19.12.14

pergunta para elas

Por norma, quando um grupo de mulheres está a observar/analisar fotos de outras mulheres, por exemplo de um qualquer evento internacional, ouvem-se coisas como: “fulana tinha as mamas quase de fora” e “sicrana ia muito despida”. Porém, quando estes mesmos grupos de mulheres estão a observar/analisar fotos de homens nunca se cansam daqueles que têm, por exemplo, os abdominais definidos e que estão constantemente a exibir o corpo. Nunca dizem coisas como “isto já cansa” ou “este já vestia uma t-shirt”. Porquê?

temos mais força do que pensamos

No último post partilhei um pedido de ajuda que me tocou bastante. Desde então já perdi conta ao número de mensagens e emails que troquei com pessoas que querem ajudar. Até se está a formar um grupo que tem como missão ir a Setúbal na terça-feira entregar tudo aquilo que deve fazer parte da noite de consoada (e até mais coisas). Obrigado, em especial, a cada um de vocês. O (espírito de) Natal é isto. Não sei como vos agradecer. Por isso, deixo-vos uma frase que se adequa e bem ao movimento de solidariedade que se gerou.


quem pode ajudar?

Acho que é necessária uma gigantesca dose de humildade para pedir ajuda a alguém. Sobretudo a um estranho. Ainda mais quando se pede a esse estranho que dê voz a um desabafo que envolve familiares. E foi isso que a Cynthia fez através de um email (um dos mais tristes que já recebi através do email do blogue) que em enviou depois de já ter partilhado esse desabafo no seu blogue (o texto pode ser lido aqui). A Cynthia ponderou bastante sobre este pedido que acaba por expor a sua família. Mas a situação tornou-se insustentável.

Indo directo ao assunto, os sogros e os cunhados, que têm apenas 10 e 12 anos, da Cynthia atravessam um momento financeiro muito complicado. Problema que a própria Cynthia e o seu companheiro não conseguem resolver pois o casal, que tem uma criança, luta igualmente para ter dinheiro até ao final do mês. Ainda por cima sendo ambos trabalhadores temporários que desconhecem o futuro que vai além da próxima semana. Neste momento, apenas a sogra tem emprego. Sogra que chega a pedir o adiantamento do ordenado de modo a ter dinheiro para colocar comida na mesa. Dinheiro esse que é gerido cuidadosamente mas que nunca é suficiente. Por sua vez, o sogro trabalhou muito tempo num hospital, na manutenção, mas acabou dispensado. Não teve direito a subsídio e vai fazendo biscates (sobretudo em pintura) sempre que aparecem.

Basicamente a história é esta. Um dos meninos fez anos recentemente e apenas recebeu um saco de doces (dado pela Cynthia e pelo companheiro) que lhe valeu o mundo. Como é fácil de compreender, não existe árvore de Natal e muito menos presentes para as crianças. O subsídio de Natal da sogra foi pedido adiantado para que não faltassem livros escolares às crianças. E o abono de ambos fica-se pelos 50 euros. Acho que não preciso de escrever mais nada porque é fácil perceber a dor desta família. E a impotência de quem tem pouco e não consegue ajudar. E foi nesse sentido que a Cynthia me escreveu. Até porque os sogros não conseguem pedir ajuda. Algo que acontece com muitas pessoas, quer seja por orgulho, vergonha ou outra coisa qualquer. E algo por que a própria Cynthia já passou quando também ela precisou de ajuda.

Infelizmente, é uma realidade cada vez maior encontrar famílias que lutam por um prato de comida na mesa no dia seguinte. Acrescento apenas que estas crianças chegam a comer apenas esparguete porque não há nada mais para comer. Ninguém devia passar por isto. Ninguém!

A Cynthia não me pediu para divulgar um pedido de dinheiro. A Cynthia pede comida, roupa e num cenário bom, um emprego para o sogro (um homem que trabalhou em manutenção e que tem experiência em pintura, canalização e que trabalha com cimento, estuque e esse tipo de materiais). Se conhecerem alguém que possa dar emprego a este homem, se tiverem roupas e calçado que já não usam ou se tiverem a possibilidade de contribuir com alimentos peço que entrem em contacto comigo ou com a própria Cynthia, através do blogue dela, onde está o seu desabafo.

Um pequeno gesto de cada pessoa poderá levar, nem que seja levemente, o espírito de Natal até esta família. Obrigado pelo tempo que dedicaram a este texto e espero que mensagem chegue longe. Agradeço também se tiverem a possibilidade de partilhar este pedido nas redes sociais. Muito obrigado. 

18.12.14

pessoal do porto (e conhecedores), cheguem-se à frente sff

Como já tinha referido, depois do primeiro jantar do blogue, que aconteceu em Lisboa, ficou no ar a possibilidade de fazer outro jantar, desta vez no Porto. Fiquei agradavelmente surpreendido com a quantidade de pessoas do Norte que revelaram interesse num novo convívio. A ezimute (que detém a Table and Friends) também gostou da ideia que, mais do que isso, representa um desafio pois ainda não têm parceiros no Porto. Como tal, preciso da vossa ajuda. Quais os restaurantes que recomendam para o jantar?

17.12.14

desafio in love (final)

Recorri ao vosso bom gosto musical (até porque ninguém percebe mais de música do que vocês, certo?) para partir à procura daquela que é a melhor música romântica de sempre. Inicialmente, pedi que me dissessem quais os três temas de que mais gostavam. As vossas opiniões resultaram numa larga lista com mais de uma centena de músicas. Agora está na altura em que a eleição é a doer.

As finalistas são apenas seis. As seis músicas mais votadas estão nesta lista final. E partem todas em pé de igualdade pois a contagem final tem início agora, ignorando os votos anteriores. Porém, existe uma novidade em relação à lista anterior. Desta vez não permito que vejam como está a decorrer a votação. Podem votar e alterar o voto mas não podem acompanhar a votação.

Posto isto, vamos lá então encontrar a melhor música romântica de todos os tempos. A decisão é vossa e isso deixa-me descansado pois ninguém tem melhor gosto do que vocês. Vamos a isto!

cartas ao pai natal que merecem ser lidas

O Natal é vivido com intensidade máxima pelos mais novos. Aliás, a magia desta quadra centra-se sobretudo nas crianças que animam as famílias. Crianças essas que têm o hábito de escrever uma carta ao Pai Natal onde, por norma, dizem que se portaram bem ao longo do ano, ao mesmo tempo que revelam os presentes que gostavam de receber. Como referi, isto é o que por norma acontece. Porque existem muitas crianças que conseguem ser bastante originais nas missivas que enviam para o senhor da barba branca que veste de vermelho.

Como por exemplo a Lucy, uma menina que foi parca em palavras e revelou a sua indignação ao senhor da barba branca. “Querido Pai Natal, no ano passado pedi-te uma conta bancária gorda e um corpo magro. Por favor, não troques as coisas como fizeste no ano passado. Lucy.” Por sua vez, Tommy mostrou toda a sua persistência. “Querido Pai Natal, há dois anos pedi-te a boneca da Lady Gaga e deste-me uma bola de basebol. No ano passado voltei a pedir-te a boneca da Lady Gaga e deste-me um taco de basebol. Este ano, mais uma vez, peço-te a boneca da Lady Gaga. Se na árvore estiver algum artigo relacionado com basebol não tenho outra opção que não seja partir as tuas pernas gordas. Capiche? Não me faças ir à tua casa. Feliz Natal. Com amor, Tommy.”

Depois, existem aquelas que são bastante simples nas cartas que escrevem. Como é o caso do(a) DK. “Querido Pai Natal, se trouxeres brinquedos a pilhas, não te esqueças das pilhas. DK”. E também do Max. “Querido Pai Natal, será que me podes dar uma câmara, porque quero uma. Max.” Por sua vez, Tennessee é simples e encaminha o assunto para outra pessoa. “Querido Pai Natal, envia uma mensagem ao meu pai que ele tem a minha lista. Como amor, Tennessee.”

Depois, existem casos de crianças que questionam a existência do Pai Natal, como é o caso da Deaven. “Querido Pai Natal, sou a Deaven. Gostava de saber se és real. Eu acredito que sim mas os meus amigos não. Por isso, será que me podes enviar uma fotografia autografada em que apareças tu e a tua mulher ou outra coisa qualquer. Será que podes enviar a fotografia e um sino do teu trenó? Ahhhh és muito gordo! Faz dieta. Por favor, responde ao meu pedido.” Por fim, existem aqueles que levam as ameaças muito a sério. Como a criança que enviou ao Pai Natal uma pequena caixa onde está o nariz da rena Rodolfo. Caixa essa que acompanha a sua carta. “Querido Pai Natal, tenho o Rodolfo. Esta é a prova. Envia-me os brinquedos ou envio-te o resto dele. Não tentes nada engraçado 1- Dance Dance Revolution, 2- Todas as bonecas do mundo, 3- Uma nova bicicleta (vermelha), 4- Tudo o que desejei até hoje.”

Esta é uma pequena amostra das cartas mais divertidas (estranhas, se preferirem) que já foram enviadas ao Pai Natal. Outro trabalho interessante seria perceber o que motiva algumas destas cartas. Quais os comportamentos que dão origem a algumas coisas que aqui partilhei. Sobretudo em relação às cartas mais estranhas.