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30.6.16

morto e vivo ao mesmo tempo: é possível!

Morto e vivo ao mesmo tempo. Estranho? Nada disso! Mais do que possível. Quem não acredita nisto que experimente correr 6,56 quilómetros debaixo de uma temperatura "fresquinha" de mais ou menos 34 graus e com subidas bastante acentuadas. Só mais um detalhe. Fazer isto depois de andar quase dez quilómetros ao longo do dia com temperaturas ainda mais elevadas. Por isso, morto e vivo é possível. Agora que venham os golos de Portugal para o "morto" se ir embora.

29.6.16

ferialho


Ferialho: quando parece que vais de férias mas é trabalho.

há uma primeira vez para tudo, até para ir à domino´s

Há muito que ouvia falar das já famosas pizzas da Domino´s. E conheci melhor estas pizzas quando estive alguns dias com um amigo que é cliente assíduo da casa e que também é amigo de uma pessoa com um cargo importante na Domino´s. Também a minha cunhada é cliente desta empresa e já tinha feito elogios às pizzas. E ontem foi o dia de experimentar a fama da casa. E estou a partilhar a minha experiência porque tanto no instagram como no facebook do blogue foram feitos diversos comentários.

Começo pelo espaço. Muito bonito. Moderno mas ao mesmo tempo acolhedor para quem deseje comer na loja. Destaco a atenção dada às crianças. Enalteço também a mecânica da loja. O pedido é acompanhado ao minuto. Os funcionários são simpáticos. Neste domínio tudo corre bem e a simples experiência de ir buscar uma pizza para comer em casa transforma-se em algo que vai além disso. Passa-se um bom bocado enquanto se aguarda a comida. Tudo aquilo faz com que a espera não seja nenhum drama.

Quanto aquilo que realmente importa - a qualidade das pizzas - posso dizer que fiquei satisfeito com as duas que escolhemos. As pizzas tem uma apresentação muito boa e o sabor está à altura da fama que começa a ganhar. É claro que haverá sempre quem prefira estas ou aquelas, até porque as pessoas são diferentes. Aquilo que posso dizer é que recomendo uma ida à Domino´s. Olho para estas pizzas como pizzas de restaurante que se comem em casa. É uma comparação que não considero descabida.

Tudo teria sido perfeito caso não tivesse acontecido aquilo que vou explicar agora. Como referi, foi a minha primeira ida à Domino´s. Pedi duas pizzas médias e uma bebida de 1,5L. Quando peço a bebida dois empregados olham para mim (a funcionária que me estava a atender e outro). Não percebi porquê. Chegou a hora de pagar. Paguei 23 euros, levantei as caixas e vou embora. Enquanto caminho para o carro percebo que tenho duas publicidades coladas nas caixas das pizzas. É uma promoção (em vigor) que me permite levar duas pizzas grandes (até quatro ingredientes) para casa com oferta de uma bebida de 1,5L. Isto por 20 euros.

Ou seja, paguei 23 euros por duas pizzas médias e uma bebida quando poderia ter pago 20 por duas pizzas grandes e ainda com oferta da bebida. Não posso dizer que fui mal atendido, porque não fui. Nem posso dizer que fui enganado, porque não fui. Mas saí de lá com a sensação de que faltou algo. E este algo era a funcionária ter dito que existia uma promoção em vigor que me permitia levar pizzas maiores para casa e pagar um valor inferior ao que paguei. Isto não me leva a dizer que a Domino´s não presta. Seria muito injusto dizer isso porque as pizzas são realmente boas. Também não posso dizer que a funcionária foi má. Isso também seria exagerado. Recorrendo a mais uma comparação, é como se a funcionária tivesse feito os mínimos para estar nos Jogos Olímpicos quando poderia ter feito um tempo melhor.

Talvez repare mais neste tipo de coisas porque já estive no outro lado. E em diversas situações. Em lojas de tinta, de materiais de construção, de roupa e material desportivo e de roupa casual. E sempre tive esse cuidado em relação aos clientes. Sempre fiz aquilo que gostaria que me fizessem se os papéis estivessem invertidos. E tenho a certeza de que aquela funcionária (ou qualquer outro da mesma casa) gostaria de saber que existia uma promoção em vigor que permitia poupar dinheiro numa visita a uma qualquer loja.

Resumindo, que isto já vai longo, a fama da qualidades das pizzas da Domino´s é mais do que merecida. É justa! Têm bastante qualidade e são muito bem feitas. E se houver por aí fãs de comida picante recomendo a pizza tropicaliente que me deixou a boca a arder durante largos minutos mas que estava muito saborosa.

o que se passa aqui?


Nota prévia: Não se trata de uma montagem. A foto é real. Nela aparecem, da esquerda para a direita: George W. Bush, Anna Wintour, Donald Trump (sósia), Rihanna, Chris Brown, Taylor Swift, Kanye West, Kim Kardashian, Ray J, Amber Rose, Caitlyn Jenner e Bill Cosby. A questão que fica no ar é: o que se passa aqui?

A) Trata-se de uma orgia de celebridades. Algo bastante comum mas desta vez o momento acabou partilhado nas redes sociais;

B) O grupo estava a almoçar. Já tinham bebido vinho a mais até que alguém disse: "Giro, giro era imitarmos o famoso quadro Sleep de Vincent Desiderio". Ao que Kim Kardashian respondeu logo: "Vamos a minha casa e tratamos disso num instante". E lá foram;

C) Trump para conquistar votos decidiu meter-se na cama com esta gente toda. Mesmo que para isso tenha recorrido a um sósia;

D) Kanye desafiou Kim para uma orgia. A condição para Kim aceitar foi tirar esta foto, que ilustra o momento do cigarro que se fuma depois do sexo, sendo que só ela (e um homem à sua escolha) é que podiam mostrar o rabo na imagem;

E) Kanye West a ser Kanye West. É apenas um frame do seu mais recente vídeo e serve para reflectir sobre o verdadeiro significado da fama.

28.6.16

verdade ou mito #99

Há algum tempo que não recuperava esta rubrica. Por isso o regresso será feito em dose dupla. E é para a menina e para o menino. Hoje dá para todos. E como manda a educação e o cavalheirismo, vou começar pelo sexo feminino. Mulheres e segredos. Há quem defenda que as mulheres não conseguem guardar um segredo. Há quem diga que são um túmulo. Mas afinal, durante quanto tempo é que uma mulher consegue guardar um segredo? Será verdade que uma mulher só consegue guardar um segredo durante duas horas? Ou será mito pois conseguem guardar, em média, um segredo durante dois dias? Verdade ou mito?

E agora eles. Há quem defenda que é dos carecas que elas gostam mais. Mas o tema não é esse. O assunto a abordar é outro. Envolve barriguinhas masculinas minimamente generosas. Será que a barriga deles têm influência na forma como amam? Será verdade que os homens com barriguinha são melhores amantes? Ou será mito porque o tamanho da barriga em nada influencia a forma como eles amam. Verdade ou mito?

merecias muito mais

Sou louco pelo "meu" Benfica. Vibro apaixonadamente com cada conquista. Fico triste com objectivos não alcançados. Gosto de fazer algumas piadas com os adeptos e clubes rivais. Mas fico-me por aí. A minha loucura (que considero sã, por mais estranho que possa soar) não me impede de olhar para determinados aspectos de outros clubes com olhos de ver. Sei apreciar talentos de clubes rivais. Consigo descortinar injustiças que acabam por me entristecer, mesmo não me dizendo respeito.

E Helton é exemplo disso mesmo. Mesmo sendo benfiquista custa-me assistir aquele que considero ser um triste final de carreira (ou de permanência no Porto) de um jogador que admiro e que vejo como símbolo de um clube rival. Habituei-me a ver Helton liderar os azuis e brancos. Sempre de sorriso no rosto. Sempre com algo a dizer. E, sobretudo, a dar a cara quando todos fugiam porque as coisas corriam mal. Não estou por dentro da realidade azul e branca mas olho para Helton como um dos jogadores mais titulados (num passado recente) do clube.

Os jogadores não são eternos. Tudo tem um final. Mas Helton merece mais do que um adeus abandonado. Custou-me ver o jogador dizer que se sentiu sozinho quando sofreu uma lesão igual à minha (ruptura total do tendão de Aquiles). Estou a milhares de quilómetros de distância de Helton mas percebo aquele desabafo. E percebo porque também aprendi muita coisa ao longo dos meses de recuperação de uma lesão muito chata.

O comunicado a dizer que Helton chegou ao fim é pouco. E é a prova de que o futebol tem memória muito curta. E quando vejo episódios destes dou razão aos jogadores mercenários que hoje amam este e amanhã dormem com aquele porque pagou mais. Não podemos criticar um jogador por não ter paixão a um clube quando tratam os atletas como mercadoria. Helton merecia mais. E este caso, que é mediático, é também uma lição de vida. Porque infelizmente isto não acontece só em grandes clubes. Acontece no emprego, no grupo de amigos e em todo o lado.

mulheres, fama e o demónio chamado silicone

Parece que o universo ligado à música pop anda em alvoroço. Mas será que é por causa de um novo sucesso de uma qualquer cantora? Não! Será porque existe um álbum que está a bater todos os recordes de vendas? Também não! Será ainda que existe um novo casal sensação entre dois dos grandes talentos musicais da actualidade? Nada disso! A questão é uma. A bem da verdade são duas. E refiro-me às mamas de Taylor Swift. O que todos querem saber é: Taylor Swift recorreu ao silicone ou não? Esta é a questão do momento.

Enquanto homem nada tenho contra cirurgias estéticas que servem para que uma mulher (ou homem) aumente a auto-estima. Respeito quem defende "sou feliz com o que Deus me deu" mas também respeito quem opta por mudar algo. Aquilo que realmente interessa é que a pessoa se sinta bem. Se alterar algo no seu corpo melhorará a sua auto-estima sou o primeiro a incentivar. E uma mulher (ou homem) não é menos real porque decidiu submeter-se a uma intervenção estética. E retiro desta última frase as pessoas que são viciadas em cirurgias e que acabam por parecer bonecos de cera. Refiro-me apenas a pessoas que fazem uma pequena alteração que até poderá passar despercebida a muitas pessoas.

Por outro lado, não defendo que quem se submete a uma alteração tenha de ter um cartão na testa onde se pode ler: "alterei X no meu corpo". Tal como as pessoas não são obrigadas a falar sobre o que fazem. É algo legítimo. E aqui entro no domínio de mulheres como Taylor Swift. A cantora, ou outra celebridade qualquer, não tem de comentar (caso não o deseje) este tipo de assuntos. Mas também percebo que este tipo de coisas sejam bastante interessantes para os fãs das celebridades. Será que tem silicone? Aposto que sim! Tenho a certeza de que não! Aquilo não é dela. Aquilo é um soutien xpto que faz aquele efeito. E por aí fora.

Mas, se acho que não são obrigadas a comentar, considero ridículo quando mentem às pessoas. Ou seja, quando é evidente aos olhos de todos que existe algo que foi mudado mas a celebridade opta por dizer, quase jurando a pés juntos, que tudo é natural, que nada fez. Por exemplo, recordo-me de uma mulher ter dito que as mamas simplesmente tinham crescido por elas e que isso tinha acontecido de um momento para o outro. E este desejo de esconder coisas é bastante comum entre as mulheres (e também os homens) mais conhecidas. E isto acho que já é desnecessário. Basta dizer que é um assunto sobre o qual não deseja falar.

Os motivos para isto podem ser vários. Pode existir o receio de que os fãs fiquem desiludidos com a pessoa. Podem achar que passam uma imagem que não querem passar. Podem também preferir mentir, passando a imagem de que o corpo é trabalho de muito esforço e dedicação. E a verdade é que muitas pessoas acreditam em qualquer teoria sem questionar o que quer que seja, sem pensar em nada. Resumindo, se não defendo a ostentação acabo por condenar a mentira que considero desnecessária.

PS - Já que Taylor Swift foi o mote deste texto, considero que fica melhor com a nova silhueta.

magro ou gordo?

Em diversos textos partilhados no blogue abordei a temática que opõe os gordos aos magros. E sempre disse que é assunto que dá pano para mangas e que nunca deixará ninguém satisfeito. Acontece isso em Portugal tal como acontece em qualquer parte do mundo. E a prova disso mesmo é um dos mais recentes filmes da Disney. Refiro-me ao filme de animação Vaiana que conta com Maui, uma personagem lendária das Ilhas do Pacífico.


De acordo com a lenda, Maui pescou do mar as Ilhas do Pacífico. E a Disney não teve qualquer problema em fazer de Maui um herói obeso. Numa altura em que se debate cada vez mais os corpos magros, seria de esperar que esta decisão fosse aplaudida. Que fosse uma forma de lidar com o excesso de peso. Que fosse um passo em frente numa temática delicada e sensível. Certo? Nada mais errado.

É que muitas pessoas não estão satisfeitas com o excesso de peso de Maui. Pessoas com cargos políticos dizem que Maui é metade porco, metade hipopótamo. Há quem defenda que o personagem não só pescou as ilhas como acabou por fritar e comer as mesmas. Há quem diga que tal não é aceitável porque basta olhar para os homens e mulheres da Polinésia para perceber que não têm excesso de peso.

Maui é a prova provada, passe a redundância, de que a temática que opõe gordos a magros nunca será consensual. Nunca irá satisfazer todas as pessoas. Por um lado não queremos publicidades a biquínis com mulheres magras. Por outro não queremos desenhos animados gordos. Pode ser que um dia este assunto ganhe uma dimensão real e séria. E que finalmente se comece a debater as questões associadas à saúde em vez de meio mundo andar preocupado com mulheres magras de biquíni ou com desenhos animados com excesso de peso. Até lá continuamos a "brincar" aos gordos e aos magros.

27.6.16

onde pago #2


Amanhã vou entrar no carro para mais uma viagem profissional até ao Algarve. E não imagino melhor região nacional para usar estas belas meias. Só resta saber onde posso comprar as minhas sock sandals.

algo tipicamente português

Os portugueses têm características muito suas. Uma delas passa pela necessidade de denegrir alguém de modo a elogiar outras pessoas. E o exemplo mais recente disso tem dois protagonistas que deveriam ser admirados por todo o mundo. Refiro-me ao “nosso” Cristiano Ronaldo e a Lionel Messi. Parece que para elogiar um é necessário denegrir o outro.

A Argentina de Lionel Messi perdeu a final da Copa América (para quem não está familiarizado com a competição é uma espécie de “europeu”). E o jogador argentino falhou uma grande penalidade, tendo o jogo sido decidido nestes lances. E logo apareceram os "defensores" de Cristiano Ronaldo. Que denegriram o jogador argentino para elevar Cristiano Ronaldo. Até parece que o jogador português passou a ser melhor apenas porque Messi falhou uma grande penalidade.

Esta característica é muito nossa, dos portugueses. Parece que só conseguimos ser melhores quando alguém é pior. É assim neste exemplo. É assim no trabalho. É assim no grupo de amigos. E até no prédio onde vivemos. Somos melhores porque alguém fez merda. E, muito sinceramente, isto é algo que me custa compreender. Mas alguém é bom apenas porque alguém fez merda? Porque alguém errou? Isto não será desvalorizar o mérito de alguém que se tenta elevar?

Messi é um talento raro que tem muito de natural. Cristiano Ronaldo é um talento raro que tem muito de trabalho. Atrevo-me a dizer que o jogador português tem mais vontade de ser o melhor do mundo do que os portugueses todos juntos de se destacarem nas suas profissões. Mas Messi não é melhor porque Cristiano Ronaldo erra. Tal como o português não é melhor porque o argentino perdeu a final de uma competição. São dois exemplos para que todas as pessoas tentem ser os melhores que podem ser nas suas profissões.

Por pensar assim é que ainda me espanta que tantas pessoas sintam a necessidade de denegrir alguém de modo a que se sintam melhor em relação a alguém ou algo. Parece que ser bom obriga a que alguém seja uma merda. E mal dos coitados que pensam assim. Ser melhor significa ter de trabalhar ainda mais do que aquele “gajo” que é muito bom no que faz. A competição é esta. Não é ficar à espera que alguém meta a pata na poça para dizer “eu sou melhor porque não meti”. Mesmo que não se faça mais nada na vida que não seja evitar as poças onde os outros, que tentam ser bons em algo, metem os pés.

o melhor elogio que posso receber

Desde o lançamento do livro que tenho recebido diversas mensagens em relação ao mesmo. E tudo isto resulta num misto de emoções. Tal como o apoio que tenho recebido nos últimos tempos. Como já tinha referido não tenho grandes expectativas em relação ao livro. Em relação ao que será. E isso faz com que tudo seja mais saboroso. É uma das vantagens da ausência de expectativas.

Mesmo assim, existe algo que considero ser um dos melhores elogios que podem fazer ao livro. “O teu livro já vai a meio. Depois digo o que achei”, disse-me um amigo. “É curioso que me revejo em tanta coisa”, acrescenta. E só isto já é bom. E digo isto porque sou o tipo de pessoa que gosta de sentir proximidade em relação ao que lê. É uma sensação que me agrada bastante.

“Acho que a todos os que já amaram acontece o mesmo”, prossegue. “É tão real que se materializa à nossa frente”, conclui. E não vou mentir. Sabe muito bem ler isto. É talvez a melhor coisa que se possa ser dita a quem escreveu uma qualquer história. É alguém dizer que poderia ser a personagem X a viver o momento Y. Até porque isso já aconteceu em determinado momento da sua vida, a meio de uma qualquer história de amor.

Obrigado a quem me disse isto. Obrigado a quem tem partilhado comentários comigo. E também aqueles que me têm enviado fotografias com o livro nos mais diferentes cenários. É mais ou menos como aquele anúncio em que dizia que podia viver isto sozinho, sem vocês, mas certamente não seria a mesma coisa. Muito obrigado!

desabafo de um português nojento

Exmos. senhores do jornal 20 Minutes,

Por cá, em Portugal, costuma dizer-se que “quem não sente não é filho de boa gente”. Por isso, e como senti, decidi dedicar-vos um pequeno texto. Uma espécie de carta aberta. “Este Portugal é nojento, mas está nos quartos-de-final”, escrevem os senhores num artigo sobre a principal equipa de futebol do meu País. Isto porque a nossa selecção só rematou à baliza croata aos 117 minutos.

Para começar, e enquanto um fervoroso adepto de futebol, sou o primeiro a admitir que o futebol praticado por Portugal está longe de ser brilhante. Mas assumo também que estou farto de futebol bonito sem troféus. Se for para jogar assim mas para ganhar fico mais do que satisfeito. Se preferia ganhar 20-0 com um hat-trick do Rui Patrício (o nosso guarda-redes)? Claro que sim! Mas contento-me com vitórias magras e com direito a apenas uma jogada perigosa.

Mas considerar que a minha selecção é “nojenta” é capaz de ser um bocado exagerado. Até porque a vossa brilhante equipa também deixa um pouco a desejar. Se nós somos nojentos vocês devem trocar de cuecas diversas vezes ao longo dos jogos com golos tardios e até com vitórias magras bastante suadas. Mas o futebol é isso mesmo e não são nojentos por isso.

Recordo também que os nossos nojentos estão nesta competição por mérito próprio. Vocês também, até porque são os anfitriões. Mas como a memória não deve ser curta, talvez se falar de Henry e de uma mão marota vocês recordem a forma como se apuraram para uma importante competição. Ou podemos ainda falar de escândalos mundiais de corrupção (no mundo do futebol) onde não consta o nome de nenhum português.

Calma! Eu sei que também temos escândalos de corrupção. Mas passando a fronteira para Espanha já ninguém se recorda de nós e do que se passa aqui no nosso pequeno rectângulo. Isto tudo para dizer que vocês não são nojentos porque ganham perto do apito final ou por outro motivo qualquer. Isto é apenas futebol. Não mais do que isso. Deixem isso do nojento para as conversas de café e para quem diz tudo o que pensa. A vocês, enquanto jornalistas, peço um pouco mais. Digam que não jogamos nada. Escrevam que não rematamos. Façam o que quiserem. Mas esqueçam lá isso do nojento.

Desabafo de um português nada nojento.

PS – Boa sorte para o resto do Euro'2016.

24.6.16

motivos pelos quais as pessoas devem fazer sexo (como se fosse preciso)

Dar a conhecer uma lista (elaborada pelo site Prevention) com sete motivos pelos quais as pessoas devem ter relações sexuais pode parecer absurdo. Qualquer homem que se depare com um título semelhante irá pensar: "mas são precisos motivos para ter sexo?" Acredito que as mulheres vão pensar o mesmo. Afinal, quem é que não gosta de sexo? Acredito que exista alguém que responda "eu não gosto" mas quero acreditar também que estas pessoas são uma minoria.

Brincadeiras à parte, existem motivos pelos quais as pessoas devem ter sexo. E são todos muito mais sérios do que parecem. Vão muito além das piadas e dos sorrisos envergonhados com que muitas pessoas ainda lidam com uma temática que é muito mais séria do que aquilo que fazem parecer. Vamos lá aos motivos pelos quais as pessoas devem ter relações sexuais com frequência.

1 - Aumento de ansiedade
Quando não existe sexo aumenta a ansiedade. Por exemplo, e isto com base num estudo, pessoas que têm relações duas vezes por semana, lidam muito melhor com situações que podem ter algum stress como é o caso de discursar em público. Durante o sexo o cérebro liberta substâncias que ajudam a que a pessoa se sinta melhor, mais calma.

2 - Homens, cuidado com o cancro da próstata
Homens que têm relações sexuais têm um decréscimo de 20% no risco de cancro da próstata. O motivo? Ejaculações frequentes removem substâncias perigosas da próstata.

3 - Gripes e constipações
Menos sexo significa uma maior exposição aos germes. Mas por outro lado, o sexo enfraquece o sistema imunitário.

4 - Disfunção eréctil
Homens que não têm relações com frequência aumentam para o dobro a possibilidade de ter disfunção eréctil. O pénis é um músculo e isso diz tudo.

5 - Insegurança
A falta de sexo também mexe com a felicidade e insegurança. A falta de sexo pode afectar (e muito) a auto estima das pessoas. E num efeito bola de neve surgem muitos problemas associados à insegurança.

brexit: porque o medo não vence sempre

Não é a minha área e a minha opinião em relação ao badalado Brexit de pouco ou nada vale. Ao longo do dia tenho lido muitos comentários, sendo que quase todos são contra o Reino Unido e contra as pessoas que votaram a favor do adeus à União Europeia. É certo que não sei o que irá acontecer no futuro. Tal como não sabem as pessoas que dão palpites. Acredita-se nisto, acredita-se naquilo, defende-se isto e defende-se aquilo. O que irá acontecer só o futuro o dirá.

Aquilo que sei, porque é demasiado evidente, e que parece passar despercebido a muitas pessoas é que o medo e a intimidação nem sempre vencem. E a União Europeia aprendeu isso mesmo. Com isto não quero dizer que o voto foi (ou não) o melhor. Aquilo que está aos olhos de todos é que meter medo às pessoas não resultou neste caso. Foi uma estratégia que passou ao lado.

Por outro lado, os cidadãos deram um belo exemplo do uso da democracia. Votaram mais de 33 milhões de pessoas (num universo de 46,5). As pessoas não foram discutir política para o café do bairro. Não foram para a máquina do café do trabalho discutir o tema com o colega. Exerceram algo que por cá anda pelas ruas da amargura, que é o direito de voto. Por cá todas as pessoas andam nas redes sociais a debater o Brexit mas esquecem a política no momento de votar em Portugal.

paz à sua alma

Em tempos a minha mulher ofereceu-me um iPod shuffle. E este aparelho foi o meu parceiro de desporto ao longo de muitos anos. Foram quilómetros corridos a dois. Pesos levantados a dois. Até viagens feitas a dois. Praticamente andámos sempre juntos. Até que num destes dias quis voltar a correr ao som das duas músicas. Esteve um pouco à carga e ainda ouvi um pouco de uma música de Justin Timberlake. "Perfeito", pensei.

Tudo estava bem até ao momento em que saí de casa para iniciar a corrida. Voltei a ligar o iPod que não deu sinal de vida. Não havia Justin Timberlake nem outro artista qualquer. Os últimos dias foram passados a tentar reanimar o meu amigo que guarda horas e horas de música. Que não tenho como recuperar porque em tempos foi o computador que avariou e perdi a minha lista de músicas. Depois de muitas tentativas achei que hoje era hora de deixar o meu amigo partir. Até porque não consigo fazer mais nada. E chegou o momento de dar a triste notícia à minha mulher.

Eu - "Acho que o iPod morreu de vez", disse, com tristeza.

Ela - "Já tem muito tempo", referiu, para me animar.

Eu - "Estou a colocar 27 músicas no iPhone para ir correr", acrescentei. (Não gosto de correr sem música).

Eu - "Morreu ao som do Timberkale", disse.

Eu - "Se o iPod for uma ela aposto que morreu feliz", acrescentei.

Ela riu-se. Adeus iPod. Paz à sua alma.

coisas várias sobre ontem

Não tinha grandes expectativas em relação ao que seria o lançamento do meu livro ontem. E isso fez com que tudo soubesse muito melhor. Não tenho palavras para agradecer o amor, apoio e carinho de tantas pessoas que acabaram por encher o espaço do lançamento. A começar pelos meus pais, pela minha mulher, irmã, sobrinha e família. Foi bom olhar para pessoas que andaram comigo ao colo e que quiseram estar presentes neste dia. Para a família. Para vizinhos e amigos de uma vida. Para amigos com quem é uma honra trabalhar. Para outros que considero a família que escolhi. Para pessoas que me conhecem do blogue. E para tantos outros amigos que vieram de perto ou de longe mas que fizeram questão de estar comigo num dia especial.

Costumo dizer que a vida é feita de momentos e aquilo que vivi ontem ficará para sempre marcado no meu coração. Por isso, o meu obrigado a todos aqueles que estiveram presentes. Obrigado também aos que não puderam estar presentes mas que fizeram questão de me telefonar ou enviar mensagem a apoiar. Ao longo das últimas horas tenho lido e visto diversos momentos partilhados nas redes sociais e fico sem palavras para tantas demonstrações de carinho. É tudo bom demais para ser verdade. É algo que sabe mesmo muito bem. Sobretudo no mundo onde as demonstrações de carinho são cada vez mais raras e, em muitos casos, camufladas com um qualquer objectivo.

Ao longo das últimas horas diversas pessoas têm perguntado onde podem adquirir o livro. Neste momento ainda não tenho resposta para essa pergunta apesar de saber que estará disponível na livraria online da Chiado Editora e, em formato físico, em diversos espaços. Mas quem quiser ter um livro personalizado poderá entrar em contacto comigo que farei o possível para que isso aconteça. Basta que me enviem um email para homemsemblogue@gmail.com ou mensagem através da página de Facebook do blogue.

Por fim, existe também a possibilidade de fazer novas apresentações, como por exemplo, no Porto. Vamos ver o que acontece. Mais uma vez, obrigado a todos pelo carinho e pelo apoio. Vocês são mesmo os maiores!

22.6.16

as dez maiores diferenças entre pai e mãe. confere?

Há muito que existe uma distinção entre as diferentes posições das mães e dos pais nas mais diversas questões que envolvem os filhos. O site Bright Side pegou neste tema dando-lhe um cariz mais divertido. Partilho aqui aquelas que são consideradas as dez maiores diferenças entre mães e pais. Só falta saber se confere com a realidade.









afinal ninguém vê pornografia em portugal

Um militar de elite da GNR decide (nada contra) ter uma carreira paralela. Frank Stone (nome artístico) concilia a carreira militar com a carreira de actor pornográfico. Parece que já o faz há quase dois anos. Parece que Frank Stone protagoniza produções nacionais, participando também em espectáculos eróticos. E, pelas fotos que vi nas notícias, sem qualquer preocupação de esconder o rosto.

Isto leva-me a pensar que ninguém em Portugal consome pornografia. Ou então que os militares da GNR não são dados ao consumo de filmes para adultos. Ou ainda que aqueles que consomem pornografia apenas olham para as mulheres que fazem parte dos filmes. Ocorre-me ainda uma outra hipótese que passa pelas pessoas estarem tão "desligadas" das suas vidas que nem sequer reconhecem o vizinho, amigo ou colega num qualquer filme que eventualmente vejam.

Só isto explica que sejam necessários quase dois anos para se descobrir que um militar tem uma carreira paralela que já levou à instauração de um processo. E digo isto porque o militar que fez striptease fardado foi imediatamente apanhado. Isto leva-me a pensar que existem mais pessoas interessadas em espectáculos de striptease masculino do que em filmes pornográficos made in Portugal.

Já agora, e numa altura em que Cristiano Ronaldo é culpado de tudo, acredito que o jogador português tem a sua parte de culpa na descoberta da identidade de Frank Stone. E a minha teoria tem por base o filme As Ronaldas (inspirado no jogador português), protagonizado por Frank Stone. E digo isto porque, devido ao Euro'2016, este filme para adultos foi notícia em todo o mundo com diversas fotografias - onde aparece o actor - a servirem de ilustração para o filme para adultos.

é já amanhã...

um belo desconto para mim. só que não

"Bom dia. Fala da X. Gostava de saber qual o valor que gasta com Y para lhe fazer uma proposta da nossa parte", dizem do outro lado do telemóvel.

Porreiro, pensei. Isto porque recentemente com algo do género consegui reduzir quase para metade o preço de um dos serviços cá de casa.

"Tem uma conta consigo", pergunta-me.

"Por acaso tenho", respondo.

"Nisto connosco paga X", diz-me.

"Na minha conta, com outro fornecedor, é mais barato", respondo.

"Ok..."

"E nisto paga Y", acrescenta.

"Na minha conta, com outro fornecedor, também é mais barato", respondo.

"Ok... Vou deixar aqui anotado. Obrigado e bom dia."

Tendo em conta que não tenho nenhum serviço especial com o fornecedor actual, acredito que a empresa que me telefona saberá qual o preço que pago pelo que me querem oferecer. E quando digo que pago X (sem qualquer bluff) e caso a empresa me deseje "roubar" terá, pelo menos, de oferecer o mesmo, já para não dizer melhores condições. Aliás, foi isso que aconteceu com outro serviço. Contactei o meu operador, disse, mais uma vez sem bluff, que estava a ser assediado por outro operador que me propunha condições bastante aliciantes. A resposta imediata foi: "nós acompanhamos o preço para não o perder como cliente". E assim foi.

obrigado. sabia que ia valer a pena

Cresci ao ritmo de séries como Alf e MacGyver. Adorava as aventuras de Richard Dean Anderson que praticamente solucionava qualquer problema recorrendo a um canivete suíço e pouco mais do que isso. Fui vendo a série. Fui aprendendo alguns truques. Duvidava de outros. E ficava sempre a pensar no dia, se é que ele haveria de chegar, em que soltaria o MacGyver que há em mim.

Pois bem, esse dia chegou. Estava a sair de casa dos meus pais quando a minha mãe fechou a porta de casa com uma chave na fechadura. A solução passava por tentar libertar a chave de modo a que fosse possível abrir a porta por fora com outra chave. E foi isso que o meu pai tentou fazer. E que acreditei ser capaz de fazer sozinho pois também era fã da série e tem muito talento para trabalhos manuais. Até que o telemóvel toca.

"Bruno, pode passar por aqui para ver se ajudas o teu pai", diz a minha mãe.

"Vou já para aí", respondi.

Meti-me no carro, sem canivete suíço, mas com muita vontade de colocar em prática aquilo que tinha aprendido com um dos meus heróis de infância. E se o MacGyver tinha o canivete suíço eu tinha uma pequena chave e um iPhone para iluminar a fechadura. Meti mãos à obra e tentei colocar a chave numa posição em que fosse possível fazer com que caísse da fechadura. Tentei diversas vezes sem sucesso.

"É melhor chamar alguém para vir cá", disse o meu pai.

Mas naquele momento não podia desapontar os meus pais. Que, verdade seja dita, não ficariam desiludidos com este insucesso. Nem podia desiludir o mestre MacGyver. Lá tentei mais algumas vezes, até que ouço a chave deslocar-se. Com outra chave empurrei a que estava dentro de casa e consegui abrir a porta. Sabia que ia valer a pena ver tantos episódios de MacGyver. Obrigado Richard Dean Anderson.

21.6.16

vamos abolir o "corpo perfeito"

Parece que existe o desejo de acabar com publicidades que tenham corpos demasiado magros e/ou seminus. Parece também que isto está a ganhar muita força na Alemanha e em Inglaterra. O objectivo passa por fazer com que as publicidades se afastem do corpo perfeito e passem a ostentar corpos reais. E confesso que isto me faz um pouco de confusão.

E faz-me confusão por diversos motivos. O primeiro passa pelo corpo real. O que é isso do corpo real e do corpo perfeito. Uma mulher ou um homem magros são menos reais do que pessoas com peso diferente? Uma pessoa com "gordurinhas" é mais real do que alguém que opta por ter pouca gordura no corpo? Existem momentos em que penso que as pessoas magras são uma espécie de aliens que por aqui andam. Parece que são o lixo desta sociedade. E que são um atentado contra todas as pessoas que não têm os tais "corpos reais".

Todos os corpos são reais. Excepto aqueles que são tão mexidos na edição de imagem que acabam por não ser reais. Nem correspondem à realidade. Isto sim, poderia ser debatido. O excessivo uso de edição de imagem em publicidades (e não só) que acabam por vender uma imagem de perfeição que não existe. E até falar de perfeição tem muito que se lhe diga. A imagem de corpo perfeito dependerá sempre de cada pessoa e nunca da sociedade. Cada corpo deve ser perfeito de acordo com as necessidades e os gostos de cada pessoa.

Depois existe outro tema interessante. Que passa por culpar os anúncios com mulheres e homens magros de todo o mal da sociedade, quando o tema é excesso de peso. "As pessoas com mais peso sentem-se mal quando olham para aquelas publicidades", defendem muitas vozes. Já me desleixei. Já fiquei com algum peso a mais mas nunca olhei para uma imagem acabando por me sentir mal com isso. Nem culpei nenhum anúncio do meu desleixo. Tal como não perdi peso por causa dos anúncios nem das pessoas magras. Perdi peso por mim, pela minha saúde. Nada mais do que isso. Nunca quis copiar este ou aquele.

Entendo que se debata o poder da imagem na sociedade. É normal. Mas acho que culpar os anúncios do mau estar que as pessoas com mais peso sentem quando olham para aqueles anúncios é o mesmo que varrer o lixo para debaixo do tapete. Deixa de estar à vista, não incomoda mas a verdade é que o chão continua sujo. E este assunto, o do excesso de peso e da sociedade, merece muito mais do que esconder corpos magros dos olhos da sociedade. Há muito mais para debater.

Quantos pais não estão preocupados com o excesso de peso dos filhos mas debatem anúncios na rua? "O problema não és tu, é a sociedade", não é a solução. Mais importante do que a sociedade é a saúde de cada pessoa. E os pais têm de perder o receio de abordar um filho que se desleixa a ponto de colocar a saúde em risco. E quando falo de excesso de peso é quando a saúde começa a estar em risco. Este problema não fica solucionado com a eliminação de pessoas magras. Nem com a ostentação de pessoas menos magras nos anúncios. Até porque haverá sempre alguém com mais peso que continuará a sentir-se marginalizado pela sociedade. E quantos pais não se preocupam com determinadas obsessões dos filhos? Que não comem porque querem ser o/a próximo/a isto ou aquilo e até contam com o incentivo dos pais?

Este tema dá pano para mangas. Alastra-se para muitas ramificações. Mas curiosamente os anúncios não estão no topo da minha lista de prioridades quando se debate saúde e imagem. Olhar para o excesso de peso da população (e dos mais jovens) como uma mera questão estética é ver apenas uma gota do oceano. E com isto não quero dizer que defendo que todas as pessoas sejam magras. Cada qual sabe de si e deve ter o corpo que deseja. Mas tendo sempre por princípio a saúde. A partir daí é com cada um. Com mais peso ou com menos peso mas sempre com saúde. Isto em detrimento do "ser gordo é que é bom e gordura é formosura" ou do "os magros é que são os maiores".

a cura para a homossexualidade

Parece que a homossexualidade é uma espécie de doença. Que se pode apanhar nas diferentes idades. Basta a pessoa sair de casa, espirrar e pumba... já apanhou homossexualidade. Há até quem diga, como seria de esperar, que a homossexualidade faz mal à saúde. E assim que a pessoa apanha homossexualidade está tramada. Quer dizer, aqueles que rodeiam os infectados com homossexualidade é que estão tramados. Porque aquilo, a homossexualidade, espalha-se a uma velocidade alucinante.

E quem apanhar homossexualidade escusa de ir às urgências que eles não fazem nada. Tal como no centro de saúde mais perto também não ajudam. A melhor solução é ligar para uma linha de apoio. E certamente que vão acabar por recomendar, como em tempos disse Herman José, Antipaneleirex com vitamina c. Basta uma comprimido ao dia (até acabar a caixa) para que se cure a homossexualidade. O pior é que existem muitas outras coisas para as quais ainda não existe cura.

não sirvo para nada

Acredito que todas as pessoas têm um momento na vida em que colocam em causa as suas qualidades. Graças a Megan Fox não necessito de viver um desses momentos. E digo isto porque tenho a certeza de que não sirvo para nada. "Espero não ofender ninguém mas os homens só servem para matar aranhas", disse Megan Fox. Como não gosto de matar aranhas tenho de concluir que não sirvo para nada. Obrigado Megan Fox.

20.6.16

imagem que ilustra o século xxi


A Argentina acaba de se apurar para as meias finais da Copa América. Os jogadores chegam ao balneário, num momento de euforia, e... fazem isto. Agarram-se aos telemóveis. Dou o desconto da importância das redes sociais para os jogadores nos dias que correm. E também o desejo de partilhar um momento de euforia com família, amigos e fãs. Mas, descontos à parte, esta imagem ilustra na perfeição os dias que correm.

É fácil culpar apenas estes jogadores. Dizer que isto é coisa de celebridades. Mas a verdade é que esta imagem teve mais de 300 mil reacções no mundo virtual, milhares de comentários e muitos mais gostos. Isto mostra a quantidade de pessoas que estão nas redes sociais. E quase todas têm em comum a certeza de que passam pouco tempo nas redes sociais quando na realidade passam muito.

As redes sociais têm uma importância cada vez maior nas vidas das pessoas. E isto não tem mal nenhum. É uma vantagem da evolução tecnológica. Mas isto pode levar a excessos. Pode levar a que algumas pessoas vivam mais tempo no mundo virtual do que no real. Que criem vidas virtuais que não correspondem à realidade. Mas culpar a tecnologia de todos estes problemas é um exagero.

a genial besta que é o cristiano ronaldo

Nunca olhei para Cristiano Ronaldo como um salvador. Nem das equipas que representa nem da Selecção Nacional. Não nego que Cristiano Ronaldo tem sido o melhor jogador das equipas que representa. Tal como tem sido, ao longo dos últimos anos, o melhor jogador daquela que é considerada a equipa de todos nós. Mas isto não faz dele um salvador. Pelo simples facto de que o futebol é um desporto de equipa. São onze jogadores e o salvador está no perfeito entendimento dos onze. Cristiano Ronaldo, ou qualquer outro, pode ser (e é) muito bom jogador mas isso de pouco vale sem os outros dez. Por isso é que não vejo salvadores no futebol.

Verdade seja dita que Portugal está a ter um mau arranque no Euro'2016. Podemos dizer que temos azar, que rematamos dezenas de vezes, que os guarda-redes isto e aquilo e até que os outros não saem da defesa. Mas nada disto invalida que Portugal esteja a jogar muito pouco. E digo muito pouco porque ouvi jogadores e o próprio seleccionador nacional dizer que somos favoritos. Se o somos nas palavras, temos de o ser no campo. E aí estamos (para já) longe da qualidade necessária para conquistar uma competição destas.

Cristiano Ronaldo tem sido muito criticado devido às suas exibições. Pessoalmente considero que o jogador está longe de ser o atleta do Real Madrid. E podem existir diversas explicações para isto que vão dos colegas ao estilo de jogo. Gostava de ver Cristiano Ronaldo na Selecção como jogou em tempos contra a Suécia num jogo memorável. Mas infelizmente isso não tem acontecido. Pelo menos aos meus olhos.

Considerar que Cristiano Ronaldo está a jogar mal não me dá autoridade para o criticar/julgar enquanto pessoa. Porque são coisas distintas. Mas não me impede de criticar que falhe uma grande penalidade quando muito se precisa que a bola entre. Podem falar do azar e da sorte de um lance daqueles mas a realidade é que os jogadores treinam aqueles lances e Cristiano Ronaldo é um especialista nos mesmos. Falhou e pode ser criticado por isso. Tal como Éder é constantemente criticado (com algumas ofensas à mistura) sem que ninguém fique indignado com isso.

Mas, uma coisa é criticar Cristiano Ronaldo pelo lance falhado e pelas fracas exibições. Outra coisa é culpar o jogador de todo o mal da equipa. E isso não é justo. Cristiano tem a sua culpa. Fernando Santos tem a sua culpa. E todos os que têm jogado abaixo da sua qualidade têm a sua culpa. As críticas a Cristiano Ronaldo têm motivado revolta em algumas pessoas. Era bom que essas mesmas pessoas também se indignassem quando o Éder é ofendido e, especialmente, quando o mérito de uma Selecção é também atribuído apenas a uma pessoa.

O futebol é um desporto de equipa. Ganham todos. Perdem todos. Empatam todos. Aprendi isto mal comecei a jogar. E quando isto é cumprido à regra deixamos de idolatrar apenas uma pessoa no momento da glória, deixamos de crucificar apenas uma pessoa quando as coisas correm mal e passamos a olhar para o grupo e não para a parte. E quando assim é torna-se muito mais fácil perceber que os problemas de Portugal vão muito além da grande penalidade falhada por Cristiano Ronaldo.

porque o voltar tem mais encanto

Adoro viajar. Quer seja em Portugal como no estrangeiro. E tanto pode ser em lazer como em trabalho. Gosto de conhecer novas pessoas, diferentes culturas e estilos de vida. Aprecio outros tipos de comida, de clima e tudo mais. Assumo que algumas viagens deixam sempre uma certa tristeza na hora do regresso. "Ficava por aqui mais uns tempos", digo em algumas ocasiões.

Mas o sabor e o encanto do ir não se comparam, em nada, com o voltar. Nada é melhor do que chegar, rodar a chave, abrir a porta e entrar em casa. Sentir o cheiro do que é meu é único. É uma sensação sem igual. Voltar ao meu "porto de abrigo" é provavelmente uma das melhores sensações do mundo. E agora entro em contagem decrescente para o lançamento do livro.

18.6.16

olha, olha...


Já passámos os três milhões de visualizações. Até dei um mergulho para comemorar. Obrigado a todos! Vocês são os maiores. Não há ninguém melhor do que vocês. Mais um mergulho, este por vocês!

17.6.16

já tenho uma fã!!!

O amigo que está a trabalhar comigo liga à filha em FaceTime. Mostra o local onde eatá, mostra algumas pessoas que a menina conhece e, por mim, também me mostra.

"É o colega do pai", diz.

"O pai vai jantar. Amanhã mostro-te o hotel", diz antes de a menina ir dormir.

"E o colega", acrescenta a menina.

"Acho que ela prefere o colega", diz a mãe da menina.

Já ganhei uma fã! Muito mais do que isso, ganhei o dia.

16.6.16

coisas que nunca mudam em albufeira

Venho para o Algarve em trabalho há muitos anos. Acho que nunca houve um ano em que não visse ingleses alcoolizados em confrontos com outras pessoas e/ou com a polícia. Bastou menos de uma hora, depois de ter chegado, para confirmar que existem coisas que nunca mudam.

até já!

15.6.16

mais do mesmo

A estreia de Portugal no Euro'2016 não me surpreendeu em nada. Ou surpreendeu pouco pois ainda acreditei que era desta que fazíamos nove pontos. Mas a verdade é que a nossa história é esta. Somos sempre candidatos. Somos os maiores antes de a competição ter início. Ganhamos uns jogos de preparação e todos dizem que somos os maiores. Até que as coisas começam a sério e parece que o nervosismo se apodera de nós. Depois existe sempre uma qualquer polémica e acabamos sempre de calculadora na mão a fazer contas. Vamos ver o que acontece no Sábado.

estou sem palavras

Não tenho palavras para descrever as demonstrações de carinho que tenho sentido ao longo das últimas horas, desde o momento em que revelei o que ia fazer, tanto aqui, como na minha página de facebook pessoal. Quero agradecer os gostos, as mensagens, os comentários, os emails e tudo mais. Nem do melhor dos sonhos imaginava uma reacção destas. Não tenho palavras que façam justiça à reacção de pessoas tão distintas como aquelas que andaram comigo ao colo, aquelas que me acolheram no meu primeiro dia de trabalho e as que me conhecem apenas aqui do blogue. Sem esquecer a reacção dos meus, como é o caso dos meus pais, da minha mulher e da minha família. Vocês são os maiores! Obrigado do fundo do coração.

14.6.16

sobre isto de escrever um livro

Escrever que vou lançar um livro é ligeiramente menos esquisito do que dizer estas palavras a alguém. Ainda soa muito estranho esta realidade que está prestes a acontecer na minha vida. E parece-me algo estranho porque nunca foi um objectivo que tive. Nem antes de ser jornalista. Nem depois de criar o blogue. Nem em momento nenhum. Era algo que não me passava pela cabeça.

Criar este blogue e dar outra vida à minha escrita também não mudou em nada essa ideia. Confesso, sem qualquer orgulho ou vaidade mas apenas porque é um facto, que fui abordado para que o blogue fosse mais do que isso. Ou seja, que pudesse ser um livro. Além de não ter esse objectivo, reforço que não era uma vontade. E nem me sentia preparado para isso. Sempre achei que era algo que não era para mim.

Mas o comboio voltou a passar. Costuma dizer-se que não passa uma segunda vez mas tive essa sorte. E nessa altura pensei que não tinha nada a perder. Hesitei. Bastante. Mas acabei por avançar. Trata-se de algo que acaba por ficar para sempre. E que irá ser partilhado com aqueles que me são especiais. E os últimos meses têm sido a preparar este parto.

Sempre ouvi dizer que um livro é como um filho. Não sou pai. Não posso atestar essa comparação. Posso dizer apenas que se olha para cada detalhe um infinito número de vezes. E sente-se cada detalhe como um pedaço de nós. Como algo que está a ganhar vida graças aos nossos desejos. Por isso, e bem vistas as coisas, talvez seja justo dizer que é como se de um filho se tratasse.

Se antigamente escrever um livro não era um objectivo, agora é uma realidade vazia de expectativas. Sei que quando o relógio assinalar as 19 horas do dia 23 de Junho irei ter perto de mim aqueles que são “os meus”. E, muito sinceramente, isso é suficiente. Daí para cima será algo que não ocupa muito os meus pensamentos. Ficar por aí será uma perfeição que me alimenta a alma. Apareçam caso desejem partilhar este momento comigo.

foi por isto que falei de dia 23. conto contigo?

Ao que parece dia 23 de Junho, pelas 19 horas, em Lisboa, vou lançar um livro. E existem três motivos que fazem com que a viagem não seja em vão: aposto que não têm nenhuma base de copos tão gira como o meu livro, se ainda não têm, podem vir a ter a necessidade de equilibrar um móvel e o livro é óptimo para isso e, por fim, o Nelson Rosado e o Sérgio Rosado, que vão apresentar o livro, são uns rapazes muito talentosos, simpáticos e bons conversadores. Por isso, apareçam! Já agora, chamo-me Bruno Seruca.

quando elas ficam sem cabelo

Num destes dias conversava com uma especialista em transplantes capilares. Uma mulher que trabalha numa área que pessoalmente associava mais ao universo masculino. E algo que muitos consideram mera vaidade. Estive numa clínica e reparei que entrara diversas mulheres. E quando conversei com a mulher, dizia-me que enquanto mulher não imaginava nada pior do que o cabelo começar a cair. Dizia mesmo que preferia perder o emprego e ficar fechada em casa do que andar na rua sem cabelo.

Num passado que desejo cada vez mais distante assisti a algo semelhante de perto. E refiro-me ao momento em que a minha mãe ficou sem cabelo por causa do cancro. E realmente considero que devem existir poucas coisas que incomodem mais uma mulher do que a queda de cabelo. E este incomodar está associado à auto-estima da pessoa. Ou seja, e por outras palavras, poucas coisas devem baixar mais a auto-estima de uma mulher do que a queda de cabelo.

E isso era perceptível na clínica. Os homens estavam muito mais descontraídos do que as mulheres. Elas estavam mais recatadas. Mais envergonhadas. Mais fechadas. Até porque naquele dia existia um aparto maior na clínica. Muitas pessoas olham para este problema como algo meramente estético. Dizem que se resolve com uma peruca. Ou que podem rapar o cabelo e está o problema resolvido que ninguém se preocupa com isto.

Olho para isto como algo que pode “destruir” uma mulher. Que a pode tornar em algo que não é. Que pode transformar a pessoa mais divertida e simpática do mundo no pior dos “animais” que passam o dia fechados numa caverna escura. Que transforma uma pessoa sociável em alguém que tem medo de falar com todos. E que faz com que uma mulher linda possa acreditar que é muito feia aos olhos do mundo.

É por isto que acho que este “drama” é das piores coisas que podem alterar a auto-estima de uma mulher. Não estou muito por dentro deste tema. Ou seja, não sei até que ponto existem ajudas. Sei apenas que os tratamentos são bastante “dispendiosos” para a carteira do comum dos mortais. E digo isto tendo em conta a realidade nacional. O que é pena. Mesmo aceitando que tudo tem um preço.

aquele momento #35

Em que fazes uma viagem até 1974. O destino é Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. E em que voltas ao presente e em que percebes que o tempo, andando para a frente, parece ter recuado e muito.

13.6.16

são apenas menos 50 paneleiros no mundo

Surge a notícia de que existiu um ataque em Orlando, nos Estados Unidos da América. Um louco entra numa discoteca e mata todas as pessoas que lhe aparecem pela frente. Ao todo são, se os números não me enganam, cinquenta mortos. E um número superior de feridos. Trata-se do maior massacre desde o fatídico 11 de Setembro de 2001.

Numa primeira fase existe a compaixão e solidariedade habituais nestes casos. Qualquer pessoa (pelo menos na sua maioria) ficará sensibilizada com a morte de inocentes que deixam este mundo, um a um, ao ritmo das armas de alguém que nem merece palavras. Mas isto é apenas numa primeira etapa. É que depois começa também a espalhar-se a notícia de que o massacre teve lugar num discoteca frequentada por gays. E aqui o caso muda de figura.

A ideia de que morreu meia centena de inocentes começa a desvanecer com o passar dos minutos. Nem mesmo o facto de o atirador assumir-se como radical islâmico dá mais destaque ao caso. E as pessoas já nem se importam quando o daesh reivindica o ataque. E porquê? Porque morreram apenas cinquenta paneleiros e fufas. Isto partindo do princípio que todas as pessoas eram homossexuais.

E é com tristeza que se percebe que existem ataques mais importantes do que outros. Que existem inocentes mais inocentes do que outros. Todas as pessoas ainda recordam aquele inocente que, em desespero, saltou de uma das torres no dia 11 de Setembro de 2001. Todos lamentam os quase três mil mortos que morreram naquele dia. Todos os sentem como avós, pais, irmãos, primos e por aí fora. E o mesmo se aplica às pessoas que morreram mais recentemente em Paris. Mas aparentemente estas vidas são mais importantes do que as das cinquenta vítimas deste último massacre.

E pelo simples facto de que são uma cambada de paneleiros e fufas. Algumas pessoas quase que transmitem a ideia de que o atirador até estava a trazer algum equilíbrio ao mundo. Passam a ideia de que seria pior se as vítimas fossem outras. Parece que existem diferentes grupos de inocentes. Paneleiros e fufas? Podem ir num atendado que são os menos importantes! Pessoas que gostam mais de animais do que de pessoas? Também podem ir. A compaixão dura apenas coisa de cinco minutos. Mais do que isso só para os outros inocentes. Aqueles que realmente importam porque não são homossexuais nem se preocupam mais com animais do que com determinadas pessoas.

Não se trata de um caso de homossexualidade. Trata-se da morte de Jean Perez, Eddie Justice, Edward Sotomayor Jr., Amanda Alvear e Kimberly Morris, entre tantos outros. Que apenas “ousaram” sair à noite para se divertir. E isto tanto podia ter acontecido numa discoteca gay como no bar mais hetero que possa ser imaginado. E tanto pode acabar com a vida de alguém que tem cinco euros para se divertir como de quem tem cinco mil. E tanto pode acontecer em Orlando, como em Paris ou Lisboa ou noutra cidade qualquer.

E o mais importante, mas que parece não contar para nada, é que actos destes tanto podem acabar com a vida de homossexuais como de heterossexuais. Ou de homofóbicos. Ou de pessoas que odeiam pessoas que gostam mais de animais do que de pessoas. Armas daquelas, usadas por pessoas daquelas, não escolhem ninguém. É quem aparecer à frente. Pode existir um suposto requisito inicial – como uma discoteca gay – mas isso não implica que aqueles que não estão incluídos no requisito inicial sejam poupados. Não morreram paneleiros nem fufas. Morreram inocentes num espaço de diversão. Era bom que isso não fosse esquecido.

aposto que nunca ouviste falar desta pessoa

Aposto que a maioria das pessoas que por aqui passam nunca ouviram falar de Mark Bustos. Devo confessar que também só hoje descobri a história desta pessoa. E facilmente coloco este homem no grupo de heróis de quem poucas pessoas vão ouvir falar na vida. Mark Bustos não é uma celebridade. É um homem igual a tantos outros, com um emprego normal como tantos outros. Mas existe algo que o distingue dos demais.

Mark Bustos é cabeleireiro. E verdade seja dita que não é um cabeleireiro qualquer. Trabalha num espaço onde o corte pode custar qualquer coisa como 133 euros (e estou a falar do preço mais baixo). Este espaço é frequentado por celebridades das mais diversas áreas. O salão não tem mãos a medir e Mark Bustos trabalha seis dias por semana, de segunda-feira a sábado. O que faz com que tenha apenas uma folga.

E o que faz Mark Bustos ao domingo? Talvez fique a descansar. Até porque é mais do que justo para qualquer pessoa que trabalhe seis dias por semana. Mas esta ideia é errada. E não corresponde à realidade. Mark Bustos aproveita o seu dia de folga para andar pelas ruas a oferecer cortes de cabelo aqueles que infelizmente são sem abrigo e fazem da rua a sua casa.

“Aposto que corta o cabelo às três pancadas ao pobrezinhos”, podem dizer. Falso! Mark Bustos garante que os cortes dispendiosos que faz no salão em nada são diferentes aqueles que faz a quem tem a infelicidade de viver na rua. Existem heróis que não alcançam a fama. Mas que isso não impeça que o seu trabalho acabe esquecido e não seja reconhecido. E que o trabalho deste homem seja um exemplo para todos. Até porque o seu único objectivo é levar um sorriso a quem não tem motivos para o fazer. Quem quiser pode acompanhar Mark Bustos aqui.

bibó porto carago! (ou women friendly)



Este vídeo é antigo, mais especificamente de 2013. Mas confesso que só o descobri hoje. Depois fui ao site deles (aqui) e descobri que estão a contratar. Por isso, fica a dica para as pessoas da área. E, apesar do atraso, os meus parabéns a quem fez este vídeo.

monstruoso, machista e objecto sexual

Existem alturas em que fico sem perceber em que século vivo. Principalmente quando me deparo com notícias como esta. Adriana Lima é considerada uma das mulheres mais sensuais do mundo (e isto depende sempre da opinião de cada um). É também um dos “anjos” da Victoria´s Secret e uma das manequins mais requisitadas do mundo. E é também o rosto (e corpo) da mais recente campanha publicitária da Calzedonia. Esta foto que aqui partilho teve direito a um cartaz de 114 metros quadrados que está exposto na famosa Marienplatz, em Munique, na Alemanha. Reforço que é um local bastante popular de Munique, uma cidade com cerca de 1,3 milhões de habitantes, e de um país evoluído como a Alemanha.


Sendo um cartaz de dimensões consideráveis, os turistas têm aproveitado para tirar algumas fotos junto do mesmo. Mas parece que os locais não estão nada satisfeitos com o cartaz. E quem dá a conhecer esta polémica é o jornal Süddeutsche Zeitung. As críticas começam no facto de Adriana Lima estar “seminua”. E vão muito mais além quando o Ministro da Justiça, Heiko Maas, refere que é uma publicidade “sexista”. Outros mimos associados à fotografia passam por “machista” e “monstruoso”.

Li a notícia diversas vezes. Até perceber que isto está a acontecer na Alemanha. Mais especificamente em Munique e num local tão emblemático como a Marienplatz. Depois disto olhei para a foto em diversas ocasiões. E percebi que é uma mulher de biquíni. Nada mais do que isso. Sem qualquer ponta de sensualidade que vá além daquilo que envolve um anúncio destes. Não vejo Adriana Lima como objecto sexual. Não olho para a publicidade como sexista.

Mas isto sou eu. Que gosto de ir à praia. Ou que costumo frequentar ocasionalmente centros comerciais onde existem publicidades iguais a esta. Ou que vejo publicações (em papel e online) onde existem campanhas iguais a esta. E isto sou eu. Que olho para este anúncio e vejo uma mulher de biquíni. Que facilmente sugeria à minha mulher. Mas pensando bem no assunto... talvez isso faça de mim um sexista.

Espero, para o bem daqueles que estão chocados com este cartaz, que as pessoas que estão escandalizadas com isto nunca frequentem uma praia. Caso o façam, que seja num dia em que não apareça uma única mulher de biquíni fio dental. Ou pior ainda... em topless. Espero também que nunca entrem num centro comercial que tenha lojas que comercializam lingerie e biquínis. Ou, caso o façam, que todas as lojas optem por fotografar as peças que querem vender num fundo branco sem que ninguém as tenha vestido. Espero também que nunca tenham o azar de ver um jornal, uma revista ou um site onde existem anúncios. Caso o faça, espero que só sejam publicitados longos casacos que tudo tapam. E bem vistas as coisas talvez seja melhor que não vejam televisão.

hoje é um daqueles dias...

... em que tenho a sensação que sou uma das poucas pessoas que está a trabalhar. Sensação que acaba por ser fantástica pela total ausência de trânsito.

9.6.16

muito difícil ou bastante fácil?

Parece que meio mundo anda intrigado com aquilo que esta mulher faz com as pernas. A fotografia foi captada num metro e não tem qualquer edição. Já se falou em photoshop e em outras coisas mais. A questão é: "como é que esta mulher consegue fazer isto às pernas?". Mas várias mulheres já me disseram fazer isto a brincar. Por isso... isto é muito difícil ou bastante fácil?

o plágio dos pequenos e o plágio dos grandes

Sempre acreditei existir apenas um tipo de plágio. É certo que o plágio passa por, de acordo com o dicionário, “copiar ou imitar, sem engenho, as obras ou os pensamentos dos outros e apresentá-los como originais”. Mas a verdade é que nem sempre é assim. Aprendi com o tempo que existem dois tipos de plágios. Aquele que é feito pelos grandes e outro, aparentemente completamente diferente, que é feito pelos pequenos.

Vou começar por explicar o que é o plágio dos pequenos. Por exemplo, se escrever algo no blogue que possa ser ligeiramente semelhante a algo existente sou logo rotulado de “plagiador”, mesmo que não o seja. Sou imediatamente ofendido e rotulado de pessoa sem originalidade que só sabe escrever algo copiando o que já foi feito por outros e apresentando essas ideias como minhas, sem referência ao autor original. Por exemplo, recordo-me de, em tempos, ter partilhado no blogue uma infografia muito bem feita. Partilhei o link do sítio de onde tinha retirado a mesma. E mesmo assim fui acusado de plágio. E estou a dar este exemplo para que seja fácil perceber.

Agora passo para o plágio dos grandes. Vamos imaginar alguém muito conhecido que copia, de forma mais ou menos descarada, aquilo que já foi feito por um pequeno. E que oferece aos outros como sendo seu. O que acontece? Nada! O grande nunca é visto como plagiador. Aliás, aqueles que dão a conhecer o plágio ainda conseguem ser ofendidos. Neste caso o plágio é sempre considerado duvidoso. Fica sempre a dúvida no ar. E poucos dão atenção (ou crédito) aquele que foi plagiado.

Escrevo este texto por causa de um amigo, a pessoa que decidiu criar o Ruim, uma divertida página de Facebook, com muito humor, que tem crescido imenso desde a sua criação. Hoje fiquei a saber que um texto seu foi citado na rádio, em directo, num programa das manhãs. E quem decidiu aproveitar o trabalho do meu amigo disse apenas ser “um texto que lhe tinha chegado da net”. É certo que a pessoa não disse que o texto era seu. Mas não é correcto dizer que é um texto que lhe chega. Era muito mais justo dizer quem é o autor de tal texto.

No molde em que aconteceu não existe problema nenhum. Tudo está bem. Mas se fosse o inverso? Se fosse o meu amigo a ir à página de Facebook daquela pessoa, roubando um qualquer texto dizendo que era algo que tinha visto na net. Seria o fim do mundo. O meu amigo seria “destruído” em segundos. Seria uma pessoa sem piada que vive do trabalho dos outros. O mundo está formatado para os grandes. Em tudo! Até na arte de plagiar.