24.6.16

motivos pelos quais as pessoas devem fazer sexo (como se fosse preciso)

Dar a conhecer uma lista (elaborada pelo site Prevention) com sete motivos pelos quais as pessoas devem ter relações sexuais pode parecer absurdo. Qualquer homem que se depare com um título semelhante irá pensar: "mas são precisos motivos para ter sexo?" Acredito que as mulheres vão pensar o mesmo. Afinal, quem é que não gosta de sexo? Acredito que exista alguém que responda "eu não gosto" mas quero acreditar também que estas pessoas são uma minoria.

Brincadeiras à parte, existem motivos pelos quais as pessoas devem ter sexo. E são todos muito mais sérios do que parecem. Vão muito além das piadas e dos sorrisos envergonhados com que muitas pessoas ainda lidam com uma temática que é muito mais séria do que aquilo que fazem parecer. Vamos lá aos motivos pelos quais as pessoas devem ter relações sexuais com frequência.

1 - Aumento de ansiedade
Quando não existe sexo aumenta a ansiedade. Por exemplo, e isto com base num estudo, pessoas que têm relações duas vezes por semana, lidam muito melhor com situações que podem ter algum stress como é o caso de discursar em público. Durante o sexo o cérebro liberta substâncias que ajudam a que a pessoa se sinta melhor, mais calma.

2 - Homens, cuidado com o cancro da próstata
Homens que têm relações sexuais têm um decréscimo de 20% no risco de cancro da próstata. O motivo? Ejaculações frequentes removem substâncias perigosas da próstata.

3 - Gripes e constipações
Menos sexo significa uma maior exposição aos germes. Mas por outro lado, o sexo enfraquece o sistema imunitário.

4 - Disfunção eréctil
Homens que não têm relações com frequência aumentam para o dobro a possibilidade de ter disfunção eréctil. O pénis é um músculo e isso diz tudo.

5 - Insegurança
A falta de sexo também mexe com a felicidade e insegurança. A falta de sexo pode afectar (e muito) a auto estima das pessoas. E num efeito bola de neve surgem muitos problemas associados à insegurança.

brexit: porque o medo não vence sempre

Não é a minha área e a minha opinião em relação ao badalado Brexit de pouco ou nada vale. Ao longo do dia tenho lido muitos comentários, sendo que quase todos são contra o Reino Unido e contra as pessoas que votaram a favor do adeus à União Europeia. É certo que não sei o que irá acontecer no futuro. Tal como não sabem as pessoas que dão palpites. Acredita-se nisto, acredita-se naquilo, defende-se isto e defende-se aquilo. O que irá acontecer só o futuro o dirá.

Aquilo que sei, porque é demasiado evidente, e que parece passar despercebido a muitas pessoas é que o medo e a intimidação nem sempre vencem. E a União Europeia aprendeu isso mesmo. Com isto não quero dizer que o voto foi (ou não) o melhor. Aquilo que está aos olhos de todos é que meter medo às pessoas não resultou neste caso. Foi uma estratégia que passou ao lado.

Por outro lado, os cidadãos deram um belo exemplo do uso da democracia. Votaram mais de 33 milhões de pessoas (num universo de 46,5). As pessoas não foram discutir política para o café do bairro. Não foram para a máquina do café do trabalho discutir o tema com o colega. Exerceram algo que por cá anda pelas ruas da amargura, que é o direito de voto. Por cá todas as pessoas andam nas redes sociais a debater o Brexit mas esquecem a política no momento de votar em Portugal.

paz à sua alma

Em tempos a minha mulher ofereceu-me um iPod shuffle. E este aparelho foi o meu parceiro de desporto ao longo de muitos anos. Foram quilómetros corridos a dois. Pesos levantados a dois. Até viagens feitas a dois. Praticamente andámos sempre juntos. Até que num destes dias quis voltar a correr ao som das duas músicas. Esteve um pouco à carga e ainda ouvi um pouco de uma música de Justin Timberlake. "Perfeito", pensei.

Tudo estava bem até ao momento em que saí de casa para iniciar a corrida. Voltei a ligar o iPod que não deu sinal de vida. Não havia Justin Timberlake nem outro artista qualquer. Os últimos dias foram passados a tentar reanimar o meu amigo que guarda horas e horas de música. Que não tenho como recuperar porque em tempos foi o computador que avariou e perdi a minha lista de músicas. Depois de muitas tentativas achei que hoje era hora de deixar o meu amigo partir. Até porque não consigo fazer mais nada. E chegou o momento de dar a triste notícia à minha mulher.

Eu - "Acho que o iPod morreu de vez", disse, com tristeza.

Ela - "Já tem muito tempo", referiu, para me animar.

Eu - "Estou a colocar 27 músicas no iPhone para ir correr", acrescentei. (Não gosto de correr sem música).

Eu - "Morreu ao som do Timberkale", disse.

Eu - "Se o iPod for uma ela aposto que morreu feliz", acrescentei.

Ela riu-se. Adeus iPod. Paz à sua alma.

coisas várias sobre ontem

Não tinha grandes expectativas em relação ao que seria o lançamento do meu livro ontem. E isso fez com que tudo soubesse muito melhor. Não tenho palavras para agradecer o amor, apoio e carinho de tantas pessoas que acabaram por encher o espaço do lançamento. A começar pelos meus pais, pela minha mulher, irmã, sobrinha e família. Foi bom olhar para pessoas que andaram comigo ao colo e que quiseram estar presentes neste dia. Para a família. Para vizinhos e amigos de uma vida. Para amigos com quem é uma honra trabalhar. Para outros que considero a família que escolhi. Para pessoas que me conhecem do blogue. E para tantos outros amigos que vieram de perto ou de longe mas que fizeram questão de estar comigo num dia especial.

Costumo dizer que a vida é feita de momentos e aquilo que vivi ontem ficará para sempre marcado no meu coração. Por isso, o meu obrigado a todos aqueles que estiveram presentes. Obrigado também aos que não puderam estar presentes mas que fizeram questão de me telefonar ou enviar mensagem a apoiar. Ao longo das últimas horas tenho lido e visto diversos momentos partilhados nas redes sociais e fico sem palavras para tantas demonstrações de carinho. É tudo bom demais para ser verdade. É algo que sabe mesmo muito bem. Sobretudo no mundo onde as demonstrações de carinho são cada vez mais raras e, em muitos casos, camufladas com um qualquer objectivo.

Ao longo das últimas horas diversas pessoas têm perguntado onde podem adquirir o livro. Neste momento ainda não tenho resposta para essa pergunta apesar de saber que estará disponível na livraria online da Chiado Editora e, em formato físico, em diversos espaços. Mas quem quiser ter um livro personalizado poderá entrar em contacto comigo que farei o possível para que isso aconteça. Basta que me enviem um email para homemsemblogue@gmail.com ou mensagem através da página de Facebook do blogue.

Por fim, existe também a possibilidade de fazer novas apresentações, como por exemplo, no Porto. Vamos ver o que acontece. Mais uma vez, obrigado a todos pelo carinho e pelo apoio. Vocês são mesmo os maiores!