21.3.19

apaixonei-me e o sonho de uma vida destruído por um parvo

Sempre gostei dos The Killers. Mas recentemente apaixonei-me pela banda liderada por Brandon Flowers. De uma música saltei para o concerto do Royal Albert Hall, que teve lugar em 2015. E daí andei a saltar de música em música e de concerto em concerto. Com especial destaque para aqueles que a banda de Las Vegas deu no ano passado.

Enquanto assistia ao concerto dado na Escócia, percebi que os The Killers deixam uma pessoa do público subir ao palco para tocar bateria no tema “For Reasons Unknow”. Neste caso foi Tony que teve o prazer de tocar com a banda que admira. E que show deu o puto! Já no Brasil foi a apresentadora (algo desconhecido por Brandon Flowers) Dedé Teicher quem teve a oportunidade de tocar para dezenas de milhares de pessoas. Podem ver as duas actuações nos vídeos.



(A partir dos 23 minutos)



(A partir dos 37 minutos)

Se fosse músico e baterista, teria o maior prazer em tocar com uma das minhas bandas de eleição. E é isso que acredito aconteceu com Dedé e especialmente com Tony, que parece um menino que acaba de receber o melhor presente de Natal de sempre. Isto para não dizer que sabe tudo na perfeição.

Por outro lado, a banda corre um risco enorme quanto toma esta decisão. Porque nem todas as pessoas são bem intencionadas. Depois da actuação de Tony, Brandon Flowers fala do desastre que tinha acontecido na Bélgica. Fui pesquisar o concerto e deparei-me com um parvo, que não tem outro nome, que simplesmente não toca bateria.



(A partir dos 40 minutos)

Gostei da forma como Brandon Flowers resolveu a situação, tal como recusou tocar a música enquanto o rapaz não saísse do palco. E quem tem este tipo de comportamento acaba por roubar a oportunidade de alguém, como aconteceu com Tony, realizar o sonho de uma vida. Tal como pode levar a banda a decidir colocar um ponto final neste iniciativa. Até tentava perceber o que leva alguém a fazer isto em cima de um palco, passando por parvo num vídeo que irá ser visto em todo o mundo. Mas prefiro ir ver o jovem escocês a arrasar novamente.

19.3.19

maddie. pais. comportamentos e polémica

O documentário da Netflix sobre o “desaparecimento” da pequena Maddie trouxe o assunto de volta à agenda mediática. Em relação ao documentário não posso dar uma opinião porque ainda não o vi na totalidade. Mas posso (e vou) opinar sobre os comentários que tenho lido nas redes sociais, onde o assunto voltou a estar em destaque.

Muitos pais estão estupefactos com a quantidade de pessoas que coloca a hipótese de que a criança tenha morrido na sequência de um acidente e que os pais tenham feitos os possíveis para encobrir o sucedido. Para estes pais é impossível que um pai possa estar implicado, mesmo que por negligência, no desaparecimento de um filho.

Estes pais também consideram normal e aceitável que se deixem filhos sozinhos num apartamento enquanto se vai jantar e beber uns copos de vinho na companhia de amigos. Para estes pais tudo está bem porque até existia um plano para verificar as crianças enquanto estas dormiam sozinhas num apartamento.

Não sou pai. Mas choca-me que existam pais que achem que isto é normal e aceitável. “É algo cultural e normal para eles”, dizem. Se este é o modo de raciocínio, vamos aceitar aqueles países que tratam as mulheres como seres inferiores e que as maltratam. É que nestes países é algo normal e culturalmente aceitável.

Tenho a minha opinião sobre o que terá acontecido naquela noite. Mas não é isso que está em causa. Só não me peçam para ofender as forças policiais portuguesas e defender pais que deixam filhos sozinhos para ir jantar e beber uns copos com amigos. Para isso, não contem comigo. Por mais que seja normal para eles. Por mais perfeito que seja o cenário, existe sempre um risco grande de acontecer uma tragédia. Seja ela qual for.

Basta recordar o caso daqueles pais que também tinham o hábito de deixar o(s) filho(s) sozinhos enquanto iam para o casino. E como exercício de memória, é ver o tratamento mediático, político e mesmo judicial com que foram tratadas duas situações em tudo semelhantes, com a diferença que num dos casos existe um corpo.

12.3.19

isto é tudo muito bonito até que aparece uma atriz porno

Vamos começar pelos clichés:

- As mulheres devem apoiar-se umas às outras;

- Não devemos julgar os outros pela aparência;

- Todos merecemos uma segunda oportunidade;

- Não devemos rotular alguém apenas por uma coisa que fez;

(E podia passar o dia a debitar frases feitas que ficam sempre bem partilhadas numa rede social)

Mas tudo isto vai por água abaixo quando aparece uma atriz porno nas nossas vidas. Quando isso acontece, as mulheres não se defendem umas às outras. Nesse momento, julgamos as pessoas pela aparência. E não existem segundas oportunidades. Fazemos questão de rotular as pessoas pelo que escolheram fazer em determinado momento das suas vidas.

Sónia Gomes está a tentar a sua sorte no amor no segundo programa televisivo. Já tenha tentado ser feliz em "First Dates" e agora aparece em "Quem Quer Casar com o Meu Filho?". Mas esta não é uma concorrente qualquer. Esta é uma antiga atriz porno. E todas as pessoas devem saber isso. Porque fazemos questão que assim seja. Até porque uma "porca" que "fazia sexo" em filmes badalhocos não é boa para ninguém.

Nenhum concorrente de nenhum programa é um antigo pasteleiro que agora trabalha numa loja de desporto. Ninguém é rotulado de nada. Menos quando queremos salientar algo que achamos negativo. E Sónia nunca será Gomes, será sempre Kel. Será sempre uma "vaca" e uma "porca" que aparecia em filmes para adultos. E todos temos direito a clichés fofinhos, menos a Sónia e pessoas como ela. Porque gente dessa não presta. É o que temos.