26.7.14

top bolas de berlim #1

Verão, calor e praia nada são sem a bela bola de berlim, de preferência com creme. As bolas de berlim (ou berlim balls como já ouvi ser apregoado numa praia algarvia) são o único doce que consigo comer na praia. Aliás, é na praia que as bolas de berlim sabem melhor. Nesse sentido, decidi criar o top das bolas de berlim, referentes ao ano 2014. Só as que comi este ano é que são válidas. Este top é constituído por três bolas e será alterado sempre que necessário, até ao final do Verão.

3º lugar. Pão da Vila, na Venda do Pinheiro.
A única bola que comi que mais parece um cubo de Berlim. Tem um pouco de açúcar a mais mas nada que não se resolva com uma sacudidela. O creme não enjoa e o bolo não sabe a fritos. É daquelas que uma sabe a pouco e merece a viagem à Venda do Pinheiro antes de levar para a praia.

2º lugar. Pão, Café e Companhia, Vila Nova de Milfontes.
As melhores de Vila Nova de Milfontes. Parece que foram feitas para comer na praia. Quando lá estou, tenho de comprar para levar para a praia. Quase que derretem na boca. Já lá comi bastantes e nunca comi uma que estivesse mal confeccionada.

1º lugar. Emílio Preto Rego, Santa Marta, Corroios.
Arrisco-me a dizer que dificilmente saem do top três das melhores bolas de berlim de Portugal. Disponíveis em miniatura, bola ou formato hot dog são de uma qualidade divinal. Parecem uma obra de arte feita pelo mais talentoso artista do mundo. O creme deixa-nos a babar, o açúcar vem na dose certa e uma sabe sempre a pouco. Até agora, estas são as melhores de todas. As chamadas bolas de ouro.

25.7.14

corres, comes e bebes

Existem os convívios “comes e bebes”, dos quais sou fã. Mas estou a pensar organizar um com mais uma variante. Em Maio do ano passado organizei uma corrida na Marginal do Seixal (podem ler aqui o que aconteceu) que contou com alguns amigos. Agora, estou a pensar fazer o mesmo mas, acrescentando um almoço, caso seja da parte da manhã, ou um jantar, caso seja ao final da tarde. Será um convívio “corres, comes e bebes”.

O percurso, totalmente plano, tem uma extensão de aproximadamente oito quilómetros e é sempre junto ao rio. A grande maioria da distância está em perfeitas condições para acolher outros desportos (existe um ginásio de rua), quer seja para andar de bicicleta, de patins ou simplesmente para brincar com crianças (existem espaços verdes) ou até passear o cão. Isto faz com que as pessoas que não queiram correr o percurso todo (ou parte dele) possam optar por outras actividades.

Além disto, que foi o que já fiz, gostava ainda que existisse um almoço ou jantar num restaurante em conta que fica perto do local da corrida. Nesse sentido, pretendo fazer uma espécie de sondagem para perceber se existem pessoas interessadas. Está por aí alguém que queira participar? Aceito também sugestões de datas mas a ideia é que seja num Sábado.

ponto final, um restaurante a nunca mais visitar

Em tempos fui jantar ao Ponto Final. Para quem não conhece, é um restaurante em Cacilhas que fica situado “quase” debaixo da ponte 25 de Abril e que tem como grande atractivo a sua esplanada, situada num pequeno pontão, fazendo com que as pessoas almocem ou jantem com a sensação de que estão na água. Na altura creio que não falei do espaço no blogue mas apenas no instagram. Recordo-me que tinha gostado, sobretudo da localização. Mas também da comida e que não tinha achado o preço caro. Estes factores fizeram com que nem tivesse dado grande importância a algumas falhas (básicas) no atendimento.

Para assinalar os onze anos de namoro, e reforçar o pedido de casamento, quis levar a minha mulher novamente a este restaurante. Mas só o fazia numa condição: ficar com a última mesa do pontão. Que daria a sensação de estarmos sozinhos no restaurante e praticamente dentro de água. Nesse sentido, liguei com vários dias de antecedência para o local. Fiz a reserva e ressalvei que queria aquela mesa específica. Expliquei que era um jantar especial e que tinha de ser naquela mesa. “Ok! Fique descansado. Vou anotar e a mesa fica reservada”, disse-me o funcionário que atendeu o telefone.

A minha mulher estava a par deste desejo. Mas fiz-me de desleixado. Quando me falava da mesa, dizia que estava esquecido e que ainda não tinha ligado. A caminho do restaurante pedi desculpa pelo meu desleixo. Fiz o meu papel e disse que liguei tarde e que a mesa já estava reservada. Menti para que o impacto da desejada mesa fosse ainda maior. E lá fomos para o restaurante, comigo sempre na brincadeira a dizer que a mesa não seria nossa. Até que, depois de uma pequena caminhada, o pontão fica visível. Para meu espanto, não só aquela mesa como todo o pontão estava ocupado. A minha mulher percebeu a minha reacção e acabei por contar a verdade. Disse que tinha a mesa reservada e que não estava a gostar do que via.

Quando chegámos ao restaurante fui recebido por um empregado. “Boa noite! Fiz uma reserva em nome de Bruno”, disse. “Só um momento que vou ver”, respondeu-me, dirigindo-se ao interior do restaurante. “Pois, tinha pedido a última mesa do pontão, não foi?”, referiu. “Sim. E garantiram-me que estava reservada”, respondi. “Pois, mas aqueles senhores estão ali desde as cinco horas da tarde”, disse-me. “Deve querer dizer senhoras porque a mesa só tem duas mulheres”, foi o que lhe disse pois dava sinais de que nem sabia do que estava a falar.

“Estão ali desde as cinco horas a beber e não se levantam. Que quer que lhe faça?”, pergunta-me. Aqui faço um pequeno apontamento. O empregado diz-me que estão a beber na mesa desde as cinco da tarde (eram 20h20). A mesa não tinha nenhum copo. Tinha apenas um cesto de pão e um prato de azeitonas. Ambos imaculados. O que para mim é um sinal de que estavam na mesa há minutos e não há horas. “Não tenho que me meter no vosso trabalho apesar de achar que é desorganizado. Mas se me pergunta o que quer que faça, digo-lhe o que teria feito. Deixava que outros clientes se sentassem às cinco mas deixava claro que tinham de sair da mesa às 20h ou 20h15 porque existia uma reserva. Isto era o que tinha feito e era assim que deveria funcionar”, expliquei.

O empregado encolheu os braços, numa atitude ao estilo de “estou a cagar-me para ti, quero é o meu ordenado ao final do mês. E quero lá saber se és tu que te sentas ali ou se aquelas duas pessoas que já lá estão”. Acrescento também que este empregado não me apresentou uma única solução para minimizar um erro da casa. Não falou de outra mesa. Não me pediu para aguardar um pouco enquanto encontrava solução. Nada! Simplesmente, marimbou-se para a situação. Virei costas e fui-me embora, deixando claro que nunca mais lá voltava.

A minha revolta não está apenas relacionada com o jantar em questão. Tanto que saí dali e fui a um restaurante bem melhor. Sem aquela vista é certo. Mas com um atendimento irrepreensível e com direito a reforço do pedido de casamento. Aquilo que não posso tolerar é o mau atendimento. Aquele empregado não sabe se fiz cinco quilómetros ou se fiz duzentos para ir lá jantar. Sabe apenas que é um jantar especial e que necessita de uma mesa específica, informações que passei e deixei bem claras no antecipado momento da reserva. Tal como não sabe se existia algo mais, que tivesse pago, para dar um encanto ainda maior ao reforço do pedido de casamento. E tudo isto correu mal devido à incompetência de um (ou mais) empregado. Empregado que não se esforçou minimamente para tentar solucionar um problema provocado pelo restaurante e não por mim.

São pormenores destes que fazem a diferença. No nome e reputação de uma casa. Tal como no profissionalismo e carreira de um empregado. E são pormenores destes que fazem com que volte a uma casa ou que tenha a certeza de que nunca mais lá voltarei e que não a recomende a ninguém. E, neste caso, nem que o restaurante seja considerado o melhor do mundo (algo que nunca acontecerá com este mau funcionamento são arrasados pelos clientes mistério) lá voltarei a meter os pés. Do mal, o menos, o nome fica bem a este caso. Pois é mesmo um Ponto Final.

há por aí mais mamilos iguais aos meus?

Há muitos anos que pratico desporto com uma camisola “segunda pele”. Comecei a utiliza-las, no futebol, numa altura em que não eram moda. Existiam apenas em preto e branco e serviam para o frio. Não era como agora que existem cinquenta tecnologias diferentes e cores para todos os gostos. E o principal motivo que me leva a usar estas camisolas, não apenas no futebol mas em todas as actividades desportivas, está relacionado com os meus mamilos.

Tenho aquilo a que chamo mamilos sensíveis. Quando pratico desporto – sobretudo futebol e corrida – sinto um ardor nos mamilos motivado pelo contacto com os diferentes tecidos. Este ardor pode ser mais ou menos intenso, chegando a causar algumas pequenas feridas que provocam um certo desconforto durante os momentos em que pratico desporto. Se tiver uma “segunda pele” isso já não acontece. Se não tiver, acontece na esmagadora maioria dos casos. Não costumo abordar este assunto com muitas pessoas mas, em conversa com amigos, percebi que era algo pouco comum. Pelo menos no meu grupo de amigos.

Como tal, gostaria de saber se existem por aí mais mamilos iguais aos meus ou se sou um caso raro neste domínio. Caso existam, o que fazem perante esta situação? Quais as soluções, além de uma camisola segunda pele. Obrigado.  

23.7.14

já não existem histórias de amor como esta

No dia em que celebro onze anos de namoro os meus pais festejam 43 anos de casamento. Se a este tempo somar os três anos de namoro são 46 anos de vida a dois. E passados estes anos, parecem dois putos que começaram a namorar ontem. Ainda hoje, quando andam na rua vão de mãos dadas. Tal e qual como dois adolescentes. Para mim, e não digo isto por serem os meus pais, trata-se de uma relação que é um exemplo.

A história de amor dos meus pais sobreviveu a muitas coisas. Sobretudo à distância motivada pela guerra. Algo que durou bem mais de um ano, o tempo que o meu pai esteve a cumprir serviço militar, tendo tido a sua vida em perigo em algumas situações. Além disso, são duas pessoas com origens simples que lutaram muito para estar onde estão hoje. Não tinham casa quando casaram, para dar apenas um exemplo. Mas o amor nunca foi colocado em causa. Por maior que fosse o problema.

Por isso é que vejo nos meus pais um exemplo, até na forma como se amam. Hoje em dia ninguém tem paciência para ninguém. Ao mínimo problema cada qual segue a sua vida. Cada qual segue o seu caminho que ninguém está para aturar ninguém. Hoje em dia as relações são como as fraldas. Assim que estão um pouco sujas vão logo para o lixo. Depois arranja-se outra fralda. É o amor descartável. É por isto que já não existem histórias de amor como esta. Infelizmente.

1+1=11 amo.te

Antes de começares a ler o texto, podes ir ao fim do mesmo, de modo a que ouças a música que escolhi enquanto o lês. Mas, sobre o tema já falo mais à frente. Para começar, parecem uns curtos onze segundos. Sabem a pouco mais de onze minutos. Não aparentam mais de onze horas. Têm a mesma intensidade dos primeiros onze dias. O coração bate com mais amor do que às onze semanas. E ainda ontem eram onze meses. Mas a verdade é que és minha, dentro daquilo que o amor deixa alguém ser de alguém, há onze anos. E a verdade é esta. Onze anos ao teu lado sabem a muito pouco.

Podia dizer-te que vivia antes de te conhecer e de te conquistar. É um facto. Ainda foram pouco mais de duas décadas sem saber quem eras apesar de, mesmo em criança, frequentarmos os mesmos espaços em alturas semelhantes do ano e a mais de trezentos quilómetros das nossas casas. Quero acreditar que era o destino a adiantar serviço. Como dizia, existi mais de vinte anos sem ti. Mas, existir é diferente de viver. E viver intensamente e apaixonadamente, só a partir do momento em que o meu coração decidiu que ias ser minha. Não desisti enquanto não provei o sabor dos teus beijos e o teu toque. Depois, experimentei a dor de não te ter. De não seres minha. Experimentei a face menos saborosa, mas igualmente intensa, do amor. E isso fez-me perceber que o meu coração só te queria.

E assim teve início o primeiro capítulo forte da nossa história de amor, que tinha dado os primeiros passos uns meses antes. E hoje assinalam-se onze anos desde esse dia. Desde que te beijei naquele que será sempre o melhor banco de jardim do mundo. E que te levei a casa sem que percebesses se era o início do namoro apesar de eu já estar mais do que preso em ti. E desde então que és a minha vida. Estás presente quando estou feliz e bem. Mas não é isso que destaco, porque isso qualquer pessoa consegue fazer. O que destaco é que, sempre que caio e fico esfolado, estás lá para me dar a mão e ajudar a levantar. Limpas as feridas. Dizes “já passou”. Secas as lágrimas. Abraças-me. Beijas-me. E fazes com que perceba que, por maior que seja a queda, irei ficar sempre em pé pouco tempo depois. E ajudas-me a perceber que por mais negro que seja o dia, o amanhã será sempre melhor.

Desculpa o egoísmo, mas também te amo porque fazes de mim um homem melhor. Fazes-me ser alguém que nunca imaginei ser. Fazes com que o meu coração bata com uma intensidade que nunca julguei possível. Fazes com que te ame como nunca acreditei ser capaz de amar. Dás-me vontade de viver. Resumindo, dás-me vida. É certo que vivi mais de vinte anos sem ti. Rodeado de gente boa, sobretudo da minha família. Mas, contigo descobri um amor que só tu me podes dar. E agora sou viciado em ti. Quero sempre mais. Mais uma dose. E outra. E ainda mais outra. Não vivo sem o teu amor, que me alimenta.

Tenho também que te pedir desculpa. Pois tenho a noção de que nem sempre sou o homem que esperas. Mais do que isso, que mereces. Tenho as minhas falhas. Umas mais graves. Outras sem relevo. Mas espero que acredites que, mesmo nesses momentos, sou movido pelo amor que sinto por ti. E tal como te peço desculpa, agradeço também as falhas que tenho. Pois ajudam a que a nossa vida não seja uma aborrecida linha recta em que tudo corre bem. Não me importo que as coisas corram menos bem em alguns momentos porque isso dá muito mais sabor aos momentos em que tudo está bem.

Já me esquecia da música. Ontem, quando estava a correr enquanto esperava por ti, ouvi esta música. Uma das minhas preferidas. E acho que, de uma forma divertida, define muito bem a essência da nossa relação. Porque a verdade é que existiram momentos menos bons, tal como acontece em todas as relações. Mas, no final do dia, a verdade é só esta: “yes, it's true, (yes it's true) I am happy to be stuck with you”. E quero que assim seja para sempre! Amo.te´nos mais do que tudo na vida e não tenho palavras que se façam justiça ao agradecimento que mereces. Por isso Jimbrinhas, digo-te apenas que não vejo a hora de te agarrar e encher de beijos.



PS - Já que estamos numa de músicas, fica com mais esta. É uma espécie de desejo para hoje. "Turn off the lights and light a candle. Tonight I'm in a romantic mood. Let's take a shower, shower together. I'll wash your body and you'll wash mine. Rub me down in some hot oils, baby. And I'll do the same thing to you. Just turn off the lights, come to me. Girl, I wanna give you a special treat, you're so sweet. Turn off the lights and let's get cozy. See, you're the only one in the world that I need".