31.1.15

acho que as mulheres se vão identificar

Skellie não é mais do que um esqueleto que está a alcançar fama mundial. Como? Imitando as fotografias que as mulheres (este é o conceito porque é uma mulher mas pode ser estendido ao universo masculino) captam e partilham nas redes sociais, como é o caso do instagram. Foi algo que começou como uma brincadeira entre colegas de trabalho mas que rapidamente cresceu, sendo já considerada com uma das contas mais divertidas da famosa rede social.

Tenho a certeza de que todas as pessoas vão encontrar uma imagem com a qual se identificam, assumindo, com um sorriso nos lábios, que podiam estar no lugar de Skellie, o esqueleto que tem tudo para ser o mais famoso do mundo e que é uma das ideias mais divertidas que descobri nos últimos tempos.

Segredo de beleza.

Leg Day no ginásio.

A sentir-me uma princesa na floresta.

Selfie no trabalho.

Compras até cair para o lado.

Bar aberto na festa de Natal.

A desenhar anjos na neve.

Sushi.

Quantas vezes carregam no snooze?

Não se preocupem rapazes que despacho-me depressa pela manhã.

A relaxar.

O frio do Inverno pede piscinas de água quente.

Quem estiver interessado pode seguir as aventuras de Skellie no instagram (@omgliterallydead).

30.1.15

podia ser assim

Se fosse actor, imaginava-me a fazer este filme. Seria o protagonista. Leonardo DiCaprio e Jamie Foxx fariam de meus melhores amigos. Christian Bale faria de meu mentor. Charlize Theron seria o meu par romântico. Como Heath Ledger já faleceu, Tom Hardy seria o meu “inimigo” na trama. E Kevin Spacey seria o meu patrão com quem bebia uns copos fora do trabalho. Caso fosse necessário para a história, Penélope Cruz, Jennifer Lawrence, Jennifer Aniston e Amy Adams podiam ser quatro amigas que tinham em comum uma paixão por mim. Por fim, Morgan Freeman seria o narrador do filme. Se fosse cantor/músico teria um álbum em conjunto com Lenny Kravitz, Jay Kay e Adam Levine. Sam Smith participaria num tema e Ana Moura emprestava a voz quando fosse necessária voz feminina. Dave Grohl seria o baterista do álbum e Slash o guitarrista. Mark Ronson seria o produtor do álbum. Podia ser assim.

uma declaração de amor que o deixa em pé

Anda a circular pelas redes sociais aquela que parece ser uma declaração de amor que Raul Meireles dedicou à mulher, Ivone Meireles, no dia do seu 29º aniversário. Quando vi a imagem pela primeira vez pensei que se pudesse tratar de uma brincadeira. Que não passava de uma montagem que alguém tinha feito ou de uma conta falsa. Hoje, recebi a imagem (obrigado Sílvia) e dediquei um pouco mais de atenção à mesma. Depois de uma pesquisa, encontrei notícias sobre a imagem, o que me leva a acreditar que se trata de algo real que alguém retirou da conta pessoal que Raul Meireles tem no instagram. A imagem é esta.


“29 anos e continuas a cumprir bem a tua missão, deixar-me com ele sempre para cima e principalmente fazes de mim um homem feliz. Parabéns amiga, mulher, bagaço... adoro o teu cu! (29 anos and sexy)”, escreve o excêntrico jogador. Estas palavras (ou esta declaração de amor) têm chocado algumas pessoas. Na minha opinião, batem certo com a imagem que tenho de ambos.

Não me choca esta declaração de amor que consideram diferente. E pergunto: quem nunca disse algo do género na sua vida privada? E realço que esta declaração não foi divulgada numa conta pública. Trata-se da conta pessoal do jogador português, à qual poucas pessoas (99) têm acesso. E foi uma delas que decidiu partilhar este momento que deveria ser apenas do casal e de quem lhes é mais próximo. Acho que ficaria mais surpreendido se fosse partilhada uma declaração de amor mais “tradicional” porque não é essa a imagem que tenho do casal.

O amor é o que os casais querem fazer dele. Que todas as pessoas encontrem quem cumpra “bem a missão”, que o (seja o que for) deixe “sempre para cima” e que “principalmente” faça a outra pessoa feliz. E que “adorem” o que tem de ser adorado. Cada qual à sua maneira, com mais ou menos excentricidade.

estás aqui para me servir porque eu pago

Neste texto falei sobre as gratificações. Devemos ou não dar gorjeta? Desta vez, coloco-me do outro lado. Que foi o meu durante alguns anos em que trabalhei em diversos locais que implicavam atendimento ao público. Durante essas experiências profissionais, aquilo que mais me incomodava eram os clientes cujos argumentos passavam por coisas como: “porque eu pago” e “está aqui para me servir”, apenas para dar dois exemplos da forma como muitos clientes lidam com funcionários das mais variadas lojas.

Numa altura em que trabalhei numa grande loja de materiais de construção tinha a meu cargo o corredor onde estavam os sacos de cimento que, caso não me esteja a enganar, pesavam 25 quilos. Num dia fui abordado por um cliente que quis saber onde estavam os sacos. Acompanhei o cliente ao local. Perguntei se precisava de algo ou de alguma informação e ordena-me, com uma postura de superioridade, que lhe carregasse um ou dois sacos. Perguntei se tinha algum problema físico e se necessitava de ajuda. Afirmou que não, salientando que estava ali “para o servir”. Expliquei que estava ali para atender e ajudar no que fosse possível mas que não tinha como missão servir quem quer que fosse. Ficou indignado, gritou comigo, fez tudo e mais alguma coisa. Ainda lhe perguntei se queria reclamar e expliquei o que teria de fazer. Acabou por carregar o(s) saco(s).

Este é apenas um exemplo da estupidez de algumas pessoas que olham para os funcionários das mais diferentes lojas como pessoas inferiores que estão ali para o que lhes apetecer. Posso dizer que carreguei muitos sacos de cimento e muitas latas de tinta, apenas para dar dois exemplos, mas essa não era a minha obrigação nem nenhum chefe me obrigava a que o fizesse. Ajudava quando as pessoas precisavam e quando notava que a ajuda, mesmo sem ser solicitada, era desejada. Quando a postura era a deste homem, explicava o que tinha a explicar, ajudava nas informações que pudesse ajudar e depois voltava às minhas funções.

Outras palavras que os funcionários ouvem muito (e ouvi diversas vezes) é “porque eu pago”. Normalmente, é o caminho de quem não tem argumentos. Não se sabe o que responder a alguém, recorre-se ao argumento do dinheiro como quem diz ao funcionário que tem de se sujeitar a tudo porque está numa posição inferior. O cliente pode ser parvo, pode dizer as maiores asneiras do mundo, pode não ter razão e estar a comprar algo completamente diferente do que afirmou desejar mas aos seus olhos nada disso importa porque está a pagar. E isso dá-lhe, aos seus olhos, toda a razão do mundo. Felizmente, o dinheiro não compra tudo. Mesmo numa loja. E um belo exemplo de algo que o dinheiro não compra é educação (refiro-me à mais importante e aquela que não se aprende em nenhuma universidade) e classe.

sexo impossível. eles vs elas

Encontrei estes desenhos, da autoria de Zach Weiner, no 9gag. Gosto do tema abordado e também da forma como está explicado. Indo directo ao assunto, trata-se de sexo. Mais especificamente sexo impossível com dois super-heróis, sendo um deles masculino e outro feminino. Ambos dizem à mulher e ao homem, respectivamente, que não podem ter sexo com eles porque a sua força seria letal. Ficam as reacções de ambos.





Agora, fica a pergunta: estas reacções estão próximas da realidade? Será mesmo assim?

29.1.15

aparecer é fácil

Nos dias que correm é fácil aparecer. Qualquer pessoa que se esforce minimamente consegue ter os seus cinco minutos de fama. E a realidade em que vivemos proporciona isso com relativa facilidade. "Ferramentas" como o youtube, facebook, blogues e os mais diversos programas televisivos, entre muitas outras coisas, são meio caminho andado para que as pessoas que desejam ou ambicionam ser destaque nas mais diversas áreas consigam o seu espaço. Dito de outra forma, o marketing pessoal tem todas as ferramentas e mais algumas ao seu dispor.

Algo impensável num passado não muito longínquo. Não é preciso recuar muitos anos para encontrar uma realidade distinta. Onde as ferramentas eram menores. E onde só os bons conseguiam ter destaque. Porque quando apareciam já tinham sido filtrados ao máximo. Eram poucos os que faziam o percurso até ao fim. Ou que fingiam ter qualidades que não têm. A esmagadora maioria perdia-se pelo caminho. Ou seja, não tinham aquilo que era necessário para chegar onde todos queriam estar.

Apesar da facilidade em aparecer não considero que o talento seja ignorado pela maioria das pessoas. Ou que se tenha perdido ou desvalorizado com o tempo. Como já referi, aparecer é fácil. Permanecer é algo completamente diferente. Comparo o permanecer de agora com o aparecer de antigamente. Todos conseguem os seus cinco minutos através das mais diferenciadas estratégias. Mas poucos são aqueles que conseguem outros cinco minutos. E ainda menos são aqueles que permanecem ao longo do tempo. E isto é algo que não se consegue com os requisitos mínimos para os tais cinco minutos de exposição.

Quero acreditar que existe uma espécie de selecção natural. Ou uma máquina que tritura e cospe tudo aquilo que não interessa e que não presta. Tudo aquilo que não merece mais do que cinco minutos de exposição. É por isso que existem bandas que conseguem um hit e desaparecem cinco minutos depois. E também actores que ainda nem atingiram os cinco minutos e pensam que já têm uma estatueta dourada nas mãos acabando por desaparecer. E estes são apenas dois exemplos dos muitos que poderia dar.

É certo que existe o famoso factor c que não pode ser ignorado. Mas mesmo a cunha não dá para muito mais do que cinco minutos. Porque sem o talento necessário ou as qualidades exigidas para algo, a porta que a cunha abriu irá ser fechada assim que os créditos do factor c se esgotem ou assim que um projecto ou empresa esteja destinada ao fracasso. Abençoado filtro ou máquina de trituração que destrói ilusões de muitos mas ajuda tantos outros.

lisbonita e lisberdade

De um modo geral tendemos a desvalorizar o que está por perto ao mesmo tempo que elogiamos a beleza que não é nossa e que está longe da nossa realidade diária. Assumo a minha quota-parte de culpa neste domínio. Mas sempre que estou por Lisboa, quer seja em trabalho ou em lazer, percebo que é uma cidade especial e das mais belas do mundo. Cada edifício parece contar uma história. Cada pedra da calçada parece ter uma característica única. E quando se vê a cidade do Castelo de São Jorge todos os problemas vão embora. E há apenas uma palavras que se destaca: liberdade!