25.10.14

the late late night show with hsb #33



Because your kiss is on my list of the best things in life. Because your kiss I can't resist. Because your kiss is what I miss when I turn off the light.

24.10.14

pensamento da semana #27


A vida consegue ser muito simples. Com poucas regras indispensáveis. E que nem são assim tão difíceis de seguir. As pessoas é que se preocupam com outras coisas e acabam por esquecer aquilo que é básico. Esta frase não é mais do que, numa forma ligeiramente diferente, uma questão que cada pessoa deve colocar antes de tomar uma decisão. Qual o impacto desta acção no meu futuro?

parece mentira mas é verdade

Gosto de passar os olhos pelos comentários deixados nos mais diversos sites da especialidade, onde várias pessoas explicam como foram as suas férias. Dizem o que correu bem (num número menor porque a maioria das pessoas só o faz quando é para falar mal) e/ou o que correu mal. Depois, recomendam ou alertam e afugentam os eventuais interessados. E aquilo que para muitas pessoas não passa de um comentário é, para muitas outras, um factor decisivo na escolha. Segundo sei, os comentários conseguem, em alguns casos, ser mais valorizados do que o valor a pagar.

As pessoas são livres de dizer aquilo que pensam. De partilhar algo que consideram errado. Mas, existe muito boa gente que deveria perder alguns segundos a pensar na crítica que será partilhada com o mundo. O jornal Telegraph deu-se ao trabalho de compilar um grupo de reclamações turísticas que são, no mínimo, caricatas. E que aqui partilho.

Um casal, que esteve de férias numa reserva em África, considerou inadequado ver um elefante excitado. De acordo com a reclamação, foi algo que estragou a lua-de-mel.

Uma mulher quis chamar a polícia porque foi impedida pelos funcionários de entrar num quarto de hotel. Na realidade confundiu uma placa onde se lia “não incomodar” com um aviso para não entrar.

“O topless devia ser proibido na praia. O meu marido queria relaxar e acabou distraído”, foi a reclamação de uma mulher.

“A sopa estava muito grossa e forte”, foi a reclamação de um turista na Austrália. Que já tinha sido avisado que estava a comer molho em vez de sopa.

“A praia tinha muita areia”, foi mais uma reclamação.

“Ninguém disse que a água tinha peixes. Os miúdos ficaram apavorados”, é mais uma.

Um casal de noivos reservou um quarto com camas individuais. Sendo um casal de noivos, foi-lhes dada uma suite com cama de casal. Ela acabou grávida e acusaram o hotel. Se tivessem ficado em camas separadas ela não engravidava, defendem.

“Adquirimos bilhetes para um parque aquático mas ninguém nos disse que era necessária roupa de banho e toalhas”, é mais uma reclamação.

“Tivemos de estar na fila, do lado de fora, e não havia ar condicionado”, é mais uma.

“Fui picado por um mosquito. Ninguém avisou que picavam”, também é uma reclamação real.

“Acho preguiçoso que fechem as lojas à tarde em Puerto Vallarta pois às vezes apetece-me comprar coisas durante a siesta, que devia ser banida”, é mais uma.

“Fiquei indignada na minha viagem a Goa, na Índia, pois quase todos os restaurantes serviam caril e detesto comida picante”, também consta na lista.

“A areia da praia não é igual à da brochura. Essa era mais branca e esta mais amarela”, queixou-se um turista.

“Disseram que a cozinha estava totalmente equipada mas não tinha um fatiador de ovos”, é outra reclamação.

“Fomos de férias para Espanha e tivemos problemas com os taxistas pois eram todos espanhóis”, foi a queixa.

“As estradas eram irregulares e esburacadas, o que impediu que se pudesse ler o guia turístico durante a viagem até ao resort. Por causa disto não soubemos de várias coisas que teriam tornado as férias mais divertidas”, é uma reclamação.

“O voo da Jamaica para Inglaterra demorou nove horas. Os norte-americanos só precisam de três. Isto é injusto”, foi o motivo da indignação.

“Comparámos o tamanho do nosso quarto, de uma cama, com o de uma família amiga, que tinha três camas e o nosso era significativamente mais pequeno”, foi a queixa.

“Na brochura dizia que não havia cabeleireiras no resort. Somos cabeleireiras e achamos que nos fizeram esperar mais tempo por causa disso”, é mais uma reclamação.

Parece mentira. Parece uma brincadeira. Mas são reclamações reais.

ufa! estou safo! e é às 20

Como um homem prevenido vale por dois, já tenho o álbum homónimo da Banda do Mar. Já sei a letra de Mais Ninguém. E também tenho andado a treinar alguns dos passos de dança que podem ser visto no videoclip do tema. Isto porque tinha prometido à minha mulher que cantava e dançava esta música caso ninguém marcasse presença no primeiro jantar do blogue, um desafio que me foi feito pela ezimute, que detém a Table and Friends.

Este apontamento musical era desconhecido de quem me convidou. Só ficaram a par do mesmo quando publiquei o texto do jantar. Até que me enviaram um email que se tornou num verdadeiro alívio (para mim). Fui informado de que, neste momento, já existem nove reservas. O que me levou a suspirar de alívio porque posso esquecer a música e a cantoria.

Entretanto, aproveito para divulgar a página do jantar (e aqui também) que já foi criada. E acrescento também que o jantar será às 20 horas, algo que ainda não tinha dito. Não posso deixar de agradecer a estas nove pessoas que me salvaram de um momento assustador, digno de um qualquer filme de terror que ninguém deseja ver. 

esconder ou partilhar?

Existem diversos caminhos para o sucesso. E neste caso, sucesso pode ser substituído por uma dieta bem sucedida ou por um treino físico que nos leva a ter um corpo mais saudável. Isto apenas para dar dois exemplos. Porque a verdade é que isto se aplica praticamente a quase tudo na vida. Desde as coisas mais básicas como quando nos perguntam onde comprámos algo até coisas mais complexas e de maior empenho, como os dois primeiros exemplos que referi.

Perante o tal sucesso, por norma existem duas atitudes. Uma passa por partilhar o caminho até ao tal sucesso. O outro passa por esconder os ingredientes que fazem com que um caminho seja trilhado de forma triunfante. Pessoalmente, aceito e percebo que apenas duas pessoas no mundo tenham acesso à receita da Coca-Cola e que até estejam proibidas de viajar no mesmo avião. Mas, para mim, o que quer que seja que vá muito para além de coisas deste género não faz sentido para mim. Porque considero que certas partilhas são úteis. Não esquecendo a ressalva de que cada caso é um caso.

Não percebo aquelas pessoas que não dizem onde compraram algo porque não querem que mais ninguém compre. Por exemplo, se estas pessoas tivessem um negócio, não iam gostar da partilha e da publicidade boca a boca? Tal como não compreendo aquelas pessoas que não partilham as informações mais básicas de uma alimentação saudável ou um treino físico de sucesso, apenas para dar dois exemplos. O que ganham em esconder estas informações? São menos saudáveis ou ficam numa forma física pior se partilharem algumas dicas?

Além disso, quando existem questões, tento sempre colocar-me dos dois lados. Ou seja, coloco-me no papel de quem pergunta e também no de quem responde. E facilmente percebo que, caso fosse eu a perguntar, gostaria que me dessem, no mínimo, algumas dicas sobre o tema em questão. Por isso, não percebo quem se coloca no papel daquelas duas únicas pessoas que têm acesso à receita da Coca-Cola. Até porque Coca-Cola só existe uma. Por mais pessoas que pensem que são a última lata disponível no mercado. 

23.10.14

23h23 do dia 23

Gosto do dia 23. Seja ele qual for. Não tem de ser o nosso dia, no nosso mês. Pode ser o número de uma porta. Uma hora. Minutos. Ou até segundos. Podem ser quilómetros no carro. Ou um preço de um qualquer artigo. Até pode ser o número na minha camisola quando jogo futebol. Não interessa o que significa. É o 23. O nosso 23. Neste preciso momento são 23 horas e 23 minutos do dia 23, neste caso de Outubro. Já te disse que gosto do número 23? Mas gosto muito mais de ti.

(des)encontros (capítulo dois)


Já passava das nove da manhã quando João chegou a casa. Sozinho, ainda foi à pastelaria perto de sua casa. Hesitou entre tentar pedir um gin, porque lhe apetecia e sentia que ainda estava na noite anterior. Mas, vendo que todos os clientes estavam entregues a cafés, torradas, meias de leite e bolos, acabou por perceber que o melhor era não destoar. Já sentado, com uma bola de berlim e uma Coca-Cola à sua frente, não parava de pensar em Sophia. Porém, sentia que todos olhavam para si, o que o deixava com várias dúvidas. Estaria com um aspecto tão desleixado, que facilmente se percebia que não tinha ido à cama? Ou seria o bolo e a Coca-Cola, o pequeno almoço típico de quem está de ressaca, que o denunciavam? O que é certo é que pouco se importava pois só conseguia pensar em Sophia e no beijo que tinham trocado.  “Como é que a volto a ver?”, era a pergunta a que tentava dar resposta. Sem sucesso.

Em pouco tempo já sacudia o açúcar da boca. E abanava a lata de Coca-Cola na esperança de que caíssem mais umas quantas gotas no seu copo. Perante a quantidade de álcool que tinha bebido, nada lhe sabia melhor do que aquelas duas coisas combinadas. Minutos mais tarde entrava em casa, sendo recebido por Bauer que ansiava por um passeio matinal. “Estou de rastos”, disse ao cão que olhava para ele com um aparente ar de reprovação por lhe ter dito que ia demorar poucas horas. Mesmo estafado, ainda decidiu passear Bauer. “Vamos à rua?”, disse-lhe, provocando uma onda de euforia no buldogue francês. Enquanto estava na rua continuava a tentar responder à pergunta que o inquietava. Sempre sem sucesso. Até que percebeu que o seu estado não lhe permitia ter o discernimento necessário para pensar no que quer que fosse. Aliás, passear Bauer já era uma feito digno de registo.

Mesmo assim, ainda teve a frescura necessária para levar consigo um saco de plástico com que apanhou as fezes de Bauer. Sendo um acérrimo defensor das ruas limpas, não havia bebedeira que o fizesse esquecer as coisas que mais defendia. Voltaram a casa. E, até chegar à cama foi deixando um rasto de roupa. Perto da porta, a camisa. Depois, peça a peça até à cama, onde se deitou apenas com as meias calçadas. Já passavam das cinco da tarde quando acordou. A bola de berlim e a Coca-Cola impediram que a ressaca fosse maior. Mesmo assim, e quando percebeu que estava apenas de meias e que tinha um rasto de roupa à porta do quarto não evitou esboçar um sorriso enquanto esfregava a cara, dizendo em voz alta “estavas bonito ontem”. Seguiu-se um duche e uma mensagem para os restantes guerreiros – era assim que se chamavam quando aguentavam uma noite de copos – da noite anterior a marcar uma hora para estar no café.

Depois do banho, e já vestido, foi à cozinha e abriu o frigorífico onde nada tinha para comer. Andava para fazer compras há dias mas ia sempre adiando. Foi à dispensa onde tinha um frasco de Nutella e duas tabletes de chocolate. “Escolha difícil”, disse, olhando para as possibilidades. Optou pelo frasco de Nutella, que abriu e onde colocou o dedo, que levou à boca cheio de chocolate. Voltou a repetir o gesto mais duas vezes antes de ser consumido pelo peso na consciência. Depois, levou as mãos aos bolsos das calças acabando por encontrar uma nota de dez euros num dos bolsos. O dinheiro foi o mote para seguir para o café, onde comeu uma tosta mista com manteiga, que dispensa quando não está de ressaca, e um sumo natural duplo de laranja, aquilo que considera o segundo take de uma alimentação típica de quem está de ressaca, por mais fraca que seja. Voltou a casa. Ainda se deixou dormir no sofá antes de ir para o café onde se ia encontrar com os amigos.

Ainda ia a andar para a mesa quando ouviu os primeiros comentários. “Bela noite ontem. Desapareceste com a miúda”, disse Revez. “Chama-se Sophia e só estivemos à conversa”, respondeu. “Olha o menino. Já a defende e trata pelo nome. Isto é sério. É amor”, acrescentou Duque, provocando uma gargalhada geral. Até João não evitou sorrir. “Lembro-me de poucas coisas. Sei que ela me beijou mas depois arrependeu-se”, confessou João. “E pouco mais me lembro. Sei que houve uma altura em que lhe perguntei o apelido pois sabia que assim era mais fácil encontra-la mas estava tão mal que nem me lembro do que ela disse. Aliás, ela estava como eu e também não se percebia bem o que dizia”, gracejou. “Agora é aquele momento tipo Ressaca em que vamos aos bolsos à procura de coisas que nos relembrem da noite anterior”, disse João. “Mas eu nem tenho a roupa de ontem e não me recordo de ter colocado o que quer que seja no bolso”, referiu Timóteo. “Puto, estava a brincar. Era para ver se alguém se lembra de algo que me possa ajudar pois gostava de rever a Sophia e lembro-me de que me disse que ia estar mais uns dias em Portugal”, explicou João. “Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Mas não me lembro de nada”, disse Timóteo. “Sei que uma delas me disse o nome do hotel onde estavam mas não me recordo”, revelou Duque. “Não me recordo de nada. Acho que era o pior de nós. Deixei-me dormir em casa a comer um ovo Kinder. Sou um desgraçado”, revelou Revez.

“O nome do Hotel já não era mau de todo”, suspirou João. “Já sei, vou procurar no facebook e no instagram”, disse João. “Vais procurar como?”, perguntou Timóteo. “Pelas hashtags do bar e da nossa zona pois elas fartaram-se de tirar fotografias”, explicou João, agarrando no telemóvel de pronto. A conversa prosseguiu durante vários minutos com João sempre atento ao telemóvel. “Bela merda! Nenhuma delas partilhou uma foto nas redes sociais. Pelo menos com uma hashtag que me permita chegar a elas”, desabafou com tristeza. “Como é que a vou encontrar? Sei apenas que se chama Sophia e que vieram de Dublin”, suspirou.