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31.12.12

cuecas azuis. check!

2013 aproxima-se a grande velocidade. E eu já estou preparado para a sua chegada. Tal como costumo fazer, já tenho os meus boxers novos azuis vestidos. Aliás, esta é uma das poucas tradições que cumpro anualmente. Nos últimos tempos, habituei-me ainda a comer as doze passas. Antigamente, pedia só os desejos. Mas, tenho que assumir. Só consigo cumprir esta tradição com uma preciosa parceria com o champanhe que me ajuda a engolir as passas com uma destreza magnífica.
 
Basicamente, fico-me por aqui no que às tradições de final de ano diz respeito. Não subo para cima de um banco. Dispenso máscaras. Não tenho dinheiro no bolso. Não tomo banho frio no primeiro dia do ano. Já não canto as Janeiras. Não lanço fogo-de-artifício. Também já não faço barulho com tampas de panelas. Não me visto de castanho a pensar que a minha carreira será melhor. Não me visto de amarelo a pensar que vou ficar mais rico nem espero pela noite de passagem de ano para trocar as lâmpadas fundidas cá de casa.
 
Porém, tento sempre atrair a sorte com a roupa interior azul. Por isso é que já vesti os meus boxers azuis. Com ou sem tradições, o que interessa é que o próximo ano seja melhor do que este que acaba hoje. Desejo-vos boas saídas e ainda melhores entradas em 2013.

2013 será melhor se…

Na hora de desejar algo, há quem peça o mundo. Algo legítimo, até porque os desejos não têm limites e poucas coisas são impossíveis de realizar. Contudo, não são precisas receitas milagrosas para que o próximo ano seja melhor do que este que está perto do fim. Aliás, aqui está a prova de que 2013 pode ser mesmo um grande ano. Para isso acontecer, basta que…
 
“Se invente o teletransporte”, diz a Cisca.

“Seja escandalosamente feliz. Que tudo aquilo que me tem acontecido por magia do senhor cupido seja real puro e verdadeiro e que daqui a um ano possa dizer que tudo aquilo que pedi sem piedade ao pai natal se realizou”, refere a Ana Cláudia Martins
 
“Por muito que me custe e seja doloroso, afaste da minha vida as pessoas tóxicas que até agora considerei amigas do coração mas que me enganei”, conta a Sunshine.
 
“Que exista Paz e Amor para todos, pois com estes dois ingredientes tudo se consegue! A receita fica à imaginação de cada um, para fazer de cada dia, um dia diferente”, deseja uma anónima.
 
“Que a minha mente esteja serena e em paz, que o Amor flua por mim a cada instante, em pensamentos, palavras e acções; que eu seja permanentemente inundada pela harmonia, saúde e realização pessoal e profissional, e veja a expressão da mais pura felicidade em todos aqueles que me rodeiam”, pede a ABT.

“Seja feliz...”, é o desejo de Llin.
 
“O meu sonho é partir à aventura sem destino e sem data de regresso, de preferência numa Harley”, quer a Amiga da Onça.
 
“Nunca se deixe de desejar, mesmo secretamente. Até te podia dizer quais são os meus desejos. Doze, um por cada passa, como manda a tradição. Mas não vou fazê-lo. Sabes porquê? Os desejos não se partilham! Sob pena de não serem concretizados”, é a receita da Rainha do meu Castelo.
 
“Desejo nunca deixar de desejar, porque só assim é que a vida faz sentido”, diz a Ana Melo.

“Ter muita saúde, manter o emprego, coragem e boa disposição para poder continuar a ser feliz com as minhas filhas”, é o que mais quer uma anónima.
 
“Continuar a ser uma mulher apaixonada. Pela minha filha, pelo meu marido, pela minha restante família, pelo meu gato, pelo meu País, pela vida! Torna tudo o resto possível”, conta a Mamã de Peep-Toe.
 
“O AMOR, por nós, pelos outros e por tudo o que façamos prevaleça sobre todas as contrariedades que poderão advir”, é o que a Ana mais quer.
 
“Que seja um ano com muita côdea e sem espinhas!”, pede a Verónica Sousa.
 
“Saúde e uma volta completa na minha vida, em termos pessoais e profissionais", é a ambição do NightDark.

“Numa única frase, o que quero para 2013 e para o meu próximo ano de vida é que todo o ano seja igualzinho ao que foi o primeiro semestre de 2012 e totalmente oposto do que foi o segundo semestre. Assim será perfeito”, diz a Vespa a Abrandar.
 
"Quero tudo do bom e do melhor, quero alegria todos os dias, amor, saúde e paz, quero apenas ser FELIZ!", é a vontade da Jovem Sonhadora.
 
“Só já quero que o Sporting não desça de divisão!”, pede a Jéssica Caracinha Grilo.
 
Vocês e os vossos desejos são o exemplo de que não é preciso muito para que o próximo ano seja cheio de sorrisos e coisas boas. Eu acredito que vai ser assim. Com desejos públicos. Ou privados. Com muito amor, saúde e paz juntos das mulheres, maridos, namoradas, namorados, filhos e restantes familiares. Com empregos que nos realizem. Com côdea. Sem espinhas. De Vespa, Harley ou noutro veículo qualquer. Com bolas de futebol ou de outro desporto qualquer. O importante é nunca deixar de acreditar. Nunca perder a força e a crença de que é possível. O meu desejo para 2013 é mesmo esse. Acreditar que é possível ter um ano melhor. E lutar por isso. Que 2013 seja o melhor ano das nossas vidas e que nos encontremos por aqui para beber mais um copo, trocar dois dedos de conversa e partilhar experiências e sorrisos.

diferentes formas de manter a calma #2

Depois da azáfama do Natal e a poucas horas de entrarmos em 2013 chega o segundo dia dedicado aos vossos cartazes Keep Calm. O mais elogiado por vocês na primeira votação – da Flow – ocupou o lugar daquele que tinha sido feito por mim. Quem clicar na imagem tem acesso ao blogue Go With The Flow.
 
Hoje é dia de colocar mais cinco participações. Mais uma vez, a responsabilidade de eleger um é totalmente vossa. Recordo que não há um prazo final para este desafio. Quem quiser, pode enviar a sua criação para homemsemblogue@gmail.com com Keep Calm no assunto do email.

 
 
 
Marta Pinto
 
 
 
 

30.12.12

a importância da origem

Se há profissão onde se ganha dinheiro de modo "fácil" é no futebol. Não são precisos anos de estudos. Basta ter jeito, talento ou na ausência dos anteriores um bom empresário.

Cristiano Ronaldo e Messi são dois bons exemplos. Ambos nasceram em famílias humildes e hoje têm o mundo a seus pés. Um teve um problema no coração. O outro problemas de crescimento. Porém, aperfeiçoaram o seu talento para serem o que são hoje e ganharem milhões de euros.

Contudo, há muitos jogadores que cedo esquecem as origens. Apanham-se com os bolsos cheios e esquecem os anos em que nada tiveram. Pior, quase que detestam quem nada tem.

Como tal, foi com muita alegria que li a entrevista que João Pereira deu ontem ao jornal A Bola. O mote da entrevista foi a apresentação das novas chuteiras do jogador. Nelas, João Pereira optou por gravar "Casal Ventoso."

É importante não esquecer as origens, disse. Sou o que sou pelo meu passado, acrescentou. Era bom que mais jogadores pensassem assim. Alias, era bom que mais pessoas fossem assim. É que vivemos numa época de memórias muito curtas.

Enviado do meu iPhone

29.12.12

é só até amanhã...

Lancei-vos o desafio de enviarem um email para homemsemblogue@gmail.com os vossos desejos para 2013. Para dificultar um pouco o desafio, pedi que o fizessem apenas numa frase. Quero agradecer as participações que tenho recebido e relembro a quem ainda quiser participar, que só o pode fazer até amanhã. Recordo ainda que não há limites nem barreiras para os desejos. E alguns têm sido bastante originais. Podem desejar tudo! Se participarem, indiquem no email se posso revelar o vosso nome ou se preferem que seja um desejo anónimo. Cá vos espero.

criopreservação. sim ou não?

Apesar de não ser pai, a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical é um tema que sempre me despertou curiosidade. Conheço pais que o fizeram, outros que não. Uns porque não tinham dinheiro. Outros porque entenderam que não valia a pena. Opinião comum a todos: é um serviço muito dispendioso e que deveria ser de fácil acesso devido à sua importância.
 
Enquanto jornalista já estive ao lado de pais que optaram pela criopreservação. Também já visitei as instalações de um dos mais afamados laboratórios que disponibiliza a criopreservação. E quanto mais conheço sobre o tema, mais quero descobrir. Até porque, ser pai faz parte dos meus planos. E esta opção sempre pairou sobre a minha cabeça.
 
Todavia, foi com surpresa que li uma notícia sobre este tema. De acordo com o Instituto Português do Sangue, o potencial do sangue umbilical é “residual”. A mesma entidade defende que se trata sempre de uma opção familiar mas “esclarece que o potencial benéfico, para o próprio ou um(a) irmão(ã) é, na verdade, no momento actual, quase residual.”
 
Porém, sublinham que no futuro podem aparecer, noutras áreas, utilizações do sangue do cordão umbilical. Mas, tudo não passa de “especulações”, reforçam, acrescentando “que não se justifica a criopreservação para utilização na idade adulta.” Isto deixou-me confuso. Criopreservação: sim ou não? É algo que pode realmente salvar uma vida ou apenas um negócio de milhões?

28.12.12

isto vai ter que acabar

Sexta-feira para mim é sinónimo de junk food. Por mais que tente controlar este desejo, acabo por me entregar sempre aos infindáveis prazeres de uma pizza que como religiosamente sentado no chão a ver televisão.
 
Não consigo explicar os motivos mas, por norma, as minhas sextas são assim. Porém, está na altura das resoluções de ano novo e uma delas passa por acabar com estes momentos de prazer. Como pode ser a última noite, vou aproveitar cada momento e cada dentada como se estivesse a saborear o mais delicioso manjar do mundo.

tu só me envergonhas!


Em quatro anos de relação, o BlackBerry nunca me envergonhou. Deixou-me ficar mal em uma ou duas situações mas nada de grave. O iPhone, em poucas horas de vida em comum, já me deixou envergonhado. Tudo por causa da sua escrita (nada) inteligente que teima em adaptar aquilo que eu realmente quero dizer.

Esta conversa decorreu através do WhatsApp às 11h37 de hoje. (Como nota, destaco que a conversa foi feita à pressa. Como tal só reparei no que escrevia depois de já ter enviado).

“Pd sido”, foi o que enviei a um amigo meu. Na realidade queria dizer “Pd sushi” que servia para convidar um amigo meu a ir ao Pingo Doce comer sushi no meu último almoço profissional de 2012.

“Susto”, foi o que escrevi na segunda tentativa de escrever sushi.

“Dasd”, foi aquilo que escrevi num momento de fúria em que realmente pretendia escrever “Dass.” Agradeço esta correção ao iPhone pois até me acalma e faz com que não pareça mal-educado.

Desesperado (e sempre à pressa, relembro) tentei escrever sushi com as letras espaçadas.

Mais um tiro ao lado. “S U S H I” foi transformado em “S U S H O”

Às 11h46 consegui finalmente escrever “sushi”

Eis que chega a resposta do meu amigo.

“Já estás bêbado? LOL”

E é isto. As primeiras horas de namoro estão a ser marcadas pela minha má imagem junto dos meus amigos. Do fundo do meu coração, obrigado iPhone.

o ponto g

Onde fica o ponto G? Como se chega lá? Qual a melhor forma de o estimular? Como dar prazer através do ponto G? Os homens também têm ponto G ou é algo exclusivo das mulheres? Estas são apenas algumas perguntas em torno do mítico ponto de Gräfenberg. Porém, a mais repetida será certamente a primeira: Onde fica o ponto G?

Pois bem. Eu sei onde fica o ponto G! Aliás, passo por ele todos os dias. No mínimo duas vezes por dia. Isto porque o ponto G fica à porta da minha casa. E está bem assinalado para que ninguém passe por ele de forma despercebida. Com tal, fiquem a saber que é facílimo chegar até ao ponto G. Dependendo do local de origem, podem ter que pagar portagem. Depois, basta saber o código que abre o portão. Posso ainda revelar que o ponto G fica num local muito belo, a poucos metros do rio.

Depois de lá chegarem, cada qual saberá o que fazer. Sendo que, acredito eu, as perguntas sobre o ponto de Gräfenberg vão ser eternas.

verdade ou mito?

Um dos maiores mitos em torno de uma relação é a famosa crise dos sete anos. Por um lado, há quem defenda que esta crise só é válida aos sete anos de casamento. Por outro, existem aqueles que dizem que ocorre sempre uma crise aos sete anos de relação e que é a maior prova que o casal ultrapassa ao longo do namoro. Isto é verdade? Ou será um mito?

27.12.12

eu sabia que faz mal à saúde


Toda a gente fala sobre a série The Walking Dead. Dizem que aqueles zombies são viciantes. Que é do melhor que há. Que assim que a pessoa começa a ver, não consegue parar. Porém, até hoje tenho resistido à tentação de me entregar à serie que conta com a bela Sarah Wayne Callies, a sensual médica de Prison Break. Até confesso que estive com o Blu-ray da primeira temporada na mão mas, apesar do preço apelativo, acabei por não comprar. Agora, percebo o motivo do meu pressentimento negativo. A verdade é que os zombies fazem mal à saúde. Passar muito tempo envolvido numa realidade onde se destacam os mortos-vivos altera a forma como observamos o mundo que nos rodeia.

Não sei que se as linhas que escrevi até agora não passam de baboseiras sem lógica. Mas aquilo que para mim não passa de uma realidade ficcionada em séries de culto e blockbusters de sucesso mundial é algo muito sério para outros. Pessoas que, desconfio eu, dedicam muito tempo aos zombies. Para quem não sabe, no Reino Unido existe a lei Freedom of Information que permite a qualquer cidadão questionar o Governo sobre qualquer assunto político, social ou económico que gostaria de ver esclarecido. Neste sentido, o Ministério da Defesa foi questionado sobre uma eventual invasão zombie, que faria parte de um Apocalipse.

Questão que não ficou sem resposta. “No caso de um acontecimento apocalíptico, por exemplo, zombies, qualquer plano para reconstruir o Reino Unido e devolver-lhe a sua glória pré-ataque estaria nos planos do Governo”, respondeu fonte do ministério. “O papel do ministério neste caso seria dar apoio militar às autoridades civis”, pode ainda ler-se na resposta. Não foi a primeira vez que esta questão foi colocada mas uma resposta tão explícita foi uma novidade.

Posto isto concluo que a realidade zombie faz mal à saúde. Faz com que os fãs acreditem que aquilo que estão a visionar é uma realidade e faz com que outros fãs (aqueles que fazem parte do Governo) se apoiem naquilo que acontece nos episódios para justificar algo à população. Porém, e porque ocasionalmente sou um rapaz desconfiado, ao menor sinal de um Apocalipse reservo um bilhete de avião para Londres.

lutar pela família

Durante meses entrei no clube de vídeo e olhei para um filme em particular. Meses a fio centrei o meu olhar na capa de Warrior – Combate Entre Irmãos. E ao longo de todos esses dias nunca fui capaz de pegar no DVD desta longa-metragem. “O filme é bom. Mas é sobre luta”, dizia-me o dono do espaço que está sempre disponível para me aconselhar na escolha. “É sobre combates de MMA (Mixed Martial Arts)”, acrescentava. “Mas a história é muito boa”, insistia.


E como sempre pensei tratar-se de um simples filme de lutas, nunca o aluguei. Porém, há poucos dias tive oportunidade de ver Warrior, que estava a dar num dos canais TVCine. Fiquei rendido do primeiro ao último segundo. E depois chamei nomes a mim próprio por não o ter visto mais cedo. Realmente é um filme de luta e de batalhas travadas. Mas, batalhas pela vida e não apenas na arena.

Este filme tem tudo. Além de três desempenhos exemplares: Nick Nolte, Tom Hardy (brilhante!!!) e Joel Edgerton, este filme tem uma história que mexe com as pessoas. Um pai bêbado que abandona os filhos. Um progenitor bêbado que tenta recuperar tudo aquilo que trocou por algumas garrafas de whisky. Uma mãe que morre cedo demais quando está apenas com um filho. Um filho que sente que o pai sempre preferiu o irmão. Esse mesmo filho que abandona a família para dar início à sua. Esse mesmo filho que corre o risco de perder o emprego e a casa onde vive com a mulher e as filhas. Um filho que se vê obrigado a afastar o avô das netas. O filho, abandonado pelo pai, que vê a mãe morrer-lhe nos braços e que se sente abandonado por tudo e por todos. Uma pessoa que se fecha e que só consegue viver através da raiva causada por tudo aquilo por que passou. Por mais que tentem, não conseguem imaginar isto tudo misturado. Mas digo-vos que o resultado é espectacular.

Este filme é um grande murro no estômago. É daqueles que nos emociona. Que nos faz perceber que há problemas na vida que não passam de merdas (desculpem a linguagem) sem qualquer importância. Merdas que nós achamos serem suficientes para fazer desabar o mais sólido dos castelos mas que nem uma pequena pedra conseguem mover. Este filme é daqueles que nos ensina a lutar pela família, pela união e pelos valores que realmente são importantes na vida. Este filme é daqueles que qualquer pessoa deve ver, rever e voltar a ver um número de vezes sem conta.

Aproveito para divulgar a música que acompanha o momento mais marcante do filme. Não coloco esse excerto porque merece ser visto no filme. E quem estiver atento à letra da música, percebe aquilo que é o filme. Aquilo que, em parte, é a própria vida.

verdade ou mito?


Nunca casei. Como tal nunca me vesti de noivo nem estive no altar, ansioso, à espera da noiva. Porém, cada vez mais ouço dizer que nos momentos que antecedem a cerimónia, tanto eles como elas colocam tudo em causa. Em minutos, tudo lhes passa pela cabeça, inclusive a opção de desistir do casamento por acharem, entre outras coisas, que não estão à altura do momento. Isto é verdade? Ou será um mito?

não cheiro mal. eu tresando

Sempre me achei um rapaz asseado. Acordo, tomo o meu banho. Trato da minha higiene pessoal. Coloco um creme no rosto e um pouco de perfume antes de sair de casa para mais um dia de trabalho. É uma rotina da qual não abdico. E pensava que isto fazia de mim um rapaz asseado. Porém, cheguei à conclusão de que cheiro mal. Pior do que isso. Cheiro muito mal. Eu tresando.
 
E cheguei a esta conclusão porque o Pai Natal ofereceu-me três desodorizantes. O quê? Três pessoas ofereceram-te latas de desodorizante pelo Natal?, pensam vocês. Nada disso. O tipo do fato vermelho e das barbas brancas deixou-me as três latas (mais um frasco de after shave) à porta e pirou-se. Mais uma vez – e tal como tinha feito com os chocolates - não abandonou a zona sem antes gozar comigo.
 
Primeiro, chama-me porco malcheiroso. Se assim não fosse, não me ofertava três embalagens de uma vez. Depois, arma-se em esperto. Diz para ter cuidado com o Axe que atrai mulheres e coiso e tal. Que só o devo usar junto da amada, diz-me. O gozo continua ao dizer que vou conseguir o efeito Rexona com os outros desodorizantes e que os meus dias vão ser melhores. Isso não se faz velhote. E fica tu sabendo de uma coisa. Sou asseado, ok?

26.12.12

tanto por tão pouco

Para mim, o Natal é sobretudo uma época de afectos. É aquilo que mais importa. Que mais se destaca. Porém, não consigo deixar passar o Natal sem oferecer uma lembrança às pessoas que marcam a minha vida. Gosto de procurar aquilo que mais desejam e que mais gostam para depois entregar de forma original e surpreendente. Não minto e não vou dizer que não gosto que o façam comigo. Adoro, apesar de não ligar muito aos presentes. Como tive oportunidade de referir à minha família este ano, prefiro uma mesa cheia de pessoas, sorrisos e boas conversas do que ter dez presentes para desembrulhar e estar completamente sozinho. Esta é a minha maneira de ser.
 
E, este ano voltou a acontecer isto tudo. À harmonia da mesa juntaram-se os presentes que escolhi com cuidado para cada uma das pessoas. Porém, acrescentei uma novidade. Este ano, fiz algo que não fazia há muito. Comprei um brinquedo para oferecer… a mim mesmo. A escolha recaiu num modesto agente secreto da Playmobil que me custou pouco mais de três euros.
 
Apesar dos moldes deste presente, foi embrulhado como todos os outros. E um pequeno e barato boneco fez-me recuar aos tempos de criança em que recebia este tipo de presentes. Dei por mim a abrir a embalagem, sentado no chão a montar as peças e a artilhar aquele que é o meu James Bond pessoal.
 
Mas, como já tenho 31 anos, não vou brincar com o Playmobil. Em vez disso, e como vivemos em tempos de crise, já lhe arranjei emprego. A partir de agora, passo a ter um fiel guardião da máquina de pastilhas elásticas cá de casa. Por isso, as visitas estão avisadas. Se não colocarem moeda para retirar uma pastilha, o James Bond trata de vocês.
 
Muitas vezes as melhores coisas são as mais simples. E, para mim, este simples boneco de pouco mais de três euros acabou por ser uma prenda maravilhosa, cheia de simbolismo.
 




 

quando o pau é um problema


Há coisas nas quais não se pensa muito. E algumas delas podem ser verdadeiros problemas. Aliás, apesar de ter apenas três letrinhas, um simples apelido pode revelar-se um contratempo de enormes proporções. Quem diria que um Pau podia dar tantos problemas...

Beja, 5 de Fevereiro 2006.
Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me tem deixado embaraçada em várias situações. Desde já agradeço a atenção despendida.

Peço deferimento,
Maria José Pau.

Em resposta, recebeu a seguinte mensagem:

Cara Senhora Pau:
Sobre a sua solicitação da remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que a nova legislação permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso. Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do cônjuge se não quiser. Se o Pau for do seu pai, torna-se mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há várias gerações. Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a remoção do Pau torná-la-ia diferente do resto da família. Cortar o Pau do seu pai pode ser algo muito desagradável para ele. Outro senão está no facto do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar do Pau. Isto sem mencionar que as pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau do seu marido. Uma opção viável seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois poderia assinar o seu nome como 'Maria P. José'. A nossa opinião é a de que o preconceito contra este nome já acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais. Eu mesmo possuo Pau, sempre o usei e muito poucas vezes o Pau me causou embaraços.

Atenciosamente,
Bernardo Romeu Pau Grosso

Registo Civil de Beja

Certamente que este email que me enviaram não passa de uma brincadeira. Acredito que esta situação não tenha acontecido na realidade. Não digo isto por não acreditar na veracidade das palavras ou no facto de alguém ser capaz de tal requerimento. Mas, já não acredito na resposta e muito menos na coincidência dos apelidos do funcionário encarregue da resposta. Depois de quase chorar a rir com este email, recordei o apelido de uma menina simpática que trabalhava na Telepizza que frequento. Nada mais do que Pila. E havia um colega que estava sempre a dizer: “E o mais giro é que Pila vem do pai”, repetia vezes sem conta. Até a própria Pila se fartava de rir com as piadas.

o natal trouxe-me um desgosto amoroso


Há quatro anos, o meu coração bateu mais forte. Era véspera de Natal. A família toda reunida em casa. O relógio assinalava as 00h00. Acabava de se entrar no dia 25 de Dezembro. O Pai Natal (leia-se meus pais) ofereceu-me o presente que tinha destinado para mim. Como qualquer puto, rasguei o embrulho para descobrir o que estava lá dentro. Era um BlackBerry. O meu BlackBerry. Foi amor à primeira vista. Que se intensificou com a primeira chamada. Que se tornou mais forte com a primeira mensagem escrita. Que nos aproximou ainda mais com a primeira ligação à Internet e também com o envio do primeiro email.

Assumo que gosto de gadgets. Mas também assumo que não os compro. Se tenho é porque são oferecidos pela família. A maior loucura que cometo nesta área é com computadores. Mas, retomando a história de amor, tudo foi perfeito ao longo dos últimos quatro anos. Como qualquer casal e relação, tivemos os nossos momentos menos felizes. Discutimos algumas vezes. Ponderámos acabar a relação e em alguns casos cheguei a dizer-lhe que gostava que voltasse a ser como era no início da relação.

Porém, ao longo deste tempo defendi sempre a sua honra. Mesmo quando a maior parte dos meus amigos se rendia aos encantos da marca da maçã, comprando iPhones a torto e a direito. Nessa altura brincava. Dizia que os iPhones eram coisas de criança. Que eram bons para a minha sobrinha brincar e jogar Angry Birds. Dizia que o BlackBerry era o melhor telemóvel do mercado. Que era coisa de adulto. Nem quando vinham com a conversa de não ter Instagram eu esmorecia ou vacilava. Continuava a defender a sua honra, tal como qualquer apaixonado deve fazer.

Eis que, este ano, na mesma hora, na mesma noite mas noutro local e com quatro anos de diferença, tive um desgosto amoroso. As mesmas pessoas que me ensinaram a amar o BlackBerry querem que o encoste a um canto. As mesmas pessoas que me fizeram sorrir de alegria com um telemóvel, querem que chore ao ficar sem ele. As mesas pessoas que me ensinaram a defender a honra do BlackBerry fazem com que pareça um vendido. Tudo isto porque o Pai Natal (leia-se meus pais novamente) ofereceu-me um iPhone 5 de 32gb.

É verdade que sorri com o presente. Mas é igualmente verdade que tive um desgosto amoroso. Deu-me um aperto no coração saber que vou perder o meu amor de quatro anos muito felizes. Aliás, não me sinto preparado para o perder. Sei que vou amar um das mesma forma que amei o outro. Mas, desculpa lá iPhone. Ficas já avisado que vou trair-te. Não sei quando mas tenho a certeza que vou refugiar-me nos encantos do meu BlackBerry. Sinto-me um vendido!

e que tal mais um desafio?

Ainda numa de espírito natalício acordei com vontade de vos lançar um novo desafio. Desta vez, quero desafiar-vos a enviar-me um email com 2013 como assunto.

No texto, a vossa missão é dizer, apenas numa frase, aquilo que mais querem para 2013. Valem todos os tipos de pedidos/desejos. Peço-vos ainda que refiram se o pedido é anónimo ou se posso divulgar o vosso nome.

Estes emails devem ser enviados até dia 30 de Dezembro. Peço ainda, a quem quiser participar, que não deixe o seu pedido num comentário.

Posto isto, desafio lançado. Cá vos espero! E à vossa criatividade e originalidade.
Enviado do meu BlackBerry® da tmn

25.12.12

agora é a minha vez pai natal

Desafiar-vos a escreverem uma carta ao Pai Natal criou em mim o desejo de fazer algo que não fazia há muitos anos. Sou sincero, não me recordo da última carta que escrevi ao senhor rechonchudo das barbas brancas e do fato vermelho. E, apesar de já ter 31 anos, confesso que ainda acredito no Pai Natal. Melhor, talvez não acredite no Pai Natal em que todos acreditam. Acredito nos meus dois Pais Natais que não precisam de barbas brancas e fatos vermelhos para espalharem magia por onde passam. E aqui refiro-me aos meus pais. Posto isto, está na hora de eu próprio escrever a minha missiva ao senhor que entrega os presentes.
 
Querido Pai Natal (sempre comecei assim),
 
Há muito que não te escrevia. Mas isso não significa que não acredite em ti. Apenas acho que dedicas o teu tempo a pessoas que precisam muito mais de ti do que eu e que merecem toda a tua atenção. Porém, acredito que estejas sempre de olho em mim, tal como fazes as todas as pessoas.
 
Não te vou dizer que comi a sopa toda. Mentia se o fizesse. Aliás, sabes tão bem como eu que sopa não é das coisas de que mais gosto. Há duas ou três que adoro mas fico-me por aí. Também não te vou dizer que fui um menino bem comportado. Mais uma vez, mentia se o fizesse. Tentei ser sempre bem comportado. Nisto não te minto. Mas a verdade é que cometo os meus erros. E não me custa admitir que os cometi. Por isso, as minhas desculpas.
 
Lembro-me que, depois desta introdução, costumava pedir-te os brinquedos que mais desejava. Entre eles os bonecos Playmobil de que tanto gostava. Vê lá tu que, aos 31 anos ainda gosto deles e comprei um para oferecer a mim mesmo. Acho que se pode dizer que serei uma eterna criança. E isso é um dos meus maiores orgulhos. Espero nunca deixar de ser assim. Se conseguires ajudar nisso, deixas-me muito feliz.
 
Onde ia eu. Já sei! Na parte dos pedidos. Aqui, não te vou ocupar muito tempo. Sei que tens mais em que pensar. E a verdade é que não quero nada para mim. Não faças essa cara que isto não é tão simples como aparenta. É verdade que não te vou pedir nada. Não quero nenhum bem material. Não quero dinheiro. Não quero sorte. Não quero fama. Não quero fortuna. Nem sequer me atrevo a pedir-se saúde e alegria. Não quero nada para mim.

Porém, peço-te muita saúde, paz e alegria para todos aqueles que me rodeiam. Para aquelas pessoas especiais que dão significado à minha vida. Isso peço-te. E volto a pedir. E peço ainda mais uma vez. E, ao dares isso a essas pessoas, dás-me a melhor das prendas que posso ter.
 
Quanto a mim, não te preocupes. Cá vou aguentando o barco. Nos momentos em que não há ondas e nos momentos de tempestade. Foi isso que aprendi com os meus pais. E, cada vez mais percebo que há coisas contra as quais não podemos lutar. Acontecem quando têm que acontecer. E nessa altura há que remar, remar, remar, remar, remar… … … Não penses que como isto pretendo mostrar-te que sou um homem forte. Nada disso. Mas é a minha forma de encarar a vida.
 
Por isso, agora que já entregaste os presentes aos meninos do mundo inteiro, dedica por favor alguns minutos aos adultos. Entre eles, aqueles que dão sentido à minha vida. Se não for abusar da tua paciência, coloca ainda juízo na cabeça de muitas pessoas que andam à deriva por este mundo fora.
 
Obrigado
Bruno
 
PS – Não te deixei doces nem bolachas nem leite ao pé da árvore porque sou guloso e fiquei com essas coisas para mim. Desculpa. Mas sei que não vais levar a mal.

aposto que estão assim a esta hora!

Meia-noite. Aposto que a esta hora o Pai Natal já desceu a chaminé e já vos entregou os presentes que tanto desejavam. E vocês, gostaram tanto daquilo que receberam que reagiram desta forma. Aposto!


24.12.12

as cartas do pai natal

Passei boa parte dos últimos dois dias a responder às cartas que vos desafiei a escrever. Aquelas que tinham como destinatário o Pai Natal. Missivas às quais fiquei de responder por ele. Isto não significa que vocês não sejam importantes para o senhor das barbas. Longe disso. O que se passa é que são muitos lares para visitar e vocês merecem mais do que um simples postal de Natal estandardizado.
 
Ao longo destes dois dias recordei as cartas que também eu escrevi em miúdo e que pendurava religiosamente na árvore de Natal. Foi bom recordar os “portei-me bem” e os “comi a sopa toda.” Foi extraordinário perceber que tive o poder de levar pessoas a fazer algo que não faziam há muito tempo. Mais do que isso, levar adultos a escreverem, pela primeira vez, uma carta ao Pai Natal.
 
Ao longo deste processo emocionei-me. Sorri. Pensei na vida. Nos problemas. Voltei a sorrir. Voltei a emocionar-me. E descobri que existem pessoas especiais, com muita força e com vontade de lutar por algo que os move. Há quem peça um simples objecto. Há quem peça amor. Há quem peça muitas outras coisas nobres. Infelizmente, bens materiais não consigo entregar. Teria muito gosto em entregar um simples carrinho de brincar, de cinco euros, ou um vistoso e potente topo de gama real, de cinquenta mil euros. Porém, o meu objectivo estava definido desde o início.
 
Usar aquilo que vos "prende" aqui. As minhas palavras. Para vos dar uma palavra amiga nesta época especial. Para vos fazer acreditar naquilo que cada um de vocês precisa de acreditar. Longe de mim achar que tenho força para mudar as vossas vidas ou para vos fazer sentir como um super-herói que ninguém consegue destruir. Lamento, mas isso não consigo. Mas vocês conseguem. E não precisam de mim para que isso seja realidade. Eu só tentei dar um abanão para que se lembrem sempre disso. Hoje. Para o ano. Para sempre.
 
Podia dizer que responder às cartas roubou-me tempo de lazer. Tirou-me horas de sono. Levou-me a adiar outras coisas que tinha para fazer. Simples e directo, ocupou-me tempo que dava muito jeito para outras coisas. Mas, se vos dissesse que sinto isto, estaria a mentir. Isto é uma mentira gigante. Quase tão grande como aquelas que o Governo nos conta. Na verdade, ganhei tempo ao responder às cartas. Aprendi muitas coisas. Descobri detalhes importantes sobre pessoas únicas. Senti-me especial. Senti-me melhor. Melhor pessoa, melhor homem, melhor amigo, melhor companheiro e melhor amante. Tudo melhorou. Foi uma experiência que espero repetir. Por mim e sobretudo por vocês, que acreditaram neste desafio especial e em mim.
 
Esta foi, sem dúvida, umas das melhores prendas que poderia ter recebido este ano. Obrigado por tudo. Espero que ninguém se tenha sentido defraudado com a resposta. Um Santo e Feliz Natal para vocês e para as vossas famílias. Que recebam muitos presentes mas que acima de tudo se lembrem que esta é uma época de afectos e de outros valores muito mais importantes do que qualquer bem material.

23.12.12

agora, é sempre a subir

Um dia que começa assim tem tudo para ser um belo dia. Agora, é sempre a subir.

Enviado do meu BlackBerry® da tmn

22.12.12

quero um buraco para me esconder

Situação típica de compras de Natal nos últimos dias. Aquilo que queremos está esgotado. "Pode confirmar se tem o artigo noutra loja por favor", é o que pergunto sempre. E foi o que fiz hoje.

Felizmente, aquilo que quero está a apenas cinquenta quilómetros de distância. Porém, a forma como o descobri deixou-me vermelho de vergonha/timidez.

"Estou! Fala da loja x. Têm o produto y?"
"Têm, ok! Vou perguntar ao cliente se quer que venha para cá ou se passa aí"

Nessa altura, respondi que preferia passar na loja para resolver a situação hoje.

"O cliente diz que passa por aí!"
Silêncio
"Como é que o cliente é?"
"É um jovem da sua idade"
Silêncio
"Se é jeitoso? Sim, é muito jeitoso"

Foi então que fiquei vermelho como um tomate. E como se isso não bastasse, ainda quiseram uma segunda opinião.

"Minha senhora, menti? O rapaz não é jeitoso?", perguntou a uma senhora com idade para ser minha mãe.

Essa mesma senhora ajeitou os óculos, olhou-me de alto a baixo antes de dizer: "sim, é jeitoso."

Eu, cada vez mais vermelho e sempre à procura de um buraco para me esconder.
"Quando lá chegar, pergunte pela C."

Vamos lá então para o segundo round da minha vergonha, motivada pelas brincadeiras dos funcionários das lojas.
Enviado do meu BlackBerry® da tmn

toma lá um saco de aveia

Há alturas em que tenho sérias dúvidas sobre os habitantes de um dos andares por cima do meu apartamento. Em raras ocasiões existe silêncio ou os habituais barulhos provenientes de uma habitação. Na maior parte do tempo só se ouvem estrondos e saltos. Nestes momentos fico com a sensação que moro por baixo de um hipódromo onde decorre frequentemente um concurso internacional de saltos.
 
Sinto-me tentado a aparecer à porta do meu vizinho com um saco de aveia. Depois, toco à campainha e digo: “Toma lá um saco de aveia. Feliz Natal!” Se ele ficar espantado e perguntar o motivo daquele gesto, simplesmente direi: “É para alimentar os cavalos que costumam andar por aí aos saltos. Não quero que passem fome”, e vou-me embora. Tenho saudades dos tempos em que havia respeito e educação entre os vizinhos.

21.12.12

ho! ho! ho!


Acredito que durante o fim-de-semana dediquem grande parte do vosso tempo à aquisição das últimas prendas. Se já as compraram, devem dedica-lo à confecção dos doces. Se já os fizeram, devem dedica-lo aos últimos preparativos de Natal. Contudo, quero que saibam que este Natal vai ser mais especial. E o mérito é vosso. Em Abril, quando criei o blogue, estava longe de imaginar que passado este tempo teria conhecido tanta gente boa. Que teria aprendido tanto. Que teria ficado a par de histórias de vida tão ricas. Daquelas que nos ensinam e dão alento nos momentos complicados. Por isso, vocês são uma prenda muito especial que está bem guardada na minha árvore de Natal. Como tal, seria ingrato da minha parte não vos desejar um Santo e Feliz Natal, na companhia daqueles que mais amam. Não vos desejo as prendas mais excêntricas do mundo. Porquê? Porque defendo que não precisam delas para serem felizes. O que vos quero desejar é muita saúde, amor e afectos, aquilo que mais importa na vida. Espero que isso nunca vos falte. No Natal e em todos os momentos da vossa vida. Por fim, até vos podia desejar um excelente 2013. Mas isso fica apenas para o postal pois para a semana falamos desse tema. Tudo de bom para vocês. E que o vosso Natal seja, no mínimo, tão feliz e preenchido como as palavras que aqui deixam. Ho! Ho! Ho! Merry Christmas!

prometo (mas não vou cumprir)


O Natal está aí à porta. Tal como a chegada do novo ano. E esta época é propícia ao convívio familiar e com os amigos mais próximos. Nestas reuniões costumam destacar-se as animadas e diversificadas conversas e que, por norma, são acompanhas por bons vinhos e bons digestivos. Pelo menos, comigo é assim. Chegamos a ir para a mesa às 20 horas e só nos levantamos quando a noite já vai longa. Como para mim, o Natal é este convívio, aprecio bastante estes momentos. No final do ano, a situação repete-se. Mais conversas. Mais horas de convívio. Mais bebidas, escolhidas detalhadamente e muita animação garantida.

Tudo isto, torna impossível não pensar naqueles momentos em que bebi um pouco mais. Aqueles instantes em que prometemos nunca mais beber ou que passamos a detestar uma bebida. Recordo-me perfeitamente da primeira vez em que bebi mais do que era suposto. Era adolescente e estava a jogar às cartas com um grupo de amigos. Ao nosso lado, uma garrafa de Gold Strike que era bebida somente em modo shot (uma das regras do jogo). Resultado imediato: ficamos todos alegres. Resultado do dia seguinte: Passei a detestar Gold Strike. Só de escrever o nome dá-me arrepios e suores frios. É curioso que no meu grupo de amigos, quem ficou num estado ébrio por causa desta bebida não consegue voltar a beber Gold Strike. Apesar de beber quase sempre de forma controlada, há alturas em que me deixo levar pelo momento. Mas, há um grupo de regras para isso acontecer. Saber que não vou conduzir. Saber que quem conduz não bebe ou combinar previamente que se deixa o carro num sítio qualquer e que se opta pelos transportes públicos (algo que aconselho a toda a gente). Estas são as principais. Depois, é preciso um bom grupo de amigos, animação, muita animação e boas conversas. Beber só pelo prazer de beber é algo que não faz parte da minha maneira de ser. Para mim, o álcool é a consequência de vários ingredientes que se conjugam na perfeição.

E se me recordo perfeitamente do episódio do Gold Strike, facilmente penso noutros casos, vividos noutras situações. Seja com a família, com os amigos, com o pessoal do trabalho ou com a malta do futebol. E se as pessoas são diferentes, tal como os cenários há algo que nunca muda: a ressaca. Nessa altura, prometo vezes sem conta que não voltarei a beber. Nunca mais faço nada assim, repito interminavelmente. Porém, as promessas não passam disso mesmo. Talvez porque nunca tenha acordado numa situação igual aquela vivida pelos protagonistas dos filmes A Ressaca - quem não viu deve ver! Posto isto, acho que este postal faz todo o sentido nesta época. Ou não?

amor, picante, exótico, paris e afrodite. ou aromas da vida

Sou daquelas pessoas que precisa de pouco para sorrir e ser feliz. E isso reflecte-se nas prendas que me podem dar. Não preciso que me ofereçam um Bugatti Veyron, que custa 2,2 milhões de euros, para ficar com um sorriso estampado no rosto. Aliás, isto é tão fácil que uns modestos biscoitos e um pacote de chá conseguem deixar-me extremamente feliz.
 
E foi isso mesmo que uma amiga muito especial me ofereceu neste Natal. Uns biscoitos caseiros feitos por si e um pacote de chá. Como o que realmente interessa é o gesto e o simbolismo do presente, fiquei encantado com a oferta. Ainda mais quando olhei com atenção para o chá. Apanhador de Sonhos é o seu nome. Um chá de rooibos aromatizados. Para quem ainda está indeciso em relação a alguns presentes, sugiro algo do género.
 
Neste caso, o chá foi comprado na loja Ritual do Chá (Casa da Guia, em Cascais). E, aquilo que para muitos pode ser uma simples bebida sem qualquer valor, para outros pode ser o presente ideal. Até porque, oferecer um chá pode ser muito mais complexo do que aparenta. Existem aromas para todos os gostos, para todas as ocasiões. É aquilo a que chamo aromas da vida.
 
Como a oferta é muito vasta, fiz uma pequena selecção de alguns aromas, que em conjunto com um simpático pacote de biscoitos caseiros (ou comprados numa loja para quem não tem tempo ou jeito para os fazer) são uma bela sugestão para prenda de Natal.
 
Para os viajados há o Noite em Paris, um chá branco aromatizado com uma mistura sofisticada de baunilha natural e lavanda. Para os sonhadores, o já referido Apanhador de Sonhos. Para os adeptos desta Quadra, o Delícia de Natal, um chá preto que mistura os sabores tradicionais desta época. Para os saudosistas, o Biscoitos da Avó, uma tisana à base de ervas com sabor requintado a biscoitos.
 
Para aqueles que têm medo de envelhecer, o Sempre Jovem. Um chá verde com Ginkgo com sabor a laranja. Ginkgo é considerada uma das plantas mais eficazes nos processos anti-idade. Para os que gostam de beber ao final da noite, o Boa Noite. Um chá de rooibos sem aroma adicionado. Para quem gosta de brindar, o Delícia de Champagne. Um chá verde aromatizado que mistura deliciosamente o aroma floral e frutuoso do champagne e chá verde Sencha.
 
Para os apaixonados, a escolha é diversificada. Existe o Feitiço de Amor para quem se quer apaixonar. Existe ainda o Beijo de Anjo e o Beijo de Baunilha para os beijoqueiros e ainda Momentos Perfeitos, para os fãs dos momentos especiais.
 
E a oferta não se fica por aqui. Existe a Cereja Picante para os calientes que gostam de malagueta. O Paraíso Exótico para aqueles que sonham com outros climas e o Afrodite, para aqueles que acreditam nos poderes afrodisíacos que animam um pouco as vidas. Parecem muitos aromas? Talvez. Mas a loja tem muito mais para oferecer. Esta é apenas uma pequena amostra seleccionada por uma pessoa que não passa sem o seu chá.
 
A vida está cheia de aromas característicos que marcam as vivências de cada um. Saber identificar esses mesmos aromas para os seleccionar e transformar numa prenda pode ser um excelente desafio. E um presente em conta, simbólico, marcante e que pode ser partilhado em momentos especiais.

quem quer um livro? (vencedores)

Após três sorteios feitos em random.org, divulgo a lista dos vencedores dos três livros.


Robert Enke, Uma Vida Curta Demais
유혹자

Sobreviventes
Elisabete

É Possível Ser Feliz
Carlos Pereira

Peço aos vencedores que me enviem um email para homemsemblogue@gmail.com com “quem quer um livro?” no assunto e que me indiquem um nome e morada para onde posso enviar o livro. Obrigado a todos os que participaram e parabéns aos vencedores.

aqui não. e aí?

A Nasa tinha razão. Parece que a profecia Maia não passou disso mesmo. Tudo na mesma. Os mesmos barulhos vindos das casas dos vizinhos. As mesmas pessoas no café. E tudo prestes a rumar ao trabalho para mais um dia de labuta. Ou seja, o mundo não acabou. Pelo menos aqui. Como não sei se a Margem Sul do Rio Tejo é uma zona privilegiada nestas coisas dos finais do mundo, quero perguntar-vos se o mundo chegou ao fim para os vossos lados.

20.12.12

a três é demais?


Há quem diga que um é pouco. Que dois é bom. E que três já é demais. Se adaptarmos isto às relações sentimentais , acho que faz todo o sentido. Ninguém gosta de estar sozinho. Acredito que mesmo aquelas pessoas que se dizem felizes sem ninguém vão acabar por sentir falta de um parceiro com quem partilhar a vida no futuro. Dois é bom. Um casal que se ama em toda a sua plenitude. Poderá ser considerado a perfeição. E três já é demais! Acho eu, que considero ser complicado manter o equilíbrio de uma relação a três, mesmo que todos os membros tenham conhecimento da existência dos outros. Acho que é daquelas situações que vão gerar sempre problemas, por mais que os três digam que tudo vai correr bem.

Quando falo em relações, refiro-me aquelas que vivem de sentimentos e afectos. Não incluo nesta “equação” os relacionamentos que são iniciados com base no desejo carnal. E que perduram no tempo apenas porque o sexo é bom. Para estes não existem números. Existem preferências. Podem ser bons dois intervenientes, como dez ou mesmo vinte. Depende das pessoas. Daquilo que procuram e do que querem oferecer às pessoas com que se relacionam. E, com estas palavras não pretendo julgar ninguém. Apenas pretendo diferenciar a matemática das diversas relações.

E voltando às primeiras, às que têm o poder para acelerar o batimento cardíaco e dar nós no estômago, essas só estão mesmo bem com duas pessoas. Não conheço nenhum exemplo de uma relação a três que seja perfeita. Mas, infelizmente, estou a par de diversos relacionamentos a três que foram problemáticos. Sei de casos de pessoas que conseguiram conviver com duas famílias em simultâneo como se de nada se tratasse. Homens que chegavam a ter duas alianças de namoro, uma para cada namorada e respectiva família. Que dividiam o seu tempo entre as relações. É verdade que houve felicidade. Mas esta durou apenas até ao momento em que a situação foi descoberta. Nessa altura, tudo aquilo que poderia aparentar ser bom deu lugar às lágrimas e à profunda tristeza.

Só há uma relação a três que é perfeita e que não dá problemas a ninguém. E essa, é vivida pelo sal, limão e tequila. As outras... acabam sempre mal.

se não acabar amanhã vou mudar

A Nasa já desmentiu o fim do mundo mas a notícia continua a dar que falar. Aliás, eu acredito piamente que o mundo está a acabar de forma gradual. Acredito que não é preciso uma gigantesca explosão para pôr termo ao que conhecemos e a tudo aquilo que nos foi ensinado ao longo das nossas vidas. Não sei se o problema são os meus olhos mas vejo acções que estão a encaminhar o mundo para o seu fim. E estas, são bem mais dolorosas do que uma explosão que acabe com tudo em segundos.

Porém, como sou português, já me habituei a acreditar que o amanhã será muito melhor do que o momento em que escrevo estas palavras. Se descobrimos/conquistámos meio mundo com meia dúzia de pessoas e barcos, porque não haveremos de resistir às medidas impostas pelo Governo (aqui deve ler-se Troika)? E se enfrentámos os sete mares e vencemos batalhas quando ninguém acreditava em nós, porque haveremos de temer uma profecia Maia?

Por isso, quero lutar contra este final anunciado. E como em qualquer mudança ou batalha travada devemos começar pelo que nos está mais perto. Por isso, se o mundo não acabar amanhã, irei mudar. Onde? Em casa. Vou fazer uma renovação. Não, não vou gastar centenas ou milhares de euros em peças de mobília. Vou mudar aquilo que a minha casa transmite a quem a visita.

Confuso? Pode parecer. Mas, na realidade é muito simples. Basta adoptar um destes dizeres, que ficam bem em certas áreas/paredes da casa. É que na minha casa mando eu. Não manda o Passos Coelho. Nem a Troika. E muito menos as profecias. E como sou rei e senhor do meu espaço, quero que quem o frequente tenha noção das coisas mais importantes da vida. Coisas simples mas que muitas pessoas teimam em ignorar. E acreditem que são estas pequenas coisas que fazem toda a diferença.







três imagens, três emoções distintas


As fotografias têm mais poder do que aquilo que muitas pessoas julgam. Sobretudo, as imagens públicas, protagonizadas por personalidades (independentemente da área pela qual são conhecidas) que sabem que milhares, ou mesmo milhões de pessoas vão ter acesso ao que decidem tornar público. Depois, existem ainda os momentos – oportunos ou inoportunos – para divulgar as mesmas imagens. Por fim, e não menos importante, não se pode ignorar a motivação de quem decide revelar uma imagem que sabe que vai causar polémica.

Acabei de ver três imagens que me conseguem fazer sentir diferentes tipos de emoções. A primeira, da autoria de Helen Flanagan. A actriz inglesa decidiu tornar pública uma imagem onde surge a apontar uma arma à cabeça. Helen já assumiu tratar-se da “coisa mais estúpida que fez na sua vida.” Confesso que foi a primeira vez que ouvi falar desta actriz mas dou-lhe razão. É de mau tom publicar uma foto destas – que Helen diz estar relacionada com uma ressaca - quando o mundo ainda recupera do choque provocado pelo massacre ocorrido nos Estados Unidos que culminou com dezenas de crianças mortas de forma bárbara e cruel.


Se achei a primeira má, o que dizer desta? Assumo que sou do Benfica mas não é isso que me choca nesta imagem. Acho absurdo que um clube, seja ele qual for, decida recriar a imagem da última ceia. Acho ainda mais absurdo que um dirigente desportivo queira ter este tipo de protagonismo, assumindo o papel de entidade divina mais importante do mundo. Se fosse feito pelo meu clube, não mudava uma linha ao que escrevi. E agrada-me saber que os próprios sócios/simpatizantes do clube se tenham revoltado contra a fotografia na página oficial do clube no Facebook.


Como nem tudo é mau, existem aquelas imagens que nos fazem sonhar. Imagens que não me passam despercebidas (Não é Rainha e Pippa Coco?) e que fazem com que me esqueça que estou a poucos dias de entrar num ano assustador, que temo bastante. Aliás, acredito que qualquer homem esqueça os seus problemas ao ver a “oitava maravilha do mundo.” Gosto desta magia que envolve as fotografias. É possível sentir tudo ao olhar para uma simples imagem. E isso é bom.