5.3.15

adoro ser fashion victim

Fiquei a saber que marsala é a cor de 2015. “Enriquece a mente, corpo e espírito, exalando confiança e estabilidade. Marsala é um tom subtilmente sedutor, aquele que nos atrai para o seu calor acolhedor”, explicou Leatrice Eiseman, directora da Pantone, no momento em que marsala foi anunciada como a cor deste ano.

Como seria de esperar, agora tudo gira em torno desta cor. Como combinar esta cor na maquilhagem? Como combinar esta cor nas roupas? Como combinar esta cor nos sapatos? Será que fica bem na parede da sala? E do quarto? E como seria de esperar, as mais variadas marcas começam a comercializar os mais variados produtos que se enquadrem com a cor que muitas pessoas não conheciam. 

Eu, que adoro ser fashion victim, não podia passar ao lado do movimento gerado em torno desta cor. Como tal, já estou abastecido de marsala. Cheers!

quando cortam o clímax

Hoje, no trânsito matinal vivi aquilo a que chamo de momento “corta clímax”. Que não é mais do que um momento em que estamos no auge de algo. Um instante em que a intensidade é máxima. Uma situação em que a excitação parece incontrolável. Ou um momento em que o clímax ainda não aconteceu mas em que a pessoa já imagina o que vai acontecer. Até que num breve segundo tudo acaba e o clímax deixa de fazer sentido.

Como dizia, estava no carro quando começa a tocar You Could Be Mine, música dos Guns N´Roses que faz parte da banda sonora oficial do filme Exterminador Implacável 2. Simplesmente adoro esta música que entra a “rasgar” com a bateria em destaque e que está sempre em crescendo. Isto foi mais do que suficiente para subir o volume do rádio e começar a tocar bateria no carro. Ali estava eu, na pele do melhor baterista que alguma vez existiu, a caminho da Ponte 25 de Abril. Já estava a imaginar o clímax. Até que aconteceu o momento “corta clímax” ou “corta tesão”. Não passava de um teaser e não tocaram mais do que cinco segundos da música. O que destruiu o meu entusiasmo.

Defendo que isto não se faz. E dei por mim a imaginar os mais diversos momentos do género. Lembrei-me logo da mulher mais sensual do mundo. Que se despe em frente ao homem, ficando apenas de cinto de ligas e saltos altos. O homem, já louco, começa a despir-se enquanto é loucamente seduzido por ela. Já se imagina a viver o clímax. Até que ela diz: “podes vestir-te que daqui não levas nada”. Outro momento “corta clímax” que devia ser proibido.

E existem muitos mais, que dependem de pessoa para pessoa. Por exemplo, aquele homem que adora jogar futebol e que não joga há dois anos. Até que os amigos decidem marcar um jogo. Ele, todo entusiasmado vai recuperar os ténis do futebol. E a roupa para jogar onde se destaca a sua camisola preferida onde estão estampados o seu nome e número de eleição. Chega o dia do jogo. Ele já se imagina a fazer a finta xpto e a marcar o golo que vai decidir a partida. Até que uma hora antes do jogo o telemóvel toca. É uma mensagem a informar de que não vai haver jogo. Mais um momento “corta clímax” que não devia acontecer.

Os momentos “corta clímax” ou “corta tesão” dependem de pessoa para pessoa. Mas aposto que todos têm os seus. Tal como aposto que ficam fulos quando esses momentos acontecem.

agora escrevo eu #33

Considero-me um eterno apaixonado e um romântico que sempre o será, por maior que seja a dor que o amor possa motivar ou feridas que possa deixar. E já não sei o número de conversas que tive em que se falou do amor. E em acabaram por levar até ao “quando se gosta” que serve para explicar que não existem problemas nem obstáculos no amor. Existem apenas soluções. E é esse o tema deste maravilhoso texto da Pê. Um texto mais do que recomendado para românticos.

“Quando se gosta não há desculpa. Não há falta de tempo. Não há cansaço, não há horas. Não há nada que nos impeça de estar ali, ao lado de quem se quer. Para além do trabalho, onde durante essas horas se bombardeia o objecto do nosso amor com mensagens infindáveis e lamechas, tudo o resto é contornável.

A chuva e o sol aparecem quando devem, só para tornar cada momento mais especial. Toda a gente nos lê nos olhos e nos perdoa as ausências. Os amigos sorriem, estão felizes por nós. Nós estamos felizes. E o mundo sorri para nós.

Dorme-se menos. Come-se a correr. Trocam-se horários. Desdobramo-nos em festas e situações, só para podermos fugir e ir ter com. É isso que nos faz acordar com um sorriso estúpido depois de 2h de sono. Não há motivos, não há doenças. Não há cafés nem há compromissos. Não há impossíveis, nem falta de dinheiro. Não há nada que nos separe.

Só há vontade e borboletas. Conversa deitada fora, porque se quer conhecer mais e mais. Não há monólogos, só perguntas. Porque nos queremos actualizar de todos os anos que não estivemos ali. Comentários, cabeças na lua e sorrisos estúpidos. Frases sem sentido, olhares brilhantes. Problemas que deixam de existir. E um único objectivo, estar ali.

As horas são minutos, as frases são palavras e um beijo é tudo. As promessas são eternas, as mãos dadas são compromissos e os segredos são selados com um sorriso cúmplice. Faz-se das tripas coração, sem sequer se ter consciência disso.

Queremos apresentá-lo ao mundo para que toda a gente veja e se deslumbre, como nós nos deslumbramos. Para que toda a gente entenda o porquê do sorriso sem motivo. E perguntamo-nos como é que algum dia ousamos estar tristes se neste momento temos a certeza de que somos as pessoas mais felizes do mundo.

As músicas têm novas letras, os braços abrem-se e só queremos dançar, enquanto gritamos bem alto que aquela pessoa é nossa. E que nós somos dela. E que assim é que sempre devia ter sido.
Mas tudo tem um propósito. É um sentimento egoísta, só queremos o nosso bem, e esse só é atingido se o outro estiver connosco. Porque é o que somos quando o outro está presente e o que sentimos por ele que importa.

É querer mudar o mundo, achar que tudo é possível, acreditar que sempre devia ter sido assim. Não entender como é que até agora podíamos ter sido felizes se nos faltava uma parte tão importante. E acreditamos que vai ser infinito. Não só enquanto dure, não. Neste momento acreditamos que o infinito é eterno.

As pernas tremem só de o ver chegar. Um sorriso salta só porque sentimos que está a olhar para nós. O coração quase que pára quando ouvimos o nosso nome dito por aquela boca, com aquela voz. Aquela boca que nos dá os melhores beijos. A voz que nos faz suar frio.

Trocamos a festa do ano por cinco minutos com direito a um beijo e um xi apertadinho. Fazemos quilómetros só por um olá. Não conseguimos engolir só porque ouvimos uma palavra bonita. Acordamos a meio da noite só porque queremos ter a certeza de que a outra pessoa está ali, que não é só um sonho bom. Sonhamos acordados, e vivemos em sonhos, porque o dia só tem 24h. Um toque no cabelo que nos faz arrepiar, um beijo que nos faz desejar o mundo. Agarrá-lo para sempre, esperar que o tempo pare e passar a eternidade assim.

E não há desculpa para não estar.
Para não telefonar.
Para não ir.
Para não dormir.
Para não dizer.
Para não andar.
Para não abraçar.
Para não ouvir.
Para não contar.
Para não sentir.
Para não tremer.
Para não dançar.
Para não suar.
Para não correr.
Para não sorrir.
Para não cantar.
Para não ferver.
Para não ter.
Para não beijar.
Para não viver.
Para não ser.
Não há desculpa.
Porque quando se gosta…”

vamos correr 12,5 quilómetros?

É o Oikos Desafio 100. Uma prova de 100 quilómetros que será repartida em dois dias – 18 e 19 de Abril – desde a Lourinhã até ao Jamor. Mais do que uma corrida, trata-se de uma prova solidária pois os fundos angariados revertem para a luta conta o desperdício alimentar na produção em Portugal.

O tempo estimado de preparação para esta prova – que também pode ser feita a andar – está estimado em dois meses. O valor da inscrição é 25 euros por pessoa. Trata-se de uma prova que aceita a participação individual (para correr 12,5 quilómetros) mas a ideia é de que o esforço seja feito, preferencialmente em equipa e em regime de estafeta, sendo que as equipas poderão ter quatro ou oito elementos, existindo diferentes possibilidades de participação.


Os interessados podem saber tudo no site oficial do desafio ou na página de facebook do mesmo. Eu (em conjunto com outros bloggers) vou lá estar para correr 12,5 quilómetros. E tu? Vens correr por esta causa?

4.3.15

as mulheres são as culpadas das violações

Em 2012 Jyoti Stingh, uma jovem estudante de medicina de apenas 23 anos que estava acompanhada por um rapaz, foi vítima de uma violação colectiva, levada a cabo por seis homens, num autocarro de Nova Deli. Essa jovem, que ainda foi agredida, acabou por morrer com ferimentos internos bastante graves. Agora foi feito um documentário – A Filha da Índia – que conta com declarações de Mukesh Singh, um dos homens que a violou e que foi condenado à morte.

Entrevistado, Mukesh Singh disse que a culpa da violação é da jovem. “Uma mulher decente não anda na rua às nove da noite. É muito mais responsável pela violação do que o homem”, defende, acrescentando que trabalho doméstico é que é coisa de mulher. Este “homem” explica também que a jovem não se devia ter tentado defender. “Devia ter-se mantido em silêncio e permitido a violação. Assim, teria sido depois deixada e apenas teriam batido no rapaz”, refere. Mukesh insurge-se ainda contra a pena de morte pois considera que será pior para as mulheres. “A pena de morte vai tornar as coisas ainda mais perigosas para as mulheres. Os violadores não as vão deixar como nós fizemos. Vão mata-las. Antes violavam e diziam: “deixa que ela não conta nada a ninguém.” Agora vão matar”, diz.

Depois de ler isto olhei para os calendários que tinha mais perto de mim de modo a perceber o ano em que vivo. Depois, perdi algum tempo a tentar interiorizar que é um caso que teve lugar num sítio completamente diferente da minha realidade. Mas, em nenhum momento consigo encontrar lógica, por mais pequena que seja, nas justificações deste homem que basicamente culpa a mulher de ter sido violada por seis homens. Nem que seja porque estava na rua. E depois, já que está a ser violada, só tinha é que se calar e não dar luta.

Se algum destes homens for pai de uma menina, será que é isso que deseja para a sua filha? Ou é isso que deseja para a sua mulher? Ou será que as prende em casa de modo a não existam motivos para que nenhum outro homem as queira violar apenas e só porque estão na rua às nove da noite? Este tipo de coisas, este modo de pensar é algo que ainda me choca. Que me deixa sem saber qual será o rumo que este mundo irá levar. Como é que isto ainda é possível e, para algumas mentes, completamente aceitável e justo, em 2015. Como é que se fala de uma pessoa como se fosse um mero saco de batatas. Agradeço caso alguém tenha resposta para estas coisas...

Para os interessados, A Filha da Índia, da autoria da britânica Leslee Udwin, será emitido no Dia Internacional da Mulher (8 de Março) pela BBC. Também estava previsto ser transmitido na Índia mas foi proibido. No dia seguinte será apresentado em Nova Iorque no lançamento de uma campanha mundial pela igualdade e contra a violência sexual.

qual a parte do corpo que mais te atrai? (sim, a ti mesmo)

Ontem partilhei aqui uma conversa/brincadeira com a minha mulher, que me perguntou qual a parte do seu corpo que eu achava mais atraente. Respondi-lhe o cérebro (resposta sincera) sem saber que aparentemente o cérebro e a inteligência são aquilo que mais atrai as pessoas que são do signo Gémeos, tal como eu. Apesar de não ligar muito às características associadas aos signos acho piada quando determinados aspectos batem certo. Como tal, partilho aquilo que supostamente atrai as pessoas de cada signo. Se bate tudo certo? Digam-me vocês! 

Carneiro
Apreciam uma boa estrutura física e corpos bem trabalhados. Dificilmente são atraídos por pessoas que descurem o aspecto físico. Um rosto forte e uma musculatura bem formada são aquilo que mais chama a atenção.

Touro
A beleza é um dos factores que mais agrada aos Touros. Corpos descuidados não os atraem. Uma pessoa que se cuide consegue conquistar um Touro.

Gémeos
Prezam a aparência, querem transmitir uma boa imagem e gostam de mãos cuidadas. Mas a beleza física não é uma necessidade. A cérebro e a inteligência são aquilo que os gémeos mais valorizam.

Caranguejo
Atributos físicos não são uma prioridade. Mas seios e tórax são o foco de atenção. Os homens procuram mulheres com instintos maternais e elas homens protectores. 

Leão
Têm um ego bastante desenvolvido e apreciam a força física. Ombros largos e seios fartos são características que não passam despercebidas aqueles que querem pessoas com força do seu lado.

Virgem
Podem não ter qualquer vaidade física ou necessidade de um parceiro com atributos físicos. Ou têm a necessidade de desenvolver uma saúde perfeita. Por norma, optam pela primeira hipótese. Como tal, prezam mais o cérebro. Os dentes são vistos como um fetiche deste signo.

Balança
Beleza física é o que mais se destaca. Corpos trabalhados atraem as mulheres que gostam de homens musculados. Já eles, querem corpos bem-feitos mas sem músculos muito vincados.

Escorpião
Gostam de músculos. Um corpo bem trabalhado é quase irresistível. Elas não resistem aos braços deles. Eles olham para os quadris e pernas, não resistindo a um rabo bem-feito.

Sagitário
Quadris e pernas é com ambos os sexos. Eles não resistem a umas pernas bem feitas. Não são de grandes romantismos e preferem uma boa aventura a dois. 

Capricórnio
Sentem-se atraídos por olhos que revelem personalidade e firmeza. Ideias de beleza criadas pela sociedade não lhes dizem muito. Mas uma pessoa ambiciosa, determinada e decidida vai mexer com eles e com elas.

Aquário
Gostam de ter pessoas inteligentes ao seu lado mas não costumam dispensar a beleza física que não tem de passar por um corpo escultural. Gostam de rostos bonitos e de bocas sensuais. 

Peixes
Não ligam à beleza física. Mas os pés têm muito poder. Mulheres de pés bem feitos são irresistíveis para eles. Elas gostam de homens de pés “fortes” e firmes que revelem decisão e força.

a sede da fama

Nunca compreendi o sonho de ser famoso. E talvez não perceba porque nunca tive a ambição de ser conhecido. Desde criança que fui delineando o meu percurso, que teve algumas alterações, mas em nenhum momento desejei ser famoso e capa de revista. Quanto muito poderia ser a consequência de um trabalho/profissão mas não o objectivo em si. E este modo de ser faz com que seja complicado para mim, por mais que tente, perceber a sede de fama que alimenta, domina, controla e manipula algumas pessoas. Pessoas essas que são capazes de tudo para a alcançar.

Anna Allen, uma actriz espanhola, fez com que a fama (o desejo descontrolado de a alcançar) fosse falada em todo o mundo. De forma resumida, esta actriz simulou a presença na última cerimónia dos Oscares. Recorrendo à edição de imagem, colocou-se na red carpet, e colocou a sua cara noutras mulheres famosas dando a entender que tinha estado com diversas celebridades. Estas imagens foram partilhadas com os seus mais de 22 mil seguidores nas redes sociais, que já não existem. Além disso deu também uma entrevista ao jornal El Mundo onde disse ter estado à conversa durante algum tempo com Neil Patrick Harris, o anfitrião da cerimónia.

Esta construção da actriz, de 32 anos, que muitos tomaram como certa não passou de uma grande mentira. Que agora foi desmascarada pelo jornal espanhol. Provando-se ainda que é algo que já dura há muito tempo. Anna Allen manipulou imagens, inventou participações em séries e até se deu ao trabalho de manipular imagens de promoção de séries onde se colocou no papel de alguém. Afirmou também ser embaixadora de marcas, entre outras coisas. Porquê? Pelo simples sonho de ser famosa. Que neste caso, mais do que um sonho, revelou-se uma obsessão.

Vivemos numa época em que a fama parece ser o grande, ou mesmo único, objectivo de vida de muitas pessoas. Que estão dispostas a tudo para o conseguir. Provavelmente muitos adolescentes nunca vão ouvir falar de Anna Allen mas todos deviam saber a sua história. Tal como os pais, aqueles que querem que o filho seja o novo Cristiano Ronaldo ou outra estrela qualquer nacional e que incutem esse desejo aos filhos também deveriam saber desta história. Porque existe um risco grande de criarem uma Anna Allen que sonha com aquilo que provavelmente não terá. E que fará tudo para o conseguir. Nem que seja através da mentira.

Esta história tem ainda outra perspectiva interessante que está relacionada com as redes sociais, onde muitos fingem ser outras pessoas – partilhando imagens que não são suas – e fingem também ter vidas que realmente não têm. E que muitas pessoas acreditam sem qualquer hesitação. Se foi partilhado numa rede social é porque é verdade absoluta e inquestionável. Parece que se perdeu a interessante capacidade de questionar algo que é oferecido. Duvidar e questionar (ou pelo menos perder cinco minutos a tentar perceber algo) não são sinal de falta de educação mas de inteligência.