24.4.17

muito mais do que uma fartura e fogo-de-artifício

Cresci e vivo num concelho em que as celebrações do 25 de Abril são vividas de forma bastante intensa. E até soa estranho realçar esta intensidade pois é uma data que não pode passar ao lado de qualquer português. Pelo menos daqueles que tenham memória e interesse pela história de Portugal. Se há data que nos diz muito é o 25 de Abril.

Um dos momentos de que mais gosto ao longo do ano é de chegar a meia-noite de hoje e estar na Baía do Seixal a olhar para o espectáculo de fogo-de-artifício que costuma culminar com um barco a “arder” onde se lê “25 de Abril Sempre”. Gosto ainda da fartura (que não dispenso) e dos jantares, como acontece este ano na renovada Mundet Factory, que veio dar vida a um espaço marcante do concelho onde vivo.

Estes são os ingredientes da minha noite. Mas o simbolismo da mesma vai muito além de tudo isto. Porque é impossível não pensar no preço que algumas pessoas tiveram de pagar para que existem coisas tão simples como estar à conversa na rua com um grupo de amigos ou algo tão básico como ter uma opinião e poder partilhar a mesma com todas as pessoas, como faço no blogue. Isto é um bem adquirido para todas muitas pessoas. Que não se lembram que não é preciso recuar muito no tempo para encontrar uma realidade completamente diferente.

Nesta noite, e com o passar dos anos isto nota-se cada vez mais, vejo muitos adolescentes que querem é beber uma cerveja, meter-se com miúdas e gozar com alguns amigos ou com pessoas que não conhecem de lado nenhum. Outros querem apenas saber dos concertos dos Deolinda e do Agir. Há também quem goste do fogo-de-artifício. Secretamente desejo que além destes motivos exista o entender da importância de tudo aquilo que se celebra. O perceber o motivo pelo qual se ouve a música Grândola, Vila Morena antes do espectáculo pirotécnico.

Existem coisas que se perdem com o passar dos anos. É um dos preços da evolução. Mas existem coisas que não deviam ser ignoradas nem esquecidas. E o motivo pelo qual hoje festejamos a liberdade é algo que nunca poderá ser esquecido. Obrigado a todos aqueles que fizeram parte de uma revolução que mudou a história de Portugal.

e se acontecer novamente?

Ninguém acreditava que Donald Trump poderia ganhar as eleições presidenciais norte-americanas. Tudo não passava de uma anedota. De uma brincadeira de mau gosto. De um capricho de um milionário com muito tempo livre. Até que as coisas se tornaram mais sérias. E aí todos centraram o seu apoio na vitória "fácil" de Hillary Clinton. A vitória estava no papo. Eram favas contadas. Até que Donald Trump ganhou as eleições. Agora é a vez da França. Que tem os ingredientes todos de um filme visto recentemente. E se acontecer novamente?

23.4.17

diz que hoje é o dia dela


Hoje assinala-se o Dia Mundial do Livro e a Keira Knightley tem uma sugestão para fazer. Independentemente das sugestões, o que importa mesmo é ler!

22.4.17

amo-te. aconteça o que acontecer



Longo suspiro... Amo-te Benfica! Aconteça o que acontecer. Rumo ao 36! Eu acredito! Que seja um bom jogo e que ganhe o clube que faz bater o meu coração.

21.4.17

ainda sobre a vacinação dos bebés


Quando a realidade se confunde com a ficção.

fenómenos estranhos em sítios com senha

Existe um fenómeno que me ultrapassa por completo em sítios onde temos de tirar uma senha e aguarda pela nossa vez. E estou a falar daquelas pessoas que tiram senha e que ainda têm de aguardar uns dez números pela sua vez. Mesmo assim, colam-se à zona de atendimento. Em diversas ocasiões chegam mesmo a obstruir quem está a ser atendido. E em alguns casos ainda reagem mal quando se pede um pouco de espaço. Será difícil perceber que não é por estar colado, tipo lapa, à zona de atendimento que se é atendido mais depressa.

pergunta sem sentido

"Quem seria capaz de usar isto?", é uma pergunta feita com frequência no mundo da moda. E é a pergunta que muitas pessoas estão a fazer em relação às novas calças e calções criados pela Levi's em parceria com a marca francesa Vetements. Isto porque os modelos em questão destacam-se por ter mais fechos do que o comum, um deles situado na parte traseira.


A pergunta não faz sentido porque se foi criado é porque alguém irá usar. Poderá não ter o impacto desejado e acabar por ser visto como um fracasso mas nem acho que seja o caso. Estão reunidos os ingredientes para que seja um sucesso de vendas. As marcas em questão estão associadas a celebridades. E basta que uma apareça com o modelo para que os seguidores comprem. O preço é outro aliciante. Os calções custam 850 euros e as calças 1450, algo que confere o carimbo de "luxo" de que tantas pessoas gostam. Se é caro, compro. Sendo que o gosto em relação à peça depende de cada pessoa.

Esta situação faz-me recordar um episódio que aconteceu quando trabalhava numa loja de roupa. Na altura recebemos um casaco da Pepe Jeans que era peculiar para a altura. Havia quem gostasse e quem odiasse. O que é verdade é que poucas pessoas olhavam para ele, por mais que fosse mudado de sítio na loja. Quando alguém pegava no casaco era uma festa na loja. Mas ninguém o comprava. Tal como estes modelos, era considerado uma coisa esquisita. "Quem seria capaz de usar isto?", diziam.

Até que Cristiano Ronaldo, na altura no Manchester United e ainda longe do mediatismo que tem hoje, aparece na capa de uma revista com esse casaco vestido. Era a única peça que lhe cobria o tronco. O casaco passou a ser um sucesso. Era caro (não tanto como estas peças) e passou de patinho feio a caso de sucesso. Os exemplares foram todos vendidos e as pessoas iam à loja à procura do casaco. E estes modelos, entre tantos outros exemplos, têm tudo para seguir o mesmo caminho.

soa a cliché mas é verdade

A vida está cheia de clichés. Existem frases feitas para praticamente todos os momentos. Existem ditados, provérbios e lições morais que se aplicam a tudo o que fazemos. Frases que quase todos conhecemos porque já as dissemos dezenas de vezes. Ou então porque já nos foram ditas em momentos em que até podemos não ter gostado de as ouvir.

Um dos clichés que fazem bastante sentido é "a vida é o que fazemos dela". Soa a cliché. Parece um cliché. É realmente um cliché. Mas é também uma grande verdade. Que se aprende com o passar dos anos. É algo que um adolescente desconhece. É algo que um jovem adulto também não sabe. Mas é algo que lá por volta dos trinta anos qualquer pessoa já sabe.

E dizer que a vida é o que fazemos dela não significa que seja controlada pelas pessoas. Porque infelizmente nunca o é na sua totalidade. Nem todos conseguimos ter o emprego com que sonhamos. Nem todos conseguimos ter a casa que gostaríamos. E nem todos conseguem realizar as viagens com que sonham. Mas dizer que a vida é o que fazemos dela não passa pelo controlo total. É algo diferente disso.

A vida (ou o destino para quem preferir) coloca diversos cenários a cada pessoa. E a sua maioria apresenta um vasto leque de opções. E é aí que fazemos o que queremos. Temos a possibilidade de arranjar tempo para os amigos ou de encontrar desculpas para não os ver. Podemos fazer aquilo que mais queremos ou continuamos a adiar os nossos desejos. Vivemos intensamente a vida ou passamos ao lado de tantas coisas de que gostamos. E são estes cenários, no meio de tantos outros, que constroem a nossa vida, que assim é feita do que nós queremos.

E acredito que a maioria dos adolescentes tem as prioridades trocadas. O que é normal. Porque a cada dia existem cenários novos. É com base na tentativa e erro que se vão acertando as agulhas. Por isso é que digo que lá para os trinta as pessoas já são capazes de escolher o rumo certo. De saber dedicar o seu tempo aquilo que realmente é importa. A caminho dos 36 anos, e com algumas falhas, gosto de acreditar que "domino" esta arte.

20.4.17

as mulheres são as suas piores inimigas

Lisa Hilton tem tudo para ser uma mulher igual a tantas outras. Bem sucedida, esta escritora já publicou cinco livros. É solicitada para escrever diversos artigos. É também uma mulher que se cuida, que gosta de cuidar do corpo e da imagem. Vista como uma mulher inteligente e sexy, Lisa Hilton assume-se como feminista. E aqui é que borra a pintura...

Qual é o problema de Lisa Hilton se assumir como feminista? Será que os homens não a toleram por causa disso? Não... Quem não gosta disto são mesmo as mulheres. Que constantemente a atacam. Não há uma semana em que esta mulher não receba um email, bastante cruel, enviado por outras mulheres.

Estas mulheres defendem que Lisa Hilton é uma desgraça para todas as mulheres do mundo. Não toleram que se assuma como feminista ao mesmo tempo que gosta de saltos altos, de roupa de marca e de ter o cabelo arranjado. Não se trata de uma opinião isolada, é algo que muitas mulheres defendem. E vão mais longe ao dizer que é por esses mesmos motivos que está solteira e não consegue manter uma relação. Houve até uma mulher que aconselhou Lisa a não ter um visual tão cuidado que isso iria aumentar a probabilidade de conhecer alguém respeitável.


Se estas críticas tivessem origem masculina tudo seria diferente. Provavelmente o exemplo de Lisa Hilton teria um maior impacto mediático. Mas os dedos apontados são praticamente todos femininos. O que ajuda a comprovar que as mulheres conseguem ser as suas piores inimigas. O que é bastante triste.

um dos maiores problemas das relações

Num destes dias falava com um amigo que parece ter deixado de acreditar no amor. Conversámos um pouco sobre o tema e dei-lhe a minha opinião sobre o tema. Aquele que considero o motivo pelo qual as pessoas deixaram de acreditar no amor. E aquele que acaba por ser também um dos maiores problemas das relações. E quase tudo pode ser resumido com a falta de paciência.

Hoje as pessoas não têm paciência para as outras pessoas. E se é assim com amigos e no trabalho, também acaba por ser nas relações. Ao mínimo problema vai cada um para seu lado. Uma pequena discussão dá imediatamente origem a uma separação. Sem que as pessoas percebam que provavelmente vão ter essa mesma discussão com a próxima pessoa. E com a que se segue depois dessa. Porque os problemas são normais. As discussões são normais, o que é diferente de constantes. E qualquer casal irá deparar-se com problemas ao longo da relação. Por mais curta ou longa que possa ser.

Só que as pessoas não querem problemas. Não têm paciência para eles. E mandam tudo à merda porque alguém arrumou uma peça de roupa fora do sítio ou por outro motivo qualquer igualmente insignificante. E isto tanto se aplica a casais que namoram há pouco tempo como acontece com aqueles que estão casados há muito e que até já têm filhos. Simplesmente não existe paciência para nada. Muito menos para os problemas das relações.

E quando não existe paciência torna-se quase impossível que as pessoas se tolerem. Que percebam que muitos problemas não passam de uma tempestade num copo de água cuja resolução é muito mais fácil do que fazer as malas e sair de casa. Enquanto não se perceber isto, todas as relações vão parecer um bicho de sete cabeças ou um enigma de resolução praticamente impossível.

a coisa mais relaxante que podes ver hoje

19.4.17

a diferença entre ser cool ou piroso

Se for passear e fazer compras para a Avenida da Liberdade munido com o tradicional saco azul da loja Ikea irei passar por piroso. Porque ninguém vai às compras com um saco de 0,50 cêntimos de uma loja. Se bem que, nos tempos que correm, e numa cidade como Lisboa, já existe a possibilidade de até ser visto como cool. Mas, tendo em conta as lojas que por ali se encontram, a maioria das pessoas irá achar que sou piroso.

Mas se for passear e fazer comprar para a Avenida da Liberdade com um luxuoso saco azul da Balenciaga irei ser imediatamente cool. Porque não é qualquer pessoa que anda às compras com um saco de luxo que custa qualquer coisa como 1700 euros. Aqui não restam dúvidas. A maioria das pessoas irá olhar para o meu saco como sendo um sinal de bom gosto. Se bem que tanto o primeiro como o segundo cenários podem variar de pessoa para pessoa.

Aquilo que tem mais piada é que ambos os sacos são bastante semelhantes com a Balenciaga a ser “acusada” de copiar o famoso saco da loja sueca. Numa primeira análise, com base em fotos, parecem mesmo iguais. Obviamente tudo muda quando se fala dos materiais dos mesmos. Já para não falar do preço de ambos. Também tem a sua piada que o saco azul da Ikea vai deixar de existir.


ainda é necessário falar de vacinação?

O surto de sarampo, que já levou à morte de uma adolescente de 17 anos, está a fazer com que se discuta novamente a vacinação das crianças. Até porque esta adolescente não tinha sido vacinada e foi contaminada por uma criança de treze meses que também não tinha sido vacinada. Esta informação, e este triste acontecimento, é mais do que suficiente para que os pais percebam os riscos que correm quando optam por não vacinar os filhos.

E mais do que discutir a vacinação dos filhos, é igualmente importante discutir a eventual responsabilização dos pais que decidem seguir este caminho. Por mais teorias que possam existir, escolher este caminho coloca a vida dos filhos em risco, criando um efeito bola de neve que se alastra a outras pessoas. Mas faz sentido discutir isto se estiver em cima da mesa a possibilidade de tornar a vacinação obrigatória, algo que não acontece.

Não sei como é que as coisas funcionam nos dias que correm mas recordo-me de que, na minha escola secundária, era necessário ter o boletim de vacinas em dias para fazer a matrícula. Quem não o fizesse, não podia matricular-se. É certo que existiam truques como apagar, estava escrito a lápis, a vacina que faltava de modo a efectuar a matrícula sendo que posteriormente era escrita novamente no boletim.

Por fim, e porque acho que resume tudo muito bem, deixo aqui a opinião do pediatra Mário Cordeiro. “Dizer mal das vacinas é um luxo de um país que já não tem, como há bem pouco tempo tinha, casos diários de meningite ou mortes por sarampo, como em 1994 [declarações anteriores à morte da adolescente]. A memória é demasiado curta e a arrogância demasiado grande”.

que se passa com esta foto?

Isaac Cuenca será desconhecido para a maioria das pessoas. Trata-se de um jogador espanhol que representa o Granada. Mas nada disto importa. O que interessa é que o jovem jogador partilhou uma imagem nas redes sociais que está a dar que falar. Porque será?

lição do dia

Percebes que nem tudo se resolve com violência, e que às vezes é preciso respirar fundo e pensar noutra solução, quando vais a conduzir e reparas que no interior do carro está um aranhiço que acaba por cair no teu colo.

18.4.17

e agora?

O humor tem muito que se lhe diga. Quer seja a nível amador ou mesmo profissional. E poucos são os humoristas que conseguem fazer-me chorar a rir. E poucos são aqueles que me conseguem prender ao espectáculo do princípio ao fim. Kevin Hart é uma rara excepção. As opiniões valem o que valem mas considero que é, neste momento, o melhor humorista que anda por aí.

Quando ia para colocar mais um episódio de uma série que estou a acompanhar na Netflix deparei-me com o destaque dado a What Now?, um espectáculo de humor de Kevin Hart gravado no dia em que esgotou um estádio de futebol americano. O vídeo começa com uma pequena sátira a filmes de acção, em especial aos de James Bond, mas o melhor é mesmo a actuação de Kevin Hart.

Pai, mulher, filhos não escapam às piadas de Kevin Hart. Boa parte delas dizem mesmo respeito à família. Brinca ainda com as mulheres negras, com pessoas que eventualmente sofreram um ataque de um animal e o sexo também tem o se destaque. Isto a um ritmo que prende quem assiste. E com piadas muito bem pensadas. E, e isto talvez seja o mais importante, que agradam a todo o tipo de pessoas.


Para quem tem Netflix – é um exclusivo – e procura uma boa gargalhada, recomendo que assistam a What Now? É simplesmente algo extraordinário que consegue levar às lágrimas a pessoa mais sisuda do mundo.

dinheiro vs amor

O amor é uma coisa muito bonita. É um sentimento muito nobre. Que por norma une duas pessoas que acreditam ser capazes de vencer qualquer adversidade. Nada irá conseguir abalar o amor do casal. A relação é tão forte que resiste a todas as tempestades. Até que... surge o dinheiro na equação. E aí o amor nem sempre resiste...

Cruzei-me com um casal numa papelaria. Estavam a apostar no euromilhões. O homem colocou as suas chaves e disse à funcionária que podia somar à sua conta as chaves da mulher. Gerou-se ali uma brincadeira e o casal disse que os prémios iam para a conta dos dois e que nunca seria um problema. E acabaram por recordar o casal português que acabou a disputar o prémio do euromilhões no tribunal.

Este casal é o exemplo de que nem sempre o dinheiro é vencido pelo amor. Em muitos casos acontece o oposto. Este casal estava muito bem. Ganharam o primeiro prémio do euromilhões e começou a guerra pelos milhões. A chave é minha. Fui eu que meti o boletim e por aí fora. E dividir o dinheiro nem fez parte da equação. Do ponto de vista teórico todos os casais dizem que seriam incapazes de passar por isto. Acredito que estas duas pessoas também o dissessem mas acabaram no tribunal a disputar o dinheiro.

O dinheiro, principalmente quando é muito, muda as pessoas. E quase sempre para pior. Destaca-se a ganância que em muitos casos abafa todos os sentimentos que possam existir. E muitos casais não sabem lidar com isto. Curiosamente, também acontece o inverso. E estou a referir-me apenas aos casais. Muitos problemas dos casais são relegados para segundo plano enquanto existe dinheiro – e não tem de ser muito – para levar a vida que sempre levaram. Quando falta o dinheiro surgem as discussões. E por norma vai cada um para seu lado.

Teoricamente falando, o amor vence tudo. E nenhum casal assume que seria capaz de mudar por causa do dinheiro. Mas quando os cenários que envolvem dinheiro deixam de ser hipotéticos e passam a ser reais... aí tudo muda. Aí nem sempre vence o amor. Ou então percebe-se que o amor é uma coisa completamente diferente daquilo das “borboletas no estômago”, é mais “tostões no banco”. Felizmente, ainda existem casos em que o amor realmente consegue ser superior a isto.

as crianças de hoje não estão perdidas

Não escondo que fico contente quando crianças pequenas vibram com músicas que não fazem parte do seu universo. Ou que eventualmente conhecem por influência dos pais. Ver a reacção destas crianças, pelo menos na sua maioria, às músicas dos AC/DC é um sinal de esperança para o futuro. Nem tudo está perdido, musicalmente falando.



O vídeo merece ser visto até ao fim pois além da música as crianças também reagem à mítica roupa de Angus Young, um dos emblemáticos membros da banda. Acrescento ainda que todas as respostas desta menina são dignas de registo. Fazem falta meninas assim. Acredito que irá ensinar muitos amigos a ouvir boa música.

17.4.17

que esta não venha a ser uma das imagens deste verão


Esta situação... entre tantas outras coisas que rapidamente passa a moda nas redes sociais.

só para mulheres que querem ser princesas

Muitas mulheres sonham ser princesas. A realidade desta ambição obriga a que se case com um príncipe. Isto não implica que se tenha o título de princesa mas é meio caminho andado para que o sonho passe a realidade. Só que ser “princesa” tem um preço a pagar. E no caso da família real inglesa são estas as regras a cumprir:

1 – Deixar de jogar Monopólio. Parece piada mas é uma regra desde 2008;
2 – Deixar de comer marisco. Está associado ao risco de envenenamento;
3 – Deixar de ter opinião política;
4 – Abdicar do apelido;
5 – Quando abordarem um membro da família real devem mencionar a totalidade do nome ou recorrendo aos míticos Sir e Ma'am;
6 – O lugar no ranking da família real é quase um modo de vida. Em eventos públicos deverá ser sempre respeitada essa posição.

Existem algumas que fazem sentido. Na realidade fazem quase todas bastante sentido. Tirando a parte do Monopólio, que parece piada. Ao que parece existe o risco de vício no jogo e isso não combina com um membro da família real. Agora é só fazer as contas e perceber se vale mesmo a pena ser uma princesa de verdade.

mães que castigam filhos. certo ou errado?

A atitude de uma mãe está a dar que falar. Pelo simples facto de que esta mãe fingiu ser o Coelho da Páscoa. E deixou uma carta para os seus três filhos. Na missiva pode ler-se que não vão receber nenhum ovo (ou presente) na Páscoa porque andaram a portar-se mal. A mãe escreve ainda que o Coelho da Páscoa está sempre atento e que irá falar com o Pai Natal para que fique igualmente atento ao comportamento das crianças de modo a que decida se podem passar para a lista daqueles meninos que são bem comportados. A criança mais velha chorou e a mais nova terá ficado bastante admirada com a carta.


Esta mãe partilhou uma foto da carta em questão e as opiniões dividiram-se imediatamente. Há quem esteja do lado da mãe e existem especialistas que entendem que esta medida não resolve nada. Existem aqueles que dizem que a mãe foi bastante cruel com os filhos. E os que aplaudem a atitude de uma mãe que leva um castigo até ao fim. E acho que é nesta última opinião que reside a verdadeira questão.

A maioria dos pais não leva um castigo até ao fim. Existe uma ameaça. Duas ameaças. Três ameaças ou mesmo mais. Mas o castigo poucas vezes chega a ser colocado em prática. E quando o pai decide aplicar o castigo, vem a mãe e diz que não é preciso, que fica para a próxima. Ou quando é a mãe que decide castigas, vem o pai e intercede a favor dos filhos. E as crianças acabam por tirar o melhor partido desta situação. Sabem que podem jogar com um dos pais quando o outro está chateado.

Esta mãe levou o castigo até ao fim. Acredito que lhe tenha custado. Tal como acredito que custa a qualquer pai castigar um filho. Mas aposto que aquelas crianças não vão esquecer a Páscoa em que o mau comportamento – aparentemente frequente – levou a que não recebessem nada enquanto a maioria das crianças recebeu algo. E isto não é nenhum bicho de sete cabeças. É um castigo simples e um alerta para três crianças que teimam em não se portar bem.

E esta decisão não transforma aquela mãe numa má mãe. Por mais que muitas pessoas achem o oposto. Os castigos, quando merecidos, fazem parte do crescimento de uma criança. São uma das formas, quando outras falharam, de mostrar à criança que fez algo errado. E que não poderá continuar a comportar-se como bem entende, ignorando os alertas dos pais. Por tudo isto, estou do lado daqueles que aplaudem a decisão desta mãe.

as mulheres portuguesas são pouco atraentes

"As mulheres portuguesas são pouco atraentes. Quem o defende é o site TargetMap que decidiu criar o mapa das mulheres mais sexy do mundo, considerando as mulheres latinas e dos países bálticos como as mais sensuais do planeta. Ou seja, a beleza está em países como a Argentina, Colômbia, Estónia e Letónia. Além disso, e ainda de acordo com o site, não existem outras mulheres que consigam equiparar-se a estas no erotismo ou poder de sedução.

Num segundo patamar, estão as mulheres de boa parte dos países europeus de Leste, como é o caso da República Checa, Bósnia-Herzegovina, Sérvia ou Macedónia. Para o site, estas são somente sexy. Não mais do que isso. Das mulheres da Europa Ocidental, apenas as suecas têm direito a constar neste segundo pote, onde estão também, entre outras, as mulheres do Irão, Egipto, Etiópia, Brasil e Venezuela. Seguem-se as mulheres pouco sexy, onde estão as portuguesas, que contam com a companhia das norte-americanas, inglesas, alemãs, australianas, indianas e sauditas. Por fim, para o site, as muito pouco sexy são, entre outras, as afegãs, bolivianas e nigerianas.

Acho que esta eleição, que não é caso único, serve para demonstrar que além-fronteiras as mulheres portuguesas ainda são vistas como tendo bigode, sendo também desleixadas com o seu lado mais feminino, sedutor e erótico. Infelizmente é uma ideia vincada e que ainda vai demorar a desaparecer. Porque as mulheres portuguesas nada devem, no que à beleza, erotismo e poder de sedução diz respeito, às que estão no topo da tabela."

Escrevi este texto em 2014. E três anos depois continuam a chegar comentários vindos de diversas partes do mundo. Este é um fenómeno do blogue que não consigo explicar. Na altura um site fez um mapa das mulheres mais sexy do mundo, colocando as portuguesas num patamar que considero injusto. Passado este tempo existem pessoas que ainda alimentam a discussão em torno da beleza das mulheres. Existem pessoas que ainda me ofendem por ter partilhado isto e por ter defendido as mulheres portuguesas. Com frequência vão aparecendo comentários. E quando surge um, por norma tem início mais uma discussão. Mas volto a dizer, as mulheres portuguesas nada devem às restantes.

nada furioso com isto mas...

Assumo que sou fã da saga Velocidade Furiosa. E que gosto de ir ao cinema ver cada um dos filmes. Não sou louco por carros mas aprecio as aventuras de Dom e companhia. Sei também que provavelmente não irei ver um filme candidato ao Oscar de Melhor Filme. Mas isso não me importa. Estes filmes cumprem um propósito: entreter quem vê o filme. E para isto contam com histórias que conseguem ser, em alguns momentos surpreendentes, carros de luxo, mulheres bonitas, vinganças e locais de rara beleza.

Entendi que o último filme – aquele em que Paul Walker perdeu a vida, acabando por não filmar a totalidade do filme – deveria ser o último. Mas entendo que seja complicado colocar um ponto final quando esse mesmo filme foi o sétimo (curioso!) com a melhor bilheteira da história do cinema. E se nesse filme tinha a curiosidade de perceber como tinha sido ultrapassada a morte de Paul Walker, neste tinha a curiosidade de perceber como seria explicada a sua ausência.

Indo ao ponto negativo, este é o único que destaco. A explicação para Brian (Paul Walker) e Mia não ajudarem a “família” num momento complicado sabe a pouco. E tendo em conta as restantes histórias, não faz sentido. Pois estamos a falar de uma personagem que chegou a arriscar a vida quando a mulher estava grávida. Por isso sabe a pouco a justificação dada. Que é compensada com uma homenagem mais ou menos esperada.

De resto, é mais do mesmo. E isto não é um crítica mas um elogio mesmo assumindo que não é o meu filme favorito da saga. Carros potentes avaliados em 16 milhões de euros. Paisagens muito bonitas como é o caso das rodagens em Cuba e Islândia. Bons actores. Por exemplo, quem estaria à espera de ver Helen Mirren num destes filmes? Jason Statham, que se sente como peixe na água em filmes destes e até Charlize Theron, que aqui veste o papel de vilã. E uma história que vive muito da acção mas que consegue ter momentos inesperados e até humor de qualidade.

Por tudo isto, nunca me canso destes filmes. Até porque vão evoluindo bastante ao longo dos tempos. Fica a sensação de que a história irá continuar. Pelo menos está tudo preparado para isso. E enquanto esta saga for uma galinha dos ovos de ouro acho complicado que deixem de ser feitos filmes. A tentação de continuar é muito grande.

13.4.17

espero que os recebam hoje (e em grande número)

Hoje assinala-se o Dia Internacional do Beijo. E quando penso nesta data recordo de imediato um dos vídeos mais “fora da caixa” que já foram feitos para uma música, que por sinal é bastante boa. E como sabe sempre bem recordar, aqui vai You are my high [Demon vs Heartbreaker].



De resto, há quem fale em 20 tipos de beijos com diferentes significados. Há quem defenda que são 37, 50 ou 52. Há ainda quem garanta que são 155. Quanto a isto nada sei. Sei apenas que se há coisa que não se nega (e que todas as pessoas merecem) é um beijo em condições. Por isso, espero que todas as pessoas que por aqui passam recebam hoje um beijo daqueles que é tão bom que até nos rouba o ar.

uma decisão que ninguém deveria ter de tomar

Não imagino um cenário muito pior do que este. Dois jovens realizam o sonho de ter um filho. O bebé, de nome Charlie, nasce com problemas, com um síndrome raro. Aos oito meses é surdo, só pode ser alimentado com recurso a um tubo e só respira com ajuda de um ventilador. Perante este triste cenário os pais deparam-se com a decisão de “matar” o filho, autorizando que seja retirado o suporte de vida que mantém o bebé vivo.

Chris e Connie recusam tomar esta decisão. Querem levar o filho até aos Estados Unidos da América para que o bebé seja submetido a um tratamento experimental. Os médicos não concordam. Defendem que apenas servirá para prolongar o sofrimento de Charlie. Perante este cenário, o tribunal autorizou os médicos a retirar o suporte de vida sem autorização dos pais.

Não consigo imaginar muitos cenários em que o poder de uma decisão seja tão angustiante como este. Principalmente para os pais, que provavelmente agarram-se a todos os milagres possiveis e imaginários para manter o filho vivo. Acredito que não queiram viver com o peso de um “e se” em relação a algo que entendam que deveriam ter feito para salvar o filho. Por mais que os médicos digam que não é possível fazer nada.

Do outro lado estão os médicos. Cuja profissão obriga a que sejam frios em casos como estes. Os sentimentos (que muitas vezes alteram a razão) são obrigados a ficar no cacifo onde deixam os pertences pessoais antes de entrar ao serviço. E estão obrigados a separar uma vida que tem apenas oito meses do caso clínico. Não será um bebé mas um paciente cujos problemas infelizmente não têm cura.

Por mais que me custe compreender o papel do médico que decide ser hora de desligar a máquina, não consigo sequer tentar imaginar o que passa pela cabeça de pais que têm a missão de autorizar que se desliguem os aparelhos que mantêm o filho vivo. Ou chegar ao ponto em que não querem desistir mas em que existe alguém que decide que está na hora de deixar de lutar, mesmo contra a vontade dos pais...

quem tem memória destas coisas?

Outros tempos. Outras brincadeiras. Coisas que se perderam...


12.4.17

estás grávida? ou gorda?

Existe uma situação que pode dar origem a um momento constrangedor. É aquele momento em que alguém está próximo de uma mulher que aparenta estar grávida. E a quem se dá os parabéns pela gravidez. Mas... na realidade a pessoa está apenas com peso a mais. Confesso que nunca me aconteceu isto mas conheço pessoas que já passaram por esta situação. Até posso partilhar um episódio protagonizado por um amigo jornalista.

Este amigo ligou a uma actriz para lhe perguntar se estava grávida. Isto porque fotos recentes davam a entender que poderia estar. Lá fez o telefonema e tudo descambou quando percebeu que a mulher em questão estava na realidade com peso a mais do que é habitual em si. Ela não gostou da pergunta e a situação só não foi mais estranha porque estavam ao telefone. Presencialmente teria sido bem pior.

Tal como conheço esta história, muitas pessoas certamente conhecem outras. Ou já protagonizaram algo semelhante. E isto não tem nada de errado. A pessoa não sabe e pode ser induzida em erro. Até porque nem todas as barrigas de grávida são iguais. Tal como nem todas as barrigas de quem tem excesso de peso são iguais. Mas uma coisa é isto acontecer ocasionalmente na vida de alguém. Outra coisa, já a fugir para o ridículo, é transformar isto num programa de televisão.

É verdade! Na Holanda estreou um programa que está a destacar-se pela polémica. Um dos jogos deste programa passa por ter mulheres a rodar numa plataforma giratória. E os concorrentes, homens, têm de adivinhar se as mulheres estão grávidas ou apenas gordas. Noutro dos jogos, olham fixamente (e de muito perto) para as mamas de mulheres, tentando adivinhar se são verdadeiras ou falsas. Estes são apenas dois exemplos dos jogos do concurso.

Quanto ao programa, pouco pode ser dito. Sendo que existe um ponto que nunca deve ser ignorado: só vê quem quer. Mas aquilo que mais me intriga, além da falta de qualidade dos conteúdos, é o motivo pelo qual mulheres se prestam a isto. Qual é a mulher que se presta a uma figura que passa por ser ridicularizada por homens num programa de televisão.

Ficar ali à espera que opinem. Que digam, entre gargalhadas, se está grávida ou apenas gorda. Que fiquem ali à espera que eles adivinhem se as mamas são naturais ou se têm implantes mamários. Posso estar errado mas quero acreditar que o dinheiro que recebem – se é que isso acontece – não será assim tanto que justifique uma figura que é um passo dado na direcção errada aquela por que tantas mulheres lutaram, lutam e vão continuar a lutar.

ninguém gosta de tirar fotografias, certo?

Se há coisa de que não gosto é de tirar fotos. Não é bem não gostar. Basicamente acho que fico mal em todas as fotografias. Olho para uma imagem onde apareço e vislumbro, em segundos, milhões de defeitos. E isto acontece com praticamente todas as fotografias que tiro. O que faz com que o processo de tirar uma fotografia consiga ser doloroso.

Estou a rir muito? Ou pouco? Estou com cara de parvo? O que faço às mãos? E que pose faço? São coisas que me passam pela cabeça. E o que faz com que fique quase igual em todas as imagens que vou tirando ao longo dos tempos. Resumindo, as imagens de que mais gosto são aquelas que são tiradas sem que perceba que estou a ser fotografado. Dessas acabo por gostar de quase todas.

A minha relação com as fotos faz com que “inveje” quem tem talento para ser fotografado. Recentemente entrevistei um artista internacional que era aquilo a que chamo o rei das fotografias. O fotógrafo não precisava de lhe dizer nada. A cada foto ela mudava de pose. E fazia tudo aquilo de que o fotógrafo poderia precisar. Mais sorridente, mais sério, a olhar para a máquina, a olhar para o horizonte e com as mãos em mil posições diferentes. E ficava sempre bem!

Tiro o meu chapéu a pessoas assim. Porque, por mais que tente, nunca irei conseguir fazer metade daquilo que o rapaz fez em minutos. E a verdade é que até dava jeito ter jeito, passe a redundância, para as fotos. Por outro lado, acredito que muitas pessoas estão neste barco comigo. Ou seja, são muito críticas em relação às imagens onde aparecem.

isto não é nenhum confronto de gerações

Muitas pessoas olham para os actos de vandalismo ocorridos em Espanha, e protagonizados por jovens portugueses, como um confronto de gerações. “No meu tempo não era assim, era tudo melhor”, é algo que se vai ouvindo por aí. Discordo disto a 100%. Porque não analiso estes comportamentos comparando com aqueles que marcaram a minha geração.

É certo que as gerações são diferentes. Sinto isso em relação a esta nova geração. Como aquela que antecede a minha dirá o mesmo da minha geração e por aí fora. Isto é do mais normal que pode haver. Sinto que existem coisas que esta geração perdeu. É algo que lamento. Mas certamente que o mesmo será dito em relação à minha. E isto é apenas parte do assunto. Além de que não deve ser aquilo que tem de ser discutido.

Aquilo com que não posso concordar é que tudo se desculpe com chavões como “é da idade” ou “se não fizerem isto agora quando é que vão fazer” ou ainda “se fossem santos faziam a viagem de finalistas em Fátima”. E não concordo porque o vandalismo não tem excepções de idade. Estão a atirar colchões pela janela? É da idade! Se não for agora quando é que vão fazer. Estão a arrancar candeeiros da parede? É da idade! Se não for agora quando é que vão fazer. Estão a levar a mobília do quarto para os elevadores? É da idade! Se não for agora quando é que vão fazer.

Criticar isto não é confrontar a geração. Não é dizer que são piores ou melhores do que a minha geração. É apenas dizer que são comportamentos que não podem ser considerados normais para a idade. Porque não são! Esta coisa do desculpar tudo com a idade é errado. E nada resolve. Tal como fazer comparações com viagens até Fátima. Seguindo essa linha de raciocínio poderia ser dito para irem acampar para um descampado onde estavam à vontade a fazer as tais coisas que a idade desculpa.

E é isto que tem de ser debatido e analisado. Não é dizer que a minha geração fazia isto ou aquilo. E pessoalmente até já assumi que a minha geração fez coisas piores do que estas. E recordo-me de que quando foi apanhada droga num autocarro existiram castigos para algumas pessoas. Não foi usado o chavão “é da idade” ou “se não fumarem droga agora, quando é que vão fumar”. Tiveram comportamentos inapropriados, foram castigados pelos seus actos. Simples!

Outra coisa que me faz confusão, e que mais uma vez nada tem a ver com confrontos de gerações, são aqueles pais que desculpam aquilo que os filhos fazem e que ainda se são como exemplo, dizendo que também cometem excessos quando saem com os amigos. Quando os exemplos são estes, pouco ou nada pode ser acrescentado às atitudes de um adolescente que provavelmente será sempre desculpado pelos erros que comete.

Por fim, gostaria apenas que as notícias fossem um pouco diferentes. Vamos imaginar que mil jovens espanhóis tinham sido expulsos, acusados de vandalismo, de um hotel português. Será que também se aplicava o cliché “é da idade” ou será que a maioria das pessoas iria considerar que tinham tido comportamentos errados?

vamos?


Vamos correr dez quilómetros no dia 14 de Maio? É aqui que costumo correr e garanto que vale pela vista.

11.4.17

bons são os que saem tarde do trabalho. será mesmo assim?

Está a ser partilhada nas redes sociais uma crónica do Expresso, da autoria de Henrique Raposo. Foi graças a essas partilhas que me deparei com a opinião de Henrique que é também a minha há muito tempo. Em traços gerais, o texto anda à volta do horário de trabalho de boa parte dos portugueses. E daquelas ideia vincada de que os bons trabalhadores são aqueles que saem tarde do local de trabalho.

Já trabalhei em empresas, antes de ser jornalista, onde o horário não era algo flexível. Ou seja, tinha uma hora de entrada que tinha de ser cumprida. E uma hora de saída que normalmente, salvo casos pontuais, era respeitada. E esta é a forma como encaro um horário. É para isso que eles existem. E considero que, enquanto trabalhador, tenho de cumprir as minhas tarefas no horário estabelecido. Se preciso de trabalhar mais do que o normal é porque não fiz bem as coisas (falando de forma geral).

Desde que sou jornalista que percebi que muitas pessoas encaram o horário de trabalho como um acessório que não é preciso respeitar. Há até quem ache que isto de ser jornalista é começar a trabalhar duas horas (ou mais) mais tarde do que aquilo que era suposto. A isto juntam mais largos minutos sem que nada façam. Resumindo, o trabalho tem início muito tempo depois. E tudo isto, até porque existem horas a cumprir, obriga que o trabalhador saia do local de trabalho mais tarde do que era suposto.

Na realidade a pessoa podia chegar mais cedo. Mas optam por não chegar. Mas este atraso fica bem aos olhos de muitas pessoas. Pessoas que analisam apenas a hora de saída, ignorando a hora de entrada. E não percebem que existem pessoas que gostam de chegar cedo (leia-se a horas) para poder sair a horas, algo que é muito mal visto por algumas pessoas. E poucos são aqueles que conseguem perceber que as pessoas que cumprem horários é que estão bem.

Em tempos falaram-me de uma empresa, estrangeira mas com um espaço em Portugal, que dá as tardes de sexta-feira aos trabalhadores. Para isso têm apenas de cumprir as suas tarefas durante a semana. Aqueles que têm necessidade de trabalhar na tarde de sexta não são os bons exemplos. São os maus exemplos. São aqueles que não foram capazes de cumprir as tarefas no horário laboral. E a empresa olha para estas situações como casos que não devem acontecer. Na maioria das empresas, e de forma errada, defende-se o oposto.

Fica aqui o link para a crónica do Henrique Raposo. Vale muito a pena ler. E destaco uma frase. “O chefe português gosta do solteirão que fica até tarde, eh pá, sim senhor, ganda gajo, ganda entrega”.

o grande segredo para uma vida menos stressante

Volta e meia deparo-me com listas de truques, dicas e segredos para uma vida menos stressante. Faça isto, mude aquilo, evite não sei o quê. Estas listas podem ser facilmente resumidas a um tópico: mandar à merda [ignorar] tudo aquilo (e todos aqueles) que nada acrescentam à nossa vida e que só atrapalham. Conseguir colocar em prática este tópico é suficiente para que o stress seja drasticamente reduzido. E para que a vida passe a ter outro sabor, muito melhor.

acabaram-se os saltos altos obrigatórios

Desconheço se é uma realidade que se verifica em Portugal. Mas é uma realidade em países como o Canadá. E estou a referir-me ao uso obrigatório de saltos altos no trabalho. Aquilo que sei é que existem diversos empregos em Portugal que obrigam a uma série de regras que muitos podem considerar desnecessárias e que podem passar por coisas como o uso obrigatório de maquilhagem.

Quanto aos saltos, o exemplo chega de uma província do Canadá que proibiu o uso obrigatório de saltos altos no trabalho. A medida tem por base a segurança do calçado que se utiliza a nível profissional. E foi decidido que isso não era respeitado quando se obriga uma trabalhadora a utilizar saltos altos. A partir de agora, no momento de escolher o calçado, os patrões têm de ter em conta factores como: terreno irregular, protecção do tornozelo e apoio do pé e ainda o risco de tropeçar.

Este é mais um passo dado na luta contra a discriminação laboral com base no género e surge um ano após se ter tornado viral a foto dos pés sangrentos de uma trabalhadora que era obrigada a usar saltos altos no trabalho (trabalhava num restaurante). Uma imposição que não é exclusiva do Canadá e que já deu que falar também no Reino Unido e nos Estados Unidos da América, onde as leis conseguem ter leituras diferentes em diversos estados.

Muitas vezes as pessoas dedicam o seu tempo a criticar a modelo magra que está na publicidade no metro. Dizem que só fará sentido quando se usar uma “mulher real” como modelo. Centra-se a discussão na imagem de uma mulher perfeita, algo que nunca existirá. E enquanto isto acontece (não estou a dizer que é errado) acaba por se ignorar coisas aparentemente simples mas que acabam por ter uma grande influência na vida (e saúde) das mulheres. Coisas tão simples como serem obrigadas a usar saltos altos no trabalho.

existem limites para usar um fato-de-banho

Indo directo ao assunto, uma mulher com excesso de peso não deve usar fato-de-banho. Quem o defende é a estilista norte-americana Dana Duggan que diz que Amy Schumer, que é capa de uma revista onde aparece num fato-de-banho parece “uma porca”. E vai mais longe nas críticas, defendendo que uma mulher com excesso de peso “não é saudável nem bonito”.


O tema em si é polémico. Quando a opinião vem de uma mulher... pior ainda! Dizer que Amy Schumer parece uma porca nestas fotos é manifestamente exagerado. As fotos, mesmo dando o desconto da excessiva edição de imagem, estão bem captadas e protegem o corpo da comediante. E caso me cruzasse com Amy numa praia não iria ficar escandalizado. Fico com outras situações, não com esta.

E quando digo que fico escandalizado diz respeito ao bom senso que deve existir em cada pessoa. É algo que não tem a ver com peso nem com padrões de beleza. Mas acima de tudo com bom senso. Não visto tudo aquilo de que gosto apenas porque sim. Porque existem coisas de que gosto e que me ficam mal, muito mal. E andar com elas vestidas seria ridículo. E no que toca à moda é um exercício que todas as pessoas deveriam fazer antes de vestir qualquer coisa. Em vez de ter com base argumentos como “toda a gente usa”.

De resto, falar de Amy Schumer não é falar de fatos-de-banho mas de desilusão. Esta comediante é uma espécie de símbolo feminino para muitas coisas. E acho que deixa a desejar em quase todas. Especialmente quanto o tema é humor.

10.4.17

quem é mais importante? mãe ou filho?

Não sou pai. Mas acredito que ser pai é um dos maiores (talvez mesmo o maior) ponto de viragem de uma vida. Até esse momento os problemas dizem respeito a uma pessoa. Não existem pessoas que sejam directamente influenciadas por uma decisão nossa. É certo que existem relações familiares, sentimentais e de amizade. Mas um filho está dependente dos pais.

E esta relação de dependência muda a vida. As preocupações são outras e mais intensas. Os problemas estão mais focados. Bem como tudo na vida. Esta é a ideia que tenho. Daí que, mesmo não sendo pai, perceba na perfeição todos os clichés que se dizem quando nasce um filho. Até porque amigos acabam por confirmar que batem todos certos. A vida muda. Para melhor. E passa a existir alguém que é o centro do mundo para duas pessoas (isto de forma geral).

Posto isto, é normal ouvir que os filhos são as pessoas mais importantes do mundo. Em tudo. E ninguém se espanta quando um pai diz isto. Mas tudo muda quando uma mãe diz que é mais importante do que o filho. Por melhor que seja a explicação – tal como defender que a melhor versão da mulher será a melhor versão enquanto mãe – as pessoas tendem a não compreender estas palavras. A achar que são injustas.

Ou quando um homem diz que ama mais a mulher do que o filho, apenas para dar outro exemplo. São modos de pensar pouco comuns. Que vão no sentido oposto da maioria das pessoas. Não está em causa se estão errados, até porque a temática diz sentido a sentimentos, prioridades e formas de amar. São apenas modos de pensar que não são partilhados pela maioria das pessoas.

Volto a dizer que não sou pai. Mas não me imagino a dizer que serei mais importante do que um filho. Aquilo que defenderei (e sempre defendi) é que o nascimento de um filho não deve implicar que a pessoa se anule na totalidade. Mas nunca um pai poderá ser mais importante do que um filho. Isto, mais uma vez, de modo geral pois nem todas as relações são iguais. Nem todos os pais são bons pais tal como nem todos os filhos são bons filhos.

Também não me imagino a dizer que amo mais a minha mulher do que o meu filho. Até porque são amores que se complementam sem concorrer entre si. São amores perfeitos que não devem conviver em guerra por um lugar de maior destaque. Quando for pai irei ter uma análise diferente sobre este tema. Porque os sentimentos vão ser reais. Até lá irei continuar a achar estranho – o que é diferente de achar que é errado – que um pai seja mais importante do que um filho e que o amor de um filho possa competir com o de um companheiro.

viagem de finalistas: santos ou culpados?

Todos os anos, por esta altura, surgem notícias relacionadas com distúrbios provocados por alunos portugueses que rumam a Espanha nas famosas viagens de finalistas. E todos os anos é a mesma coisa. Alunos que dizem ser santos. Pais que defendem que os filhos são santos. Existe ainda o outro lado: aquele onde estão as pessoas que os acusam de ser vândalos.

Vou começar por contar a minha história. Não participei numa destas viagens de finalistas. A minha turma acabou por ir para os Açores numa viagem que considerei ter sido de finalista. Além desta viagem outros colegas ainda foram para Lloret del Mar. Não foi o meu caso. Fiquei-me por uma viagem. E não me arrependo disso.

Os alunos da minha escola, ao longo dos anos, fizeram coisas como destruir paredes de hotéis. Ou seja, inventavam portas para outros quartos. Atiravam mobília para a piscina. Faziam festas da espuma com os extintores. Disparavam os alarmes de incêndio com o fumo daquilo que fumavam. E chegou a ser apanhada droga, em rusgas policiais, nos autocarros em que viajavam. Estes são apenas alguns exemplos das coisas que aconteciam.

Por isso não tenho qualquer dificuldade em acreditar nas notícias que dizem que existe vandalismo nos hotéis. Porque sei que existe. É uma realidade com anos de história. Existir vandalismo não significa que todos os alunos sejam vândalos. O que acontece é que uns acabam por pagar pelos erros dos outros, porque nem sempre é fácil encontrar os culpados. E existe muito para dizer sobre isto.

Existem alunos que simplesmente não se sabem comportar. E que provavelmente em Portugal pouco ou nada saem. Quando se apanham com liberdade total acabam por não se saber comportar. Acham que ser cool é fumar ganzas (ou cheirar branca), destruir o hotel, arranjar confusão e ter sexo à maluca. Acham que isto é o passaporte para a vida adulta que tanto anseiam viver. Isto é absurdo mas muitos pensam assim.

Depois existem aqueles pais que dizem: “o meu filho garante que não fizeram nada”. Mas qual é o filho que vai dizer aos pais que andou a danificar um hotel? Ou que andou a fumar droga? E a arranjar confusão? Isto é daquelas coisas que nenhum filho faz. E que nenhum pai quer assumir perante os outros. Tal como aqueles que vendem as viagens arranjam forma de dizer que o mal está apenas do lado dos donos dos hotéis que complicam tudo.

Acho especial piada a quem defende que as viagens de finalistas são uma espécie de “vale tudo”. Até porque se fossem santos faziam uma viagem para Fátima, argumento que ouvi diversas vezes. A viagem de finalistas é diferente das demais porque junta muitos jovens. Mas não é uma viagem sem regras, fingindo que deixam de estar inseridos numa sociedade e sujeitos às mesmas regras e leis do que todos os outros. Ou será que a diversão obriga a destruir coisas? E a fazer barulho sem limites? E a viver sem regras?

É certo que existem muitos alunos que não gostam deste comportamento. Que não são assim. Que apenas querem divertir-se com amigos, tendo os excessos normais da idade mas sem arranjar confusões que vão além disso. Mas estes acabam “abafados” pela quantidade de problemas que os outros arranjam. E, em alguns casos, acabam por ter a viagem estragada sem ter culpa. Além disso existe a mediatização dos problemas. A confusão da minha escola nunca foi notícia. Agora tudo, principalmente se for mau, é notícia com destaque nos noticiários.

o tatuado está de volta

Tal como aconteceu com outras séries televisivas, apaixonei-me por Prison Break depois do boom mediático causado pelo lançamento da série. E tal como aconteceu com outras, como foi o caso de Lost, fiquei preso à serie. Dei por mim a devorar episódios e dvd's. “É só mais uma episódio”, dizia, passando horas a ver as aventuras de Michael Scofield e companhia.

A série conta a história de um homem que vai preso para salvar o irmão injustamente acusado de um crime que não cometeu. Isto é meio caminho para limitar a longevidade da série. Não há muito para inventar. Ou consegue... ou não! Por mais coisas que se inventem pelo meio. Mesmo assim Prison Break sobreviveu durante quatro temporadas. Existiu ainda um filme – The Final – onde parecia ter sido colocado um ponto final na história com a suposta morte de Michael. Posto isto, em 2009 acabou Prison Break.

Até que oito anos depois decidem recuperar a história com uma mini série que terá nove episódios e que tem o nome de Prison Break: Sequel. Afinal Michael não morreu e está detido numa prisão no Iémen. Sendo um grande fã da série, fiquei bastante curioso com a forma como seria resolvida a situação da suposta morte de Michael. Bem como o que seria feito das vidas dos restantes personagens. E fiquei assustado com o risco que representava estragar uma série tão boa.

Só vi o primeiro episódio na sexta-feira (e não li nenhuma notícia para não ser influenciado) e gostei. A verdade é que foi bastante fácil dar a volta à morte de Scofield. Porque ninguém viu o corpo nem o momento da morte. A partir daí é tudo resultado da lógica que a nossa imaginação entende ser a correcta. E o episódio acabou por prometer muito.

Fui ver os números e a série teve uma estreia sólida nos Estados Unidos da América. Por cá foi um grande sucesso. A série foi vista por 164 mil telespectadores, o que faz com que seja a melhor estreia do ano no cabo. Números à parte, fui à procura de opiniões partilhadas por críticos norte-americanos. Uns defendem que a série já deu o que tinha a dar. Outros defendem a qualidade do produto. Quanto a mim, estou com os últimos. A volta, para já, foi bem dada. Venham mais episódios.

diz que o blogue faz cinco anos

10 de Abril de 2012. Este é o dia em que este blogue ganhou vida. Em mais ou menos trinta minutos nasceu, com o visual que se destacava por ser uma casinha de madeira, aquela que é a casa dos meus pensamentos e o espaço onde vou partilhando, e armazenando diversas ideias e momentos da minha vida. Quando penso no momento da criação do blogue parece que foi ontem que o criei. Na realidade já passaram cinco anos, algo que em idade blogosférica parece uma eternidade.

Criei o blogue sem qualquer objectivo. Acreditava que seria uma boa forma de guardar algumas ideias que acabariam por ser lidas por mim, pela minha mulher e por mais meia dúzia de amigos a quem acabaria de contar ser autor de um blogue. Sem que perceba os motivos tudo foi diferente. O blogue cresceu. Muito. E depressa. Mantendo sempre a essência do dia em que nasceu, algo que é o mais importante para mim.

Em cinco anos são 5040 posts (5041 com este). São 88931 comentários. Quase quatro milhões de visualizações. E mais de 1200 seguidores. E ainda um livro que nasceu aqui, neste espaço. A estes números juntam-se milhares de seguidores em mais duas redes sociais. Mesmo nunca tendo tido o objectivo de fazer crescer o blogue não escondo que são números muito bons para mim. São números que me deixam orgulhoso e que fazem com que a viagem seja muito mais saborosa.

Graças ao blogue fiz coisas que provavelmente não faria. Conheci pessoas que provavelmente nunca conheceria. Este espaço já serviu para partilhar a minha alegria. Tal como tem servido para dar espaço a momentos menos bons, embora esta parte nem sempre seja feita de forma clara. Recebi emails com histórias de vida que me tocaram. Pessoas, que passei a admirar, solicitaram a minha opinião em temas bastante sensíveis. Tudo de forma inesperada. E com muito valor pessoal para mim.

Não sei quanto tempo mais irá durar o blogue. Confesso que não imaginava que tivesse esta longevidade. Sei apenas que me sinto bem aqui. Que gosto desta minha casa onde as regras são todas minhas. Sei também que tudo isto existiria sem as pessoas que por aqui passam. Mas a piada não seria a mesma. O sabor não seria o mesmo. As sensações não seriam as mesmas.

Obrigado a todos aqueles que por aqui passam diariamente. Obrigado a quem passa ocasionalmente. Obrigado a quem deixa a sua marca através de um comentário. Obrigado a quem passa de forma silenciosa. Obrigado a quem prefere deixar a sua marca através de um email. Parabéns a mim. E principalmente parabéns a vocês que são os maiores!

7.4.17

o meu momento “dennis, o pimentinha”

Tenho algo que me liga a Dennis, o Pimentinha. Tal como aquele jovem, tenho o desejo de tocar em coisas onde nem sempre é suposto mexer. Por exemplo, e este caso até nem tem qualquer maldade, dou por mim no corredor dos brinquedos a carregar nos botões que dizem “try me”. E noutras lojas dou por mim a experimentar coisas que fazem barulho. É algo a que nem sempre resisto.

Mas existem outros casos. Como aconteceu num destes dias. Estava à espera que abrissem uma porta para carregar umas coisas para uma carrinha. Enquanto ninguém abria a porta comecei a observar o sistema que tinha sido usado para trancar a porta. Quando mais olhava mais tinha a vontade de mexer. Mesmo sabendo que não abriria a porta.

Confesso que o sistema era assim para o arcaico. Por um lado isto aumentava a minha vontade de sentir o mesmo com as minhas mãos. Por outro, acreditava que poderia ter algum truque que poderia accionar algum alarme caso fosse mexido. As minhas mãos acabaram por se aproximar lentamente da porta. Fui avançando... avançando... até que peguei no sistema. Assim que os meus dedos tocaram no objecto ouve-se um barulho que parecia um alarme. E voltou a tocar.

“Já fiz porcaria. Isto tem algum sistema que dispara o alarme e agora aparece aqui alguém”, pensei. Até que percebi que era a minha mãe a tocar à campainha (que mais parece um alarme) para chamar a pessoa que iria abrir a porta. Combinado não corria tão bem. O preciso momento em que toco na porta é o mesmo em que começo a ouvir o barulho. É a chamada coincidência à Dennis, o Pimentinha.

viajar mais!

Sou daquelas pessoas que gosta de utilizar os doze desejos a que tem direito na passagem de ano. É uma tradição que cumpro há algum tempo. E no passado mais recente tenho insistido em algo: viajar mais. Não é só um desejo como é algo que digo à minha mulher. Poderia referir dezenas de motivos pelos quais é bom viajar mas basta dizer que é uma das poucas coisas que realmente enriquece uma pessoa.

Conhecer outros locais, outras pessoas e outras culturas é algo que não tem preço. Além disso, quando olho para os bons momentos que passo com a minha mulher, e felizmente são muitos, acaba sempre por vir à memórias as viagens que fizemos. Aquilo que sentimos e experimentámos quando fizemos as malas e saímos da nossa zona de conforto para conhecer uma realidade diferente. Para explorar ruas, conhecer pessoas, culturas e gastronomia. Tal como quando penso em trabalho dou por mim a recordar as diferentes viagens que tive a oportunidade de fazer.

Não minto que não viajo mais porque não tenho dinheiro para isso. Acredito que este seja o maior entrave para que muitas pessoas consigam viajar com a frequência que desejem. Por isso é que dou por mim à procura dos melhores preços, das promoções e das reservas antecipadas de modo a conseguir poupar dinheiro ao mesmo tempo que tenho a oportunidade de viajar.

Uma das últimas conversas que tive com a minha mulher sobre viagens foi quando me deparei com uma publicidade da TAP. Quando vi, perto de casa, um mupi que dava conta de que a TAP irá começar a viajar, com rota directa, para Toronto (Canadá). O preço é acessível - voos de ida a partir de 194 euros - e comecei a desafiar a minha mulher para viajar. Até porque é um destino do qual tenho ouvido falar muito bem. Como aconteceu em outros momentos, começamos a fazer uma lista de motivos para viajar e de outros para não o fazer. Mas promessas são promessas e talvez seja altura de fazer as malas.

quero muito ver isto



Para a história fica um dos melhores vilões de sempre de Hollywood. E a sensação de que ficou tanto por viver.

6.4.17

aquilo que mais detesto quando vou correr

Gosto de dar a minha corrida ao final do dia. Com frio, chuva, sol ou calor, é algo que gosto de fazer. Mas existe algo que me incomoda bastante. E refiro-me aquelas pessoas que conseguem ir correr uma semana inteira com a mesma roupa... sem que a mesma seja lavada. Correm, transpiram, deixam a roupa a secar e voltam a usar no dia seguinte. Não sei se estas pessoas acreditam que a roupa perde o incomodativo cheiro a suor desta forma. Se pensam... estão errados! E se há coisa incomodativa é o intenso cheiro a suor quando se passa a correr por alguém.

O que é pior?

A campanha do post anterior tem dado muito que falar. Mas será mais chocante ou polémica do que alguma destas?












publicidade? pornografia? muito mais do que isso?

Provavelmente muitas pessoas nunca ouviram falar da marca de roupa norte-americana Eckhaus Latta (assumo que faço parte desse grupo). Mas os criadores da marca – Mike Eckhaus e Zoe Latta – conseguiram fazer com que seja conhecida mundialmente. Tanto que o site da Eckhaus Latta não aguentou o número de visitantes. O mais curioso é que não são falados pelo que criam.

Para a campanha da colecção Primaver-Verão 2017 a dupla decidiu ter casais a fazer sexo em frente à máquina fotográfica. Não se trata de uma simulação mas de sexo real. Com isto quiseram passar uma mensagem positiva em relação ao sexo, corpo e sexualidade. Assim que a campanha foi partilhada online o site foi abaixo. E a dupla está contente com as reacções positivas que têm recebido.








Na realidade tudo é deixado à imaginação. A campanha, mesmo não escondendo que existiu realmente sexo, nada mais mostra do que as mamas de uma modelo. O resto, é assumido por todos nós com base naquilo que nos é transmitido. Dizer que isto não passa de pornografia sem gosto é apenas uma das formas de analisar a situação.

Questionar a forma como encaramos campanhas que assumem claramente uma mensagem para a sociedade é outra das formas de lidar com o assunto. E talvez este seja o ponto mais interessante de tudo isto. Não será uma coincidência que a campanha represente os tipos de relações existentes na sociedade, alguns deles ainda com uma reputação muito má, e não me refiro apenas às relações homossexuais pois muitas pessoas ainda não aceitam relações com pessoas de raças diferentes.

E nesse sentido esta campanha tem muita importância. É certo que não irá chocar ninguém porque não deverá estar em nenhum outdoor. A forma de descobrir esta campanha é nas redes sociais da marca ou nas notícias e textos que se multiplicam sobre o tema. E talvez isto suscite a curiosidade de muitas pessoas. Que vão olhar para estas imagens com um olhar que vá além da pornografia.