13.8.15

o outro lado da má fama (ou porque nem todos têm de ser burros)

Os participantes de reality shows como A Casa dos Segredos têm aquilo a que se chama de má fama. O programa em si, apesar do sucesso de audiências, também está associado a aspectos menos positivos. Resumindo, é uma espécie de vale tudo para alcançar a fama o mais depressa possível. Este lado menos positivo está igualmente associado aos concorrentes. Porque são burros. Porque não têm qualquer cultura. Porque não dizem duas coisas acertadas de seguida. Porque estão dispostos a tudo e mais alguma coisa para alcançar cinco minutos e fama e para mais meia dúzia de presenças em diversas discotecas. E por aí fora.

E isto acaba por estar associado a todos os concorrentes. Acaba por não se fazer uma distinção. São todos, como diz o povo, farinha do mesmo saco. Se um é burro, todos são. Se um tem determinado objectivo, todos têm. Se um não sabe tirar partido da exposição mediática de um dos programas mais vistos em Portugal, nenhum sabe. Se um tem como objectivo de vida viver de presenças em discotecas e quem sabe participar numa qualquer música, todos almejam a mesma sorte. E a verdade é que são os próprios concorrentes (e a forma como são servidos ao público) que fazem com que seja complicado perceber que podem existir pessoas diferentes.

Uma dessas pessoas, que não conheço de lado nenhum, parece ser Marco Costa. Foi um dos concorrentes mais mediáticos, até porque a sua história de vida tinha todos os ingredientes que os telespectadores apreciam, das diferentes edições do polémico reality show. Do meu ponto de vista soube tirar proveito da exposição mediática. Facilmente terá percebido que as presenças não são eternas. E, e isto sou eu a dar palpites, soube canalizar a fama e os proveitos da mesma para se lançar numa área onde a sua qualidade é reconhecida.

Como referi não conheço Marco Costa pessoalmente mas conheço pessoas que o conhecem e a opinião é unânime. Dizem-me que se trata de um bom rapaz que conquista as pessoas com a sua forma de ser. Muitas vezes criam uma ideia errada dele e descobrem um homem completamente diferente. Isto é o que tenho ouvido sobre Marco Costa.

Já tinha ouvido falar muito bem da famosa torta de laranja do Marco. Ontem, através das redes sociais, percebi que estaria presente nas Festas Populares da Amora (que tiveram ontem início) e acabei por passar por lá, de modo a descobrir se a fama do doce era merecida. Neste aspecto não há muito a dizer. A torta de laranja merece todos os elogios que lhe têm feito. É de comer e chorar por mais. Não tem um sabor industrial. Parece aquela torta de laranja que alguém na família faz com muita qualidade, amor e carinho e que todos desejam ver em cima da mesa em tempos festivos.

Mas existe muito mais para dizer além da qualidade da torta. Apesar de ser um doce muito bom é impossível não perceber que este negócio vive também da imagem de Marco Costa. Se ele estiver presente certamente que as vendas aumentam. É normal que assim seja. E ontem, quando lá cheguei, lá estava ele. Cumprimentava as pessoas que se aproximavam, tinha tempo para todas, conversava, tirava mais uma foto e distribuía mais uns beijinhos. Sem o conhecer, atrevo-me a dizer que o fazia com a maior das naturalidades do mundo. Não era um frete.

Basicamente, tem a perfeita noção de que é o melhor cartão de visita do seu negócio. E também o melhor promotor possível da marca e do produto. E é isso que faz na perfeição, sendo simpático para as pessoas, deixando sempre o desejo de que a sua torta seja do agrado dos clientes. Saliento também que, tendo jeito como pasteleiro, poderia cair na tentação de querer comercializar diversos doces. Mas (e bem) centrou-se, neste registo, naquele pelo qual é famoso: a torta de laranja.

Comecei por referir que os concorrentes de reality shows costumam estar associados à falta de inteligência. Marco Costa é o exemplo do oposto. Fiquei com a ideia de que é uma pessoa extremamente inteligente e que soube retirar o melhor proveito das portas que a fama abriu. E quando assim é, resta dar os parabéns e desejar a melhor das sortes para o negócio. Por fim, quem andar pela Margem Sul até domingo visite as Festas Populares da Amora e prove a torta. Vale mesmo a pena.

12 comentários:

  1. E já agora em que parte da Amora decorrem as festas...é mesmo junto ao rio?

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  2. Pelo menos está a rentabilizar isso vá lá.

    Mas não deixa de ser um gajo que foi à Casa dos Segredos, o que mostra falta de inteligência e bom senso.

    Mas "admiro-o" porque anda com a mulher lindíssima que é a Vanessa. O admirar é entre muitas mas muitas aspas xD mas ela é mesmo gira, porra.

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    1. Acho que ele é muito mais do que aquilo que as pessoas associam ao programa.

      Confere. É uma mulher muito elegante.

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  3. Pipocante Irrelevante Delirante13 de agosto de 2015 às 16:02

    Não faço a mínima de quem é o senhor, mas se usou os 15 minutos para lançar/promover um negócio decente, ao invés de se limitar a "aparecer" ou arrancar uma pseudo-carreira no mundo das artes, parabéns

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    1. Ele está na foto mas não se vê bem e acredito que se vires uma foto reconhecerás certamente. Acho que esteve muito bem ao transformar a "fama" no veículo para desenvolver a sua paixão.

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante13 de agosto de 2015 às 19:48

      Como no não vejo nem jamais vi tal programa, duvido.
      ( vá lá, sei quem é a Fanny)

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  4. Sem duvida que o Marco soube aproveitar a sua participação no reality.. sempre se gabou de ser pasteleiro e de ter seguido as pisadas do seu pai... O Marco era um menino na sua primeira casa e desde aí que se dizia pasteleiro... a mim conquistou me pela humildade e sinceramente se não é o mais inteligente de todos não sei qual será... e sim namora com a Vanessa que não é para aqui chamada... o Marco é o Marco a Vanessa é Vanessa

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    1. Nada a acrescentar. Partilho do teu modo de pensar.

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