25.5.15

tudo sobre os globos de ouro

Dizer que a XX gala dos Globos de Ouro pode ser reduzida a uma imagem é capaz de ser um pouco (ou mesmo muito) exagerado e incorrecto. Pelo Coliseu passaram grandes nomes das mais diversas áreas e não pretendo desvalorizar esse factor. Vi pessoas cujo talento, determinação, empenho, ambição e carreira merecem uma vénia. E sem querer desvalorizar o talento de todas as pessoas que lá estiveram, se fosse desafiado a escolher uma imagem que ilustrasse o que foram os Globos de Ouro escolhia a extraordinária Dona Clotilde, personagem interpretada por César Mourão.

Se é capaz de ser exagerado e injusto reduzir um evento destes a uma imagem, é capaz de ser igualmente injusto dizer que César Mourão é apenas o ponto de equilíbrio da gala. Este humorista (com um talento invulgar para o improviso) é capaz de ser o grande motivo pelo qual muitas pessoas não mudam de canal. “E agora? Com quem vai brincar? O que irá dizer? Falta muito para aparecer novamente? Ainda não brincou com este nem com aquele”, são provavelmente palavras que muitos telespectadores proferiram ontem.

Dizer isto de César Mourão não significa dizer que os restantes apresentadores não têm talento. Serve apenas para enaltecer o talento único de César Mourão na pele de uma qualquer “velhota” que está a comentar o que por ali se passa. E a prova do sucesso destes momentos é a continuidade gala após gala. Por isso, se tivesse que reduzir os Globos de Ouro a apenas uma imagem, teria de escolher esta. Por tudo o que representa.

é tudo por agora (post que exige agenda)

Peguem na vossa agenda. Avancem até ao dia 1 de Julho. Mais especificamente até às 18 horas. Assinalem essa hora. Para já digo que é algo para os lados de Cascais. É tudo por agora.

este é o melhor bolo do mundo

Em tempos, enquanto deambulava pelo Instagram, deparei-me com o bolo de aniversário de Jonas (jogador brasileiro do Benfica). Bolo esse que de destacava por estar “cercado” de barras Kit Kat e ter cobertura de smarties. Guardei a foto e acabei por mostrar à minha mulher. “Para o meu aniversário pode ser um destes”, disse-lhe em jeito de brincadeira. Ela olhou para a foto, ficou agradada mas sem lhe dar grande atenção.

O tempo foi passando, o meu aniversário cada vez mais perto e falei com a minha mulher sobre o bolo. “Temos de ir à pastelaria encomendar”, disse-lhe sem me referir a este bolo específico. Nesse momento percebi que existia um certo mistério em torno do bolo. Acreditei que o meu “sonho/desejo” poderia concretizar-se. A minha mulher tentou dar-me a volta, explicou-me que o bolo que desejava não podia ser feito na pastelaria a que vamos e aqui passou-me.

Até que ontem, depois do jantar de família, veio o bolo para a mesa. Os meus olhos brilharam assim que vi todas aquelas barras de Kit Kat. Babei-me assim que vi todos aqueles M&M´s. E mais feliz fiquei quando soube que por baixo de tudo aquilo estava o bolo de cenoura com cobertura de chocolate de que tanto gosto. Tudo misturado de forma perfeita resultou nisto.


Se existe um paraíso de bolos, este tem lugar de destaque. Está num sítio invejado pelos restantes bolos que o olham de soslaio. É provavelmente o melhor bolo de aniversário do mundo. E é meu! Graças à minha mulher a quem tenho de agradecer por algo que ainda me deixa a salivar.

PS – Não prometo que ainda exista bolo quando chegares a casa. Peço desculpa antecipadamente.

é só uma mulher…

Uma das consequências da minha lesão é a impossibilidade de conduzir, uma das coisas que mais gosto de fazer. Como tal, desde que me lesionei que costumo andar com os meus pais – sendo que é o meu pai que conduz o carro – e com a minha mulher. Sempre que preciso de ir a algum lado é com eles.

E quando ando de carro com a minha mulher reparo em algo bastante curioso. Que passa pela vergonha (não sei se será o termo correcto) que alguns homens sentem quando são ultrapassados por uma mulher. Parece que quando uma mulher passa por eles perdem parte da sua masculinidade e também dotes de condutor. Parece que se sentem diminuídos.

Neste fim-de-semana estava na A2 com a minha mulher. O troço tem três faixas e nós seguíamos no meio, a ultrapassar um carro que ia mais à direita. Tudo corria bem até que o homem notou que estava a ser ultrapassado por uma mulher. A partir daquele momento a sua viagem transformou-se numa corrida. Aquilo deixou de ser uma auto-estrada para passar a ser uma pista de orgulho. O homem não descansou enquanto não ultrapassou a minha mulher, passando, na sua mente, a ser o líder, o macho alfa.

A minha mulher já me tinha contado diversos episódios deste estilo. Este foi presenciado por mim. E a minha questão é: porquê este comportamento? É apenas uma mulher. Tal como podia ser apenas um homem. Tal como podia ser apenas alguém mais novo. Ou alguém mais velho. Misturando isto tudo, era apenas mais um condutor que executou uma manobra como deve ser, sem qualquer perigo para os restantes condutores. Se estas pessoas se sentem diminuídas numa estrada nem quero imaginar fora dela.

passatempo

Recordo que está a decorrer, até dia 27, o passatempo Gillette Fusion ProGlide. Quem quiser ainda pode participar no post do passatempo (aqui).

23.5.15

pessoas que nos tocam

Acredito que não é necessário contacto físico nem proximidade física para que alguém nos toque. E isso é algo que o blogue me ensinou ao longo destes mais de três anos. Já tive a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas, já fiz amigos que vão ficar na minha vida e já conheci muitas pessoas bastante interessantes que infelizmente ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente.

A Teresa Chambel é uma do último grupo. Mas a quem ouso chamar amiga e colocar no grupo dos amigos que fiz. Nunca estive com a Teresa pessoalmente mas é alguém com um trato e sensibilidade que as suas palavras espelham na perfeição. Não sei precisar quantos emails já trocámos mas são os suficientes para ficar fã desta mulher que tem uma paixão enorme por “jardins”, não fosse ela a autora do blogue Um jardim para cuidar.

A Teresa acaba de lançar Um Jardim Dentro de Casa, o seu livro mais recente. Teve a amabilidade de me convidar para a apresentação da obra. Infelizmente, a lesão que tenho impossibilitou que estivesse presente. Além disso fez ainda questão de me enviar um exemplar do seu “menino” que me tem feito companhia nestes dias. Este não é um momento nada fácil para a Teresa, uma daquelas pessoas que nos tocam, a quem quero enviar um beijo e um abraço bem apertado.

Quanto ao livro, pouco há a dizer. É uma obra que todas as pessoas devem ter em casa. Mesmo aquelas que pensam não gostar da área ou que pensam que o seu apartamento não casa com este livro. Até podia desejar o maior sucesso do mundo à Teresa mas quem é assim não precisa de desejos porque faz mais do que suficiente para o alcançar. E por cá continuarei a assistir ao seu sucesso.