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31.10.16

os meus planos para esta noite de halloween

Não sou grande entusiasta da noite de Halloween. Gosto de ver alguns disfarces - por exemplo tiro o meu chapéu a Heidi Klum que ano após ano surpreende e passa longas horas a preparar-se para esta noite - mas fico-me por aí. Os meus planos para esta noite passam por um bom filme. Mesmo assim, estão à vontade para aparecer lá em casa para me dar doces que prometo devorar enquanto vejo um filme. Obrigado!

preciso de amigos e de sinceridade

Uma coisa que muito valorizo nos poucos amigos (não confundir com conhecidos, vulgarmente conhecidos como amigos do peito) que tenho é a sinceridade. Nunca abordo um tema, mais ou menos sensível, com um amigo na esperança de que me minta apenas para que me sinta bem. Não valorizo isso. Não gosto disso. Não é para mim.

Aquilo que espero ouvir é sinceridade. Mesmo que seja a última coisa que saiba bem ouvir. Não espero que me minta apenas para me animar quando na verdade aquela mentira não tem outra utilidade que não seja iludir-me. As verdade são para ser ditas. Em especial por aqueles que nos são mais próximos. As famosas “mentiras sem maldade” ficam para os conhecidos ou para raros casos especiais.

A sinceridade é uma das coisas que diferencia um amigo de um conhecido. O amigo é sincero, mesmo sabendo que a pessoa não vai gostar das palavras. Até porque essa sinceridade é quase sempre valorizada no futuro. Em especial por quem não gostou de ouvir determinadas palavras num determinado momento. Tal como a mentira que ilude serve apenas para que o impacto com a realidade seja ainda mais duro no futuro. E nessa altura, os tais amigos que mentiram vão ficar calados porque em determinado momento optaram pela mentira.

As pessoas precisam de amigos. E de sinceridade. E ambas as coisas são cada vez mais raras. Amizade é um termo cada vez mais distante do verdadeiro da realidade. E a sinceridade é um bem precioso tão caro que ninguém o compra. E por isso é que os amigos dão lugar aos conhecidos e a sinceridade é trocada por um chorrilho de mentiras sem maldade.

amarrados que soltam a franga (ou jantares convívio)

Volta e meia todas as pessoas – a partir de determinada idade – recebem aqueles convites onde se pretende, por exemplo, juntar a turma do liceu. Este é apenas um dos muitos motivos para jantares de convívio que reúnem pessoas que podem não estar juntas desde o último dia de aulas. Através das redes sociais encontram-se amigos perdidos, marca-se uma data, junta-se o pessoal restaurante barato e com bebidas à discrição. E depois escolhe-se um bar/discoteca onde a festa continua. Em muitos casos até se escolhe o local onde não se vai desde a noite do baile de finalistas (se ainda estiver aberto).

Estes jantares servem para várias coisas. Sendo que o convívio acaba quase sempre relegado para segundo plano. Existem pessoas que estão presentes pela amizade e saudades dos amigos que a vida acabou por distanciar. E isto deveria ser regra universal. Mas depois existem pessoas que gostam de se gabar de algo. A começar pelas carreiras. Há quem esteja presente para deixar claro que é o aluno que construiu uma melhor carreira.

Há também quem goste de se gabar dos filhos. Em quantidade, beleza e inteligência. Para estas pessoas os filhos são sempre os melhores em qualquer coisa. Existem também mulheres que gostam de ir a estes jantares de convívio para mostrar a boa forma física. Ao estilo de “continuo a ser a boazona que era e eles continuam a olhar todos para mim” e as outras são todas umas “gordas”. Existem homens que vão porque acham que ainda são os engatatões dos anos noventa. “Aposto que saio de lá com a não sei quantas que não tive oportunidade de fazer no liceu”, contam a um amigo noites antes do jantar convívio.

Existem pessoas que mentem, existem pessoas que fazem mil e uma coisas. E acaba por se perder o objectivo principal que passa por reunir amigos de longa data e recordar momentos de outros tempos. Aquilo que se desejava, aquilo que se construiu e por aí fora mas sem competições do melhor disto e daquilo. Dentro de todos estes grupos existe um que se destaca e que acaba por ser dos mais engraçados. E refiro-me aos “amarrados que soltam a franga” naquela noite.

Este grupo é composto por pessoas que já casaram há muito. E que por norma gostam de se gabar de coisas que não são reais. Gostam de brincar dizendo que mandam lá em casa. Que saem várias vezes, que isto e aquilo. Quando na realidade são pessoas para quem a relação implicou (independentemente do motivo) um adeus total à vida de solteiro. Ou seja, estas pessoas não saem com o marido/mulher nem com amigos nem com ninguém. Vivem “amarrados”.

Quando saem, algo que acontece quando alguém se lembra de fazer um jantar convívio (o que é raro), é a loucura. Bebem depressa demais. Ficam bêbados quando os restantes ainda estão a dar início ao prato principal. E a noite é sempre a subir... Quando chegam ao bar/discoteca para dar seguimento à festa já estão de camisa aberta e são os primeiros a subir para cima da coluna para dançar. Dizem tudo e mais alguma coisa. Existe a vantagem de não se recordarem de nada no dia seguinte.

Mas não deixa de ser curioso que é no momento em que as pessoas estão mais divertidas – não é o mesmo do que bêbadas – que o convívio fica melhor. Porque nessa altura as pessoas começam a esquecer os personagens que decidiram levar para o jantar com medo de ficar atrás deste ou daquele com quem competiam nos tempos do liceu. Nessa altura tudo é melhor e mais sincero.

as crianças já foram mais felizes

Neste texto dei conta do meu contentamento pelo desenvolvimento da Margem Sul do rio Tejo, mais especificamente em relação à zona onde cresci e sempre vivi. Dei também destaque ao facto de muitos amigos de longa data estarem associados a esta evolução devido a projectos que têm desenvolvido na minha/sua terra. Acabei ainda por partilhar o texto na minha página de facebook pessoal algo que acabou por gerar uma animada conversa.

Alguns dos meus amigos recordaram o tempo em que éramos adolescentes. Salientaram que nessa altura a oferta, em diversas áreas, era menor mas que éramos crianças mais felizes do que as de hoje em dia. E basearam a opinião em diversas coisas que fazíamos e que muitas crianças/adolescentes não fazem nos dias que correm. Algo a que dou razão.

Mesmo tendo em conta que os centros comerciais eram em menor número, que as redes sociais eram quase inexistentes e que nem todas as pessoas tinham computadores, consolas e telemóveis, fazíamos coisas tão simples como nos juntar na rua a conversar. Algo que os adolescentes de hoje pouco (ou nada) fazem quando são retirados do ambiente escolar onde estão junto dos colegas. Era comum combinar uma hora para estar em determinado sítio a conversar. Não o fazíamos num grupo de whatsapp. Era mesmo na rua.

Também podíamos jogar às cartas ou fazer outra coisa qualquer. Mas estávamos juntos. Era também raro o dia em que não combinava um jogo de futebol com amigos. Sempre que tínhamos tempo livre – porque muitos de nós eram atletas federados – lá estávamos num capo a jogar futebol. Também jogava futebol na minha rua, com bancos de jardim a fazer de balizas, basebol com as árvores a fazer de base e muitas outras coisas. E estes são apenas alguns exemplos.

Quando a idade se aproximou mais da idade adulta e quando as saídas à noite passaram a ser mais frequentes, o convívio manteve-se. Até porque, no meu caso, o meu grupo de amigos estava junto numa equipa de futsal que ia entrando em diversos torneios, algo que fazia com que estivéssemos juntos com frequência. E neste sentido tenho de dar razão aos meus amigos. Porque é verdade que éramos crianças mais felizes. Improvisávamos para estarmos juntos. Hoje existem desculpas para evitar a proximidade física, preferindo uma rede social ou uma consola. E na adolescência também éramos mais felizes do que os jovens de agora.

Como referi no primeiro texto, congratulo-me com o desenvolvimento da zona onde vivo. A todos os níveis. E defendo que este desenvolvimento e maior oferta não tem culpa no maior afastamento entre os adolescentes. Porque podem, como era o nosso caso, fazer actividades físicas junto dos amigos. Podem combinar jantares com os amigos com uma maior facilidade. Têm uma maior oferta cultural, da qual podem tirar proveito com os amigos. É tudo muito mais fácil do que no meu tempo de adolescente. Existem é muitas tentações virtuais que acabam por ser a preferência de muitos jovens e também o alívio de muitos pais que preferem ter os filhos em casa do que na rua com os amigos.

28.10.16

estás confortável com o teu corpo e nudez?

No dia 13 de Outubro partilhei no blogue um questionário com algumas questões em torno da nudez. As mesmas tiveram por base um artigo/estudo que tinha encontrado. Nesse era referido que boa parte das pessoas não se sente confortável com o seu corpo nem com a nudez. Era também mencionado que uma das formas encontradas para a aceitação do próprio corpo passava pela nudez junto de amigos. Nesse sentido quis saber qual a opinião das pessoas que passam por aqui em diversos cenários associados à nudez. Chegou a hora de apresentar os resultados:








A maioria das pessoas que passa pelo blogue (64,9%) gosta do seu corpo. E ainda bem que assim é. Por sua vez, 62,3% gostam de se ver sem roupa. 63,2% corresponde à percentagem de pessoas que não deixavam que os amigos as vissem sem roupa. Apenas 36,8% das pessoas não se incomodam em estar sem roupa perto de amigos, algo que é visto como benéfico no processo de aceitação do próprio corpo.

A balança está equilibrada quando o tema é a nudez em ambientes como o de um ginásio. 54,4% das pessoas assumem que não gostam de ser vistas sem roupa. 45,6% dizem que se sentem confortáveis com a nudez em espaços como um ginásio. 53,1% das pessoas temem o momento em que se despem pela primeira vez junto da pessoa com quem mantêm uma relação amorosa. 46,9% não temem esse momento.

Na hora das relações sexuais 55,3% assumem ser indiferente se a luz do quarto fica acesa ou se o espaço está às escuras. 28,9% gostam de ter a luz acesa e 15,8% prefere ter a luz apagada. Por fim, 50,9% diz não prestar muita atenção ao corpo quando vê alguém sem roupa. 45,6% das pessoas reparam em tudo: qualidades e defeitos enquanto 3,5% revelam que os defeitos saltam logo à vista.

conselhos e avisos da treta (versão pai e mãe)

Ao longo da vida, especialmente durante a adolescência, os pais têm por hábito partilhar diversos ensinamentos com os filhos. Por sua vez, os filhos nem sempre têm disponibilidade para ouvir os pais. Consideram que é tudo uma treta. Que não passam de clichés. Aqueles conselhos para a vida não são mais do que frases feitas que soam bem. Esta é a ideia que muitos adolescentes têm.

Até que crescem. Até que entram na idade adulta. Alguns deles chegam a esta fase, e vou alargar um pouco a adolescência, mais ou menos até ao final de um curso universitário, com uma percepção diferentes das palavras dos pais. Outros, na sua maioria, percebem neste momento das suas vidas que aquelas palavras nunca foram clichés. Que nunca foram frases feitas. São muito mais do que isso.

Os pais não são donos e senhores da verdade. Mas têm uma capacidade única de saber o que dizer aos filhos. Parece que sabem que determinada frase, determinado conselho, irá bater certo ao longo da vida. Muitas vezes até conseguem transformar uma (aparentemente) frase feita num fato feito à medida. Tudo encaixa na perfeição. E quando isso acontece os filhos dão por si a pensar: “e não é que os meus pais tinham razão quando disseram aquelas palavras”.

Não sei se passam por aqui muitos adolescentes. Caso passem fica o conselho. Nunca ignorem as palavras dos vossos pais. Nunca digam que não têm tempo para ouvir algo. Porque essas palavras podem (e quase de certeza que será assim) vir a ser muito úteis no futuro. Vão dar foco a diversas situações. E vão poupar dores de cabeça desnecessárias. As palavras dos pais são dos melhores ensinamentos que se podem receber. Mesmo que soem a um qualquer cliché.

os arruaceiros do norte

Tem dado que falar o boicote levado a cabo por doze clubes do campeonato distrital do Porto que recusam ir ao campo do Canelas 2010 que é conhecido por ser o clube onde jogam diversos membros dos Super Dragões, a principal claque do Futebol Clube do Porto, como é o caso de Fernando Madureira, conhecido como macaco. Existem diversos vídeos, que há muito que circulam pela internet, que mostram agressões que não são punidas pelos árbitros.

Isto só tem sido notícia porque os atletas do Canelas 2010 estão associados ao Porto. E porque são vistos como arruaceiros. E as imagens não deixam margem para dúvidas. Podem sempre dizer que são lances ocasionais mas o número de lances mostram que se trata de uma prática corrente naqueles jogos. E também é notícia pelo boicote dos outros clubes. E acho que o importante é mesmo este boicote. Porque esta realidade é comum de Norte a Sul do País.

Tive a oportunidade de jogar em campeonatos distritais. E há uma regra que é quase de ouro: os árbitros protegem a equipa da casa. Ou a visitante caso seja vista como uma equipa problemática. E o medo dos forasteiros está ligado às visitas que os árbitros vão ter que fazer a esses campos. Os árbitros ganham pouco dinheiro nestes jogos. E os agentes da polícia presentes são, se as coisas não mudaram, dois. O que faz com que a segurança seja quase nula.

Costuma jogar num campo que obrigava a uma grande distância entre o balneário e o campo. Eram umas escadas enormes onde diversos árbitros já tinham sido agredidos. Naquele campo o árbitro estava sempre inclinado para a equipa da casa. Era notório o medo que sentiam. Também joguei num campo onde o árbitro já tinha ficado com o carro danificado. Mais uma vez, tinha medo dos da casa. E podia dar outros exemplos de árbitros que foram ameaçados. E que ficam com medo. Tal como cheguei a dizer a diversos árbitros que não precisavam de ter medo dos outros porque estavam na nossa “casa”, no nosso campo. Mas de nada servia.

E posso dar mais exemplos. Joguei com um homem que nos jogos no nosso campo pedia para que a equipa fosse dura durante os primeiros quinze minutos. Pedia para que se abusasse da falta (não pedia maldade) pois entendia que durante aquele tempo o árbitro não dava cartões e isso servia para intimidar a equipa adversária. E não estava longe da verdade. Aliás, estava muito certo. Acontece que muitas vezes o medo do árbitro estende-se a jogadores, treinadores e dirigentes de alguns clubes. Que também têm medo de agressões.

Por tudo isto, e porque vivi invasões de campo e agressões, sou a favor deste boicote. E da mediatização do assunto. Pode ser que se perceba que existem muitas coisas erradas no futebol amador. E isto existe com homens feitos tal como se verifica nas camadas jovens, a partir de determinadas idades. A solução passará pela segurança dos árbitros para que possam efectuar o seu trabalho sem medo de represálias.

anti-selfie

27.10.16

o mundo é uma ervilha

Nunca duvidei de que o mundo é muito pequeno. E tive a certeza disso no dia em que fui almoçar a um restaurante noutro país e fiquei sentado ao lado de uma pessoa que conhecia. Hoje estava num trabalho quando ouço um nome que algumas pessoas me chamam mas que naquele trabalho específico não esperava ouvir.

Levanto a cabeça e deparo-me com um amigo de longa data com quem joguei futebol durante diversos anos. Conversa de amigos até que pergunto o que está ali a fazer. Curiosamente ia encontrar-se com a mesma pessoa que era alvo do meu trabalho. E o motivo da sua presença também era profissional pois tem um negócio com a mulher que está a crescer a olhos vistos.

Foi uma daquelas coincidências da vida que me agradam. Em primeiro lugar por ser uma pessoa de quem gosto muito e por estar num negócio, depois de alguns anos a viver longe de Portugal, que está a crescer muito. E também achei piada ao facto de ir encontrar uma pessoa chegada num local e num cenário inesperado. Esta é mais uma prova de que o mundo é mesmo uma ervilha.

para os momentos em que acham que o mundo vai desabar

you shouldn't stare #1



Este vídeo contém uma das boas cenas de Spectre, o último filme da fantástica saga do agente secreto mais famoso do mundo. É uma daquelas falas clássicas de James Bond, que tem sempre algo a dizer. Especialmente quando o tema são mulheres.

Madeleine - "You shouldn't stare."
James Bond - "You shouldn't look like that."

Este momento é óptimo para dar início a um espaço dedicado aos momentos em que se torna impossível não olhar, tal como defende James Bond. E para dar início a este espaço nada melhor do que a própria Léa Seydoux, a bond girl que protagoniza este momento. A atriz francesa sonhava ser cantora lírica mas com apenas 31 anos pode dizer que já entrou para a história do cinema com um feito inédito no Festival de Cannes.

Léa Seydoux é uma daquelas mulheres que quanto mais se observa mais bonita e interessante fica. Confesso que não fiquei especialmente feliz quando soube que seria a bond girl de Spectre. A verdade é que a sua prestação está muito bem conseguida e quando mais vejo o filme mais a acho interessante e com uma beleza cativante.

26.10.16

barriguita do meu coração

Faz hoje nove anos que nasceste. E o destaque vai todo para ti. És o mais perto que tenho de um filho. E sinto-te como sendo minha filha. Amo-te muito e falta-me o ar a cada momento que sinto que algo pode não estar bem contigo. Adoro as nossas brincadeiras, rio-me com as tuas saídas de menina crescida e sabichona e até consigo achar piada a algumas birras.

Aprecio momentos em que vamos passear, como aconteceu recentemente, e em que até dás opinião sobre os meus sapatos ou a minha barba. És parte de mim, és um amor que não consigo explicar em palavras. Não vejo a hora de estar contigo, de te abraçar, de te dar os parabéns e de te dizer o quanto gosto de ti.

Faz hoje nove anos que o mundo ficou melhor e mais bonito. Faz hoje nove anos que estava sentado num banco de hospital à espera de te ver pela primeira vez. Amo-te muito Barriguita. Que o teu dia seja tão feliz como mereces e como me fazes ser. Beijos do tamanho do mundo do tio mais babado que já existiu.

a margem sul está a vestir-se

Tenho 35 anos. Vividos na Margem Sul do rio Tejo. Faço parte de uma geração que cresceu sem grande oferta. Ou pelo menos tão visível. E aqui não incluo o desporto. Pois sempre existiu muita oferta neste sentido e em diversas modalidades. Tanto que pratiquei ténis de mesa, atletismo e futebol (em diversos clubes) sem ter a necessidade de me afastar muito.

Mas quando a minha adolescência se aproximou do final as coisas mudaram. Por exemplo, para sair à noite era complicado encontrar um bom bar, quanto mais uma discoteca. Para jantar existiam alguns restaurantes onde se juntava os amigos e onde todos pagavam pouco e podiam escolher entre bacalhau à brás e carne de porco à alentejana. Como tal a minha geração habituou-se a afastar-se da Margem Sul para fazer coisas que vão do corte de cabelo à saída à noite, passando por um bom espaço para jantar.

Felizmente isto mudou. E é uma obra que está constantemente a actualizar-se. Hoje, apenas para dar um exemplo, posso cortar o cabelo no Fear the Beard que tem um conjunto de profissionais do melhor que este País tem para oferecer. Posso comer pizzas extraordinárias à Máfia das Pizzas, entre muitas outras opções que aqui podia avançar e que cobrem todas as áreas, como é o caso do Pitéu Do Alentejo, mais uma excelente opção para um almoço ou jantar.

Hoje em dia agrada-me estar a chegar a casa e deparar-me com a marginal cheia de pessoas que estão a correr, a fazer caminhadas e a passear com familiares, amigos ou animais. Isto porque sou do tempo em que tinha de correr em terra batida na berma da estrada porque a marginal não era o que é. E este é apenas mais um exemplo da evolução que a Margem Sul tem tido.

Como referi, trata-se de uma obra permanente. E está a chegar mais um projecto. Trata-se da Mundet Factory que irá dinamizar ainda mais o espaço e dar vida a um edifício emblemático e marcante da história do Seixal. A Margem Sul está a vestir-se e agrada-me e enche-me de orgulho que muitos dos obreiros desta nova vida sejam amigos.

Longe vão os tempos em que era necessário ir a Lisboa fazer isto ou aquilo. Agora são eles, os da outra margem, que atravessam a ponte para vir conhecer aquilo de melhor que temos para oferecer. E ficam fascinados com a qualidade da oferta e com o preço atractivo em comparação aquele com têm de desembolsar em Lisboa apenas porque estão na Capital. O futuro promete!

25.10.16

(in)definição que mata

Poucas coisas conseguem roubar mais anos de vida a uma pessoa do que a indefinição. Poucas coisas conseguem ser mais desgastantes para uma pessoa do que a indefinição. Especialmente quanto a indefinição está associada a uma definição que apenas ainda não é conhecida como seria suposto e expectável.

É mais ou menos como estarem quatro pessoas juntas. Três com relacionamentos estáveis. E a outra pessoa dizer: “Daqui a um mês um de vocês irá ficar solteiro. Eu sei quem é mas não vou digo. Têm de esperar pelo dia em que tudo acaba”. A definição de uma pessoa é a indefinição de outras três. Que vão passar um mês a pensar coisas como: “serei eu?”, “o que fiz de errado?” ou “o que me vão fazer?”, além de tentar encontrar mil motivos para a relação poder acabar.

Ao longo deste mês os amigos destas três pessoas vão dizer coisa como “não penses nisso”, “não te preocupes” ou “tu não és de certeza”. Mas na realidade nenhuma daquelas três pessoas consegue abstrair-se da ideia de uma realidade poder (ou não) mudar na sua vida. É certo que irá dizer coisas como “não penso nisso” ou “se for eu logo vejo” mas na verdade deita-se a pensar no assunto. Acorda a pensar no assunto. E acaba, sempre que a mente está desocupada, a pensar no tema.

Agora é pegar neste exemplo hipotético e associar o mesmo a uma realidade. Pois existem casos destes que não são meras hipóteses. São uma realidade bem definida para alguns e indefinida para muitos outros. É a tal indefinição que mata. Que rouba anos de vida. Que cansa a mente. Que cansa o corpo. Que dá dores de cabeça. E que impede que exista tranquilidade.

prá menina e pró menino

Este é um daqueles posts que podem ser incluídos na categoria 2 em 1. Mais ou menos como o champô e amaciador. Só que é prá menina e pró menino. E por uma questão de educação começo pelas meninas. E para algo completamente diferente.

Se existem concursos para escolher tudo e mais alguma coisa porque motivo é que não devemos eleger a mulher com as mamas mais bonitas? No Japão elege-se anualmente a mulher que tem as mamas mais bonitas e aquela que pode ostentar esse título, para inveja das colegas. Diz que o evento serve para destacar a beleza das mamas de um ponto de vista feminino. Mas não deixa de ser curioso que entre os jurados estejam dois homens e três mulheres.



Agora é pró menino. Se bem que as coisas podem ser invertidas. É à vontade do freguês. O primeiro vídeo pode ser pró menino e este prá menina. Ao que parece Franco Noriega é muito popular por estes dias. Quem? Um homem que é conhecido como Naked Chef, um homem que cozinha praticamente nu. Ao que parece é considerado o chef mais sexy do mundo e diz que as mulheres estão bastante agradadas com aquilo que vislumbram nos seus vídeos. Desejo mais sorte a este chef do que à mulher que teve a mesma ideia, que também foi notícia pelo mundo e que desapareceu passado pouco tempo.

pimp my baby (porque o meu filho é mais vistoso do que o teu)

Longe vão os tempos em que cuidar do bebé representava uma tarefa simples. Simples no sentido de que pouco havia para inventar. Mudar fralda, vestir um "trapinho" que vai durar pouco tempo porque a criança cresce a uma velocidade alucinante e pouco mais. E mesmo na altura de escolher acessórios também não dava para inventar muito. Haverá quem mantenha esta simplicidade. Mais uma vez, simplicidade refere-se a não querer gastar muito dinheiro com peças de roupa e/ou acessórios que vão durar pouco tempo. Estes são os pais que considero práticos.

Mas existem outros pais. Que parecem não estar a vestir um bebé mas a adornar um bólide que tem por objectivo atrair as atenções de todas as pessoas que se vão cruzar com o carro na rua. São pais que mais do que qualidade ou algo do género, olham a preços. Se é caro é para o bebé. Até porque o amor mede-se em euros e em coisas muito caras, algo que pode ser uma filosofia de vida para algumas pessoas. E é a pensar nesses pais (ou naquelas pessoas que não sabem o que fazer ao dinheiro) que foram criados artigos como aqueles que vou partilhar neste post.

Chucha (16000 euros)

Carrinho de bebé (4000 euros)

Biberão (250 euros)

Carrinho de bebé de (2700 euros)

Bacio portátil (1000 euros)

Berço (7000 euros)

Berço (48000 euros)

Baby Carrier (413 euros)

Cadeira (11000 euros)

nesta casa de taberneiros bebe-se vinho e joga-se à sueca

Apesar de ir muitas vezes a Setúbal, descobri a Taberna do Largo enquanto navegava pela internet. As imagens bastaram para que ligasse a reservar uma mesa. Até porque há muito que aprendi que não serve de nada ler os comentários sobre os restaurantes. Os mesmos podem ser “encomendados” ou podem ter segundas intenções. Por isso tenho como lema experimentar. E costumo dizer que o pior que pode acontecer é não voltar ao local.

Quando liguei para a Taberna do Largo fiquei conquistado pela simpatia de quem atendeu o telefone e com a facilidade com que tudo foi tratado. Isto pode soar a banal mas existem espaços onde reservar um jantar nem sempre é fácil. São políticas das diferentes casas que respeito. Ainda valorizo mais o tratamento da Taberna quando chego ao espaço e percebo que é pequeno. Entrar neste espaço conquista as olhos. É uma taberna decorada a gosto. Como diz um dos seus lemas, “é a taberna que quer ser taberna”. Outro, a que acho especial piada, refere que “nesta casa de taberneiros bebe-se vinho, joga-se à sueca e torce-se pelo Vitória”. Gosto do balcão típico de uma antiga taberna, da mesa de matraquilhos pendurada na parede, das mesas com tampos em mármore e, entre outras coisas, das cadeiras diferentes, tal como os pratos e das diferentes portas que forram uma parede.

Na mesa conta-se sempre com uma deliciosa manteiga, pão, broa, azeitonas e tremoços temperados a preceito. Sendo fã de tremoços, é mais uma forma de me conquistar. Quanto ao menu, destaco os petiscos. As escolhas são muitas e tudo o que provei até agora é de qualidade e bem confeccionado. Dou especial destaque ao camarão e aos ovos com farinheira. Estes não podem faltar na mesa. Isto acompanhado pelo vinho tinto da casa, de beber e chorar por mais. Por fim, a mousse solta o guloso que existe em casa pessoa. Gosto ainda de pequenos detalhes que casam muito bem. O aspecto é de uma taberna onde o antigo e o novo se misturam na perfeição. Aprecio a forma como coisas antigas se unem, por exemplo, a copos de vinho modernos.

A decoração do espaço (um dos melhores exemplos de aquilo que faz falta é bom gosto e não rios de dinheiro para gastar em decoração), a simpatia da equipa e, claro, a qualidade da comida chegavam para que partilhasse o espaço. Mas existem factores que não posso ignorar. Nas vezes que lá fui fiquei agradavelmente surpreendido na hora de receber a conta. Achei sempre barato. Dei por mim a consultar a conta e a tentar perceber o que estava em falta quando na realidade estava tudo bem.

Destaco isto por considerar que é um exemplo de boa gestão e construção de uma casa. As doses (bem servidas) podiam ser mais caras? Podiam! Provavelmente as pessoas comiam menos coisas, gastavam menos dinheiro e visitavam o espaço menos vezes. Outra coisa que muitas casas fazem é aumentar o preço e reduzir a qualidade, algo que não é o caso. E por isso é que sempre que vou a este espaço encontro o mesmo cheio. E com as mesas sempre a rodar entre clientes. Por isso é que enalteço o trabalho desta equipa e deste projecto que é um dos espaços onde mais gostei de entrar nos últimos tempos. Quem gosta de petiscos tem aqui uma excelente opção onde a qualidade e simpatia não implicam pagar uma fortuna.

vida sexual quase aos noventa anos

Dois homens, já com uma certa idade, conversam ao meu lado. A determinado momento estão a adivinhar qual será o menos novo. "Sou eu", diz um. "Não! Sou eu", defende o outro. Até que um diz que tem quase noventa anos, sendo que o outro andava pelos setenta. O mais novo ficou bastante surpreendido com a idade do outro. E era caso para isso.

Tratava-se de um homem cheio de genica. Não só nas palavras como na atitude e com um aspecto físico que faz com que dez em cada dez pessoas falhem na sua idade. É impossível dar aquela idade aquele homem. Mas creio que não estivesse a mentir pois não tinha qualquer necessidade disso. Era simplesmente um homem em "boa forma". "O senhor está muito bem para a idade", diz o mais novo.

"Epá! Não me diga isso", reage o homem mais velho. "Eu até costumo brincar com isto", acrescenta. "Num destes dias uma senhora disse-me o mesmo. Disse-me que estava muito bem para a minha idade", referiu. "Disse-lhe que se notava que não dormia comigo. É que se assim fosse não dizia isso", disse, cheio de genica. O outro riu. Tal como as pessoas que ouviram aquele momento.

Brincadeiras à parte, agrada-me ver pessoas mais velhas cheias de genica. Quer seja nas palavras mas sobretudo fisicamente. Gostava que todas as pessoas fossem assim. E pessoas destas são um exemplo para muitas pessoas mais novas que conseguem ser mais "velhas" do que homens como este.

24.10.16

sensualidade feminina em 2016

Aquele momento em que percebes que a sensualidade feminina, em 2016, passa apenas por fotos em redes sociais com pouca roupa e por vídeos, partilhados nas mesmas plataformas, onde se dá destaque somente ao rabo que se abana ao ritmo de uma qualquer música de fundo. É esta a imagem de sensualidade feminina no presente. Parece ser isto que as pessoas procuram e gostam. É isto que alimenta pessoas mundo fora. E é isto que é visto como "sensualidade feminina".

a solução que as pessoas feias procuram

O mundo das relações amorosas, ou da incessante busca do amor perfeito, é um dos melhores negócios do mundo. Tudo vale para fazer dinheiro. E a promessa é sempre a mesma: a facilidade de alguém encontrar o príncipe (ou princesa) encantado que teima em esconder-se de alguém que tanto o procura.

Mas não basta encontrar o príncipe encantado. Existem requisitos. Tem de ter determinada altura, uma cor de olhos específica, um corpo atlético, ausência de vícios, gosto pela cultura, inteligência q.b., emprego fixo, objectivos de vida bem definidos e talvez o desejo de ter filhos. Estes são apenas alguns exemplos de características que diversos sites casam no momento em que alguém recorre ao mesmo para encontrar o amor.

Depois existem sites para tudo e mais alguma coisa. Para quem procura amor. Ou para quem procura sexo. Ou para quem procura amor e sexo. E mesmo para quem está farto da relação que tem em casa mas da qual não se quer ver livre e como tal procura alguém para uma traição. Acho que é impossível pensar numa característica associada ao amor que não exista num site destes. Está tudo disponível à distância de um clique.

Nesta área a novidade é... um site de encontros que só aceita pessoas feias. The Ugly Bug Ball é o nome escolhido para esta plataforma nascida no Reino Unido. Este diste dá destaque à falta de qualidades dos solteiros. Explicam que mais de metade dos solteiros do Reino Unido não são privilegiados do ponto de vista estético e que só precisam de encarar a realidade. Ou seja, é só mentalizarem-se que são feios e que estão destinados a estar com alguém igualmente feio.

Mas existe o lado bonito deste site. Os criadores do mesmo defendem que as pessoas feias são mais simpáticas e mais esforçadas na cama. Mas o destaque maior vai para a fidelidade. Garantem que as pessoas feias são mais fiéis. Ao contrários das pessoas bonitas. Isto parece uma piada mas é na realidade um negócio. Uma solução para que todas as pessoas feias encontrem alguém que promete colocar um ponto final na solidão.

Mas existe algo que fica por explicar. Quem define que uma pessoa é feia? Quais os critérios que fazem com que uma pessoa seja feia? Quais os pré-requisitos para poder aceder ao site ou não ser expulso do mesmo? É algo que não está esclarecido. De resto vende-se a ilusão de que todas as pessoas, desde que sejam feias, vão encontrar a sua alma gémea no universo dos feios. E com a certeza de que o sexo vai ser esforçado, de que vai existir sempre simpatia e que a traição será uma palavra banida do dicionário. Só não podem é sonhar com pessoas que considerem bonitas. Essas fazem parte de outros sites onde feio não entra.

há birras e birras. esta teve piada

Os mais novos são especialistas em birras. As crianças são rainhas quando o tema são birras. E se algumas conseguem ser muito irritantes, tanto para os pais como para as pessoas que estão perto da criança, outras conseguem ter alguma piada. Até podem não ter para os pais mas acabam por fazer rir quem assiste. E foi uma destas a que assisti.

Quando estava a sair, acompanhado pela minha sobrinha, de uma loja cruzei-me com uma jovem mãe que tinha o filho ao colo. Tendo em conta a birra, acredito que tivessem acabado de sair do cabeleireiro de homens que fica perto da loja de onde eu estava a sair. O menino tinha o cabelo rapado. E chorava e berrava. "Quero o meu cabelo", gritava agarrado à cabeça. "Quero o meu cabelo", continuava a gritar enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto.

Tendo em conta a proximidade ao cabeleireiro e tendo em conta as palavras do pequeno, acredito que tivesse acabado de cortar o cabelo. Para todos os efeitos era uma birra como tantas outras. Mas acabou por ter a sua piada, tendo em conta o dramatismo que o pequeno deu à situação. Espero que por esta altura já esteja mais habituado à falta de cabelo que até considero bastante prática para um rapaz pequeno.

23.10.16

porque não é (só) agora que se "inventa com cada coisa"

Já quase todas as pessoas disseram algo como "agora inventa-se com cada coisa" sempre que se vê uma qualquer novidade numa determinada área. Como por exemplo acontece com a moda. Muitas pessoas ficam espantadas com certas criações. Pois bem... vamos viajar até à moda masculina de 1970. E depois fica a questão: quanto tempo para tudo isto voltar?










Fotos tiradas do site BoredPanda

22.10.16

não é o melhor mas tem este momento

Jack Reacher está longe de ser o melhor filme de Tom Cruise, actor que já protagonizou diversos filmes que ficaram para a história de Hollywood. Este facto, e numa altura que está a chegar a sequela do filme, não significa que seja um mau filme. É um filme que se vê muito bem e que vale a pena. Não sendo o melhor filme de sempre tem uma cena que é maravilhosa da primeira à última fala. Refiro-me a esta que aqui partilho. Simplesmente fantástica.

21.10.16

quem ousa trair uma celebridade bem sexy

Quando alguma celebridade é notícia por algo ligado à vida sentimental as reacções são quase sempre as mesmas. Refiro-me a notícias como a traição do agora ex-namorado de Jennifer Lopez ou as informações sobre o final do casamento de Angelina Jolie e Brad Pitt ou mesmo de Johnny Depp e Amber Heard. E tem piada porque as reacções são quase sempre as mesmas. Ou do mesmo género.

"Como é que fulano foi capaz de trair um mulherão como a Jennifer Lopez" ou "como é que a Angelina Jolie deixa um homem daqueles" são apenas dois exemplos de coisas que a maior parte das pessoas dizem. O que leva a crer que as pessoas valorizam bastante o aspecto físico, apesar de não o conhecerem na sua realidade. Valorizam uma beleza que praticamente só conhecem numa fase pós produção. Além disso colocam aquelas pessoas num patamar onde o comum dos mortais não entra.

Para estas pessoas as celebridades são perfeitas. É tudo em bom. Não existe um único defeito que possa ser apontado. Não há mau feitio. Não são pessoas maldosas. Não ofendem ninguém. Não são uns trastes. Não são intragáveis. São apenas um mar de virtudes que encanta todas as pessoas que as rodeiam. É a perfeição em pessoa. Só de olhar dá vontade de suspirar. E esta imagem é algo que tem a sua piada.

As pessoas criam uma imagem com base num filme ou em vários. Aquilo que imaginam é com base numa ficção. E não se conseguem recordar de que, no final do dia, independentemente dos milhões na conta, das roupas caras, das casa de luxo e dos carros potentes, estas pessoas acabam por ser iguais ao nosso vizinho que é um barulhento do caraças e de que ninguém no prédio gosta. São pessoas com defeitos, com qualidades e em alguns casos com vidas vazias e solitárias. Muito piores do que as de muitas pessoas que não têm metade dos ingredientes daquele glamour que se espalha pelo mundo.

Depois existe o oposto. Que é o momento em que as pessoas se cruzam com uma celebridade que idolatram. E que por acaso (ou não) naquele dia não está com boa disposição. Ou que simplesmente não teve tempo para atender aos pedidos do fã. Nessa altura, a pessoa que era um mar de qualidades passa a ser um oceano de defeitos. Nesta altura é tudo mau. Até a beleza se vai embora. Já nada presta. E mais uma vez, estas pessoas continuam a ser iguais ao vizinho de quem ninguém gosta mas que até tem algumas qualidades.

e se pedro dias for inocente?

“E se Pedro Dias, o famoso fugitivo de Aguiar da Beira for inocente?”, perguntou um amigo. Respondi que não acredito na inocência. Mesmo tendo em conta as contradições avançadas pelos agentes de autoridade para determinados momentos desta história, digna de um filme, que se arrasta há muito tempo. “Imagina que tem receio de ser apanhado porque sabe que o matam logo”, acrescentou outro amigo.

Mais uma vez referi que não acredito em tal possibilidade. Não acredito que esta história contenha uma teoria da conspiração tão grande que transforme Pedro Dias numa vítima inocente de tudo aquilo que aconteceu nos últimos dias. E não acredito pelo próprio comportamento do fugitivo que, segundo consta – e agora é tudo suposições – nem teria necessidade de andar em roubos deste género.

Caso fosse inocente já se teria entregue às autoridades. Acredito nisto. E foi o que expliquei aos meus amigos. “Mas imagina que o matam assim que aparecer”, disseram. Referi que caso existisse esse receio tinha outra hipótese que não passava por entregar-se às autoridades. Entrava em contacto com um meio de comunicação social. Uma televisão ou um jornal. E defendia-se, explicando que tudo não passa de uma cabala e que fulano e sicrano estão a querer incriminá-lo por algo que não fez. Dava provas para que a sua versão fosse investigada.

No meu modo de pensar são estas as duas opções para um cidadão inocente que é procurado por diversos crimes. Nada disto aconteceu. Não se entregou, continua a fugir e não existe nenhuma prova que dê a entender que Pedro Dias é vítima, que é inocente e que não tem culpa nenhuma em tudo aquilo que aconteceu. Pessoalmente, e isto vale o que vale, acredito que algo correu mal durante o roubo e perdeu a cabeça. Agora é um homem “desesperado” que tudo fará para não ser apanhado.

voltei a ser adolescente

Os Blink 182 são uma das minhas bandas preferidas dos meus tempos de adolescente. Falar desta banda, nascida na Califórnia, EUA, em 1992, é falar de What's My Age Again?, uma música que é um dos maiores sucessos do grupo e cujo vídeo deu que falar devido ao facto de os membros da banda aparecerem nus a correr durante o vídeo.



Em 2016 surge She's Out Of Her Mind em que os Blink 182 recriam o famoso vídeo. Uma das diferenças, além da música, é que são mulheres que correm nuas. Obrigado à banda por esta boa malha e pela viagem ao passado. E agora que voltei a ser adolescente vou ali ouvir First Date e muitas outras músicas desta banda que marcou a minha adolescência. Até já.

20.10.16

cancro. todos sabem tudo, mesmo não sabendo nada

Hoje, como é hábito às quintas-feiras, fui à papelaria do costume antes da hora do almoço. Entrei e o dono estava ao telemóvel. Já lá estava outra pessoa. Passámos a ser dois. Passado um pouco chegou mais um homem. E ainda mais três rapazes. Fui o primeiro a despachar-me e a aproximar-se da caixa. Isto sem contar com o homem que já estava no espaço quando entrei e que percebi tratar-se de um vendedor.

Em condições normais teria ficado chateado com o facto de o dono da papelaria estar a conversar ao telemóvel enquanto tinha clientes na loja. Mas não fiquei minimamente aborrecido. Isto porque foi possível perceber que a chamada era sobre um tema complicado. Percebi que alguém muito próximo do senhor está a lutar contra o cancro. E percebi que a pessoa está num ponto em que pode não resistir a uma operação. Trata-se de alguém que está a ser consumido pela doença. Pelo bicho. E o homem dizia sentir-se impotente perante aquela triste realidade. Dizia também esperar um milagre.

Meio indignado, o homem dizia à pessoa com quem falava – era impossível não ouvir a conversa na papelaria, especialmente para mim que estava num balcão muito perto do senhor – que várias pessoas lhe diziam coisas como “não vais fazer nada?”, “o que vais fazer?” ou “vais ficar a olhar?”. Algo que irritava o homem. “Diz-me o que fazer?”, “Onde vou?”, “O que faço?” ou “Qual o caminho?” são exemplos do que o homem respondia aquelas pessoas.

Infelizmente o cancro fez parte da minha vida num passado que se começa a afastar, com a doença da minha mãe. E tenho a certeza de algumas coisas. Para começar, só um doente oncológico é que sabe o que é ter cancro. Os outros nada sabem. Muitos pensam que imaginam. Mas na realidade ninguém sabe o que é ter uma doença que pode roubar a vida a não ser que tenha passado por isso. Depois existem palpites. Que são feitos por quem nada sabe mas tudo julga saber. Uns falam porque acham que fica bem dizer algo. Outro porque se julgam senhores da razão. Mas são tudo palpites. Nada mais do que isso.

As pessoas deviam pensar duas vezes antes de abrir a boca no momento de abordar um doente oncológico. E isso começa logo no “coitadinho” ou no “tenho pena”. Esqueçam essa merda. Porque as pessoas já sabem que estão doentes e não precisam de pena alheia nem de coitadinhos. Para isso basta terem que lidar, e só eles é que o fazem, com a doença e com os medos inerentes durante 24 horas por dia. Esquecer isto é o primeiro passo.

Depois é as pessoas esquecerem que são donas da razão. Será que alguém que diz “não fazes nada?” a um familiar próximo de um doente oncológico, que está a ser consumido a uma velocidade alucinante por uma doença desta dimensão, tem noção das palavras? Será que acredita que existe alguém disposto a estar de braços cruzados perante uma realidade dolorosa? Será que param para perceber a impotência de quem rodeia um doente oncológico e que já não sabe o que fazer (ou dizer) para que tudo fique bem, dentro da normalidade? Creio que basta pensar um pouco para perceber que existem coisas que não se dizem.

De resto, aconselho todas as pessoas que têm conselhos para os doentes oncológicos (e respectivos familiares próximos) que os apliquem a si e às suas realidades. Que se preocupem em mudar as suas vidas, que tenham certezas absolutas em relação às suas realidades e que alterem aquilo que têm que alterar nas suas vidas. Esqueçam a realidade de um doente oncológico. Esqueçam a dureza de lidar com essa realidade. Porque provavelmente não o vão compreender. E para dizer asneiras mais vale estar com a boca fechada.

homens vs mulheres. é igual?

“Grab them by the pussy” foi a forma como Donald Trump se referiu às mulheres. As palavras são antigas, foram feitas num domínio privado e agora tornadas públicas. Já tive a oportunidade de escrever um texto sobre estas palavras. E não há muito a acrescentar. É um modo de pensar errado e que nunca deveria ser verbalizado por nenhum homem. Estas palavras geraram uma onda de indignação, com muitas mulheres ofendidas.

Agora foi a vez de Madonna. Aquela que é rainha da pop tem feito publicidade ao voto em Hillary Clinton. Mas desta vez foi um pouco longe de mais. Em pleno palco disse que oferecia sexo oral a quem votasse na candidata que apoia. Madonna especificou ainda detalhadamente como é o sexo oral feito por si. Ao contrário de Trump estas palavras foram proferidas num palco durante um evento público.

Acho que ninguém questiona a gravidade das palavras de Donald Trump. Especialmente as mulheres pois nenhuma gostará de ouvir um homem, seja ele quem for, referir-se a uma mulher naqueles moldes. As palavras de Madonna levantam outra questão. Como é que as mulheres reagem a uma mulher que tem um grande poder mediático e que promete sexo oral a quem votar em Hillary Clinton. Será que estas palavras também são uma ofensa às mulheres? Ou será que as palavras de Madonna acabam por ser vistas apenas como uma piada de mau gosto e acabam por não ter qualquer credibilidade?

já ganhei o dia. obrigado joana

Ano após ano o meu pai reúne-se com os camaradas que estiveram com ele na guerra, que não sendo de nenhum deles, acabou por ser de todos. Este ano, e sabendo que tinha editado um livro, alguns dos amigos do meu pai quiseram receber um exemplar de Nunca Sem Ti. E foi com muito orgulho que tive a oportunidade de fazer chegar um exemplar a várias pessoas que estão marcadas na vida do meu pai.

Até que hoje abro o mail do blogue e tenho um email da Joana que me diz que acompanha o blogue há algum tempo. Isto já me deixa sorridente porque é bom saber que se chega a alguém com algo tão banal como palavras, ideias e pensamentos que se partilham num blogue. Mas o melhor estava para vir. “No outro dia, o meu pai chegou a casa com o livro que escreveste, que o teu pai lhe trouxe num encontro e eu mostrei-lhe o teu blog”, foi o que li.

Não podia começar melhor o dia. Gosto destas felizes coincidências da vida. Gosto destes momentos que valorizo bastante. E já ganhei o dia. Ninguém me irá roubar o sorriso à Marreta que está estampado no meu rosto. Obrigado Joana. Soube mesmo muito bem.

quem quer ir ao teatro? (resultados)

Eis a lista das pessoas que vão ao Teatro Armando Cortez assistir à peça A Mãe Biológica de Marilyn Monroe, um espectáculo da Yellow Star Company, encenado por Paulo Sousa Costa.

Dia 20
Teresa Faro
Anabela Margaça
Sofia Fragata
Diana Oliveira

Dia 23
Fátima Martinho
Ana Matos
Vera Gonçalves
Paulo AEG

Irei enviar os nomes dos vencedores para a organização e basta que levantem os bilhetes duplos na bilheteira, explicando que os ganharam num passatempo no blogue. Bom espectáculo e divirtam-se.

a vida não é feita só de vitórias

A vida não é feita apenas de vitórias. Em alguns casos nem é o mais importante. E esta foto mostra-me isso mesmo. Trata-se de uma imagem antiga, na altura em que era iniciado no Paio Pires Futebol Clube, o primeiro clube onde joguei. Ali estou eu, na fila de cima, o terceiro a contar da direita para a esquerda, inserido numa equipa que representa um dos melhores balneários em que estive (e tive a felicidade de jogar em diversos clubes).

Posso gabar-me de ter jogado no campeonato nacional. De ter defrontado grandes jogadores. E de muitos outros feitos. Mas nenhum deles, com muita pena minha, está associado a este clube e à maioria destes jogadores. No Paio Pires, um clube modesto, as vitórias nem sempre estavam presentes. Nunca fui campeão distrital neste clube e nem sei se tive mais vitórias do que derrotas. Mas a amizade e o companheirismo estavam sempre presentes.

Um amigo dizia que quando chegava a casa a mãe não lhe perguntava se tinha ganho, empatado ou perdido, simplesmente perguntava por quantos tinha perdido. E toda a gente ria com momentos destes. Ninguém acusava ninguém de nada. Todos queriam ser melhores enquanto equipa. Todos trabalhavam para isso mas em conjunto. E por mais banal que isto pareça, é algo raro em muitos balneários. É algo que não encontrei em clubes melhores onde estive.

Mesmo assim, estes jogadores fazem parte de um início de época brilhante. O futebol era muito bom e as vitórias iam aparecendo até ao momento em que acabámos por quebrar. Se não estou em erro foi também graças a estes jogadores, e a esta equipa, que fui convidado a mudar-me para um clube que me permitiu disputar o campeonato nacional e ser campeão distrital, entre outras coisas. Com estas pessoas aprendi muito. E aprendi que a vida não é feita de vitórias e que realmente é possível ganhar muito quando se perde um jogo. Ou muitos jogos. Obrigado a todos!

19.10.16

aposto que qualquer homem consegue ver o futuro de uma mulher

Um homem chinês garante que consegue ver o futuro das mulheres. Para isso basta uma coisa. Que lhes mexa nas mamas. Não, não é uma piada. É verídico, acontece na China e qualquer pessoa pode confirmar a história com recurso ao Google. Basicamente, este homem diz que vê o futuro das mulheres enquanto lhes mexe nas mamas. E já fez saber que isto não funciona com homens. E que os resultados são melhores com mulheres mais novas.

Cada pessoa acredita no que quiser mas não vejo outra hipótese que não seja brincar com isto. Se não fosse o vídeo até pensava que isto não passava de uma piada que se vai contando. E aposto que a maioria dos homens vai brincar com isto dizendo que também consegue ler o futuro de uma mulher nas mesmas condições. Quero é acreditar que que a maioria das mulheres prefere duvidar deste tipo de promessas.

E este episódio faz-me recordar o dia em que um rapaz da minha escola decidiu “brincar” com uma das raparigas do liceu. Era uma daquelas que se via como a última coca-cola da escola. E o que aconteceu foi mais ou menos isto.

Ele - “Aposto que consigo fazer as tuas mamas mexer sem lhes tocar.”

Ela - “Não consegues nada.”

Ele - “Aposto 50 escudos como consigo.”

Ela - “Não consegues nada. Tenta lá”, diz com confiança.

Ele começa a apalpar-lhe as mamas. Depois dá-lhe o dinheiro e diz: “Tens razão. Não consigo.”

Tanto num caso como noutro só acredita quem quer.

o amor (e as tatuagens) pode não ser para sempre

Gosto imenso de tatuagens. Respeito as opções de todas as pessoas em relação aquilo que decidem tatuar no seu corpo. Mas tenho alguma dificuldade em compreender tatuagens que não são mais do que os nomes dos maridos ou mulheres. Pior, dos namorados que se conheceram três dias antes, dando aqui o desconto do exagero.

Não me custa aceitar que seja tatuado o nome de um filho. Ou que se faça uma homenagens aos pais. Mas só em condições muito excepcionais é que compreendo o momento em que se decide tatuar o nome da pessoa com quem se namora ou com quem se casou. Mesmo que se acredite que o amor é para sempre. Algo em que todas as pessoas acreditam mas que não é uma realidade para todas as pessoas.

Vou dar o exemplo de Angelina Jolie. Já tinha tatuado o nome de Billy Bob Thorton. Até que a relação chegou ao fim. Remoção de tatuagem. Surge o relacionamento com Brad Pitt. Mais tatuagens. Casamento chega ao fim. Agora quer remover as tatuagens associadas ao actor. E este é apenas um exemplo recente entre muitos outros. E que mostra que nem sempre o amor e as tatuagens são para sempre.

Quando se trata de optar por tatuar o nome dos namorados(as), maridos ou mulheres é capaz de ser melhor optar por tatuagens temporárias. Isso ou alguma opção para aplicar na roupa e que facilmente se remove quando a relação chega ao fim. Assim deixam de existir momentos incómodos em que é necessário explicar a alguém com quem se tem uma relação e que estranha estar a ver determinado nome tatuado numa zona mais íntima.

gosto disto pela manhã

Pouco passa das sete da manhã quando entro no café para tomar o pequeno-almoço. Nesta altura do ano significa que é algo que ainda acontece de noite. Mas existem pequenos gestos que fazem com que este ritual não seja penoso. Por exemplo, gosto de entrar no café e ser recebido com um sonoro “bom dia” que não é dito por obrigação mas por simpatia.

Aprecio que já saibam o que vou comer. E que passado pouco tempo de entrar no café tenha o pequeno-almoço na mesa. Agrada-me que este conhecimento vá ao mais ínfimo detalhe. Tal como gosto que seja feita conversa. Não apenas porque fica bem mas para conversar um pouco. E destaco pessoas que sabem conversar sem passar a barreira do incómodo. Existe conhecimento, alguma intimidade mas tudo dentro dos limites.

Tudo isto que referi faz com que o dia comece da melhor forma possível. Faz também com que fique fã de determinado estabelecimento. E nos dias que correm é algo que faz toda a diferença entre um estabelecimento que consegue estar bastante composto às sete da manhã e outros que estão quase vazios.

o fugitivo de aguiar da beira

Tenho acompanhado a longa fuga de Pedro Dias. Neste momento não acredito num final pacífico. Não acredito que este fugitivo se venha a entregar às autoridades. Creio que tentará sempre fugir e quando (se isso acontecer) estiver encurralado estará disponível para perder a vida. Acredito até que será alguém que prefere morrer a ser preso.

Não deixa de ser "caricato" que um homem - mesmo tendo em conta a sua formação - esteja a enganar as autoridades há tanto tempo. E isto levanta diversas questões que talvez venham a ser repensadas no futuro. E a primeira está associada à forma como os agentes de autoridade lidam com pessoas destas. Custa-me a crer que este homem consiga disparar para diversos agentes e que ninguém lhe faça o mesmo. Falta de treino? Os problemas que significam para um agente usar a arma? Não sei mas acho estranho.

Este caso levanta muitas questões. Talvez a maior parte delas venha a ficar sem resposta. Por outro lado, temo também que este modo de agir por parte de quem está do lado errado da lei passe a ser menos raro do que é comum por cá. Que os assaltantes comecem a usar armas por tudo e por nada. E que se roube uma vida a troco de muito pouco. Uma das grandes vantagens de Portugal é a segurança. Talvez seja mesmo, não desvalorizando muitas outras coisas, uma das nossas grandes referências. Só espero que não deixe de existir a uma velocidade que ninguém deseja.

18.10.16

um dos problemas da sociedade

sem querer ser advogado do diabo (leia-se trump)

Neste momento Donald Trump está para o mundo como Maha Vajiralongkorn está para os tailandeses. Ou seja, é mal amado e dificilmente haverá volta a dar. Muito dificilmente o novo rei tailandês irá conquistar o povo e nem Tom Cruise, numa mirabolante missão impossível, conseguirá fazer com que o mundo, pelo menos boa parte dele, venha a sentir empatia em relação a Donald Trump.

Mas não é preciso amar ou odiar alguém para perceber certas coisas. Muitas pessoas ficaram indignadas com as declarações que Donald Trump proferiu em 2005 em que fala, numa conversa privada, de forma pouco simpática em relação às mulheres. As palavras não são simpáticas. São na realidade muito tristes. É um facto. E o responsável é quem as profere. Nada a apontar em relação a isto.

Agora foi Melania, a mulher do candidato, a quem poucas pessoas atribuem inteligência que desvalorizou as palavras do marido. E salienta algo que considero fazer toda a diferença: “era conversa de homens”, diz. Antes de avançar no texto deixo claro que não gosto de Trump. Acho que será um péssimo presidente caso seja eleito. E este texto não tem como objectivo fazer de advogado do diabo. É apenas a constatação de factos.

E o primeiro é que é muito feio, seja em que circunstância for, partilhar uma conversa privada. Se é privada é assim que deverá manter-se. Seja entre dois amigos que ninguém conhece de lado nenhum ou entre personalidades influentes. Acho que neste ponto ninguém discorda. Acredito que todas as pessoas, mesmo odiando os protagonistas de uma qualquer conversa, consideram que existem diferenças entre privado e público. Algo que deixa de existir, para algumas pessoas, no momento de ganhar uma eleição. Aliás, e pegando neste caso específico, acredito que existam pessoas cuja missão passa apenas por descobrir o maior número de podres em relação ao outro candidato. Tendo em conta que se trata de Donald Trump... é uma tarefa bastante fácil.

O segundo facto é destacado por Melania. As suas palavras não desculpam a atitude do marido. Mas são verdadeiras. Porque é um pequeno exemplo de uma conversa de homens. E qualquer homem pode comprovar isso. Porque muitos homens falam de forma pouca simpática em relação a algumas mulheres ou, em casos extremos, em relação a todas. Este domínio chega a ser tão surreal que muitos homens exageram naquilo que dizem apenas para ficar bem numa conversa de homens. “Fiz isto e aquilo aquela gaja”, “elas fazem-me isto e aquilo” e por aí fora. Quando tudo não passa de uma fábula inventada que garante apenas mais um carimbo na caderneta da suposta masculinidade que se mede por palavras como as de Donald Trump. Fingir que esta realidade não existe ou que é exclusiva de Trump é ser ingénuo e acreditar numa realidade inexistente.

Se é algo parvo? É! Se os homens fazem? Sim! Se é algo que tem paralelo no universo feminino? Não sei. Só as mulheres é que podem confirmar ou desmentir essa realidade, sendo que acredito que também existem momentos destes em conversas femininas, sempre dependendo de quem tem a conversa e das circunstâncias da mesma. Aquilo que faz uma grande diferença no caso de Donald Trump é que existe um grande ódio em torno do homem que muitos temem que venha a sentar-se numa das cadeiras mais importantes do mundo.

quando o teu (sim, o teu) local de trabalho está mais sujo do que uma sanita

Para muitas pessoas a imagem de sujidade é facilmente associada a uma sanita. É a associação lógica e rápida que quase todos fazemos. Até ao momento em que percebemos que uma sanita deveria ser uma das nossas menores preocupações. Até porque basta olhar para a nossa secretária (para a mesa e não para a senhora) para perceber que existem coisas muito piores.

Um grupo de investigadores levou a cabo um estudo que mostra uma realidade que talvez fosse melhor desconhecer. Realidade essa que dá a conhecer a sujidade presente na secretária da maioria dos trabalhadores. Para se ter uma ideia.... o rato de computador pode conter 45 mil vezes mais germes e bactérias do que uma sanita. E o teclado 20 mil vezes mais! O teclado é comparado com o assento e o rato com o mecanismo que acciona o autoclismo.

Mas há mais. O cartão de identificação, com que muitos funcionários entram nos edifícios das empresas, pode ter 243 vezes mais bactérias do que um simples brinquedo para animais. E um telemóvel tem 31 mil vezes mais bactérias do que uma caneta. E o trackpad dos portáteis tem 163 vezes mais do que notas de dinheiro. Esta é a realidade de muitos escritórios.

Este estudo serve para alertar de que as bactérias que foram detectadas nos diferentes objectos presentes em muitos escritórios podem levar a infecções, intoxicações alimentares e até levar à resistência a antibióticos. Este é apenas mais um exemplo de que o perigo nem sempre é maior onde é expectável que assim seja.

quem quer ir ao teatro? (passatempo)

“E se a morte de Marilyn Monroe estivesse relacionada com o assassinato do presidente John Kennedy? E se a mãe de Marilyn Monroe não fosse a verdadeira mãe da diva do cinema? E se o que você estivesse a assistir não fosse exactamente o que parece ser...?”

Se fosse viva Marilyn Monroe celebraria 90 anos em 2016. Para assinalar a data, e em jeito de homenagem, a Yellow Star Company – com mais um brilhante espectáculo encenado por Paulo Sousa Costa – leva ao palco do Teatro Armando Cortez a peça A Mãe Biológica de Marilyn Monroe, um thriller cénico, com suspense, drama, comédia e muitos acontecimentos inesperados.


Numa parceria com a Yellow Star Company tenho para oferecer cinco bilhetes duplos para a sessão de 20 de Outubro (21h30) e mais cinco para a sessão de dia 23 (18h). Quem quiser concorrer só tem de deixar um comentário onde apareça a frase “Yellow Star Company e homem sem blogue levem-me a ver A Mãe Biológica de Marilyn Monroe”.

No comentário deve aparecer também qual a sessão a que pretendem concorrer, escrevendo o dia. Caso participem de forma anónima, o comentário deverá ainda ter um nome que vos identifique. Os vencedores serão escolhidos de forma aleatória com recurso ao random. O passatempo é válido até às 23h59 de amanhã (19) e no dia seguinte partilho os nomes dos dez vencedores. Obrigado e boa sorte.