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11.11.18

casamento e pesadelo

Já tinha revelado ser fã da versão australiana de "Casados à Primeira Vista", programa que acabou por chegar a Portugal pelas mãos da SIC. E tal como já tinha acontecido em outros países, também por cá existiu alguma polémica com muitas vozes a defenderem que não é mais do que brincar com o casamento. Tenho acompanhado a versão portuguesa e não estou descontente com o que tenho visto.

Acho apenas que os portugueses têm o defeito de achar que todos os programas exigem um apresentador, quando não é assim. Nada tenho contra a Diana Chaves mas não acrescenta nada ao programa. Estar lá ou existir apenas uma voz, seria a mesma coisa. De resto, acho que numa fase inicial chegou a ser confuso porque existiam muitos saltos entre pessoas e casais que acabavam por baralhar as coisas. A partir daí, é um programa interessante que está ao nível daquilo que via na edição que acompanhava mais de perto.

O pior de "Casados à Primeira Vista" é mesmo o horário a que o programa é emitido. Durante a semana concorre com programas fortes e ao domingo bate-se com "Pesadelo na Cozinha", que continua a liderar as audiências. Vamos na segunda edição, os escândalos já não são tão fortes como na primeira, mas as pessoas continuam presas ao ecrã para descobrir o que irá acontecer ao restaurante visitado por Ljubomir Stanisic. E só falo das audiências porque existem lutas desiguais que matam a continuidade de bons programas, considerados um fracasso a nível de audiências.

29.6.18

casavas com um desconhecido?

No instagram do blogue já tinha revelado ser fã da edição australiana de "Married at First Sight". Para quem não sabe do que falo, trata-se de um reality show que tem como ponto de partida o casamento de vários casais que não se conhecem.

Depois da festa segue-se a lua de mel, viver juntos, viver na casa do noivo, viver na casa da noiva, passar uns dias afastados e, por fim, decidir se a relação continua depois do programa, que dura oito semanas.

Semanalmente existe um jantar com todos os casais e uma reunião com especialistas em que decidem se querem continuar no programa. Se um quiser desistir e o outro continuar, têm de continuar. Os três especialistas são os responsáveis por juntar os casais.

Por cá estamos habituados a ter programas que estão centrados na confusão e polémica. Já este, é um exemplo de algo bem feito. O objectivo é que os casais se apaixonem, vivendo aquilo que todos os casais vivem. Não existem rasteiras nem incentivos à confusão.

Os momentos tensos existem quando os casais não se entendem ou quando estão todos juntos, altura em que as diferentes personalidades se revelam. É por tudo isto que gosto de ver o reality show que passa na SIC Mulher. E é algo que recomendo a quem procura algo diferente.

17.4.18

vamos lá falar do final de la casa de papel

Finalmente acabei de ver o final da primeira temporada de La Casa de Papel (não confundir com final da primeira parte pois existe uma confusão em torno do número de temporadas da série espanhola. É apenas uma temporada que a Netflix partiu em duas partes depois de comprar a série). Não vou falar sobre a série para não estragar o prazer de quem ainda não viu. Digo apenas que é uma das melhores séries que vi nos últimos tempos porque está realmente muito bem pensada a todos os níveis.

Durante todos os episódios só apenas num momento é que pensei que a série iria transformar-se numa grande porcaria. Era um mero detalhe que podia fazer toda a diferença, mas que acabou por ser recuperado de imediato. De resto, tudo bom. O início, meio e final. E espero que não caiam na tentação de fazer uma segunda temporada. Porque é o tipo de série que não merece continuidade. Não tem lógica!

Sei que neste momento existirá uma grande tentação de prolongar o sucesso da série. Mas isso também poderá ser um grande tiro nos pés. Porque a perfeição pode dar lugar a algo mau e a imagem que fica é sempre a final. De resto, tenho de eleger Pedro Alonso (Berlin) como o melhor ator na série. Tudo em si é perfeito. Por mais simples que seja a fala ou o momento, é genial no que faz. E quem não viu esta série... não sabe o que anda a perder!

6.4.18

fez merda, né?

Gosto de séries que misturam ficção com realidade. Que aproveitam o entretenimento para dar mais encanto a um documentário. E que utilizam esse mesmo entretenimento para colocar o dedo na ferida em relação a alguns temas mais quentes. Sabia que O Mecanismo - nova série da Netflix - era assim. O que já chegava. Saber que era de José Padilha - o mesmo de Narcos e Tropa de Elite - melhor ainda.

Depois, existe um pormenor que acaba por ser um "porMAIOR". Para quem não sabe, O Mecanismo aborda a operação Lava Jato, um dos maiores escândalos do Brasil que envolve lavagem de dinheiro, entre muitas outras coisas. Apesar de a série não mencionar os nomes verdadeiros dos envolvidos, facilmente se percebe quem são. E dois dos visados são Lula da Silva e Dilma Roussef. Que querem boicotar a série. E isto é mais um motivo para ver. É sinal de que o dedo está mesmo a tocar na ferida.

Já vi alguns episódios e o registo acaba por ser semelhante a Narcos e Tropa de Elite. O que é um grande elogio que pode ser feito. Destaco Selton Mello, que dá vida ao polícia que esteve envolvido no início do escândalo. E como ele diz, numa frase que até já está a ser estampada em T-shirts,: "Fez merda, né? Vamo comigo que a gente vai desfazer essa merda".

Para quem procura algo novo e bom, recomendo a série. E deixo aqui o trailer de O Mecanismo, que é um dos temas do momento no Brasil. Aliás, no momento da estreia, transformou-se num dos tópicos mais comentados nas redes sociais.

23.3.18

la casa de papel e o destaque dado à menina Tóquio

Sou apenas um dos muitos fãs da série "La Casa de Papel". Sou também fã de Úrsula Corberó, que dá vida a Tóquio, uma das protagonistas da história. Só não sou daqueles que ficam totalmente rendidos à beleza e sensualidade da actriz. Até porque acho que muitas pessoas estão a desvalorizar Esther Acebo (Mónica Gaztambide), que tem algo de muito interessante. Muito mais do que Úrsula.

12.2.18

não está na moda, mas...

As séries de televisão são um fenómeno cada vez maior. Tanto para quem vê como para quem faz. Pois os actores não se importam de fazer parte de um projecto que acaba por ser uma excelente fonte de rendimento, em caso de sucesso. Depois, existem séries que andam na boca do mundo. São as séries que são populares em todo o lado e de que toda a gente fala. E mal daqueles que não são fãs dessa séries. Uma pessoa quase que é apedrejada em praça pública se disser que não vê A Guerra dos Tronos, apenas para dar um exemplo.

Assumo que sou um consumidor de séries. Mas não sou muito de tendências. Não vejo apenas porque sim. Ou porque todas as pessoas falam disso. Por exemplo, só descobri Lost muito tempo depois de todas as pessoas passarem a vida a falar da série. E, não sendo do contra, gosto de descobrir séries das quais ninguém fala. Porque a verdade é que existem muitas séries de qualidade (novas e antigas) que não são tão populares como uma A Guerra dos Tronos. E das quais ninguém fala.

A primeira vez que ouvi falar de A Pecadora foi numa sugestão da Netflix. Acabei de ver algo e apareceu o trailer da série que tem Jessica Biel como protagonista. O tempo foi passando e ontem lá experimentei ver a série. Que tem por base uma mulher que, aparentemente do nada, mata um homem na praia à facada. E nem a mulher sabe explicar o motivo pelo qual matou o homem. Aquilo que começa por parecer confuso acaba por prender a pessoa à televisão. Dei por mim a devorar quatro episódios sem ficar com sono.

Ainda não ouvi ninguém falar desta série de oito episódios, que é exclusiva Netflix. Mas depois de ter devorado os episódios, é uma série que recomendo a todos aqueles que procuram algo diferente. E que gostam de séries que nos deixam a pensar em tudo e mais alguma coisa, na esperança de adivinhar o desfecho da trama. É também uma boa oportunidade para ver Jessica Biel num papel completamente diferente da menina bonita da maioria dos filmes que faz.

23.1.18

queres sentir-te velho? é só clicar aqui (eu avisei)

Nada melhor do que começar dia com a sensação de que estamos a ficar "velhos". Por isso, fica a saber que Richard Dean Anderson - o eterno MacGyver - faz hoje 68(!!!) anos.



22.6.17

uma espécie de guilty pleasure

Nesta altura do ano adoro ver os programas de futebol. E não me refiro aqueles onde todos gritam e ninguém diz nada de jeito. Para esses não tenho paciência. Gosto é daqueles programas em que se fala de jogadores. Dos que vão ser comprados. Dos que vão ser vendidos. E de todos os outros. Acompanho estes programas quase como um reality show. Só ainda não será este ano que aponto todos os negócios avançados, de modo a perceber os que realmente aconteceram.

29.5.17

pesadelo nas cozinhas portuguesas

Sou fã do programa Pesadelo na Cozinha. Tal como já era, há muito, fã de Kitchen Nightmares, de Gordon Ramsay, que é basicamente o mesmo programa. A essência do programa é boa. E está muito bem construído. Existem pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Como os funcionários dos espaços falarem com um ar "desleixado" e "abatido" antes da intervenção do Chef Ljubomir Stanisic e "arranjados" e "animados" após a mudança.

Apesar de existir uma edição muito boa, praticamente perfeita, este programa vive muito de Ljubomir. Tal como Kitchen Nightmares e o programa Hell's Kitchen vivem muito daquilo que é Gordon Ramsay. Estes três programas seriam completamente diferentes com dois homens diferentes. Que não tivessem a postura de Ljubomir e Ramsay.

Méritos à parte, Pesadelo na Cozinha deixa-me com a sensação de que a ASAE anda meio a dormir. E acredito que as pessoas que lá trabalham não devem achar grande piada a que um Chef faça um trabalho que deveria ser seu. Pegando no caso de ontem, trata-se de um restaurante que servia comida podre. Que tinha uma cozinha má de mais para ser verdade. E este é apenas o caso mais recente de uma realidade que infelizmente será comum a muitas cozinhas. E que deixará muitas pessoas com dores de barriga (para ser simpático) sem que percebam o que aconteceu para provocar aquele estado.

Conheço restaurantes que têm visitas regulares por parte da ASAE. Enquanto este programa dá a conhecer espaços que, aparentemente, passam despercebidos ao radar da ASAE. Que acaba por funcionar de forma reactiva em função de um programa de televisão. Mesmo colocando a hipótese de existir um número deficitário de inspectores, entre outras situações possíveis, Pesadelo na Cozinha não só é o melhor programa (nas audiências) como dá um grande bigode à ASAE.

27.4.17

já tinha saudades disto

Neste texto já tinha falado de Designated Survivor, uma série exclusiva Netflix, série de televisão com a qual me cruzei por sugestão da Netflix. Aquilo que me chamou a atenção foi o protagonista – Kiefer Sutherland – por quem me apaixonei no papel de Jack Bauer. Vi o primeiro episódio, gostei mas acabei por não dar seguimento à série. Porque estava a acabar de ver Homeland.

Agora voltei à série e posso dizer que já tinha saudades disto. E o “isto” é de uma série que me prenda à televisão, episódio por episódio. E ontem dei por mim às 01h32 a ver episódios atrás de episódios. E só parei porque decidi que seria melhor ir dormir pois o tocar do despertador estava cada vez mais perto.

Kiefer Sutherland está muito bem no papel de um Secretário de Estado que se vê repentinamente no cargo de Presidente dos Estados Unidos da América (é daí que vem o nome da série). Mas cada episódio está cheio de ingredientes que tornam tudo ainda mais interessante. De histórias cruzadas que nos deixam a pensar no que vai acontecer. E que fazem com que seja complicado desistir da série. É o tal “é só mais um episódio” que se vai repetindo a cada um.

Falar do personagem de Kiefer Sutherland [Tom Kirkman] é pouco. Kal Penn [Seth Wright], que há muito deixou de ser o actor dos filmes engraçados de adolescentes, também vai muito bem. Tal como Adan Canto [Aaron Shore], a quem não tinha prestado grande atenção, e Maggie Q [Hannah Wells]. Já para não falar de Italia Ricci [Emily Rhodes] que tem tudo para ser uma das minhas preferidas.


Política, terrorismo, jogos de bastidores, lutas de poder, relação pais e filhos e romance, entre outras coisas, são ingredientes que estão muito bem misturados em Designated Survivor. E que fazem com que seja muito complicado ver apenas um episódio. Fica a dica para quem procura uma série de grande qualidade, algo que a cotação no IMBD [8/10] comprova.

12.4.17

estás grávida? ou gorda?

Existe uma situação que pode dar origem a um momento constrangedor. É aquele momento em que alguém está próximo de uma mulher que aparenta estar grávida. E a quem se dá os parabéns pela gravidez. Mas... na realidade a pessoa está apenas com peso a mais. Confesso que nunca me aconteceu isto mas conheço pessoas que já passaram por esta situação. Até posso partilhar um episódio protagonizado por um amigo jornalista.

Este amigo ligou a uma actriz para lhe perguntar se estava grávida. Isto porque fotos recentes davam a entender que poderia estar. Lá fez o telefonema e tudo descambou quando percebeu que a mulher em questão estava na realidade com peso a mais do que é habitual em si. Ela não gostou da pergunta e a situação só não foi mais estranha porque estavam ao telefone. Presencialmente teria sido bem pior.

Tal como conheço esta história, muitas pessoas certamente conhecem outras. Ou já protagonizaram algo semelhante. E isto não tem nada de errado. A pessoa não sabe e pode ser induzida em erro. Até porque nem todas as barrigas de grávida são iguais. Tal como nem todas as barrigas de quem tem excesso de peso são iguais. Mas uma coisa é isto acontecer ocasionalmente na vida de alguém. Outra coisa, já a fugir para o ridículo, é transformar isto num programa de televisão.

É verdade! Na Holanda estreou um programa que está a destacar-se pela polémica. Um dos jogos deste programa passa por ter mulheres a rodar numa plataforma giratória. E os concorrentes, homens, têm de adivinhar se as mulheres estão grávidas ou apenas gordas. Noutro dos jogos, olham fixamente (e de muito perto) para as mamas de mulheres, tentando adivinhar se são verdadeiras ou falsas. Estes são apenas dois exemplos dos jogos do concurso.

Quanto ao programa, pouco pode ser dito. Sendo que existe um ponto que nunca deve ser ignorado: só vê quem quer. Mas aquilo que mais me intriga, além da falta de qualidade dos conteúdos, é o motivo pelo qual mulheres se prestam a isto. Qual é a mulher que se presta a uma figura que passa por ser ridicularizada por homens num programa de televisão.

Ficar ali à espera que opinem. Que digam, entre gargalhadas, se está grávida ou apenas gorda. Que fiquem ali à espera que eles adivinhem se as mamas são naturais ou se têm implantes mamários. Posso estar errado mas quero acreditar que o dinheiro que recebem – se é que isso acontece – não será assim tanto que justifique uma figura que é um passo dado na direcção errada aquela por que tantas mulheres lutaram, lutam e vão continuar a lutar.

10.4.17

o tatuado está de volta

Tal como aconteceu com outras séries televisivas, apaixonei-me por Prison Break depois do boom mediático causado pelo lançamento da série. E tal como aconteceu com outras, como foi o caso de Lost, fiquei preso à serie. Dei por mim a devorar episódios e dvd's. “É só mais uma episódio”, dizia, passando horas a ver as aventuras de Michael Scofield e companhia.

A série conta a história de um homem que vai preso para salvar o irmão injustamente acusado de um crime que não cometeu. Isto é meio caminho para limitar a longevidade da série. Não há muito para inventar. Ou consegue... ou não! Por mais coisas que se inventem pelo meio. Mesmo assim Prison Break sobreviveu durante quatro temporadas. Existiu ainda um filme – The Final – onde parecia ter sido colocado um ponto final na história com a suposta morte de Michael. Posto isto, em 2009 acabou Prison Break.

Até que oito anos depois decidem recuperar a história com uma mini série que terá nove episódios e que tem o nome de Prison Break: Sequel. Afinal Michael não morreu e está detido numa prisão no Iémen. Sendo um grande fã da série, fiquei bastante curioso com a forma como seria resolvida a situação da suposta morte de Michael. Bem como o que seria feito das vidas dos restantes personagens. E fiquei assustado com o risco que representava estragar uma série tão boa.

Só vi o primeiro episódio na sexta-feira (e não li nenhuma notícia para não ser influenciado) e gostei. A verdade é que foi bastante fácil dar a volta à morte de Scofield. Porque ninguém viu o corpo nem o momento da morte. A partir daí é tudo resultado da lógica que a nossa imaginação entende ser a correcta. E o episódio acabou por prometer muito.

Fui ver os números e a série teve uma estreia sólida nos Estados Unidos da América. Por cá foi um grande sucesso. A série foi vista por 164 mil telespectadores, o que faz com que seja a melhor estreia do ano no cabo. Números à parte, fui à procura de opiniões partilhadas por críticos norte-americanos. Uns defendem que a série já deu o que tinha a dar. Outros defendem a qualidade do produto. Quanto a mim, estou com os últimos. A volta, para já, foi bem dada. Venham mais episódios.

22.3.17

quando reparamos num tique de alguém

Estou a rever a série Foi Assim que Aconteceu, uma das mais divertidas que vi ao longo dos últimos anos. Num dos últimos episódios que revi, Ted está muito contente com a nova namorada. Mas nenhum dos amigos gosta dela. E todos reparam naquilo que consideram um tique (ou defeito) irritante: fala muito.

Mas nenhum deles quer contar este pormenor a Ted porque quando o fizerem ele irá aperceber-se e irá perder o encanto pela rapariga. Algo que acaba por acontecer. Levando também a que os amigos cinco amigos comecem a partilhar os defeitos uns dos outros. E que passaram despercebidos a algumas pessoas. E isto é do mais real que existe.

Recordo-me de um professor da universidade que tinha um tique. No qual nunca tinha reparado. Até que numa aula fui alertado para esse tique que deixava os meus amigos a rir. Assim que me apercebi do mesmo fui incapaz de parar de rir sempre que esse tique era evidenciado pelo professor. Porque quando somos alertados para algo acabamos por ser incapazes de desligar dessa característica.

E isto, tal como foi revelado na série, acontece muito nos romances. Especialmente na fase inicial, o chamado momento cor-de-rosa da relação. Nesta fase só existem qualidades. Ninguém encontra um defeito nas outras pessoas. É tudo maravilhoso. O radar dos defeitos não capta nada. As coisas são perfeitas. A única forma de perceber algo é quando somos alertados por outras pessoas. E aí tudo muda...

Só existe uma excepção que resiste a este alerta. E isso diz respeito às pessoas de quem realmente gostamos. Nesses casos somos capazes de reparar nos tais tiques – e TODOS temos os nossos, mesmo as pessoas que dizem não ter nenhum – mas desvalorizamos os mesmos. E isto acontece com amigos mais próximos ou com pessoas com quem dividimos vida. Mas tem a sua piada a forma como encaramos um tique a partir do momento em que reparamos nele. Parece que domina a nossa atenção, mesmo contra a nossa vontade.

21.3.17

gladis, a shakira portuguesa

A primeira edição do programa Got Talent Portugal - um belo exemplo de bom entretenimento para a família - ficou marcada pela voz extaordináriafantásticamagnífica de Lara Oliveira, uma adolescente que tem uma daquelas vozes que são oferecidas a meia dúzia de pessoas a cada mil anos. Além de outros momentos muito interessantes, muito se tem falado de Gladis de Coste, mais conhecida como a Shakira portuguesa que tem como talento imitar a forma de dançar da cantora colombiana.



Acho que qualquer pessoa facilmente percebe que Gladis não tem talento suficiente para conquistar um programa destes. Nem mesmo um de dança, nem que seja tão específico que só aceite participantes que tentem imitar Shakira. Acredito que nove em cada dez pessoas que olham para a actuação acabam por rir. E não escondo que faço parte dessa percentagem. Para mim é impossível não rir (o que é diferente de gozar) com aquilo que considero ser uma actuação que tem mais de divertida do que de imitação séria.

Mas se Gladis não tem muito talento para dança, tem aquilo que falta a muitas pessoas: confiança. Gostei da forma confiante como definiu a sua prestação, dizendo que tinha sido normal e salientando que as pessoas têm de se soltar. Para Gladis tudo estava bem, tudo tinha corrido bem. A coreografia estava perfeita. E esta atitude falta a muitas pessoas.

Quantas pessoas, que realmente têm talento, não têm coragem de enfrentar um conjunto de jurados? "Existem pessoas melhores do que eu", dizem. "Não vai dar em nada", referem. E vão prendendo os sonhos numa pequena gaveta, até que acabam por morrer, dando lugar a outros que não realizam as pessoas. A Shakira portuguesa pode ter talento a menos. E talvez até possa ter confiança a mais. Mas a actuação que deixa muitas pessoas de sorriso estampado no rosto é também uma lição no que à confiança diz respeito.

15.3.17

treinar para uma maratona é bastante fácil

Estou a rever a série Foi Assim que Aconteceu, uma das mais divertidas que vi nos últimos tempos e que facilmente é reconhecida por qualquer grupo de amigos. Num dos últimos episódios que vi, Barney Stinson explica que não existe treino para correr uma maratona. E explica porquê!



A verdade é que Barney Stinson correu a maratona. E só não fez melhor tempo porque dedicou-se a outro desporto com uma atleta a meio do percurso. De resto, quem já viu a série poderá recordar o que lhe aconteceu depois de ter corrido a maratona. E numa altura em que dizia que ainda ia para o ginásio.

3.3.17

a tradição ainda é o que era?

Há muitos anos que os portugueses não ligam nenhuma ao Festival da Canção, evento musical que em tempos fazia parar o País e que contava com o contributo de grandes artistas nacionais. Aliás, basta olhar para o passado para perceber essa realidade. Os anos foram passando, os portugueses foram perdendo interesse pelo concurso e na maior parte dos últimos anos mal se soube quem era o vencedor.

Mas com o desinteresse chegou outro fenómeno. É que o concurso passou a ser visto como algo polémico. Ou melhor, os concorrentes passaram a ser vistos com outros olhos. Não existe interesse pelo concurso. Ninguém liga ao programa. Mas todos colocam defeitos em quem ganha. Ou porque a música é pirosa. Ou porque o artista é piroso. Ou porque deviam existir músicas melhores. E por aí fora.

É um fenómeno duplamente triste. Primeiro porque perdeu-se o interesse por algo que era bastante importante. E existem diversos factores que podem explicar esta situação. Em segundo lugar, porque - por norma - só se fala do Festival da Canção para falar mal. Este ano o evento parece ter uma cara nova. Vem aí a final. Só falta saber se a tradição ainda é o que era. Ou seja, se está para chegar um mar de críticas.

23.2.17

bauer don't lie

Há muito que sou fã de Kiefer Sutherland. Que para mim será sempre o eterno Jack Bauer de 24, uma das minhas séries de televisão preferidas de todo o tempo. E gosto deste actor porque faz parte do leque daqueles que gosto de ver em todos os registos que vão do herói ao vilão e do agente que salva um país até ao presidente desse mesmo país, neste caso os Estados Unidos da América.

Já tinha referido que estou rendido à Netflix. Muito por culpa de Narcos mas a verdade é que daí já naveguei até Homeland e para um vasto leque de filmes. Há muito que me fartei de conteúdos que não me dão o controlo que gosto de ter quando se trata de séries e de filmes. E por isso foi fácil ficar rendido a um serviço que me permite, por exemplo, rever e devorar em pouco tempo todos os filmes de Indiana Jones.

E foi a navegar na Netflix que me deparei com a sugestão de Designated Survivor, um exclusivo deste serviço que tem “Jack Bauer” como protagonista. Nesta trama, o actor dá vida a um Secretário de Estado que se vê no papel de Presidente norte-americano após um ataque. A verdade é que dou por mim a olhar para Kiefer Sutherland como o homem que vai resolver a situação. Mas, por outro lado, vai muito bem no papel de político. E isto basta para que já tenha ficado rendido a mais uma série.



31.1.17

sag em duas imagens

Tentar resumir os Screen Actors Guild Awards em duas imagens poderia ser complicado. Mas na verdade consegue ser bastante fácil. Até porque uma das mulheres da noite - Emma Stone - já conquistou o seu lugar na categoria "qualquer trapinho me fica bem". É um daqueles casos em que a pessoa faz a roupa.


Mas gostei de ver a foto de Taraji P. Henson. Gosto desta mulher. E é mais um caso de que é a pessoa e a atitude que fazem a roupa.