24.7.17

os portugueses não gostam de ganhar dinheiro

Durante a estadia em Lagos frequentei três restaurantes. Em dois deles fiquei com a sensação de que poderiam ganhar muito mais dinheiro do que aquele que ganham (e que não deve ser pouco). E para isso era necessário apenas um pequeno detalhe: organização. Às vezes fico com a sensação de que os portugueses (e isto não acontece apenas no Algarve) ficam satisfeitos com pouco. Se ganham x não se preocupam em ganhar y. Mesmo que a distância entre estas duas letras esteja concentrada apenas na palavra organização.

Num dos restaurantes o peixe era fantástico. Devo ter estado perto de uma hora na fila para arranjar mesa. Durante este tempo vi mesas que não eram levantadas, empregados desorganizados porque todos vinham buscar pessoas para sentar, clientes insatisfeitos porque alguém lhes passava à frente e outros detalhes do género. Tudo detalhes que eram facilmente resolvidos. Bastava ter uma pessoa que tinha como missão gerir as mesas. E outras duas que tinham como missão levantar mesas.

Numa primeira análise podem parecer três ordenados que são um luxo porque os outros empregados podem fazer estas coisas. Mas são funções que fazem a diferença. E o aumento de lucro devido a esta organização paga muito mais do que estes três ordenados. Não faz sentido ter pessoas vinte minutos à espera de mesa quando as mesas estão vazias. Não faz sentido ter diversos empregados a sentar as pessoas quando nem têm noção dos lugares que estão por ocupar.

Neste caso específico o restaurante era mesmo muito bom. O peixe estava divinal. O atendimento foi simpático. Mas fica a sensação de que aquela máquina de fazer dinheiro poderia fazer muito mais com a alteração de apenas dois ou três detalhes. E quando me deparo com casos destes fico sempre com a sensação de que as pessoas estão tão preocupadas em ter o negócio a funcionar que nem perdem algum tempo a pensar na forma de fazer ainda mais dinheiro, deixando os clientes ainda mais satisfeitos.

we´ll always have lagos

Boa parte da minha infância e adolescência foi passada em Lagos. Era por lá que os meus pais gostavam de gozar as férias de Verão. Habituei-me a ir para lá e a gostar de estar por lá. O que faz com que ainda hoje seja a zona do Algarve de que mais gosto. Confesso que, quando era mais pequeno, não conhecia tão bem outras zonas algarvias, mas agora conheço. E a minha preferência mantém-se.

Para mim Lagos é diferente. Em aspectos tão diversos como as praias e o tipo de turistas estrangeiros que escolhem fazer férias em Lagos. Poucas praias conseguem ter o encanto da praia Dona Ana ou do Camilo. É certo que existem muitas outras maravilhas espalhadas pelo Algarve, mas algumas estão associadas a locais onde a confusão de pessoas é muito maior. E nem o vento que habitualmente se faz sentir retira encanto a Lagos.

E se já gostava de Lagos, passou a ter um encanto ainda maior para mim quando soube que a minha mulher também fazia férias em Lagos. E que costumávamos ficar em casas separadas por poucos metros. Misturando tudo isto, é com muito encanto que volto a Lagos, onde estive neste fim-de-semana. É bom passar por uma rua e recordar isto e aquilo. Memórias de outros tempos. Algo que fica gravado na memória para sempre. Lagos tem muito encanto. E felizmente não sofre de alguns problemas de outros locais mais populares onde a confusão movida a álcool é muito superior.

23.7.17

14 anos de ti

Lembro-me, como se fosse hoje, do primeiro dia em que te vi. Recordo-me, como se tivesse acabado de acontecer, do nosso primeiro passeio, a Sintra. Sei na perfeição o sabor do nosso primeiro beijo, que parece que acabei de te roubar. Nunca me esquecerei de cada detalhe do dia em que começámos a namorar. Pensava que te iria perder. Que cedo perceberias que querias alguém melhor do que eu.

Olhava para ti como um sonho que ganhou vida. Como a mulher com quem sonhava, mas que nunca teria. E assim fui vivendo. Amando-te como se cada dia fosse o último do nosso namoro. E não te escondo que ainda hoje vivo com esse receio. Mesmo já tendo passado 14 anos. Quando penso neste número, que assinalamos hoje, parece que é muito tempo. Até porque tenho 36 anos. Quase que não me recordo da minha vida sem ti. Sem o teu amor. Mas aquilo que parece muito é na realidade pouco. E sabe a muito pouco.

Não encontro palavras que façam justiça aquilo que és para mim. E não me refiro ao amor. Porque é muito "fácil" encontrar alguém que nos ame. Refiro-me a tudo o resto. Aquilo que dá sentido ao amor. E nisso não tenho palavras para ti. Que te façam justiça. Estás sempre presente para mim. Não me deixas cair. Não me deixas ficar triste. Aturas o meu mau humor e teimosia. Fazes-me sorrir quando só quero chorar. És a minha melhor amiga, a minha companheira, a pessoa que está sempre lá para mim.

Mentia se dissesse que tudo é perfeito. Até porque não acredito em perfeição. Tivemos os nossos momentos menos bons (quem não tem?) e em cada um deles me apercebi do quanto de amo. Por mais absurdo que isto possa parecer, é nos momentos menos bons que tudo se torna claro. Lição que aprendi com alguns episódios familiares menos felizes, nos quais foste o meu grande apoio, quando nem sabia o que fazer. E nesses momentos agradeci todos os dias ir deitar-me contigo. Sentir o teu braço a apertar-me. As tuas palavras que me acalmavam.

Adoro ver-te dormir. Tenho orgulho em andar na rua de mão dada contigo. De dizer que és a minha mulher. Hoje assinalamos os 14 anos de namoro. Quis o destino que o nosso amor tivesse início no mesmo dia em que os meus pais assinalam anos de casado. Quero dizer-te que te amo muito. Muito mais do que consigo colocar em palavras. Que a vida tem muito mais piada contigo. Que é um orgulho construir a minha vida ao teu lado. Caminhar contigo. Passar de menino a homem ao teu lado. Sei que isto pode soar a cliché, mas o amor é feito de tantas e maravilhosas frases feitas. O melhor ainda está para vir. AMO.TE'NOS mais que tudo na vida.

21.7.17

a puta da vida

Iniciei-me no jornalismo em setembro de 2006. No papel de estagiário. A meio do estágio assinei contrato, deixei de ser "o" estagiário para passar a lidar com muitos outros. Especialmente ao longo dos últimos anos.

Já trabalhei com muitos estagiários. De uns não me recordo do nome. De outros não me recordo da cara. Uns eram muito bons. Outros assim assim. Do grupo de estagiários que me marcaram destaco um. Porque está muito presente na minha memória.

O [não interessa o nome dele] é especial para mim. Desde o primeiro dia que me meti com ele. Era o responsável por que falasse tanto na redacção. Estava sempre a meter-me com ele. Quando soube que ia mudar, passou a "pedir-me" para meter uma cunha para si.

Algo que fiz. Não por gostar dele, mas por acreditar no seu trabalho e numa vontade quase rara de tanto trabalhar. Inseri-o no meu grupo de amigos e passou a almoçar connosco sempre que podia. "Sou estagiário, não posso ir todas as semanas", dizia-me. O grupo acolheu-o como um dos nossos e todos perguntavam por si quando não estava presente.

Parece que me acabo de cruzar com eles. "Disseram-me que vou fazer estágio profissional", disse-me. "Vou para perto de ti". Fiquei mesmo contente. Até que sei que tinha sido internado. Passou vários dias no hospital. Fiquei assustado mas descansado quando me disse que não era nada cancerígeno.

No hospital tinha uma preocupação. Que não perdesse a oportunidade de estagiar. Algo que não deveria ser uma preocupação. Fiquei feliz quando soube que tinha ido para casa. Acreditei que estava mais perto de regressar. Até que levo novo murro.

Novas notícias apontam para cancro no estômago e esôfago. Seguem-se seis meses de quimioterapia. E só me apetece dizer, gritar, puta da vida. Espero que fique bom depressa. E que rapidamente esteja perto de mim, para estar sempre a meter-me com ele.

20.7.17

o karma não brinca em serviço

Era uma vez um homem que adorava ser mirone. Um homem que tinha como prazer diário espreitar outras pessoas durante momentos mais pessoais e íntimos. Ainda que praticados em locais públicos. Era uma pessoa que gostava, por exemplo, de ver mulheres na praia. E este encanto era tal que decidiu partilhar o mesmo com os amigos. Venham lá. Vamos ver umas coisas giras.

E assim foi. Equipa montada. Binóculos. Espreitadela para aqui. Espreitadela para ali. "Que belas mamas tem aquela mulher", diz-se. Todos espreitam. Até que chega a vez do tal homem. Que ao olhar pelos binóculos se apercebeu de que estava... a ver a filha a fazer topless. Aquela pessoa levou os amigos a olhar para as mamas da filha. O que tinha piada rapidamente passou a espectáculo de mau gosto. E todos foram embora. Com o homem pior do que estragado.

Moral da história: o karma não brinca nem tira férias. Este é momento em que digo que tudo não passa de uma brincadeira. De uma anedota. Mas não o posso fazer. Pelo simples facto de que é uma história verídica. Isto aconteceu.

19.7.17

hoje é o dia delas

Hoje é um dia histórico para o desporto português, no que às mulheres diz respeito. Pela primeira vez temos a principal selecção nacional de futebol presente num Europeu. E foi com grande alegria que ouvi um jornal de desporto, na Antena 1, abrir com este tema. Que teve maior destaque do que os temas habituais.

A missão não será fácil. Mas no ano passado também não era. E todos sabem o final feliz de que todos nos lembramos. Às cinco vou estar com os ouvidos colados ao rádio. Ou com os olhos colados à televisão. Força raparigas! Somos milhões a puxar por vocês.

18.7.17

há coisas que nunca mudam e elas vão ser sempre umas...

O mundo tem tido um avanço fantástico. Nos carros, nas casas, nas tecnologias e em tudo e mais alguma coisa. Mas as mentalidade não conseguem acompanhar a velocidade das restantes evoluções. Em alguns casos até parece mesmo que existe um recuo no modo de pensar. E quando o tema são mulheres e roupa, acaba sempre sempre com a palavras puta.

Ariel Winter deu-se a conhecer enquanto adolescente. E algumas pessoas devem ter ficado presas nesses tempo. E não se apercebem de que a jovem já tem 19 anos. Está mais perto de ser uma mulher do que de ser uma menina de 12 anos. E que gosta de usar calções e tops (qual a jovem que não gosta?) e que gosta de partilhar imagens nas redes sociais.

Estes ingredientes resultam quase sempre em puta. Algo de que a actriz está a ser acusada por causa desta foto. E se já condeno críticas destas, até porque os homens nunca são vistos com o mesmo olhar crítico, abomino comentários como: "nenhum namorado deixaria a namorada andar por aí assim vestida". Mas os homens mandam nas mulheres? E nas roupas que usam? E ainda fico mais espantado porque estes comentários são feitos por jovens que conseguem ter mentalidades mais antigas do que muitas pessoas de gerações mais velhas.

eles são todos umas p****

Longe vão os tempos em que os jogadores de futebol eram pessoas "sérias" com amor à camisola. Hoje, e ninguém pode condenar isso, são uns mercenários que se vendem a quem pagar mais e melhor. Volto a dizer que não censuro isto. Aquilo que critico é a estupidez associada a esta forma de ser mercenária. E Fábio Coentrão é o exemplo mais recente do que pretendo explicar.

Fábio Coentrão foi um grande jogador. Um dos melhores laterais esquerdos do mundo. Mas, por motivos que só o próprio poderá explicar, perdeu fulgor. As lesões são muitas, os jogos são poucos e quando assim é, a carreira tende a descer. Pegando nisto tudo, é normal que o jogador em questão veja com bons olhos a mudança para o Sporting. Mesmo depois de ter passado anos no Benfica. É normal porque foi no Benfica que teve os melhores anos da sua carreira. E foi com o treinador do Benfica, que agora está no Sporting, que melhor jogou. Isto misturado faz com que Fábio Coentrão acredite que com Jorge Jesus irá voltar a ser o jogador que era.

Tudo o que referi é lógico. Aquilo que deixa de ser lógico é andar a gritar ao mundo que ama o Benfica. E que em Portugal só joga no Benfica. E que nunca jogaria no clube onde agora está. E que parece, segundo o próprio, ser a realização de um sonho de criança. E que tire fotos com adeptos que, ao jeito do adepto que é mais anti um clube do que a favor de outro, gostam de provocar. É isto que transforma um atleta inteligente num mercenário burro. E falo de Coentrão porque é o exemplo mais recente de alguém que tem de engolir o que disse.

No lado oposto dou o exemplo de uma entrevista recente de Miguel Vítor. A quem perguntaram se jogaria no Porto ou Sporting, depois de ter sido formado no Benfica. E o jogador respondeu dizendo que era profissional. E que, apesar de existir uma ligação sentimental ao Benfica, não poderia fechar as portas a clubes como o Sporting e o Porto, os únicos que conseguem, em Portugal, pagar o que recebe no estrangeiro. Miguel Vítor não passa a ser pior profissional por dizer isto. Não apaga a sua história no Benfica por abrir as portas a outros clubes.

A grande diferença é que Miguel Vítor passa por inteligente e Fábio Coentrão por burro. Algo que seria evitado se não tivesse passado anos a gritar que amava um clube e que só jogaria por esse clube no seu País. Também saliento que nos dias que correm os mercenários estão em todo o lado. Os futebolistas apenas são mais mediáticos. Porque o mercado profissional está cheio de pessoas assim.

adeus maluca que lambia martelos

Não a conheço de lado nenhum, mas fico feliz por ver Miley Cyrus de volta à normalidade. Considero que é uma mulher bonita, inteligente e talentosa. Nunca percebi se viveu uma fase "posso fazer tudo" ou se aconteceu algo completamente diferente que levou a que fosse aquela Miley que todos conheceram e com a qual todos fizeram piadas. As opiniões valem o que valem e a minha é a de que assim está muito melhor.

obrigado a todos

A loucura diária, com dias de doze horas de trabalho, para lançar o site fez com que fosse impossível dedicar a atenção que gosto de dar ao blogue. Por isso foi com espanto que me apercebi que durante este período de menor actividade o blogue ultrapassou os quatro milhões de visualizações. Algo impensável no dia em que nasceu.

Este blogue nasceu sem esperança de vida. Sem planos para isto ou para aquilo. Sem objectivo de ganhar dinheiro. Nasceu sem qualquer ideia do que seria. O nome foi escolhido sem grandes pensamentos filosóficos. Os textos foram surgindo. As pessoas foram entrando nesta casa e passados cinco anos é ultrapassado um número bastante alto para o que poderia pensar.

Quero agradecer a companhia de todos. Se existem este números é porque as pessoas passam por aqui para ler aquilo que não passa de desabafos de um rapaz como outro qualquer. Obrigado por fazerem deste blogue aquilo que ele é. Por partilharem tantos momentos comigo. Por me ouvirem em momentos complicados. Tudo isto existiria sem vocês, mas não seria a mesma coisa. E aqui fica uma banda sonora indicada para hoje.

17.7.17

agradar a um homem não é fácil

Fiquei muito contente quando me fizeram o convite para fazer parte da equipa que ia ficar responsável por um site masculino. À alegria juntou-se o entusiasmo e motivação que vinha perdendo com o passar dos anos. Acompanhar um projecto desde o seu nascimento tem muito mais sabor do que entrar quando o comboio já vai a meio. É bom estar em reuniões para escolher nomes e "vender" ideias. É bom fazer parte do dia em que algo passa a ser real. É mesmo muito bom.

Mas em nenhum momento achei que este projecto seria fácil. Porque não é fácil triunfar num universo em que cada vez existem mais apostas. As pessoas dedicam cada vez mais tempo aos sites e blogues, sendo que o papel caminha para uma classe que poderá ser considerada "artigo de luxo". Ser um site masculino também não facilita a missão. Porque longe vão os tempos em que os homens ficavam contentes com mulheres, sensualidade, carros e relógios.

Muitos homens continuam a gostar disto. Mas não só. Existem homens que procuram tudo menos mulheres em fotos ousadas. Existem outros que não ligam nada a carros. Nem a relógios. Existem aqueles que querem as últimas tendências de moda. Que querem aprender truques e dicas para fazer a manutenção do barba. E por aí fora numa imensidão de temas. O que faz com que não seja fácil agradar a um homem. E pensar que todos são iguais é um erro. Porque os homens, que sempre foram vistos como simples e básicos, conseguem ser muito mais exigentes que as mulheres, que sempre foram vistas como complexas e exigentes.

E nos dias que correm, um site masculino é também feminino. Porque as mulheres também vão ver os conteúdos. Também se vão informar sobre temas que não encontram em sites femininos. E tudo isto torna o desafio ainda mais aliciante. Pensar na forma de agradar ao maior número possível de pessoas a cada notícia que se faz é algo que torna o dia muito melhor. Há muitos anos que não tinha meses de trabalho sem estar a olhar para o relógio e a contar o tempo para algo. Agora passa a voar e parece sempre curto. E esta é a melhor sensação que se pode ter num emprego.

qual é a lógica disto?

Qual a lógica de ter um sistema de comunicações de emergência que nunca funciona em casos de emergência? Mais quantas coisas vão ter de correr mal para que seja encontrada uma solução para este problema que deveria ser a solução para tantas pessoas?

14.7.17

chegou o grande dia

Acabou a espera! E os nervos estão ao rubro. Ao longo das últimas semanas, especialmente desta, foram longas horas de trabalho. Todos os detalhes foram vistos, revistos, e novamente analisados. Tudo a pensar neste dia. Sou da opinião de que a perfeição não existe. Seja no que for! Mas acredito que este projecto, que será apresentado hoje, está próximo daquilo que desejamos que venha a ser no futuro.

É um orgulho acompanhar o nascimento de um projecto desde o momento em que é uma ideia. É giro ver crescer cada detalhe. Fazer parte de cada ideia que é lançada por todos. É uma honra fazer parte de uma equipa que faz das tripas coração para que tudo esteja bem feito. Há muito tempo que não me sentia assim profissionalmente.

A imagem diz que ainda falta um dia, mas essa espera acabou. O lançamento deste projecto será hoje! E estão reunidos os ingredientes para que seja uma das melhores festas dos últimos tempos. Com tudo aquilo de que os homens gostam. E que, assim acredito, as mulheres também gostam de ver, conhecer e opinar. O relógio está em contagem decrescente. Os nervos são cada vez maiores. Ultimam-se os detalhes e prepara-se tudo ao pormenor. Que chegue a festa rapidamente. Vamos a isso!



E aproveito para pedir desculpa pela maior ausência - e inédita - do blogue nestes últimos dias. É que o tempo tem sido curto para tudo aquilo que vai além do nascimento deste "bebé". Agora tudo voltará à normalidade.

11.7.17

Cada vez mais desligo das pessoas

Considero-me um bom conversador. E um bom ouvinte. Mas cada vez mais tenho menos paciência para pessoas que falam, falam e falam sem parar. Aquelas pessoas que têm algo a dizer sobre tudo.

Ou aquelas pessoas que transformam a escolha de uma cor numa lição de vida ao estilo do melhor life coach do mundo. Por isso é que cada vez mais dou por mim, sem que faça por isso, a desligar-me de conversas que ouço.

Parece que o meu cérebro tem um dispositivo que faz com que ignore pessoas que têm muita informação para dar. Mas informação que não quero receber. Até porque escolher uma cor, um prato ou uma bebida não tem de ser uma lição filosófica sobre o sentido da vida.

10.7.17

expectativa e nervos

Há muito que não tinha uma semana destas. Que não tinhas semanas destas. Quer seja a nível de trabalho ou mesmo a nível de expectativa. O tempo livre tem sido pouco. A loucura tem sido muita. E agora é a semana da contagem decrescente. Será nesta semana que um novo projecto profissional irá ver a luz do dia. Vamos a isso!

9.7.17

os foo fighters não prestam para nada

Estava decidido a ir ver os Foo Fighters aos Nos Alive. Ao estilo do bom português, fui deixando passar o tempo, até que os bilhetes esgotaram e acabei por perder a oportunidade de ver Dave Grohl e companhia.

No manhã seguinte ao concerto deparei-me com vários amigos a elogiar, nas redes sociais, o espectáculo. O que me deixou ainda mais triste por não ter ido. Até que começam a aparecer "críticas" à actuação da banda. Deparei-me com coisas que não estava à espera.

Apesar do sabor não ser igual, fui ver o concerto na RTP para tentar perceber se os elogios eram exagerados ou se as críticas eram justas. E bastaram poucos minutos para perceber que a primeira opção era a que tinha mais lógica. Foi um excelente concerto.

De resto, não me espanta que existam pessoas que recorram às redes sociais para falar mal do concerto. É normal. Uns gostam, outros odeiam e outros nem uma coisa nem outra. Aquilo que critico são as críticas "mais profissionais" que são feitas num registo que não é um artigo de opinião.

E digo isto porque as pessoas entendem que ser um bom crítico é falar mal daquilo de que tantos outros gostam. Apenas porque sim, dizendo as maiores barbaridades. Hoje em dia esta é a definição de crítico. Que hoje escreve sobre um concerto, amanhã sobre um carro e no dia seguinte sobre um jogo ou um restaurante. Não percebe nada de área nenhuma, mas tenta ser especialista em todas. Falando mal de forma gratuita.

Existem diversas bandas de que não gosto. Mas na hora de falar delas distancio-me do meu gosto. E sei reconhecer o talento e mestria em cima de um palco. Mesmo achando que a música não é nada de especial. E aplico isto a tudo! Seria fácil falar mal. Mas é também sinal de pouca inteligência.

Infelizmente nos dias que correm ser crítico é falar mal. E é muito fácil dizer que os Foo Fighters não prestam para nada. Que o concerto foi uma porcaria. E que ninguém vibrou com os temas daquela que é somente uma das melhores bandas rock que as últimas gerações conheceram. É certo que a bagagem não obriga a que o concerto seja bom. Mas dizer que não presta é um grande exagero.

6.7.17

passava horas nisto


Podia passar horas a responder a esta pergunta. Mas disparo três nomes no imediato: Braveheart, 007 Casino Royale e Batman – O Cavaleiro das Trevas. Já para não falar de Bloodsport. E é melhor calar-me ou não saio daqui.

descontrolo emocional

O tenista português João Sousa protagonizou um momento caricato durante o torneio de Wimbledon. Que pode ser definido com palavrões. Muitos! Asneiras atrás de asneiras. Foi assim que o atleta português lidou com um momento de frustração pessoal. É verdade que não disse nenhuma asneira em inglês, mas disse muitas em português. O que acontece é que os microfones captam tudo.

Do ponto de vista teórico, é tudo reprovável. O torneio em si impede aquele tipo de linguagem. A competição também. A relação atleta árbitro a mesma coisa. Teoricamente falando, tudo é mau. Mas isto é apenas do ponto de vista teórico. Porque na realidade tudo muda na prática. Aí, não há teoria que aguente um mau momento.

Quem nunca soltou um palavrão num momento em que tudo parece correr mal? Num instante que coloca em causa tantas horas de preparação? E aqui contra mim falo porque dizia muitas asneiras quando jogava futebol. E quem também nunca disse uma asneira quando pensa que ninguém irá perceber aquilo que diz e quando acredita que poucas pessoas vão ouvir as suas palavras?

Por isso é que não faço parte do grupo que condena o atleta. Estou no grupo que compreende e que até se ri ao ver um vídeo que não tem piada nenhuma. E a falta de piada está relacionada com a forma como um atleta de topo perde o controlo. Porque são atletas que trabalham muito este lado do controlo emocional. Que naqueles segundos desaparece por completo. E já vi isto com João Sousa, com Cristiano Ronaldo e com tantos outros atletas de topo. Quem ainda não viu o vídeo, pode ver aqui.

coisas que acontecem num carro

Coisas que acontecem num carro: todos sabemos cantar, tocar bateria e guitarra. E ainda fazemos os coros e a coreografia. Somos uns verdadeiros artistas na hora do trânsito.

5.7.17

o mundo volta a ficar baralhado. és tu que sabes que cor é esta?

Recordam-se deste vestido? Aquele que colocou o mundo inteiro a debater cores. Pois bem, a confusão está novamente instalada. E agora a culpa é da Nike. Não necessariamente da marca da foto que tens produtos da marca. Agora não se chega a uma resposta consensual. Afinal estamos a ver cinzento ou cor-de-rosa? Aceitam-se palpites.

moda: mulheres vs homens

Aquilo que de mais gosto na moda é a sua diversidade. Existem modas para todos os gostos e para todos os estilos. E tanto para homens como para mulheres. E assim é que a moda deve ser. Mas não acho que a moda deva ser copiada. Especialmente por sexos opostos. Ou seja, uma tendência feminina não tem de ser igualmente uma tendência masculina. E poderia passar muito tempo com exemplos que defendem o meu ponto de vista.

Mas pego num recente. Os lace shorts. Uma peça de roupa que muitas mulheres utilizam nesta altura do ano. E que ficam muito bem a sexo feminino. Para quem não sabe do que falo, aqui fica um exemplo.


Lá porque os lace shorts são um grande sucesso junto das mulheres, não têm de ser obrigatoriamente um sucesso junto dos homens. Mas a verdade é que alguém decidiu que deve ser igualmente uma peça que todos os homens devem ter no armário. Comecei este texto por aplaudir a diversidade da moda. E nada tenho contra aqueles homens que entenderem que isto é que são uns belos calções masculinos. Acho apenas que são feios para eles. E que ficam muito melhor quando vestidos por elas.

4.7.17

a minha relação com uma coelhinha da playboy

Hoje tem sido notícia a detenção de três 'coelhinhas' da Playboy que foram detidas no México por trabalho ilegal. Um colega falou-me da notícia que tinha visto num site estrangeiro. Não prestei muita atenção até ao momento em que percebo que uma das Playmates é luso-francesa. De seu nome Marie Brethenoux. Nome que não me soa estranho...

Após uma pesquisa percebo que esta modelo conquistou um concurso que elegia o melhor rabo. Uma iniciativa da Sloggi. E isto só tem piada, para mim, porque fiz parte do júri que elegeu esta menina como sendo aquela que tinha o melhor rabo. Era eu, Vanessa Oliveira, um fotógrafo e uma directora de uma revista de moda.

Confesso que desde então nunca mais tinha ouvido falar de Marie Brethenoux. Até ao momento em que ouço que foi detida no México. É mais um daqueles exemplos de que o mundo é mesmo pequenino. E outro exemplo disso é o vencedor masculino do mesmo concurso. Na altura tínhamos de votar numa rapariga e num rapaz. E recordo-me de que ambos venceram sem grande complicação. Ela é a Marie. Ele é o Nuno que acabou por ficar conhecido dos portugueses após participar numa das edições da Casa dos Segredos.

chocolate branco e preto

Existem pessoas que nasceram para ser polémicas. Ou que a vida e carreira levou a que assim fosse. Cristiano Ronaldo é uma dessas pessoas. O jogador fez uma brincadeira nas redes sociais com um amigo de longa data. Fotografaram-se a exibir os músculos e o jogador do Real Madrid decidiu escrever na legenda "combinação perfeita entre chocolate branco e preto". Isto bastou para que tivesse início uma guerra.

Cristiano Ronaldo está a ser acusado de racismo por causa da legenda da fotografia. E este é apenas mais um exemplo da falta de distanciamento que as pessoas têm. Cristiano Ronaldo não publicou uma fotografia de pessoas que não conhece de lado nenhum para fazer uma piada de mau gosto. Fez uma foto com um amigo e recorreu à boa forma física de ambos para fazer a piada. Se a foto foi publicada é porque o amigo deixou.

E não passa disto. De uma brincadeira partilhada pelo atleta que mais seguidores tem nas redes sociais. O mesmo atleta que já chamou cigano a Ricardo Quaresma noutra publicação. Igualmente sem maldade. E tudo isto seria normal. Só que vivemos numa era de predadores das redes sociais. Pessoas que procuram detalhes em todas as publicações de modo a apontar o dedo.

E são pessoas que provavelmente têm brincadeiras iguais com pessoas com que têm confiança. E que também partilham esses momentos nas redes sociais. A diferença está apenas num factor: o mediatismo de quem tem mais dedos apontados. Que todo o mal do mundo, ou mesmo das redes sociais, fosse o humor de Cristiano Ronaldo com um amigo de infância.

gipsy detector

Gosto de música cigana. E talvez este não seja o melhor termo. Se falar de Gipsy Kings, talvez se aplique. Se falar de Gogol Bordello talvez as pessoas não assumam imediatamente como música cigana. Apesar de o grupo se assumir como uma banda de 'gipsy punk'. Na minha lista de músicas para correr constam duas músicas destes grupos: uma dos Gipsy Kings e outra dos Gogol Bordello.

O meu leitor de mp3, bastante limitado, está sempre em modo aleatório. E poucas são as vezes em que salto músicas porque fica logo descontrolado. As músicas recuam ou começa aos soluços. No meu percurso de corrida passo por uma casa isolada onde mora uma família cigana. E começo a acreditar que o meu leitor de mp3 pode ser considerado um gipsy detector.

Porque, coincidência das coincidências, as duas músicas costumam tocar quando estou a passar perto da casa. Fora isso, tocaram uma ou outra vez. Quando outras músicas (são mais de cem no total) repetem-se com uma frequência muito maior. Não sei qual é a forma de funcionamento do meu mp3 no que à escolha aleatória diz respeito, mas esta coincidência tem a sua piada.

3.7.17

ser fêmea não é nada fácil

Em tempos - ainda no ano passado - apareceu uma cadela abandonada no meu local de trabalho. Dia após dia lá estava no parque de estacionamento da empresa. Criei empatia com a cadela - que baptizei de Jane Doe, sendo que também lhe chamam Matilde - e desde então que a alimento. O encanto pela cadela alastrou-se a outras pessoas e arranjou-se uma grande casa para ela. Opção que preferi mil vezes quando comparado com a entregar a um canil.

Desde então que a Jane é alimentada. Até já se pagou a uma veterinária para ir fazer uma visita à Jane. Que neste momento está desparasitada e vacinada (e chipada, creio). A Jane passou a ser de todos nós. É uma mascote da empresa. Até que um dia apareceu um cão que não largava a Jane. Não tenho jeito para acertar nos cinco números e nas duas estrelas do Euromilhões, mas rapidamente percebi que a minha amiga estava prenha. Na altura do parto, a Jane enfiou-se num sítio onde sabia que ninguém conseguiria mexer nos filhotes.

E assim foi. Agora, (mais ou menos) um mês depois, os filhotes da Jane - dois cães e uma cadela - já andam à solta no parque de estacionamento. Já se metem com todas as pessoas, que também os adoptaram, tal como aconteceu com a mãe. A diferença é que o objectivo é que alguém fique com os pequeninos. Porque podem ter uma vida muito melhor do que têm ali. Mas até para nascer é preciso ter sorte.

Diversas pessoas revelaram interesse em adoptar os animais, mas ficaram-se pelas palavras. Agora parece ser de vez. Os dois meninos já têm interessados e em breve vão para as suas famílias (de confiança). Sobra a menina. Que é um amor, que é a única castanha e que só quer brincadeira e mimos. É caso para dizer que ser fêmea não é nada fácil. Porque as pessoas tendem a querer os meninos. Dão-lhes prioridade.

Nesse sentido, publico este texto. Caso alguém (adopção responsável) esteja interessado em adoptar a filha da Jane, poderá enviar-me um email ou mensagem pelo facebook do blogue. Posso dar mais informações e até podemos combinar uma visita para conhecerem a ninhada. Acrescento que o porte será grande. Obrigado desde já pela ajuda. Vamos ajudar a menina a encontrar uma família. Uma que lhe dê ainda mais amor do que todos nós damos no nosso trabalho.