18.9.14

se te lembras disto…

Se este vídeo te faz rir e recordar o detective mais castiço da história de Hollywood, é porque passaste bons momentos, que tiveram início em 1988, em frente à televisão. Se ainda sabes de cor algumas das falas deste personagem e se soltas uma gargalhada sempre que as ouves é porque tens um bom sentido de humor.

a agora? há que levantar a cabeça

Por mais problemas que existam no futebol, sobretudo nas equipas portuguesas e até na nossa selecção, tudo se resolve com um simples gesto. Para apagar tudo aquilo que é mal feito basta simplesmente levantar a cabeça. “Há que levantar a cabeça” é provavelmente a frase mais utilizada pelos jogadores de futebol em Portugal. E isto aplica-se aos clubes e também à selecção.

É verdade que é fácil perceber o significado destas palavras. Mas existem muitas outras formas de abordar o tema sem cair no vazio e repetitivo “levantar a cabeça”. Que piora quando é acompanhado de algo do género: “Somos o (nome do clube)”. O futebol é um negócio que movimenta milhões de euros. Os jogadores preocupam-se cada vez mais com a imagem mas ignoram a comunicação. Tal como os clubes.

Tendo em conta o dinheiro que é movimentado no futebol, bastavam uns trocos para que os jogadores aprendessem a lidar com a Imprensa. Que soubessem o que dizer quando o jogo termina e quando as coisas correm mal. Para que não recorram sempre à mesma muleta que já dá vontade de rir. E sempre é melhor esta hipótese do que esta frase virar moda em todas as profissões.

Já me estou a imaginar, numa conversa com o meu chefe, em que se lamenta de um trabalho que deveria ter feito mas que não fiz ou que efectuei de forma errada. Nesse momento, irei dizer: “há que levantar a cabeça” e assim que terminar a frase tudo fica bem. Ou num restaurante em que é servida comida de forma completamente diferente do pedido. Quando o cliente se queixar, o empregado dirá apenas “há que levantar a cabeça” e tudo ficará bem.  

17.9.14

it´s alive e qéq

Estive praticamente uma semana sem telemóvel. Ainda não tenho o meu nem sei o que lhe vai acontecer. Mas hoje foi dia de receber um iPhone de substituição. E, apesar de me sentir bem sem telemóvel, a reacção é esta: it´s alive!


Agora, dou início a uma nova era. Este telemóvel, que me obrigou a solicitar um novo cartão, não tem um único contacto dos meus. Como tal, tem assim início a era do quem é quem? Em vez de tentar adivinhar a cara mistério, tenho de adivinhar o número misterioso. 


casamentos perfeitos

Faltavam alguns minutos para o início do jogo do Benfica quando fui à cozinha buscar tremoços que estavam guardados no frigorífico. Como é costume, depois de os passar por água, temperei os tremoços com um pouco de sal. Depois, sentei-me em frente à televisão, a comer os tremoços enquanto via o jogo.

“Porque é que só comes tremoços a ver futebol?”, perguntou ela.

“Só gosto de comer a ver futebol. É como comer pipocas no cinema ou em casa a ver um filme”, respondi.

E a verdade é que é mesmo assim. Para mim, os tremoços foram “inventados” para acompanhar um jogo de futebol. Parece que só assim é que se consegue apreciar todo o seu sabor. E convém que sejam “regados” por uma (ou mais) cerveja. Aliás, tirar o futebol e a cerveja da equação faz com que os tremoços percam os seus poderes especiais. Parecem uns quaisquer super-heróis junto de algo que lhes retira os poderes que os distinguem.

E o mesmo se passa com as pipocas. Que só me sabem bem numa sala de cinema ou em casa a ver um filme ou uma série de televisão. Se forem comidas noutro cenário, perdem a graça. Não sabem tão bem. E estes são apenas dois exemplos daquilo que considero casamentos perfeitos. Podia falar das bolas de berlim na praia e de muitas outras combinações deliciosas e quase únicas.  

15.9.14

assustadoramente real

Quando Desligados esteve no cinema – em Novembro do ano passado – reparei no cartaz que achei extremamente bem feito. Notei que o actor em destaque no mesmo era Jason Bateman, alguém que admiro devido a diversas prestações em longas-metragens divertidas. Mas isto não chegou para que fosse ver o filme ao cinema. Algo de que me arrependo, agora que o vi.


Desligados é um filme assustadoramente real. Basicamente, é um reflexo da sociedade actual em que as pessoas estão cada vez mais “desligadas” do mundo real, vivendo as suas vidas através das mais diversas redes sociais que chegam a moldar as pessoas de uma forma quase incontrolável. E tudo isto é mostrado através de quatro histórias que se ligam.

Numa delas, os protagonistas são dois jovens que atacam um terceiro através de uma rede social onde se fazem passar por uma rapariga. Este rapaz – a vítima – acaba por se mostrar impotente para lidar com o ciberbullying. Para além disso sente-se ignorado pelo pai que dá mais destaque ao smartphone, do qual nem abdica para jantar, e ao emprego. Por sua vez, um dos agressores é filho de um detective privado que está mais preocupado em resolver crimes cibernéticos de terceiros sem que perceba as coisas que o filho – que se sente sozinho – faz com recurso a um iPad e telemóveis.

Existe ainda um casal que mal comunica devido à morte de um filho. Casal que recorre ao tal detective, especializado em crimes cibernéticos, para tentar resolver um crime de roubo de identidade que levou todas as poupanças de ambos. Isto enquanto tentam salvar a relação, lidando com a morte do filho. Por fim, existe uma jornalista. Que movida por uma boa peça jornalística entra no mundo do sexo virtual, envolvendo-se com um jovem – apenas um no meio de tantos outros - que faz do sexo virtual a sua vida.

Estas histórias estão todas ligadas. Trata-se apenas de um filme. Mas a forma brilhante como está feito faz com que seja assustadoramente real. É também muito forte e pesado, algo que pode fazer com que algumas pessoas não o consigam ver. Além do que já escrevi, a melhor forma de descrever este filme é dizer que faz (pelo menos a mim fez) recordar Colisão/Crash, outro filme brilhante com diversas histórias interligadas.

Ver Desligados acaba por levar a várias questões. De quem é a culpa dos efeitos que as tecnologias têm nas pessoas? Da própria pessoa? Da sociedade? Das redes sociais? E será que não estamos sozinhos, apesar das dezenas ou centenas de amigos nas redes sociais? Estas questões e muitas outras dependem da forma como cada pessoa encara o filme. Tal como o final de cada uma das quatro histórias depende de quem o vê. Quem está a ver o filme tem o raro poder de decidir se é um bom (e feliz) final ou não. Deixo aqui o trailer de um filme fantástico.


PS – Quem tem os canais TV Cine pode aproveitar para ver o filme que deu recentemente. Recomendo e acho que é daqueles filmes que os adolescentes devem ser “obrigados” a ver.

desastre ou destino?

A história da minha relação com os carrinhos de compras, independentemente do hipermercado onde estou, resume-se a uma palavra: desastre. Por norma sou eu quem vai buscar o carrinho de compras. Aproximo-me e deparo-me com cinco ou mais filas de carrinhos de compras. Enquanto caminho observo atentamente cada uma das hipóteses de escolha. E avanço em direcção ao que mais me atrai. Aquele que parece ser perfeito para mais um dia de compras.

Quando me aproximo fico com a sensação de que não podia ter escolhido melhor. Até que solto o carro. E o que me calha em sorte? O pior carro possível. Fico sempre com os que fazem barulho a andar. Com aqueles cujas rodas prendem. Com os carrinhos que viram sozinhos e que parecem só saber andar em círculos. Tenho a sensação de que fico com aqueles que mais ninguém utiliza.

Nas primeiras vezes que isto me aconteceu, voltava a prender o carrinho e escolhia outro diferente, de uma outra fila. Nesta segunda escolha já não era tão selectivo. Era o que estivesse mais perto. E o que acontecia? Ficava sempre com um carro ainda pior do que aquele que já tinha. Se o primeiro fazia barulho, este era uma sinfonia de sons que ninguém deseja ouvir. Se as rodas prendiam, neste não se mexiam. Se viravam sozinhos, estes faziam círculos de menor dimensão.

Devo ser a única pessoa do mundo que tem um íman que atrai os piores carrinhos de compras. Por mais que tente combater isto calha-me sempre o pior carro possível. Como tal, adaptei-me à realidade. Deixei de ver os carrinhos como os piores. Passaram a ser especiais. Foi o destino que nos juntou e já não me queixo. Por isso, quando estiverem às compras e encontrarem alguém com um carro que mais ninguém queria, existe uma grande probabilidade de ser eu.

13.9.14

se houvesse, seria agora

Nunca existe uma boa altura para que se avarie o que quer que seja. Mas, se houvesse um momento perfeito para ficar sem telemóvel seria quando se está de férias. Que é aquilo que me acontece agora pois estou de férias e sem telemóvel. Só falta ir jogar futebol com os amigos que cresceram comigo na rua dos meus pais e ficar à conversa com eles nos bancos pela noite fora para que a viagem ao passado, até aos tempos da adolescência, esteja concluída na perfeição.