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1.10.18

texto só para mulheres (ou talvez não)

Hoje é o primeiro dia de Outubro, mês de sensibilização para o cancro da mama. E nunca é demais alertar para os cuidados que as mulheres (e homens, pois é uma doença que também afecta o sexo masculino) devem ter e que passam pela sensibilização. Não deixem para amanhã o exame de rotina que já deveria ter sido feito no ano passado. Não ignorem os sinais que o corpo dá pensando que é outra coisa qualquer. A prevenção é essencial para que se possam evitar males maiores. E mulher prevenida vale por mil.

Sei que este primeiro parágrafo soa a cliché que fica bem escrever. Mas é o desabafo de um filho que teve de acompanhar o cancro da mama da mãe. O desabafo de um filho que teve de ver a mãe sem cabelo e a lidar com os efeitos secundários dos tratamentos. Felizmente, a história tem final feliz. Felizmente, apesar da péssima notícia, surgiram logo notícias que nos deram ânimo. Mas tenho a certeza de que ninguém quer ver alguém de que gosta passar por algo tão duro.

Por isso não é um cliché. É um pedido de um filho de uma mulher que teve de lidar com a doença. E deixo aqui um pequeno conselho que costumo partilhar com as mulheres que conheço e que foi dado pelo médico que acompanhou a minha mãe. As mulheres "devem" beber água Monchique (e peço desculpa pela publicidade) pois é alcalina, o que faz com que seja óptima para as mulheres. Que também não devem usar desodorizantes que contenham alumínio. E acreditem que existem muitas opções sem alumínio.

Obrigado pelo tempo que dedicaram a ler este desabafo. E espero mesmo que olhem por vocês e por aqueles que vos são mais próximos. Podem passar por chatos(as) sempre a dizer às pessoas para fazerem exames de rotina, mas acreditem que no fundo, todas as pessoas ficam gratas por ter um(a) chato(a) desses por perto.

1.6.18

dia duplamente feliz

Hoje é um dos dias mais especiais do ano. Em primeiro lugar, porque foi neste dia que nasceu a mulher mais extraordinária que este mundo já teve a honra e prazer de conhecer: a minha mãe. A mulher que me ensinou muito do que sei hoje e que sempre será um exemplo para mim.

É um cliché dizer que temos a melhor mãe do mudo, mas tenho a sorte de poder dizer estas palavras com a certeza de que sou mesmo o sortudo que pode garantir a veracidade de tal informação. Por isso, parabéns mãe, amo-te muitooooooo.

Por outro lado, é o Dia da Criança. Data que celebro por mim, pois não quero deixar morrer a criança que vive em mim e também pela minha sobrinha, outro dos amores da minha vida. E alguém que faz com que seja impossível esquecer a importância desta data.

Vamos às celebrações que este dia é mesmo muito especial!

21.3.18

ilha da madeira x4

Não me recordo da idade que tinha quando fui à Madeira pela primeira vez. Sei que era adolescente e fui de férias com os meus pais e irmã durante uma semana. As memórias que tenho dessa altura são as melhores. Porque é impossível não amar um local de rara beleza. E daqui fica a memória dos famosos carrinhos da Madeira. Uns anos mais tarde voltei à Madeira. Desta vez na pele de jogador de futebol para jogar contra o Nacional. Num momento especial para os madeirenses e triste para o Amora, onde jogava. Foi na altura em que o Nacional subiu várias divisões de seguida, até chegar à primeira divisão. No ano em que lá fui o Nacional fazia a festa da subida da antiga segunda divisão b para a divisão de honra, enquanto o Amora descia da 2b para a 3ª divisão.

Mesmo assim foi uma das experiências mais fantásticas que vivi. O local do campo, o ambiente louco. A famosa claque "feminina" que faz barulho durante todo o jogo. Foi tudo bom. Menos termos perdido por 5-0 e por ter ouvido o pior discurso de sempre por parte de um treinador. Tirando isso, tudo espectacular. Seguiu-se mais uma viagem, num ambiente diferente. Enquanto jornalista fui convidado para conhecer a Festa da Flor. Mais uma experiência de rara beleza. O ambiente nas ruas, a festa em si, o hotel onde ficámos. Os momentos com Alberto João Jardim e Miguel Albuquerque. Os jantares e a poncha. Tudo perfeito.

Agora, voltei novamente. Num ambiente familiar e numa idade diferente. Que deu para comprovar que a ilha mantém-se linda como sempre. Não é por acaso que é um destino de excelência para os estrangeiros. E também o deveria ser para os portugueses. Que num fim-de-semana grande (sexta de manhã a domingo ao final do dia) conseguem conhecer os principais encantos da ilha. Já são quatro vezes e espero que venham muitas mais. E fica a dica para quem procura um sítio para visitar e ainda não escolheu o destino.

O clima é bom, a comida é fantástica, a beleza é digna dos mais belos postais do mundo. É possível fazer lindos passeios, aproveitar piscinas naturais, desfrutar de boa comida, beber poncha, devorar lapas e lidar com pessoas de uma simpatia que cativa tanto como a beleza. E orgulhosamente estou a falar de Portugal e não de uma cidade que conheci noutro país.

19.3.18

feliz dia do (meu) pai

Tenho várias memórias do meu pai. Presentes e passadas ao longo dos meus 36 anos. Recordo-me de muitos dias em que praticamente não o via. Quando acordava já tinha saído para trabalhar. Quando me ia deitar ainda não tinha chegado do trabalho. Sentia apenas os seus beijos o que acabava por me confortar a alma. Nunca senti a sua ausência física porque sempre foi um pai muito presente. E com ele (bem como com a minha mãe) aprendi que devo dar sempre tudo de mim num trabalho. Seja ele qual for.

Relembro também aquela memória clássica que um filho tem do pai. E refiro-me ao momento em que aprendi a andar de bicicleta. Recordo as duas rodinhas, uma e o instante em que a mão deixa o selim, deixando a bicicleta sem rodinhas totalmente entregue aquilo que me vinha a ensinar. Recordo-me também de muitas noites que tive de passar no hospital e na santa paciência que tinha(m) para mim num cenário pouco simpático. E a esta memória posso juntar muitas outras.

Como o apoio constante dado enquanto fui jogador de futebol. Fosse em casa ou fora, os meus pais eram presença assídua nos campos onde joguei. E não me sentia bem enquanto não os encontrasse do lado de fora do campo. Quando jogava em casa sabia onde os procurar. Quando o jogo era fora, só me sentia preparado para jogar quando os encontrava. E talvez nunca tenham sabido a importância que isso tinha para mim. Tal como ainda tem em tudo aquilo que faço, sempre na esperança de estar à altura daquilo que vejo no meu pai e também na minha mãe.

Em relação ao futebol, guardo ainda outra memória que nunca esquecerei. Jogava no Paio Pires Futebol Clube quando tive o privilégio (e responsabilidade) de ser escolhido para marcar uma grande penalidade. Devia ter os meus doze anos e era o primeiro ano em que jogava futebol federado. Não me recordo do adversário nem do resultado final. Sei apenas que fui escolhido. Sei também que escolhi o meu lado esquerdo para bater o lance. Algo que o guarda-redes adivinhou, acabando por defender a bola. No final do jogo estava triste, algo que o meu pai facilmente percebeu. Perguntou-me o que tinha e respondi que estava triste por ter falhado a grande penalidade. "Não falhaste. O guarda-redes é que defendeu", disse-me. Na realidade é a mesma coisa. Mas aquilo soube-me tão bem como se tivesse marcado um golo.

E com aquilo que contei nos últimos três parágrafos aprendi a forma de encarar a vida, a forma como me devo comportar e a importância que a família tem nas nossas vidas. Dizer que tenho o melhor pai do mundo não é um cliché. É uma realidade facilmente comprovada por aqueles que conhecem o Anhuca a quem tenho o orgulho de chamar pai. Se um dia for metade do que é, já terei feito muita coisa bem. Quero desejar um Feliz Dia do Pai a todos os pais e peço desculpa pelo egoísmo de destacar o meu, o melhor de TODOS. Amo-te Muito PAI!

12.1.18

perdi uma das minhas melhores amigas

Nunca trabalhámos juntos, mas eras uma das melhores colegas que já estive. Uma das minhas melhores amigas. É uma das melhores coisas que aconteceram na empresa onde sempre trabalhei desde que me formei em jornalismo. Apaixonei-me por ti assim que te vi, assim que apareceste no parque de estacionamento da empresa.

Desde esse dia que tratava de ti diariamente, dando comida e afectos. Sendo que davas-me muito mais do que eu a ti. Muitas noites temi o pior, nas férias ficava com medo de não te voltar a ver. E hoje, por volta das seis da manhã descubro que não te voltarei a ver. Só ouvir, de uma forma que nunca tinha ouvido. Não consigo perceber o acidente que levou à tua despedida. Nem quero perceber.

Aquece-me o coração saber que não estavas sozinha na hora do adeus. Que tinhas a companhia de uma das pessoas que mais gostava de ti. E saber que os melhores tempos da tua vida foram passados connosco também me alegra. Deixaste a tua marca pela cadela fofa que eras e pela ninhada de filhos que tiveste aqui. Foi a minha pior chegada de sempre porque olhei para todos os locais onde estavas e não te vi. Nem vieste atrás de mim para mimos e brincadeiras. A quem vou dar comida à hora de almoço? Com quem vou falar?

Vais deixar um vazio na minha vida. Vou ter sempre saudades tuas e, coisa do destino, ontem tivemos mais uma sessão fotográfica sem que soubesse que seria a última. Obrigado a todos os que trataram de ti com a mesma paixão do que eu. Obrigado à empresa que te aceitou e se preocupou contigo, chegando a pagar um banho como nunca devias ter tomado e um tratamento. Um obrigado especial à minha mulher que aparecia em casa com comida para a semana porque não queria que te faltasse nada. E aos meus pais que também se preocupavam contigo. Hoje, perdi uma das minhas melhores amigas. Gosto muito de ti Jane (e Matilde).


26.10.17

10 anos de ti

Faz hoje dez anos que estava à espera que nascesses. Não eras minha filha mas estava tão nervoso, assim acredito, como um pai que aguarda pelo momento do nascimento da filha. Não conseguia parar quieto. E contava os segundos para te ver pela primeira vez. Momento que nunca esquecerei. Eras muito, muito pequenina mas já me mostravas que tinha acabado de nascer um amor muito, muito grande.

Passados dez anos (caramba, já passou uma década) o amor é ainda maior. Continuo a sentir-te (e sempre será assim) como uma filha. Deste-me a conhecer um amor que desconhecia. O que é uma das melhores prendas que recebi na vida. E que me assusta por pensar que poderei não estar à altura daquilo que esperas de mim. És uma das boas partes de mim. Ajudas-me muito mais do que pensas. E amo-te muito mais do que alguma vez conseguirei expressar em palavras.

AMO-TE MUITO Beatriz! E vamos lá celebrar o teu aniversário e provar o bolo feito por ti.

10.10.17

hoje foi dia de pagar uma promessa

As promessas podem ser feitas das mais diversas formas. E há muito que tinha feito uma. Que está relacionada com momentos da minha vida. E não só. Também com momentos da vida dos meus. Conforme as coisas foram acontecendo foi aumentando a vontade de levar a cabo aquilo que vinha prometendo. E hoje foi dia de pagar essa promessa. Que foi feita em forma de tatuagem. Que me irá acompanhar para sempre. E que simboliza momentos marcantes da minha vida. Obrigado ao Gury pela brilhante forma como deu vida aquilo que estava na minha cabeça.

6.9.17

tenho um herói, chamo-lhe pai

Hoje é um dia muito especial para mim. Uma das pessoas mais importantes da minha vida está de parabéns. O meu herói faz anos. Hoje é dia de festa para o meu pai e para a família.

Nunca cresci a idolatrar heróis. O meu herói é o meu pai (e a minha mãe) e foi sempre nele que procurei inspiração, sabedoria, sensatez, educação e postura. Ensinou-me a saber escolher caminhos. Deu-me liberdade com responsabilidade. Tudo coisas que fazem com que seja um orgulho ser seu filho. E que são impossíveis de agradecer justamente.

Por isso celebro. Festejo. Festejamos. Hoje o mudo dá destaque e protagonismo ao seu maior herói. A quem felizmente (e com um orgulho tremendo) posso chamar pai. Espero um dia ser metade do homem que és! Amo-te muito Anhuca. Parabéns pai!

25.8.17

hoje é um dia feliz! gosto muito de ti

Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida. A minha irmã faz anos. A minha única irmã, e mais velha, faz anos. Ser minha irmã faz com que seja uma das pessoas mais especiais da minha vida. Ter-me dado a sobrinha que tanto amo faz com que esse sentimento cresça ainda mais.

Olhando para o passado recordo as "turras" típicas entre irmãos de sexos diferentes. E com idades diferentes. Se na altura poderia ficar irritado com algumas coisas, hoje recordo tudo isso com um sorriso. Sem esquecer que sempre foi um exemplo para mim. Com o "peso" e "responsabilidade" de uma irmã mais velha.

Os anos foram passando e o amor aumentando cada vez mais. És muito especial para mim. Gosto muito de ti. Que este dia seja tão especial como tu és! Parabéns Mana!

30.6.17

simples para outros, motivo de orgulho para mim

Num passado cada vez mais distante (mas sempre presente na minha memória) o meu pai apanhou um susto de saúde. Relacionado com o coração. Desde então, e mesmo antes dessa altura, que insisto com ele para fazer desporto. Nada de muito puxado. Umas caminhadas à beira-rio. Porque sei que é algo que lhe faz bem.

Volta e meio insisto no assunto. E o meu pai tem sempre uma desculpa como resposta. E lá vou insistindo. Sempre na esperança de que me responda “sim, tenho ido andar”. Num destes dias estava a falar com a minha mãe, que me contou que têm ido andar diariamente. “Ainda não falhámos um dia esta semana”, disse-me.

Aquilo foi música para os meus ouvidos. É como se tivesse recebido um prémio. É uma das melhores sensações que poderia ter. Uma das melhores coisas que poderia ouvir. Agora é esperar que o exercício tenha continuidade. E é também altura de centrar a minha atenção em alguém que também precisa de um pequeno empurrão. Sim, tu mesmo que está a ler este texto.

1.6.17

who run the world? (girls)

Hoje o mundo está de parabéns. Uma das mulheres mais espectaculares que a história mundial já conheceu faz anos. E tenho muito orgulho em que essa mulher seja a minha mãe. É daquelas coisas que gosto de gritar ao mundo: que sou filho de uma mulher extraordinária. Não existem palavras que façam justiça aquilo que a minha mãe é enquanto mãe e mulher. É um ser humano que dá sentido a muitas coisas sem lógica aparente.
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A minha mãe é um dos exemplos da força das mulheres. Ao estilo daquela mítica canção da Beyoncé: "who run the world? girls". Hoje lembro-me disto. E associo no imediato à minha mãe. Acho que até para ser filho de alguém é preciso ter sorte. E a minha calhou-me a sorte grande. A minha mãe ensinou-me muito do que sei. Orientou-me (e ainda o faz) em momentos menos bons. Deu-me conselhos preciosos que guardo para a vida. Abriu-me os olhos para diversas situações. Basicamente, deu-me as ferramentas para aprender a viver, sabendo analisar o mundo que me rodeia.

Hoje é o teu dia. Apesar de seres a avó mais babadas e nervosa neste dias. Mas é impossível deixar passar este dia sem dizer o quanto te amo. O quanto me orgulho de ti. Sem dar largas à vaidade com que digo que és a minha mãe. Não existe mãe melhor do que tu. E por mais que diga que te amo, nunca será suficiente para a quantidade de vezes que o merece ouvir. Obrigado por seres a pessoa que és. AMO-TE MUITO MÃE. Muitos parabéns do filho que tanto te ama.

dia da criança agridoce

Habitualmente o Dia da Criança é sinal de festa para mim. Por diversos motivos. O principal prende-se com o aniversário da minha mãe. Que faz anos num dos dias mais especiais e mágicos do ano. Por outro lado, é um dia também dedicado à minha sobrinha, a única que tenho. Estes dois ingredientes fazem com que este dia seja ainda mais especial.

Mas este ano as coisas mudam um pouco. Existe a alegria pelo aniversário da minha mãe. Mas a euforia da família fica relegada para segundo plano. Isto porque, com alguma ironia, é neste dia que a minha sobrinha irá ser operada. É o Dia da Criança na mesa de operações. É certo que é uma operação simples. Algo comum nas crianças, mas quando são crianças ou quando é uma realidade próxima de nós, não existe nada que seja simples e fácil. Isto no que aos nervos diz respeito.

Recordo-me da minha operação e dos nervos com que estava quando estava a caminho do bloco operatório. Das coisas que me passavam pela cabeça. Quanto mais uma criança, que não tem a real dimensão da facilidade de uma operação. Tal como os familiares mais próximos, por mais vezes que ouçam que é algo bastante simples - e na realidade é - acabam por ficar sempre nervosos. As únicas pessoas que acabam por lidar com tudo isto com a maior das normalidades são os médicos.

Por tudo isto hoje vivo um dia agridoce. A alegria pelo aniversário da minha mãe está cá. O amor e a vontade de encher a minha sobrinha de mimos também. Mas tudo isto está a ser partilhado com a preocupação em saber que a menina irá ser operada. Não é que receie a intervenção. É a forma como poderá estar assustada em relação a tudo isto que é completamente novo para si. E que é muito melhor ser feito agora do que em idade adulta.

7.5.17

hoje e sempre

O teu dia não é hoje mas todos os dias! És a melhor mãe do mundo e uma das melhores partes de mim. Obrigado por tudo aquilo que ainda hoje me ensinas. Um dos meus maiores orgulhos é dizer que sou teu filho. Feliz Dia da Mãe, amo-te muito!

7.4.17

o meu momento “dennis, o pimentinha”

Tenho algo que me liga a Dennis, o Pimentinha. Tal como aquele jovem, tenho o desejo de tocar em coisas onde nem sempre é suposto mexer. Por exemplo, e este caso até nem tem qualquer maldade, dou por mim no corredor dos brinquedos a carregar nos botões que dizem “try me”. E noutras lojas dou por mim a experimentar coisas que fazem barulho. É algo a que nem sempre resisto.

Mas existem outros casos. Como aconteceu num destes dias. Estava à espera que abrissem uma porta para carregar umas coisas para uma carrinha. Enquanto ninguém abria a porta comecei a observar o sistema que tinha sido usado para trancar a porta. Quando mais olhava mais tinha a vontade de mexer. Mesmo sabendo que não abriria a porta.

Confesso que o sistema era assim para o arcaico. Por um lado isto aumentava a minha vontade de sentir o mesmo com as minhas mãos. Por outro, acreditava que poderia ter algum truque que poderia accionar algum alarme caso fosse mexido. As minhas mãos acabaram por se aproximar lentamente da porta. Fui avançando... avançando... até que peguei no sistema. Assim que os meus dedos tocaram no objecto ouve-se um barulho que parecia um alarme. E voltou a tocar.

“Já fiz porcaria. Isto tem algum sistema que dispara o alarme e agora aparece aqui alguém”, pensei. Até que percebi que era a minha mãe a tocar à campainha (que mais parece um alarme) para chamar a pessoa que iria abrir a porta. Combinado não corria tão bem. O preciso momento em que toco na porta é o mesmo em que começo a ouvir o barulho. É a chamada coincidência à Dennis, o Pimentinha.

8.3.17

há mulheres e Mulheres

Hoje é um dia igual a todos os outros. Com a vantagem de estar sol e de estar prometido calor durante o dia. De resto, o Dia Internacional da Mulher é algo que se festeja diariamente. É algo que algumas mulheres merecem que seja festejado constantemente. Não porque existe uma data, mas porque são mulheres que merecem uma celebração frequente por tudo aquilo que são. E felizmente tenho diversas mulheres assim na minha vida. E já que existe este dia, aproveito para agradecer, de forma mais pública, a todas elas.

A começar pela minha mãe. São mulheres como a minha mãe que dão sentido ao Dia Internacional da Mulher. E à minha mãe agradeço tudo o que me ensinou, aquilo que me ensina diariamente e que continuará a ensinar. Foi com a minha mãe que aprendi/descobri o encanto de uma mulher. A forma como devem ser tratadas. O respeito que merecem. E esta lição não tem preço. Foi também com a minha mãe que aprendi que as mulheres têm muito mais força do que os homens. Carregam este mundo e o outro às costas e têm sempre força para algo mais. Por isso, obrigado mãe. Amo-te muito!

Com a minha mulher coloquei em prática tudo o que aprendi com a minha mãe. Aquilo que a minha mãe me ensinou permitiu-me criar uma imagem da mulher que queria ter na minha vida, que sonhava amar e por quem esperava ser amado. Bastaram algumas horas, num primeiro encontro que ainda hoje recordo ao detalhe, para perceber que a Sílvia era essa mulher. E se até então acreditava que sabia o que era amar, foi com ela que percebi o que realmente é o amor. E não é nada daquilo que se vai partilhando em frases mais ou menos populares. Vai muito além disso. E mais uma vez, com a minha mulher aprendi que elas têm muito mais força do que nós, homens. Amo.te'nos mais que tudo na vida.

Com a minha irmã descobri um amor diferente. Não minto que tivemos os nosso momentos cão e gato, típicos de irmãos. Mas pela minha irmã sinto um amor que não consigo colocar em palavras. É uma das poucas pessoas por quem dava a minha vida se assim fosse necessário. E foi a minha irmã quem me deu um dos presentes mais valiosos que recebi: a minha sobrinha. E por falar em sobrinha, com ela tenho aprendido muitas coisas. E com ela também descobri um amor que se distingue de todos os outros. Um amor que vive lado a lado com o medo de que algo corra menos bem, com o receio de não estar presente quando precisar de mim. E daqui envio dois beijos gigantes para vocês.

Por fim, envio ainda um beijo especial para a minha sogra e para a minha cunhada, mais duas pessoas extraordinárias que a vida colocou no meu caminho. E a minha sogra merece mesmo um beijo especial pois é graças a ela que existe a mulher que hoje faz de mim o homem mais feliz do mundo. Obrigado pela presença na minha vida. Por último, um beijo especial para todas as mulheres que por aqui passam (e também para as mulheres que fazem parte da vida dessas mulheres). Que o vosso dia não seja apenas hoje mas diariamente. Que estejam rodeadas de pessoas que vos valorizem. Beijos e um feliz Dia Internacional da Mulher.

15.12.16

dos sabores de infância

Tenho vários sabores aos quais me posso referir como sendo da minha infância. O destaque vai para os cozinhados da minha mãe. Existem diversos pratos que ainda hoje, quando mencionados, associo imediatamente aquilo que a minha mãe fazia. Ao dia em que os fazia. Nesta altura do ano recordo também as azevias de batata doce feitas pelo meu avô. As melhores do mundo e que ninguém conseguirá imitar (ou chegar perto). Este é o sabor do Natal para mim.

Voltando à infância existe um sabor que é dessa altura e que ainda hoje me acompanha. Este tem a curiosidade de não ser cozinhado por ninguém em específico. E refiro-me à mistura do frango assado com salada russa. É algo que ainda hoje adoro. E de que sempre gostei desde pequeno. E que não resisti voltar a fazer ontem.

Gosto de batatas fritas de pacote para acompanhar o frango assado. Também gosto de arroz. Mas ignorar isto e misturar um belo peito de frango assado com uma deliciosa salada russa é um verdadeiro foodgasm. É aquilo que considero a combinação perfeita. Talvez seja das poucas pessoas para quem esta combinação é um casamento perfeito. Quem nunca experimentou não sabe o que perde.

2.11.16

1, 2, 3... diga lá outra vez

Na vida existem dois tipos de família. A família de sangue, aquela que nos é imposta a partir do nosso nascimento e a família que escolhemos. Esta última diz respeito às pessoas com quem nos cruzamos e que acabam por manter-se na nossa vida por algum motivo. Deste último grupo fazem parte dois amigos a quem gosto de chamar irmãos de outra mãe. Pois para mim são irmãos que a vida me deu e que muito prezo.

E por coincidência fazem anos em dias seguidos, apesar de terem alguns anos de diferença. Um destes meus irmãos fez anos ontem. O outro faz hoje. E isto já é motivo mais do que suficiente para que esteja em festa. Mas, ao estilo da montra final do programa Preço Certo, há mais. É que a minha mulher, a melhor parte de mim, faz anos amanhã. Recorrendo a um outro programa televisivo, posso dizer 1, 2, 3.

Gosto destes momentos. Gosto de ver os meus amigos felizes. Gosto de estar em festa. Gosto de lhes oferecer coisas que não esperam, como foi o caso ontem. E gosto que a cereja no topo do bolo seja o aniversário da minha mulher daqui a poucas horas. E que a festa continue!

26.10.16

barriguita do meu coração

Faz hoje nove anos que nasceste. E o destaque vai todo para ti. És o mais perto que tenho de um filho. E sinto-te como sendo minha filha. Amo-te muito e falta-me o ar a cada momento que sinto que algo pode não estar bem contigo. Adoro as nossas brincadeiras, rio-me com as tuas saídas de menina crescida e sabichona e até consigo achar piada a algumas birras.

Aprecio momentos em que vamos passear, como aconteceu recentemente, e em que até dás opinião sobre os meus sapatos ou a minha barba. És parte de mim, és um amor que não consigo explicar em palavras. Não vejo a hora de estar contigo, de te abraçar, de te dar os parabéns e de te dizer o quanto gosto de ti.

Faz hoje nove anos que o mundo ficou melhor e mais bonito. Faz hoje nove anos que estava sentado num banco de hospital à espera de te ver pela primeira vez. Amo-te muito Barriguita. Que o teu dia seja tão feliz como mereces e como me fazes ser. Beijos do tamanho do mundo do tio mais babado que já existiu.

20.10.16

já ganhei o dia. obrigado joana

Ano após ano o meu pai reúne-se com os camaradas que estiveram com ele na guerra, que não sendo de nenhum deles, acabou por ser de todos. Este ano, e sabendo que tinha editado um livro, alguns dos amigos do meu pai quiseram receber um exemplar de Nunca Sem Ti. E foi com muito orgulho que tive a oportunidade de fazer chegar um exemplar a várias pessoas que estão marcadas na vida do meu pai.

Até que hoje abro o mail do blogue e tenho um email da Joana que me diz que acompanha o blogue há algum tempo. Isto já me deixa sorridente porque é bom saber que se chega a alguém com algo tão banal como palavras, ideias e pensamentos que se partilham num blogue. Mas o melhor estava para vir. “No outro dia, o meu pai chegou a casa com o livro que escreveste, que o teu pai lhe trouxe num encontro e eu mostrei-lhe o teu blog”, foi o que li.

Não podia começar melhor o dia. Gosto destas felizes coincidências da vida. Gosto destes momentos que valorizo bastante. E já ganhei o dia. Ninguém me irá roubar o sorriso à Marreta que está estampado no meu rosto. Obrigado Joana. Soube mesmo muito bem.

27.9.16

dá que pensar

No fim-de-semana estava a passear com os meus pais quando um senhor, mais velho, passou por nós. Estava em Setúbal, perto de uma avenida muito movimentada. Como o homem em questão era cego, o meu pai perguntou se necessitava de ajuda para atravessar a estrada. O senhor respondeu que pretendia ir para a paragem que ficava mais ou menos a uma centena de metros do local onde estávamos.

O meu pai acabou por ajudar o senhor e lá foram a conversar. Entre outras coisas, revelou ao meu pai que tinha sido professor e que o cidadão mais famoso de Setúbal - José Mourinho - tinha sido seu aluno. Destaco ainda uma frase que foi dita ao meu pai. "Os mais cegos são aqueles que vêem", disse o homem. E realmente é uma frase que dá que pensar. Especialmente em tempos como estes.