19.4.17

que se passa com esta foto?

Isaac Cuenca será desconhecido para a maioria das pessoas. Trata-se de um jogador espanhol que representa o Granada. Mas nada disto importa. O que interessa é que o jovem jogador partilhou uma imagem nas redes sociais que está a dar que falar. Porque será?

2 comentários:

  1. Divulgue esta sugestão, se concordar com ela
    32 anos e meio: vacina anti-hippie
    Maria João Marques

    As crianças não vacinadas devido a pruridos naturalistas (hippies ou ignorantes) dos pais não devem ser aceites nas escolas ou em atividades de organismos públicos ou que recebam dinheiro dos impostos


    Sou muito prática neste caso: as crianças não vacinadas devido a pruridos naturalistas (ou hippies ou simplesmente ignorantes) dos pais não deviam ser aceites nas escolas, nas atividades de qualquer organismo público ou que receba dinheiro dos contribuintes, os pais deviam perder qualquer subsídio estatal, e por aí adiante. Sugestões que os pais que não vacinam os filhos não me levarão certamente a mal. Afinal são pessoas amantes de estilos de vida naturais. E o estado central e o estado social, se virmos bem, são realidades construídas pelos humanos. Não caem dos ramos das acácias nem crescem como cristais nas rochas. Os impostos que sustentam estes subsídios, escolas públicas, sistema nacional de saúde para tratar doenças preveníveis por vacinas? É certo que o pagamento de impostos, em formas rudimentares, apareceu cedo na história humana, mas pouco haverá mais artificial que o pagamento de impostos.
    As crianças não vacinadas, exceto por impedimento médico, devem ser, tanto quanto possível, impedidas de contagiar outras crianças. Os sobranceiros pais (que não querem injetar químicos e metais nos tão especiais rebentos) podem criar colégios de crianças e adolescentes livres de químicos, protegidos pelos anjos e pela cor das auras dos infantes, e onde sarampo, meningite e tosse convulsa contagiem livremente com a bênção da Natureza e dos elfos. Desejo-lhes todas as felicidades – longe das minhas crianças e do efeito manada. Claro que, como bem conta na primeira pessoa a autora deste texto da Slate, filha de hippies anti-vacinação, estas crianças passam boa parte da infância doentes e ingerindo medicamentos (químicos, hello!) para tratar as doenças que escolheram não prevenir. Mas este amor pelos antibióticos, e etc., não é da minha conta nem da população infantil lá de casa.

    Não tenho qualquer simpatia pela causa dos pais que não vacinam os filhos.
    Sucede que vacinar os filhos não tem nada a ver com questões de liberdade individual. Os filhos são seres diferentes dos pais, com dignidade própria. Os progenitores não têm legitimidade para tomar decisões que periguem a saúde e vida dos filhos ou que lhes causem danos irreversíveis. Para uma liberal como eu, que defende um estado circunscrito às suas funções primordiais, esta é precisamente uma função nobre do estado: garantir que aqueles que não estão em estado de exercer a sua liberdade e autonomia (é o caso das crianças) não têm os seus interesses mais basilares anulados ou ignorados por idiotices ideológicas, religiosas ou outras excentricidades, dos pais ou tutores. Tal como um progenitor naturalista não deve poder impedir a sua criança de ir à escola aprender essa construção humana que é ler e escrever, também não pode ter a liberdade de expor os seus filhos a doenças perigosas evitáveis pelas vacinas. Não há liberdade para decidir impor danos graves e permanentes à vida de terceiros.

    Enquanto debatemos a forma das penalizações aos pais exóticos, devemos começar a usar já o método mais eficaz para espantar a estupidez da natureza humana: uma feroz reprovação social a quem não vacina os filhos.

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