Não sei precisar a última vez que tinha treinado no ginásio. Este ano quis retomar os treinos e após uma avaliação física e consulta de nutrição, tive o primeiro treino. E se já tinha saudades de treinar, não tinha saudades nenhuma dos primeiros treinos após longo período de ausência. Não fiz nenhum treino por aí alem (para quem está habituado a treinar). Comecei com 15 minutos de corrida, seis exercícios que têm por objectivo habituar o corpo ao treino (3 séries de 15 de cada um deles) e finalizei com mais seis minutos de corrida.
Não abusei nos pesos nem fui além daquilo que sei, por experiência, onde posso ir. Quando digo que não tenho saudades destes primeiros treinos é porque sei que estão a chegar as dores musculares. Aquelas que são típicas de quem não treina há muito. E aquelas que levam muitas pessoas a desistir dos treinos. Por acreditarem que são sinal de algo pior. É certo que cada caso é um caso mas estas dores não são mais do que o corpo a habituar-se ao exercício.
E aquilo que ainda custa mais é estar com um treino que não é aquilo de que mais gosto (apesar de saber que é bastante importante nesta altura), saber que vou ter dores e estar cheio de "inveja" do homem que está a treinar crossfit, algo que espero estar a fazer em breve. Isso e aulas de HIIT. Até lá vai ser mais ou menos isto... (mas amanhã estou lá novamente)
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8.1.18
2.1.18
primeiro passo está dado
Desde que a minha vida profissional se alterou que passei a ter menos tempo para treinar. Apesar de ter um horário aparentemente mais convidativo ao treino. Entro muito cedo. Saio relativamente cedo. O que em muitos casos acaba por não acontecer.
Não lamento a vida que tenho, pelo contrário pois faço aquilo de que gosto, mas não soube encaixar o treino no novo horário. E fui dando prioridade a outras coisas. Até que atingi o meu limite. Porque sinto mesmo falta dos treinos diários.
Agora, está na hora de voltar a treinar. E o primeiro passo já está dado. Inscrição feita. Avaliação física marcada. Novo ginásio, novas pessoas e uma vontade enorme de voltar a treinar. Está consumada uma resolução de ano novo.
31.12.17
vamos a isso, 2018
2017 chega hoje ao fim. Para trás ficam muitas emoções. Muitos momentos bons. Outros menos positivos. E uma mudança profissional - a primeira em mais de dez anos - que há muito desejava.
Agora, é altura de pensar em 2018. Um ano que muito desejo. Quero que seja o meu ano. O nosso ano, englobando aqui os meus. É também um ano de algum egoísmo. Porque o "eu" vai ter de se destacar em algumas situações. Sem pensar tanto em coisas que acabam por não ser valorizadas.
Existem mudanças para fazer. Hábitos para recuperar. Sempre com algo em que passou a ser obrigatório para mim: não perder tempo nem gastar energias com tudo o que é acessório e nada me acrescenta.
Espero também que este seja o vosso ano. Que realizem tudo aquilo com que sonham. Que tenham muita saúde. E que sejam muito felizes! Beijos e abraços para todos.
3.11.17
a melhor parte de mim faz anos
Hoje é um dia muito importante para mim. Um das datas que mais gosto de festejar. Dia em que a melhor parte de mim faz anos. Ou, por outras palavras, a paixão da minha vida. O que faz com que viva este dia muito intensamente.
Parece que foi ontem que nos cruzámos na universidade. Que olhei para trás para te ver melhor. Parece que foi ontem que começámos a trocar mensagens. Ou que tivemos a nossa primeira saída a dois. Nunca, nem nos meus melhores sonhos, imaginava que te pudesses apaixonar por mim e que passados tantos anos ainda estivesses ao meu lado.
Bem sei que o dia é teu. Mas o melhor presente é para mim. És a minha melhor amiga, confidente, conselheira é amante. És o meu porto de abrigo! O meu lugar seguro. Onde tudo parece ir correr bem. Mas hoje o dia é teu. E mereces o melhor que o mundo tem para oferecer.
Quero que saibas que te amo mais que tudo na vida. Que és a melhor pessoa que apareceu na minha vida. Obrigado por me teres ensinado a amar. A ser feliz com o coração preenchido. És tudo para mim! AMO.TE'NOS mais que tudo na vida.
Muitos parabéns Paixão da Minha Vida. E agora vamos dar início às celebrações do teu aniversário. Beijos do tamanho do mundo. Amo-te muitooooooooooo.
30.10.17
sensação agridoce ao dizer isto
Nos últimos tempos a minha vida levou uma grande volta, a nível profissional. O que implica ainda maiores responsabilidades. Muitas preocupações que também eram minhas, mas num registo diferente daquele que tinha antigamente. O que faz com que seja quase impossível desdobrar-me nas mais diversas coisas que tenho para fazer. Dou por mim a ficar 12 horas no local de trabalho. Simplesmente porque foi o tempo necessário para resolver tudo o que estava para resolver.
Esta situação leva-me a dizer uma coisa que "odeio". Refiro-me ao "não tenho tempo". Semana após semana digo que vou treinar os cinco dias úteis da semana e dou por mim a correr uma vez por semana. Dou por mim sem tempo para mim, para os meus e para coisas que muito prezo. Isto não é um lamento. É um desabafo agridoce. Porque gosto desta responsabilidade. Entendo apenas que estou num período de adaptação que acabará por entrar no eixos. E que me voltará a dar tempo para tudo aquilo que também é importante para mim.
Simplesmente passei a olhar de outra forma para as pessoas que dizem não ter tempo para isto ou para aquilo. É certo que é uma questão de prioridades. Mas às vezes, depois de longas horas de trabalho, as prioridades são completamente diferentes daquelas em que acreditávamos. E isso faz todo o sentido agora. O meu pedido de desculpas às pessoas que diziam, de forma que não compreendia, que não tinham tempo para isto ou para aquilo. Como vos percebo agora.
24.10.17
a moda das tatuagens
Fiz a minha primeira tatuagem quando tinha 18 anos. Fiz a segunda há uma semana, com 36. Pelo meio tive vontade de fazer várias. Mas nunca fiz. Porque não era a altura certa. Porque o motivo não era assim tão forte. Porque o desenho ainda não era o que desejava. Entre muitos outros motivos. Não escondo que não fui tão ponderado com a primeira tatuagem. Mas, mesmo assim, escolhi um desenho com o qual me identificava. Com algo que representava parte de mim. Sendo que fui muito mais ponderado na segunda vez.
Isto para dizer que nunca olhei para as tatuagens como uma moda. Se assim fosse, talvez tivesse feito algo com arame farpado na primeira vez. E teria algo diferente nesta segunda opção. As tatuagens são sérias demais para serem escolhidas de ânimo leve. São algo que será (em princípio) para sempre. E o para sempre não vive de modas. Seja naquilo que for. Especialmente nas tatuagens. Mas infelizmente, muitas pessoas olham para as tatuagens como uma moda.
Fazem porque o primo fez. Fazem porque os amigos também fizeram. Porque o vizinho do lado tem uma. Até que chega o arrependimento. E aquilo que fica é uma tatuagem sem história. Sem qualquer motivo que possa ser digno de ser partilhado. Ou que, pelo menos - e isto é que importa - tenha um significado especial para quem a carrega para sempre. Por isso é que não aconselho ninguém a fazer uma tatuagem apenas porque sim.
Se olham para as tatuagens como moda, gastem esse dinheiro - até porque não são baratas - em roupa. Ou noutra coisa qualquer em que o arrependimento não seja uma memória diária. Ou se tiverem capacidade para isso, poupem esse dinheiro até ao momento em que faça sentido ser utilizado em algo. Até porque qualquer tatuagem tem muito mais impacto pessoal quando é o significado de algo intenso.
11.10.17
conseguimos
"Amizade, só para vos dizer que conseguimos! Com respeito, confiança, dedicação e admiração, bastante paciência e compreensão. Descobertas apaixonantes e ricas de partilhas sinceridade. Confrontos de ideias e ideais constantes, muita estupidez e mau gosto mas sempre todos na mesma direcção! Maninhos, cada um à sua maneira, construímos algo de espectacular! E quando assim é, estamos todos de parabéns!"
Estas palavras são de um amigo de infância. Que agora vive fora de Portugal. No último regresso conseguiu juntar alguns amigos de infância. Com quem tirou uma foto que foi acompanhada destas palavras. Desde que li isto que dei por mim a olhar para as pessoas da foto. E ali há muito talento. Pessoas com projectos bem sucedidos. Muitos trambolhões, muita aprendizagem e até momentos de superação perante doenças com o nome de que ninguém gosta. Mas no geral destaca-se o "conseguimos".
Que vai muito além das pessoas da foto. Do grupo de amigos da escola, pessoas com quem acabamos por perder a proximidade típica dos tempos escola, encontro empresários de sucesso. Talentos que estão no topo do que existe em Portugal. Uma pessoa que trabalha com o Presidente da República. E muitas histórias de sucesso. Pais de filhos, homens casados e até casais entre pessoas da escola. É bom pensar nisto e realmente ter vontade de dizer "conseguimos". Porque na verdade foi isso mesmo que aconteceu.
10.10.17
hoje foi dia de pagar uma promessa
As promessas podem ser feitas das mais diversas formas. E há muito que tinha feito uma. Que está relacionada com momentos da minha vida. E não só. Também com momentos da vida dos meus. Conforme as coisas foram acontecendo foi aumentando a vontade de levar a cabo aquilo que vinha prometendo. E hoje foi dia de pagar essa promessa. Que foi feita em forma de tatuagem. Que me irá acompanhar para sempre. E que simboliza momentos marcantes da minha vida. Obrigado ao Gury pela brilhante forma como deu vida aquilo que estava na minha cabeça.
2.10.17
28.9.17
pontapé no rabo
Já aqui tinha falado de pessoas que são convidadas a mudar de vida. E sempre defendi que muitas delas acabam por agradecer aquilo que lhes foi feito. Porque essa mudança acabou por obrigar a que fossem até onde acabariam por nunca ir. Principalmente por falta de coragem. Que é o maior obstáculo com que as pessoas lidam. O medo da mudança faz com que muitas pessoas, simplesmente brilhantes, nunca revelem a totalidade da sua qualidade.
Sempre defendi isto. E acredito ainda mais nisto quando sou o exemplo daquilo que defendo. Num passado não muito distante a minha vida mudou. Era uma mudança muito desejada mas que aconteceu sobretudo por factores que não dependem exclusivamente de mim. E até posso dizer que talvez a minha vida permanecesse igual sem o tal empurrão. Do qual temos tanto receio. A verdade é que desde então agradeço a mudança. Não há um dia em que não pense: "ainda bem que aconteceu".
A minha vida mudou. Estou muito mais realizado profissionalmente. Cada dia é uma aventura. Uma experiência nova. E sempre com entusiasmo, apesar das dificuldades e obstáculos inerentes a qualquer profissão. Em poucos meses já aconteceram coisas que não aconteceriam em anos da minha "vida" passada. Isto só me faz ter ainda mais a certeza de que o medo e o receio são dois inimigos que poucas pessoas conseguem derrotar por si mesmas. E que acabam por matar tantos sonhos que tinham tudo para ser uma realidade bem sucedida.
27.9.17
um encanto de nuestros hermanos
Quando vou a Espanha costumo passar sempre por uma loja da cadeia de supermercados Mercadona. É aquilo que considero o supermercado ideal. Ao ponto de considerar que vale a pena fazer uma visita até Espanha para fazer um avio de determinados produtos para casa. E considero que é ideal porque alia a qualidade à quantidade e ao bom preço. Aquilo que deveria ser a combinação perfeita de qualquer cadeia de supermercados. E quando lá vou não vou à procura de produtos da marca xpto que são mais baratos. Tirando uma ou outra excepção procuro produtos de marca própria.
Porque são muito bons. E há muito que encontro lá embalagens de tamanhos que não são comuns por cá. Por exemplo, o gel de banho é muito bom e é comercializado em embalagens familiares que se vendem a apenas um euro. Ou uns cêntimos mais barato. E esta regra aplica-se à maioria dos produtos. Quantidade, qualidade e um preço que conquista todos, até mesmo o consumidor que faz contas e tudo e mais alguma coisa. Além disso apresentam ainda embalagens "inovadoras" em alguns casos.
Felizmente por cá começa a existir uma guerra frequente de promoções entre várias cadeias de hipermercados. O que beneficia o cliente. Mas, com muita pena minha, ainda compensa ir até Espanha para comprar muitos produtos Mercadona. E as pessoas que conheço que lá foram acabaram por ficar conquistadas com aquilo que por lá encontram.
26.9.17
mesmo a horas
Em tempos fui convidado a marcar presença numa conferência de imprensa que decorreu em Barcelona. Estava relacionada com uma marca de suplementos alimentares cuja imagem era Ronaldinho Gaúcho. O jogador brasileiro estava para o Barcelona daquela época como o Messi nos tempos que correm. Além disso, o jogador já não falava com a imprensa há coisa de dois meses. Já não me recordo do motivo mas tinha acontecido algo. O que fez com que estivessem presentes jornalistas de todo o mundo. Já não sei precisar a hora a que estava marcada a conferência mas sei que teve início no preciso minuto para que estava marcada. Sem qualquer atraso.
Nesta viagem a Sevilha fui ver o concerto de David Bisbal, que estava agendado para as 21h30 locais. E que teve início menos de cinco minutos depois da hora marcada. E este é apenas um dos exemplos pelos quais gosto tanto desta realidade espanhola. Por cá é charme chegar atrasado. Pelo menos meia hora. Parece que fica bem. Que uma pessoa deve chegar atrasada. Marcam-se eventos para uma determinada hora e o evento começa uma hora (ou mais) depois. E quem convida já sabe do atraso. Só quer que se acumule um grande número de pessoas. Que ficam à espera de alguém.
E isto é do mais errado que existe. Porque os atrasos não dão classe a ninguém (só às noivas). Classe é chegar a horas. É iniciar aquilo que se marca à hora combinada previamente. Por mais que se pense que a nossa realidade é a melhor, a verdade é que a cultura espanhola está muitos anos à nossa frente. Neste aspecto e em muitos outros. Quanto ao concerto, é algo que recomendo a todos. Vale muito a pena conhecer a repertório do cantor que se deu a conhecer em Operação Triunfo, numa altura em que os programas de televisão eram movidos por outros valores que não apenas a audiência fácil que vive de mãos dadas com sexo e polémica.
um encanto difícil de explicar
É complicado explicar o encanto que sinto por Sevilha. Já lá fui três vezes num curto espaço de tempo e volto sempre mais encantado do que no momento em que cheguei. Na primeira vez visitei a cidade em Julho. É aquilo que chamo uma opção para duros. Porque não é qualquer pessoa que aguenta andar a pé quando estão quarenta graus. Mesmo assim, fiquei encantado. Completamente apaixonado pela cidade. Pela beleza da rua. Pelas pessoas. Pela forma como vivem a vida. Sem esquecer a comida e o convívio.
A segunda visita serviu para entrar neste ano. Uma experiência diferente. Mas igualmente encantadora. Deu para passear. Para viver uma passagem de ano especial e diferente, com um jantar que passou por uma sandes e uma lata de cerveja. Nesta visita descobri pormenores que me tinham escapado na primeira visita. Estive em locais que me encantaram ainda mais. Não me esquecerei da noite 30 de Dezembro no Mercado Lonja del Barranco. Naquela que era a festa de final de ano dos funcionários e clientes. Um ambiente descontraído que conquista qualquer pessoa.
Voltei agora, na última semana. O objectivo era ir ver o concerto de David Bisbal e um jogo do Bétis de Sevilha. O segundo plano caiu por água que o jogo foi adiado um dia. Mas a viagem voltou a ser divinal. Tal como a primeira. Ou segunda. E mais uma vez a experiência foi diferente. Uma temperatura mais simpática (apesar de ter vindo embora com 36 graus e ter apanhado trinta à noite) que fez com que visse muitos mais turistas. O mesmo encanto nas ruas, nos restaurantes e nos mercados. Muitas pessoas dizem que os espanhóis são antipáticos para os portugueses mas não tenho nada a apontar a ninguém. Em nenhuma das visitas. Em nenhuma das experiências.
Tudo isto misturado leva-me a dizer que se fosse mais novo mudava-me para Sevilha. Já lá estaria a viver. É uma cidade ideal para pessoas da minha geração. Ou mais novas. Ali existe tudo para que se possa ser feliz. E vive-se de uma forma que a maioria dos portugueses não vive. Desde o convívio na rua entre amigos que é frequente e não uma excepção. Passando pela forma como se arranjam, nem que seja para ir comprar pão. Até ao estilo de vida. É impossível resistir a Sevilha. E é uma viagem que aconselho a todas as pessoas.
feliz ano novo
Não é a primeira vez que falo disto. Para mim o ano tem início quando terminam as férias de Verão. É nesta altura que faço planos, traço metas e faço um rascunho do futuro que desejo desenhar. É uma espécie de final de ano. Mas sem frio, espumante nem doze passas que se comem enquanto se pedem outros tantos desejos. Há muito que me habituei a isto. Por isso, feliz ano novo para todos.
16.9.17
óculos são coisa de ceguetas e pitosgas
A minha mãe usa óculos. Tal como o meu pai. Felizmente, nunca precisei de utilizar óculos. Nos exames que fiz até hoje, tudo está ok. Se fizer uma viagem aos tempos em que era mais novo, usar óculos era um pesadelo. "Caixa de óculos" e "quatro olhos" são apenas duas das alcunhas com que as crianças eram brindadas. E que eram um tormento para quem tinha de usar óculos. Não sei se ainda hoje é assim. Mas no meu tempo era. E as crianças conseguiam ser bastante más para aquelas que tinham necessidade de utilizar algo que a maioria não usa. Neste caso, óculos.
Esquecendo a minha infância e centrando-me no presente, os óculos deixaram de ser um objecto do demo para passar a ser algo ligado à moda. Parece mesmo um acessório que marca uma posição. Passou-se do receio de usar para a moda que chega mesmo às armações que se utilizam, sem qualquer lente. Esquecendo o factor moda e olhando para a minha profissão, acabo por olhar para os óculos com outro olhar, passe a redundância.
Passo o dia a olhar para dois ecrãs. Já para não falar do iPhone ou mesmo da televisão. E sempre que entrei em lojas fui aconselhado a usar óculos. Apenas para descansar a vista. Algo que fui recusando. Sempre achei que não era necessário. Até porque faço parte daqueles que têm uma visão "perfeita". Até ao dia em que comprei uns óculos. Decidi experimentar. Usei algumas vezes, sempre em ambiente de trabalho, mas acabei por não os usar durante muito tempo. Mesmo andando com eles diariamente.
Até que voltei a ser aconselhado a usar óculos. "Mas já tenho uns e não uso", expliquei. Foi nesta altura que me falaram das lentes Eyezen, criadas pela Essilor. E que são ideais para aquilo que considero geração digital. Leia-se pessoas como eu, que passam muito tempo a olhar para ecrãs de computador, tablets e smartphones. E, mais uma vez, para pessoas como eu, ou seja, aqueles que não precisam de usar óculos. Confesso que nunca olhei para os óculos como o inferno na terra. Até porque sempre vi os meus pais de óculos e sempre acreditei que seria uma questão de tempo até ter de usar. Mas também confesso que me "assusta" a quantidade de horas que passo em frente a um ecrã. E quando não é este é o telemóvel, o fiel companheiro do café depois de almoço. Pesando isto tudo, decidi uma nova oportunidade aos óculos.
15.9.17
12.9.17
não ajudas nada siri, só atrapalhas
Não sou grande fã da siri. Conheço muitas pessoas que adoram e que usam com frequência esta funcionalidade dos iPhones. Quanto a mim, é algo que atrapalha. E dou como exemplo o que aconteceu hoje.
"Ligar Macedo", disse de forma passada e sem comer letras.
"A ligar Mercedes", respondeu ela, dando uma morada de um concessionário desta marca.
"Ligar puto Macedo", disse, acrescentando o puto pois está no contacto e poderia despistar da Mercedes.
"A ligar tutu Mercedes", responde-me, sem que faça qualquer associação entre as duas palavras que percebeu.
Só à terceira, e quando já estava prestes a dizer coisas de que ela não iria gostar, é que me deu a opção da chamada. Como isto acontece sempre que tento usar, prefiro não recorrer à suposta preciosa ajuda da siri.
PS - o que não invalida que ocasionalmente não ocupe o meu tempo a brincar com ela enquanto digo coisas absurdas para testar a sua reacção.
semana de regresso às aulas
Esta é a semana do regresso às aulas. O que significa recuperar diversas memórias. A começar pela escola primária. A primeira imagem que recordo é de um ano em que tive uma lesão na virilha. Recordo que tinha tantas dores que não conseguia colocar o pé no chão. Relembro também os dias em que me sujava todo. Que coincidia sempre com o dia em que o fotógrafo ia à escola fotografar os alunos. O que faz com que tenha fotos com roupas que não eram minhas e que não combinavam entre si.
Nos outros anos vivi de tudo um pouco. Desde o encanto pelo regresso às aulas desde o desejo que as férias não tivessem fim. Das horas passadas (com o meu pai) a forrar os míticos cadernos pretos até aos cadernos azuis sem qualquer adereço na capa.
Até que chega a faculdade. Que já encarava com um ar mais profissional. Talvez por ter sido feita sempre a par com diferentes empregos que tive. E por ter alternado horários ao longo do curso. Só fica a faltar viver o regresso às aulas enquanto pai. E pelos relatos que vou lendo e ouvindo, deve ser algo muito intenso.
7.9.17
olá senhor. quer provar?
Durante a semana costumo beber café, depois de almoço, quase sempre no mesmo sítio. Em cinco dias de trabalho, vou quatro vezes ao mesmo local. E no meu percurso passo por uma bancada que vende doces e outras coisas. Onde por norma está sempre a mesma mulher a trabalhar. E não é preciso uma grande memória para saber que é a mesma mulher. Passo por lá tantas vezes que é impossível não reconhecer a pessoa.
Mas se a reconheço, acredito que não se lembre de mim. E digo isto porque todos os dias pergunta se quero provar algo. "Olá senhor. Quer provar?", pergunta, esticando o saco que tem na mão e que contém uma das especialidades que vende. Ao que respondo "Não, obrigado". Quando digo que não se deve lembrar de mim é porque me pergunta isto praticamente todos os dias. E a minha resposta é sempre a mesma. "Não, obrigado". Já perdi conta ao número de vezes que fui abordado, ainda que de forma simpática, pela mulher em questão. Tanto que já vou a andar e a pensar "Olá senhor. Quer provar?"
A minha outra teoria vai além da memória da mulher. Poderá estar a travar uma espécie de luta comigo. A tentar descobrir até que ponto resisto à tentação de provar o tal doce (?) que tanto me tenta oferecer. Até dou por mim a pensar na hipótese de estar a desperdiçar uma iguaria fantástica que me deixará a lamentar os dias em que a recusei. Porém, isto deverá manter-se eternamente uma dúvida para mim pois não perder este suposto duelo.
4.9.17
nunca confies...
O mês de Setembro marca o início das manhãs escuras. Quem, como eu, sai da casa por volta das sete da manhã, começa a preparar-se com a escuridão. Quem, como eu, pensa que ainda é Verão, arrisca sair de casa apenas de tshirt... num dia chuvoso. Mais vale nunca confiar.
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