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30.9.16

oportunidade de negócio (mas só para elas)

"Já nada me surpreende." Já perdi conta ao número de vezes em que escrevi estas palavras no blogue. Até já me mentalizei de que é impossível chegar ao momento ao momento em que vou ficar surpreendido com algo. Em que diga "por isto é que não esperava". Começou com o porco a andar de bicicleta e a partir daí foi sempre a subir. De surpresa em surpresa até deixar de ficar com surpreendido.

Mesmo como coisas como esta oportunidade de negócio apenas para o sexo feminino. Ao que parece existe um novo fenómeno que passa pela venda online de cuecas usadas. Sim, é verdade! Existem mulheres que estão a vender e se elas vendem é porque os homens (acredito que o público seja maioritariamente masculino e com fetiche por cuecas usadas) estão a comprar. E umas cuecas podem valer qualquer coisa como 4500 euros.

Mas há mais. Aquilo que torna as cuecas mais caras é o facto de terem sido usadas por quem as vende. Mas há mais. Quanto mais tempo forem usadas... mais valem. Por exemplo, as cuecas mais caras foram usadas diariamente pela vendedora durante três semanas. O mercado atinge um nicho de mercado mas está a render muito dinheiro às mulheres que decidem vender a lingerie usada.

Creio que este fetiche (lingerie usada) não é de agora mas existe um motivo para a crescente procura. Parece que na série Orange is the New Black (não acompanho) uma das protagonistas (Piper) vendeu as suas cuecas. Isto levou a que a procura fosse mais acentuada com o Google a registar muitas pesquisas em torno da venda da lingerie usada.

vamos lá falar dela

No post anterior partilhei um conjunto de imagens de uma jovem francesa que dá pelo nome de Louise Delage. Trata-se de uma mulher francesa que fez um sucesso enorme nas redes sociais. Pouco tempo depois de aparecer no instagram já contava com mais de 12 mil seguidores (hoje tem 18 mil). As suas fotos rapidamente alcançaram os 50 mil gosto. Mas porquê?

Apontei diversas hipóteses sobre a popularidade de Louise. E a verdade é que podem estar todos certos. É jovem. Bonita. Sensual. As fotos têm uma certa beleza artística. Está na moda. Frequenta sítios que estão in. E estes ingredientes são meio caminho andado para ter fama nas redes sociais. Mas agora já posso revelar que se trata de uma conta de instagram falsa. Que tinha um objectivo específico...

Louise fez muito sucesso mas ninguém reparou que as suas partilhas têm um denominador comum: o consumo de álcool. Ninguém reparou que a jovem está praticamente sempre de copo na mão e com bebidas alcoólicas ao seu redor. O que mostra que uma realidade dura pode estar debaixo dos nossos olhos sem que seja notada. Addict Aide é a organização francesa que criou esta conta para uma mulher de 25 anos que supostamente é aquilo que todos querem ser. O objectivo desta iniciativa é alertar para o exagerado consumo de álcool, em especial junto dos mais novos. Algo que, mesmo estando à vista de todos, consegue passar despercebido.

esta mulher é muito conhecida. alguém me explica porquê?

Trata-se de uma jovem francesa, cujo nome não interessa para que não seja fácil adivinhar o motivo. Alcançou a fama nas redes sociais a uma velocidade alucinante. Em pouco tempo passou a ter dezenas de milhares de seguidores e as imagens que publica chegam a ter cinquenta mil gostos.







Qual o motivo pelo qual esta jovem é famosa?

a) Pela beleza.
b) Por causa do corpo.
c) Porque está na moda e frequenta os melhores locais.
d) Porque é uma mulher bonita e porque as mulheres alcançam facilmente a fama nas redes sociais.
e) Outro motivo qualquer (qual).

como fazer com que alguém goste de nós?

Acredito que qualquer pessoa já passou por um momento em que gostaria que outro alguém gostasse de si. Não tem necessariamente de ser uma obsessão mas pode ser um daqueles momentos em que a pessoa deseja ficar bem vista aos olhos de alguém. Acredito no que escrevi até agora tal como acredito que é algo que não se pode forçar muito. É algo que quase acontece naturalmente.

Por outro lado, existem detalhes que talvez passem despercebidos mas que podem ajudar imenso a criar uma boa impressão e a fazer com que alguém goste de nós. Até porque a relação fica quase sempre marcada pelos primeiros momentos de convivência entre duas pessoas. Ou mesmo em relações que não são recentes.

Dizer o nome da pessoa
Este é um truque que aparece em diversos livros de sucesso. Dizer o nome das pessoas com quem se fala é algo que faz com que se goste da pessoa. Pessoalmente, gosto que alguém saiba o meu nome mas detesto quando alguém começa todas as frases que me dirige com Bruno. Saber é bom, exagerar é irritante. Aqui o truque é recordar-se do nome da pessoa.

Evitar distracções
Este é capaz de ser um dos maiores flagelos da actualidade entre amigos e não só. Hoje em dia as pessoas falam agarradas ao telemóvel enquanto se distraem com redes sociais. E acabam por não ouvir nada enquanto fingem que ouvem. Isto até ao momento em que são questionadas sobre algo. Um bom truque é desligar (ou colocar em silêncio) o telemóvel quando se vai estar com alguém. É algo que passa uma mensagem de importância para a outra pessoa.

Contacto visual
Uma das coisas mais importantes quando duas pessoas estão a conviver é o contacto visual. Não gosto de conversar com pessoas que são incapazes de olhar nos olhos enquanto falam. Pessoas que preferem olhar para o chão, por exemplo. Olhar nos olhos é sinal de interesse.

Críticas constantes
É perfeitamente normal que uma pessoa não partilhe da opinião de outra. Mas uma boa relação passa por respeitar a opinião de outro, mesmo que não seja partilhada. Estar sempre a criticar não é a melhor opção.

Sorrir
“As acções falam mais alto do que as palavras. Um sorriso diz, “Gosto de ti. Estou feliz por te ver”, é uma frase de Dale Carnegie. E basicamente diz tudo sobre a importância de um sorriso quando duas pessoas se encontram.

Elogiar
Elogiar alguém durante uma conversa revela que a pessoa está com atenção. Mas o elogio deve ser sincero. Porque existe diferença entre elogio e bajulação. Um é sincero, o outro é falso. Um é respeitado e admirado enquanto o outro é condenado. Elogios sim, mas apenas com sinceridade.

Simpatia
O tempo é o bem mais precioso do mundo e cada vez mais escasso pois as pessoas não têm tempo para nada. As pessoas estão sempre com pressa. Por isso, é preciso arranjar tempo para ouvir os outros de forma genuína e com simpatia. Até porque atenção e simpatia são duas das coisas que as pessoas mais desejam encontrar.

Encontrei estes sete tópicos num texto de um site estrangeiro. Não sei se funcionam na perfeição. Mas depois de ler cada um deles tenho de assumir que é aquilo que desejo (ou gosto) encontrar em alguém que venha falar comigo. Gosto de saibam o meu nome, que não falem comigo a olhar para o telemóvel, que me olhem nos olhos e que sorriam e sejam simpáticos. Por isso é capaz de ser mesmo meio caminho andado para gostar de alguém. Especialmente se tudo isto acontecer com naturalidade.

muito azar para um homem só

29.9.16

pessoal do pokémon, querem caçar o pikachu?

É só comprar este conjunto da Yummi Mart - Pokémon Collection. Diz que é um sucesso de vendas entre aqueles que já não passam sem o Pokémon Go! Mas, se para uns é um sucesso... para outros é considerada a lingerie que ninguém precisava de ver/ter. É uma questão de escolha.





o exemplo do "gordo"

Já lá vão 13 (!!!) anos desde que Fernando Mendes entra, quase diariamente, na casa dos portugueses para revelar o preço certo de uma série de produtos. Não vou esquecer de que se trata de um concurso. Mas também não ignoro que é daqueles em que só ganha quem lá está. Ou seja, quem vê nada ganha com isso, ao contrário de outros programas que começam a dar a oportunidade ao telespectador (para o prender) de conquistar algo.

Mesmo assim, e se não estou enganado, o programa liderado pelo "gordo" é líder de audiências. E se não me engano, o apresentador da RTP é desejado pelos canais da concorrência. Isto diz muito do valor do formato (que tem sucesso em muitos países) mas também do jeito peculiar de um apresentador que faz as delícias praticamente de todas as pessoas de norte a sul de Portugal. O que não deixa de ser curioso.

O Preço Certo é a prova de que é possível ter um programa popular - talvez não exista nenhum que melhor se encaixe neste "rótulo" - com qualidade. Sem inventar. Sem descer o nível. Sem arranjar confusão. Sem tentar arranjar fórmulas e poções mágicas que possam transformar um formato em algo que o povo quer ver. Volto a dizer que se trata de um concurso mas creio que o seu sucesso vai muito além disso. Está no apresentador. No senhor Manuel que vem não sei de onde. Da dona Maria que vem de acolá e de tudo isto misturado, sarapintado com mais alguns ingredientes.

Outro dado curioso é o próprio apresentador. Fernando Mendes não tem corpo de modelo. Não tem os abdominais definidos. Nem foi escolhido por ser uma cara bonitinha cuja beleza ofusca (e faz com que se esqueça) a falta de talento. Fernando Mendes é talentoso. E é a prova de que o sucesso televisivo não se mede pela beleza do rosto nem pela sensualidade do corpo. Mede-se apenas pelo talento. E isto o "gordo" tem para dar e vender.

quero namorar um bonzão

A vida é feita de bonzões. É isso que elas querem. É isso que mulheres, com alguma influência mediática, assumem. Que tipo de homem quer para estar ao seu lado? “Quero um bonzão”, dizem. Que se foda, peço desculpa pela linguagem, o resto que o gajo é um bonzão. É um borracho. Tem um corpo de sonho. É lindo de morrer. É um verdadeiro deus grego.

Agora vamos colocar cenários hipotéticos...

Então e se ele lhe bater?
Que se foda! É um bonzão!

E se ele a tratar abaixo de lixo?
Que se foda! É um bonzão!

E se o homem for intragável?
Que se foda! É um bonzão!

E se ele a tratar como um objecto?
Que se foda! É um bonzão!

Resumindo... e se o homem for um monte de merda?
Que se foda! É um bonzão!

Quando os requisitos mínimos passam por ser “bonzão” não há muito a dizer. Quando é isto que uma mulher procura num homem (e aplica-se o mesmo aquilo que os homens procuram numa mulher) não há muito para desenvolver. Que se foda tudo o resto. Desde que ele seja bonzão...

pais, cheguem aqui e atentem nisto

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Coração. Hoje é aquele dia em que as pessoas abordam, de uma forma diferente, os cuidados que se devem ter com a alimentação e também os riscos dos perigos resultantes de uma vida sedentária. Tudo isto não deveria ser novidade para ninguém mas esta realidade continua a ser ignorada por muitas pessoas. Considero que isto é ainda mais grave quando se trata de crianças. Neste momento a obesidade infantil é considerada uma epidemia mundial. E não afecta só os outros.

As crianças portuguesas estão com excesso de peso. E as causas são fáceis de detectar. A primeira está relacionada com a má alimentação. Excesso de fast food e de refrigerantes que são maus para a saúde. O outro motivo passa pela vida sedentária dos mais novos. A prática de desporto foi arrumada num canto e agora só os dedos é que fazem exercício físico pois os mais novos estão entregues às consolas e aos jogos virtuais que não implicam qualquer movimento físico.

E a culpa destas duas situações é dos pais. Não é de mais ninguém. Bem sei que nos dias que correm muitos pais mal têm tempo para se coçar. Mas mesmo assim os filhos não podem ser ignorados. Muito menos a sua saúde. Não podem estar sempre a dar dinheiro e a dizer vai lá comer fast food nem a comprar jogos e consolas para que estejam ocupados em casa enquanto os pais estão fora. Nem sequer podem ignorar os maus hábitos alimentares dos filhos e os problemas que isso traz para a saúde.

Com isto não quero dizer que os pais têm de impor uma dieta rigorosa aos filhos. Nem que têm de proibir os mesmos de brincar com uma consola. Acho é que são necessárias regras. E é necessário que sejam os pais a mandar nos filhos e não o inverso. Como em tudo na vida é preciso equilíbrio. Não é preciso deixar de comer fast food mas também não é preciso comer refeições destas diariamente. Não é necessário deixar de beber refrigerantes mas também não é preciso beber a todas as refeições. Tal como não é preciso esconder a consola mas também não é saudável que um filho esteja de volta da mesma largas horas por dia.

E a isto junta-se o desporto. E digo isto porque faço parte de uma geração incentivada para o desporto. Tal como os meus pais me incentivaram a praticar diversas modalidades. Com isto não quero dizer que é necessário ser um viciado em desporto. Basta que as crianças pratiquem uma qualquer modalidade - e existem para todos os gostos e com diferentes objectivos - duas ou três vezes por semana. Impor regras/disciplina aos filhos é algo que estes vão agradecer no futuro.

A ideia que tenho é a de que muitos pais têm receio de confrontar um filho. Pensam que isso é ser mau pai e que estão a passar uma mensagem de que não gostam deles. Mas é o oposto. E é muito pior fechar os olhos a realidades que vão ser más para as crianças e que podem levar a problemas de saúde facilmente evitáveis. No resto do ano não se fala muito disto mas pode ser que hoje, dia em que este tema é notícia, alguns pais mudem a forma como encaram a alimentação e a vida sedentária dos filhos.

obrigado rui

Os meus dias ficam vazios sem música. As viagens casa-trabalho e trabalho-casa só fazem sentido com música. Correr só faz sentido com música. E felizmente tenho uma profissão que me permite ouvir música durante o horário de trabalho. Esquecendo o último caso, as viagens de carro e mesmo as corridas são marcadas por momentos em que canto, danço e toco instrumentos imaginários. Sem nunca me preocupar com os olhos de quem possa estar a olhar para a minha figura.

O gosto que tenho pela música faz com que esteja sempre a descobrir novos artistas e a ouvir vezes sem conta artistas e músicas de que gosto. Uma das coisas que gosto de fazer, apenas para dar um exemplo, é escolher uma música no youtube e deixar que navegue de música em música sem o meu controlo. Isto leva-me, em diversas ocasiões, a artistas que aprecio bastante.

Um deles é Rui Veloso, com quem me cruzei ontem. Admiro imenso as músicas deste brilhante artista e não me canso de as ouvir. Algo que acontece há anos. Das suas músicas destaco duas: Cavaleiro Andante e Nunca me Esqueci de Ti. São duas músicas que me arrepiam a cada vez que as ouço (e adoro temas que têm este efeito em mim) e das quais gosto muito por diversas razões.

Sou suspeito porque gosto destes dois temas mas não tenho dúvidas que fazem parte das melhores músicas alguma vez feitas em Portugal. Tenho a certeza de que daqui a muitos anos ainda vão ser ouvidas. Ainda vão apaixonar muitas pessoas e servir de banda sonora a casais loucamente apaixonados. Acima disto, tenho a certeza de que daqui a muitos anos ainda vão ser faladas como grandes músicas portuguesas. Vão ser vistas como uma perfeição musical e alguém irá dizer “naquele tempo é que a música era boa”. Por isso, obrigado Rui Veloso.

28.9.16

a verdade sobre a beleza

mulheres com classe vs mulheres com mau gosto

Recentemente duas modelos foram notícia no Festival de Cinema de Veneza por usarem roupa que muitas pessoas consideraram banal e imprópria para um certame como aquele. A generalidade das pessoas considerou que eram de mau gosto. Outras entenderam que cada qual veste o que quer. E que se têm corpos bem feitos devem usar e abusar da exposição corporal. Existem opiniões para todos os gostos. Uma das modelos era esta.


Agora, Letizia decidiu levar um vestido preto com renda à Ópera no dia do seu aniversário. Aqui as opiniões são semelhantes. A rainha de Espanha foi acusada de ousar em demasia. Ou seja, para muitas pessoas existe demasiada exposição corporal e uma rainha não pode vestir-se assim. Outras opiniões apontam para a normalidade do vestido da antiga jornalista.


Acho piada às pessoas se insurgiram contra aqueles que condenam vestidos como o da modelo. Até porque são essas pessoas que condenam Letizia por usar um vestido como este. E isto leva à discussão da linha que separa uma mulher com classe de uma com mau gosto. As mulheres são todas colocadas no mesmo saco ou a discussão é feita por compartimentos?

Uma modelo, porque tem um belo corpo, pode ir quase nua. Uma rainha, apenas porque é da realeza, não pode ter um vestido com renda nem mostrar as costas. É isto? Uma é mais mulher do que outra? As regras (da classe e do bom gosto) mudam consoante a mulher? Do estilo “aquela pode porque é modelo e a outra não pode porque é rainha”? É que se o modo de pensar é este posso dizer que não concordo com o mesmo.

Era bom que todas as mulheres se colocassem no lugar da rainha e não apenas no daquela mulher a quem muitos chamaram vulgar. Não podemos andar a bater com a mão no peito e a defender as mulheres que são acusadas de vulgares devido ao seu mau gosto (que é sempre discutível) ao mesmo tempo que acusamos a rainha de usar um vestido com renda do mais simples que existe (só não é simples no preço).

Não condeno aqueles que consideram que Letizia ousou em demasia no dia do seu aniversário. Só gostava que olhassem para todas as mulheres como rainhas. Ou então que olhem para todas como modelos a quem tudo é permitido sendo que ninguém está autorizado a dizer que a roupa escolhida lhe deu um ar vulgar.

depois do creme hidratante... os desodorizantes

Neste texto dei a conhecer aquele que foi considerado o melhor creme hidratante, que curiosamente é o mais barato dos que foram testados numa prova cega, do mercado. Agora recupero um assunto de que já aqui falei. E refiro-me aos desodorizantes. Mas não vou abordar nenhum em específico. Trata-se de um alerta geral.

Surgiu agora um estudo (julgo não ser o primeiro) que alerta os consumidores para desodorizantes com sais de alumínio porque podem aumentar o risco de desenvolver cancro da mama. De forma resumida, a exposição contínua ao cloreto de alumínio pode levar ao desenvolvimento de tumores. Isto não representa nenhuma novidade para mim porque quando a minha mãe teve cancro da mama fiquei a par desta realidade. E um dos primeiros passo foi tentar encontrar uma alternativa para a minha mulher.

Quem perder (e deverá fazê-lo) algum tempo a ler os rótulos facilmente perceberá que em quase todos irá encontrar “alumínio”. Em especial nos famosos antitranspirantes. Quem começar a ler os rótulos dos produtos chegará a acreditar que não vai ser possível encontrar nenhum sem alumínio mas felizmente ainda existem opções, como é o caso daquele que a minha mulher usa e que é da Nívea (roll on).

Tomei conhecimento desta realidade sem qualquer estudo. Foi quando o cancro da mama atingiu a mulher que mais amo. Nesse momento esse alerta foi dado à minha mãe e foi também o primeiro momento em que estive, com a minha mulher, a ler rótulos de desodorizantes. Por isso fica o alerta, até porque a prevenção é sempre melhor.

posso mandar-te à merda?

Existem pessoas que se queixam por tudo e por nada. Pessoas que passa a vida a desejar aquilo que não têm acabando quase sempre por não aproveitar aquilo que têm. Existem pessoas que deixam tudo para amanhã, porque há sempre tempo. Pessoas que não dizem o que têm para dizer e que não fazem o que desejam fazer. É sempre adiado.

E com todo o respeito, muitas destas pessoas merecem ser mandadas à merda. Ou, melhor do que isso, devem ver algumas fotos (estão todas no facebook do blogue) de um trabalho levado a cabo pela Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo que serviu para assinalar o dia do sonho. 

Pode soar a cliché mas isso depende de cada um e do modo como encaram a vida. Mas às vezes são necessários momentos como estes para que algumas pessoas passem a ter uma melhor perspectiva da vida e daquilo que realmente importa. E para que percebam que perdem tempo e gastam energias com coisas sem qualquer interesse.
















a minha vida tem sido uma mentira

Sou de uma geração (não sei se ainda é assim) em que todas as crianças e adolescentes tinham uma borracha vermelha e azul no estojo. Sendo que a determinada altura da minha adolescência esta borracha - um clássico - começou a perder terreno, e popularidade, para a borracha Rotring rapid-eraser b20. Existia quem tivesse um exemplar de cada no estojo mas aquilo que importa mesmo é a borracha azul e vermelha.

Como todos se devem recordar dizia-se que a parte vermelha servia para apagar aquilo que era escrito a lápis. Quanto a isto ninguém tem dúvidas. De resto, dizia-se que a parte azul tinha por objectivo apagar aquilo que se escrevia a caneta. E quem tentou isto - acuso-me - saberá que mais facilmente fazia um buraco na folha do que apagava o que quer que fosse que estivesse escrito a caneta.

E acontecia isto porque é um mito. Daqueles que transforma a minha vida numa gigantesca mentira. Na realidade a parte azul tem por objectivo fazer desaparecer as marcas de lápis que a parte encarnada não conseguia apagar. Este é que é o verdadeiro objectivo daquela parte da borracha. Só que o mito passou a realidade inquestionável. De tal modo, e impotente por não conseguir fazer passar a mensagem correcta, quem fabricava este tipo de borrachas chegou a colocar uma caneta na parte azul. O que era uma mentira.

27.9.16

não vejas isto (fica o aviso)

Fica o aviso. Não ouças esta música. Não vejas o vídeo. Não carregues no play. Foge o mais depressa que puderes. Fica o aviso...



Eu avisei. Agora vais ficar com a música na cabeça. Vais começar a cantar isto. E a dançar. Este é o maior pesadelo que podias ter. Mas eu avisei...

PS - Em apenas três dias este vídeo já vai a caminho das quatro milhões de visualizações.

ser selectivo é bom

Quando somos mais novos, isto na generalidade dos casos, não somos selectivos em quase nada. Basta perguntar a um jovem de 18/20 anos se quer sair à noite e ainda a pergunta não está concluída já ele está pronto para sair. É algo normal. Também era assim. Mesmo não saindo muitas vezes, facilmente aceitava um convite. Sem questões ou sem grande pensamento.

Não importava quem ia nem para onde ia. Ia sair à noite e isso chegava. E isto aplica-se a muitas outras coisas como jantares de grupo, jogos de futebol e outras actividades semelhantes. Agora, com 35 anos, um convite quase que parece uma entrevista de emprego para um dos mais importantes cargos do mundo. Interessa saber para onde é para ir, quem vai e por aí.

Se antigamente existiam desculpas para ir, agora existem desculpas para não ir. E quando existe vontade de ir é importante que o momento seja partilhado com pessoas que me dizem algo (dispenso estar com quem nada me diz) e em sítios onde todos se sintam bem. Isto é um dos bons efeitos do passar dos anos e do amadurecimento natural de uma pessoa. Pelo menos gosto de acreditar nisso e é isso que vejo em mim.

Até porque são detalhes destes que fazem a diferença no momento de sair, para o que quer que seja. É a diferença entre uma boa noite (ou um bom jantar) e horas que custam a passar e que nos levam a estar sempre a olhar para o relógio e a pensar numa desculpa para ir embora o mais depressa possível. Gosto de ser assim. Gosto que as pessoas que me rodeiam sejam assim. Porque tudo sabe muito melhor quando assim é.

o motivo pelo qual as pessoas gostam de hillary clinton

Na primeira vez que abordei, aqui no blogue, as eleições presidenciais norte-americanas referi que olhava para a candidatura de Donald Trump como uma brincadeira de um menino mimado e rico que acha que pode ser o que quiser. É aquele menino que leva a bola de futebol para o campo de modo a que possa jogar. O avançar do tempo provou que estou errado. E as constantes sondagens também. O que faz com que Trump seja um sério candidato ao lugar ocupado por Barack Obama.

As pessoas odeiam Donald Trump. Sobretudo fora dos Estados Unidos da América. Mas este ódio mostra também que tem mais força do que muitos julgavam. E digo isto porque existem diversas campanhas pró Hillary e as sondagens nunca fugiram muito do equilíbrio. E se é assim com tomada de posição de jornais, políticos e figuras públicas que quase imploram votos... imagino como seria se assim não fosse. Muitas pessoas acusam os norte-americanos de ser um povo burro. Defendem que só podem votar em Hillary. Mas poucos explicam, de forma mais elaborada, o motivo desse voto.

Isto leva à questão: qual o motivo pelo qual as pessoas gostam de Hillary Clinton? E a resposta mais óbvia é porque não gostam de Donald Trump. Recuando mais no tempo, a compaixão em torno de Hillary Clinton surge graças a Monica Lewinsky, a mulher que teve um caso com Bill Clinton, então presidente norte-americano. Nessa altura, aquela que era apenas mais uma primeira-dama, conquistou a compaixão de pessoas mundo fora. Por outro lado, foi elogiada por uns (e criticada por outros) por não abandonar o marido na sequência do escândalo sexual. Este é o primeiro momento “oooohhhhhhhhhh coitada” que levou muita gente a gostar de Hillary (isto sem tirar mérito às coisas que tem feito mas das quais poucos sabem).

E agora a candidata é apenas o mal menor em relação a Donald Trump. Isto aos olhos de muitas pessoas. Mais do que desejar que Hillary ganhe as eleições, muitas pessoas querem é que Donald Trump perca. Isso é que importa. E isto acontece nestas eleições tal como acontece em muitos outros países. As pessoas votam nuns porque não gostam dos outros. Infelizmente é assim. A diferença é que os Estados Unidos da América têm muita influência no mundo. Se assim não fosse, ninguém queria saber destes dois candidatos para nada.

Voltando ao ódio a Donald Trump. As pessoas não gostam dele. Ou dizem que não gostam. Pois as sondagens fazem do candidato uma espécie de revista do segmento social que todos dizem não comprar nem ler mas que é um sucesso de vendas. O fenómeno é semelhante. Não tenho problemas em dizer que não gosto de Donald Trump. Não gostava que fosse presidente de um país como os EUA. Mas creio que as pessoas sabem o que o candidato é. Não existe maquilhagem que adultere quem é e o que defende. Quem votar nele sabe ao que vai. Sabe o que esperar.

Por outro lado, acho que isso não é claro em relação a Hillary Clinton. Será que as pessoas sabem ao que vão? Será que a candidata é a pessoa que esperam que seja? Ou será tudo diferente quando chegar ao poder? Posso estar errado mas muitas pessoas que veneram a candidata vão desiludir-se no momento em que (e se) chegar ao poder. Mais triste do que andar a pedir votos por compaixão e porque não há melhor é ver um país como os EUA deixado “à sorte” destes dois candidatos que estão muito longe de ser aquilo de que o país necessita. E é ver a política (e começa a ser assim em todo o mundo) entregue ao "menos mau".

o melhor creme hidratante do mercado custa... 2,99 euros

Não se trata de nada de novo. Não é a primeira vez que diversos produtos são testados com resultados que mostram que nem sempre caro é sinónimo de qualidade. Aliás, na verdade o caro raramente é sinal de que estamos perante um produto de qualidade superior. Pelo menos uma qualidade que justifique a disparidade de preços.

Resumindo e indo directo ao assunto, um creme de 2,99 euros – comercializado no Lidl – foi aquele que teve melhor nota entre 17 cremes hidratantes testados por uma associação de defesa dos consumidores espanhola. Ficou também evidente que exista uma diferença de preço abismal entre produtos basicamente iguais. O creme com melhor nota é o mai barato sendo que o mais caro, com um custo superior a 200 euros, foi dos que teve pior nota. Recorde-se que trata-se de uma prova cega. Ou seja, as pessoas não sabem qual a marca que estão a testar. Recordo ainda que a Deco Proteste já tinha feito um teste semelhante em 2014 e na altura foi também um creme do Lidl (cerca de 25 vezes mais barato do que o produto mais caro a teste) que se destacou.

Estes testes ajudam a comprovar que a ideia do “se é caro é melhor” é uma ideia absurda. Tal como achar que os produtos de marca branca (marca própria) não têm qualidade. No que aos cremes diz respeito, existem pessoas que chegam a ter medo dos produtos do Lidl ou de outra superfície comercial qualquer. Aposto até que existem pessoas que duvidam destes testes e que acham que tudo é combinado.

Neste caso específico fico contente com o resultado porque o creme hidratante de rosto que uso é da Cien, do Lidl. O tal que ficou em primeiro lugar e que custa uma ninharia quando comparado com outros. Já usei cremes mais caros e não minto se disser que este – que já uso há algum tempo – é daqueles com que me dei melhor e de que mais gosto. E posso dar mais um exemplo. Tenho por hábito fazer compras em Espanha, no Mercadona. De tempos a tempos vou lá e abasteço-me com diversos produtos. E os cremes de lá, que são muito baratos, são igualmente dos melhores que tenho. Destaco o creme de pés e o de corpo. Este é apenas mais um exemplo de que a qualidade não se mede em euros.

dá que pensar

No fim-de-semana estava a passear com os meus pais quando um senhor, mais velho, passou por nós. Estava em Setúbal, perto de uma avenida muito movimentada. Como o homem em questão era cego, o meu pai perguntou se necessitava de ajuda para atravessar a estrada. O senhor respondeu que pretendia ir para a paragem que ficava mais ou menos a uma centena de metros do local onde estávamos.

O meu pai acabou por ajudar o senhor e lá foram a conversar. Entre outras coisas, revelou ao meu pai que tinha sido professor e que o cidadão mais famoso de Setúbal - José Mourinho - tinha sido seu aluno. Destaco ainda uma frase que foi dita ao meu pai. "Os mais cegos são aqueles que vêem", disse o homem. E realmente é uma frase que dá que pensar. Especialmente em tempos como estes.

26.9.16

a dignidade cabe na casa dos segredos?

Com maior ou menor preconceito a verdade é que as pessoas tendem a olhar para os concorrentes de reality shows como pouco inteligentes, pessoas vazias de conteúdo e sem ambição na vida. E nem um modesto cargo político, um curso superior ou uma profissão pomposa arrancam estes rótulos a quem se inscreve num programa como a Casa dos Segredos.

Esquecendo os rodriguinhos, existem concorrentes que são mesmo a imagem que as pessoas têm deles. Existem outros que são o oposto do que as pessoas julgam. Tal como existem concorrentes que só querem fama e outros que acreditam ir ganhar mundos e fundos com a participação num reality show. Pelo meio disto tudo, a maioria deles são manipulados pelo programa sem que tenham noção de que são uma marioneta que procura audiência televisiva. Ou, caso tenham esta noção, aceitam as regras do jogo.

Tudo isto misturado numa casa faz com que se questione até que ponto a dignidade tem direito a entrar na Casa dos Segredos. Os concorrentes sabem ao que vão. Pelo menos deveriam saber. Sabem que vão ser explorados ao máximo, com relações postas à prova e com a tentativa de que existam conflitos que vão prender o telespectador à televisão. Ou não fosse este o grande objectivo destes programas.

Mesmo assim acho que há espaço para a dignidade. E isso ficou provado ontem pela concorrente Helena Isabel que decidiu fazer algo que poucas pessoas conseguem fazer com sucesso: confrontar um “monstro televisivo” como Teresa Guilherme, que considero a melhor pessoa em Portugal para conduzir um programa deste género. Esta concorrente não gostou de ser alvo de uma brincadeira, que considerou de mau gosto e que envolvia a sua lingerie. E disse isso mesmo à apresentadora.

Já acompanhei mais este tipo de programas mas hoje deparei-me com a notícia deste momento. Vi o vídeo e confesso que fiquei fã de Helena Isabel, que parece ser a pessoa que tem pânico de atravessar a ponte 25 de Abril. Já vi muitas argumentações que são pautadas por gritos, ofensas e falta de classe. Esta concorrente conseguiu confrontar Teresa Guilherme com calma, argumentando em condições e colocando os pontos nos ii. E com isto conseguiu ter a opinião pública do seu lado, tendo em conta as diversas críticas feitas à apresentadora.

Este episódio mostra que a dignidade tem espaço numa casa de um qualquer reality show. E creio que sempre teve. A diferença é o preço a que é comercializada pois muitas pessoas facilmente abdicam da sua por muito pouco. E bem vistas as coisas este problema não é exclusivo de um reality show. Para quem não sabe o que aconteceu, fica aqui o vídeo do momento.

porrada não vai faltar!

A guerra, se assim se pode chamar, que opõe os taxistas (ou parte deles) à Uber e Cabify conheceu um novo capítulo. Isto porque o Governo já tem pronto o decreto-lei que irá dar um enquadramento legal às empresas que parecem ser o terror dos taxistas. Mas isto não chega. Existem taxistas que nem assim ficam satisfeitos.

Para começar, os motoristas destas duas plataformas vão ter de ter formação e passa a ser obrigatório um título que os habilite a prestar o serviço. Passa também a ser obrigatório (independentemente de a plataforma já o fazer online) ter a identificação visível dentro da viatura, que passa a ter um dístico. Além disto, os carros só podem ter sete anos de “vida” (algo que não acontece com os táxis), são obrigados a ter um seguro igual ao dos táxis e a submeter-se a uma inspecção anual.

Só os taxistas é que podem circular nas vias BUS e só os taxistas é que podem apanhar passageiros que “levantem o braço” na rua. E também apenas os taxistas podem estar parqueados nas praças. Estas empresas não têm benefícios fiscais (as empresas de táxis têm) e são obrigadas a emitir automaticamente uma factura electrónica certificada (aos taxistas é exigido apenas em papel).

Florêncio Almeida, presidente da Antral, não conhece o diploma que vai legalizar estas empresas mas não tem problemas em avisar o Governo português de que “porrada não vai faltar!”. E são palavras como estas que fazem com que muitas pessoas gostem menos de uma classe. São também palavras destas que fazem com que muitas pessoas fujam a sete pés de um taxista. É aquela coisa de pagar o justo pelo pecador.

E são também palavras como estas que mostram que algumas pessoas parecem estar apenas dispostas a manter o monopólio de um serviço ao mesmo tempo que impedem que o cliente tenha opção de escolha. Sempre defendi que é o cliente que fica a ganhar com a oferta de serviços e produtos. É assim com os táxis, com os combustíveis, com a roupa, acessórios e alimentos em qualquer hipermercado, onde todas as pessoas adoram ter a opção de escolher produtos muito mais baratos do que outros, iguais, de marcas diferentes.

Olhando para aquilo que consta no decreto-lei creio que os taxistas continuam a ser protegidos em muitas coisas. As vantagens são mais do que aquelas que muitos querem fazer parecer não existir. Se está tudo perfeito? Talvez não esteja. Mas a ameaça de porrada a outros profissionais faz com que pessoas como o presidente da Antral percam a razão. Isso ou aqueles taxistas que agridem os colegas (e danificam viaturas) que preferem trabalhar em vez de fazer greve.

As pessoas necessitam de opções de escolha. Porque se é verdade que existem taxistas que são excelentes profissionais, existem outros que são desleixados, que têm viaturas com higiene que deixa a desejar, que são mal educados e que fazem o que podem para enganar clientes. E o aparecimento de outras opções fazem com que os maus profissionais vão ficando para trás ou que percebam que têm de evoluir profissionalmente para que os clientes optem por si e não pela concorrência.

Mas perceber o que é necessário para isto acontecer (e não é uma coisa do outro mundo) dá muito mais trabalho do que partir para ameaças físicas à concorrência. É o não querer ser melhor do que os outros mas apenas impedir que alguém seja melhor do que nós.

cuidado com as empresas de telecomunicações

Não é por acaso que as empresas de telecomunicação são aquelas das quais as pessoas mais se queixam e das quais apresentam mais queixas. E tendo em conta o funcionamento de muitas delas (ou de muitos agentes que pertencendo a outras empresas menores acabam por dar a cara por uma marca maior para a qual não trabalham directamente) até me admira que as queixas não sejam em maior número. E creio que não são em maior número porque muitos clientes simplesmente não estão atentos. Até ao momento em que algo corre mal... momento esse que pode ser tarde demais para resolver algo.

Não vou dizer o nome da empresa nem com quem se passou mas esta história é verídica. Uma pessoa assina um contrato com um agente de uma grande empresa de telecomunicações. Tudo parece correr bem (algo que a conversa de quem vende algo faz com que pareça tão claro como a água). Até que aquilo que parecia correr bem, começa a correr bem. A pessoa em questão consegue ter acesso ao contrato que assinou. Quer dizer, a uma cópia do mesmo pois possui um dos originais que assinou.

Qual não é o espanto da pessoa quando percebe que o contrato foi adulterado. Aquilo que a pessoa assinou não é aquilo que aparece num outro contrato, que a pessoa não assinou. Felizmente, os problemas foram numa fase inicial e tudo será resolvido sem qualquer problema. Se este situação fosse detectada apenas no futuro, os problemas seriam muito maiores. E de resolução mais complicada.

Este é apenas um exemplo do muito que se passa. Acredito que as empresas maiores não tenham noção (quero mesmo acreditar nisso) daquilo que muitos agentes fazem. E talvez por isso, ou pelos milhões que têm, acabam por não perceber que a sua imagem está a ser beliscada. E que é por causa de muitos destes agentes que muitas pessoas ficam com um "ódio de morte" a uma empresa grande, que talvez nem tenha culpa no cartório. Por isso, muito cuidado com estas empresas. E com os contratos que assinam.

o meu fetiche

No que à decoração da casa diz respeito tenho alguns fetiches. Dois deles foram realizados há algum tempo. O primeiro, uma pequena garrafeira e o segundo um original bar de gins. Ainda posso acrescentar mais um que passa por um daqueles baldes do lixo grandes, de metal. Por um lado é bom pois não são fetiches cuja realização/aquisição implique muito dinheiro.

Acabo de descobrir algo que me pode ajudar a colocar o próximo em prática. Refiro-me a um sinal em neon. E a culpa vai ser da Neon Mfg - Handmade Neon Art. É por lá que se encontram estes exemplos que aqui partilho. Sendo que é também possível personalizar o próprio sinal que se deseja. Os preços são em conta, tendo em conta o produto.





desperate houseman

Conheço diversas pessoas que elegem a empregada doméstica como o investimento que faziam, caso fosse possível. Conheço outras, em menor número, que preferiam ter alguém que cozinhasse para a família. Isto aplica-se a pessoas de ambos os sexos. Conheço também muitos homens para quem a lida da casa é um filme de terror, do pior que pode existir. São homens que fogem a sete pés de tudo aquilo que implique um aspirador, um pano do pó ou uma esfregona.

Já eu, não sou nada assim. Não minto que me dava jeito ter uma empregada, algo que já esteve para acontecer. Isto no sentido que tanto eu como a minha mulher saímos cedo de casa e acabamos por chegar ao final do dia. O que implica que a lida da casa tenha de ficar para o fim-de-semana, acabando por ocupar tempo que poderia ser gasto noutras actividades. E o tempo, o bem mais precioso do mundo, é mesmo a única coisa que me leva a querer ter uma empregada.

De resto, não tenho problemas nenhuns em limpar a casa toda. Aliás, não estou a fugir da verdade se disser que é algo que gosto de fazer. Não como uma actividade de tempos livres mas como uma necessidade que não me aborrece nada. Não tenho problemas em aspirar, limpar o pó e lavar o chão. Basta um pouco de música e tudo se faz. Sem dramas ou desesperos desnecessários. O que me leva a acreditar que talvez tenha sido um funcionário de uma empresa de limpezas noutra vida.

25.9.16

a melancia da mulher

Estou no Continente, na fila para pagar as compras. À minha frente está um velhote que começa a meter as compras na caixa. Para aproveitar o espaço coloca alguns artigos naquela zona que pertencendo à caixa não é tapete rolante. Quando me preparava para colocar as minhas compras - faço parte do grupo de pessoas que entende que não é necessário colar as compras à pessoa da frente (muitas vezes sem separador levando a funcionária da caixa a perguntar o que é de quem) nem respirar no pescoço da mesma - reparei que o senhor tinha deixado uma melancia esquecida na parte que antecede o tapete.

"Não se esqueça da melancia", disse ao senhor.

"Ahhhh! Já ficava aí. Muito obrigado", diz-me sorridente.

"Mas sabe, por mim até podia ficar", acrescenta.

"Mas é para a mulher e ela ia ficar chateada comigo. É melhor levar a melancia. Obrigado", concluiu.

23.9.16

ana malhoa, um guilty pleasure

Olho para a Ana Malhoa como um guilty pleasure masculino. A cantora é aquela música que todos ouvem, que todos sabem cantar de cor e salteado mas que todos fingem não ouvir quando o tema é debatido junto de mais pessoas. Ana Malhoa é aquele filme lamechas, cujas falas são conhecidas detalhadamente por todos, que se finge odiar em público. É também aquele bar "manhoso" onde se gosta de ir ouvir música e beber um copo mas que se finge detestar apenas porque não está na moda. Por fim, é também aquela mulher que muitos homens fingem odiar em público mas que acabam por "admirar" de forma mais ou menos secreta e que até sorriem por saber que está solteira. Esta é a minha leitura.

há sempre uma primeira vez

De tempos a tempos dou uma volta à roupa que tenho no roupeiro. Algo que serve para separar aquilo que visto do que já não visto. Há vários anos que faço isto e existia sempre um denominador comum a estas arrumações: guardar sempre a roupa do futebol. Podia já não jogar há meses. Sabia que quando fosse jogar acabaria por comprar roupa. Mas nunca colocava de parte a roupa do futebol. Essa ficava sempre comigo.

Esta foi a primeira vez que separei roupa desde que fui operado ao tendão de Aquiles. E pela primeira vez olhei para a roupa de futebol e coloquei tudo dentro de uma caixa. Não fiquei com nenhuma camisola de futebol. Pegava, olhava e colocava na caixa. O mesmo se passou com as meias de futebol. Só sobreviveram os calções porque acabo por usar para correr ou para o ginásio.

A vontade de jogar existe. Mas ainda não é assim tão forte que impeça que, pela primeira vez, arrume a roupa do futebol e que a tire de casa. Diz-se que há sempre uma primeira vez para tudo. Neste caso foi para arrumar as camisolas de futebol que marcam diferentes momentos da minha vida.

beleza e fodómetro

Acho especial piada ao momento em que duas celebridades - "rótulo" que parecer fazer do comum dos mortais um extraterrestre vindo de determinado planeta - como Angelina Jolie e Brad Pitt se separam e as pessoas dizem coisas como "como é que ela foi capaz de deixar um homem daqueles" ou "como é que ele deixa uma mulher daquelas". Basicamente as pessoas analisam o casal e a relação com base num fodómetro e estes estão no topo das hipotéticas noites loucas de sexo de homens e mulheres.

Pouco importa se Brad Pitt é um traste e se Angelina Jolie é insuportável e se ambos têm graves problemas de difícil resolução, tudo isto hipoteticamente falando. O que importa é que devem ser duas "fodas" do outro mundo! Um brinde aquilo que importa nas relações para a maioria das pessoas e que curiosamente consegue ser o primeiro factor de desilusões.

22.9.16

nunca confies numa mulher

a mais recente novidade do casal brangelina

Sempre fui da opinião que muitos romances de celebridades não passam de um embuste. Ou seja, existem namoros que servem para promover um filme, por exemplo. Vende-se a ideia de que o casal se apaixonou durante as filmagens e isso aumenta a curiosidade em relação ao filme, o que se traduz numa maior receita de bilheteira, aquilo que realmente interessa para muitas pessoas.

Só isso explica que determinados romances durem muito pouco tempo. E isto também acontece com músicos. Já perdi conta aos casais que fazem músicas juntos e que depois seguem o seu caminho, assim que a tal música arrefece. Esta é a minha leitura em relação a muitas relações que envolvem pessoas conhecidas. Não digo que não existem namoros sérios mas ninguém me tira da cabeça que muita coisa é inventada.

Neste sentido, sugiro uma ideia que envolve Brad Pitt e Angelina Jolie, que para muitas pessoas era um casal exemplar. Como já li por aí, "se um casal milionário, com seis filhos e com um vinho rosé caro não consegue, mais vale desistir da ideia do amor." A minha ideia passa por juntar o agora ex-casal num filme. Num drama com muito amor e acção. Aos dois actores junto Jennifer Aniston, Marion Cotillard e também Billy Bob Thornton no elenco. É sucesso garantido. Aposto que seria um sucesso de bilheteiras. Fica a dica.

meter ou não meter, eis a questão

Uma mulher, nos Estados Unidos da América, encontrou um pai e uma filha que estavam a fazer compras num qualquer supermercado. A menina ia presa, pelos cabelos, ao carrinho de compras do pai. E implorava ao progenitor para não a puxar pelos cabelos, prometendo que não repetia o que tinha feito e que tinha levado o pai a fazer o que estava a fazer. A mulher abordou o homem que lhe disse para se meter na sua vida. Um polícia presente no local referiu que o homem tem o direito de educar a filha à sua maneira, acabando também por nada fazer.

Recuando no tempo, quando fui agredido no Porto, na companhia de um amigo, por um grupo de cerca de sete jovens, existiam algumas pessoas que estavam relativamente perto de nós e que nada fizeram. E o caso deste pai e desta menina fizeram com que recordasse a noite em que fui agredido por um grupo de jovens que supostamente nos queria roubar mas que rapidamente partiu para a violência, roubando apenas o meu telemóvel profissional que deveria valer, assim na loucura, 9,99 euros.

E penso em ambas as situações no sentido de perceber se quem assiste a algo deste género deve interferir ou não. Não tenho dúvidas que de considero que as pessoas devem interferir. Moralmente é o mais correcto. É aquilo que todas as pessoas deveriam fazer em situações que não fazem grande sentido, como é o caso de um pai arrastar uma filha pelos cabelos num espaço público ou de um grupo de pessoas que assiste a um cobarde acto de violência. Mas, por outro lado, não condeno quem opta por não interferir, ao jeito daqueles profissionais que fazem aqueles extraordinários programas de vida selvagem e que têm como primeira regra não interferir com a realidade que observam e que, em muitos casos, chega a ser injusta.

E digo isto porque a nobreza de querer ser justo com determinada realidade pode acabar por ser um grande problema para essa pessoa. Conheço pessoas que já quiseram ajudar outras e acabaram, por exemplo, agredidas. E é por isso que não critico quem não tem problemas em assumir, salvo raras excepções, que não interfere em determinadas situações. E no exemplo desta menina, nem o polícia se quis meter. Só a divulgação (viral) das imagens da menina presa ao carrinho pelos cabelos é que levaram a Polícia a investigar o que se terá passado.

Se for feito um questionário, acredito que a esmagadora maioria das pessoas dirá que não tem problemas em interferir numa situação que considere injusta e que ocorra em público. Por outro lado, quando o questionário passa a vida real, a maioria das pessoas fecha os olhos a determinadas situações que ocorrem e que consideram injustas. E muito sinceramente, apesar de não concordar com esta postura, sou incapaz de apontar o dedo a quem o faz. É o mundo que temos... e neste mundo os heróis são muito poucos.

queres conhecer a tua namorada? e a tua mulher?

Certo dia estava a almoçar, num daqueles espaços em que todas as pessoas ficam ao balcão, perto umas das outras, quando ouvi algo dito pelo homem que estava mesmo ao meu lado. "Queres conhecer a tua namorada? Casa com ela! Queres conhecer a tua mulher? Pede o divórcio!", foi aquilo que disse ao amigo que o acompanhava. Pelo desenrolar da conversa, que era impossível não ouvir, deu para perceber que era um homem em processo de divórcio. E que estava a ter muitos problemas com a mulher, descobrindo, segundo as suas palavras, facetas que a mulher nunca tinha revelado.

Este é apenas um exemplo de uma pessoa que se separa/divorcia. Mas acredito que muitas pessoas vão rever-se nestas palavras. Muitas mulheres vão dizer que estas palavras aplicam-se na perfeição ao ex-marido. Tal como muitos homens vão dizer que assenta que nem uma luva na ex-mulher. A percentagem que não se identifica com isto será muito menor. E refiro-me às pessoas que não tiveram qualquer problema/guerra no momento do divórcio. E numa análise de memória recordo-me de diversos amigos que tiveram problemas, alguns graves, na hora do divórcio.

Não sei o que move estas guerras mas acredito que quase todos os caminhos vão dar à mágoa pelo final de uma relação, independentemente de ser por desgaste ou por outro motivo qualquer inesperado. Acredito que seja a rejeição que leve alguém a dificultar ao máximo a vida a outra pessoa. E digo isto porque idealizo o final de uma relação como um momento em que cada um segue a sua vida da melhor forma possível. Sem dramas ou guerras que tornem praticamente impossível qualquer relacionamento, por mais cordial que seja, quando as coisas acalmarem pois defendo que no imediato, quando uma relação termina, não existe espaço para a amizade.

E estas guerras, cada vez mais comuns, levantam a questão: a pessoa foi sempre assim e estava disfarçada pelo amor ou será apenas um reflexo de um inesperado mau momento? Se bem que podem levantar muitas outras. O que é certo é que existem guerras que são espectáculos muito feios, em especial aquelas que envolvem crianças que não pediram para nascer e que passam a ser armas de arremesso na mão dos pais que se separaram.

21.9.16

quando as unhas dão cabo da saúde

Ao que parece as mulheres cometem um grande erro no momento em que vão arranjar as unhas. E esta falha pode ter implicações graves na saúde. De acordo com a organização norte-americana Skin Cancer Foundation, os aparelhos a que as esteticistas recorrem para secar o verniz utilizam lâmpadas UV e LED que emitem radiações ultravioleta que estão associadas ao envelhecimento da pele bem com ao desenvolvimento de cancro da pele. Segundo esta organização, a solução é secar as unhas ao ar livre ou, caso exista pouco tempo, recorrendo a uma ventoinha.

Já agora, e porque o tema é unhas, existem mulheres que têm unhas de uma considerável dimensão. Até que ponto - e pergunto isto com total desconhecimento na matéria - é prático, nas mais diversas tarefas diárias, ter as unhas "enormes"?

diferenças irreconciliáveis

Ler um comunicado de um casal que anuncia que se irá divorciar devido a "diferenças irreconciliáveis" é a mesma coisa que ouvir alguém dizer que vestiu um casaco porque tinha frio, que abriu o chapéu de chuva porque estava a chover ou que tem calor porque estão mais de trinta graus. Se não estivesse frio ninguém vestia casacos, se não chovesse ninguém necessitava de chapéus de chuva e se estivessem sempre três graus ninguém tinha calor na rua. Tal como se não existissem diferenças irreconciliáveis não existiam separações nem divórcios. Ainda está para chegar o dia em que um casal partilha um comunicado a anunciar uma qualquer separação - algo que entendo ser desnecessário - devido a "uma vida perfeita, cheia de amor em que tudo corria bem e em que a sintonia era total em todas as áreas".

estou rendido

Tenho aproveitado estes dias de férias para finalmente me entregar a Narcos. E com meia temporada vista já estou rendido. Estou conquistado. Tudo na série é em bom. A começar pela ligação entre a realidade e a ficção. Já tinha referido que o filho de Pablo Escobar tem criticado muitas falhas na série mas pelo que tenho lido existe uma grande ligação entre a realidade e a série. Até porque dois dos consultores da mesma são protagonistas da história.

Depois existe Wagner Moura, um actor brilhante com um desempenho fenomenal. E outros actores menos mediáticos mas que estão igualmente muito bem. A qualidade da imagem é outro detalhe que faz toda a diferença nesta série que está realmente muito bem feita. Existe ainda um detalhe que para mim faz toda a diferença. E refiro-me à narração, algo que muitos realizadores e fãs odeiam. Nesta série específica a narração faz toda a diferença para que as pessoas se sintam inseridas em todos os momentos da história. A narração pode ser mal amada mas aqui é claramente um ponto extra.

A continuar assim irei devorar o resto da primeira temporada e a segunda em muito pouco tempo. E fico feliz por saber que já estão garantidas mais duas temporadas. Só espero que o sucesso de Narcos não transforme uma série muito boa em algo medíocre que se arrasta apenas devido ao grande sucesso. Este será o grande desafio de quem faz Narcos, tal como tem sido o desafio de praticamente todas as séries de sucesso mundial.

as diferenças entre eles e nós

A minha mulher está prestes a partir numa viagem profissional rumo a um destino árabe. E esta viagem está a ser marcada por um apertado conjunto de regras no que à roupa diz respeito. Por exemplo, a minha mulher está proibida de vestir roupa justa, de usar roupa que deixe os ombros a descoberto ou vestidos acima do joelho. Estes são apenas alguns exemplos daquilo que terá de cumprir, de modo a evitar problemas desnecessários.

Nada tenho contra estas regras. São o que são. E os visitantes têm de cumprir. É a mesma coisa que ter pessoas na minha casa. Quem vier a minha casa terá de respeitar as minhas regras. Por exemplo, se não fumo em casa, nenhum convidado o irá fazer. É uma regra que tenho e que os outros têm que cumprir. Tal como cumpro as regras dos outros quando estou numa área que não é minha. E isto não causa estranheza a ninguém.

Aquilo que me espanta é a indignação quando os europeus querem que as pessoas de países como aquele que a minha mulher irá visitar sigam aquilo que se faz por cá. Que não é mais do que aquilo que eles querem que os europeus cumpram quando os visitam. E por vezes parece que existem dois pesos e duas medidas ou duas formas de pensar. Temos de respeitar que façam cá aquilo que fazem por lá mas não nos batemos por fazer lá aquilo que fazemos cá.

20.9.16

somos caça promoções

Existem estudos que colocam os portugueses na cauda da Europa em diversas áreas. Existem outros que colocam os portugueses no topo. Como é o caso deste. De acordo com um estudo internacional da Nielsen, os portugueses são daqueles que mais se deixam influenciar pelas promoções. São dos que mais comparam preços. Este estudo revela ainda que as mulheres, entre os 25-34 anos, são quem mais se preocupa com os preços na hora de ir às compras no supermercado. Este grupo representa 51%.

Existem duas formas de olhar para estes dados. Numa primeira análise, até porque os tempos que vivemos não são os melhores, poderá dizer-se que o dinheiro está todo contado, que faz-se tudo e mais alguma coisa para poupar dinheiro. Ou seja, trata-se de um reflexo da crise. Quem não tem muito dinheiro olha para os preços detalhadamente, de forma a poupar dinheiro. Mas esta não é a única análise.

Prefiro a leitura de que os portugueses estão mais inteligentes no momento de ir às compras. Não nego que esta aprendizagem poderá ser um dos reflexos da crise. Mas vejo esta poupança como sinal de inteligência. Qual o motivo de pagar x por um produto se é possível pagar y e poupar dinheiro que pode ser canalizado para outras coisas? Fazer o oposto é que seria de estranhar. Acho que o impacto seria maior caso os portugueses não se preocupassem com os preços.

Por outro lado, e ainda bem, são os próprios supermercados que alimentam esta inteligência dos consumidores. Lutam pelos melhores preços, apregoam as melhores promoções e tudo isto faz com que as pessoas escolham onde querem fazer compras. Onde podem comprar tudo aquilo de que necessitam pelo menor preço possível. Algo que por exemplo também é feito na hora de abastecer o automóvel, com a maioria das pessoas a comparar preços. Olho para tudo isto como um claro sinal de inteligência dos consumidores. E ainda bem que os portugueses estão no topo.