17.11.18

a ira ao ira (intervenção de resgate animal)

Confesso que não conhecia o IRA (Intervenção de Resgate Animal) até me deparar com a reportagem da TVI. Assumo também, que vendo a reportagem (e centrando-me apenas no que reportam e na forma como o contam) fiquei chocado com algumas coisas, especialmente com o alegado envolvimento do PAN em toda a situação.

Mas não fiquei contente apenas com a reportagem e fui ver a página de Facebook do IRA. Rapidamente percebi que a reportagem deu ainda mais "força" aquela "associação". Li também argumentos que desmontam a reportagem por completo, como é o caso de vídeos humorísticos que são passados como sendo verdadeiros e outros vídeos que são partilhados e passados como sendo da autoria do IRA, que apenas os partilhou nas redes sociais.

De resto, são argumentos de parte a parte. E isto leva-me a acreditar que a reportagem acaba por não ser tão verdadeira (ou precisa) como julguei. Além disso, sou da opinião de que é muito fácil gostar do IRA, desde que tenham uma forma de actuação correcta.

Quem gosta de animais sente empatia por aqueles que fazem aquilo que todos querem fazer ou que desejavam que as autoridades fizessem em relação a maus tratos aos animais. E isso está bem patente no crescimento de popularidade do IRA desde que a reportagem foi transmitida.


15.11.18

a amizade é como um peido

É comum ouvir-se dizer, meio em tom de brincadeira, meio a falar a sério que "o amor é como um peido, se for forçado vai dar merda". A frase tem o seu quê de piada, mas também de verdade. E posso trocar amor por amizade. Ou por outra coisa qualquer, pois aquilo que é forçado nunca dá bom resultado. Pode ser a curto prazo, a médio ou num futuro mais distante. Mas é certo que acabará por dar merda. Ou por fazer uma pessoa muito infeliz pois faz os possíveis para aguentar que não exista confusão.

Se isto já me faz confusão no amor, devo dizer que nas relações de amizade ainda mais. Não percebo o motivo pelo qual alguém quer competir com outra pessoa pelo posto de melhor amigo. E digo isto porque entendo as relações de amizade como algo que surge naturalmente. No meu caso, aqueles que considero os meus grandes amigos (e são muito poucos) ganharam esse papel de destaque na minha vida pelo que são e não pelo que forçaram. Aliás, até não gostei de conhecer um daqueles que hoje é dos meus grandes amigos. E acho que a amizade é isso mesmo.

Não compreendo como é que uma pessoa - se for adulta ainda pior - olha para os comportamentos que dois amigos têm e começa a tentar reproduzir os mesmos, e se possível tentar fazer algo mais, com uma dessas pessoas. Isto não faz qualquer sentido. E por mais que tente, não encontro uma explicação que me leve a compreender minimamente o porquê de um comportamento destes. Mas tenho que voltar à frase inicial pois não tenho dúvidas de que acabará por dar merda.

As coisas são como são. Ninguém gosta mais de alguém por se obrigar a isso. Ninguém é mais amigo de ninguém por se obrigar a isso. Ou acontece de forma natural ou não passa de algo que, mais cedo ou mais tarde, acabará por ser insuportável para uma das pessoas ou mesmo para as duas.

14.11.18

apaixonei-me pelo rui (e isso está a fazer-me muito bem)

Já tinha falado do Rui neste texto. De forma resumida, o Rui tem tudo aquilo que considero que um profissional que trabalha num ginásio deve ter. E que deveria ser regra geral, mas infelizmente é excepção. Uma boa excepção. Conheci o Rui no ginásio que frequento e onde era personal trainer. Foi simpático desde o primeiro dia e sempre achei especial piada ao facto de cumprimentar individualmente cada uma das pessoas que estavam no ginásio.

Enquanto estivemos juntos no ginásio, o Rui nunca foi meu personal trainer. O que não o impediu de me desafiar constantemente a ser melhor e a puxar por mim, desafiando-me a fazer treinos melhores. Sem que nunca me tentasse “vender” os seus serviços personalizados. É algo que faz genuinamente. Acabámos por treinar várias vezes até que recebi a notícia de que iria abandonar o ginásio.

Num momento de tristeza pessoal, lamentei a sua partida. Porque pensei que iria perder o contacto com uma pessoa que se transformou num amigo. Com maior lucidez, fiquei feliz por saber que ia para algo melhor e que esta nova etapa seria muito boa a nível pessoal, algo que nem sempre é possível para quem tem uma vida profissional igual à do Rui.

Mas curiosamente, o momento em que nos afastámos fisicamente foi aquele em que nos tornámos mais próximos. E o Rui acabou por se transformar no meu personal trainer “à distância”. Mesmo longe, quis puxar por mim criando vários treinos específicos. Pergunta constantemente como estou e através de vídeos corrige aquilo que entende ser necessário.

Sinto-me muito melhor desde que sou treinado pelo Rui e fico muito feliz por me ter cruzado com alguém que tem por objectivo mudar a vida das pessoas. É por isso que dedico este texto ao Rui. É por isso que partilho também o seu email – ruisousa_karate@hotmail.com – porque o Rui está disponível para ajudar outras pessoas, como muito me tem ajudado.

As pessoas interessadas em ter alguém que puxe por si (à distância ou através de um acompanhamento pessoal e próximo num espaço exclusivo) podem enviar um email ao Rui, explicar a situação e ficar a conhecer as condições. Além da paixão pelo desporto, o Rui é ainda um excelente osteopata, o que faz com que seja também uma boa opção para quem procura um.

Quando partilhei o primeiro texto sobre o excelente profissional que é, o Rui veio ter comigo para me agradecer o gesto. Disse que era sincero e que não o tinha feito para que me agradecesse. E é a mesma sinceridade que me leva a dar conhecimento dos serviços que o Rui presta. Porque pessoas assim merecem ser conhecidas pelo maior número de pessoas. Obrigado, Rui!