12.2.16

como arranjar motivação?

Hoje é noite de clássico. Às 20h30 tem início no Estádio da Luz o jogo que opõe o Benfica ao Porto. Antes de dar continuidade ao texto deixo uma pequena nota. Não digam (e muitas pessoas ainda o fazem) que este jogo é um dérbi, porque não é. Um dérbi é um Benfica – Sporting, um Porto – Boavista ou um Benfica – Belenenses, apenas para dar alguns exemplos. Ou seja, um dérbi é entre equipas das mesma zona geográfica. Um clássico é entre clubes rivais cujos confrontos têm uma certa tradição, como é o caso do jogo de hoje.

Neste momento o Benfica vive a sua melhor fase, ao contrário do Porto que atravessa um momento conturbado e isto leva a que muitas pessoas questionem como é que José Peseiro irá motivar os jogadores para este encontro. Mas esta é uma não pergunta pelo simples facto de que o treinador, seja ele qual for, nada tem que dizer para motivar os jogadores para um encontro desta magnitude. Podem ser utilizados vídeos motivacionais, palestras intensas e muitas outras coisas mas neste jogo isso não faz grande diferença.

Nas bancadas vão estar 65 mil pessoas. O País vai “parar” para ver o jogo. É um dos jogos mais mediáticos do nosso campeonato e nem lá fora passa despercebido. E estes jogos, por si só, chegam para motivar qualquer atleta, independentemente do momento positivo de uma equipa e negativo de outra. A motivação dos jogadores, assim que o árbitro dá início ao jogo, supera os números da tabela classificativa, os pontos de diferença e os últimos resultados. Só importa aquele jogo e cada um dos lances que vão ser disputados como sendo o último. Por isso a motivação surge de forma natural nestes jogos.

O grande desafio de treinadores de clubes como Benfica, Porto ou Sporting é motivar os jogadores quando vão jogar contra clubes mais modestos, com equipas muito fechadas na defesa e que pouco ou nada estão importadas em dividir o jogo. Aqui sim, é mais complicado motivar um atleta. E esta motivação dependerá sempre do atleta em si e também do trabalho do treinador e da equipa técnica que trabalha com o líder da equipa. Neste tipo de jogos podem entrar outros factores que podem fazer a diferença na motivação. Num jogo como o de hoje basta revelar o onze titular e a motivação surge por si mesma.

e se o divórcio fosse tão divertido como o casamento?



A frase do vídeo é... “Agora é torcer para ela não se casar com algum merda parecido”. E se conseguisse parar de rir escrevia mais coisas sobre este vídeo.

o dia em que fui convidado para ser dj numa festa*


* Não sou a pessoa do vídeo nem sei quem é o autor desta paródia mas este é um dos melhores DJs que vi nos últimos tempos. Genial!

11.2.16

tem vergonha e tapa as pernas ò gorda!

Já perdi conta ao número de textos que partilhei no blogue e que andam em torno dos ideais de beleza feminina, ou melhor, daquilo que é um corpo perfeito. Uns puxam pelas mulheres magras e com corpos atléticos. Outros puxam pelas mulheres com “gordurinhas” e “reais”. Uns atacam as magricelas e montes de ossos. Outros ofendem as gordas e potes de banha. Uns querem mulheres magras nas publicidades e capas de revistas. Outros querem mulheres reais, com curvas. E nunca ninguém está satisfeito.

Acredito que todos os temas que envolvem mulheres, especialmente beleza e tipos de corpos, nunca vão levar a nenhum consenso. E ainda bem que assim é. Caso contrário todos gostariam das mesmas mulheres. E todas as mulheres acabariam por tender a ser bastante semelhantes. E isto retirava mais de metade da piada que o mundo tem. Aquilo que não percebo é a necessidade de ofender as pessoas que são diferentes daquilo que se aprecia. Se gosto de mulheres magras não tenho de ofender as que têm um corpo diferente. E, por exemplo, gostar de mulheres magras não deve levar a que se odeie o destaque dado a uma mulher com um corpo diferente.


Esta fotografia é de Ashley Graham, uma famosa modelo plus size, de 28 anos, que se pode orgulhar de ser a primeira modelo plus size a aparecer na capa da não menos famosa revista Sports Illustrated. Ashley Graham, que veste o 44, está a ser notícia em todo o mundo devido ao facto de ser a primeira manequim plus size a aparecer de fato de banho na capa da revista. “É oficial. Sou uma modelo da SI Swimsuit. É um sonho tornado realidade. Obrigada a todos os que defenderam as curvas”, partilhou nas redes sociais.

Já conhecia Ashley Graham. Considero que é uma mulher bonita e sensual. Mas nada disto importa. Porque se achasse que era feia e que não tinha qualquer sensualidade não iria ficar revoltado ao vê-la na capa da revista. Iria sempre apreciar a diversidade em relação às capas anteriores porque isso é sempre de salutar, sobretudo numa altura em que se discute muito aquilo que é uma mulher “real” e a importância da imagem na vida de tantas mulheres.

E talvez seja este modo de pensar que me leva a não perceber o motivo pelo qual as pessoas optam por ofender Ashley Graham em vez de enaltecer, mesmo não apreciando a sua beleza nem o seu corpo, o facto de ser a primeira manequim plus size a aparecer na capa da publicação. Ainda fico espantado com a quantidade de pessoas que lhe chamam gorda, que dizem que deveria ter vergonha de mostrar as pernas, que a comparam com um presunto ou mesmo as pessoas que acham bem combater a anorexia mas que acham melhor deixar as “gordas” fora desta guerra.

É certo que nunca haverá consenso em torno em torno da beleza feminina. Mas, tal como ter uma manequim magra não significa que todas as mulheres devam ser assim, ter uma mulher considera plus size numa capa de uma revista não quer dizer que todas as mulheres devam ser iguais a Ashley Graham. Significa apenas que existem mulheres diferentes e que todas podem aparecer em publicidades e capas de revista. Mas a verdade é que existe sempre a crítica e a ofensa, quer a mulher seja magra, gorda, alta, baixa e por aí fora.

o outro lado...

No blogue já dei conta do meu apreço pele versão norte-americana de Shark Tank. Trata-se de um programa que está no grupo dos meus favoritos. É daqueles programas que até consigo rever vezes sem conta como se estivesse a ver o episódio pela primeira vez. Gosto das ideias que se apresentam. Das dicas que são dadas aos concorrentes. Acho que é uma espécie de escola para quem ambiciona vir a ter um negócio.

Apesar de olhar para Shark Tank como um programa de televisão não esqueço que os “tubarões” estão lá para ganhar dinheiro e que os empresários procuram igualmente ganhar dinheiro com os seus negócios. Não ignoro algumas histórias pessoais emocionantes mas elogio também a postura de Kevin (que já vi chorar) para quem os números são mais importantes do que a história. Para mim é uma reunião de negócios que está a ser gravada.

Ao longo dos programas já vi “tubarões” gastarem milhões em apenas um negócio como já os vi gastar centenas ou dezenas de milhares de dólares em negócios mais pequenos. Mas a história fica quase sempre por ali, pela tristeza de quem não fechou negócio ou pela alegria de quem conseguiu aquilo que tanto desejava. Tirando isto existem apenas os updates de algumas histórias de sucesso e um ou outro programa especial dedicado aos negócios de sucesso e aqueles que não foram fechados.

Mas agora está a ser exibido, igualmente na Sic Radical, Beyond the Tank, um programa centrado apenas naquilo que acontece após a assinatura (ou não do contrato). E considero que é tão bom como o próprio Shark Tank pois dá a conhecer os problemas de empresários que tiveram sucesso, que ainda têm ou cujos negócios estão em queda, mesmo com o apoio dos “tubarões”. E é possível aprender muito com este programa que dá a conhecer o envolvimento dos “tubarões” nos negócios em que investem.

Numa era de reality shows é bom ter a oportunidade de escolher ver programas com a qualidade destes. Só lamento, apesar de compreender perfeitamente, que a versão portuguesa nunca consiga ter a dimensão daquilo que se observa nos Estados Unidos. Para quem anda à procura de um bom programa para ver na televisão aconselho Beyond the Tank.

não, não sou o único

Antes de criar o perfil de instagram do blogue já tinha o meu pessoal mas a partir do momento em que comecei a dar mais uso ao do blogue acabei por deixar de usar o meu pessoal. Não por falta de vontade mas pelo trabalho que dava. E quando me refiro a trabalho não tem a ver apenas com log out e log in. Recordo-me, por exemplo, de uma foto do instagram do blogue acabar partilhada na minha página de facebook pessoal, entre outros problemas. Também experimentei utilizar o instagram no telemóvel da minha mulher e após o uso, e já com a sua conta, a minha mulher recebia notificações relacionadas com as minhas imagens.

Tudo isto fez com que o meu instagram pessoal fosse ficando esquecido, chegando a estar mais de cinquenta semanas sem partilhar qualquer imagem. Acredito que este problema seja comum a todas as pessoas que têm mais do que uma conta nesta rede social. Por isso, foi com alegria que percebi que esta falha foi finalmente corrigida pelo instagram que agora permite que cada utilizador tenha cinco contas associadas. Além da fácil e rápida associação destaco a facilidade com que se muda de conta e também a forma fácil como se partilham as imagens, reduzindo o risco de uma partilha ser feita na conta errada.

E se não era o único com este problema, que me levou a esquecer uma conta, também não serei o único a ficar feliz com esta simples alteração que faz do instagram uma aplicação ainda mais apelativa, sobretudo para quem necessita/quer/gosta de separar a conta pessoal da conta do seu negócio, da profissional ou mesmo da de um simples blogue, como é o meu caso. Por isso, já partilhei mais fotos no meu instagram pessoal desde ontem do que ao longo do último ano.

o topless de angelina jolie

Gostando ou não daquilo que Angelina Jolie é enquanto pessoa (e gosto) ninguém pode ficar indiferente aquilo que a actriz tem feito ao longo dos tempos. Esquecendo a carreira centro-me nas causa humanitárias que abraça e também naquilo que tem feito dentro do universo feminino, ajudando a derrubar diversas barreiras como por exemplo no que ao cancro diz respeito.

A actriz falou sem qualquer problema sobre a dupla mastectomia a que foi submetida em 2013 por ser portadora do gene que aumenta a possibilidade de vir a ter cancro da mama, doença que matou a sua mãe. Mais tarde acabou por retirar também os ovários e as trompas de Falópio pelo mesmo motivo.

Agora, e num filme – By the Sea - seu e em que volta a trabalhar com o marido, Brad Pitt, Angelina Jolie decidiu mostrar as mamas em algumas cenas. E se costuma falar de tudo sem qualquer problema, o topless no filme não foge dessa registo. “Passou pela minha cabeça cortar certas coisas. Mas senti que se o fizesse seria errado”, disse. “Isso seria esconder algo e não acredito nisso”, acrescentou Angelina Jolie.


Como referi, acredito que Angelina Jolie derrubou muitas barreiras ao abordar as operações que decidiu fazer (e que lhe valeram algumas críticas). E se aplaudo essa atitude, aplaudo igualmente a decisão de mostrar as mamas no filme. Podia ser apenas mais uma mulher despida num filme de Hollywood mas é muito mais do que isso. Vejo nesta nudez uma mensagem para o universo feminino. Uma mensagem de confiança e o exemplo de que é possível manter a sensualidade depois de viver uma situação tão dramática. Caso tivesse optado por não mostrar acredito que muitas pessoas acabariam por ver nessa decisão a mensagem oposta, o tal esconder que a actriz não quis. Por isso, os meus parabéns a Angelina Jolie e às barreiras que vai ajudando a derrubar.