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31.3.16

o que é bom acaba depressa

Gosto de recorrer à sabedoria popular em diversas ocasiões pelo simples facto de que representa na perfeição muitos cenários das nossas vidas. A frase popular "o que é bom acaba depressa" é capaz de ser um dos melhores exemplos do que tento explicar.

Entre férias não gozadas do ano passado e folgas estou há cinco semanas sem trabalhar. E a sensação é a de que abandonei o local de trabalho há coisa de cinco minutos. Parece que ainda ontem estava na redacção.

Tenho aproveitado para fazer muitas coisas que passam por planos familiares, com amigos e nas últimas duas semanas por umas reconfortantes férias a dois com a minha mulher. Tenho aproveitado o sol até para o primeiro mergulho do ano e tenho aproveitado os dias menos bons para passeios e conhecer novos locais.

Como aquilo que tenho feito sabe tão bem acabo por sentir que o tempo voa. Existem momentos em que se deseja que os ponteiros do relógio pareçam um bólide da fórmula 1 e eles parecem uma Ape 50. Nesta altura gostavam que se movessem como um caracol e parecem um avião.

Por isso, e como diz a sabedoria popular, o que é bom acaba depressa. Resta aproveitar cada segundo daqueles que são os melhores momentos das nossas vidas e que são aqueles que passam sempre "a voar".

Enviado do meu iPhone

28.3.16

vida chata

gosto de ti por amor

"O tio ouviu dizer que dois meninos gostam de ti e que até te dão presentes", digo à minha sobrinha.

"Sim, o X gosta de mim por amor", diz-me.

"E tu gostas dele como?", pergunto.

"Eu gosto dele por amizade", explica-me.

"Pois... Até porque o teu namorado é o Y não é?", pergunto, fazendo referência aquele que é o seu "namorado" de longa data.

"Sim. Trocámos presentes no Dia dos Namorados e ele vai dar-me um presente de Páscoa Feliz", conclui.

Gostar por amor é um dos conceitos das crianças que os adultos nunca deveriam esquecer (tal como o gostar por amizade). É pena que o avançar dos anos faça com que muitos adultos se esqueçam disto e passem a recorrer, mesmo que de forma não assumida, ao gostar por interesse, aquilo que marca a maioria das relações.

22.3.16

doze coisas que elas já pensaram durante o sexo. confere?

Ao que parece - e quem o diz é o site Distractify (apesar de existirem outras listas semelhantes) - existe um conjunto de pensamentos que é bastante comum a todas as mulheres durante o sexo. Vão mais longe e dizem que esta dúzia de pensamentos já passou pela cabeça de todas as mulheres durante as relações sexuais. Vamos a eles:

1 - "O quê... já está? Ele vai mesmo dormir? Não faz mal, eu nem queria um orgasmo, estava mesmo só a fazer-lhe companhia!"

2 - "Por favor não peças desculpa. As desculpas vão tornar tudo pior. Não faças com que tenha de consolar um homem despido agora" [Os homens costumam pedir desculpa dizendo que aquilo nunca lhes aconteceu e que o pénis está sempre erecto, parecendo uma pedra].

3 - "Para de tentar conversas "porcas" sobre as diferentes partes do meu corpo. Não existem palavras atractivas para vagina e não quero usar a palavra que começa por C. Não me faças dizer a palavra que começa por C".

4 - "Ele quer mesmo que diga que é enorme? Quando ambos sabemos que não é. Não quero fazer parte da mentira mas também não lhe quero dizer que não concordo. Porque é que ele quer que minta a ambos?"

5 - "Não estou a olhar para o espelho. Porque é que ele quer que olhe para o espelho? Primeiro, ele sabe que este não é o meu ângulo e segundo não quero confrontar a minha imagem enquanto tenho uma homem atrás de mim. Não é um daqueles momentos dos quais necessito de uma memória fotográfica".

6 - "Espera! Não me toques na barriga agora. Ela é "flácida" e acabámos de jantar. Toca antes no meu rabo", pensa quanto guia a mão dele para o rabo.

7 - "Ele está a tentar rodar-me para cima dele? Mas estou tão cansadaaaaaa".

8 - [Homem tapa a cabeça com os lençóis no momento de fazer sexo oral] "Porque é que ele está a fazer isso, é esquisito" [Homem destapa-se e olha nos olhos da mulher] "Oh meu Deus! Isto é ainda pior, tapa a cabeça".

9 - "É realmente enorme. Mantém a calma e não pareças excitada. Ele não precisa de ficar com um ego enorme e não queres que ele se esforce menos".

10 - "Já é mesmo tarde! É altura de despachar as coisas. É momento de recorrer a alguns truques do porno. Fo**-me! Mais depressa! Com mais força! Vem-te"

11 - "É bem parecido. Porque está a fazer isto? Eu devo estar com péssimo aspecto. Porque é que não apaguei as luzes antes de vir para a cama. Pareço o monstro do pântano e ele parece o Brad Pitt no Fight Club. Odeio-me".

12 - "Aí não... aí sim. Sim! Oh meu Deus, sim, aí sim... espera, porque estás a parar? Oh meu Deus, como te digo para voltares atrás? Ok, já era. Bolas!"

Fartei-me de rir quando descobri isto. E a verdade é que imagino tudo isto como sendo bastante real. A minha dúvida é se é comum que as mulheres pensem na maioria das coisas que aqui constam, ou mesmo em todas. Por isso, mulheres cheguem-se à frente e digam de vossa justiça. Esta lista confere? As mulheres pensam realmente nisto?

o que o teu rabo diz sobre ti? (só para mulheres)

A generalidade dos rabos femininos tende a encaixar-se em quatro grupos distintos: quadrado (forma H), redondo (forma O), coração ou pêra (forma A) e invertido (forma V). Algo que está ilustrado nesta imagem. E ao que parece a forma do rabo de uma mulher pode dizer muito sobre ela e sobre a sua saúde.


Começando pelos rabos "quadrados". Estes mostram que existe uma distribuição uniforme da gordura. Já os rabos "redondos" demonstram a existência de gordura nas nádegas. Por sua vez os rabos em forma de "coração" revelam que existe uma distribuição de gordura em volta das coxas. O rabo "invertido" é bastante comum em mulheres com níveis baixos de estrogénio. E o que existe de grave/preocupante nisto?

A questão não é a existência de gordura. Aquilo que importa analisar é a forma como a mesma está distribuída pelo corpo. E uma boa distribuição pode ser benéfica para a diminuição do risco de doenças como diabetes. A distribuição de gordura não invalida que seja um coração saudável, desde que a gordura não esteja acumulada perto do peito. Mas a existência de muita gordura perto do rabo também não é bom sinal pois pode ser prejudicial para diversos problemas. 

É um facto que a distribuição da gordura corporal diz muito sobre as pessoa. É igualmente verdade que ter gordura acumulada perto do peito (barriga) é mais grave do que aquela que se acumula no rabo e nas pernas. E diz-se também que as mulheres com um rabo "maior" tendem a ser mais inteligentes. Depois do desenho ficam aqui algumas imagens reais dos diferentes tipos de rabos.

Quadrado (forma H)

Redondo (forma O)

Coração (forma A)

Invertido (forma V)

O mais fácil é que cada mulher consiga facilmente identificar o tipo de rabo que tem. Depois, caso exista esse interesse, depende de cada mulher, e de diferentes factores, trabalhar o rabo da melhor forma para alterar o mesmo. E ajudam factores como dieta, prática de exercícios desportivos, escolha adequada de roupa e também de roupa interior adequada. (Informação retirada daqui).

qual o problema da euforia?

Estádio do Bessa. Minuto 90+2. Quando o jogo entre o Boavista e o Benfica parecia ficar teimosamente empatado a zero eis que Jonas marca um golo, garantindo a vitória ao Benfica. Por sua vez, este resultado permitiu ao Benfica recuperar a liderança isolada do campeonato, algo que não acontecia em caso de empate. Assim que foi golo, os festejos foram consideráveis ou não se tratasse de um golo que resolve um jogo. Quase todos os elementos do Benfica foram festejar com Jonas. Quando o jogo acabou, mais festejos. Sempre consideráveis.

Tudo isto leva a que algumas pessoas critiquem o Benfica e os adeptos por estarem eufóricos e a festejar antes do tempo. E isto é algo que não compreendo. A começar pela própria euforia, que de acordo com o dicionário é "uma sensação fisiológica de bem-estar". Algumas pessoas olham para a euforia dos jogadores e adeptos como uma doença ou um festejo antes do tempo. Quando a euforia surge no momento em que tem de aparecer. Golo. Vitória. Liderança isolada do campeonato. Euforia e alegria completamente normais. Que acabam naquele momento. Não ouvi os jogadores gritarem "somos campeões" tal como o treinador, o presidente ou os adeptos não disseram algo semelhante. Aliás, estes últimos fartaram-se, isso sim, de pedir o 35º campeonato.

Muito se tem discutido a alegria e euforia mas estas são completamente normais em todas as pessoas. Quando algo nos corre bem na vida ficamos alegres e eufóricos. Mal seria se quando algo corre bem ninguém festejasse porque parece mal revelar alegria ou euforia. Algo completamente diferente é transformar a euforia e alegria em conquistas antes do tempo. Por exemplo, estão a sair os números do euromilhões e tenho os cinco que saíram. É normal que fique alegre e eufórico. Já não será normal que comece a gritar "ganhei o primeiro prémio" quando ainda faltam sortear as estrelas. E com o futebol é o mesmo. É normal que os jogadores, equipa técnica, dirigentes e adeptos fiquem eufóricos com vitórias, mais ou menos, complicadas. De resto é trabalhar para que tudo continue a correr como desejado.

Pegando ainda no exemplo do jogo de Domingo. Um festejo antecipado é um comentador, num canal de televisão, revelar-se contente pelo facto de o seu clube - o Sporting - ter retomado a liderança do campeonato. "Agora é não entrar em euforias porque ainda faltam vários jogos", diz quando o jogo ainda não terminou. E quando acaba a sua frase o Jonas marca golo e resolve o jogo. Acho que este exemplo explica bem aquilo que é um festejo antecipado e exagerado.

De resto, mal dos adeptos que não vibram com um golo ou com uma vitória. Mal das pessoas que não ficam alegres quando algo lhes corre bem na vida. Mal das pessoas que têm medo de festejar um momento porque os outros podem achar mal e porque acham que não se festeja. Cada festejo no seu momento. E é assim que a vida tem de ser. Festejar o momento e não festejar o futuro que se desconhece.

coitada desta menina

Cruzei-me com esta "menina" numa loja de um centro comercial. Pareceu-me que estava aborrecida com a sua profissão. Acho que está farta de ser manequim. Isso ou ficou aborrecida por lhe ter tirado uma fotografia. Mas a verdade é que fui embora e ela continuou assim. Coitada dela...

21.3.16

os homens deviam ser mais premiados que as mulheres

Olhando de forma isolada para o título deste texto pode considerar-se a frase bastante polémica. Mas por que "raio" se estão a colocar homens num patamar superior ao das mulheres", será um pensamento comum olhando para aquelas palavras. Confesso que quando li a frase também fiquei intrigado com a mesma. E fiquei também com curiosidade para perceber o motivo destas palavras, da autoria do tenista Novak Djokovic. E ao que parece fazem parte de uma polémica.

Raymond Moore, director do torneio de Indian Wells (um dos mais prestigiantes da modalidade) mostrou ser a favor de que os homens (tenistas) cobrem um valor monetário superior ao das mulheres pois "atraem mais espectadores" aos torneios. Raymond disse ainda que as mulheres tenistas "aproveitam-se do êxito dos homens". Declarações que têm causado uma grande polémica.

Novak Djokovic, que venceu o torneio, começou por dizer que as palavras de Raymond Moore eram politicamente incorrectas. "Elas lutaram pelo que merecem o que já conseguiram", defendeu. À parte disto, aquele que é considerado o melhor tenista do mundo neste momento (a avaliar pelo ranking), revelou a sua opinião sobre o assunto. "Acredito que o ténis mundial dos homens deveria lutar por mais dinheiro, porque as estatísticas mostram que temos muitos mais espectadores nos jogos do que as mulheres. Acredito que essa é uma das razões pelas quais devíamos ser mais premiados", disse.

Lendo a explicação talvez o título deixe de ser tão controverso. Acho que é algo que fará sentido. Se são eles que têm mais espectadores, são eles que dão mais dinheiro a ganhar aos torneios. E, se assim é, é justo que tenham prémios mais elevados. Nada de errado nisto. Tal como acontece em outras áreas, como é o caso (bastante noticiado) da pornografia em que uma actriz é muito melhor remunerada do que um actor. Tema bastante recorrente e muitas vezes abordado por actrizes de Hollywood.

Saltando para Hollywood, já considero completamente absurdo que uma actriz de renome receba menos dinheiro do que um homem. Ou em qualquer outra profissão em que o cenário seja de igualdade. Aqui faz sentido rendimentos iguais. Agora, se em determinado caso específico, como é o caso dos grandes torneios mundiais de ténis, são os jogos deles que rendem mais dinheiro, é justo que os prémios sejam maiores. O que não implica que elas passem a ganhar menos para eles ganharem mais. Simplesmente aumentar o valor cobrado por quem garante um maior retorno para o torneio. Tal como defendo o mesmo em desportos em que as mulheres são as estrelas e eles estão num segundo plano de popularidade. Ou tal como defenderia aqui se as estatísticas mostrassem que as pessoas vão ver jogos por causa delas e não deles.

Resumindo, lendo a explicação de Novak Djokovic, que nada tem a ver com a "brutalidade" das palavras de Raymond Moore, que fala em aproveitamento delas, não considero que exista grande polémica. Porque não vejo na explicação do tenista um ataque às mulheres.

chá vs fotografias

A ideia está engraçada. Passa por levar Cristiano Ronaldo para um café na companhia do seu amigo Ricardo. A ideia é que o jogador português possa beber descansado uma chávena de chá sem ser incomodado pelos fãs. Será uma missão fácil? Será que Cristiano Ronaldo consegue estar descansado, sendo a sua privacidade respeitada pelos fãs? Ou será que estes não resistem a pedir ao jogador para tirar uma fotografia? O vídeo explica tudo.



Em pouco mais de três minutos, Cristiano Ronaldo conseguiu levar a chávena de chá quatro vezes à boca. Durante este período de tempo tirou 108 fotografias. Sendo que quando se levantou para pagar tirou ainda mais uma. Ou seja, 109 fotos para beber um chá. Existe um detalhe que pode (ou não) mudar a autenticidade desta experiência. Cristiano Ronaldo tem uns auscultadores ao pescoço. E este vídeo é uma publicidade aos mesmos. Assim sendo, levanta a questão sobre a quantidade de pessoas que abordam o jogador. Será que foi algo natural ou fabricado para a publicidade?

Independentemente de admitir a hipótese de o número de fotos em pouco mais de três minutos não ser real acredito que seja raro o espaço público onde Cristiano Ronaldo vá sem ser abordado pelos fãs. E este é o preço a pagar por ser um dos melhores atletas do mundo. As pessoas não o abordam para o ofender mas porque olham para ele como um deus daqueles com que as pessoas nunca se cruzam na vida. Como tal não resistem a abordar o jogador sem medir o correcto (ou não) momento da abordagem.

Num destes dias estava a almoçar num restaurante quando entra um jogador do Benfica. Foi dito ao jogador para se sentar no lugar mais resguardado da mesa para que estivesse mais à vontade. Mesmo assim as pessoas não resistiram e foram pedir para tirar uma foto, algo que o jogador fez de sorriso nos lábios. Como referi, acho que é um dos preços da fama/admiração mas, por outro lado, acho que muitas pessoas não sabem esperar pelo momento de abordar uma figura pública. Ficam tão eufóricas com a presença das mesmas que vão logo a correr para tirar uma fotografia não conseguindo esperar pelo momento certo para fazer a abordagem.

um fenómeno curioso

Já perdi conta ao número de pessoas que se mostram bastante indignadas (e com razão) com a polémica que está instalada no Brasil e que tem como protagonistas Lula da Silva e Dilma Rousseff ao mesmo tempo que pouco ou nada se preocupam com os problemas e polémicas que acontecem em Portugal e que nos tocam muito mais do que aquilo que se está a passar no Brasil.

agora escolha

Baywatch, em português Marés Vivas, a mítica série televisiva que foi emitida entre 1989 e 2001 está de volta. O que foi uma série televisiva de sucesso - que fez com que muitos homens conhecessem mulheres como Pamela Anderson e que fez com que muitas mulheres conhecessem homens como David Charvet - será agora uma longa-metragem que chegará às salas de cinema no próximo ano. E, como seria de esperar, com um elenco renovado sendo que não está excluída a hipótese de David Hasselhoff, o eterno Mitch Buchannon, aparecer no filme. Partilho aqui alguns dos actores que marcaram diversos períodos da série bem como aqueles que vão ocupar o seu lugar. E fica a questão: o clássico ou a versão renovada? Por quem preferiam ser salvos numa praia? Agora escolha!

Mitch Buchannon - David Hasselhoff

Mitch Buchannon (2017) - Dwayne Johnson

C.J. Parker - Pamela Anderson

C.J. Parker (2017) - Kelly Rohrbach

Matt Brody - David Charvet

Matt Brody (2017) - Zac Efron

Stephanie Holden - Alexandra Paul

Stephanie Holden (2107) - Ilfenesh Hadera 

Summer Quinn - Nicole Eggert

Summer Quinn (2107) - Alexandra Daddario

19.3.16

eu tenho um herói, chamo-lhe pai

Existem crianças que crescem a admirar heróis que podem ir do Batman ao Super Homem. E outras que crescem a idolatrar personalidades do desporto, da televisão, da música ou de outra área qualquer. São exemplos que observam com atenção e que tentam seguir ou mesmo igualar. Eu não. Não tenho nenhum herói que tenha admirado ao longo da minha infância ou adolescência. E apesar de gostar de diversos atletas nunca olhei para nenhum como o homem, ou mesmo atleta, que pretendia ser.

No meu caso posso confessar que cresci a admirar o meu pai. Cresci, e formei-me enquanto homem, a idolatrar o melhor Homem que este mundo já conheceu e a quem tenho o orgulho e honra de chamar pai e, em tom de brincadeira, Anhuca. E esta admiração vai de coisas tão simples como estar a olhar para o meu pai enquanto fazia a barba até brincadeiras na praia ou conselhos que me foram dados em cada momento da minha vida.

E mais do que me ensinar a viver, mais do que me debitar toda a teoria em torno da vida, o meu pai tem vivido e essa tem sido a melhor lição de todas. É a prática de toda a teoria e com o orgulho de poder observar tudo isto de perto e de poder beber de toda aquela sabedoria. Valorizo cada sacrifício feito para que tanto eu como a minha irmã tivéssemos uma vida melhor do que a sua. Valorizo todos os conselhos que me têm sido dados. Valorizo cada raspanete que ouvi. Valorizo nunca ter necessitado de recorrer à violência para ensinar algo. Não existe nada que não valorize no meu pai. Até a teimosia que herdei e que compete em pé de igualdade com a sua.

Que me desculpem todos os pais do mundo mas isto não é nenhum cliché. O melhor pai do mundo é mesmo o meu. E quem conhece este homem extraordinário só me poderá dar razão. Bem vistas as coisas errei quando disse que não admirei nenhum herói ao longo da minha vida. Porque na realidade tenho um herói e chamo-lhe Pai. Amo-te muito Anhuca. És o melhor Pai do mundo e espero um dia vir a ser metade do homem que és. Obrigado por tudo!

18.3.16

o néctar dos deuses

O que dizer de uma bebida que tem o rótulo de néctar dos deuses? Nada que não seja elogios. Não bebendo todos os dias, o vinho é uma bebida que aprecio bastante. Quer seja num jantar a dois como num jantar de família ou amigos. E tanto bebo do vinho da casa do mais simples que existe à marca mais badalada. Aquilo que me importa é a qualidade, que nem sempre pode ser medida pelo preço.

Quando falo de vinhos existem dois comportamentos comuns em mim. Quando vou a casa de alguém gosto de levar uma garrafa e quando vou a um hipermercado gosto de passear pela área destinada ao néctar dos deuses. E através das promoções tenho experimentado diversos vinhos dos quais acabo por ficar fã e que recomendo às pessoas que me são mais próximas.

Num passado mais ou menos distante um colega de profissão falou-me da aplicação Vivino. Na altura achei piada mas acabei por não fazer o download. Isso ou na altura ainda não tinha iPhone, já não sei precisar. Agora já me rendi à aplicação (obrigado David) e recomendo a mesma a todas as pessoas.

Esta aplicação tem uma grande vantagem que passa por perceber o real preço de um vinho. Basta fotografar o rótulo e aparecem notas dadas pelas pessoas, comentários dos utilizadores e ainda (mesmo que não aconteça com todos os vinhos) o preço médio da garrafa. E este dado permite que o cliente perceba se a promoção é realmente boa. Além disso, a aplicação permite ainda que a pessoa fique com uma base de dados dos vinhos que já consumiu.

Fui comprar uma garrafa de vinho para levar para um almoço na casa dos meus pais. Cruzei-me com uma garrafa de Principium (tinto), que estava em promoção, a 3,99 euros. Fotografei o rótulo e percebi que o preço médio de cada garrafa ronda os 5,35 euros. Acabei por levar e acabo agora a partilhar o vinho aqui. Não apenas pela promoção mas porque foi uma das surpresas mais agradáveis que tive nos últimos tempos. Recomendo este vinho a todas as pessoas.

desconhecia esta triste história

Ao longo do tempo de existência do blogue já partilhei diversos textos sobre animais, sobretudo sobre cães, a minha grande paixão. Tive um que me ensinou muito. Sei o que é amar um animal como se fosse da minha família (e era), conheço a dor de o perder, de o ver morrer à minha frente mas em nenhum momento esta dor e o vazio da sua partida conseguem ser mais fortes do que os anos que vivemos juntos e as alegrias que me deu. E posto isto digo que quem nunca teve um animal de estimação não sabe o que perde.

Mas sei também que ter um animal não é para qualquer pessoa. São necessários sacrifícios, é necessária paciência e muito amor. E quando faltam estas coisas é complicado ter um cão. Ter um cão para o deixar dias e dias fechado numa varanda mais vale não ter. Ter um cão para o tratar ao pontapé mais vale não ter. Por mais que algumas pessoas não gostem da comparação, ter um cão é quase o mesmo que ter um filho. Com as devidas distâncias e diferenças temporais o percurso é semelhante. Depois, tratar um cão como um membro da família e como uma pessoa é uma opção de cada um.

Por gostar muito de animais irritam-me os tratamentos dados a alguns animais e as adopções de circunstância. Aquelas que são feitas por capricho em alturas festivas ou para calar um filho que está sempre a dizer que quer ter um cão. Não conhecia a história do Lucas Goya mas ainda bem que a União Zoófila fez questão de a partilhar. Pode ser que assim se consiga dar mais um passo na alteração da mentalidade de muitas pessoas que olham para um animal de estimação como uma camisola que se usa e que se coloca para o lado quando se está farto da mesma. E pior do que isto é a forma como se conduz este processo, não tendo a menor consideração pelo animal.

Ninguém vai adoptar uma criança para dois meses depois ir devolver a mesma porque afinal não era bem aquilo que se pretendia, porque não se tem tempo como se imaginava ter ou porque a vida vai ser um pouco diferente daquilo que se imaginou no momento da adopção. Se não fazem isto com pessoas também não o façam com animais e deixem os animais para as pessoas que realmente desejam e apreciam a sua companhia.

para a próxima acorda mais cedo e dá-lhe flores

Todas as relações têm os seus altos e baixos. Não deve existir um único casal que nunca tenha discutido por algum motivo. Ou que não se tenha chateado por isto por aquilo. Existem casais que falam para resolver os assuntos. Existem outros que preferem discutir aos gritos. Existem aqueles que se afastam e optam pelo silêncio. E existem aqueles que preferem arrancar os testículos com as próprias mãos. Algo que aconteceu na Roménia.

8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Tudo estava bem até ao momento em que um casal começa a discutir. E o motivo da argumentação passou pelas tarefas domésticas. Mais especificamente pelo reparo feito pela mulher que não gostou de não contar com a participação do marido na realização das referidas tarefas domésticas. Discussão para aqui, discussão para ali até que a mulher decide arrancar, com as próprias mãos, os testículos do marido.

"É capaz de ser melhor ir ao hospital", disse o marido.
"Mete gelo que isso melhora", explicou a mulher.

O homem acabou por ir ao hospital, tendo sido operado de urgência. Tudo correu bem. E enganem-se aqueles que pensam que o divórcio é a solução. Popa perdoou a mulher, Marinela, e o casal prossegue a história de amor. "Estou bem. Todos cometemos erros. O ponto principal é que perdoei a minha mulher", disse Popa que até assume uma parte da culpa na discussão. "Devia ter comprado flores e acordado mais cedo".

és um(a) dono(a) de gatos paranóico(a)?





















Retirado daqui

17.3.16

a grandeza de alguém vê-se nestes momentos

Pouco posso dizer sobre o talento de Nicolau Breyner. Posso referir que cresci a vê-lo na televisão. Posso dizer também que a minha profissão levou a que estivéssemos à conversa e que tivesse ficado com a certeza de que estava perante um verdadeiro Senhor. De resto, tudo aquilo que possa escrever será sempre injusto perante a carreira e grandeza de um homem cuja história de vida se mistura com a história da televisão/ficção em Portugal.

Vivemos num País em que é normal elogiar aqueles que partem. Sobretudo nas redes sociais. Todas as pessoas tecem os mais rasgados elogios e todas as pessoas partilham histórias que viveram com quem partiu. Em alguns casos histórias que mudaram a vida dessas pessoas. E hipocrisias à parte, muitas pessoas fazem isto porque fica bem. Por exemplo, recentemente um actor faleceu. No momento da sua morte perdi conta às figuras públicas que se desdobraram em elogios nas redes sociais. Muitos diziam não existir um homem assim. Mas no velório e no funeral estiveram "meia dúzia" de pessoas. E isto é recorrente e triste.

Com Nicolau Breyner tudo foi diferente. A sua grandeza fica evidente na quantidade de pessoas, dos mais diferentes quadrantes da sociedade portuguesa, que elogiaram sobretudo o homem que era. Não me refiro a homenagens que apenas ficam bem no momento da morte. Refiro-me aos elogios que vão muito além de palavras vazias de sentimentos que muitas pessoas debitam nas redes sociais. E acho que a grandeza de uma pessoa fica evidente nestes pequenos momentos. "O meu avô sempre disse que não levávamos nada para a outra vida. Os caixões não têm gavetas. Fica cá tudo. Connosco vão só os afectos", disse, em tempos, Nicolau Breyner. E o homem que era faz com que tenha tido uma homenagem digna e que tenha partido com muitos afectos.

PS – Quando mencionei a morte de outro actor não pretendi dizer que não tinha a grandeza de Nicolau Breyner até porque, não o conhecendo, sempre ouvi falar muito bem dele. A diferença é que no seu caso infelizmente as homenagens não passaram de um gesto vazio de sentimentos que fica muito bem num mural de uma qualquer página de Facebook. No caso de Nicolau Breyner, mais do que homenagens pouco sinceras existiu uma despedida que faz justiça aquilo que deu à televisão e aos portugueses e que nunca poderá ser pago.

aquilo que temos como garantido

Quando faço apostas desportivas gosto de misturar resultados. Algo que sobe, e muito, o valor do prémio. Quando tomo esta opção escolho um conjunto de jogos para apostar. Alguns que para mim têm resultados fáceis de acertar. E alguns imprevisíveis. O aliciante para mim é esta mistura daquilo que tenho como garantido e o extremo oposto. Mas curiosamente é quase sempre o garantido que me trama. Algo que me aconteceu hoje, por exemplo. Uma equipa que em toda a sua história nunca venceu em determinado país. Uma equipa muito mais fraca do que outra. Mas que mesmo assim venceu.

Até agora estive a falar de futebol e de uma aposta. Mas podia estar a falar de tudo aquilo que temos como garantido na vida. Porque na verdade não existe nada que possa ser tomado como garantido na vida. Só mesmo a morte. De resto, nada mais. Por mais certezas que possam eventualmente existir. Por mais conhecimento que se acredite ter. Por maior que seja o conjunto de factores que fazem com que se acredite em algo como garantido.

Num segundo tudo muda. Num segundo aquilo que se teve sempre como garantido deixa de o ser. Aquilo que até então era impensável torna-se real. Aquilo em que nunca se acreditou aconteceu. E nesse instante todos percebem que afinal não existe nada como garantido. Nesse momento as dúvidas passam a fazer parte das mais diversas equações da vida. Surgem os "e se" em tudo aquilo que se tinha como garantido. Isto é um dos encantos das apostas e provavelmente é também um dos ingredientes que torna a vida muito mais interessante e muito menos monótona.

felizmente não tenho este nome #2

Como referi no primeiro texto desta rubrica, que remonta a Agosto de 2012, tenho um apelido um pouco fora do comum. Apelido que as pessoas trocam com facilidade e que já ouvi ser dito das mais diversas formas. Tal como já o vi escrito igualmente de diversas formas. Porém, posso considerar que tenho um pouco mais de sorte do que o Dino.

"Quem?", podem perguntar. Trata-se de um jovem de apenas 17 anos que é visto como uma das maiores promessas do rugby inglês. Diz que, pois não acompanho a modalidade, é um atleta fora do normal e que tem tudo para ter uma carreira brilhante. Pois bem, Dino é apenas o primeiro nome pois o atleta é conhecido por Dino Lamb-Cona, que é o seu nome. E qualquer piada que pudesse ser pensada ou feita fica logo desmontada quando se lê o nome deste brilhante e jovem atleta.

"Estás a gozar, esse nome não existe", é algo que podem dizer. E para confirmar o que disse partilho uma foto do jogador bem como uma imagem da sua página no Twitter.


quem me explica a utilidade disto #55

Diz, a marca, que não existe nenhuma mulher que não deseje ter uma tatuagem acima da vulva que diga algo como "come-me". Aliás, a marca vai mais longe. Diz que estas tatuagens são tão comuns que provavelmente todas as mulheres já devem ter uma. Mas, e caso exista por aí alguma mulher sem tatuagem numa zona corporal mais íntima, existe um produto que irá colocar um ponto final nesse problema.

E não envolve a dor de uma tatuagem definitiva. Nem é necessário lidar com o arrependimento de uma tatuagem que se fez. A solução passa pelos Eat Me Vajazzle Crystals. Uma tatuagem de fácil aplicação que é recomendada para as adeptas da depilação brasileira. Explica a marca que este artigo serve para que a mulher explique ao homem o que pretende dele naquele encontro. E a mensagem nem é cara. Bastam aproximadamente 4,5 euros para passar a mensagem.


Diz a marca que esta tatuagem provisória deve ser aplicada numa zona íntima e que serve para que o homem perceba o que a mulher deseja naquele encontro. Pois bem, a tatuagem é aplicada numa zona íntima. Ou seja, para o homem a ver existe muita roupa (provavelmente toda) que já está amontoada no chão do quarto, apenas para dar um exemplo. Provavelmente a mulher estará nua quando o homem se deparar com a mensagem. E creio que nessa altura poucas dúvidas existem sobre o destino do encontro. A não ser que a mulher se dispa, mostre a tatuagem e diga algo como: "Gostas da tatuagem? Era só para veres pois não é para ti", voltando a vestir-se.

Partindo do princípio que o jogo de sedução terá que estar num estado avançado para que o homem vislumbre a tatuagem acho que existe um risco grande de ser uma bela arma de sedução ou um completo turn off. Acho que a linha que separa a sedução da vulgaridade consegue ser, neste caso, muito ténue. Por isso, quem me explica a utilidade disto?

é igual em todo o lado

As notícias que chegam do Brasil e que envolvem um "esquema" protagonizado por Dilma Rousseff e Lula da Silva para evitar a prisão do último mostram que os meandros e bastidores do mundo político são iguais em todo o lado. Recuando até 1988, Lula da Silva dizia isto: "quando rico rouba, vira ministro". Curiosamente, ou não, agora passa a ministro. Mudam as bandeiras, muda a localização geográfica mas assim vão os bastidores da política. Fora aquilo que acontece e com que as pessoas nem sequer sonham. Talvez um dia isto mude...

16.3.16

quem encontra a letra escondida?


Esta imagem tem uma letra escondida. É o que se diz. Falta saber se por aqui alguém a consegue encontrar.

a falta de "civismo" de fazer compras em espanha

Parece que agora, pelo menos é essa a ideia que algumas pessoas tentam passar, é considerado falta de "civismo" quando um português decide fazer compras e atestar o depósito do automóvel em Espanha. Compras essas que não são feitas por mero capricho mas pelo simples (e importante) facto de que representam uma poupança considerável no orçamento das famílias. Algo que será acessório para alguns mas que terá uma importância bastante relevante na vida de bastantes pessoas.

Se fazer compras e atestar o depósito do carro em Espanha representa falta de civismo posso confessar que me falta esse civismo desde pequeno. Desde criança que me recordo de ir de férias com os meus pais para o Algarve e em diversas ocasiões fomos a Espanha. E deu sempre para atestar o depósito e para fazer diversas compras. E o motivo era quase sempre o mesmo: é muito mais barato do que em Portugal. Recordo-me de comparar preços e a diferença chegava a ser absurda.

Com o passar dos anos não perdi este hábito pouco cívico. Quando estou de férias no Algarve gosto de dar um salto a Isla Cristina, local que aprecio bastante. Tanto a praia como uma casa de petiscos mesmo colada à praia onde me delicio com quase tudo. Não sei se já mencionei o assunto no blogue (creio que sim) mas quando vou a Isla Cristina aproveito sempre para fazer compras no Mercadona. Aliás, já cheguei a ir a Badajoz propositadamente para fazer compras no Mercadona. A viagem é curta, serve de passeio, dá para comer tapas e faço compras.

E não faço isto por capricho. Não faço isto para me gabar de que faço compras em Espanha. Faço isto porque poupo muito, mesmo muito, dinheiro com os produtos que lá se vendem, quase todos da marca própria. Mas não é apenas o preço. É também a qualidade dos produtos. E outro detalhe não menos importante que é o tamanho das embalagens. Quando vou a Espanha fazer compras gasto "pouco" dinheiro e consigo trazer detergentes e coisas do género que me duram largos meses.

Para dar apenas um exemplo, e quem faz o mesmo do que eu pode comprovar isto, basta comparar um rolo de papel higiénico comprado no Mercadona e outro comprado cá. Basta olhar para o centro do rolo e comparar o buraco para perceber que os de cá são "gigantes" e os de lá são "minúsculos", algo que representa numa maior quantidade de produto. Depois é comparar a quantidade de produtos que lá são vendidos a um euro, como é o caso do gel de banho e de muitas novidades, com embalagens de grandes dimensões.

Se me dá gozo ir até Espanha para fazer compras? Só pela viagem e visita. Se tenho orgulho em dizer que faço compras em Espanha? Nem por isso. Se poupo dinheiro com isso? Muito! Por isso dispenso os discursos com falsos moralismos de que é falta de civismo ir fazer compras a Espanha e que estamos a pagar impostos noutro país. É uma questão de proximidade geográfica e de poupança, já para não falar da qualidade dos produtos. E é isso que está em causa e não o capricho dos portugueses que fazem compras em Espanha.

15.3.16

ainda sobre "no meu tempo"

Um dos textos que partilhei hoje no blogue era sobre algo que considero ser diferente do tempo em que era adolescente. E refiro-me às semelhanças a nível de imagem que se observam nos adolescentes nos dias que correm. Tanto os rapazes como as raparigas parecem todos iguais, como roupas iguais e até, em muitos casos, penteados iguais. Parece que ver um é ver todos. Algo que considero diferente da altura em que era adolescente.

Por outro lado existe algo que não mudou desde aquela época até agora. E algo que provavelmente não mudará com o passar dos anos. E agora refiro-me ao local que se escolhe para sair à noite. Tal como na altura em que era adolescente (e quando comecei a sair à noite) também agora se procuram os sítios mais badalados. Quando alguém fala em noitada existe sempre alguém no grupo que menciona a discoteca mais badalada. Há sempre alguém a querer convencer o grupo a ir ao sítio "onde todos vão" e "onde tudo se passa". E isto não mudou com o tempo.

Na altura em que era adolescente isso acontecia. No momento de escolher um sítio para sair as hipóteses acabavam quase sempre por passar pelas discotecas mais badaladas. Onde todos sabiam que provavelmente até podiam pagar mais mas não se importavam. Existiam todas as desculpas desde as mulheres e homens mais bonitos até à melhor música quando aquilo que estava em causa era ser um sítio mais badalado.

E isto não mudou. Só mudaram os sítios. Pelo menos a maioria deles. Pois os jovens continuam a querer os espaços mais badalados de Lisboa, Porto e de tantas outras cidades. Sem que percebam que a melhor diversão, bebidas, música, companhia, seja o que for, não tem de estar necessariamente nesses locais badalados que aparecem em anúncios de rádios e em fotos de festas de famosos nas revistas. Os motivos para isto podem ser os mais diversos desde a aceitação aquilo que se considera "status", passando por tantas outras coisas.

Nesta temática, a idade ensina que os sítios mais badalados nem sempre são os melhores. Ensina também que a companhia dos amigos é melhor do que a qualidade da música ou mesmo que os atributos físicos daquela mulher ou daquele homem. A idade ensina que um bar vazio de clientes mas cheio de amigos pode ser muito melhor que aquela discoteca de que toda a gente fala. Mas enquanto não se aprende isto continua a achar-se que sair à noite passa necessariamente pelos locais mais badalados. Que se nunca se entrar em nenhum deles não se é ninguém nisto dos adolescentes que saem à noite.

está quase a chegar

agora é tudo igual

Não meu tempo não era assim. Ou, caso fosse, talvez não reparasse nisso. Mas creio que na minha adolescência não acontecia isto. E o que é isto? Cada vez que passo junto a uma escola preparatória ou secundária, algo que por exemplo acontece diariamente nestes dias em que não tenho estado a trabalhar, apercebo-me de que os adolescentes são todos iguais. Isto no sentido em que todos (a esmagadora maioria) vestem as mesmas roupas, com as mesmas cores e recorrem aos mesmos penteados. E esta igualdade, de indumentária, é comum tanto nos rapazes como nas raparigas.

Quando digo que no meu tempo não era assim é porque me recordo de que no meu grupo de amigos ninguém andava vestido igual a ninguém. Nem os rapazes nem as raparigas. Aliás, os estilos conseguiam ser bastante diferentes. Tal como os interesses dos adolescentes de agora. Naquela altura interessava era que alguém tivesse uma bola para se aproveitar os intervalos, sobretudo o mais longo. Quando não era a bola era um baralho de Uno para jogar na associação de estudantes. Além disto eram as conversas, as brincadeiras e o constante desafio para jogar contra os professores uma vez por semana.

E no meio disto tudo não cabiam os penteados iguais, as roupas iguais e o que quer que fosse. Algo que só acontecia por mero acaso e que gerava tantas piadas que ninguém tinha vontade de aparecer na escola com roupa igual à do amigo. Agora, parece que todos vão às compras no mesmo sítio. Quase que até parece que é uma espécie de farda das escolas públicas.

fazem devoluções?

Chama-se James Parke e não esconde ser um viciado em cirurgias. Este rapaz assume-se como a Kim Kardashian Masculina e gastou 100 mil euros em intervenções para ficar parecido às Kardashians. Em primeiro lugar pedia a devolução do dinheiro pois as semelhanças são... nenhumas! Depois, era bom que as clínicas que se "alimentam" do dinheiro destas pessoas começassem a ter o bom senso de recusar determinadas intervenções.

14.3.16

brancos, pretos, latinos, muçulmanos, pobres e ricos. racismo e preconceito

Crash, Colisão em português, é um filme de 2004 que apesar de ter conquistado três Óscares (em seis nomeações), entre eles o de Melhor Filme, e um total de 61 prémios terá passado ao lado de muitas pessoas. Quando abordo o nome poucas são as pessoas que o reconhecem no imediato. E aqueles que reconhecem dizem logo que foi do melhor que já viram. Sendo amante e devorador de cinema atrevo-me a dizer que este filme é uma das melhores histórias que alguma vez chegaram ao cinema. E reforço esta ideia depois de ter voltado a rever o filme no passado fim-de-semana.

E mesmo tendo em conta que já passaram doze anos, Crash continua actual. Porque aborda o racismo e o preconceito que ainda imperam na sociedade. Entre brancos, pretos, latinos, muçulmanos, pobres e ricos. Seria extremamente fácil fazer um filme que se cingisse ao racismo entre brancos e pretos mas Crash vai muito além disso tocando numa sociedade/realidade multicultural e multicolorida com histórias que se entrelaçam e abraçam em momentos diferentes e sempre de um modo perfeito.

E como se isto não bastasse existe ainda um elenco de luxo onde não faltam Don Cheadle, Sandra Bullock, Matt Dillon, William Fichtner, Tony Danza, Jennifer Esposito, Brandan Fraser e Terrence Howard, apenas para dar alguns exemplos. Num ano em que muito se discutiu o racismo nos Óscares, numa campanha presidencial norte-americana em que Trump é acusado de racismo e numa sociedade (à escala mundial) onde o preconceito e o racismo ainda imperam, este é daqueles filmes que todas as pessoas deveriam ver antes de morrer (e quase que aposto que é impossível ver apenas uma vez) até pelo murro no estômago que se leva com este filme. Para quem não sabe do que se trata, podem ver o trailer aqui.

"Em Los Angeles ninguém te toca. Estamos sempre atrás do metal e do vidro. Acho que sentimos tanta falta desse toque, que batemos uns nos outros só para sentir alguma coisa", Graham (Don Cheadle)

PS – Cada pessoa que nunca viu este filme deveria pagar multa.

como abordar uma mulher num ginásio

Neste texto dei conta de alguns desabafos reais feitos por mulheres e sobre aquilo que gostariam que os homens fizessem no primeiro encontro. Num dos comentários do texto abordou-se a temática da forma como os homens devem abordar as mulheres ou como as mulheres gostam de ser abordadas ou convidadas a sair. Especialmente num cenário específico como é o caso de um ginásio.

Sou a favor da naturalidade. Mesmo que isso possa fazer com que, neste caso, um homem possa revelar nervos no momento de abordar uma mulher. Acredito que as mulheres conseguem perceber os nervos de um homem e até acham piada a isso quando acham piada ao homem em questão e, por exemplo, até ansiavam pelo momento em que ele metesse conversa. Mas quando se trata de um ginásio as coisas conseguem mudar de figura...

O ginásio é capaz de ser um dos piores sítios (ou mesmo o pior) para um homem abordar uma mulher. Ou mesmo para olhar para ela (quando não se consegue evitar esse olhar) sem que esse simples gesto possa ser interpretado da forma errada. E digo isto porque é um espaço onde existe muita "sensualidade" que sendo acessório deixa de o ser quando uma pessoa tentar abordar outra. E quando falo de sensualidade refiro-me às roupas justas e algumas vezes curtas que, ao contrário do que acontecia antigamente, são usadas por praticamente todas as mulheres. Algo que pode ser uma barreira para uma abordagem.

E existem outros riscos como as palavras erradas e o momento errado para a abordagem, algo que faz com que a mais simples e natural abordagem possa ser entendida como o acto de um homem tarado que está no ginásio para engatar mulheres e não mais do que isso. Mesmo assim, considero que existem coisas que podem facilitar uma abordagem.

Primeira regra, e aquela que considero ser a regra de ouro que nunca pode ser quebrada no momento de abordar uma mulher num ginásio. Nunca, mas NUNCA elogiar o corpo da mulher. Por melhor que seja a intenção é meio caminho andado para que tudo corra mal. Ainda na temática do corpo, outro passo mal dado é tentar impressionar a mulher com o corpo e não com a personalidade. Estar a mostrar constantemente os músculos poderá funcionar com algumas mulheres mas acredito que irá afastar a maioria delas.

Um bom truque pode passar, por exemplo, por pedir ajuda num determinado exercício ou no funcionamento de uma determinada máquina. E uma abordagem tão simples como esta poderá dar a entender se a mulher está disposta a mais conversas ou não. Se costumarem treinar sempre à mesma hora e com treinos semelhantes podem ser também parceiros de treino, com as tais ajudas em determinados exercícios.

Quando estes (ou outros) factores fazem com que o homem acredite que está na hora de abordar a mulher resta apenas escolher o melhor momento para o fazer. Por exemplo, nunca abordar a mulher a meio de um exercício. O melhor será sempre esperar pela altura em que a mulher está numa pausa entre exercícios. Por fim, não esperar este mundo e o outro na primeira abordagem. Não insistir quando não existe o feedback que se desejava nem ficar demasiado eufórico com uma reacção positiva e desejada. A partir daqui deve imperar a naturalidade.

algo que nunca irei aceitar num restaurante

Quer pague oito ou oitenta euros pela refeição existe algo que nunca irei aceitar num restaurante. Algo como ser convidado a abandonar a mesa pelo simples facto de que o restaurante deseja sentar outras pessoas na mesa onde estou sentado. Até porque, quer seja na tasca do bairro ou num restaurante de luxo, é algo que nenhum restaurante pode fazer. O cliente está a consumir e tem direito de permanecer na mesa.

É claro que existem algumas expecções que exigem rapidez. Por exemplo, se for um almoço durante a semana, com tempo contado para regressar ao trabalho, não me importo de sair da mesa para regressar ao trabalho e para que outra pessoa almoce. Mas essa decisão é minha e nunca do dono do espaço. Porque no final o que interessa é que é algo que não pode ser feito. Muito menos em restaurantes que ganham "fama" e num jantar de Sábado à noite, daqueles que até podem acontecer apenas uma vez na vida, dada a circunstância do mesmo.

Um restaurante que tem este tipo de comportamento está riscado da minha lista. Neste caso específico trata-se de um (e não importa o nome) que estava a pensar conhecer mas que depois de ter conhecido o comportamento de quem lá trabalha fiquei com a certeza de que não irei lá. E este episódio fez-me recordar um outro protagonizado por um amigo que estava num jantar semelhante a este, num restaurante de "luxo", com um grupo de amigos.

A determinado momento o empregado traz os cafés e a conta. As pessoas perguntaram umas às outras se alguém, sem que os outros se tivessem apercebido disso, tinha pedido a conta. Disseram que não e questionaram o empregado. "Trouxe a conta porque temos mais pessoas para sentar", explicou. "Mas ainda vou querer um digestivo e também o livro de reclamações", disse o meu amigo. O empregado, bem como os seus superiores, recusaram entregar o livro de reclamações. O meu amigo não teve outra hipótese que não fosse chamar a polícia. E só na presença de um agente é que acederam a entregar o livro. E depois de tudo aquilo ainda fizeram questão de oferecer o jantar, na esperança de que nada fosse escrito. Sem sucesso.

Um jantar de Sábado à noite (ou outra refeição qualquer) não é algo para comer à pressa e para sair da mesa a correr. Sobretudo quando é um grupo de pessoas que se juntou para determinado objectivo e que está a consumir (e não é pouco). E mal das casas que convidam os clientes a sair porque querem servir mais refeições.

relação de amor ou ódio (de que lado estás?)

Quando penso em bolsos imagino uma relação de amor ou de ódio. Acredito que também existam algumas pessoas que andem ali pelo meio, amando uns dias, odiando noutros e ficando indiferente nos restantes. Mas quero acreditar que a maioria das pessoas se divide entre o amor e o ódio para definir a sua relação com os bolsos das calças, das camisas e dos casacos.

Começando pelo amor. São aquelas pessoas para quem os bolsos são espaços compartimentados onde é possível guardar tudo. Parecem pequenas arrecadações. Mesmo percebendo que determinado objecto não cabe no bolso arranjam forma de o colocar no interior do mesmo. Nem que para isso tenham de danificar o objecto ou o bolso. Tenho amigos assim. São aqueles que conseguem ter os bolsos das camisas e das calças rasgados porque colocam tudo nos mesmos.

Depois existe o lado do ódio. Talvez ódio seja uma palavra forte mas são aquelas pessoas para quem os bolsos devem permanecer quase sempre (ou mesmo sempre) invioláveis. São aquelas pessoas para quem os bolsos servem, quanto muito, para guardar um lenço de papel ou um cartão de crédito. Mais do que isso e durante mais de meia dúzia de segundos é um inferno. É um aperto que não se aguenta. São bolsos a gritar "salvem-me" e pessoas que não suportam ter objectos nos bolsos. São aquelas pessoas que preferem andar com a carteira, o telemóvel e a chave do carro na mão do que ter tudo isto nos bolsos.

Faço parte do segundo grupo. Nunca gostei de andar com coisas nos bolsos. Um lenço, tudo bem. Um cartão multibanco também. Mais do que isso só em casos excepcionais. Sou incapaz de andar com o telemóvel num bolso, a chave do carro no outro e a carteira num terceiro. Para mim isto representa uma sensação estranha e acabo por carregar tudo nas mãos. E acredito que existem outros como eu e aqueles para quem cabe sempre algo mais nos bolsos. Certo?

11.3.16

um fenómeno estranho mas comum

Existe aquilo que considero ser um um fenómeno estranho mas comum. Bastante comum. E que me toca mais porque diz respeito à minha área e ao meu "ganha pão". Estou a falar dos jornais e revistas que são lidos dentro das grandes superfícies. Por exemplo, hoje almocei dentro do Continente enquanto fazia compras. Como estava sozinho fui buscar o jornal Record para ler enquanto comia uma tosta mista.

Durante este processo reparei que existiam muitas publicações abandonadas nas mesas. Reparei também em pessoas que conseguem ir buscar todos os jornais ou todas as revistas para estarem entretidos enquanto se alimentam. Sendo que nenhuma destas pessoas tem a intenção de comprar a publicação que lê. E as grandes superfícies sabem isso. Sabem que aquilo entretém as pessoas enquanto fazem compras - por exemplo, enquanto o marido lê os jornais não aborrece a mulher que está a fazer as compras - ou enquanto se alimentam. Basicamente, enquanto gastam dinheiro noutras coisas. E por isso não se importam que os jornais e revistas andem para ali sem ser vendidos, até porque depois são devolvidos.

Quando acabei de ler também podia deixar o jornal em cima da mesa. Sei que ninguém olharia para mim de lado nem ninguém me iria questionar sobre o abandono da publicação. Em vez disso guardei o jornal no carrinho de compras e paguei o mesmo. Aquilo que fiz deveria ser feito por todas as pessoas que pegam num jornal ou revista para ler. E talvez isto me toque mais de perto por ser jornalista. As pessoas podem pensar que o Continente (ou outra superfície comercial qualquer) não se importa com esse acto e que não perde dinheiro com isso. Isso é capaz de ser verdade. Mas a publicação vende menos alguns exemplares. Que saltam de mão em mão até ao abandono. E exemplares que em vez de estarem ali ao abandono, acabando devolvidos, podiam estar em meios mais pequenos, pontos de venda que recebem poucas unidades, onde chegam meia dúzia de jornais ou revistas.

E, sobretudo nos dias que correm, é uma fatia "importante" de dinheiro que não entra na publicação que fez aquele jornal ou revista. E que tem menos lucros. E que tem de fazer cortes. E que tem de despedir jornalistas porque vendem-se menos publicações. É um efeito bola de neve. É um problema muito maior do que esta pequena parte. Mas esta pequena parte não deixa de ser um problema. E basta que quem lê publicações sem pagar as mesmas se coloque no lugar dos jornalistas e das publicações que gostam de ler sem pagar.

Vamos imaginar que quem faz isto vende maquilhagem. Será que essa pessoa gostava que as pessoas entrassem na sua loja, usassem os produtos para se maquilhar e não pagassem os mesmos? Ou será quem tem um cinema, uso este exemplo para ser mais fácil, gostava que as pessoas vissem o filme sem pagar? E isto aplica-se a qualquer negócio. Basta imaginar um cliente a usufruir de um produto sem pagar o mesmo. Ninguém gostava pois não? Mas é isso que fazem quando estão a ler um jornal ou revista desde a primeira até à última letra sem ter intenção de pagar a publicação.

(not) so desperate house husband

Eu + aspirador + pano do pó + esfregona + VH1 Classic = not so desperate house husband. Nesta equação, ou no meu caso, o que transforma a limpeza da casa num concurso de karaoke e num concurso de dança é mesmo a música. Tudo serve para cantar e para dançar, sempre na esperança de que nenhum vizinho esteja a ver.

eu estou safo. e tu?

Dizem os especialista, com suporte num estudo recente, que existe uma bebida que reduz em 35% as hipóteses de se vir a ter um ataque cardíaco ou um problema cardiocascular, quando em comparação com as pessoas que não ingerem essa bebida. A bebida em questão é chá e se isto for verdade posso dizer que estou "safo", isto no sentido em que é raro o dia em que não bebo uma chávena de chá.

10.3.16

aquilo que elas gostavam que eles fizessem no primeiro encontro

O que fazer num primeiro encontro? O que dizer? O que podem as mulheres esperar dos homens? Não existe nenhuma formula matemática para responder a isto nem nenhuma resposta que seja a única certa. Mas existe a opinião das mulheres. Partilho dezasseis desabafos femininos (não são teorias mas palavras de mulheres reais, apenas não coloquei os nomes das mesmas) sobre aquilo que entendem que os homens devem fazer no primeiro encontro. Ou aquilo que gostariam que eles fizessem. Aproveito para perguntar às mulheres que por aqui passam se concordam com estas ideias.

1 - Estarem dispostos a falar e não perguntarem onde aquele encontro vai acabar.

2 - Sair com alguém é stressante. Gostava que eles assumissem isso. É bom saber que não sou a única nervosa.

3 - Não falem sobre a vossa vida sexual, ou falta dela, no primeiro encontro.

4 - Deixem-nos pagar a conta algumas vezes. O meu primeiro encontro com o meu ex-marido foi uma agradável surpresa. Não me deixou pagar o jantar mas deixou-me pagar os cafés noutro local depois do jantar. Senti que me via numa situação de igualdade e não como alguém que necessitava de ser protegida.

5 - Sejam honestos em relação a quem são e a que tipo de relação procuram.

6 - Que abram a porta e puxem a cadeira.

7 - Não analisem detalhadamente a conta no momento de pagar. Já me sinto mal por serem vocês a pagar por isso não é preciso tornar a situação ainda mais estranha.

8 - O Candy Crush pode esperar.

9 - Não são precisas fotos do teu pénis.

10 - Sê tu mesmo. Aproveita o encontro com outro pessoa sem jogos estúpidos ou objectivos escondidos.

11 - Não discutas a tua opinião negativa sobre a monogamia. Muitos homens divorciados gostam de verbalizar as suas opiniões sobre isto. Poderá ser porque ainda não recuperaram da separação. Convidar uma mulher para sair e depois falar mal de relações não é sexy e provavelmente não levará a um segundo encontro.

12 - Ouve a minha opinião depois de fazeres uma pergunta. Conversa pois uma boa conversa é o melhor.

13 - Aproveita o encontro. Homens solteiros com mais de 40 anos agem como se as mulheres tivessem de aceitar migalhas. Como se fossem a nossa última esperança para nos salvar de uma vida de solteira.

14 - Perguntem se queremos ter um encontro. Não quero "passear" ou "dar uma volta" por aí. Sou uma mulher adulta.

15 - Durante o encontro tratem-nos como uma prioridade e não como uma mera opção.

16 - Durante o encontro não digam coisas como "sou melhor solteiro do que numa relação" para depois perguntarem se queremos um segundo encontro.