30.12.16

estou tão desejoso...

Estou tão desejoso que chegue 2017 que até vou para Espanha de modo a entrar no ano novo uma hora mais cedo. E a comer uvas, opção me que agrada muito mais. Até já Sevilha.

29.12.16

elas mandam no futebol

Existe a ideia de que o futebol é decidido apenas com os lances de génio de Cristiano Ronaldo e Messi, entre outros. Mas há muito que isto é apenas um pequeno detalhe no futebol. Longe vão os tempos em que os jogadores mal treinavam e limitavam-se a jogar. Agora tudo é diferente. E Mona Nemmer é exemplo disso mesmo. Esta jovem alemã é uma das responsáveis da excelente época que o Liverpool está a fazer no campeonato inglês.


E o mérito é de Jurgen Klopp, o treinador que a resgatou a um clube alemão e que soube que necessitava do seu apoio para mudar a vida dos jogadores. E o que faz esta senhora? É nutricionista. A principal do clube. E a responsável pela mudança das vidas dos jogadores que, curiosamente, rendem muito mais desde que está no clube inglês.

E este é apenas um exemplo. Hoje em dia destacam-se pessoas como Mona. Mas também os fisiologistas e tudo mais. O treino físico quase que passou a ser um mero "detalhe" na vida dos jogadores. Os clubes preocupam-se com as alimentações, com as horas de descanso, com a recuperação entre jogos e é tudo estudado ao detalhe. E de forma individual. Não é a mesma receita para todos. Porque os jogadores são diferentes.

Nos dias que correm são elas, mulheres como Mona Nemmer, que mandam no futebol. E tantas outras pessoas que passam despercebidas porque nunca marcam um golo daqueles que levantam um estádio. E esta parte é que faz toda a diferença. Não menosprezando o talento do treinador e a forma como gere os homens que comanda. Mas mesmo o melhor treinador do mundo pouco consegue fazer sem as Monas e sem todos aqueles que são muito importantes mas que ninguém conhece.

PS - Para aqueles que ficam indignados com o ordenado de Cristiano Ronaldo... um jogador argentino - Tévez - vai jogar para a China onde irá ganhar... 40 milhões de euros por ano. Não é erro. São mesmo 40 milhões de euros por ano. E o contrato é de dois.

vou abrir uma empresa conchinha. quem se junta a mim?

É um negócio como outro qualquer. Até nem tem maldade. Posso avançar já que o nome será cuddling'r'us. E o faz esta empresa, a minha empresa? Nada mais simples do que dar abraços, dormir em conchinha ou mesmo outro tipo de mimos. Esclareço desde já que a ideia não é minha. Estou a importar um negócio que está em crescimento nos Estados Unidos da América.

Até agora parece que estou a brincar. Mas a única "piada" é que não estou a pensar avançar com esta ideia. Mas é um negócio cada vez mais popular além-fronteiras. Nos Estados Unidos da América há quem ganhe qualquer coisa como cerca de 230 euros por sessão. Haverá quem pense que se trata de um negócio de sexo camuflado com outros mimos. Mas isso é falso.

Trata-se de uma troca de mimos e carinhos e às vezes jantares. Os clientes são sobretudo homens na casa dos 40/60 anos. Que têm em comum o facto de ter problemas nas suas relações devido à falta de afectos. Ou são mesmo pessoas com problemas que não conseguem ter companhia de ninguém. Este negócio surge para colmatar esse vazio na vida das pessoas. É um negócio com alguns riscos para os profissionais da área mas que, segundo os próprios, têm corrido muito bem, com uma procura cada vez maior.

2016 também teve bons momentos

Por norma as memórias ficam associadas aquilo que é mau. É disso que nos recordamos. É por isso que dizemos que 2016 tem sido um ano péssimo, com muitas mortes. Com a partida precoce de diversos nomes conhecidos e outros anónimos para o mundo mas muito especiais para muitas pessoas. Infelizmente esta realidade não pode ser ignorada. Mas isto também não apaga alguns dos bons momentos que existiram ao longo deste ano. E aconteceram coisas boas em 2016. Como é o caso destas músicas.





No que à televisão diz respeito também existiram momentos memoráveis. The People vs O.J. Simpson, American Crime Story é um exemplo daquilo que de bom a televisão nos deu. Já para não falar de Narcos, série que teve início no ano passado mas que teve a sua segunda temporada este ano e que promete continuar a dar que falar em 2017.



No cinema, mais do que destacar um filme, realço algo que considero uma justiça que chega com anos de atraso. E refiro-me ao Oscar de Melhor Actor que finalmente foi entregue a Leonardo DiCaprio. Prémio justo mas que já deveria ter sido entregue há muito tempo. Para deixar aqui um filme, falo de Acerto de Contas. Não é o melhor filme do ano mas é uma das boas histórias que chegaram às salas de cinema.



No desporto também não nos podemos queixar. Especialmente no futebol pois foi um ano histórico para os portugueses. Não só pela conquista do Euro em França mas pelo inédito apuramento da selecção feminina, entre outras coisas. Claro que para os benfiquistas, como é o meu caso, também foi um ano memorável.



Por pior que se ache que foi 2016, a verdade é que existem bons momentos que também vão ficar para a história.

28.12.16

mulheres...

Afinal... gostam ou não de homens com tatuagens?

aprecio bom humor

O ano que agora termina fica marcado pela partida precoce de tantos nomes ligados à música. Mesmo assim há quem revele um bom sentido de humor, daquele que não faz mal a ninguém e que até motiva um sorriso. É o caso de James Blunt, que defende que 2017 ainda será pior do que este ano.

vamos todos fazer queixas

Há muito que se cria a ideia de que efectuar uma queixa é a forma mais eficaz de resolver um problema. Na teoria deveria ser assim. Na prática é algo que funciona em casos específicos. Na maioria dos casos, e com muita pena minha, efectuar uma queixa formal representa perder tempo. E em alguns casos gastar dinheiro. Depois o processo arrasta-se no tempo até ao momento em que é arquivado ou esquecido com base numa qualquer desculpa esfarrapada.

Agora incentiva-se à queixa para aqueles que não respeitam a prioridade que deve ser dada a idosos, deficientes, grávidas e pessoas com crianças ao colo. Como dizia, e bem, uma senhora de idade: “no meu tempo não era necessário nada disto porque existia educação”. E o problema reside mesmo na educação. Na falta dela. A educação já não é o que era e as pessoas estão a marimbar-se para as prioridades dos outros.

Infelizmente já usei muletas mais vezes do que aquelas que desejava. Recordo-me de coisas como ninguém me ceder o lugar num autocarro lotado. Ou de refilarem comigo que devia estar em casa em vez de estar na rua. Estes são apenas dois exemplos da educação que existe. É certo que isto agora pode ser resolvido com queixas. Mas, muito sinceramente, duvido que venha a existir a notícia de que uma queixa sobre prioridades deu efeito.

É mais ou menos como o mau trato aos animais. Que me recorde só o infeliz caso do cão Simba é que deu que falar. De resto as pessoas continuam a tratar mal os animais e tudo cai em saco roto. Tal como irá acontecer com as queixas em relação às prioridades. Até porque os processos são demorados e, em muitos casos, estão pensados de modo a proteger aqueles que são maiores, muito maiores, do que o pobre cidadão comum que faz uma queixa.

Vou dar outro exemplo. Fiz uma viagem de 300 quilómetros para ir ver um concerto. Era um festival mas só me interessava um concerto. Quando chego ao local do evento apercebo-me de que o concerto que pretendia ver estava a acabar. Estavam “meia dúzia” de pessoas a assistir ao mesmo. Achei aquilo absurdo. Pedi informações. Não fiquei contente e decidi fazer uma reclamação formal. Eu e diversas pessoas. Havia mais pessoas a querer fazer queixa do que a entrar no recinto.

Só queria uma coisa: o dinheiro dos bilhetes. Não queria que pagassem o hotel, as portagens nem o combustível. Só queria o dinheiro dos bilhetes por entender que fiz uma viagem para ver um concerto cuja hora foi alterada sem aviso prévio. Foi isto que argumentei. A resposta que tive foi a de que a banda em questão decidiu alterar a hora em cima do concerto, o que impediu um aviso em condições por parte os organizadores. Foi-me dito também que existia campismo, outros concertos e outras actividades. Basicamente defendiam que a culpa era minha por só querer ver um concerto.

Este é um exemplo de que muitas coisas estão feitas para proteger grandes nomes e grandes marcas. Mesmo existindo queixas formais. Mesmo com as pessoas a gastarem tempo e dinheiro em reclamações. Existe sempre um argumento que é válido legalmente e que serve para proteger os grandes. A solução passa apenas pelas pessoas que até têm tempo e dinheiro para gastar num processo mais sério e demorado. Mas estas pessoas são apenas uma gota no oceano. Porque a maioria das pessoas não tem tempo nem dinheiro para gastar em processos.

Voltando às prioridades. Não são necessárias queixas. É necessária educação. E a falta da mesma é que deveria dar direito a uma pena bem pesada. Existindo educação acaba a maioria dos problemas que originam queixas que na realidade não servem para nada. Servem apenas para fingir que as pessoas se importam com algo.

diz que demora uma hora a resolver

É um dos desafios do momento nas redes sociais. E diz que é necessário perder coisa de uma hora para encontrar a palavra "dog". Consegues ver onde está?

27.12.16

foi um ano duro mas ensinou algumas coisas...

2016 teve altos e baixos. No que à cultura diz respeito foi um ano bastante duro. Mas ninguém pode esquecer que este ano ensinou algo muito importante a Portugal e aos portugueses. Estamos habituados a ser uma espécie de patinhos feios da Europa. Somos uma espécie de "lixo" a quem ninguém liga. Por exemplo, alguém acreditava que Portugal ia ser campeão europeu? E que a estrela do jogo mais importante seria Eder, o jogador que ninguém queria no Euro?

2016 ensinou os portugueses a sonhar. Ensinou que não devemos desistir daquilo que queremos. Que devemos acreditar no que somos. E que não devemos deixar que ninguém nos diga que não servimos para isto ou para aquilo. Foi "apenas" um jogo de futebol mas é uma lição de vida em diversos aspectos. Obrigado Eder. Obrigado Portugal.

há vícios e vícios

O mundo da pornografia é maioritariamente masculino. Em traços gerais esta é a forma como é visto. E de certo modo é mesmo assim. Os filmes, pelo menos na sua maioria, estão pensados para o prazer do homem, para aquilo que eles preferem. E o consumo dos mesmos é associado aos homens. É como se a pornografia existisse apenas para os homens.

Mas este lado masculino não faz da pornografia um cartão de visita dos homens. Pois poucos são aqueles que assumem, sem qualquer receio, que gostam de consumir pornografia. É apenas alvo de piadas ou algo que se partilha junto dos amigos. Mais do que isto já é tabu. Longe deste círculo praticamente todos os homens negam gostar de pornografia.

E o que dizer das mulheres? Se para eles é um tabu, para elas corresponde a um rótulo que ninguém quer ter. Daí o mito que defende que as mulheres não consomem pornografia e que nem sequer gostam de o fazer. Quando a realidade não é assim. Simplesmente a forma como as pessoas (ainda) encaram este mundo faz com que elas neguem a pés juntos que gostam de assistir a filmes.

Deparei-me com o filme de uma mulher muito conhecida no universo das redes sociais e da boa forma física. Esta mulher costuma partilhar vídeos no seu blogue e tem protagonizado alguns onde aborda certos temas mais pessoais, algo que considera libertador. No último dá a conhecer o seu vício pela pornografia. Apesar de se defender por considerar não saber a quantidade de vezes que torna o consumo em vício.

Esta mulher explica que é algo que nenhuma mulher assume por ser mal visto, por levar a rótulos que elas dispensam. Que todos dispensam mas que são muito piores para elas. Mas não nega que consumia muita pornografia. E que o chegou a fazer na companhia do namorado. E até que ver filmes levava a que se masturbasse. Refere também que os filmes eram um escape para os momentos em que estava triste e aborrecida. Eram uma distracção.

Tenho a certeza de que muitas pessoas se vão reconhecer neste desabafo. Muitas mulheres vão perceber as palavras que esta mulher partilhou. Até porque existem vícios que muitas pessoas têm mas poucas assumem. E ainda bem que existem pessoas com grande presença nas redes sociais que têm a coragem de dar a cara por algo que ainda é um dos maiores tabus da sociedade. E que partilham o seu exemplo, revelando ainda o que fizeram para alterar aquilo que consideram um vício que necessitava de ser alterado.

vais prometer mas não irás cumprir

Estamos a poucas horas do momento em que as pessoas revelam (ou não) as suas resoluções para 2017. É algo comum à maioria das pessoas. Tal como é comum que muitas das resoluções já tenham sido feitas no último ano. E é ainda frequente que as mesmas não sejam cumpridas. Aqui fica uma lista com as resoluções mais comuns e também aquelas que as pessoas acabam por não cumprir.

Para o ano vou:

- Perder peso;
- Fazer mais exercício;
- Deixar de fumar;
- Deixar de beber;
- Mudar de emprego;
- Poupar dinheiro;
- Ter uma alimentação mais saudável;
- Ser mais organizado;
- Passar mais tempo com a família;
- Lidar melhor com o stress;
- Aproveitar a vida;
- Passar menos tempo nas redes sociais;
- Viajar mais;
- Melhorar a relação;
- Aprender uma nova língua;
- Dormir mais;
- Ver menos televisão;
- Desfazer-me de roupa que já não uso;
- Correr uma (meia) maratona;
- Experimentar um desporto radical;
- Fazer algo relacionado com caridade;
- Ter um filho.

Que ponha o dedo no ar quem promete e não cumpre. Aposto mesmo que todas as pessoas já prometeram algo que não cumpriram e que consta nesta lista.

os diferentes tipos de solidariedade

A solidariedade deveria ter sempre o mesmo destino, que é ajudar alguém. Mas nem sempre é assim. Há quem seja solidário porque ganha dinheiro com isso. Há quem seja solidário porque se promova ao revelar interesse em ajudar alguém. São pessoas que não se movem pela solidariedade mas pelo que podem ganhar com isso.

Depois existe solidariedade que vive da publicidade. Pelo simples facto de que é a única forma de ajudar alguém a uma escala maior. E posso dar dois exemplos disto. Já organizei duas acções solidárias com o blogue. Numa ajudei o canil/gatil da minha zona e na outra ajudei uma família a ter um Natal melhor. E senti a necessidade de divulgar aquilo que pretendia fazer. Pelo simples facto de que a ajuda seria em maior número com o apoio de outras pessoas. E foi o que aconteceu em ambos os casos.

Mas a verdade é que existe solidariedade que dispensa a publicidade. E esta é levada a cabo por pessoas que têm a possibilidade de ajudar e que não necessitam de avisar os outros daquilo que vão fazer. Algo que até leva a algumas acusações pois existem pessoas que condenam determinadas figuras públicas por nunca ajudarem ninguém quando em muitos casos existe ajuda, só não se faz dela um acontecimento mediático.

Sabe-se agora, após a sua morte, que George Michael ajudou muitas pessoas e em diferentes situações. Pagou tratamentos de fertilização in vitro a uma desconhecida ao saber do caso num concurso de televisão. Deu 30 mil euros a uma mulher que chorava desesperada no café que costumava frequentar. E costumava fazer voluntariado numa instituição, pedindo que ninguém revelasse que o fazia.

Outro caso semelhante é o do treinador (e antigo jogador) Sérgio Conceição. É mais um exemplo de ajuda sem publicidade. É mais uma pessoa que felizmente tem a possibilidade de ajudar e que o faz sem ter que gritar ao mundo que é bonzinho e que ajuda os outros. Não condeno a solidariedade que é publicitada porque só assim faz com que chegue a um maior número de pessoas.

Aquilo que condeno é a falsa solidariedade. É o fingir ser solidário apenas pelo proveito próprio. É fingir que se ajuda apenas para que se ganhe dinheiro. E por mais que isto possa chocar algumas pessoas, trata-se de uma triste realidade que não é assim tão rara quanto isso.

o que se passa aqui?

Podia apenas dizer que se passa algo estranho com esta foto. Mas vou ser mais directo. Esta fotografia tornou-se viral porque existem seis mulheres e aparentemente cinco pares de pernas. Alguém consegue perceber o que se passa? Existem pernas a menos? É apenas uma ilusão de óptica? Ou outra coisa qualquer?

26.12.16

a queda de um mito (ou talvez não)

Homem que é homem gosta de se gabar do seu “material”. Não necessariamente no sentido de ser o mais conquistador de todos. De ser desejado por todas as mulheres. Nada disso. Para explicar melhor, homem que é homem gaba-se do tamanho do seu “material”. Se elas perguntarem, ou se por acaso for tema de uma qualquer conversa, eles esticam o tamanho. E muito...

Estudos mostram que os homens tendem a aumentar a realidade. E que a mesma pode ser esticada em largos centímetros. Mas desenganem-se aquelas pessoas que pensam que isto é comum em determinados homens. Isto acontece com “todos”, no sentido de que participaram no estudo homens de diferentes países e continentes.

Há quem defenda que isto é a queda de um mito. Enquanto homem não fico surpreendido com esta notícia porque qualquer pessoa conhece esta realidade. É mais ou menos o mesmo quando perguntam a um homem com quantas mulheres é que já teve relações sexuais. Eles acabam quase sempre por aumentar o número de mulheres que correspondem à realidade.

vem aí a era do detox. e esta é a melhor opção

O Natal e a passagem de ano correspondem à altura do ano em que muitas pessoas abusam um pouco mais na comida. Talvez por isto o início do ano corresponde ao momento em que o termo “detox” ganha uma considerável popularidade com um aumento do número de adeptos desta realidade e consumidores dos já famosos sumos detox.

Existem diversas opções. A popularidade é tanta que o mercado é inundado com opções que prometem ser os mais eficazes. Porém, e de acordo com os cientistas, existe um ingrediente que promete ser a solução no que ao detox diz respeito. E não se trata de limão nem de bagas goji.

A solução está na batata doce. Basta que a mesma seja adicionada à água para que o corpo receba ingredientes que ajudam na supressão do apetite. Mas nem tudo o que é fácil e simples acaba por ser “bom”. Isto no sentido que esta opção não é a mais deliciosa das existentes.

Uma equipa de investigadores do Japão recomenda que se fervam as batatas-doces. Depois basta beber o caldo que fica na panela. As proteínas que permanecem na água acabam por suprimir o apetite. Esta bebida deve ser ingerida durante 28 dias (e deve fazer parte de uma dieta equilibrada) e irá fazer com que os níveis de colesterol fiquem mais reduzidos, bem como os níveis de leptina ao mesmo tempo que se regula o nível de apetite.

eu escolhi você

O mundo divide-se entre aqueles que até acham piada ao vídeo oficial de Eu Escolhi Você, da autoria da ex-Porta dos Fundos Clarice Falcão, e aqueles que defendem que é a coisa mais ordinária alguma vez feita.

Para quem não sabe do que falo trata-se de uma forma bastante original de dar "vida" a uma música. Clarice Falcão decidiu celebrar a vida humana de uma forma bastante peculiar que fez com que o vídeo não aguentasse 24 horas antes de ser banido do youtube, tendo alcançado qualquer coisa como 300 mil visualizações.

O vídeo pode ser visto aqui. Fica o alerta de que tem nudez. MUITA nudez. Por fim, Clarice Falcão deixa uma questão: "O que é mais chocante: pessoas terem genitais ou pessoas terem ódio de genitais?"

de paneleiro de merda a ídolo pop com tanto para dar

A morte de pessoas conhecidas é um fenómeno que me ultrapassa. Para começar, nunca irei perceber as pessoas que desejam a morte a alguém. Por exemplo, já perdi conta às pessoas que praticamente exigem a morte de Mário Soares. Parece que é algo que as irá deixar satisfeitas. Parece que é como ganhar um prémio numa qualquer lotaria.

Por outro lado, quando esse momento chegar (e que ainda demore pois não desejo a morte a ninguém), as pessoas que desejam a morte de Mário Soares – pelo menos boa parte delas – vão a correr para as redes sociais partilhar uma imagem do político com uma qualquer frase marcante ou com uma dedicatória a puxar ao sentimento.

Depois, também não compreendo aquelas pessoas que ficam indignadas quando alguém lamenta a morte de uma figura pública. Como acontece hoje com o falecimento inesperado de George Michael. As pessoas não querem aceitar que possam existir fãs do cantor que ficam tristes com a sua morte. Pessoas que entendem que ainda tinha muito para dar à música. Ou outro motivo qualquer. E isto atinge limites máximos de absurdo quando essas pessoas dizem coisas como: “com outras coisas não te preocupas tu”. Como se fossem essas pessoas a decidir as prioridades dos outros.

Mas o fenómeno que merece um estudo mais aprofundado diz respeito às pessoas que mudam de opinião como quem muda de cuecas. Pessoas que vão de um extremo ao outro em breves segundos. É mais ou menos o que expliquei em relação a Mário Soares e algo que pode ser melhor explicado com recurso a George Michael.

Até à primeira notícia da morte do cantor, George Michael não passava, para muitas pessoas, de um paneleiro de merda que era apanhado com homens em casas-de-banho públicas. Era uma espécie de alvo primordial dos comentários homofóbicos. Agora, que morreu, é um ídolo pop mundial. Agora chora-se a morte de um grande talento que ainda tinha tanto para dar à música.

a mesma pergunta todos os anos

Ano após ano, Natal após Natal há uma pergunta que se destaca. E que se vai repetindo. Aliás, é mesmo motivo de diversas partilhas nas redes sociais sem que alguém consiga ter uma resposta. Basicamente as pessoas querem saber o que fazia o pai do pequeno Kevin McCallister, dos filmes Sozinho em Casa, para ter uma casa daquelas e para pagar férias em Paris para nove pessoas. Permanece o mistério...

25.12.16

dos melhores presentes que já recebi

Já partilhei no blogue que uma das minhas melhores memórias de Natal estão relacionadas com um doce desta época: azevias de batata doce. Isto porque já comi as melhores do mundo, aquelas feitas pelo meu já falecido avô.

Ficava encantado a observar a mestria do meu avô na cozinha. E salivava à espera do momento de poder comer aquilo que fazia. Não há pessoa no mundo que se equipare ao meu avô no que às azevias diz respeito. Algumas pessoas da família ainda tentaram. Mas sem sucesso, com muita pena minha.

Este ano a ceia de Natal calhou na casa dos meus pais. E foi com surpresa que a minha mãe disse que o meu pai tinha estado na cozinha. E coloca-me à frente um prato de azevias feitas pelo meu pai. Que se aventurou no doce. Mas não na massa.

Provei e bastou uma dentada para recordar o sabor das azevias do meu avô. Foi como uma viagem no tempo. E alegrou-me ter sido o meu pai a proporcionar o recuperar desta memória. Foi sem dúvida um dos melhores presentes de Natal que já recebi. Voltei a ter o sabor do Natal.

24.12.16

23.12.16

partilha o mundo

Quem é da Margem Sul, mais especificamente da zona do Seixal, sabe a importância que a antiga fábrica da Mundet teve no concelho. E mesmo no País. Para quem não sabe do que se trata, foi uma corticeira que chegou a ser das maiores exportadoras mundiais. Esta fábrica deu emprego a muitas pessoas e foi muito importante na vida de muitas pessoas. Até que fechou, no final dos anos oitenta.

Mas o fecho da Mundet não retirou peso ao espaço. Em especial aos Refeitórios, que foram palco de diversas edições do Março Jovem e também do Seixal Jazz, um dos mais importantes eventos de música nacionais e com algum nome também a nível internacional. Por isso trata-se de um espaço que não é indiferente a quem conhece a sua história, em especial às pessoas, que tal como eu, sempre viveram na zona.

Agora os refeitórios deram lugar à Mundet Factory, um restaurante e bar como não existia na zona a que as pessoas gostam de chamar Margem Sul. O espaço, uma ideia de João Macedo, que ficou conhecido dos portugueses quando participou no Masterchef, já está aberto e merece uma visita. É um daqueles espaços onde se respira história. Até porque muitas coisas de origem foram aproveitadas para a decoração do espaço.

Podia dizer que estou a escrever isto apenas porque sou amigo do João Macedo e do Sérgio Lopes, dois dos homens fortes desta ideia, mas estaria a ser injusto. Porque o espaço tem um potencial enorme e oferece algo que ainda não existia. A aposta do restaurante vai para a comida do mundo. É possível comer pratos argentinos, belgas, suecos e, apenas para dar mais um exemplo, tailandeses. Sem esquecer as apostas mais tradicionais e as pizzas a lenha. No bar destacam-se os gins, a cerveja artesanal e mocktails e cocktails inovadores.

E como se isto não bastasse, existe ainda uma aposta cultural. O espaço conta com uma exposição de fotografia que dentro de algum tempo dará lugar a outra e a outras iniciativas. Haverá também música e outras acções que prometem agitar a vida cultural do Seixal. E tudo isto com um preço bastante acessível. Fica a dica para quem quiser conhecer o espaço.





o natal é isto. e será sempre

22.12.16

o pior de estar muitos anos na mesma empresa

Passei a contar, na redacção onde trabalho, com a companhia de uma pessoa que está na empresa há muito tempo mas que trabalhava noutra redacção. Pessoa com quem me cruzava nos corredores e que cumprimentava sem espaço para grandes conversas por não existir essa confiança de parte a parte. Agora somos uma espécie de almas gémeas. O tipo de piadas, as coisas que fazemos, os emails que trocamos e muito mais.

Já tive a oportunidade de lhe agradecer o bem que me faz. Na altura disse-me que aquilo que mais lhe custa na empresa é ficar próximo de pessoas que depois vão saindo, algo cada vez mais frequente nesta área e nesta altura. Disse-me que lhe custava ver as pessoas partir. Ele tem quase o dobro de tempo que tenho de empresa mas quando faço contas percebo que já levo dez anos “disto”.

Por um lado é bom. Não nego que um jornalista da minha geração conseguir emprego durante tanto tempo é algo de destaque. Não é fácil. Não tem sido fácil. Mas quando olho para a realidade geral percebo que tenho sorte. A sorte de fazer aquilo de que gosto. Por outro lado, já me fartei de dizer adeus a tantas pessoas. De perder a companhia de pessoas que me eram muito próximas. De assistir a uma dança de cadeiras que faz com que eu, com apenas 35 anos, seja o jornalista com mais tempo nesta redacção.

Parece que ainda ontem era o puto novo numa redacção lotada. Agora sou a peça de mobília mais antiga num espaço muito mais “amplo” do que aquilo que foi. É a lei da vida. Mas é chato. Existem dias em que custa dizer adeus a determinadas pessoas. De olhar para a expressão facial de quem se vai embora. Mas esta é cada vez mais a realidade dos mercados de trabalho. A dança das cadeiras é cada vez mais frequente.

boys will be boys

Ontem estava à conversa com um amigo de infância. Um daqueles com quem não é preciso estar todos os dias para que a amizade se mantenha ou para que existam cobranças. Conversa puxa conversa e acabamos a falar das carreiras e do que fazemos. Até que olha para mim e diz “não podes fazer nada disso. Tu és o puto de sempre”, brincou. Isto para fazer alusão aquilo que éramos em adolescentes, nos tempos de escola.

Para o João o tempo não passou por nós. Continuamos a ser os putos da escola – independentemente das carreiras que seguimos e daquilo que temos vindo a construir – que por acaso se encontraram ontem num espaço de um outro amigo dos tempos da escola. E a amizade é mesmo isto. Esta é uma das muitas formas de definir uma verdadeira amizade. Parece que o tempo não passa. Parece que nada muda, apesar de tanta coisa ser diferente na vida de cada um.

21.12.16

nisto ninguém os bate

Os Estados Unidos da América conseguem ter aspectos extraordinários. É um país com uma grande riqueza a diversos níveis. Mas têm outros factores que lhes conferem alguma piada. E uma das coisas a que acho mais piada é a facilidade com que se criam e propagam teorias da conspiração sobre tudo e mais alguma coisa. Sendo que não lhes tiro o mérito de conseguirem colocar diversas pessoas a pensar sobre a verdade (ou não) das mesmas. As mais recentes estão ligadas às justificações para a derrota de Hillary Clinton nas eleições presidenciais. É mais ou menos a mesma coisa com as dezenas de teorias apontadas para a vitória de Portugal no Euro 2016.

polémico e exagerado ou indiferente?


Existe aquela máxima de que vale tudo para ser falado. Não sei se é o motivo que levou a esta produção fotográfica. E nada melhor do que contextualizar a mesma. Na capa da mais recente edição da revista brasileira Sexy estão duas mulheres despidas. Até aqui nada de novo nesta publicação que aposta na sensualidade. E ambas são candidatas ao já célebre concurso Miss Bumbum. Até aqui nada de novo.

O que acontece é que Bruna é mãe de Eduarda. E não são “mãe e filha” na brincadeira. É mesmo real. E a produção da revista é muito, mas mesmo muito, mais ousada do que a foto de capa. Por exemplo, uma agarra as mamas da outra. Uma dá um beijo no mamilo da outra. Entre muitas outras situações que se destacam numa produção do género, para uma publicação do género.

A capa já levanta a questão da aceitação (ou não) de um trabalho destes. As fotografias da produção adensam ainda mais a discussão. Uma produção fotográfica destas, em que mãe e filha protagonizam cenas bastante ousadas, é polémica? Manifestamente exagerada? Ou, por outro lado, é indiferente e igual a qualquer outra produção que junte duas mulheres nas mesmas poses?

Eventualmente também se pode discutir a mentalidade destas duas mulheres em comparação com a maioria. Estão à frente das outras pessoas? Têm uma mentalidade liberal à qual muitas pessoas ainda não chegaram? Ou passaram um limite que não deveria ser ultrapassado por mãe e filha? Por fim, existe o tema inicial. Estas fotos serão apenas o caminho escolhido para chegar à fama? Daquilo que não tenho dúvidas é de que a polémica é meio caminho para o sucesso.

memórias de um ex-funcionário de um shopping

Comecei a trabalhar desde muito cedo. E fiz de tudo um pouco. Na altura em entrei para a faculdade estava a trabalhar no Almada Fórum, onde fiz parta da equipa de uma loja de desporto e de outras duas de roupa. E guardo várias memórias desta altura do ano, uma das mais loucas dos centros comerciais. E existe tanto para falar...

A primeira memória diz respeito às tradicionais músicas de Natal. Aquelas a que muitas pessoas acham piada enquanto vão às compras. Algo que também não me incomoda. Mas trabalhar num centro comercial oferece uma visão diferente desta realidade. Pelo simples facto de que as músicas começam a tocar muito antes do Natal e estão sempre em loop. Ou seja, um cliente normal ouve algumas músicas. Um funcionário de uma loja ouve as mesmas músicas vezes sem fim. E isto em diversos dias. Um funcionário de shopping sabe cantar todas as músicas de Natal.

Depois são os presentes. Alguns clientes ficam com a ideia de que os funcionários das mais diversas lojas têm resposta a perguntas como: “acha que a minha mulher vai gostar?” [mulher pode ser trocado por qualquer outra pessoa] Os funcionários de loja são “obrigados” a dar resposta em relação a uma pessoa que nunca viram na vida e da qual desconhecem os gostos. Quem só quer vender diz logo “sim”. Quem for mais sincero, aborda a falta de conhecimento em relação aos gostos e tenta recolher o máximo de informação de modo a poder ajudar.

Dia 24. É aquilo a que sempre chamei de “dia dos desesperados”. Isto porque é aquele dia em que se destacam as pessoas que deixaram as compras para o fim e aquelas que não encontram nada do que queriam. Como tal... vale tudo. Estas pessoas compram qualquer coisa. Só não vale sair do shopping de mãos a abanar. Muitas vezes nem se olha a preços. E ouve-se muitas vezes: “se não gostar troca”.

Depois do Natal o desespero dá lugar às trocas e a jovens com os bolsos cheios de dinheiro para gastar. Ou seja, muitas pessoas vão trocar aquilo que receberam. E muitos jovens, que receberam dinheiro dos pais ou dos avós, acabam por ir gastar o dinheiro que receberam. Já não trabalho num centro comercial há muito tempo. Mas aposto que existem coisas que nunca mudam. E aquilo que aqui partilho dificilmente irá mudar com o passar dos anos.

foste tu que pediste?

20.12.16

daquelas fotos que enganam...

Nem tudo parece o que é. E duvido que alguém faça a leitura correcta desta imagem logo à primeira...

para quem vive uma relação à distância

Nunca fui adepto de relações à distância. Mas também confesso que nunca tinha pensado numa aplicação que pudesse ajudar os casais que estão afastados por uma grande distância. E não me estou a referir de algo como o skype. Aquilo de que falo é mesmo o Kissenger, um acessório que é colocado na base do smartphone. Um pequeno objecto que permite que os casais se beijem à distância.

Agora vamos à parte estranha. Os casais só têm de beijar a parte plana deste objecto. Os sensores existentes nessa parte acabam por transmitir a informação para o outro aparelho, activando pontos de pressão que acabam por simular o beijo. Ao que parece a equipa que criou o aparelho quer fazer com que o mesmo seja ainda mais realista.

Felizmente não vivo uma relação à distância. Mas duvido que o Kissinger fosse a solução para encurtar a distância e para tornar a ausência física numa proximidade ilusória. Mas isto sou eu que gosto de novas tecnologias apenas até um determinado limite. E beijar superfícies planas de modo a activar pontos de pressão é algo que vai muito além desse limite.

porque é que as mães dão mais presentes às filhas no natal?

O jornal The Sun decidiu partir em busca dos motivos pelos quais as mães oferecem mais presentes às filhas, quando em comparação com os filhos, no Natal. De acordo com esta publicação as meninas chegam a receber cinco vezes mais presentes do que os meninos. E existem mães que poupam nos presentes deles para ter mais dinheiro para gastar nos presentes delas. E o mesmo se aplica aos pais.

Mas qual o motivo desta discrepância de valores? Uma das mães que dá a cara nesta reportagem assume gastar o dobro com as filhas. E o motivo desta mãe é simples: as filhas querem muito mais coisas do que os filhos. Outra progenitora avança com um motivo diferente. Para esta mãe o mercado apresenta uma menor oferta para os rapazes. Defende que os rapazes ficam eternamente satisfeitos com uma bicicleta, um iPad e uma consola. Ao contrário do que acontece com as meninas.

Outra mãe refere que tenta ser equilibrada. Mas que no momento de embrulhar os presentes percebe facilmente que a filha irá receber muitos mais presentes do que o filho. Explica ainda que a filha é muito mais exigente do que o filho. Uma outra mãe revela que perguntou ao filho aquilo que queria receber. Este olhou para a consola, para os jogos e disse não se lembrar de nada. Já a filha fez uma lista interminável de presentes que desejava. Esta mãe diz sentir culpa mas que é muito mais fácil comprar coisas para as filhas e que estas pedem mais coisas.

Nunca tinha pensado nas coisas nesta perspectiva. E o que é certo é que nenhuma destas mães negou que as filhas recebam mais presentes do que os filhos. Por outro lado, quero acreditar que isto não é uma regra geral. Mas talvez para isto conte a minha educação que nunca teve por base pedir e receber automaticamente. Pois não é assim que as coisas funcionam. Gosto de acreditar que os pais são equilibrados no momento de oferecer presentes aos filhos. O número até poderá ser diferente mas o valor será o mesmo.

Não considero justo que se dê tudo a um porque pede e se ignore o outro porque é mais comedido nas exigências, pois os pais falam das filhas como fazendo exigências para o Natal. Até porque a ausência de pedidos não significa que as crianças não fiquem marcadas pelo tratamento que os pais dão a uma filha e que não aplicam a si. Cria a ideia de preferência, de filho predilecto. E isto marca todas as crianças.

o que se passa com esta foto?


Esta foto tornou-se viral. O que se passa aqui? Alguém nota algo errado?

19.12.16

se ainda cantas isto....

Natal. Músicas e mais músicas. Existem para todos os gostos. Mas, se em algum momento, ainda dás por ti a cantar "a minha agenda, a minha agenda", é porque és de uma boa colheita. E provavelmente foste brindado(a) com um exemplar de algo que quase todas as crianças desejavam receber no Natal.

o futuro para onde nos dirigimos

Hoje um homem foi assassinado em directo na televisão. O embaixador russo na Turquia foi morto a tiro em directo. O vídeo está na internet ao clique de qualquer pessoa, das mais diferentes idades. Algumas pessoas ainda se chocam quando se ouve um "fuck" numa música que passa na rádio. Outras quando num filme alguém diz uma asneira que todas as crianças percebem.

Mas a realidade não é dessas músicas nem desses filmes. A realidade está na dureza das imagens que nos chegam diariamente em todos os serviços noticiosos. Como é o caso do assassinato de hoje. Caminhamos para um futuro em que filmes de guerra vão deixar de ter um limite de idade. Vão passar a ser para todos. E até dobrados para que as crianças percebam os diálogos. Este é o futuro que dita a violência que deixou de ser excepção para ser o prato do dia.

porque a imprensa (mesmo aquela de que as pessoas não gostam) tem limites

Muitas pessoas condenam a falta de limites da imprensa. Principalmente daquela a que gostam de chamar de cor-de-rosa. Se as pessoas estivessem a par das leis e do funcionamento de determinadas situações... estas “condenações” desciam drasticamente. Praticamente deixavam de existir. Mas, mesmo para os mais cépticos, existem exemplos que dão a conhecer os limites que muitas pessoas julgam não existir.

Michael Schumacher está preso a uma cama desde que sofreu um acidente durante umas férias da neve. Desde então que existe muita curiosidade em torno da situação daquele que era um dos poucos atletas para quem as pessoas olham como um fenómeno imortal. Desde então muitas pessoas desejam (e este desejo irá sempre existir) ver uma imagem do piloto no estado actual. Quer seja deitado na cama ou numa cadeira de rodas, informação que chegou a ser veiculada.

E onde é que isto pode ser visto? As pessoas apontam logo para a tal imprensa de que não gostam. Sendo que tenho a certeza que caso esta foto venha a ser publicada acabará por ter reprodução mundial. E ao que parece esta foto existe. Haverá um homem que conseguiu tirar uma fotografia ao piloto deitado na cama, na sua casa. Como qualquer fotógrafo de ocasião, este homem tentou vender a imagem captada.

Ao que parece pede um milhão de euros pela imagem. Um preço alto, podem pensar muitos. Mas um preço que, para muitas pessoas, valia o risco devido às vendas que a mesma ia gerar. E mesmo a futura comercialização da imagem. Mas, lá está, existem limites. E ninguém quis comprar esta foto. O vendedor não teve sorte. Não convenceu ninguém. E existem diversos motivos para isto.

O primeiro, e talvez o mais importante, é que existem limites. E uma fotografia de Michael Schumacher no estado em que está é algo que ultrapassa os limites. E isto é meio caminho andado para que muitas pessoas não queiram comprar a foto. Aqueles que possam desejar comprar a foto percebem que legalmente estão a cometer um erro. Porque, e talvez isto ajude algumas pessoas a compreender as diferenças, é algo que viola a privacidade do piloto. Pois a foto só pode ter sido feita no interior da casa sem qualquer tipo de autorização. E isto impede a publicação da foto.

para elas e para eles (mas cuidado que pode chocar)

Inicialmente partilhei a imagem deles na página de Facebook do blogue. A participação foi enorme, com muitos gostos e partilhas. Acabei por partilhar, já hoje, a mesma brincadeira mas destinada a elas. Ambas estão a ter uma participação muito engraçada. Acho que o sucesso da partilha destas brincadeiras está mesmo na curiosidade que todos tempos em saber qual seria o nosso nome para isto ou para aquilo. Assim sendo, ficam aqui as imagens. Já agora, sou o Tomané Canzanas ou, numa outra realidade, a Verónica Engole Espadas.


aproveitar (ou não) a hora de almoço para compras

Aproveitei este fim-de-semana para fazer as compras de Natal. Estava numa das lojas quando me deparo com uma funcionária de caixa bastante simpática. Uma daquelas jovens conversadoras que faz com que aquele momento passe depressa e seja agradável para o cliente. Conversa para aqui, conversa para ali até que me diz isto:

"Aproveitou a hora de almoço para fazer as compras de Natal?", pergunta.

Neste momento pensei em diversas hipóteses. A primeira foi a eventualidade de me reconhecer pois trabalhei durante algum tempo naquele centro comercial. Rapidamente percebi que não podia ser esta hipótese pois era muito jovem para ter trabalhado no centro comercial ao mesmo tempo do que eu. É nestas altura que percebo como os anos passam. Pois já lá vão treze anos desde que trabalhei em lojas de roupa e de desporto.

Ponderei no que poderia ter motivado aquele comentário. Olhei para a minha mulher que acabou por sorrir para mim. Até que me apercebi da roupa que tinha vestida. Estava a usar uma t-shirt branca que tem, na zona do coração, uma embalagem de comida chinesa. Que tem um nome, como se fosse de um restaurante. Foi aí que percebi que julgou que tinha a minha farda vestida. O que deu ainda mais piada à situação. Pois há algum tempo que não me confundiam com um funcionário de uma qualquer loja.

16.12.16

anel de noivado. quanto mais caro mais forte o sentimento

Já assumi ser o pior noivo do mundo. Estou noivo há vários anos e já pedia a minha mulher em casamento em diversas ocasiões. Por outro lado, já teve direito a dois anéis de noivado. O primeiro foi o tradicional, o mais sério. O segundo é de brincar e vinha de oferta com uma boneca vestida de noiva. Independentemente do valor sei que a minha mulher valorizou ambos. Tanto o de brincar como o primeiro, aquele que usa diariamente.

No que ao noivado diz respeito, o anel deve ser o maior receio dos homens. E digo isto porque entendo que muitas pessoas metem na cabeça que o mesmo deverá custar uma pequena fortuna para que seja um anel de noivado “à séria”! Até existe uma espécie de regra que diz que o anel deve ser equivalente a dois meses de ordenado do noivo, ou algo do género. Algo que não passa de uma brilhante campanha de publicidade que acabou por ser transformada em regra. Primeiro foi um ordenado. Depois passou para dois.

E acho que isto é absurdo! O amor não se mede pelos euros do anel de noivado. Criou-se o mito de que elas só ficam felizes com um anel muito caro. Que depois exibem às amigas que querem saber tudo e mais alguma coisa sobre o mesmo. Sendo que, provavelmente, a maior parte delas acaba a falar mal do anel. E eles acham que não são bons noivos se não gastarem um valor muito acima daquilo que a namorada espera (e muito acima daquilo que ele pode pagar em alguns casos).

Mal das relações que se medem pelos euros. Até porque o momento não fica (ou não deve ficar) marcado pelo valor do anel. O anel é um acessório no meio de tudo aquilo que aquele momento implica para ambos. Recordo que a minha mulher adorou o primeiro anel que lhe dei. Recordo-me de me contar que várias pessoas já lhe perguntaram se é um daqueles anéis de família que vão passando de geração em geração.

Na realidade era um anel novo. Que procurei ao pormenor. E pelo qual me apaixonei assim que o vi. Por perceber que era a cara da minha mulher. E sei que a minha mulher gostou mais deste do que outro que lhe pudesse ter oferecido apenas com base no valor. Para depois estar constantemente a “gabar-me” do que me custou. Não sou assim. Ela não é assim. E não imagino um noivado assim. Por isso é que defendo que isto do valor dos anéis é um mito. Que cresce com base numa brilhante estratégia comercial que faz com que os homens se sintam mal por não gastar uma fortuna num anel e que faz com que elas achem que só são especiais para eles com base no valor do anel que lhe dão.

isto dos mariconços

Faço parte de uma geração para a qual o termo “mariconço” não representava qualquer problema. Ninguém olhava para este termo como ofensivo ou como uma lança apontada à integridade dos homossexuais. Até porque não era. Era apenas uma maneira de brincar com alguém que tanto podia ter medo de fazer algo básico aos olhos dos outros como podia, em determinado momento, ter um tique mais efeminados. E o assunto morria aí. Sem qualquer confusão.

Este termo foi utilizado pelos Gato Fedorento num sketch bastante famoso. E foi recordado recentemente por Ricardo Araújo Pereira que defende que seria impossível de voltar a fazer hoje. O humorista baseia-se num “ambiente cultural” que faz com que a utilização da palavra “mariconço” ganhe uma dimensão fora do comum e manifestamente exagerada.

Há quem critique Ricardo Araújo Pereira por ter manifestado esta opinião. Mas creio que a sua opinião é bastante acertada. Os tempos são outros. E hoje tudo ganha uma dimensão maior do que aquela que determinada pessoa pretende utilizar. E as redes sociais estão cheias de exemplos destes. Aliás, muita da culpa do tal “ambiente cultural” vive nas vastas redes sociais. Onde tudo ganha uma dimensão enorme.

E existem determinados temas que simplesmente deixaram de ter espaço de manobra para um apontamento de humor sem qualquer maldade. Enquanto muitos outros, que deveriam ter limites mais reduzidos, gozam de uma total liberdade de gozo à qual ninguém liga nenhuma. Com a qual ninguém se importa. E que consegue alimentar um vasto número de pessoas para quem vale tudo. Menos dizer mariconço num sketch.

vem aí polémica

Já tinha feito uma referência ao calendário do Advento levado a cabo anualmente pela Love Magazine. De forma resumida, diariamente é partilhado um vídeo onde a protagonista é uma mulher conhecida e no qual não falta sensualidade. Por lá já passaram diversas figuras femininas como é o caso da manequim portuguesa Sara Sampaio. Mas o melhor vídeo não é o do "anjo" português. O troféu para o melhor vídeo (até ao momento) vai para o de Chrissy Teigen, disponibilizado hoje.



Começo por destacar a excelente forma física da modelo que foi mãe num passado não muito distante. Depois, e bem ao estilo de Chrissy Teigen, prevejo que o vido vá ser polémico. Talvez até isso venha a ser mais destacado do que a sensualidade da mulher de John Legend. Digo isto pela sátira que é feita à prática desportiva. Os exercícios são transformados num meio para atingir um fim, que neste caso são coisas como copos de champanhe, batatas fritas e cachorros quentes. Algo que, no entender de muitas pessoas, não combina nem pode ser associado.

amor é...

Chegares a casa às 01h30 depois de um longo dia de trabalho e a tua mulher ter o teu pijama quentinho, dentro da cama. Esta é apenas uma das muitas definições do que é o amor.

publicidade polémica... qual o motivo?


Trata-se de uma publicidade da série Narcos que está exposta em Madrid, Espanha. Qual será o motivo de tanta polémica?

15.12.16

brilhar na passadeira vermelha é fácil





Basta fazer como a Jennifer Lawrence e não complicar.

como animar um jantar de natal de amigos ou colegas

Nesta altura do ano todas as pessoas têm diversos jantares. É com amigos. É da empresa. É com o grupo do futebol. É com o grupo destes e daqueles. Num jantar que tive recentemente testemunhei (e ajudei a protagonizar) algo que promete ser uma animação em todos os jantares. E é algo que envolve um (ou mais) telemóveis.

Basta que alguém saia da mesa, quer seja para fumar ou para outra coisa qualquer, e deixe o telemóvel em cima da mesa. Nos dias que correm nem sempre é fácil que alguém abandone o telemóvel mas ainda acontece. Na ausência da pessoa pega-se no telemóvel e liga-se a máquina fotográfica. É algo que não implica bisbilhotar o telemóvel porque é possível aceder à câmara mesmo com o telemóvel bloqueado.

Depois disto é tirar fotos enquanto a pessoa não está presente. Por exemplo, captar imagens com cada uma das pessoas que está na mesa. Com os funcionários do espaço. Quanto mais divertido e mais absurdo melhor. E quanto mais fotos ainda melhor. Depois é só colocar o telemóvel no mesmo local, na mesma posição, como se nada se tivesse passado. E aguardar pelo momento em que a pessoa vá mexer no telemóvel e se depare com as imagens.

Pela experiência que tive é algo que acaba por ser divertido. É algo de que o(a) dono(a) do telemóvel acabará por gostar e que não dá grande trabalho a eliminar. É também uma memória de determinado momento e de determinadas pessoas que acaba por ficar guardado. E que ainda irá motivar muitas gargalhadas no futuro.

o outro lado do que se passa em alepo



Dá que pensar...

presentes. como agradar a um homem no natal

O texto com mais visualizações de sempre no blogue diz respeito ao Natal. Mais especificamente à melhor maneira de agradar a um homem nesta altura do ano. Ou, dito de outra forma, como escolher um presente para oferecer a um homem. Continuo a achar que é um mito porque os homens são muito mais fáceis de agradar do que as mulheres julgam. Independentemente de defender que é um mito, o tal texto que partilhei acaba sempre por voltar a ter visualizações nesta altura do ano.

Por isso partilho uma versão actualizada do mesmo. Até porque existem presentes que nunca passam de moda mas outros que dependem de determinada época. Independentemente de modas e tendências, mantenho a opinião de que é muito fácil agradar a um homem. Depende, acima de tudo, do conhecimento dessa pessoa. Daquilo de que gosta. E também da disponibilidade de cada pessoa, leia-se, carteira.


Livros
São sempre uma excelente opção. Dinheiro gasto em livros é sempre bem empregue. E oferecer livros é uma óptima opção para quem tem hábitos de leitura. E mesmo para alguém que pretende incutir hábitos de leitura em alguém próximo que já manifestou esse desejo mas que ainda não comprou um livro para dar início à leitura. Existem também livros temáticos que são igualmente uma boa opção e que vão da culinária ao gin, passando por muitos outros temas.

Kit de barbear
A barba está na moda. Hoje em dia é muito comum encontrar homens com a barba grande. A diferença está entre ter a mesma cuidada ou ser apenas um amontoado de pelos totalmente desalinhados. Existem diversos produtos que são fundamentais para ter uma barba cuidada.

Óculos de sol
Óculos de sol nunca são demais. Especialmente quando a qualidade anda de mãos dadas com um preço actrativo. Experimentei a Hawkers e fiquei fã. Aproveitei uma altura em que o site estava em promoção (é bastante frequente) e comprei uns bons óculos por pouco mais de vinte euros (já com portes). Em poucos dias estavam em Portugal.

Netflix/séries de televisão
As séries de televisão e os filmes são algo que tem conquistado cada vez mais pessoas. Oferecer uma temporada de uma série de que ele gosta é sempre uma vitória. Mas existe também a possibilidade de oferecer um cartão Netlix que irá permitir aceder ao serviço durante determinado período de tempo. Não sou fã da oferta de cartões presente mas quando abre a porta a um vasto número de filmes, séries (algumas exclusivas) e espectáculos de humor... tenho de mudar de opinião.

T-shirt básica/roupa/calçado
As t-shirts básicas também nunca são demais. Pode ser um presente básico mas acaba por ser uma excelente opção para quem não é adepto de peças que não sejam discretas. E estas peças nunca estão a mais num guarda-roupas deles. A roupa é um universo muito vasto e quase sempre uma forma de agradar. Há muito por onde escolher. Sapatos, botas, ténis também são para ter em conta. É uma questão de escolha e disponibilidade financeira.

Mochila
As mochilas voltaram em grande. É rara a loja que não tem diversas opções. E são uma excelente opção para homens que vão para o trabalho de transportes ou que recorrem a uma mala durante o dia. As mochilas têm a vantagem de distribuir o peso de igual modo pelas costas, ao contrário das malas à tiracolo.

Moleskine
Deve ser raro o homem que não aprecia uma Moleskine. E tanto pode ser a agenda para o próximo ano como um caderno para quem lhe dá uso. Existem as opções clássicas com apenas uma cor – o preto é um clássico – ou edições diferentes, como é o caso desta, do Joker.

Meias
Há quem não goste de oferecer meias. Mas existem meias e meias. E nos dias que correm existem muitas que são um acessório de moda e que são usadas para combinar com determinado visual. Há muito que os homens deixaram de usar aquelas meias básicas, as tais de que todos fogem no Natal. Existe um novo mundo de meias que é um mar de ofertas para esta altura do ano.

Gin
Uma garrafa de vinho ou de whiskey são um clássico que nunca fica mal. Mas o gin tem conquistado cada vez mais fãs. Hoje em dia é possível encontrar garrafas de marcas muito boas em hipermercados (algumas delas têm ofertas especiais de Natal). A Gin Lovers também disponibiliza diversos kits para os amantes desta bebida.

São nove exemplos. Podiam ser mais. Ou menos. O que é certo é que as opções para agradar a um homem são imensas e estão disponíveis para todos os gostos e preços. E desenganem-se as mulheres que pensam que é uma tarefa quase impossível. Na realidade é muito fácil escolher algo.

dos sabores de infância

Tenho vários sabores aos quais me posso referir como sendo da minha infância. O destaque vai para os cozinhados da minha mãe. Existem diversos pratos que ainda hoje, quando mencionados, associo imediatamente aquilo que a minha mãe fazia. Ao dia em que os fazia. Nesta altura do ano recordo também as azevias de batata doce feitas pelo meu avô. As melhores do mundo e que ninguém conseguirá imitar (ou chegar perto). Este é o sabor do Natal para mim.

Voltando à infância existe um sabor que é dessa altura e que ainda hoje me acompanha. Este tem a curiosidade de não ser cozinhado por ninguém em específico. E refiro-me à mistura do frango assado com salada russa. É algo que ainda hoje adoro. E de que sempre gostei desde pequeno. E que não resisti voltar a fazer ontem.

Gosto de batatas fritas de pacote para acompanhar o frango assado. Também gosto de arroz. Mas ignorar isto e misturar um belo peito de frango assado com uma deliciosa salada russa é um verdadeiro foodgasm. É aquilo que considero a combinação perfeita. Talvez seja das poucas pessoas para quem esta combinação é um casamento perfeito. Quem nunca experimentou não sabe o que perde.

o novo desafio das redes sociais

O Mannequin Challenge já faz parte do passado. A moda agora é outra e dá pelo nome de One Finger Selfie Challenge. Esta nova moda das redes sociais consiste em tirar uma selfie em frente a um espelho, recorrendo a um dedo para tapar as partes do corpo que as redes sociais (parte delas) costumam censurar. Aqui fica um exemplo. Basta aderir à moda.

14.12.16

já sabes o que fazer na passagem de ano?

Há muito que meti na cabeça que não volto a dizer "ainda me surpreendo" com notícias. Por isso não me surpreendi com esta. Que diz respeito à última noite do ano. Existe quem faça planos para estar com família. Ou amigos. Para estar em casa. Ou numa festa. Para ficar perto de casa. Ou em ir para mais longe. E pelos vistos existem pessoas que pensam noutras coisas. Como por exemplo na melhor posição sexual para a última noite do ano.

E foi a pensar nas dúvidas dessas pessoas que foi partilhada uma lista com as melhores posições sexuais para a última noite do ano. Não estou a brincar. Existem mesmo posições sexuais sugeridas para a última noite de sexo de 2016. A saber:

- Carrinho sensual;
- Pernas levantadas;
- Dança sensual;
- De cabeça virada;
- Ajuda amiga.

Agora é a parte em que explico porque é que estas posições são adequadas para a última noite do ano. Mas isso não vai ser possível porque também não encontrei. Existe a tradição da lingerie azul, das passas, de subir para o banco, de pedir desejos e a partir de agora... da posição sexual adequada para a última noite do ano.

mimar os filhos no natal. certo ou errado?

Emma Tapping é mãe de três filhos. E decidiu que vai dar, neste Natal, 96 presentes a cada um dos três filhos. Exagero? “Se me perguntarem se mimo os meus filhos, não digo que não o faça durante o Natal, mas não o costumo fazer durante o ano”, diz. Explica ainda que a reacção dos filhos ao abrir os presentes “compensa” o esforço e o dinheiro gasto nos mesmos.

Esta situação reacende uma discussão tão tradicional como esta quadra. Dar muitos presentes aos filhos é bom ou não? É algo que depende apenas das possibilidades monetárias dos pais ou vai muito além disso? E pais que dão menos presentes gostam menos dos filhos? Tudo isto é discutido nesta época. E como em todos os temas que envolvem pais e filhos, existem muitas respostas possíveis.

Não acho necessário que uma criança receba apenas um presente. Não me choca que os pais decidam isto. Tal como não me choca que recebam mais alguns. Mas sempre de forma moderada e doseada. Isto porque uma criança que recebe dez presentes acaba por não ligar à maioria deles. Provavelmente acaba fixada em apenas um e ignora os outros. Uma criança que receba 96, ainda por cima com mais dois irmãos a receber igualmente 96, nem se irá recordar dos últimos dez, quanto mais dos 96 presentes.

E não fico convencido com a explicação da reacção. Porque a reacção das crianças será sempre (pelo menos na maioria dos casos) apaixonante para os pais. Por outro lado não defendo que pais que dão menos presentes gosta menos dos filhos. Compreendo também que para pais com muito dinheiro se torne complicado saber impor um limite a um desejo dos filhos (ou dos próprios pais).

Neste domínio gosto de pais que são selectivos no momento de oferecer presentes aos filhos. E que escolhem os momentos em que dão os presentes, de modo a que cada um deles seja valorizado de forma especial. Se isto é fácil? Talvez não seja para alguns pais. Se estes pais são melhores do que os outros? Também não creio que seja por aí. São opções. E humildemente acredito que dar 96 presentes não é a melhor opção para a criança.