17.1.17

violência + sensualidade = machismo?

Mixed Martial Arts (MMA) é capaz de ser um dos desportos mais violentos que existem. Tanto no masculino como no feminino. Ainda deve estar bem presente na memória de todos o festival de porrada que Ronda Rousey levou da brasileira Amanda Nunes naquele que foi o regresso da lutadora - em tempos considerada a melhor do mundo - ao octógono. Ou algo muito mais trágico como foi a morte do lutador português João Carvalho na sequência de um combate realizado na Irlanda.

Este violento desporto ganha agora um ingrediente sensual. Que se aplica a algumas lutadoras femininas. Trata-se do Lingerie Fighting Championships. Como o nome indica é uma luta em que as mulheres estão vestidas apenas com lingerie bastante sensual. Que são utilizados em vez da tradicional roupa desportiva utilizada nas outras lutas femininas.

A variante sensual parece ter sido criada a pensar no público feminino. Quem o diz é o CEO da Lingerie Fighting Championships que salienta que as mulheres gostam de ver este tipo de lutas. E que vibram tanto com os combates como os homens nas lutas masculinas. E pouco se importa que o queiram apelidar de machista. "Não temo ser rotulado de machista. As pessoas que dizem isso, nunca conheceram as nossas lutadoras, que são algumas das mulheres mais fortes e brilhantes que jamais encontrarás. Elas ficam óptimas de lingerie e sabem disso. E não se preocupam com essas questões do corpo, como boa parte das pessoas. Pessoas com o corpo bonito querem mostrá-lo. Pessoas com o corpo feio tendem a ficar ofendidas e rotulam as outras de machistas, além de fazerem bullying e tentar convencer as pessoas a ficarem vestidas", argumenta.

A ideia não é nova. Que me recorde existe também (ou existia) um campeonato de futebol americano disputado por mulheres que estavam vestidas em lingerie. Não tinha o impacto do campeonato masculino mas recordo-me de ver jogos com bastante público. E guardo a imagem de jogadoras que estando vestidas de forma mais sensual levavam o jogo muito a sério com lances muito duros. Se era encenação? Creio que não! Era apenas mais um jogo sendo que este tinha como destaque a ausência de alguma roupa.

Se estas variantes existem é porque existe público. Até porque normalmente são eventos que só passam em canais fechados. E a verdade é que só vê este tipo de desporto quem quer. Não existe uma obrigação. Tal como não existe uma obrigação para quem participa. São opções. Mas não deixa de ser igualmente verdade que qualquer um destes desportos surge sempre com o rótulo de machismo caso seja um homem a dar a cara pela ideia. Aliás, mulheres com pouca roupa dão (quase) sempre polémica.

moral 2017

Em tempos, e de acordo com o dicionário, foi assim:

mo·ral
(latim moralis, -e, relativo aos costumes)
adjectivo de dois géneros
1. Relativo à moral.
2. Que procede com justiça. = CORRECTO, DECENTE, HONESTO, ÍNTEGRO, JUSTO, PROBO ≠ DESONESTO, ERRADO, IMORAL, INDECENTE
3. Não físico nem material (ex.: estado moral). = ESPIRITUAL
5. Conforme às regras éticas e dos bons costumes.
substantivo feminino
6. Conjunto dos princípios e valores de conduta do homem.
7. Bons costumes.
8. Conjunto de regras e princípios que regem determinado grupo.
9. [Filosofia] Tratado sobre o bem e o mal.
10. Susceptibilidade no sentir e no proceder.
substantivo masculino
11. Estado do espírito (ex.: a derrota minou o moral do grupo). = ÂNIMO, DISPOSIÇÃO

moral da história
• Lição ou ensinamento que se pode retirar de um acontecimento ou história narrados. = MORALIDADE
Confrontar: molal, molar, mural.

Agora a moral passa a ser algo que se mede em euros.

o papel. qual papel?

Um grupo de celebridades foi desafiado a dar voz a um grande clássico que faz parte das músicas que servem para "chorar" o final de uma relação. Trata-se de I Will Survive, de Gloria Gaynor, que desta vez é dedicado a Donald Trump, o novo presidente norte-americano.



Aquilo que mais me impressiona é a quantidade de pessoas que necessita de um papel para saber a letra desta música. Presumo que nunca tiveram um desgosto amoroso ou que pouco (ou nada) saem à noite pois o tempo passa e este clássico permanece.