26.8.16

o dia em que me voltei a apaixonar

A minha mulher enviou-me um email com uma história muito engraçada. E sei o motivo pelo qual o fez. Foi porque em tempos aconteceu algo semelhante comigo. Mas antes de falar da história vou fazer uma espécie de nota prévia sobre a mesma. Isto para dizer que acredito, sem grandes dúvidas, que mulheres e homens comprometidos olham para outras pessoas. Ou seja, uma mulher olha e sabe apreciar um homem. Tal como um homem faz o mesmo. E isto não tem qualquer maldade. É algo normal que acontece com todas as pessoas. A diferença é que algumas pessoas não o negam enquanto outras mentem.

Depois disto posso ir à história que se passou comigo. Num certo dia, mais especificamente numa manhã, se a memória não me falha, estava chateado. E antes de seguir para Lisboa, como normalmente faço, fui a um posto de combustível. Onde não tenho o hábito de ir. E que costuma ter muito movimento, o que faz com que passe algum tempo na fila, à espera da minha vez. Enquanto pensava naquilo que me inquietava, dei por mim a olhar para todo o lado. Num daqueles momentos em que se olha para todo o lado sem ver nada. Parece que a pessoa está perdida e que os olhos vagueiam sem destino.

Até que uma mulher chamou a minha atenção. No meio da pouca beleza estética de um posto de combustível lá estava ela. A sua elegância parecia uma miragem entre carros que aguardam pela vez para abastecer. Notei que era alta, tendo em conta a altura média da mulher portuguesa. Recordo-me que era muito elegante. Com uns cabelos bem tratados. Era uma daquelas raras mulheres que captam a atenção de quaisquer olhos. Mesmo os meus, que naquele momento olhavam para todo o lado sem olhar para lado nenhum.

Quando os meus olhos se cruzaram com aquela mulher acabaram por acordar. E assumo que admirei aquela mulher com toda a subtileza possível, até porque estávamos consideravelmente afastados. Lá estava eu à espera da minha vez, enquanto aquela mulher, que captara a minha atenção, estava pronta para abastecer a sua viatura. E foi então que reparei no carro, isto quando ela mudou de lado para abastecer. Que era parecido com o da minha mulher. A mesma marca. O mesmo modelo. E a mesma cor.

Foi então que olhei com atenção para a matrícula. E foi nesse instante que percebi que era o carro da minha mulher. E que a mulher que tinha captado a minha atenção, fazendo com que esquecesse os problemas que me aborreciam, era a minha mulher. A mulher que amo. Que não era suposto encontrar naquela bomba. Muito menos aquela hora. Ri-me. Não lhe disse nada. E fiquei ali, no carro, a olhar para ela. Sem lhe dizer nada e na esperança de que não me visse. E aproveitei aquele momento ao máximo. Ainda mais do que a primeira vez em que a vi, porque nessa altura esteve poucos segundos no meu campo de visão.

Só no final desse dia é que lhe disse, entre risos, o que tinha acontecido. É que disse que tinha estado a olhar para uma mulher, acabando por perceber, momentos depois, que era ela. E foi nesse dia, como felizmente acontece em tantos outros, que me apaixonei novamente por ela. Percebi o motivo pelo qual aquela mulher tinha tido o poder suficiente para fazer acordar o meu olhar que andava a vaguear pelo campo de visão. E foi com um orgulho do tamanho do mundo (e alguma vaidade) que percebi que a mulher que estava a captar a minha atenção era a minha mulher. Obrigado por me fazeres recordar isto hoje.

alerta! homens, tenham muito cuidado quando cozinham para elas

Gosto de acreditar que a grande maioria dos homens gosta de fazer, nem que seja apenas uma vez, um brilharete na cozinha, destino à mulher que ama. Com mais ou menos jeito, acredito que todos gostam de surpreender quem amam com uma refeição confeccionada por si. Tal como acredito que a maioria das mulheres gosta de ser surpreendida ao chegar a casa e reparar que ele esmerou-se para confeccionar um jantar para dois. E mesmo que o resultado final não seja o melhor, elas acabam por gostar do gesto.

Mas tenho de deixar aqui um alerta para todos os homens que estão a pensar confeccionar um jantar para a mulher. Ou que estejam a pensar comprar os ingredientes necessários para que a mulher prepare a refeição. É que pode acabar tudo à paulada e com um desfecho trágico: a morte do homem. Algo que aconteceu em Moçambique. E não, não é uma piada. É mesmo uma história trágica que começou com um jantar e terminou com a morte do homem. Tudo começou quando o homem foi comprar peixe para o jantar. Até aqui tudo bem. O homem voltou a casa com o peixe. Mas a mulher queria mais. Queria óleo de cozinha, tomate e cebola. A falta destes ingredientes gerou uma discussão. A mulher pegou num pau e matou o marido à paulada.

boas broas

No ano passado já tinha dado destaque a um vídeo promocional da Festa da Broa. Este ano volta a surgir um vídeo que está a fazer bastante sucesso nas redes sociais. Desta vez é uma "padeira sexy" que dá a conhecer os segredos para que se faça uma boa broa de Avintes. Já agora, a 29ª edição da Festa da Broa começa hoje e prolonga-se até 4 de Setembro.



25.8.16

parabéns. gosto muito de ti

Parabéns à melhor irmã do mundo (a minha). Hoje és tu quem recebe presentes mas obrigado pelo melhor presente da minha vida, a sobrinha mais espectacular do mundo. Que está agora tatuada em ti.

violência (brutal e absurda) entre adolescentes

A troca de agressões (que ainda tem muitos detalhes por revelar) ocorrida em Ponte de Sor trouxe para a praça pública a violência, muitas vezes brutal e absurda, entre adolescentes. Um dos gémeos iraquianos disse que era uma situação muito comum. Esta opinião chocou muitas pessoas. Mas a verdade é que é mais comum do que as pessoas acreditam.

A diferença para o ocorrido no Alentejo é que dois dos protagonistas são filhos de um embaixador e, infelizmente, um jovem acabou internado no hospital em muito mau estado. Mas desenganem-se aqueles que pensam que isto raramente ocorre. Porque acontece. E muitas vezes. Só que quase sempre os protagonistas são jovens anónimos cujas rixas nunca vão ter tempo de antena na comunicação social.

E para ilustrar o que digo, dou a conhecer um caso recente e igualmente muito chocante. Este ocorrido na Rússia. Uma adolescente, de nome Kristina, de apenas 13 anos, foi espancada por um grupo de seis raparigas (estavam presentes também dois rapazes). Além dos murros e dos pontapés, Kristina foi obrigada a humilhar-se em frente à câmara que registava o momento. Isto tudo porquê? Porque espalhou o boato de que uma colega tinha dormido com o padrasto. Deixo aqui uma imagem retirada do vídeo. Quem quiser ver o mesmo (é forte) pode fazê-lo aqui.


Aconteceu em Portugal. Aconteceu na Rússia. E acontece em todo o lado. E, por mais que algumas pessoas tenham dificuldade em aceitar esta realidade, acontece mais vezes do que as pessoas julgam. Pode não ser o “prato do dia” mas é comum. A diferença está no mediatismo de alguns casos. No interesse que suscitam para a comunicação social. Apenas isso. Nada mais.

o dia em que corri nu com um dildo porque estava bêbado

E tu? O que fizeste?