os responsáveis da campanha, 86% das mulheres que têm conhecimento da campanha passam a dizer a palavra vagina com maior facilidade. E mais importante do que isso, a mesma percentagem de mulheres fica mais alerta em relação aos cancros ginecológicos, aos sintomas dos mesmos, tal como passam a falar de forma aberta em relação à saúde das suas vaginas.


Como acontece com praticamente todas as doenças, o melhor é que seja detectada de forma precoce. Por isso, está na altura de colocar de lado o tabu em torno da vagina. Está na altura das mulheres falarem abertamente sobre a sua saúde e, acima de tudo, de não ignorarem os exames de rotina que podem ser muito importantes. "Há um tabu em torno das vaginas e quero livrar-me dele. Faz parte da nossa anatomia. Acho que toda a gente deve sentir-se confortável ao estar nu, porque todos temos um corpo bonito", defende Cara Delevingne, a imagem da campanha.

Os cancros ginecológicos são cada vez mais frequentes. E de acordo com números recentes são responsáveis por 19% dos diagnósticos anuais mundiais. Apesar do aumento deste número, poucas pessoas os conhecem e poucas fazem o ideal para os prevenir. Os cancros ginecológicos são cinco: colo do útero, ovário, vagina, vulva e endométrio.

Aproveito para partilhar os principais sintomas associados aos cancros ginecológicos:

- Dor pélvica;
- Inchaço abdominal;
- Dores nas costas;
- Sangramento vaginal anormal;
- Febre;
- Dores de estômago ou alterações intestinais;
- Perda de peso;
- Anormalidades na vulva ou vagina;
- Alterações na mama;
- Fadiga.

portuguese do it better

29.8.16

sabes quais as coisas mais sujas que tens em casa? (a explicação)

Será que as pessoas têm noção de quais as coisas que têm em casa que são as mais sujas? Creio que não! Acho que poucas pessoas perdem tempo a pensar naquilo que faz com que um lar possa ser igualmente o local ideal para a transmissão de doenças. E pior do que perder tempo a pensar nisso, poucas pessoas dedicam a atenção (limpeza) necessária a algumas coisas que constam no top 10, divulgado pela Universidade de Barcelona, das coisas mais sujas que se encontram em casa. A saber:

Brinquedos
Quem tem filhos certamente terá brinquedos espalhados pela casa. Que são partilhados com adultos ou com outras crianças que acabam quase sempre por colocar os mesmos na boca, o que faz com que sejam um foco de germes e bactérias. Fica a questão: quem desinfecta brinquedos?

Maçanetas
Todos lhe metem as mãos. Mas poucos se lembram de as limpar. A sujidade acumula-se e são vistas como ideais para a transmissão de vírus como o da gripe.

Escova de dentes
Indo directo ao assunto, as escovas podem ter bactérias como estafilococos, bactérias coliformes, pseudomonas, leveduras, bactérias intestinais e germes fecais. (0% das escovas examinadas continham "apenas" milhões de microorganismos prejudiciais à saúde.

Casa-de-banho
Não é complicado perceber o motivo pelo qual tem muitos germes. Neste estudo (contou com mil famílias) apenas 56% das famílias assumiu fazer a higienização diária das casas-de-banho. E apenas 32% diz que os desinfecta.

Lava-louças
Pode parecer estranho mas concentra 100 mil vezes mais germes do que a casa-de-banho. 14% dos lava-louças continha mais de um milhão de bactérias por metro quadrado.

Tábuas de cozinha
Aproximadamente 20% das infecções alimentares ocorrem em casa e a culpa deste problema é da salmonela, a escherichia coli e o campylobacter. E estes microorganismos são encontrados com alguma facilidade em tábuas de madeira não desinfectadas. Devem ser lavadas na máquina a 60 graus Celsius.

Esponja e panos de cozinha
Costumam estar húmidos, o que faz com que os germes se concentrem em ambos e com que tenham facilidade na proliferação. Podem sobreviver até duas semanas numa esponja húmida.

Chão
A maioria das pessoas não se descalça quando chega a casa. Isto faz com que seja normal que se acumulem germes e outros microorganismos. De acordo com um estudo, as bactérias necessitam apenas de dez segundos para colonizar um pedaço de alimento que cai no chão.

Torneiras
Tal como acontece com o lava-louça, a humidade e o material orgânico acumulado criam o ambiente perfeito para as bactérias.

Computador, telemóvel e comando
Acumulam apenas qualquer coisa como 450 tipos de germes. Basicamente porque nunca são lavados. O teclado de um computador pode ter 30 vezes mais microorganismos do que uma casa-de-banho limpa.

Analisando a lista, acho que a surpresa é quase nula. As pessoas é que não pensam muito no assunto. E talvez seja mesmo melhor não o fazer.

sabes quais as coisas mais sujas que tens em casa? (desafio)

Desafio muito simples. Será que alguém consegue enumerar quais as dez coisas mais sujas que existem numa casa?

intimidade (público vs privado)

A modelo portuguesa Sara Sampaio revelou recentemente a sua tristeza pelo facto de ter sido fotografada em topless durante as férias. É óbvio que ninguém gosta de ser fotografado assim. É certo que ninguém gosta de ver a sua intimidade exposta deste modo. Mas a verdade é que existem aspectos que fazem toda a diferença e que as pessoas desconhecem.

Por exemplo, Sara Sampaio refere que está em privado. Mas não está. Pelo menos no local. O barco está num local público. E Sara Sampaio é uma figura pública. Por isso, legalmente, não existe nenhum crime em publicar uma foto sua em topless ou mesmo toda nua. A lei permite que assim seja. Mesmo estando num barco. A portuguesa está num local público. Tal como o fotógrafo que capta o momento. Aqui o crime não é nenhum. Pode debater-se a questão moral e tudo mais mas crime não existe nenhum.

Por outro lado, qualquer cidadão anónimo está protegido por uma lei que não se aplica a Sara nem a outras figuras públicas. Os anónimos podem queixar-se se forem fotografados em topless nestes moldes sem existir consentimento para a publicação das imagens. E aqui a lei está do lado das pessoas. Por exemplo, uma reportagem na televisão aborda a impotência sexual ligada ao consumo de tabaco e depois mostram um vídeo de um homem anónimo de cigarro na boca. Este homem pode queixar-se, caso não tenha dado consentimento à utilização da sua imagem para ilustrar a impotência.

Uma figura pública não tem de dar consentimento para a publicação de uma imagem. Isto desde que esteja num local público, como acontece na rua, na praia ou noutro local qualquer. Tudo muda quando o local é privado. Por exemplo, vamos imaginar que Sara Sampaio (e dou este exemplo por ser recente) está a fazer nudismo na sua casa. A janela está aberta e vê-se Sara nua dentro de casa. Essa imagem não pode ser publicada pois Sara está na sua casa e esse domínio é privado. Impede a publicação das imagens.

Sei que tudo isto soa a injusto. Mas a lei é o que é. E neste caso acho que as pessoas pouco sabem sobre a lei. Recordo-me de grandes discussões na faculdade em torno deste tema que consegue ser bastante complexo. Depois, existe outro fenómeno que vamos fingir que não existe. As pessoas criticam a publicação das fotos mas poucas resistem à curiosidade de ir ver a exposição corporal da Sara.

interessa ou não interessa?

Ao longo da última semana muito se falou sobre as agressões ocorridas em Ponte de Sor. Os telejornais abriam com este assunto, todas as pessoas davam palpites sobre o ocorrido, todas as pessoas tinham algo a acrescentar em relação à história e por aí fora. Existiram até reconstituições da noite que terminou com um adolescente internado no hospital e a lutar pela vida.

Até que existe uma nova troca de agressões entre dois adolescentes, supostamente motivada por ciúmes. Existem algumas semelhanças e diferenças com o caso mais mediático. A semelhança é que o agredido também luta pela vida (de acordo com as últimas notícias que desmentem a sua morte). A diferença é que o agressor é apenas mais um "puto", não é filho de nenhum embaixador.

Como referi, o primeiro caso, em que os agressores assumidos são filhos do embaixador do Iraque em Portugal, teve muito tempo de antena mediático. Abriu telejornais. Quando ao segundo caso, foi relegado para um plano muito inferior. No dia em que a notícia poderia ter destaque, vi um telejornal abrir com um directo para o Estádio de Alvalade para ouvir a reacção dos adeptos sportinguistas após a vitória sobre o Porto na terceira(!!!) jornada do campeonato. Não se anunciou um campeão nem nada do género. É apenas um jogo da terceira jornada (e como é óbvio não estão em causa os clubes). Quanto à notícia sobre a agressão fatal, teve apenas direito a alguns segundos de antena.

Acho que finalmente fica evidente (para quem ainda não se tinha apercebido disso) que aquilo que está em causa não são as agressões ocorridas em Ponte de Sor mas apenas dois dos intervenientes serem filhos de quem são. Aquilo que realmente interessa são aqueles dois jovens. Por outro lado, meio mundo criticou um dos jovens iraquianos por ter dito que agressões entre jovens são muito comuns em Portugal. Muitas vozes se levantaram a dizer coisas como "isso acontece é no país dele que aqui não se passa nada disso". Acho que o caso mais recente mostra que existe alguma razão nas palavras do iraquiano. Aquilo que muda é o grau de violência. Nada mais.

traficantes

Numa das últimas vezes que fui ao cinema vi o trailer de War Dogs (Os Traficantes, em português) e disse imediatamente à minha mulher que tínhamos de ver o filme. E assim foi. Para começar é baseado numa história verídica, o que é meio caminho para me conquistar. No último livro que li, a autora explicava que as pessoas gostam da sensação de veracidade numa história. E acho que isso se aplica ao cinema. Saber que a história (ou grande parte dela) é real é algo que apaixona e prende quem vê. Pelo menos comigo é assim.

Voltando ao filme, War Dogs dá a conhecer a história de Efraim Deveroli e David Packouz, dois amigos de infância que se reencontram e que acabam juntos num negócio de venda de armas. Sendo que o maior cliente da empresa de ambos é o Governo norte-americano. Para aqueles amigos a guerra não passa de um negócio em que equipar cada soldado custa qualquer coisa como 17500 dólares. Os amigos acabam por fazer um negócio com o Governo a troco de 300 milhões de dólares. Até chegar a este ponto e depois do mesmo acontecem muitas coisas que merecem uma ida ao cinema.

Efraim Deveroli é interpretado por Jonah Hill, actor que conheci em comédias mas que já provou que o seu talento vai muito além do humor. Algo que já tinha feito, por exemplo, em O Lobo de Wall Street e que prova igualmente neste filme. David ganha vida com o talento de Miles Teller, que me conquistou com Whiplash. War Dogs está cotado, no IMDB, com uma pontuação de 7,3. Acho que tudo isto é mais do que suficiente para que este filme mereça ser visto no cinema. Além disso é uma história que merece ser contada e que mostra um lado da guerra que talvez não seja muito comentado.

Se isto não for suficiente, ir ao cinema e ver War Dogs permite que se fique a conhecer a beleza de Ana de Armas (apelido curioso para o filme em questão), uma actriz cubana. E digo conhecer a beleza desta jovem actriz porque a sua prestação no filme não tem grande impacto.

26.8.16

o dia em que me voltei a apaixonar

A minha mulher enviou-me um email com uma história muito engraçada. E sei o motivo pelo qual o fez. Foi porque em tempos aconteceu algo semelhante comigo. Mas antes de falar da história vou fazer uma espécie de nota prévia sobre a mesma. Isto para dizer que acredito, sem grandes dúvidas, que mulheres e homens comprometidos olham para outras pessoas. Ou seja, uma mulher olha e sabe apreciar um homem. Tal como um homem faz o mesmo. E isto não tem qualquer maldade. É algo normal que acontece com todas as pessoas. A diferença é que algumas pessoas não o negam enquanto outras mentem.

Depois disto posso ir à história que se passou comigo. Num certo dia, mais especificamente numa manhã, se a memória não me falha, estava chateado. E antes de seguir para Lisboa, como normalmente faço, fui a um posto de combustível. Onde não tenho o hábito de ir. E que costuma ter muito movimento, o que faz com que passe algum tempo na fila, à espera da minha vez. Enquanto pensava naquilo que me inquietava, dei por mim a olhar para todo o lado. Num daqueles momentos em que se olha para todo o lado sem ver nada. Parece que a pessoa está perdida e que os olhos vagueiam sem destino.

Até que uma mulher chamou a minha atenção. No meio da pouca beleza estética de um posto de combustível lá estava ela. A sua elegância parecia uma miragem entre carros que aguardam pela vez para abastecer. Notei que era alta, tendo em conta a altura média da mulher portuguesa. Recordo-me que era muito elegante. Com uns cabelos bem tratados. Era uma daquelas raras mulheres que captam a atenção de quaisquer olhos. Mesmo os meus, que naquele momento olhavam para todo o lado sem olhar para lado nenhum.

Quando os meus olhos se cruzaram com aquela mulher acabaram por acordar. E assumo que admirei aquela mulher com toda a subtileza possível, até porque estávamos consideravelmente afastados. Lá estava eu à espera da minha vez, enquanto aquela mulher, que captara a minha atenção, estava pronta para abastecer a sua viatura. E foi então que reparei no carro, isto quando ela mudou de lado para abastecer. Que era parecido com o da minha mulher. A mesma marca. O mesmo modelo. E a mesma cor.

Foi então que olhei com atenção para a matrícula. E foi nesse instante que percebi que era o carro da minha mulher. E que a mulher que tinha captado a minha atenção, fazendo com que esquecesse os problemas que me aborreciam, era a minha mulher. A mulher que amo. Que não era suposto encontrar naquela bomba. Muito menos aquela hora. Ri-me. Não lhe disse nada. E fiquei ali, no carro, a olhar para ela. Sem lhe dizer nada e na esperança de que não me visse. E aproveitei aquele momento ao máximo. Ainda mais do que a primeira vez em que a vi, porque nessa altura esteve poucos segundos no meu campo de visão.

Só no final desse dia é que lhe disse, entre risos, o que tinha acontecido. É que disse que tinha estado a olhar para uma mulher, acabando por perceber, momentos depois, que era ela. E foi nesse dia, como felizmente acontece em tantos outros, que me apaixonei novamente por ela. Percebi o motivo pelo qual aquela mulher tinha tido o poder suficiente para fazer acordar o meu olhar que andava a vaguear pelo campo de visão. E foi com um orgulho do tamanho do mundo (e alguma vaidade) que percebi que a mulher que estava a captar a minha atenção era a minha mulher. Obrigado por me fazeres recordar isto hoje.

alerta! homens, tenham muito cuidado quando cozinham para elas

Gosto de acreditar que a grande maioria dos homens gosta de fazer, nem que seja apenas uma vez, um brilharete na cozinha, destino à mulher que ama. Com mais ou menos jeito, acredito que todos gostam de surpreender quem amam com uma refeição confeccionada por si. Tal como acredito que a maioria das mulheres gosta de ser surpreendida ao chegar a casa e reparar que ele esmerou-se para confeccionar um jantar para dois. E mesmo que o resultado final não seja o melhor, elas acabam por gostar do gesto.

Mas tenho de deixar aqui um alerta para todos os homens que estão a pensar confeccionar um jantar para a mulher. Ou que estejam a pensar comprar os ingredientes necessários para que a mulher prepare a refeição. É que pode acabar tudo à paulada e com um desfecho trágico: a morte do homem. Algo que aconteceu em Moçambique. E não, não é uma piada. É mesmo uma história trágica que começou com um jantar e terminou com a morte do homem. Tudo começou quando o homem foi comprar peixe para o jantar. Até aqui tudo bem. O homem voltou a casa com o peixe. Mas a mulher queria mais. Queria óleo de cozinha, tomate e cebola. A falta destes ingredientes gerou uma discussão. A mulher pegou num pau e matou o marido à paulada.

boas broas

No ano passado já tinha dado destaque a um vídeo promocional da Festa da Broa. Este ano volta a surgir um vídeo que está a fazer bastante sucesso nas redes sociais. Desta vez é uma "padeira sexy" que dá a conhecer os segredos para que se faça uma boa broa de Avintes. Já agora, a 29ª edição da Festa da Broa começa hoje e prolonga-se até 4 de Setembro.



25.8.16

parabéns. gosto muito de ti

Parabéns à melhor irmã do mundo (a minha). Hoje és tu quem recebe presentes mas obrigado pelo melhor presente da minha vida, a sobrinha mais espectacular do mundo. Que está agora tatuada em ti.

violência (brutal e absurda) entre adolescentes

A troca de agressões (que ainda tem muitos detalhes por revelar) ocorrida em Ponte de Sor trouxe para a praça pública a violência, muitas vezes brutal e absurda, entre adolescentes. Um dos gémeos iraquianos disse que era uma situação muito comum. Esta opinião chocou muitas pessoas. Mas a verdade é que é mais comum do que as pessoas acreditam.

A diferença para o ocorrido no Alentejo é que dois dos protagonistas são filhos de um embaixador e, infelizmente, um jovem acabou internado no hospital em muito mau estado. Mas desenganem-se aqueles que pensam que isto raramente ocorre. Porque acontece. E muitas vezes. Só que quase sempre os protagonistas são jovens anónimos cujas rixas nunca vão ter tempo de antena na comunicação social.

E para ilustrar o que digo, dou a conhecer um caso recente e igualmente muito chocante. Este ocorrido na Rússia. Uma adolescente, de nome Kristina, de apenas 13 anos, foi espancada por um grupo de seis raparigas (estavam presentes também dois rapazes). Além dos murros e dos pontapés, Kristina foi obrigada a humilhar-se em frente à câmara que registava o momento. Isto tudo porquê? Porque espalhou o boato de que uma colega tinha dormido com o padrasto. Deixo aqui uma imagem retirada do vídeo. Quem quiser ver o mesmo (é forte) pode fazê-lo aqui.


Aconteceu em Portugal. Aconteceu na Rússia. E acontece em todo o lado. E, por mais que algumas pessoas tenham dificuldade em aceitar esta realidade, acontece mais vezes do que as pessoas julgam. Pode não ser o “prato do dia” mas é comum. A diferença está no mediatismo de alguns casos. No interesse que suscitam para a comunicação social. Apenas isso. Nada mais.

o dia em que corri nu com um dildo porque estava bêbado

E tu? O que fizeste?

24.8.16

o que os filtros dizem sobre ti

Ao que parece - e de acordo com um estudo desenvolvido pelas Universidades de Harvard e Vermont - é possível detectar doenças mentais dos utilizadores da famosa rede social Instagram. Como? Através dos filtros que as pessoas escolhem no momento de tratar uma imagem. É através destes que é possível descortinar casos de depressão ou de doenças mentais.

O estudo desenvolve uma relação entre as cores e as emoções. Os utilizadores deprimidos costumam escolher filtros onde se destacam tons escuros, como é o caso de Inkwell. No lado oposto estão os utilizadores mais felizes que gostam, por exemplo, do filtro Valencia, que dá ainda mais luz às imagens. Existiram ainda outros factores de análise mas o destaque vai para a relação entre as cores e as emoções.

Depois de ler as notícias sobre o estudo pensei na minha relação com os filtros. Em relação ao Inkwell, só o uso em imagens de frases com fundo branco e letra preta. Raramente tiro a cor a uma imagem colorida. Por outro lado, gosto do Valencia precisamente por dar cor às imagens. É certo que as opções dependem sempre da foto em si e do objectivo da mesma mas fico satisfeito por perceber que não me enquadro com este estudo.

alguém sabe quem é esta mulher?


a) Kim Kardashian;
b) Uma Kim Kardashian wannabe;
c) Uma mulher norte-americana que gastou dezenas de milhares de dólares em cirurgias estéticas para ficar parecida a Kim Kardashian, mulher que idolatra;
d) A maquilhadora do clã Kardashian;
e) Uma assessora de Kim Kardashian, que só contrata pessoas com quem tenha semelhanças físicas.

coisas a que acho especial piada

Existem algumas coisas a que acho especial piada. Fenómenos, alguns deles clássicos, que vão acontecendo um pouco por todo o lado. Como por exemplo:

Jovem engata (ou é engatada por) uma celebridade. Jovem leva (ou é levada) para a cama. Jovem partilha fotos, numa rede social, dos momentos íntimos. Jovem diz que a partilha foi acidental pois era para um grupo privado de amigas. Jovem vende entrevista sobre a relação sexual e diz que foi a melhor noite de sexo que já teve. Este é um dos fenómenos que garante uma boa quantia de dinheiro (no estrangeiro).

Clube de futebol contrata jogador X. Aparece sempre um antigo colega (pode ter jogado com ele num passado muito distante) ou um ex-treinador (que o poderá ter treinado apenas durante um mês) que dizem ser o melhor jogador de sempre. Gabam as qualidades e dizem ser a solução para qualquer problema da equipa que contrata. É raro o caso em que aparece alguém que diz coisas como “é mau profissional”, “não é a solução que procuram” ou “não tem qualidade para esse clube”.

Existe uma notícia sobre um arruaceiro qualquer. Que já teve problemas, por exemplo com a Polícia, dezenas de vezes. Raramente aparece alguém a dizer que aquele desfecho era de esperar. Aparecem sempre familiares, amigos, vizinhos e conhecidos de um conhecido que em tempos conheceu uma pessoa que era amiga de um amigo do arruaceiro que dizem coisas como “é tão bom rapaz. Ninguém imaginava isto”.

Pessoa vai comprar roupa. Pede opinião ao funcionário. Raramente aparece um que diz que a roupa fica mal ou que não favorece a pessoa. A resposta anda sempre perto de “parece que essa peça foi feita propositadamente para si” ou “já vi essa peça em dezenas de pessoas e ninguém a veste tão bem”.

cuidado casais. chegou a altura da separação

Já o referi mais do que uma vez. E volto a dizer. Sou fã de estudos. Sobre tudo e mais alguma coisa. Dos que dizem uma coisa. Dos que defendem o oposto. E por aí fora. Separo o que é realmente interessante do resto mas não consigo resistir a um estudo. E acabo de me cruzar com um. Que envolve casais e separações. De acordo com os sociólogos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos da América, está a aproximar-se a altura do ano em que as relações tendem a chegar ao fim.

De acordo com o estudo, que teve em conta os pedidos de divórcio realizados em Washington entre 2001 e 2015, verificam-se mais divórcios quando o Verão e o Inverno se aproximam do final. Defendem os investigadores que os casais com problemas olham para as férias, que são normais nestas duas alturas do ano, como o momento certo para terminar uma relação e partir para outra. Realçam ainda que o início do ano escolar pode ter influência, num pedido de divórcio, para pais com filhos.

Não sou especialista nesta área. Existe lógica no que é referido. Mas faço uma leitura diferente dos dados avançados. Nos dias que correm (e há muito que é assim) tanto homens como mulheres têm vidas profissionais bastante preenchidas. A isto junta-se o tempo que dedicam a outras áreas como o desporto, apenas para dar um exemplo. Ou seja, os casais saem cedo de casa e muitas vezes chegam tarde. O que reduz (e muito) o tempo de convívio entre ambos. Algo cada vez mais normal. E quando estão em casa, muitas vezes não passam muito tempo juntos. É cada um para seu lado.

Partindo do princípio que trabalham cinco dias por semana, o tempo de convívio mais alargado fica reduzido ao fim-de-semana. E alguns casais aproveitam estes dias para fazer as suas coisas. Aquilo que não podem/conseguem fazer durante a semana. E em muitos casos estes programas não envolvem programas a dois. Vai cada um para seu lado, fazer as suas coisas. O que faz com que o tempo em comum seja quase nulo. E mesmo em casos de casais com filhos acontece esta realidade.

Até que chega o momento das férias. E aqui existe muito tempo em comum. São 24 horas sempre juntos. É praia, é neve, é o que for. Estão juntos. Os programas a dois são constantes. E muitos casais já não sabem lidar com isto. Porque é uma realidade que não existe nas suas relações nem no resto do ano. É algo que não alimentam. E assim facilmente surgem discussões. Facilmente percebem que já não estão tão apaixonados como estiveram. Percebem que as coisas mudaram. E aquilo que a falta de tempo durante o resto do ano ajuda a disfarçar, destaca-se nas férias. E isto leva a que muitas pessoas optem por seguir caminhos distintos. Volto a dizer que não é a minha área, mas é uma leitura tão válida como outra qualquer.

ainda sobre a violência em ponte de sor

Todo este caso, que está a dominar a actualidade, parece resumir-se a apenas duas coisas: retirar a imunidade diplomática aos filhos do embaixador do Iraque e castigar os dois. Esta é a conclusão a que chego depois de ouvir e ler muitos comentários. Ninguém está interessado em saber o que aconteceu naquela noite. Ninguém quer saber todos os detalhes da história, de modo a que todos os culpados, sejam eles quais forem, sejam castigados. Importa apenas as duas coisas que referi. É pena que, mais uma vez, se olhe apenas para a parte e não para o todo.

23.8.16

o medo dos estagiários

Tem passado entre as gotas da chuva. Poucas pessoas falam do assunto. Mas foi desmascarada uma realidade que envolve estagiários que aceitam devolver parte do valor, que supostamente teriam de receber, à empresa que os contrata. Uma ilegalidade que os estagiários aceitam. Pelo medo de não ter trabalho. Existem estagiários que assumem preferir receber um valor baixo do que não ter trabalho. E isto é o reflexo do mercado de trabalho nacional.

Podemos culpar as empresas que o fazem. Mas não podemos aceitar de ânimo leve que os candidatos aceitem esta realidade. Porque é esta conivência que ajuda a transformar o mercado de trabalho numa merda ainda maior do que já é. E isto é um efeito bola de neve. São empresas que fazem. São estagiários que aceitam. E isto permite que toda a gente o faça. Passa a ser a regra do jogo. E aplica-se a todos e não apenas aos estagiários.

E neste jogo aqueles que ficam mal são os correctos. Porque se um estagiário diz que não aceita irá ouvir algo como "há muitos que querem este lugar e aceitam as condições". E mesmo que as condições baixem vão sempre existir estagiários dispostos a ficar com o lugar. Pelo medo (que não pode ser censurado) de não arranjar algo mais. Aquilo que muitos deles não percebem é que este medo será uma constante na vida profissional. É assim no estágio. Tal como será quando aceitarem ordenados bastante baixos fora do estágio. E vão estar sempre a receber uma ninharia.

E este medo é uma vantagem para empresas que têm as contas bancárias cheias de dinheiro. Porque alimentam-se deste medo para poupar dinheiro e ter mais trabalhadores com um orçamento mais baixo. É um efeito bola de neve. Não sei como se conseguirá resolver isto, se é que algum dia será resolvido. Mas tiro o meu chapéu a todos os estagiários que denunciam esta realidade ilegal. E a todos aqueles que têm a coragem de recusar condições que são absurdas. Podem ser vistos como os que "têm a mania que são mais do que os outros" mas na realidade são as pessoas que estão bem. E aquelas que ainda conseguem fazer frente a algo que será cada vez pior para as pessoas que chegam ao marcado de trabalho. É mais ou menos como a cenoura que por mais que se corra nunca se apanha.

um dos melhores momentos do cinema (spoiler alert)

Neste texto partilhei a minha opinião sobre Suicide Squad. Defendo que não se trata de um filme extraordinário mas consegue ter uma das melhores cenas que vi nos últimos tempos. Os protagonistas deste grande momento são Margot Robbie, no papel de Harley Quinn, e Jared Leto, na pele de Joker. Reproduzo aqui parte do diálogo.

The Joker: Question! Would you die for me?

Harleen Quinzel: Yes.

The Joker: That's too easy. Would you... would you live for me?

Harleen Quinzel: Yes.


A conversa prossegue e a história do casal é adornada ao som desta música (vídeo aqui), que casa na perfeição com o momento. Esta cena - momento em que a drª Harleen Quinzel dá lugar a Harley Quinn - é a prova de que não é necessário um filme do "outro mundo" para ter cenas marcantes. Esta, que gira em torno do amor, é do melhor que vi recentemente. Quem quiser pode ver a cena aqui.

vítimas das circunstâncias

Depois de ouvir um excerto da entrevista dos gémeos iraquianos - acusados de atropelar e agredir de forma bárbara um jovem português, de 15 anos - retive esta frase. “Não diria que sou vítima do Rúben ou o Rúben de mim, mas diria que somos todos vítimas das circunstâncias”, disse Haider, de 17 anos. Este jovem justifica a violência daquela noite pelo cocktail que envolve jovens, saídas à noite e álcool.

E retive estas palavras porque são acertadas. Isto na medida em que isto é suficiente para que pequenos incidentes ganhem uma proporção gigantesca. E qualquer pessoa, que frequente locais onde o consumo de álcool é feito em larga escala, poderá testemunhar esta triste realidade. Às vezes um pequeno encontrão consegue ser mais grave do que a pior das ofensas e dar início à violência. Mas isto não pode justificar que actos violentos passem impunes apenas porque são jovens e estão bêbados.

Outra realidade bastante comum, especialmente em locais específicos, diz respeito a jovens (e também adultos) que não lidam bem com a presença de “forasteiros” na sua zona. Lidam mal com isto e à mínima coisa verifica-se uma escalada de violência. Já presenciei confrontos físicos bastante intensos que tiveram como protagonistas jovens locais e estrangeiros que estão de férias.

Não me surpreende que os jovens, e o pai do mesmo, contem a sua versão dos factos. Até me surpreende um pouco que assumam a violência dos actos, mesmo que se defendam com a legítima defesa e o tal cocktail explosivo. De resto, é normal que sejam, aos seus olhos, as “vítimas” deste processo. Numa coisa concordo com os irmãos, casos destes (talvez não tão graves) existem muitos, mas muitos deles não chegam a ser falados.

De resto, há muito para explicar neste caso. A começar, qual o motivo pelo qual dois jovens conduzem, alcoolizados e sem habilitação legal, um carro do corpo diplomático. O pai dos gémeos refere que os filhos foram insultados e agredidos por um grupo de seis jovens. Além de Rúben, que está internado no hospital, onde estão os outros? Quem são? Porque não esclarecem o que aconteceu naquela noite? É também referido que os gémeos foram severamente agredidos, tendo um deles ficado com o nariz partido. Onde estão as marcas das tais agressões severas?

Não estava lá. Não sei o que se terá passado. Acho apenas que há muito por contar. Muita coisa por saber. Existia uma primeira versão que fazia dos gémeos os vilões desta história. Agora falaram os “vilões” que afinal são uma espécie de vítimas. Só resta saber de que lado está a verdade. E seria positivo, se é que há algo de positivo nisto, que a mediatização deste caso fizesse com que a sua resolução fosse rápida e que os culpados pagassem pelos erros, de modo a que servisse de exemplo para tantas situações que ocorrem noite após noite em locais onde o álcool é consumido como se fosse água.

17 milhões por uma medalha! uma vergonha

A participação olímpica portuguesa nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro custou 17 milhões. E valeu apenas uma medalha, neste caso de bronze. Uma das leituras possíveis é dizer que andámos a gastar 17 milhões de euros para trazer apenas uma medalha, o que é vergonha. 91 atletas e só isto. Que vergonha! Infelizmente, esta é a leitura de muitas pessoas.

Por norma olha-se apenas para os números grandes. E não se fazem contas. Por exemplo, e num exercício rápido de matemática, é fácil perceber que a participação olímpica custou cerca de 0,45 cêntimos, por ano, a cada português. Isto desmontando apenas os números de uma forma rápida e talvez injusta. Mas que serve para que se perceba a injustiça de olhar para um valor e ver apenas uma medalha.

Outra forma de olhar para este valor é dividir o mesmo por 91 atletas. E pegar na parte de cada um e dividir esse valor pelos meses de quatro anos. Ou então por cinco pois creio que o valor de apoio estende-se até 2017. Tanto o exercício anterior como este não estarão 100% correctos. Mas o objectivo destas contas é fazer com que não se olhe apenas para os 17 milhões de euros e se veja apenas a medalha de Telma Monteiro. E mesmo que se faça essa leitura, convém acrescentar que os objectivos passavam por duas medalhas. Ou seja, faltou apenas uma.

Também se pode olhar para os pódios. E dizer que Telma Monteiro foi a única a subir a um. Mas também se pode olhar para a prestação global dos 95 atletas e perceber que Portugal fez uma das melhores prestações olímpicas de sempre. Cada qual faz a sua leitura. Mas acho manifestamente exagerado criticar ferozmente os portugueses que não ganharam medalhas. E defendo isto porque até 2020, altura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, ninguém vai querer saber dos atletas portugueses para nada. A não ser que conquistem alguma competição importante.

Durante quatro anos ninguém vai querer saber qual o valor que cada atleta recebe para treinar. Ninguém vai querer saber as condições de treino ou de deslocações para as mais diversas competições. Aliás, ninguém vai sequer querer saber quantas competições existem e quais os portugueses que participam nelas. Aquilo que as pessoas querem é medalhas. De preferência de ouro. E, em condições ideias, sem que o País tenha de pagar um cêntimo a um atleta. Aliás, quem corre por gosto não cansa. Por isso não venham pedir melhores condições nem exigir o que quer que seja.

É certo que uma medalha é pouco. Sinto isso pois acreditava em melhores resultados. Mas tenho a certeza que não desejei mais uma medalha do que qualquer um daqueles 91 atletas que lutaram da melhor maneira que conseguiram. O pior é que já se começa a questionar os 17 milhões. Já se começa a achar um absurdo. Mas se o valor é absurdo, talvez também seja exigir medalhas a quem vai representar o País.

22.8.16

ups! algo está mal aqui

Para contextualizar, trata-se de uma imagem de jogadores de uma equipa que subiu de divisão e conseguiu ir ganhar fora num dos primeiros jogos do campeonato. Para festejar a conquista captaram este momento no balneário e aquilo que tinha tudo para ser apenas mais uma imagem acabou por se transformar numa imagem que anda a correr o mundo. E tudo por causa de um detalhe...

estudar para ser actriz porno

Em tempos recordo-me de ver uma reportagem sobre prostitutas ou, para quem prefere, acompanhantes de luxo. Recordo-me de ser questionado a uma das mulheres, que tinha uma filha, qual seria a sua reacção caso a filha dissesse que queria seguir a mesma profissão da mãe. Para meu espanto, a mulher em questão disse que ficaria contente, se não estou em erro. E que estava disponível para ensinar tudo o que fosse necessário à filha, de modo a que fosse boa na profissão.

Certamente foi a pensar no cenário desta mãe, e de muitas outras pessoas, que Rocco Siffredi decidiu lançar uma universidade para aqueles que têm como ambição profissional ser uma estrela da indústria de filmes para adultos. Universidade da Pornografia é o nome escolhido para este estabelecimento de ensino destinado a fazer dos alunos melhores actores da indústria pornográfica, e que contam para esse efeito com a experiência do professor que já participou em mais de 1300 filmes. Fazendo um trocadilho com a área, é caso para dizer que tem muita rodagem.

Os candidatos foram às centenas mas apenas sete mulheres e o dobro dos homens é que viram a sua candidatura ser bem sucedida. Agora, os alunos vão perceber, por exemplo, qual a melhor posição que devem ter quando estão em frente a uma câmara. Vão também simular aquilo que vão fazer ao longo da carreira. Este local de ensino vai servir ainda para a gravação de Siffredi Hard Academy que é um reality show. Tendo em conta a duração do curso (duas semanas) e o número de alunos (21) concluo que não há muita matéria para ensinar ou os alunos são muito bons e aprendem depressa.

palmadinha no rabo

Eles fazem. Elas fazem. Eles fazem com eles. Eles fazem com elas. Elas fazem com eles. E elas também fazem com elas. Eles gostam. Pelo menos a maioria. Elas também gostam. Pelo menos a maioria. Refiro-me às palmadinhas no rabo. E não me refiro ao sexo. Se bem que também pode ser tema a discutir. Refiro-me mesmo às famosas palmadinhas no rabo que acontecem em praticamente todas as modalidades desportivas.

Não sei explicar o motivo deste gesto no desporto. Ou melhor, o que levou a que passasse a ser uma realidade existente em quase todas as modalidades e em competição mais séria ou em jogos entre amigos. "Boa sorte para o jogo" e uma palmadinha no rabo. Uma boa jogada e uma palmadinha no rabo. Um golo e uma palmadinha no rabo. Um mau lance e uma palmadinha. Uma vitória e uma palmadinha no rabo. Uma derrota e uma palmadinha no rabo.

Não sei porque isto surgiu no desporto, até porque é algo que não é assim tão comum nas rotinas diárias das pessoas. Ninguém passa por um(a) colega de trabalho e dá uma palmada no rabo enquanto diz "bom dia de trabalho". Mas a verdade é que praticamente todas as pessoas dão por si a fazer isto enquanto praticam desporto. Confesso que sempre o fiz, desde que comecei a jogar futebol. E é algo que acabo a fazer, de forma inconsciente, mesmo em jogos entre amigos. E nunca conheci ninguém que ficasse ofendido com este gesto.

Num destes dias cruzei-me com um vídeo em que eram contadas as palmadas no rabo que quatro jogadoras de voleibol de praia (duas de cada equipa) davam umas às outras de modo a perceber qual a dupla que ganhava nesse domínio. Ao ver os Jogos Olímpicos também assisti a esta situação em diversas ocasiões. E é raro o jogo de futebol em que dois jogadores não trocam umas palmadas no rabo. Significado disto? Não faço a mínima.

Transpondo isto para o sexo, atrevo-me a dizer que eles fazem. Elas fazem. Eles fazem com eles. Eles fazem com elas. Elas fazem com elas. E elas também fazem com elas. Isto apesar de ser algo que é mais associado aos homens que gostam de o fazer com as mulheres. E aqui também me atrevo a dizer que quase todos gostam, desde que dado no momento certo, com a intensidade certa e de forma consentida.

vamos lá falar de esquadrão suicida

Assim que começaram a surgir as primeiras imagens, especialmente de Jared Leto no papel de Joker, fiquei entusiasmado com Suicide Squad. E quanto mais ia descobrindo, maior era a curiosidade. Foi um processo que foi sempre crescendo, até com a divulgação dos diversos trailers. O elenco tinha grandes nomes. A caracterização parecia ser muito boa. Era um filme de super-heróis que prometia dar que falar.

Quando foi a estreia estava de férias e acabei por só ver o filme neste fim-de-semana. E comecei a ficar de pé atrás com a opinião de diversas pessoas que não ficaram rendidas com o filme. Não sendo um filme extraordinário - os filmes de super-heróis raramente são (a excepção é Batman, o Cavaleiro das Trevas) - não posso dizer que tenha saído desiludido da sala de cinema. Porque não saí. Acho que é um filme que cumpre o propósito de entreter quem assiste ao mesmo.

E para isso conta com cenas de acção muito bem feitas. Com efeitos especiais de encher o olho. E com um leque de personagens que têm muito para explorar caso venham a existir (e pelo menos mais um irá ser feito) mais filmes. Compreendo quem defende que sabe a pouco. Quem esperava mais. Mas fiquei satisfeito com aquilo que vi. Em especial com Margot Robbie, actriz que acompanho desde O Lobo de Wall Street. É capaz de ser a maior nota de destaque do filme.

Tinha ainda muita curiosidade de analisar a prestação de Jared Leto no papel de Joker, que certamente estaria destinado a Heath Ledger caso fosse vivo. E talvez não exista ninguém que consiga ser tão brilhante num papel que ainda está muito associado à prestação de Heath Ledger. Jared Leto está brilhante mas com pouco destaque neste filme. Acredito que seja uma opção ponderada e que dará que falar no futuro.

Independentemente de tudo ninguém pode roubar a Suicide Squad o mérito de ser a melhor semana de estreia de sempre de um filme de super-heróis. O filme levou quase 200 mil pessoas ao cinema e isso é sempre de destacar. Outro destaque vai para o potencial do filme. Ao que parece Batman, discreto neste filme, irá ter um grande destaque na sequência do mesmo. E a quantidade de super-heróis presentes faz com que seja possível explorar bastante novos filmes. Basta que exista uma boa história e uma boa realização para ser sucesso garantido.

Por fim, e talvez pouco importante para algumas pessoas, Suicide Squad tem uma banda sonora para lá de espectacular. Para pessoas que, tal como eu, adoram música, nada melhor do que ter boa músicas a dar um encanto ainda maior a diversas cenas de cinema. Concluindo, não sendo um filme extraordinário, acho que vale o dinheiro do bilhete e que merece ser visto numa sala de cinema.

aderi à revolução

Bastou cruzar-me com uma publicidade da Hawkers para ficar rendido à marca. Os modelos são da minha preferência e o preço também. Aquilo de que não gostava era de ter que efectuar a compra online sem ter a possibilidade de ver fisicamente o modelo que desejava. Além disso existia a eterna questão da qualidade: existe ou não? Tendo em conta a promoção do site, acabei por arriscar sendo que o risco era mínimo pois os óculos que queria estavam muito baratos, mesmo já com portes de envio.

Ainda falei com algumas pessoas e todas me disseram maravilhas da marca, ou seja, ninguém tinha tido problemas. E felizmente faço parte deste grupo. Comprei os óculos numa terça-feira (manhã) e na quinta-feira (início da tarde) estavam a ser entregues. Ou seja, cumpriram o prazo prometido. Abri a embalagem e os óculos estavam intactos. E a embalagem era bastante engraçada. Resumindo, fiquei ainda mais fã da marca.

Depois de ter efectuado a encomenda procurei mais informação sobre a marca e fiquei a saber que surgiu da ideia de um grupo de amigos que não aceitavam que as pessoas tivessem que gastar tanto dinheiro para comprar uns óculos escuros. Foi assim que surgiu a Hawkers que é um sucesso cada vez maior. #jointherevolution é o lema deles e, nesse sentido, também já aderi à revolução. Partilho esta experiência caso passe por aqui alguém que tenha as mesmas dúvidas que tinha.

19.8.16

hoje é dia dos bate-chapas

Hoje assinala-se do Dia Mundial da Fotografia. É o dia dedicado aos bate-chapas, alcunha que os repórteres fotográficos têm no jornalismo. Tal como os jornalistas são, para os fotógrafos, os canetas. Há quem não ache piada às alcunhas. Não é o meu caso pois adoro as duas. Mas sempre me habituei a ouvir fotógrafos perguntar, a outros, "quem é o canetas que vem contigo?", tal como os jornalistas perguntam pelo "bate-chapas de serviço".

Brincadeiras à parte, a fotografia é uma das coisas que mais me encanta no jornalismo. E uma das aspectos que considero mais importantes naquela que tem vindo a ser a minha área profissional desde que me formei. Considero até que as imagens têm mais força do que as pessoas imaginam. Até porque nem pensam muito nisso. Cada caso é um caso mas aquilo que prende a atenção de um leitor (e refiro-me a publicações em papel) é uma boa fotografia, um bom título e, por fim, um bom texto.

O ideal é ter tudo mas um extraordinário texto sem a companhia de um bom título e de uma boa imagem acaba por passar despercebido. Não sobrevive com facilidade. Poucas pessoas vão ter a tentação de ler um texto, por melhor que seja, se este não contar com um bom título e com uma boa imagem. E as imagens ganham ainda mais força quando a publicação conta com bastantes imagens. Existem casos pontuais em que o texto vive bem sozinho mas na maioria dos casos a força está na imagem.

Basta pensar no terrorismo, no drama dos refugiados e em tantos outros problemas mundiais. Aquilo que fica na memória é a imagem. É a imagem do menino em choque na ambulância, é a imagem do menino morto na praia, é a imagem das pessoas vítimas de atentados, é o menino ao lado do abutre. É isto que fica. Poucos vão recordar-se de um texto brilhante sobre qualquer um destes temas. E isto mostra a força de uma imagem. Por isso deixo aqui os parabéns a todos os repórteres fotográficas que dia após dia dão tudo o que têm para ter o melhor boneco.

this is omran. he's alive. we wanted you to know

Vale a pena ouvir com muita atenção. Está tudo dito aqui. Excelente trabalho.

tenho de ver mais natação




Federica Pellegrini (atleta italiana)

18.8.16

quem é esta?

Quem adivinha quem é esta mulher? Deixo uma pista: faz parte de uma banda que deu que falar em 2003 com um álbum que vendeu mais de 17 milhões de cópias.

humilhação às gordas

Férias forçadas durante um mês. Este foi o “prémio” de oito apresentadoras de serviços noticiosos televisivos que trabalham para uma estação estatal egípcia. E o motivo destas férias é apenas um: perder peso. As mulheres foram consideradas gordas e têm um mês para voltar ao trabalho com a “aparência adequada” para estar no ar. Não deixa de ser curioso que os media estatais egípcios sejam controlados por uma mulher que já foi pivô.

Isto é humilhante. Acho que disso ninguém duvida. Mas é algo aceitável. E porquê? Porque as televisões, praticamente em todo o mundo, são um espaço destinado às mulheres bonitas e elegantes. É certo que todas as pessoas condenam isto. É verdade que as caixas de comentários, de notícias referentes a este caso, são inundadas de comentários que criticam a decisão e defendem as mulheres. Mas na “vida real” tudo muda.

Na “vida real”, que é quando se está a ver televisão, a maioria das pessoas estranha quando vê alguém com uma imagem diferente do que é visto como habitual. A maioria das pessoas critica quando acha que uma jornalista é feia ou tem uma imagem diferente. E é assim em todo o lado. Quando aparece um gordo ou uma gorda na televisão o gozo é quase unânime. Parece que os gordos não têm lugar na televisão. E acontece isto em todo o lado. Até nos grupos de amigos que estão sempre a comentar (e/ou condenar) o aumento de peso deste ou daquela.

Nas lojas de roupa, noutros negócios com atendimento ao público como é o caso dos bares e cafés nada muda. São espaços que a sociedade imagina para pessoas vistosas. E não para gordos. E o mesmo acontece quando duas, ou mais, pessoas disputam um emprego. Ambas têm as mesmas qualificações mas fica aquela que é mais bonita e mais magra. Ao longo da vida os gordos acabam quase sempre postos de lado e humilhados. O que não invalida que os magros, e tantas outras pessoas, também não sejam humilhados.

O que acontece é que existem casos que acabam por ser vistos como normais. E negar o acesso a gordos na televisão é um desses casos. Existem notícias a falar do ocorrido. As pessoas condenam o que se passa. O assunto está na agenda mediática um ou dois dias. Mas depois tudo se esquece. Tudo volta ao normal. E o normal é não ter mulheres gordas a apresentar noticiários.

scarface vai voltar. quem escolhes para ser o novo tony montana?

Não se pode dizer que é um fenómeno recente, porque não o é, mas é justo que se diga que é uma moda em Hollywood. Estou a referir-me aos remakes de grandes filmes do passado. Há quem aprecie. Há quem goste mais do remake do que do original. Mas, por outro lado, existem alguns tiros nos pés. São remakes tão maus que acabam por passar muito ao lado do objectivo inicial. E este é um risco que se corre quando se vai buscar ao baú grandes clássicos da sétima arte.

Como é o caso de Scarface, um clássico de 1983 em que Al Pacino brilha a dar vida a Tony Montana. Sabe-se que Antoine Fuqua (Dia de Treino, The Equalizer e Southpaw) está em negociações com a Universal Studios, isto depois de já terem falhado as negociações com outros realizadores. O que é certo é que mexer neste filme tem tudo para correr bem... tal como tem tudo para correr mal. A linha que separa o sucesso do insucesso pode ser muito ténue.

Em Scarface destacou-se Al Pacino que abraçou o papel quando tinha 43 anos. Apesar de ser oriundo de uma família com raízes sicilianas e americanas, este extraordinário actor brilhou na pele de um emigrante cubano. Numa altura em que os fãs vibram (ou temem) a recuperação do filme, existe já uma lista de cinco nomes que são apontados como os ideais para dar vida ao novo Tony Montana.

Javier Bardem

Oscar Isaac

Christian Bale

Benicio del Toro

Dominic Cooper

Curiosamente... o filme Scarface (1983), de Brian de Palma, é um caso de um remake de sucesso pois a maioria das pessoas até pensa que é um original, desconhecendo que o primeiro Scarface, inspirado em Al Capone, é de 1932, tendo contado com Paul Muni no papel de Tony.

um café por 60 euros

Há quem diga que um café que custe um euro já é caro. Há quem aceite pagar cinco (ou mais) euros por um porque foi num sítio especial com direito a outras coisas (algo que acontece em alguns hotéis de luxo). Lá para o final do ano (deverá ficar disponível no dia 5 de Dezembro), na Suíça, haverá quem pague sessenta euros (não é erro) por um café.

Trata-se de um negócio destinado, para já, ao público masculino. O homem entra no café, pede um café (passe a redundância) entre os vários disponíveis. Depois recebe um iPad. Para ver as notícias? Não! Neste gadget será possível escolher a funcionária que “servirá” o café. E tudo isto por sessenta euros? Também não. Depois de o café ser servido por outra pessoa, a funcionária escolhida “serve” sexo oral durante quinze minutos. É possível comprar quinze minutos adicionais a troco de cerca de quinze euros, e por aí fora. Basicamente este é o modelo de negócio do Fellatio Cafe, que irá vender o café mais caro da Europa.

O primeiro Fellatio Cafe ficará localizado em Genebra. Especula-se, por estes dias, que poderá abrir portas, na mesma altura, em Londres mas existem algumas notícias que apontam para uma maior dificuldade. E isto porque a legislação anda algures pelo cinzento. Por um lado a prostituição é legal mas por outro não é legal ter um bordel. Já na Suíça é tudo legal. E, já agora, este modelo de negócio tem inspiração tailandesa.

Ao que parece, o objectivo deste negócio é que o cliente fique relaxado. Como referi, trata-se de um negócio destinado ao público masculino. Mas apenas numa fase inicial. No site oficial está escrito que estão a pensar igualmente no público feminino. Aceitam-se apostas: será um sucesso ou fracasso?

coisas parvas que os pais dizem aos professores

No site Reddit diversos professores partilharam aquelas que podem ser consideradas as maiores barbaridades que os pais dizem aos professores. São desabafos de docentes que ficaram espantados com algumas das coisas que já ouviram ao longo dos anos de carreira. Aqui ficam algumas palavras.

“Pago 12 mil dólares por ano para o meu filho frequentar esta escola. É motivo mais do que suficiente para lhe aumentar a nota”

Uma professora de matemática deu a opção aos alunos de redigir um texto de duas páginas sobre um matemático conhecido. Para isso forneceu uma lista com 45 nomes que os alunos podiam escolher. Um aluno recorreu à internet para copiar o seu trabalho. A fonte do trabalho era o Yahoo!. A professora ligou à mãe para reportar a situação. A resposta da mãe: “não disse que não podia plagiar”.

Uma miúda fez queixa aos pais, dizendo que a professora implicava com ela. Tudo porque lhe atirou um chocolate que a menina não apanhou, acabando por lhe bater na testa. Os pais foram à escola e acusaram a professora de ser racista e de se meter com a filha por ser mexicana. “Estão a gozar comigo?”, perguntou a professora. “Não! Só de olhar para si vejo logo que é racista”, respondeu a mãe. “Não sei se notou mas sou mexicana”, acrescentou a professora.

Um pai uma vez justificou o facto de o filho andar a roubar coisas por causa da diabetes.

Desabafo de um músico profissional e professor de piano. “Quero que o meu filho aprenda a tocar piano mas não quero comprar um porque isso é um desperdício de dinheiro”, disse. “Pode comprar um daqueles eléctricos que são mais baratos”, referiu o professor. “Mas não quero gastar dinheiro neste pequeno hobby. Não quero que ele seja músico e desperdice a sua vida”.

Um pai ligou ao professor para saber se seria possível cancelar um baile. É que o filho detesta dançar e está chateado porque os amigos preferem ir ao baile em vez de passar a noite de sábado com ele.

Uma mãe disse a um homem que era pedófilo por trabalhar num jardim de infância. Disse ser impossível existir outra razão para um homem querer trabalhar com crianças.

Uma mãe foi chamada à escola porque a filha tinha piolhos. Quando lá chegou disse à filha: “Tinha dito que não podias dizer que tinhas piolhos”.

Mãe chamada à escola para ver um vídeo onde aparece o filho a roubar a carteira de um professor. Respondeu que tinha recorrido à edição de imagem para colocar a cabeça do filho no corpo de outro aluno.

Um aluno de 10 anos é apanhado a dizer, a uma menina de sete, “chupa-me a pila”. A mãe do menino é chamada à escola. “Não é nada de importante. Está apenas a ser rapaz”.

Um aluno confidencia à professora que bebe lixívia para ficar com os dentes mais brancos. A professora alerta a mãe. “Ele não bebe. Apenas bochecha com a lixívia. Eu não o deixo beber. Que tipo de mãe acha que sou?”, respondeu.

“Ela não tem de ser inteligente. Ela tem de ser bonita. Vai encontrar um homem rico, vai casar com ele e nunca mais vai precisar de Química”, disse uma mãe.

Um pai lamentou-se pelo facto de o filho ter tido nota zero em todos os trabalhos que não fez. Até porque ninguém explicou que não fazer trabalho interferia com a nota final.

Um pai disse que a culpa da obesidade do filho era do professor porque lhe dava trabalhos de casa três vezes por semana.