3.2.17

as inseguranças femininas em relação ao corpo

Acredito que a esmagadora maioria das pessoas são inseguras em relação ao seu corpo. Acredito que boa parte das pessoas não gosta de se ver sem roupa, muito menos perto de outras pessoas. Porque arranjamos sempre dezenas de defeitos. Acredito também que a percentagem de mulheres com inseguranças em relação ao corpo é ainda maior do que quando comparada com a percentagem masculina.

A ideia que tenho é a de que as mulheres, por mais perfeito que o corpo seja, acabam por não gostar dele. Porque tem uma gordurinha aqui. Porque tem não sei o quê ali. Por isto, por aquilo, por tudo e mais alguma coisa. E mesmo que outras pessoas elogiem o corpo acabam sempre a manter a ideia de que algo está errado. O que faz com que sejam bastante inseguras em relação ao corpo e à nudez.

Acabo de ler uma notícia que dá conta de que Kate Moss posou nua para uma revista. A modelo, que tem 43 anos, tem um corpo bonito. Sensual. Sendo que isto depende sempre da opinião de quem vê. Na conversa que acompanha as fotos, Kate Moss diz que não gosta do seu corpo. Algo que qualquer pessoa achará absurdo.


Vivemos numa era em que o passar dos anos assusta tudo e todos. Principalmente as mulheres, com algumas a sentirem-se velhas quando estão nos trinta. Faz-se tudo para não se envelhecer. Faz-se tudo para ter o corpo dentro dos parâmetros que alguém defende como ideais para todas as mulheres. Existem mulheres de vinte anos que certamente gostavam de ter um corpo como aquele que Kate Moss tem aos 43 anos. Por sua vez, e foi sempre assim, a modelo não gosta do corpo.

E a verdade é que a maior parte das pessoas vive nesta situação. Ou não gostam do corpo. Ou só gostam de parte dele. Ou acham que é feio. Encontram-se defeitos e mais defeitos. Qualidades? Ninguém as vê. E os elogios são vistos apenas como uma palavra amiga mas despida de verdade. E poucas são as pessoas que acabam por ficar contentes com o que têm. E que vivem sem inseguranças e receios que não têm razão de ser.

os radares são como as vacas

As estradas têm cada vez mais radares. Pelos aquelas que percorro no percurso casa-trabalho-casa. Devo cruzar-me com, mais ou menos, dez radares diariamente. Todos identificados. Alguns colocados em locais onde é mais fácil ser multado mas todos assinalados de modo a que os condutores não se possam queixar.

Olho para estes radares como as vacas. Existem vacas que estão cercadas por vedações eléctricas. E que costumam apanhar alguns choques. Poucos. Quando isso acontece os donos desligam as vedações, que por norma são muito mais baixas do que as outras. Fenómeno com o qual me deparei numa viagem aos Açores. E na altura explicaram-me que o choque faz com que não se voltem a aproximar das vedações.

Associo este fenómeno aos radares. Porque acho que os condutores também só aprendem com “choques”, leia-se multas. Não sei se os radares já estão todos em funcionamento. Não sei se vão estar. Mas o medo da multa, associado à pontuação da carta, leva a que as pessoas moderem a velocidade da condução. Que passem a respeitar aquilo que ignoravam antes de uma multa.

de espanha, nem bom vento, nem bom casamento mas...

Diz a sabedoria popular que de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento. Mas é de Espanha que chega Cristina Pedroche, apresentadora que está a dar que falar devido ao vestido utilizado num programa.