Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

b day (e não é do b.)

Podia ser o dia de aniversário do b. Mas não é. Quer dizer, é o dia de aniversário de um b. mas não do pequeno boneco que me acompanha todos os dias. É mesmo o meu aniversário.

O tempo passa a voar e apesar de o blogue ter ainda um curto tempo de vida, este já é o segundo aniversário que festejo na vossa companhia. E ainda ontem tinha 18 anos e hoje comemoro os 32.

Como é minha "tradição", hoje não trabalho. Festejo. Celebro a vida. E a companhia de quem mais amo. De quem me levanta quando estou no chão. De quem me limpa as lágrimas quando choro. E de quem me dá forças todos os dias.

Não podia deixar de passar por aqui para vos agradecer o carinho que me dispensam. Até porque têm um contributo especial no sorriso constante que terei hoje. Obrigado. Cheers!

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

afastar uma mulher em segundos


Há homens que tentam, desesperadamente, engatar uma mulher. Acham que vale tudo. E o objectivo é apenas um. Levar a mulher para a cama (ou banco de trás de um carro) mais próxima no menor tempo possível. Completamente cegos por esta ambição, muitos homens acabam por fazer figuras ridículas conseguindo apenas fazer com que sejam odiados em segundos. Além disso, fazem com que algumas mulheres passem a achar que não vale mesmo a pena dar conversa a um homem num ambiente descontraído.

Num passado não muito distante assisti a algo que mais parece uma anedota. Um homem tentou engatar não uma, nem duas mas quatro mulheres em simultâneo. E a estratégia foi falar da mulher e mostrar fotografias dos filhos do casal. Por mais que tente, não consigo compreender como é que alguém pensa que isto pode servir de turn on para alguém.

Como se isto não bastasse, a ele juntou-se outro que tinha como arma de sedução dizer, em média, uma asneira por frase. Mas não era uma asneira qualquer. Tinham de estar associadas a uma eventual performance sexual. Infelizmente, são apenas dois exemplos de como afastar uma mulher em segundos. Mas há mais.

Existem aquelas pessoas que assim que acabam de conhecer alguém começam automaticamente a tratar as pessoas por diminutivos que consideram ser fofinhos. Segundos mais tarde, já não é apenas o nome que acaba em “inha” mas todas as frases acabam dessa forma. A meu ver, esta é apenas mais uma maneira de afastar alguém que se acabou de conhecer.

Depois, existem aqueles que gostam de falar da ex-namorada. Contam a vida toda em segundos sendo que, por norma, dão maior destaque a tudo aquilo de mau que foi feito. Não só não se dão a conhecer como fazem com que as outras pessoas percam o desejo de se dar a conhecer.

Numa era de redes sociais, estas transformaram-se num problema para alguns homens. Passados poucos minutos de conversa, dizem: “podemos tirar uma foto para actualizar a foto de perfil do Facebook?” ou “posso tirar-te uma foto para colocar no meu instagram?” são apenas dois exemplos de questões que provavelmente afastam uma mulher num curto espaço de tempo.

Existem ainda formas de afastar uma mulher em segundos que se arrastam ao longo dos tempos. Uma das mais clássicas é quando o homem assim que acaba de conhecer uma mulher diz que já está a imaginar o aspecto dos filhos de ambos. E a casa onde vão viver. Bem como o dia do casamento. Algo assustador.

Isto é apenas uma simples opinião. Até porque acredito que muitas pessoas não têm noção daquilo que fazem a não ser que um amigo os chame a atenção. Enquanto homem, confesso que senti vergonha de ver alguém tentar engatar uma mulher usando a esposa como isco. Como em quase tudo na vida, não existem truques que vão além da naturalidade. Porém, se a naturalidade passa por algo muito mau, fica sempre bem um polimento pessoal.

eu sabia que devia deixar crescer a barba


Não me lembro da última vez que fiz a barba. Aliás, desconheço quase por completo a sensação de ter uma gilete colada ao rosto. A experiência mais semelhante que protagonizo acontece quando uso a máquina que me apara a barba. Se alguém me fala em fazer a barba, só posso argumentar com aquilo que referi pois isso é, para mim, o significado de fazer a barba.

O que é certo que este tema (como qualquer um que envolva pelos) dá pano para mangas. Existe o ponto de vista associado à higiene. Ao charme. À beleza. E por aí fora. Contudo, cruzei-me com alguns argumentos que parecem defender que todos os homens devem deixar crescer os pelos faciais. A começar pela preferência delas.

De acordo com uma universidade Australiana, elas preferem os barbudos. Num estudo efectuado elas preferiram, avaliando diversos padrões, homens que não faziam a barba há dez dias, considerando menos atraentes aqueles que não tinham barba. A isto juntam-se os benefícios para a saúde. Os homens que têm barba têm uma exposição solar um terço inferior aqueles que não têm barba.

Segue-se o respeito. Homens sem barba tendem a ser vistos como crianças que não são levadas a sério. Por sua vez, a barba faz com que um homem seja visto com maior respeito por parte das outras pessoas. Faço um parêntesis para dizer que devo ser uma excepção neste caso pois nem a barba me dá um ar sério.

Um factor deveras importante. A poupança de tempo. Fazendo a conta a dez minutos diários para fazer a barba, um homem gasta sessenta horas ao ano. Usando a máquina, como é o meu caso, uma vez por semana, reduzo este tempo para oito horas anuais. Segue-se o principal motivo que me leva a não fazer a barba. A irritação da pele. “Fazer a barba é a principal causa de infecções bacterianas na área da barba”, defendem os médicos dermatologistas. Deste modo, evito pelos encravados e infecções.

Não menos importante do que aquilo que já referi é o envelhecimento. Os pelos faciais ajudam a manter a pele jovem e em boas condições. Isto porque os pelos impedem que a água deixe a pele fazendo com que a mesma se mantenha hidratada, ao mesmo tempo que a protege do vento. Além disto, a barba ajuda a que os cremes hidratantes fiquem muito mais tempo no rosto.

Homens que tenham asma provocada por pólen ou poeira podem deixar crescer os pelos faciais pois estes reduzem os sintomas. Bigodes que alcancem a área nasal podem até parar que os alergénios entrem no nariz e sejam inalados pelos pulmões, defende a especialista Carol Walker. Além disto, barbas espessas que crescem sob o queixo e pescoço aumentam a temperatura corporal e podem ajudar a combater uma constipação.

No que ao estilo diz respeito, a barba permite mudar o visual numa imensa série de possibilidades. Ter a barba feita faz com que o homem tenha sempre o mesmo visual. Por fim, as mulheres são cada vez mais adeptas de homens de barba. Esta opinião baseia-se na quantidade de páginas de facebook e blogues que são criados a defender a existência da barba.

Confere?

agora escrevo eu #14


Há alturas em que percebemos que vale a pena ter um blogue. E o Jhonatan Matos proporcionou-me um desses momentos. Apesar dos milhares que quilómetros que nos separam, o Jhonatan descobriu o blogue e ficou animado com a ideia de “interagir com um blogueiro do outro lado do Atlântico ” Autor do blogue Estilhaços Mentais, partilhou uma bela crónica, intitulada observação, já publicada no seu blogue.

Não sei o impacto que o texto terá em quem o ler. Quanto a mim, fiquei com vontade de conhecer a Anne, beber uma (ou várias) cerveja e até dançar ao som dos ritmos quentes do Brasil no tal Bar do Bamba. Só dispensava os cigarros que fuma.

"Crônica noturna: observação

Eu a observava.
O seu cigarro despejava uma fumaça dançante e a sinfonia de vozes, nas mesas do excêntrico bar, formavam uma harmonia de gargalhadas embriagadas. O estabelecimento em que a moça, chamada Anne, se encontrava era conhecido, singelamente, como “Bar do Bamba” e carregava elementos contidos na noite da Ilha da Magia como misticismo, encanto, anarquia e pluralidade. Nesse ambiente, as tribos se chocavam, não com violência, mas com presença de espírito. Ah, o espírito. Esse parecia não estar preso as convenções de uma sociedade engravatada e amarrada pela rotina, mas sim livre para gritar e beber.
Anne estava acompanha apenas por uma cerveja e seus cigarros. Os goles e tragadas eram seus gestos mais comuns. O batom vermelho e sua maquiagem escondiam os cílios tristes e solidão desesperada, seu vestido preto, magnificamente justo em seu corpo curvilíneo, também escondia a angústia da menina que se banhava, sozinha, sob a luz das velhas luminárias do bar. A donzela do batom vermelho era fuzilada pelos sedentos olhares masculinos e pela contida inveja das mulheres. Sim, Anne era linda de um jeito original: sua delicadeza era agressiva, o penetrante olhar era disperso, sua ofegante respiração era suave, os movimentos eram cuidadosamente desastrosos e sua deselegância era fina.

Quando a madrugada começava a rasgar a noite, Anne se levantou. Para a donzela foi um dia qualquer. Ela chegou com sua sensualidade despretensiosa, bebeu uns drinks, fumou o velho e habitual cigarro adocicado e foi embora. Para mim foi arte. Estilhaços que agora sobrevivem, somente, no diário de um boêmio.”

o corpo pede férias

O despertador toca à hora estipulada. Mas peço-lhe para tocar dez minutos depois. E outros dez depois desses. Isto, num processo que se arrasta durante quase uma hora.

E a verdade é que me deixo dormir nesses intervalos de dez minutos. À primeira vista isto pode ser considerado preguiça. Aceito que seja essa a opinião mais comum.

Mas não é. Simplesmente o meu corpo pede-me férias. E eu gostava tanto de lhe poder dar essas férias. Mas ainda vou enfrentar um período duro de trabalho. Até lá, continuo nas minhas sestas de dez minutos.

Enviado do meu iPhone

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

dona do mundo


Ela sabe tudo de tudo. Aliás, nunca conheceu alguém que soubesse um terço daquilo que sabe. Curiosamente, só teve professores maus. E nem se esforçou para aprender. Mas sabe tudo de tudo porque é mesmo boa. E já que estamos a falar em boa, ela também é mesmo boa. Não há mulher no mundo que se aproxime dos seus atributos físicos. Nem corpo escultural que chegue a assemelhar-se, mesmo que de forma ligeira e suave, às suas curvas que fazem delirar todos, mas mesmo todos os homens do mundo.

Quando o tema é sexo, ela também é a melhor. Aliás, há quem garanta que já a ouviu dizer que inventou o sexo. Quer dizer. Pensando bem. Já que o tema é inventar é justo dizer que foi ela que inventou tudo. Não há nada que não tenha sido inventado por ela. Ela até tem a fórmula para tirar Portugal da crise. Mas não a dá a ninguém porque defende que não pode ser ela a resolver tudo. Enfim, ela sabe tudo mas não partilha nada. O que é bom é para ela. E só para ela. Aos seus olhos existe o mundo. E é aí que habitam os burros. Aqueles que nada sabem. Aqueles que são inferiores a si. Aqueles que lhe devem prestar uma vassalagem intelectual. Depois existe outro planeta. Especial. E que só pode ser visto por pessoas especiais. Como a única pessoa especial é ela, ninguém vê o local extraordinário onde habita.

Até que chega a hora de desligar o computador. E deixar de viver nessa realidade paralela em que é a dona do mundo, da razão e do saber. E, enquanto o computador se desliga ela vai percebendo que afinal é ela que não sabe nada de nada. E que não é superior a ninguém. Que não é melhor do que ninguém. Depois, olha em seu redor e não vê ninguém. Está sozinha. Nesse momento, olha ao espelho. E não gosta do que vê. Quando o computador está ligado ela sente-se linda. Mas, quando o desliga o espelho reflecte aquilo que realmente é. E ela não gosta. Então vai à janela. E repara que realmente vive num planeta sozinha. Mas que não é tão extraordinário como o pinta. Na realidade é medonho. E apesar de estar perto de tudo, ela vive afastada de todos, julgando-se a dona do mundo.

é para dar. uma vez. e outra. e mais uma. sempre a dar. sem parar


Apertado. Ou lasso. Com paixão. Ou desinteressado. Intenso. Ou ténue. Demorado. Ou rapidinho. Com força. Ou repleto de fraqueza. À frente de todas as pessoas. Ou escondidinho. Verdadeiro. Ou cheio de mentiras. Para dizer olá. Ou a significar um adeus. A torto e a direito. Ou em ocasiões especiais.

No momento certo. Ou na hora errada. Dado à pessoa certa. Ou a alguém errado. Merecido. Ou imerecido. Que esconde uma paixão. Ou que oculta ódios. Gratuito. Ou com preço. Uma finalidade. Ou um meio para atingir um fim. Cheiroso. Ou a precisar de um banho.

Com suor. Ou com lágrimas. Para não deixar fugir. Ou a pedir que se vá embora. Porque é melhor do que um beijo. Ou porque o beijo é impossível e proibido. Aprovado por todos. Rejeitado por algumas mentes. Para dizer mais do que mil palavras. Ou para acabar com o silêncio.

Existem infindáveis possibilidades que podem originar um abraço. Quanto a mim, prefiro os sinceros. Os raros. Merecidos. Dados às pessoas certas no momento ideal. Aqueles bem apertados que nunca são esquecidos. E hoje é o dia deles. Dos abraços. E aqui fica o meu para todos vós.