24.3.17

será que bate certo?


Comigo funcionou. E já tenho aquela que considero ser uma explicação lógica para isto. E que na realidade até é bastante simples.

amor nas redes sociais

Há quem procure amor em todo o lado. E desde há muito que as redes sociais são um dos espaços onde as pessoas mais procuram o seu príncipe (ou princesa) encantado. Isto é algo que remonta ao tempo do chats de conversação onde todos tinham um nick e em que as conversações começavam quase sempre por "Oi. dd tc?"

O tempo foi passando e surgiram outras redes sociais onde a interacção permanece mas em que é possível descobrir muitos outros detalhes sobre as pessoas. A isto juntam-se as fotografias. Tudo ingredientes que adensam ainda mais o apetite de quem procura alguém numa rede social. O que não tem nada de errado. Aquilo que considero é que 90% das pessoas estão interessadas em sexo, relegando o amor para segundo plano.

O que faz com que não perceba a forma como algumas pessoas ainda estranham determinados comportamentos dos utilizadores das redes sociais. Especialmente quando estamos a falar de redes sociais viradas para a proximidade íntima e não para os sentimentos. As pessoas recorrem as fotos que nem sempre são suas, mentem em relação à vida e não só e dizem procurar coisas que realmente não querem. E isto tem um objectivo: sexo casual. Ou algo mais se o sexo até for bom.

Com isto não quero dizer que não existam histórias de amor que tenham nascido nas redes sociais. Duas almas gémeas que o mundo virtual juntou. Acredito nisto. Mas será sempre uma excepção. Será sempre uma percentagem pequena. A maioria, mesmo aqueles que fingem procurar o amor da sua vida, procura sexo, recorrendo a frases feitas e a clichés que apelam ao sentimento de alguém provavelmente mais vulnerável.

23.3.17

aníbal cavaco trump

"Nunca me engano e raramente tenho dúvidas" é uma frase que sempre ouvi como tendo sido proferida por Aníbal Cavaco Silva. A verdade é que o antigo Presidente da República refere que não se recorda de ter dito tais palavras e que até procurou as mesmas quando estava a preparar a sua biografia. Na apresentação da obra foi mais longe e confessou ter dúvidas. Agora é Donald Trump que, cheio de confiança, diz ter "tendência para estar certo". Se a frase realmente for sua é uma espécie de Aníbal Cavaco Trump. Se bem que os políticos, na sua generalidade, tendem a achar que estão sempre certos.

quem me explica a utilidade disto #58

Muitas coisas vão mudando com o tempo. Por exemplo, o corpo feminino considerado ideal (ou mais normal) já teve certas características que acabam por ir mudando com os tempos. Isto aos olhos da sociedade e de uma forma geral, sem que seja uma regra. E o mesmo se aplica a muitas outras coisas. Como é o caso da depilação feminina.

A depilação feminina já passou por diversas modas. Sendo que a famosa depilação brasileira é uma das mais populares, no que aos últimos tempos diz respeito. Mas, ao que parece, nem todas as mulheres são fãs deste tipo de depilação. O que é perfeitamente normal. Mas, parece que existem mulheres que experimentam a depilação brasileira e que imediatamente se arrependem.

São mulheres que não gostam do resultado final. Que ficam “devastadas” com o que estão a ver. E que aparentemente não aguentam esperar o tempo necessário para que tudo volte ao normal. E foi a pensar nestas mulheres que foi criado um produto específico que dá pelo nome de The Kitty Carpet.

O nome não deixa grande margem para imaginação. Trata-se de uma peruca íntima. E de acordo com a marca foi criada para as mulheres que se sentem embaraçadas após a depilação brasileira. E ainda para mulheres que vão à praia com a avó ou que vão filmar uma cena de nudez de um filme passado em 1920.


The Kitty Carpet está disponível em três cores: preto, dourado e cor-de-rosa. E tem um custo de aproximadamente 8,40 euros. Só falta mesmo saber qual a real utilidade disto. Por isso, quem me explica a utilidade disto?

simplesmente fantástico (para começar bem o dia)

22.3.17

quando reparamos num tique de alguém

Estou a rever a série Foi Assim que Aconteceu, uma das mais divertidas que vi ao longo dos últimos anos. Num dos últimos episódios que revi, Ted está muito contente com a nova namorada. Mas nenhum dos amigos gosta dela. E todos reparam naquilo que consideram um tique (ou defeito) irritante: fala muito.

Mas nenhum deles quer contar este pormenor a Ted porque quando o fizerem ele irá aperceber-se e irá perder o encanto pela rapariga. Algo que acaba por acontecer. Levando também a que os amigos cinco amigos comecem a partilhar os defeitos uns dos outros. E que passaram despercebidos a algumas pessoas. E isto é do mais real que existe.

Recordo-me de um professor da universidade que tinha um tique. No qual nunca tinha reparado. Até que numa aula fui alertado para esse tique que deixava os meus amigos a rir. Assim que me apercebi do mesmo fui incapaz de parar de rir sempre que esse tique era evidenciado pelo professor. Porque quando somos alertados para algo acabamos por ser incapazes de desligar dessa característica.

E isto, tal como foi revelado na série, acontece muito nos romances. Especialmente na fase inicial, o chamado momento cor-de-rosa da relação. Nesta fase só existem qualidades. Ninguém encontra um defeito nas outras pessoas. É tudo maravilhoso. O radar dos defeitos não capta nada. As coisas são perfeitas. A única forma de perceber algo é quando somos alertados por outras pessoas. E aí tudo muda...

Só existe uma excepção que resiste a este alerta. E isso diz respeito às pessoas de quem realmente gostamos. Nesses casos somos capazes de reparar nos tais tiques – e TODOS temos os nossos, mesmo as pessoas que dizem não ter nenhum – mas desvalorizamos os mesmos. E isto acontece com amigos mais próximos ou com pessoas com quem dividimos vida. Mas tem a sua piada a forma como encaramos um tique a partir do momento em que reparamos nele. Parece que domina a nossa atenção, mesmo contra a nossa vontade.

o medo começa a vencer

Acabo de ver imagens bastante fortes do atentado que aconteceu em Londres. São corpos estendidos, pernas partidas, poças de sangue e provavelmente uma pessoa morta. As imagens têm uma dureza que começa a ser comum. E depois recordei-me de 2001. Mais especificamente do dia 11 de Setembro. Nesse dia o mundo parou. Nesse dia as pessoas tiveram a possibilidade de assistir a um ataque terrorista em directo, sem filtros.

Passaram poucos anos. E os ataques terroristas começam a parecer um evento que ocorre ocasionalmente. Não é preciso esperar muito tempo para ver mais um ataque bárbaro. Por exemplo, hoje assinala-se um ano dos atentados ocorridos na Bélgica e que roubaram a vida a diversas pessoas. Há poucos dias foi morto um "terrorista" num aeroporto francês. Hoje é aquilo que se tem estado a ver em directo na televisão.

E tudo isto com poucos anos de diferença. Continuo a defender que o medo não pode triunfar. Que a vitória passa por não deixar que medo mude a vida das pessoas. Que não faça com que certas pessoas passem a olhar de lado para outras, colocando todos no mesmo saco. Mas acredito que isto será cada vez mais complicado. Pois à velocidade que os atentados surgem, e em locais que as pessoas reconhecem como seus e bastante próximos, o medo vai ser cada vez maior.