16.12.17

jantares de natal

Nunca percebi aquela obrigatoriedade de participar em vários jantares de Natal. É o dos amigos, é o dos colegas, é o dos conhecidos com quem só se fala nesse jantar, é com pessoas que nem se conhece bem e por aí fora. E parece mal se a pessoa diz "não" a algum convite.

Olho para os jantares de Natal da mesma forma que olho para os presentes. Faz sentido, tudo bem! Apenas porque sim, tudo mal. E não tenho problema nenhum em recusar convites. Porque acho mais lógico do que marcar presença num jantar com quem raramente falo. Só porque é Natal.

Até porque isso retira o encanto que deve ter um jantar de Natal. Ou um convívio de amigos. Coisas forçadas nunca deram bom resultado. E presentes e jantares natalícios não são excepção.

13.12.17

será que o jornalismo não serve mesmo para nada?

Muitas pessoas defendem que o jornalismo não serve para nada. Que só existem maus jornalistas, que estão todos comprados, que isto e aquilo. Até que surgem reportagens como aquela que Ana Leal fez sobre a Raríssimas.

Fica a questão: será que as pessoas sabiam o que acontecia na associação sem o jornalismo? Afinal... faz falta. É sempre fará. E só quando deixar de existir é que as pessoas vão perceber a falta que faz.

Se não fosse o jornalismo, muitas coisas continuariam escondidas. E a ser feitas sem que as pessoas se apercebessem. O jornalismo é mesmo muito importante para todos. Mesmo para os que falam mal dele. 

10.12.17

vergonha do triunfo do mal ou raríssimas

Vi atentamente a reportagem da Ana Leal sobre a gestão que Paula Brito e Costa faz da Raríssimas, uma associação que sobrevive de verbas do Estado e de donativos. E senti vergonha do primeiro ao último segundo da reportagem.

Não fico surpreendido com esta realidade. Até porque certamente que este não é o único caso. Aquilo que me espanta é a forma como isto ainda é possível. Como é que as pessoas não falam. Como é que se pode permitir que estas associações tenham liberdade para que seja fácil pessoas como estas fazerem o que fazem.

É por isto que as pessoas são cada vez mais desconfiadas. Já não sabem se devem ajudar porque não sabem qual o destino do dinheiro que doam. E neste caso serve para pagar gambas, vestidos de luxo, carros caros e ordenados de familiares.

Lamento pela Raríssimas (e não confundo pessoas com causas), de quem depende da associação é de quem precisa dela. Espero uma resposta breve de quem manda. E espero que sirva de exemplo para que nada disto volte a acontecer.

9.12.17

guloso: ser ou não ser?

Percebes que não és guloso quando encontras doces em casa que a validade acabou em 2015. E outros em 2016. 

5.12.17

falta de cultura musical

Gosto de música. Não sou fanático por nenhuma banda ou género, mas adoro música. Gosto de ouvir de tudo um pouco e gosto de acreditar que faço parte de uma geração que foi brindada com grandes bandas e excelentes trabalhos. A isto junta-se a cultura musical que bebi de pessoas mais velhas do que eu.

Um fenómeno que creio está cada vez mais perto do fim. Assusta-me que no futuro as referências musicais dos adultos (hoje jovens) sejam os grupos de qualidade duvidosa que estão em todo o lado. Artistas que não o são. Mas que os jovens adoram.

Será triste ter uma geração adulta que não saberá quem foi um Frank Sinatra. Só para dar um exemplo. E podia passar horas a falar de grandes nomes. E até posso ir buscar projectos mais recentes que muitos jovens hoje desconhecem.

A cultura musical não dita o futuro da maioria das pessoas. Mas entristece-me saber que grandes nomes não vão passar de um simples tema de conversa entre um grupo específico de pessoas que ainda os mantêm vivos.

4.12.17

pais, isto é normal?

Nota prévia. Adoro crianças. E desde que nasceu que estou habituado a ter a minha sobrinha em casa. Mas não considero normal que pais incentivem uma criança a saltar em casa como se estivesse numa qualquer cama elástica. O barulho é tal que parece que a criança está a dar cabeçadas na parede. Isto enquanto os pais gritam de alegria.

Compreendo barulho em datas específicas como aniversários, Natal, Passagem de Ano e por aí. De resto, não compreendo os motivos que levam pais a incentivar um comportamento nada adequado para quem vive em sociedade. E com vizinhos por baixo (que não é o meu caso e o barulho era bastante inconveniente).

As crianças devem brincar. Mas também devem saber o que podem fazer. Onde podem fazer e a que horas podem fazer. Esta é a minha ideia. E o barulho continua, como se fossem os únicos do prédio.