18.8.17

barcelona e medo

Existem atentados que nos tocam mais do que outros. Não pelos diferentes níveis de atrocidade. Nem pelo número de vitimas. É algo que tem a ver com a proximidade. E com a sensação do "podia acontecer comigo". E foi isso que senti com o atentado recente de Barcelona.

E senti isto porque é uma das minhas cidades de eleição. Uma que já visitei muitas vezes. E, como qualquer turista, muitas foram às vezes em que passeei pelo local do atentado. E é tudo isto que me leva a olhar para este atentado com outros olhos.

Não quero ter medo. Não quero deixar de visitar sítios por causa de tristes acontecimentos como este. Mas a verdade é que estes atentados são muito fáceis de realizar. Não existem coletes de explosivos, bombas ou o que quer que seja. É apenas uma viatura e o maior número de vítimas possível.

Os terroristas têm passaporte dos países onde fazem os ataques. Ouvi ontem que são necessários 23 homens para controlar "24 horas por dia" um indivíduo sinalizado pelas autoridades. O que faz com que seja uma missão quase impossível.

Esta nova moda de atentados é mais fácil de realizar é mais difícil de controlar. Temo que venham a acontecer muitos mais atentados destes. Em locais turísticos das grandes cidades. Mas o medo não pode vencer. Por mais complicado que seja.

17.8.17

um estranho fenómeno de praia

Uma das minhas praias preferidas fica no Alentejo. É a praia dos Aivados, na Ribeira da Azenha. Um pequeno paraíso sem bares de praia e sem nadadores salvadores. Tem os benefícios do paraíso, ser calma, e os riscos do paraíso, exige um cuidado redobrado, especialmente para quem tem crianças pois a praia nem é muito perigosa. Tem ainda outra vantagem: os cães podem andar à vontade.

A praia não costuma ter muitas pessoas. Pelo menos na zona onde nós costumamos ficar, que tem um acesso mais exigente para quem tem carro. O que faz com que um "fenómeno" desta praia seja ainda mais... peculiar.

Existem pessoas que chegam à praia em grupos de oito (ou mais) pessoas. Têm muita areia para ficar à vontade, mas ficam sempre colados a alguém. E quando digo colados, refiro-me a uma dismtancia demasiado pequena para o espaço existente. Espalham tudo pela areia e depois começam a falar como se estivessem separamos por dois quilómetros e sem telemóvel. Ou seja, gritam.

Este estranho fenómeno belisca (ainda que ao de leve) o encanto paradisíaco dos Aivados. Por outro lado, torna a praia mais segura. Ninguém ousará roubar algo quando não percebe se as coisas estão sem "dono" ou de pertencem a alguém. Mas confesso que me faz alguma confusão o motivo que leva alguém a ficar tão próximo de outras pessoas quando existe tanto espaço livre.

Não deixa também de ser curioso que apesar da maior popularidade da praia, ano após ano sejam vistas as mesmas pessoas no areal. Por fim, quem não conhece esta praia não sabe o paraíso que está a perder. 

16.8.17

refugiando

Ontem fui jantar com a minha mulher à Ribeira da Azenha, perto de Vila Nova de Milfontes. Ao sair demos de caras com um rapaz, que pedia boleia à beira da estrada. O Luís tinha consigo um grande cartaz onde se lia refugiando.org. E rapidamente explicou a sua "missão".

O Luís está a percorrer o caminho até à fronteira de Espanha. Tal e qual como se fosse um refugiado. De mochila às costas, está dependente das boleias, das caminhadas que faz e da caridade dos donos dos restaurantes. Pois se lhe derem comida, o dinheiro da refeição irá reverter a favor de instituições que ajudam os verdadeiros refugiados.

Disse-lhe pessoalmente que é uma missão muito nobre que está a fazer. Sozinho, a dormir em praias e dependente da ajuda de estranhos. Ainda bem que existem pessoas assim e lamento que estas iniciativas nem sempre tenham o mediatismo que merecem.

Fiz a minha parte ao dar boleia ao Luís. Faço a minha parte ao divulgar esta iniciativa. E deixo o apelo: se andarem pela estrada e caso se cruzem com o Luís, não tenham receio de dar boleia a este simpático rapaz. Visitem o site refugiando.org e vejam como podem ajudar o Luís, que vai relatando a sua aventura no facebook

14.8.17

férias sim. confusão não!

Adoro férias. Quem não gosta? Mas não sou, frequentemente, daquelas pessoas que passam o ano a contar os segundos para as férias. Quando isso acontece, e não nego que já me aconteceu, é porque estou saturado do trabalho. De resto, olho para as férias como o tempo em que me dedico aos meus.

E se há coisa de que não gosto nas férias é de confusão. Isto retira 90% do encanto das férias. Porque a confusão é indispensável durante o tempo de trabalho. Mas totalmente dispensável em período de férias. 

Não gosto de praias cheias de gente, onde todos gritam e ninguém respeita a pessoa do lado. E confesso que nem em criança achava piada a isto. Muito menos em adulto. Por isso é que me faz confusão aqueles locais onde a pessoa demora quase uma hora para chegar à praia, onde demora uma hora para pagar as compras no supermercado e por aí fora.

Mas, por outro lado, acho que as pessoas já olham para a confusão como parte delas. Ou melhor, já nem se aperfebem dela tal é a forma como lidam com ela durante todo o ano. E digo isto por acreditar que todas as pessoas dispensam a confusão durante as férias.


10.8.17

os tristes polícias que temos

Este texto merece uma nota prévia. Nada tenho contra polícias. Tenho amigos que seguiram esta profissão e que são excelente profissionais. Mas "profissionais" como aquele com quem me cruzei hoje servem para dizer coisas como as palavras que escolhi para o título deste texto. Sem querer generalizar, são polícias destes que fazem com que muitas pessoas não gostem da classe no geral. E que olhem para todos com o mesmo olhar.

A situação passou-se numa estrada. Circulava na faixa da esquerda (existem três). Vou dentro do limite de velocidade. Vou a ultrapassar os carros que seguem na faixa à minha direita (ou seja, na do meio). São vários carros seguidos. E tenho mais duas viaturas à minha frente. Olho pelo retrovisor e reparo que tenho uma mota da polícia atrás de mim. Praticamente colada ao meu carro. Seguia a uma distância que de segurança nada tem.

Tenho o cuidado de observar o comportamento do agente. As luzes estão desligadas. Segue sozinho. Por isso entendo que não está com pressa, leia-se com urgência. Se assim fosse, assinalava isso mesmo. Como manda a lei. Mesmo assim, costumo desviar-me dos polícias. O que neste caso era impossível. Porque tenho carros ao meu lado. E carros à minha frente. Que provavelmente não conseguem observar a mota, que segue colada ao meu carro.

O polícia (nitidamente amuado, algo que percebi mais tarde) não descansou enquanto não se posicionou ao meu lado. Obrigando-me a mudar de faixa. Volto a dizer que tenho carros à minha frente e à minha direita. Ou seja, o desejo do agente - que não está a sinalizar marcha de urgência - não podia ser satisfeito apenas porque sim. Tinha de esperar que tivesse espaço para uma manobra em segurança. Quando digo que o polícia estava amuado, é pelas caras que fez quando estava ao meu lado. "Obrigando-me" a mudar de faixa.

Se fosse uma pessoa nervosa, assim que o polícia começou a gesticular, tinha mudado de faixa. Sem olhar para retrovisores, arriscando-me a bater no carro que seguia ao meu lado. Mas só mudei quando havia espaço para isso. Provocando ainda mais ira ao agente. Que seguiu mais alguns metros a olhar para o meu carro como um touro olha para algo vermelho. O meu desejo foi dizer algo de que me arrependeria assim que as palavras saíssem da minha boca. Optei por ficar calado e subir o volume da música que ia a ouvir.

Percebia o estado do polícia caso viesse com urgência e o estivesse a ignorar. Também percebi caso fosse na faixa da esquerda a fazer turismo, enquanto tinha as outras duas livres. Mas estava a fazer tudo bem. Uma ultrapassagem dentro dos limites de velocidade. E mais demorada do que o normal porque tinha dois carros à minha frente e vários à minha direita. Por isso é que digo que são pessoas como esta que fazem com que outros polícias levem com rótulos que só pessoas destas merecem. Peço desculpa a todos os outros polícias, mas este faz-me dizer "tristes polícias que temos".

8.8.17

os últimos tempos e um vídeo

Os últimos dias têm sido bastante atarefados. E ao jeito de um bom filme, têm de tudo. Desde notícias de merda que tento esquecer. Ou esconder o mais possível na minha memória por saber que é complicado não pensar nisso. Muito trabalho. Que é feito com alegria. Muitas ideias para colocar em prática. Muitas coisas para fazer. Pouco tempo para descansar. E até uma contagem decrescente para férias.

Não sou de me queixar. E agradeço todo o trabalho que tenho. E mais tivesse. Desde que motivado, nada disso me importa. Tendo a noção de que nem sempre é fácil encontrar um equilíbrio com o lado familiar, que tem de ser sempre o mais importante e prioritário. Aquilo que mais me aborrece e incomoda são mesmo as más notícias. Que me deixam impotente.

Mas voltando às coisas boas, estou muito feliz com o novo projecto. Um balão de oxigénio que há muito desejava. Ao longo das últimas semanas tenho feito diversas coisas que me têm dado muito prazer. Desde reportagens mais sérias até momentos mais divertidos. Como é o caso deste vídeo. Não tenho por hábito misturar trabalho com lazer, mas este vídeo, pensado e idealizado em poucas horas, é o espelho do ambiente que agora tenho e que me dá muito ânimo. E que é uma ajuda importante a esquecer algumas coisas menos boas.



Este vídeo surgiu em modo de brincadeira. E em jeito de homenagem a dois grandes talentos do futebol português: Ricardo Quaresma e Pepe. Que são dois dos protagonistas deste vídeo, aquele que literalmente quisemos copiar.

2.8.17

eleições todos os anos! e mais do que uma vez por ano

Gosto de eleições. Defendo que as eleições autárquicas ocorram anualmente. Melhor ainda, duas vezes por ano. É que assim está sempre tudo arranjado e tudo bonitinho. As pessoas agradecem. E confesso que vivo numa zona em que não me posso queixar. Mas sabe bem ver que nesta altura tudo se arranja.

scooby scooby doo!

Se me disserem Scooby, respondo imediatamente Scooby Doo. Porque é um desenho animado que me acompanhou durante a infância e adolescência. Mas existe outro Scooby. Menos conhecido das pessoas, mas que tem sido notícia por estes dias. Trata-se de um surfista que é casado com Luana Piovani, a conhecida atriz brasileira. Por estes dias, o nome de Pedro Scooby ganhou maior destaque. Tudo porque partilhou esta imagem da mulher nas redes sociais.


Existem casos em que as opiniões acabam por dividir-se. Existem os que gostam e aqueles que não acham piada a determinada imagem. Neste caso a crítica é quase geral ao criticar a foto em questão. Neste caso, por mais que pense, não consigo encontrar um motivo lógico – apesar de aceitar que não existe nenhum necessário – para uma imagem destas ser partilhada nas redes sociais.

1.8.17

quando a moda nos prega rasteiras...

... é isto que acontece.








aceito palpites para a identidade desta mulher

podes não acreditar, mas é verdade

As pessoas tendem a não acreditar naquilo que consideram ser uma piada. E até posso dar um exemplo. Aqueles espaços onde as pessoas colocam as suas dúvidas. Que podem ser de cariz sexual. Quem nunca leu algo do género "Masturbei-me com o objecto x. Estou grávida?". Quando lemos alguma coisa deste género imaginamos logo uma piada. Porque entendemos que ninguém pode realmente ter aquela dúvida. Especialmente pessoas mais novas.

Mas a verdade é que as pessoas têm essas dúvidas. Por mais que se acredite que é uma brincadeira de mau gosto. E basta ler ou ver qualquer programa dedicado a dúvidas do género para perceber que é mesmo real. Os famosos "911 Operators" dos Estados Unidos da América partilharam algumas das chamadas mais absurdas que receberam. Aqui fica um exemplo:

Mulher grávida: O médico disse para refrear o meu desejo sexual.

Operadora: Sim, a actividade sexual pode causar contracções. Por isso, a abstenção é segura.

Mulher grávida: Então como é que alimento o meu bebé?

Isto soa a piada. Mas é uma chamada real. E a prova de que as pessoas ainda estão muito pouco informadas em muitos níveis. Especialmente quando a temática envolve a vida sexual.

a realidade escondida no instagram

Qualquer pessoa gosta de estar bem numa foto. A coisa mais normal do mundo. E que ninguém pode censurar. Só que vivemos numa época em que as fotografias deixaram de ter o objectivo de aparecer num álbum de família para passarem a ficar guardadas numa qualquer rede social. E se todos queremos estar bem numa foto do álbum de família, queremos estar perfeitos numa foto que acaba nas redes sociais. Porque aí ninguém poderá ver as nossas pequenas (e normais) imperfeições. Nas redes sociais o mundo é perfeito. E as fotos têm de espelhar isso.

Não censuro quem edita fotos antes de as publicar numa rede social. Eu faço isso. Só com filtros, nada mais. Mas não censuro que recorre a outras ferramentas para trabalhar e alterar uma imagem. Até porque sei perceber se uma foto é real ou se existe um grande trabalho de edição até ao produto final. Como já referi, e reforço, não censuro quem o faz. Só que muitas pessoas ainda não estão "educadas" para esta realidade.

São aquelas pessoas que olham para fotos - e isto acontece muito com as mulheres - e dizem coisas como "gostava tanto de ser assim:". Quando na realidade já são "assim". Porque estão a olhar para uma foto que foi tirada de modo a captar o melhor da pessoa. Que foi pensada ao detalhe. E que até poderá ter sido editada. Para quem não acredita no que digo, partilho o exemplo de Sara Puhto, que decidiu desmistificar a realidade escondida em algumas fotografias que são publicadas nas redes sociais.








31.7.17

quando a moda vai longe de mais...

... é isto que acontece.




uma data que todos devem celebrar hoje

Graças a uma cadeia de sex shops britânicas, celebra-se hoje o Dia Mundial do Orgasmo (que curiosamente casa com o dia que Quim Barreiros considera ser o melhor para casar). Brincadeiras à parte, este é um daqueles dias que deveria ser celebrado por todos. E não apenas hoje. Mas com frequência. Neste dia recupero alguns dados relativos ao sexo. Dados que foram apresentados após um estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

De acordo com este estudo, 22,7% das mulheres atinge sempre o orgasmo. Por sua vez, 42,8% diz ter orgasmos quase sempre. Já 17,4% diz que apenas o consegue em algumas vezes. E só 3,6% das mulheres, que fizeram parte deste estudo, diz nunca ter orgasmos. Estes números não podem ser afastados de outros, que dizem respeito à relação sexual. Para 16,5% das mulheres o orgasmo é atingido no coito vaginal. 14% na masturbação ou no sexo oral, mas nunca no coito vaginal. 11,8% só atinge orgasmo na masturbação e 5,5% somente no sexo oral.

Existe ainda um dado extremamente importante. MAIS DE METADE das mulheres - com relacionamentos estáveis - assume que gostaria que o parceiro a estimulasse mais e melhor a nível sexual. Estes números correspondem com uma realidade que muitas pessoas ainda ignoram. A começar pelo facto de os homens estarem mais interessados em receber estímulos do que em proporcionar os mesmos.

Muitas pessoas pensam que as mulheres apenas atingem orgasmo no coito vaginal. Estes números (que coincidem com muitos outros estudos) mostram que a realidade está longe de ser assim. Falar sobre isto é meio caminho andado para que os casais consigam estar perto da "sintonia perfeita" a nível sexual.

o maior vendedor de ilusões em portugal

Quando era mais novo olhava para o futebol com outros olhos. Especialmente na pré-época. Era muito ingénuo na análise que fazia aos jogos desse período e à forma como reagia às mais diferentes capas desportivas. Mas isto ficou na minha adolescência. Foi algo que não me acompanhou. Agora sou incapaz de dizer coisas como "vai ser tudo nosso" com base em jogos que pouco ou nada significam para a competição a doer.

Não tenho muitos amigos portistas. Por isso acabo por conviver mais com adeptos sportinguistas e com aqueles que são do mesmo clube do que eu: Benfica. Já estive com sportinguistas que me disseram coisas como "este ano é tudo nosso", "só estou preocupado com o Porto" e "temos uma grande equipa e ninguém nos vai parar". A nível de imprensa, também já li coisas muito elogiosas em relação ao Porto. Como se fosse a melhor equipa de sempre.

Por já ter sido assim, acabo por me rir quando me deparo com estas coisas. E quando tentam meter-se comigo a gozar com a pré-época do Benfica. E recordo-me do passado recente. Tal como esta, também as últimas duas pré-épocas do Benfica foram más. Isto do ponto de vista dos resultados. Pois uma coisa é analisar os resultados e outra é perceber o trabalho que é feito junto dos jogadores. E no final da época - quando também se dizia que os outros é que ganhavam tudo - foi o Benfica a triunfar. Isto não garante que este ano também seja assim. Mas deveria servir de lição a quem se gaba antes do tempo.

O futebol é o maior vendedor de ilusões em Portugal. E uma das poucas coisas que faz o comum dos mortais ir do 8 aos 80 numa velocidade nunca vista. As pessoas deparam-se com uma notícia elogiosa sobre um qualquer jogador e dizem logo que é o melhor do mundo. Se esse mesmo jogador comete um pequeno erro, passa logo a ser o pior do mundo. Se uma equipa ganha um jogo, vai ganhar tudo nessa época. Ao primeiro empate ou derrota é o fim do mundo. As pessoas reagem assim com o futebol. E pouco mais. O que tem a sua piada.

clássicos de verão

Gosto de publicidade. Mas apenas daquela que considero brilhante. Num rápido exercício de memória recordo imediatamente aquele anúncio que o Licor Beirão fez, recorrendo a um lance mais duro de Bruno Alves. E mantendo-me nesta marca, adoro a forma como utilizam a publicidade nas redes sociais. E para mim, um bom anúncio é isto. Ou seja, é algo que me atrai. Que gosto de ver. Em vez de ser algo que me afasta. E que não tem qualquer piada.

Enquanto consumidor sou da opinião que algumas marcas perdem muito tempo (e talvez gastem muito dinheiro) a tentar ter um anúncio para lá de espectacular. E deixam-se levar por este desejo. Que em muitos casos impede que se veja o óbvio. Que diz respeito às coisas simples da vida. Nas quais qualquer consumidor se revê. E o trunfo de um bom anúncio passa por aqui.

O mais recente exemplo que posso dar da ideia que defendo diz respeito ao McDonald.s Que promove os gelados com aquilo a que chama "clássicos de verão". Duvido que alguma pessoa não se reveja nestas imagens. Poderá não ser por experiência própria, mas porque já viu alguém assim. Esta proximidade é o detalhe que separa um bom anúncio de uma má publicidade.

hoje é o melhor dia do ano para casar

31 de Julho. Este é o melhor dia para casar. Não há outro dia igual no ano. Quem casa neste dia pode ficar descansado que não irá sofrer nenhum desgosto. Quem o garante é o sábio Quim Barreiros. Numa música que nunca fica velha neste dia, ano após ano.



27.7.17

vamos falar de férias de verão?

E aquelas pessoas que fazem perguntas sobre férias das outras pessoas... apenas para falarem das suas férias.

"Então, tem estado de férias?"

"Não, tenho vindo sempre trabalhar. Estive a fazer mudanças, porque estou a mudar de casa, mas vim sempre trabalhar".

"Pois. Eu é que estive de férias. Andei por aqui e por ali e aconteceu isto e aquilo."

Não seria mais fácil falarem logo das suas férias?

26.7.17

incêndios sem fim

É desesperante assistir à dor das famílias que lidam de perto com o drama dos incêndios. A sensação de impotência é muito grande. É das piores coisas que se podem ver na televisão. Uma aflição sem fim. E tanta coisa para fazer...

25.7.17

os ciganos de loures

A política faz parte daquele grupo de temas que são uma espécie de bomba relógio. Tudo aquilo que se diga pode rebentar a qualquer hora, em qualquer mão. Especialmente quando não se segue a etiqueta do politicamente correcto. Acontece isto com a política e com outros temas como é o caso de dar uma opinião sobre algo relacionado com bebés. E foi isso que aconteceu com André Ventura, candidato à Câmara Municipal de Loures que, em entrevista ao jornal i, defendeu que existem pessoas [ciganos ] que "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado".

No mundo do politicamente correcto, dizer algo como isto é impensável. Porque não fica bem. Porque não é bonito. E porque ninguém gosta de estar associado a este modo de pensar numa altura em que as eleições se aproximam a passos largos. Mesmo que concordem com cada uma das palavras ditas por André Ventura. E tenho a certeza de que muitos daqueles que o criticam publicamente, apoiam cada uma das suas palavras de forma secreta.

O grande erro de declarações destas passa pela generalização. Porque nem todos os ciganos vivem de subsídios. E as pessoas que vivem destes "esquemas" não são exclusivamente deste etnia. É um problema a uma escala muito maior. E quando se generaliza tudo corre mal. Especialmente em alturas como esta em que os adversários políticos tentam imediatamente encontrar uma vantagem no erro de alguém. "Votem em nós que somos amigos dos ciganos", é a mensagem que se tenta passar. A sociedade é feita de generalizações. E este é apenas mais um mau exemplo disso mesmo. E as generalizações fazem com que a mensagem se perca. Seja ela qual for.

agora todas gostam de hitler...

Eis que de repente Hitler passa a ser uma cor. E a culpa é da BelleChic e do seu tote bag que está a correr o mundo. Aquilo que poderia ser apenas mais um artigo de moda tornou-se em algo viral. E a culpa é da frase que aparece no saco. "My Favorite Color is Hitler", é aquilo que todas as pessoas estão a ler. Na realidade a mensagem é outra. Que até faz mais sentido. Mas praticamente ninguém repara nela.

24.7.17

como é que isto é possível?

Nesta altura do ano é comum encontrar cartazes políticos fora do normal. Existem até compilações daqueles que são considerados os cartazes mais divertidos. Há também quem procure os mais diversos erros. Muitos destes casos chegam de zonas mais pequenas. De locais que, em alguns casos, quase ninguém conhece. O que faz com que os erros tenham mais piada mas menor relevo político.

Nunca dou grande atenção aos cartazes de terras mais pequenas. Porque olho para aquelas campanhas como algo feito com tostões e por pessoas que provavelmente pouco percebem de política e de comunicação. Só isso explica que exista tanto desleixo no cartão de visita para as pessoas que podem vir a votar naquele candidato.

Mas o caso muda de figura quando os exemplos chegam de cidades como Lisboa. Onde as campanhas são feitas com “milhões” e onde nada, mesmo nada, pode ser deixado ao acaso. Principalmente quando os maus exemplos chegam de fortes candidatos. Como é o caso de Teresa Leal Coelho, a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa.

Tornou-se viral um cartaz da candidata que é um verdadeiro tiro nos pés. “Por uma cidade onde se pode circular” é o slogan do cartaz. Talvez para os mais distraídos não exista nada de errado nesta mensagem. Mas isto é publicidade (e da boa) ao actual presidente. Se é por uma cidade onde se pode circular, é porque tudo está bem. Já seria diferente se o pode desse lugar a um “possa”.

As pessoas acabam a rir-se dos exemplos que chegam de terras pequenas. Mas os erros mais graves são estes. Porque alguém recebeu muito dinheiro para fazer aquele cartaz. E alguém recebeu muito dinheiro para o aprovar. Tal como alguém recebeu muito dinheiro para gerir a campanha eleitora. E todos falharam. Sendo que a falha é ainda mais grave quando elogia o principal opositor.

os portugueses não gostam de ganhar dinheiro

Durante a estadia em Lagos frequentei três restaurantes. Em dois deles fiquei com a sensação de que poderiam ganhar muito mais dinheiro do que aquele que ganham (e que não deve ser pouco). E para isso era necessário apenas um pequeno detalhe: organização. Às vezes fico com a sensação de que os portugueses (e isto não acontece apenas no Algarve) ficam satisfeitos com pouco. Se ganham x não se preocupam em ganhar y. Mesmo que a distância entre estas duas letras esteja concentrada apenas na palavra organização.

Num dos restaurantes o peixe era fantástico. Devo ter estado perto de uma hora na fila para arranjar mesa. Durante este tempo vi mesas que não eram levantadas, empregados desorganizados porque todos vinham buscar pessoas para sentar, clientes insatisfeitos porque alguém lhes passava à frente e outros detalhes do género. Tudo detalhes que eram facilmente resolvidos. Bastava ter uma pessoa que tinha como missão gerir as mesas. E outras duas que tinham como missão levantar mesas.

Numa primeira análise podem parecer três ordenados que são um luxo porque os outros empregados podem fazer estas coisas. Mas são funções que fazem a diferença. E o aumento de lucro devido a esta organização paga muito mais do que estes três ordenados. Não faz sentido ter pessoas vinte minutos à espera de mesa quando as mesas estão vazias. Não faz sentido ter diversos empregados a sentar as pessoas quando nem têm noção dos lugares que estão por ocupar.

Neste caso específico o restaurante era mesmo muito bom. O peixe estava divinal. O atendimento foi simpático. Mas fica a sensação de que aquela máquina de fazer dinheiro poderia fazer muito mais com a alteração de apenas dois ou três detalhes. E quando me deparo com casos destes fico sempre com a sensação de que as pessoas estão tão preocupadas em ter o negócio a funcionar que nem perdem algum tempo a pensar na forma de fazer ainda mais dinheiro, deixando os clientes ainda mais satisfeitos.

we´ll always have lagos

Boa parte da minha infância e adolescência foi passada em Lagos. Era por lá que os meus pais gostavam de gozar as férias de Verão. Habituei-me a ir para lá e a gostar de estar por lá. O que faz com que ainda hoje seja a zona do Algarve de que mais gosto. Confesso que, quando era mais pequeno, não conhecia tão bem outras zonas algarvias, mas agora conheço. E a minha preferência mantém-se.

Para mim Lagos é diferente. Em aspectos tão diversos como as praias e o tipo de turistas estrangeiros que escolhem fazer férias em Lagos. Poucas praias conseguem ter o encanto da praia Dona Ana ou do Camilo. É certo que existem muitas outras maravilhas espalhadas pelo Algarve, mas algumas estão associadas a locais onde a confusão de pessoas é muito maior. E nem o vento que habitualmente se faz sentir retira encanto a Lagos.

E se já gostava de Lagos, passou a ter um encanto ainda maior para mim quando soube que a minha mulher também fazia férias em Lagos. E que costumávamos ficar em casas separadas por poucos metros. Misturando tudo isto, é com muito encanto que volto a Lagos, onde estive neste fim-de-semana. É bom passar por uma rua e recordar isto e aquilo. Memórias de outros tempos. Algo que fica gravado na memória para sempre. Lagos tem muito encanto. E felizmente não sofre de alguns problemas de outros locais mais populares onde a confusão movida a álcool é muito superior.

23.7.17

14 anos de ti

Lembro-me, como se fosse hoje, do primeiro dia em que te vi. Recordo-me, como se tivesse acabado de acontecer, do nosso primeiro passeio, a Sintra. Sei na perfeição o sabor do nosso primeiro beijo, que parece que acabei de te roubar. Nunca me esquecerei de cada detalhe do dia em que começámos a namorar. Pensava que te iria perder. Que cedo perceberias que querias alguém melhor do que eu.

Olhava para ti como um sonho que ganhou vida. Como a mulher com quem sonhava, mas que nunca teria. E assim fui vivendo. Amando-te como se cada dia fosse o último do nosso namoro. E não te escondo que ainda hoje vivo com esse receio. Mesmo já tendo passado 14 anos. Quando penso neste número, que assinalamos hoje, parece que é muito tempo. Até porque tenho 36 anos. Quase que não me recordo da minha vida sem ti. Sem o teu amor. Mas aquilo que parece muito é na realidade pouco. E sabe a muito pouco.

Não encontro palavras que façam justiça aquilo que és para mim. E não me refiro ao amor. Porque é muito "fácil" encontrar alguém que nos ame. Refiro-me a tudo o resto. Aquilo que dá sentido ao amor. E nisso não tenho palavras para ti. Que te façam justiça. Estás sempre presente para mim. Não me deixas cair. Não me deixas ficar triste. Aturas o meu mau humor e teimosia. Fazes-me sorrir quando só quero chorar. És a minha melhor amiga, a minha companheira, a pessoa que está sempre lá para mim.

Mentia se dissesse que tudo é perfeito. Até porque não acredito em perfeição. Tivemos os nossos momentos menos bons (quem não tem?) e em cada um deles me apercebi do quanto de amo. Por mais absurdo que isto possa parecer, é nos momentos menos bons que tudo se torna claro. Lição que aprendi com alguns episódios familiares menos felizes, nos quais foste o meu grande apoio, quando nem sabia o que fazer. E nesses momentos agradeci todos os dias ir deitar-me contigo. Sentir o teu braço a apertar-me. As tuas palavras que me acalmavam.

Adoro ver-te dormir. Tenho orgulho em andar na rua de mão dada contigo. De dizer que és a minha mulher. Hoje assinalamos os 14 anos de namoro. Quis o destino que o nosso amor tivesse início no mesmo dia em que os meus pais assinalam anos de casado. Quero dizer-te que te amo muito. Muito mais do que consigo colocar em palavras. Que a vida tem muito mais piada contigo. Que é um orgulho construir a minha vida ao teu lado. Caminhar contigo. Passar de menino a homem ao teu lado. Sei que isto pode soar a cliché, mas o amor é feito de tantas e maravilhosas frases feitas. O melhor ainda está para vir. AMO.TE'NOS mais que tudo na vida.

21.7.17

a puta da vida

Iniciei-me no jornalismo em setembro de 2006. No papel de estagiário. A meio do estágio assinei contrato, deixei de ser "o" estagiário para passar a lidar com muitos outros. Especialmente ao longo dos últimos anos.

Já trabalhei com muitos estagiários. De uns não me recordo do nome. De outros não me recordo da cara. Uns eram muito bons. Outros assim assim. Do grupo de estagiários que me marcaram destaco um. Porque está muito presente na minha memória.

O [não interessa o nome dele] é especial para mim. Desde o primeiro dia que me meti com ele. Era o responsável por que falasse tanto na redacção. Estava sempre a meter-me com ele. Quando soube que ia mudar, passou a "pedir-me" para meter uma cunha para si.

Algo que fiz. Não por gostar dele, mas por acreditar no seu trabalho e numa vontade quase rara de tanto trabalhar. Inseri-o no meu grupo de amigos e passou a almoçar connosco sempre que podia. "Sou estagiário, não posso ir todas as semanas", dizia-me. O grupo acolheu-o como um dos nossos e todos perguntavam por si quando não estava presente.

Parece que me acabo de cruzar com eles. "Disseram-me que vou fazer estágio profissional", disse-me. "Vou para perto de ti". Fiquei mesmo contente. Até que sei que tinha sido internado. Passou vários dias no hospital. Fiquei assustado mas descansado quando me disse que não era nada cancerígeno.

No hospital tinha uma preocupação. Que não perdesse a oportunidade de estagiar. Algo que não deveria ser uma preocupação. Fiquei feliz quando soube que tinha ido para casa. Acreditei que estava mais perto de regressar. Até que levo novo murro.

Novas notícias apontam para cancro no estômago e esôfago. Seguem-se seis meses de quimioterapia. E só me apetece dizer, gritar, puta da vida. Espero que fique bom depressa. E que rapidamente esteja perto de mim, para estar sempre a meter-me com ele.

20.7.17

o karma não brinca em serviço

Era uma vez um homem que adorava ser mirone. Um homem que tinha como prazer diário espreitar outras pessoas durante momentos mais pessoais e íntimos. Ainda que praticados em locais públicos. Era uma pessoa que gostava, por exemplo, de ver mulheres na praia. E este encanto era tal que decidiu partilhar o mesmo com os amigos. Venham lá. Vamos ver umas coisas giras.

E assim foi. Equipa montada. Binóculos. Espreitadela para aqui. Espreitadela para ali. "Que belas mamas tem aquela mulher", diz-se. Todos espreitam. Até que chega a vez do tal homem. Que ao olhar pelos binóculos se apercebeu de que estava... a ver a filha a fazer topless. Aquela pessoa levou os amigos a olhar para as mamas da filha. O que tinha piada rapidamente passou a espectáculo de mau gosto. E todos foram embora. Com o homem pior do que estragado.

Moral da história: o karma não brinca nem tira férias. Este é momento em que digo que tudo não passa de uma brincadeira. De uma anedota. Mas não o posso fazer. Pelo simples facto de que é uma história verídica. Isto aconteceu.

19.7.17

hoje é o dia delas

Hoje é um dia histórico para o desporto português, no que às mulheres diz respeito. Pela primeira vez temos a principal selecção nacional de futebol presente num Europeu. E foi com grande alegria que ouvi um jornal de desporto, na Antena 1, abrir com este tema. Que teve maior destaque do que os temas habituais.

A missão não será fácil. Mas no ano passado também não era. E todos sabem o final feliz de que todos nos lembramos. Às cinco vou estar com os ouvidos colados ao rádio. Ou com os olhos colados à televisão. Força raparigas! Somos milhões a puxar por vocês.

18.7.17

há coisas que nunca mudam e elas vão ser sempre umas...

O mundo tem tido um avanço fantástico. Nos carros, nas casas, nas tecnologias e em tudo e mais alguma coisa. Mas as mentalidade não conseguem acompanhar a velocidade das restantes evoluções. Em alguns casos até parece mesmo que existe um recuo no modo de pensar. E quando o tema são mulheres e roupa, acaba sempre sempre com a palavras puta.

Ariel Winter deu-se a conhecer enquanto adolescente. E algumas pessoas devem ter ficado presas nesses tempo. E não se apercebem de que a jovem já tem 19 anos. Está mais perto de ser uma mulher do que de ser uma menina de 12 anos. E que gosta de usar calções e tops (qual a jovem que não gosta?) e que gosta de partilhar imagens nas redes sociais.

Estes ingredientes resultam quase sempre em puta. Algo de que a actriz está a ser acusada por causa desta foto. E se já condeno críticas destas, até porque os homens nunca são vistos com o mesmo olhar crítico, abomino comentários como: "nenhum namorado deixaria a namorada andar por aí assim vestida". Mas os homens mandam nas mulheres? E nas roupas que usam? E ainda fico mais espantado porque estes comentários são feitos por jovens que conseguem ter mentalidades mais antigas do que muitas pessoas de gerações mais velhas.

eles são todos umas p****

Longe vão os tempos em que os jogadores de futebol eram pessoas "sérias" com amor à camisola. Hoje, e ninguém pode condenar isso, são uns mercenários que se vendem a quem pagar mais e melhor. Volto a dizer que não censuro isto. Aquilo que critico é a estupidez associada a esta forma de ser mercenária. E Fábio Coentrão é o exemplo mais recente do que pretendo explicar.

Fábio Coentrão foi um grande jogador. Um dos melhores laterais esquerdos do mundo. Mas, por motivos que só o próprio poderá explicar, perdeu fulgor. As lesões são muitas, os jogos são poucos e quando assim é, a carreira tende a descer. Pegando nisto tudo, é normal que o jogador em questão veja com bons olhos a mudança para o Sporting. Mesmo depois de ter passado anos no Benfica. É normal porque foi no Benfica que teve os melhores anos da sua carreira. E foi com o treinador do Benfica, que agora está no Sporting, que melhor jogou. Isto misturado faz com que Fábio Coentrão acredite que com Jorge Jesus irá voltar a ser o jogador que era.

Tudo o que referi é lógico. Aquilo que deixa de ser lógico é andar a gritar ao mundo que ama o Benfica. E que em Portugal só joga no Benfica. E que nunca jogaria no clube onde agora está. E que parece, segundo o próprio, ser a realização de um sonho de criança. E que tire fotos com adeptos que, ao jeito do adepto que é mais anti um clube do que a favor de outro, gostam de provocar. É isto que transforma um atleta inteligente num mercenário burro. E falo de Coentrão porque é o exemplo mais recente de alguém que tem de engolir o que disse.

No lado oposto dou o exemplo de uma entrevista recente de Miguel Vítor. A quem perguntaram se jogaria no Porto ou Sporting, depois de ter sido formado no Benfica. E o jogador respondeu dizendo que era profissional. E que, apesar de existir uma ligação sentimental ao Benfica, não poderia fechar as portas a clubes como o Sporting e o Porto, os únicos que conseguem, em Portugal, pagar o que recebe no estrangeiro. Miguel Vítor não passa a ser pior profissional por dizer isto. Não apaga a sua história no Benfica por abrir as portas a outros clubes.

A grande diferença é que Miguel Vítor passa por inteligente e Fábio Coentrão por burro. Algo que seria evitado se não tivesse passado anos a gritar que amava um clube e que só jogaria por esse clube no seu País. Também saliento que nos dias que correm os mercenários estão em todo o lado. Os futebolistas apenas são mais mediáticos. Porque o mercado profissional está cheio de pessoas assim.

adeus maluca que lambia martelos

Não a conheço de lado nenhum, mas fico feliz por ver Miley Cyrus de volta à normalidade. Considero que é uma mulher bonita, inteligente e talentosa. Nunca percebi se viveu uma fase "posso fazer tudo" ou se aconteceu algo completamente diferente que levou a que fosse aquela Miley que todos conheceram e com a qual todos fizeram piadas. As opiniões valem o que valem e a minha é a de que assim está muito melhor.

obrigado a todos

A loucura diária, com dias de doze horas de trabalho, para lançar o site fez com que fosse impossível dedicar a atenção que gosto de dar ao blogue. Por isso foi com espanto que me apercebi que durante este período de menor actividade o blogue ultrapassou os quatro milhões de visualizações. Algo impensável no dia em que nasceu.

Este blogue nasceu sem esperança de vida. Sem planos para isto ou para aquilo. Sem objectivo de ganhar dinheiro. Nasceu sem qualquer ideia do que seria. O nome foi escolhido sem grandes pensamentos filosóficos. Os textos foram surgindo. As pessoas foram entrando nesta casa e passados cinco anos é ultrapassado um número bastante alto para o que poderia pensar.

Quero agradecer a companhia de todos. Se existem este números é porque as pessoas passam por aqui para ler aquilo que não passa de desabafos de um rapaz como outro qualquer. Obrigado por fazerem deste blogue aquilo que ele é. Por partilharem tantos momentos comigo. Por me ouvirem em momentos complicados. Tudo isto existiria sem vocês, mas não seria a mesma coisa. E aqui fica uma banda sonora indicada para hoje.

17.7.17

agradar a um homem não é fácil

Fiquei muito contente quando me fizeram o convite para fazer parte da equipa que ia ficar responsável por um site masculino. À alegria juntou-se o entusiasmo e motivação que vinha perdendo com o passar dos anos. Acompanhar um projecto desde o seu nascimento tem muito mais sabor do que entrar quando o comboio já vai a meio. É bom estar em reuniões para escolher nomes e "vender" ideias. É bom fazer parte do dia em que algo passa a ser real. É mesmo muito bom.

Mas em nenhum momento achei que este projecto seria fácil. Porque não é fácil triunfar num universo em que cada vez existem mais apostas. As pessoas dedicam cada vez mais tempo aos sites e blogues, sendo que o papel caminha para uma classe que poderá ser considerada "artigo de luxo". Ser um site masculino também não facilita a missão. Porque longe vão os tempos em que os homens ficavam contentes com mulheres, sensualidade, carros e relógios.

Muitos homens continuam a gostar disto. Mas não só. Existem homens que procuram tudo menos mulheres em fotos ousadas. Existem outros que não ligam nada a carros. Nem a relógios. Existem aqueles que querem as últimas tendências de moda. Que querem aprender truques e dicas para fazer a manutenção do barba. E por aí fora numa imensidão de temas. O que faz com que não seja fácil agradar a um homem. E pensar que todos são iguais é um erro. Porque os homens, que sempre foram vistos como simples e básicos, conseguem ser muito mais exigentes que as mulheres, que sempre foram vistas como complexas e exigentes.

E nos dias que correm, um site masculino é também feminino. Porque as mulheres também vão ver os conteúdos. Também se vão informar sobre temas que não encontram em sites femininos. E tudo isto torna o desafio ainda mais aliciante. Pensar na forma de agradar ao maior número possível de pessoas a cada notícia que se faz é algo que torna o dia muito melhor. Há muitos anos que não tinha meses de trabalho sem estar a olhar para o relógio e a contar o tempo para algo. Agora passa a voar e parece sempre curto. E esta é a melhor sensação que se pode ter num emprego.

qual é a lógica disto?

Qual a lógica de ter um sistema de comunicações de emergência que nunca funciona em casos de emergência? Mais quantas coisas vão ter de correr mal para que seja encontrada uma solução para este problema que deveria ser a solução para tantas pessoas?

14.7.17

chegou o grande dia

Acabou a espera! E os nervos estão ao rubro. Ao longo das últimas semanas, especialmente desta, foram longas horas de trabalho. Todos os detalhes foram vistos, revistos, e novamente analisados. Tudo a pensar neste dia. Sou da opinião de que a perfeição não existe. Seja no que for! Mas acredito que este projecto, que será apresentado hoje, está próximo daquilo que desejamos que venha a ser no futuro.

É um orgulho acompanhar o nascimento de um projecto desde o momento em que é uma ideia. É giro ver crescer cada detalhe. Fazer parte de cada ideia que é lançada por todos. É uma honra fazer parte de uma equipa que faz das tripas coração para que tudo esteja bem feito. Há muito tempo que não me sentia assim profissionalmente.

A imagem diz que ainda falta um dia, mas essa espera acabou. O lançamento deste projecto será hoje! E estão reunidos os ingredientes para que seja uma das melhores festas dos últimos tempos. Com tudo aquilo de que os homens gostam. E que, assim acredito, as mulheres também gostam de ver, conhecer e opinar. O relógio está em contagem decrescente. Os nervos são cada vez maiores. Ultimam-se os detalhes e prepara-se tudo ao pormenor. Que chegue a festa rapidamente. Vamos a isso!



E aproveito para pedir desculpa pela maior ausência - e inédita - do blogue nestes últimos dias. É que o tempo tem sido curto para tudo aquilo que vai além do nascimento deste "bebé". Agora tudo voltará à normalidade.

11.7.17

Cada vez mais desligo das pessoas

Considero-me um bom conversador. E um bom ouvinte. Mas cada vez mais tenho menos paciência para pessoas que falam, falam e falam sem parar. Aquelas pessoas que têm algo a dizer sobre tudo.

Ou aquelas pessoas que transformam a escolha de uma cor numa lição de vida ao estilo do melhor life coach do mundo. Por isso é que cada vez mais dou por mim, sem que faça por isso, a desligar-me de conversas que ouço.

Parece que o meu cérebro tem um dispositivo que faz com que ignore pessoas que têm muita informação para dar. Mas informação que não quero receber. Até porque escolher uma cor, um prato ou uma bebida não tem de ser uma lição filosófica sobre o sentido da vida.

10.7.17

expectativa e nervos

Há muito que não tinha uma semana destas. Que não tinhas semanas destas. Quer seja a nível de trabalho ou mesmo a nível de expectativa. O tempo livre tem sido pouco. A loucura tem sido muita. E agora é a semana da contagem decrescente. Será nesta semana que um novo projecto profissional irá ver a luz do dia. Vamos a isso!

9.7.17

os foo fighters não prestam para nada

Estava decidido a ir ver os Foo Fighters aos Nos Alive. Ao estilo do bom português, fui deixando passar o tempo, até que os bilhetes esgotaram e acabei por perder a oportunidade de ver Dave Grohl e companhia.

No manhã seguinte ao concerto deparei-me com vários amigos a elogiar, nas redes sociais, o espectáculo. O que me deixou ainda mais triste por não ter ido. Até que começam a aparecer "críticas" à actuação da banda. Deparei-me com coisas que não estava à espera.

Apesar do sabor não ser igual, fui ver o concerto na RTP para tentar perceber se os elogios eram exagerados ou se as críticas eram justas. E bastaram poucos minutos para perceber que a primeira opção era a que tinha mais lógica. Foi um excelente concerto.

De resto, não me espanta que existam pessoas que recorram às redes sociais para falar mal do concerto. É normal. Uns gostam, outros odeiam e outros nem uma coisa nem outra. Aquilo que critico são as críticas "mais profissionais" que são feitas num registo que não é um artigo de opinião.

E digo isto porque as pessoas entendem que ser um bom crítico é falar mal daquilo de que tantos outros gostam. Apenas porque sim, dizendo as maiores barbaridades. Hoje em dia esta é a definição de crítico. Que hoje escreve sobre um concerto, amanhã sobre um carro e no dia seguinte sobre um jogo ou um restaurante. Não percebe nada de área nenhuma, mas tenta ser especialista em todas. Falando mal de forma gratuita.

Existem diversas bandas de que não gosto. Mas na hora de falar delas distancio-me do meu gosto. E sei reconhecer o talento e mestria em cima de um palco. Mesmo achando que a música não é nada de especial. E aplico isto a tudo! Seria fácil falar mal. Mas é também sinal de pouca inteligência.

Infelizmente nos dias que correm ser crítico é falar mal. E é muito fácil dizer que os Foo Fighters não prestam para nada. Que o concerto foi uma porcaria. E que ninguém vibrou com os temas daquela que é somente uma das melhores bandas rock que as últimas gerações conheceram. É certo que a bagagem não obriga a que o concerto seja bom. Mas dizer que não presta é um grande exagero.

6.7.17

passava horas nisto


Podia passar horas a responder a esta pergunta. Mas disparo três nomes no imediato: Braveheart, 007 Casino Royale e Batman – O Cavaleiro das Trevas. Já para não falar de Bloodsport. E é melhor calar-me ou não saio daqui.

descontrolo emocional

O tenista português João Sousa protagonizou um momento caricato durante o torneio de Wimbledon. Que pode ser definido com palavrões. Muitos! Asneiras atrás de asneiras. Foi assim que o atleta português lidou com um momento de frustração pessoal. É verdade que não disse nenhuma asneira em inglês, mas disse muitas em português. O que acontece é que os microfones captam tudo.

Do ponto de vista teórico, é tudo reprovável. O torneio em si impede aquele tipo de linguagem. A competição também. A relação atleta árbitro a mesma coisa. Teoricamente falando, tudo é mau. Mas isto é apenas do ponto de vista teórico. Porque na realidade tudo muda na prática. Aí, não há teoria que aguente um mau momento.

Quem nunca soltou um palavrão num momento em que tudo parece correr mal? Num instante que coloca em causa tantas horas de preparação? E aqui contra mim falo porque dizia muitas asneiras quando jogava futebol. E quem também nunca disse uma asneira quando pensa que ninguém irá perceber aquilo que diz e quando acredita que poucas pessoas vão ouvir as suas palavras?

Por isso é que não faço parte do grupo que condena o atleta. Estou no grupo que compreende e que até se ri ao ver um vídeo que não tem piada nenhuma. E a falta de piada está relacionada com a forma como um atleta de topo perde o controlo. Porque são atletas que trabalham muito este lado do controlo emocional. Que naqueles segundos desaparece por completo. E já vi isto com João Sousa, com Cristiano Ronaldo e com tantos outros atletas de topo. Quem ainda não viu o vídeo, pode ver aqui.

coisas que acontecem num carro

Coisas que acontecem num carro: todos sabemos cantar, tocar bateria e guitarra. E ainda fazemos os coros e a coreografia. Somos uns verdadeiros artistas na hora do trânsito.

5.7.17

o mundo volta a ficar baralhado. és tu que sabes que cor é esta?

Recordam-se deste vestido? Aquele que colocou o mundo inteiro a debater cores. Pois bem, a confusão está novamente instalada. E agora a culpa é da Nike. Não necessariamente da marca da foto que tens produtos da marca. Agora não se chega a uma resposta consensual. Afinal estamos a ver cinzento ou cor-de-rosa? Aceitam-se palpites.

moda: mulheres vs homens

Aquilo que de mais gosto na moda é a sua diversidade. Existem modas para todos os gostos e para todos os estilos. E tanto para homens como para mulheres. E assim é que a moda deve ser. Mas não acho que a moda deva ser copiada. Especialmente por sexos opostos. Ou seja, uma tendência feminina não tem de ser igualmente uma tendência masculina. E poderia passar muito tempo com exemplos que defendem o meu ponto de vista.

Mas pego num recente. Os lace shorts. Uma peça de roupa que muitas mulheres utilizam nesta altura do ano. E que ficam muito bem a sexo feminino. Para quem não sabe do que falo, aqui fica um exemplo.


Lá porque os lace shorts são um grande sucesso junto das mulheres, não têm de ser obrigatoriamente um sucesso junto dos homens. Mas a verdade é que alguém decidiu que deve ser igualmente uma peça que todos os homens devem ter no armário. Comecei este texto por aplaudir a diversidade da moda. E nada tenho contra aqueles homens que entenderem que isto é que são uns belos calções masculinos. Acho apenas que são feios para eles. E que ficam muito melhor quando vestidos por elas.

4.7.17

a minha relação com uma coelhinha da playboy

Hoje tem sido notícia a detenção de três 'coelhinhas' da Playboy que foram detidas no México por trabalho ilegal. Um colega falou-me da notícia que tinha visto num site estrangeiro. Não prestei muita atenção até ao momento em que percebo que uma das Playmates é luso-francesa. De seu nome Marie Brethenoux. Nome que não me soa estranho...

Após uma pesquisa percebo que esta modelo conquistou um concurso que elegia o melhor rabo. Uma iniciativa da Sloggi. E isto só tem piada, para mim, porque fiz parte do júri que elegeu esta menina como sendo aquela que tinha o melhor rabo. Era eu, Vanessa Oliveira, um fotógrafo e uma directora de uma revista de moda.

Confesso que desde então nunca mais tinha ouvido falar de Marie Brethenoux. Até ao momento em que ouço que foi detida no México. É mais um daqueles exemplos de que o mundo é mesmo pequenino. E outro exemplo disso é o vencedor masculino do mesmo concurso. Na altura tínhamos de votar numa rapariga e num rapaz. E recordo-me de que ambos venceram sem grande complicação. Ela é a Marie. Ele é o Nuno que acabou por ficar conhecido dos portugueses após participar numa das edições da Casa dos Segredos.

chocolate branco e preto

Existem pessoas que nasceram para ser polémicas. Ou que a vida e carreira levou a que assim fosse. Cristiano Ronaldo é uma dessas pessoas. O jogador fez uma brincadeira nas redes sociais com um amigo de longa data. Fotografaram-se a exibir os músculos e o jogador do Real Madrid decidiu escrever na legenda "combinação perfeita entre chocolate branco e preto". Isto bastou para que tivesse início uma guerra.

Cristiano Ronaldo está a ser acusado de racismo por causa da legenda da fotografia. E este é apenas mais um exemplo da falta de distanciamento que as pessoas têm. Cristiano Ronaldo não publicou uma fotografia de pessoas que não conhece de lado nenhum para fazer uma piada de mau gosto. Fez uma foto com um amigo e recorreu à boa forma física de ambos para fazer a piada. Se a foto foi publicada é porque o amigo deixou.

E não passa disto. De uma brincadeira partilhada pelo atleta que mais seguidores tem nas redes sociais. O mesmo atleta que já chamou cigano a Ricardo Quaresma noutra publicação. Igualmente sem maldade. E tudo isto seria normal. Só que vivemos numa era de predadores das redes sociais. Pessoas que procuram detalhes em todas as publicações de modo a apontar o dedo.

E são pessoas que provavelmente têm brincadeiras iguais com pessoas com que têm confiança. E que também partilham esses momentos nas redes sociais. A diferença está apenas num factor: o mediatismo de quem tem mais dedos apontados. Que todo o mal do mundo, ou mesmo das redes sociais, fosse o humor de Cristiano Ronaldo com um amigo de infância.

gipsy detector

Gosto de música cigana. E talvez este não seja o melhor termo. Se falar de Gipsy Kings, talvez se aplique. Se falar de Gogol Bordello talvez as pessoas não assumam imediatamente como música cigana. Apesar de o grupo se assumir como uma banda de 'gipsy punk'. Na minha lista de músicas para correr constam duas músicas destes grupos: uma dos Gipsy Kings e outra dos Gogol Bordello.

O meu leitor de mp3, bastante limitado, está sempre em modo aleatório. E poucas são as vezes em que salto músicas porque fica logo descontrolado. As músicas recuam ou começa aos soluços. No meu percurso de corrida passo por uma casa isolada onde mora uma família cigana. E começo a acreditar que o meu leitor de mp3 pode ser considerado um gipsy detector.

Porque, coincidência das coincidências, as duas músicas costumam tocar quando estou a passar perto da casa. Fora isso, tocaram uma ou outra vez. Quando outras músicas (são mais de cem no total) repetem-se com uma frequência muito maior. Não sei qual é a forma de funcionamento do meu mp3 no que à escolha aleatória diz respeito, mas esta coincidência tem a sua piada.

3.7.17

ser fêmea não é nada fácil

Em tempos - ainda no ano passado - apareceu uma cadela abandonada no meu local de trabalho. Dia após dia lá estava no parque de estacionamento da empresa. Criei empatia com a cadela - que baptizei de Jane Doe, sendo que também lhe chamam Matilde - e desde então que a alimento. O encanto pela cadela alastrou-se a outras pessoas e arranjou-se uma grande casa para ela. Opção que preferi mil vezes quando comparado com a entregar a um canil.

Desde então que a Jane é alimentada. Até já se pagou a uma veterinária para ir fazer uma visita à Jane. Que neste momento está desparasitada e vacinada (e chipada, creio). A Jane passou a ser de todos nós. É uma mascote da empresa. Até que um dia apareceu um cão que não largava a Jane. Não tenho jeito para acertar nos cinco números e nas duas estrelas do Euromilhões, mas rapidamente percebi que a minha amiga estava prenha. Na altura do parto, a Jane enfiou-se num sítio onde sabia que ninguém conseguiria mexer nos filhotes.

E assim foi. Agora, (mais ou menos) um mês depois, os filhotes da Jane - dois cães e uma cadela - já andam à solta no parque de estacionamento. Já se metem com todas as pessoas, que também os adoptaram, tal como aconteceu com a mãe. A diferença é que o objectivo é que alguém fique com os pequeninos. Porque podem ter uma vida muito melhor do que têm ali. Mas até para nascer é preciso ter sorte.

Diversas pessoas revelaram interesse em adoptar os animais, mas ficaram-se pelas palavras. Agora parece ser de vez. Os dois meninos já têm interessados e em breve vão para as suas famílias (de confiança). Sobra a menina. Que é um amor, que é a única castanha e que só quer brincadeira e mimos. É caso para dizer que ser fêmea não é nada fácil. Porque as pessoas tendem a querer os meninos. Dão-lhes prioridade.

Nesse sentido, publico este texto. Caso alguém (adopção responsável) esteja interessado em adoptar a filha da Jane, poderá enviar-me um email ou mensagem pelo facebook do blogue. Posso dar mais informações e até podemos combinar uma visita para conhecerem a ninhada. Acrescento que o porte será grande. Obrigado desde já pela ajuda. Vamos ajudar a menina a encontrar uma família. Uma que lhe dê ainda mais amor do que todos nós damos no nosso trabalho.

30.6.17

simples para outros, motivo de orgulho para mim

Num passado cada vez mais distante (mas sempre presente na minha memória) o meu pai apanhou um susto de saúde. Relacionado com o coração. Desde então, e mesmo antes dessa altura, que insisto com ele para fazer desporto. Nada de muito puxado. Umas caminhadas à beira-rio. Porque sei que é algo que lhe faz bem.

Volta e meio insisto no assunto. E o meu pai tem sempre uma desculpa como resposta. E lá vou insistindo. Sempre na esperança de que me responda “sim, tenho ido andar”. Num destes dias estava a falar com a minha mãe, que me contou que têm ido andar diariamente. “Ainda não falhámos um dia esta semana”, disse-me.

Aquilo foi música para os meus ouvidos. É como se tivesse recebido um prémio. É uma das melhores sensações que poderia ter. Uma das melhores coisas que poderia ouvir. Agora é esperar que o exercício tenha continuidade. E é também altura de centrar a minha atenção em alguém que também precisa de um pequeno empurrão. Sim, tu mesmo que está a ler este texto.

29.6.17

o peido do salvador

O concerto solidário que tinha por objectivo angariar dinheiro para as vítimas da tragédia de Pedrógão ficou marcado por um episódio protagonizado por Salvador Sobral. Que disse que até podia dar um peido que o público o iria aplaudir. Isto dividiu as pessoas. De um lado as que aplaudem mais um momento caricato do jovem artista. Do outro os que condenam. Não escondo que faço parte do segundo grupo.

Não me choca que Salvador Sobral revele tiques de artista. Não me incomoda que diga peido. Nem que faça do público uma espécie de grupo de escravos que estão ali para o venerar. Faz parte. Quem gosta, gosta. Aquilo que condeno é o momento em que foi feito. Não se trata de um concerto de Salvador Sobral. É um concerto solidário. Relacionado com uma devastadora tragédia. E isto não casa bem com um um momento de humor daqueles.

E não concordo com o ponto de vista de "ele pode" apenas porque é o cantor do momento em Portugal. Condeno que se aceite isto em relação a Salvador Sobral, mas que se critique em relação a outros que façam o mesmo. Tal como achar que Judite Sousa ao lado de um cadáver é jornalismo de excelência e que os trabalhos da CMTV são jornalismo sensacionalista. As comparações estão no mesmo patamar.

Não defino os comportamentos com base na popularidade dos protagonistas. O grau de popularidade não significa uma bagagem maior no que diz respeito aos comportamentos. Seja o Salvador Sobral ou seja outra pessoa qualquer. Podem achar que tenho uma mentalidade mais fechada mas brincar com peidos num concerto daqueles é apenas uma piada de mau gosto.