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25.1.17

prostituição de mães solteiras

“Sou mãe solteira e faço isto pela minha filha. Ganho numa semana o ordenado de um mês e posso estar com ela e dar-lhe as coisas. Faço isto por ela”. Estas são palavras de uma mãe solteira que não esconde que é prostituta. Deu a cara pela profissão (é legal onde trabalha), não escondeu que gosta do que faz mas associou a sua decisão à filha.

Preferi não ler os comentários do vídeo desta reportagem. Preferi trazer o assunto para aqui. Na tentativa de perceber se é algo moralmente aceitável. Uma mãe que escolhe vender o corpo por causa da filha, explicando que o dinheiro que ganha numa semana permite dar tudo à filha e estar com ela durante o resto do mês.

Ou será a filha uma “desculpa” para o dinheiro “fácil” que assume. Uma desculpa para estar numa profissão que lhe permite ganhar muito dinheiro e receber presentes dos seus clientes, algo que mostra na reportagem. Ou não são necessárias desculpas para este rumo profissional, apesar de existir quase sempre uma justificação menos feliz para aquelas pessoas que dão a cara pela prostituição.

A mulher em questão refere que chega a ganhar 28 mil euros por semana. E acaba por dizer que gosta do que faz e que não é forçada a prostituir-se. Apesar de se justificar com a filha. E esta é a ideia que tenho em torno deste tema. Acredito que existem pessoas que o fazem por gostar tanto de sexo que acabam por fazer disso uma profissão. Acredito que outras pessoas entrem na prostituição devido a uma qualquer situação menos feliz. Mas também acredito que muitas pessoas acabam por ficar naquela vida porque existe uma grande tentação em relação ao que a mesma oferece.

E recordo-me sempre do stripper que jogou futebol comigo. E que contava, sem receios, como era a sua vida, o dinheiro que ganhava e a forma como algumas das suas festas (privadas) acabavam. E a reacção das pessoas era quase sempre de espanto em relação ao dinheiro que se ganhava de forma tão “fácil”.

13 comentários:

  1. A filha é mera desculpa. Ela gosta do que faz e sente-se bem assim. Não faz mal a ninguém., paga os seus impostos (pq lá é legal) e ninguém tem nada a ver com isso. Até acredito que, trabalhando menos horas do que as mães não-prostitutas, consiga estar mais presente na educação da filha.
    Sexo é um negócio como outro qualquer.

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    1. Bons olhos a vejam :)

      É a leitura que faço. A filha pode ter sido um motivo mas neste momento é uma desculpa para um estilo de vida que provavelmente não teria com outra profissão. É como dizes, é um negócio e provavelmente a filha terá uma vida melhor.

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  2. Não tenho nada contra.
    Só tenho pena de não conseguir fazer o mesmo :-)
    São maneiras diferentes de se viver.

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    1. Acho que é necessária uma grande frieza para fazer do corpo um negócio como outro qualquer.

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  3. trocava o fácil pelo rápido, mesmo entre parêntesis

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  4. Tema sempre muito controverso, este da prostituição.
    Excepto nas situações extremas e desumanas do tráfico sexual, os motivos mais apontados para a escolha deste modo de vida são, seguramente, a família e o dinheiro, numa ligação indivisível. Pessoalmente, penso que deveriam deixar de usar a família - principalmente os filhos - como justificação. Não nego que houve épocas em que as alternativas eram nulas mas, no mundo moderno, existem alternativas! Simplesmente, os rendimentos provenientes dessas alternativas não se assemelham, nem por sombras, aos da prostituição e pessoas há que optam por se manter na actividade por ganância, por vício do dinheiro "fácil".
    Quantas reportagens já não vimos de jovens que, alegadamente, recorrem à prostituição para pagar os cursos superiores e, depois destes concluídos, não abandonam esse modo de vida, porque não conseguem desabituar-se do nível exigente que "ganharam"?
    Da mesma forma, esta mãe solteira que afirma poder dar à filha o Mundo e, até, mais do seu tempo e atenção e, em simultâneo, gosta do que faz e do comodismo que essa opção lhe proporciona, dificilmente renunciará à prostituição.
    A verdade é que esse assunto só a ela diz respeito (e à filha), mas a nossa moralidade tende, inevitavelmente, a avaliar a sua opção. E a opinar. E a comparar. Se eu escolheria uma vida similar? Não. Mas quem sou eu para julgar alguém e emitir juízos de valor, quando o assunto não afecta a minha vida? Se me transtorna e repugna? Sim. Mas é esta mulher e tantas outras e outros que têm que viver com as consequências das suas opções. Não os afecta moralmente? Tanto melhor. Carry on!

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    1. É bom separar as coisas. Onde mora a prostituição é legal. Ela cumpre as suas obrigações e não é obrigada a nada. Acho que isto deve ser tido em conta quando emitimos um juízo de valor sobre este caso, como bem dizes. Acredito que a filha tenha sido um motivo, hoje será uma desculpa para um estilo de vida bom.

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  5. Não condeno, na verdade. Seja pela filha, ou não. Cada um é livre de fazer o que quer com o próprio corpo, é uma decisão que só deve ter consequências na vida da própria, porque não está a fazer mal a ninguém. Se gosta e se sente bem, go for it. É dinheiro "fácil", sim. Basta a pessoa sentir-se confortável a fazer isso.

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  6. Diz a puta velha para a puta nova: "quando começares a gostar do que fazes, muda de profissão"
    Sei lá, mas as pessoas mais velhas são sábias!!

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