2.3.17

filhos vs sobrinhos. qual será o melhor dos dois mundos?

Ontem uma pessoa perguntou-me se pensava ter filhos. Respondi que sim. Que até ao momento tinha uma sobrinha mas que pensava ter filhos. A pessoa respondeu-me que também tinha uma sobrinha. E que também tinha pensado em ter filhos. Mas que agora estava feliz com a sobrinha e que já não pensava ter filhos. "Ter sobrinhos é o melhor dos dois mundos", brincou.

Depois fez aquela piada típica de quem defende esta ideia. Ou seja, tem o amor que poderá dar e receber de um filho mas sem as partes menos positivas. Quando a criança chora, vai para os pais. Quando faz birras, vai para os pais. Resumindo, aproveita tudo aquilo que é positivo numa relação com uma criança e elimina da equação aqueles momentos que também fazem parte de uma relação do género mas que, deste modo, são vividos apenas pelos pais.

A pessoa estava a brincar com o que dizia mas mantendo uma certa verdade na sua opinião. "As pessoas dizem que vale a pena ter filhos. Mas será que vale mesmo?", perguntava. Não é a primeira pessoa que ouço com esta opinião. Conheço diversas pessoas que ficam felizes e realizadas com um sobrinho. Porque não perdem a sua independência, não têm ninguém a depender de si, mantêm o estilo de vida que desejam e ao mesmo tempo têm alguém para amar como se fosse um filho.

Não censuro nem critico quem pensa deste modo. Creio que são pessoas que têm receio de ter um filho mesmo que o desejem. E enquanto hesitam ficam felizes com este cenário. Ou então são pessoas que não querem mesmo ter filhos, independentemente de gostarem de crianças. Por outro lado, fico feliz com pessoas que pensam neste cenário. Ou seja, que não olham para o nascimento de uma criança como a aquisição de uma t-shirt em saldos que depois se arruma para o lado quando se percebe que afinal não fazia falta nenhuma ou que não era bem aquele modelo que se pretendia. E infelizmente é algo que se vê muito nos dias que correm. Pessoas que parecem ser pais por capricho e que depois não têm paciência para os filhos.

1.3.17

é para vir meio chique

Acho que o convite para ir à festa da Vanity Fair tinha como dress code "meio chique". Algo que a actriz Gabrielle Union percebeu na perfeição.

ela não foi traída. teve o que procurava

É comum ler uma notícia que tem como título "traída pelo vestido" quando acontece um evento que tem destaque em todo o mundo, como é o caso dos Óscares. A edição deste ano não foi excepção e a protagonista foi Blanca Blanco, uma actriz de quem poucas pessoas ouviram falar até ser notícia pelo seu vestido.

A actriz decidiu usar um vestido com uma racha generosa e optou por não usar roupa interior. Como seria de esperar (pelo menos existia uma grande probabilidade de isso acontecer) Blanca Blanco acabou por mostrar mais do que devia. E acabou por ser notícia em todo o mundo. Não pela carreira mas pelo deslize do vestido. A tal traição.

Não concordo com estes títulos. Porque acho que não existe traição nenhuma por parte da roupa. Quem escolhe um modelo destes quer ser notícia pela roupa. Quem decide não usar roupa interior com uma racha generosa, e sabendo que terá de atravessar a passadeira vermelha, quer ser notícia pela provável exposição corporal que tem tudo para acontecer.


É por isto que defendo que não existe traição do vestido. Existe sim uma vitória do vestido. Alcançou o objectivo que tinha. Antes do evento ninguém sabia quem era Blanca Blanco. Agora, é notícia em todo o mundo. E com isto todos vão querer saber mais sobre si e mais sobre o vestido. Com um pouco de sorte esta exposição mundial acaba por trazer um qualquer convite profissional. Por isso é que não acredito em traição. É uma missão bem sucedida.